Sincretismo x Universalismo

Saudações Prezados irmãos…

Gostaria de me desculpar com alguns irmãos de senda, acho que eu não soube me colocar muito bem sobre o sincretismo e tentarei ser breve.

O Universalismo é uma coisa, é abraçar todas as religiões do mundo, bem como suas doutrinas, estuda-las separadamente e julgar o que é melhor para você e concluir as suas ideias, sim, eu sou universalista, estudei muitos filosofias orientais e tento praticar o que mais me convém em meus trabalhos, isso é TOTALMENTE DIFERENTE DE SINCRETIZAR, falar que VISHNU seria OXALÁ, os DEVAS seriam Anjos ou elementais e SHIVA seria na verdade o exú, existe sim o arquétipo, o Deus da Guerra, a Deusa do Amor, o Deus da Justiça, mas arquétipos que se encontram em todas as mitologias, nunca me verão colocando a imagem de Marte ou Ares e louvando Ogum, isso é sincretizar, nunca me verão parando os trabalhos sobre a Quaresma, isso é sincretizar; Nunca me verão rezando “Pai Nosso” em meus trabalhos, isso é sincretizar, o sincretismo é associar ritos de uma religião e migrar para a outra, a utilização de santos católicos nos centros umbandistas também é sincretismo.

Apenas sintetizando:

Sincretizar = ASSOCIAR OS RITOS encontrando semelhanças ou relações entre eles;

Universalizar = SOMAR os ritos sem relacioná-los, usar REIKI nos trabalhos, cromoterapia, evangelização de parábolas.

Sou a favor da soma de conhecimentos, acho que quanto mais se conhece, mais se agrega, quanto mais se aprende, mais temos ferramentas para combater malefícios, sejam físicos ou espirituais e como enfatizei no último artigo, a Umbanda DEVE agir com as próprias pernas, temos que ter um fundamentos específicos, ter coerência litúrgica, muitos me indagam porque outras doutrinas INVENTAM Orixás, eu sou TOTALMENTE contra falar que é INVENÇÃO DE ORIXÁS, muito pelo contrário, acho que dentro daquela egrégora, há a existência do Orixá, seja ele Iofá, seja Egunitá, seja Yorimá, Logunan Tempo, Oroiná, dentro daquela egrégora, existe aquela vibração, aquela energia e ela deve ser respeitada e louvada.

A UMBANDA NÃO SÓ DEVE, COMO ELA ESTÁ REINVENTANDO CULTO ÀS VIBRAÇÕES NATURAIS QUE CHAMAMOS DE ORIXÁS.

Vejo muitas pessoas da Nação criticando como estão sendo cultuados os orixás, mas tudo evolui, e precisamos retirar o véu de Isis. A cada passo que aprendemos com eles, como as coisas funcionam, mais temos que rever certos conceitos daquilo que sabíamos, podemos relembrar a mudança do geocentrismo para o heliocentrismo, quando muitos creram veementemente que a Terra era o centro do Universo e foi constatado que além de ser um fato inverossímil, ainda custou a vida de gênios porque a Santa e Querida Igreja mandou pra fogueira Giordano Bruno; Como exemplifiquei no último artigo, antes tínhamos a certeza de que o átomo era formado apenas por três elementos, ao passo que nossos mecanismos de pesquisas evoluem, nossa conhecimento evoluiu e com ele, novas dúvidas surgem, com esse campo científico em expansão, encontraram mais outros quatro elementos que formam o átomo e cada qual com sua peculiaridade.

Existe uma alegoria que eu gosto muito de utilizar em minhas palestras, seria o Alegoria da Caverna de Platão, que está constituído no livro da República (Para saber mais: http://www.brasilescola.com/filosofia/mito-caverna-platao.htm) que entra justamente no fato de que eu sempre menciono no blog, existem diversas metodologias de trabalho, dentro da Espiritualidade, existem diversas egrégoras que constituem outros planos e justamente por esse motivo, menciono veementemente que cada casa tem a sua forma peculiar de trabalho e o certo e o errado são inexistentes quