Animismo x Mistificação – Imprescindível a Leitura

Realmente existe a diferença entre a mistificação e o animismo porém ela é de caráter moral ou intencional. A mistificação é o embuste , a mentira aplicada no sentido de levar vantagens pessoais ou prejudicar a outrem interferindo na comunicação ou na total inexistência do espírito. O animismo é a interferência na comunicação em diferentes graus sem a intenção de prejudicar ou levar vantagens porém desvirtuando a mensagem podendo ocorrer também a inexistência do espírito ; Ou seja a diferença básica é que a mistificação é dolosa enquanto o animismo é sem dolo.

A definição dada pela ciência do animismo é o sistema fisiológico que considera a alma como a causa primária de todos os fatos intelectivos e vitais.

Edgard Armond em sua obra ” Mediunidade” (Cap 11 – pag 56 ) diz : ” A mediunidade consciente é aquela que mais permite interferência dos fatores subconscientes do médium ,que se costuma denominar animismo e que tem servido de motivo para se bater, injustamente , na tecla da mistificação.”

Conforme a definição Espírita como no livro “Mecanismos da Mediunidade”(pag 163- Cap XXIII) diz André Luiz: ” Alinhando apontamentos sobre mediunidade , não será lícito esquecer algumas considerações em torno do animismo ou conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação”.

Analisando a tudo isto , uma vez produzidos pelo médium, seja consciente ou não, advém não do Plano Espiritual mas sim do médium onde portanto fogem da linha de trabalho da Umbanda desenvolvida pelos Mentores e Guias pois quem em sã consciência se julga apto espiritualmente para dar consultas ou adotar práticas ritualísticas e magísticas próprias dos Guias dentro dos Templos? Por tal motivo e principalmente por segurança ,caridade e honestidade nos Templos sérios e honestos que os Mentores Espirituais educam mediunicamente os filhos da casa orientando na fase antecedente e posterior aos trabalhos para melhorar a receptividade( vida regrada, bons pensamentos, banhos, prática de orar ,estudo, etc) como também durante os trabalhos (deixar os problemas pessoais fora do Templo, meditação , concentração , contenção da ansiedade ,etc) para com isto diminuir ao máximo o efeito anímico e impedir a tendência dele se transformar em mistificação.

Segue André Luiz : ” Temos aqui muitas ocorrências que podem repontar nos fenômenos mediúnicos de efeitos físicos ou de efeitos intelectuais , com a própria inteligência encarnada comandando manifestações ou delas participando com diligência , numa demonstração que o corpo espiritual pode efetivamente desdobrar-se e atuar com os seus recursos e implementos característicos , como consciência pensante e organizadora , fora do corpo físico.”

Realmente a ação de nosso espírito( nós mesmos melhor assim dizer) agir fora do nosso corpo é sabido( aqui o animismo se confunde com o desdobramento e projeção astral) mas a análise em questão é a de estarmos fisicamente num Templo. Oras, lógico que não iremos sair de nosso corpo para incorporar nele mesmo ; Portanto os pensamentos e ações que deveriam vir dos Guias sofrem a interferência dos pensamentos e ações do médium seja uma interferência consciente ou proveniente do subconsciente. Aí está o animismo que varia de intensidade de acordo com o grau de interferência e este é observado pelo Mentor Espiritual do Templo que em grau mínimo é tolerado(onde geralmente é cuidado através de orientações coletivas), em grau médio é acompanhado (neste caso o médium recebe orientação individual ) e em grau máximo é tratado ( neste caso a linha divisória entre animismo e mistificação é tênue e no caso do médium honesto e bem intencionado é um desvio mediúnico a ser corrigido com presteza).

Dentro do Espiritismo o animismo não é caracterizado como problema pois devido a forma adotada onde o contato da assistência com a Espiritualidade é praticamente inexistente se comparada aos rituais Umbandistas onde as pessoas tem o contato direto com os Guias. A analogia feita por Ramatís das comunicações mediúnicas da Umbanda e do Espiritismo em seu livro “Mediunismo” (Hercílio Maes-Cap VI-pag 57) retrata bem : “…a prática mediúnica do Espiritismo é semelhante a uma agência de informações civil , em que é bem mais importante o assunto do seu fichário, do que mesmo as pessoas que o informam; A Umbanda , no entanto, é como uma agência de informação sobre assuntos militares onde antes de tudo convém conhecer a graduação do informante , pois, assim como acontece realmente no mundo físico, é muito grande a diferença e responsabilidade entre aquilo que diz o cabo e o que informa o general …”.

Ou seja , no Espiritismo se a mensagem é boa não importa quem a deu e, como conhecemos nos Centros Espíritas, as mensagens duvidosas não são repassadas ,sendo apenas desconsideradas e somente as de teor mais elevado e consideradas confiáveis chegam as mãos daqueles que ali se achegam em busca de notícias de entes queridos desencarnados. Na Umbanda a conversa é direta onde a presença do cambono nem sempre ocorre e aí o animismo nos centros Espíritas torna-se completamente diferente no sentido da responsabilidade, honestidade e caridade do animismo nos Templos Umbandista. Então torna-se imperativo analisar animismo sob a ótica Umbandista e não Espírita até por que somos Umbandistas e o nosso dia a dia religioso é diferente em inúmeros aspectos que vai desde a adoção de rituais e culmina na proximidade encarnado-desencarnado que a Umbanda oferece.

Aproveitando Ramatís e esta mesma obra(Mediunismo) Ele afirma (Cap-XIX-pag 136-137):
PERGUNTA= Então a comunicação do médium completamente anímico não passa de mistificação inconsciente?
RAMATÍS= Quando o médium não tem o intuito de enganar os que o ouvem , não podeis admitir a mistificação inconsciente . A comunicação anímica é decorrente da falsa suposição íntima de a criatura julgar-se atuada por espíritos , por cujo motivo transmite equivocadamente suas próprias idéias . A mistificação , no entanto, é fruto da má intenção .
Segue a frente Ramatís afirmando: ” A criatura anímica , quando em transe , pode revelar também o seu temperamento psicológico, as suas alegrias ou aflições , suas manhas ou venturas , seus sonhos ou derrotas”
E na página 139 afirma: “O médium totalmente anímico é sempre vítima passiva do seu próprio espírito que pensa e expõe sua mensagem particular sem qualquer interferência exterior ; O médium propriamente dito , mesmo quando obsidiado , ainda é um medianeiro, um instrumento das intenções ou desejos de outrem “.

Usamos referências de obras Espíritas e fora da DE ,caso de Ramatís, como ilustrativas pois servem para exemplificar alguns pontos de vista, porém reafirmo ilustrativas, pois a realidade Umbandista deve ser observada sob a ótica Umbandista. É certo que a Espiritualidade é uma só e os espíritos habitam um Universo Espiritual único , porém cada corrente religiosa é supervisionada por espíritos e nem por isso fazem católicos, protestantes, espíritas, candomblecistas, umbandistas ,budistas, hinduistas, etc, serem iguais . O cotidiano de cada corrente religiosa embasado nos diferentes níveis evolutivos, culturais, kármicos e morais é o que dá o grande diferencial da ação da Espiritualidade na Terra. São escolas diferentes com salas de aulas diferentes reunindo em cada uma o que há de mais próximo em relação a similaridades espirituais dentro do universo individual de cada ser com o único intuito de evolui-los onde cada uma nas suas diferenças conduzem a todos a este único objetivo , observando a capacidade de assimilação individual e após a coletiva.

Particularmente eu somente refiro-me as interferências nas comunicações nos Templos sérios e honestos como animismo pois tenho a absoluta certeza e confiança que nestes Templos Umbandistas os Mentores Espirituais amorosos e caridosos por natureza são também zelosos , responsáveis e atentos eliminando do seio Sagrado de seus Templos indivíduos maldosos que utilizam a prática da mistificação que iria não só macular os dedicados e honestos filhos da casa , prejudicar os necessitados que confiantes ali buscam soluções aos seus mais diversos problemas como também enlamear o sagrado nome da Umbanda. De forma alguma posso conceber mistificação em verdadeiros Templos Umbandistas e sendo assim os pequenos deslizes que ocorrem diz-me a lógica serem frutos de animismo.

Quanto a fazer a distinção se é animismo, mistificação ou se o médium consciente está realmente “tomado” , existem meios para isso ? Podemos inumerar uma série de “métodos” porém creio não caber a nós tal julgamento neste caso pois a partir do momento que “achamos” automaticamente já julgamos e demos a sentença em relação a nosso irmão de estrada, o que é incompatível a um verdadeiro Umbandista que é plenamente consciente que dentro de um Templo Umbandista sério e honesto quem dirige tem maior competência e conhecimento para julgar o caso.

Se a dúvida é em relação a um irmão,fazemos o que é coerente para um adepto que confia na envergadura moral e intelectual dos Espíritos Superiores ,deixamos nas mãos da Espiritualidade que tem a capacidade moral e técnica para detectar e sanear o problema ou então estaremos atestando a nossa desconfiança e descrença na capacidade do Guia Chefe do Templo a ponto de fazermos testes e posterior julgamento às vezes condenatório de irmãos honestos e bons trabalhadores que por serem médiuns conscientes e às vezes justamente naquele dia por algum motivo ,que foge a nossa capacidade de espíritos encarnados e imperfeitos de entender , os colocamos no rol dos médiuns duvidosos , enquanto os Mentores com sua infinita capacidade de compreensão e discernimento tem a justificativa e relevam desde que não haja a mínima possibilidade de prejuízo ao próximo.

Quantos de nós bons pais , bons filhos, bons irmãos ou bons amigos falhamos por motivos variados e nem por isso nos fazem dignos de dúvida em nossas relações. Já disse o Cristo: ” Com a medida que julgares será a medida com que serás julgado.” Somos Umbandistas e isto não nos fazem perfeitos e infalíveis para julgar ninguém dentro de um Templo Umbandista sério e honesto. Devemos sim cuidar de nossas obrigações religiosas e deixar a Espiritualidade cuidar das obrigações que a competem ; Se a dúvida é em relação a nós mesmos então após cada incorporação devemos humildemente ir até os pés do Mentor Espiritual do Templo (Guia Chefe) e perguntar se fomos mediunicamente corretos , se de alguma forma interferimos com o trabalho de nosso Guia, se é necessário fazermos alguma coisa para melhorarmos mais, enfim nos aconselhar sempre.

Muitos podem pensar: “Ah! Mas vamos perturbar o Guia Chefe toda vez.”…. Parece assim mas não é. Por vezes desconhecemos a boa vontade e atenção que Eles tem por todos , principalmente aos médiuns responsáveis ,honestos ,preocupados em se aprimorar cada vez mais e assim servir mais e melhor ao próximo, ao Templo, a Espiritualidade e ao Criador. Os Guias conhecem a responsabilidade e ficam extremamente felizes e gratificados quando observam que nós também adquirimos a consciência desta responsabilidade; Para Eles ver que nós somos responsáveis , honestos e dedicados vale muito mais que homenagea-los com milhões de oferendas , porque a luz da consciência de um trabalhador ilumina muito mais que milhões de velas .

Anjo Ariano
Luz e Paz.

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Zeladores de Santo, Curso de Sacerdócio, Guias de Reserva, Evangelho nos Trabalhos.

Saudações fraternas, irmãos de fé.

Mais um texto do formato bate-papo sobre os zeladores de santo, os médiuns que não podem trabalhar com outro guia da mesma linha e a evangelização nos trabalhos umbandistas.

Primeiramente, gostaria de expor a minha humilde opinião sobre o Zelador de Santo, primeiramente, na Umbanda não trabalhamos com Santos, Santos são espíritos que já encarnaram e podem continuar encarnando na Terra pelos mais variados objetivos, segundo a liturgia Cristã, foram todos aqueles que foram salvos por Jesus Cristo ou tiveram uma consulta ilibada em Vida, de devoção e de Trabalho Altruísta, essa é a definição básica de santo, claro, que se consultarmos com calma a história da maioria dos Santos, nada mais foram que pessoas comuns, algumas até hediondas, mas isso não é o assunto do Post. Não incorporamos o Santo, não incorporamos São Jorge, São Sebastião, nenhum deles, isso é apenas Sincretismo, consequentemente Santo é diferente de Orixá, porque Orixá é desdobramento Vibratório, é Vibração Divina, á uma Força Natural dispersa no Cósmico. Nem o próprio Orixá, incorporamos, e sim um representante Natural daquela Força, daquela Vibração. Então, irmãozinhos, não confundam Orixá e Santo, são assuntos completamente distintos, o Santo pode estar contido na Vibração do Orixá, e não o contrário é a mesma analogia de que Cristo é Deus, e não é bem assim, Deus está em Cristo e não o contrário. De certa forma, Cristo é a representação de Oxalá, porque ele veio para Terra, trazer a Fé, a Paz, trazer o Conhecimento Divino e acender a Luz Divina Interior que cada um nós temos, ele não é Oxalá, mas trouxe consigo toda essa vibração, compreenderam?

Com isso, espero ter sido o mais claro possível quanto a esse fundamento, então para que teremos zeladores de santo em um local que não existem Santos?

Agora vamos desmembrar o que significa um zelador: É aquele que zela, é aquele responsável por cuidar de um determinado assunto, então zelador de santo, é aquele que zela e cuida do santo. Contraditório.

Vale deixar bem claro que não estou questionando a serventia de um zelador de santo, pra mim, esse nome nem deveria existir mais, primeiramente porque é sabido que não temos santos na Umbanda, outro motivo, é que quem zela realmente pelo nosso orixá, somos nós mesmos, nós que damos as oferendas, trazemos sua Energia em nossa matéria, acendemos as Velas, vibramos com ele, então, todos nós somos zeladores de nossos próprios orixás, correto?

Então, está aí mais um estudo de vício, zelador de santo, pai de santo, são nomes que não fazem muito sentido quando estudamos minuciosamente o assunto. É um dos exemplos que eu sempre digo sobre estudar o vício, seguir uma tradição sem estudar a causa da mesma.

Esse é um termo que veio do candomblé, junto com os sacrifícios e outras centenas de fundamentos que incorporaram na Umbanda atual. Como dizia Pai Agenor, “No meu tempo o candomblé era de morim, hoje é de plumas e lantejoulas”.

Portanto, pai-de-santo, zelador de santo não é usual na Umbanda porque não ocorre esse tipo de zelo por parte do dirigente.

Agora vamos falar um pouco sobre o curso de sacerdócio.

Já conheci alguns irmãos que realizaram esse curso e gostaram bastante, mas é importante lembrar que esse curso o torna sacerdote de uma linha apenas dentro do contexto do Saraceni, é importante dizer que já é um tipo de Umbanda que sofreu algumas adaptações, já presenciei alguns centros que possui essa linha e para mim, particularmente não agradou muito, já vi muitas pessoas felizes com esse tipo de liturgia e eu mesmo já presenciei a eficiência dos trabalhos, mas é muito importante salientar, que te torna sacerdote de um tipo específico de liturgia de Umbanda, pra mim, já não seria útil, porque além de preferir um “curso” direto com os meus mentores, eu sou adepto e até mesmo parte de uma liturgia totalmente diferente. Os centros que eu presenciei que trabalham com essa linha, trabalha muito com o Orixá, e eu já não sou tão adepto a essa forma de trabalho, eu mesmo já fui instruído a ter um tipo de trabalho mais centralizado e focado em assistência e não muito em rituais, e a abertura para mim é um pouco cansativa.

Mas é o que eu sempre digo, para cada qual é dado conforme seu merecimento e conhecimento, como já havia dito. Já vi funcionar muito bem esse trabalho, os centros dessa linha são relativamente cheios, funciona pra muita gente, mas não para mim, o mesmo acontece com pessoas da linha Guaracyana, é muito bacana, um ritual agradável, mas não é a minha praia.

O curso de sacerdócio para quem GOSTA da linha do Saraceni, que tem muitos livros dentro da Umbanda, quem gosta de todo aquele Esoterismo explanado em seus livros, é um curso bacana, mas é muito importante salientar que o sacerdócio de um Terreiro, quem o torna é o seu mentor, é a corrente mediúnica que você tem, não adianta você ter uma missão de ser filho de fé, de você ter mentores que ainda não querem uma casa e fazer esse curso, você será sacerdote no “diploma”, mas não terá preparo “espiritual” para tal, o curso é um apoio, mas isso não o torna um dirigente e nem tampouco capaz para dirigir um terreiro, nem todo médico é bom, como nem todo formando é competente em sua área, nesse mesmo preâmbulo, um pedaço de papel não o tornará capacitado para dirigir um templo espiritual, isso é muito importante ter em mente.

Nesse mesmo assunto de linha de Saraceni, linha de Carlos Buby, que é a linha Guaracyana, tem também algumas limitações da forma de trabalho dos médiuns, por exemplo, conheço alguns irmãos de algumas escolas umbandistas que não podem trabalhar com mais de um caboclo, ou melhor, com mais de um mentor durante os trabalhos na casa, uma vez que seu caboclo deu o nome ou apareceu no terreiro, será esse até o fim de seus trabalhos dentro da casa. Eu particularmente não concordo, mas como eu sempre digo, dentro da Umbanda existe diversas linhagens, e com elas, as suas vantagens e desvantagens de cada liturgia, isso me remete ao centro do dirigente vaidoso onde só o marinheiro dele é o capitão do mar.

Eu particularmente não gosto de limitar o médium e nem a forma de trabalho da corrente dele, obviamente dentro do meu conceito de boas práticas, é claro, e é muito importante salientar que todo dirigente já foi um médium iniciante, portanto, pra mim seria muito importante realizar um bom desenvolvimento em um médium que um dia terá a sua casa, seria até mesmo um grande prazer.

Todos os médiuns possuem mais de um mentor em cada linha, uns tem mais, outros menos, não existe uma regra, uma linha de Produção no Mundo Espiritual, cada médium vem em Terra desempenhar um papel diferente do outro, o médium de cura, por exemplo, não precisaria ter 500 exus, diferente de um médium que vem com o objetivo de ser um dirigente, quanto mais guardiões para sustentar a casa, melhor fica. Então, irmãozinhos, cada qual com o seu merecimento e missão designada.

Acontece o fato de que talvez o seu caboclo de trabalho estar em uma outra missão, como já citei aqui no blog, Tranca-Rua que eu sirvo,  uma vez se ausentou e avisou uma semana antes avisando do desencarne massivo em nosso plano, isso aconteceu com o tsunami na Tailândia.

Então o médium vai ficar parado sem ter o que fazer? Importante também lembrar que temos pelo menos um par de orixás, onde cada um trará o mentor de sua vibração para trabalhar junto com o médium, então, por que não deixar o médium trabalhar com pelo menos dois de cada linha de sua corrente? É muito comum você ter um “mentor de reserva”. O que não pode é virar circo, dentro de uma mesma corrente vir três ou quatro na mesma linha, mas isso pode ser evitado se for explicado calmamente ao médium.

Portanto, limitar o número de mentores de cada linha nos trabalhos em minha opinião não seria uma prática habitual.

Agora falando um pouquinho sobre os Evangelhos dentro das liturgias.

Evangelho nos trabalhos eu acho uma prática excelente, aquela leitura do evangelho segundo o espiritismo ou até mesmo da bíblia, e refletirmos uns 10 minutos sobre aquele assunto, eu acho uma prática imprescindível para todos os trabalhos, para os que me conhecem, sabem que eu prezo o conhecimento, os estudos acima de tudo, e isso não seria diferente antes da abertura dos trabalhos, sempre bom aquele assunto antes de abrir os trabalhos, aquele debate filosófico, onde cada médium poderia contribuir com sua opinião e experiência, acho que se a grande maioria das casas adotassem essa prática, não teríamos tanto irmãozinhos perdidos e que necessitam recorrer a meios externos para aprendizado. Além do Evangelho, acho interessante um tipo de trabalho aonde o mentor vem e dá o seu recado, passa o seu ensinamento, a sua experiência.

Tudo o que traz conhecimento, experiência e desperta no médium a curiosidade e a saciedade, eu acho imprescindível e já foi determinado pelos meus mentores quando chegar o meu momento, a casa terá palestras, doutrina aberta ao publico sobre os mais variados assuntos esotéricos, cada um fazendo a sua parte e aprendendo um pouquinho de cada, chegaremos muito longe.

Nenhuma Senda trabalha melhor a evolução das pessoas do que a própria Senda do Conhecimento, ela nos leva a todas as outras.

Esse foi apenas um bate-papo rápido.

Com amor.

Neófito da Luz.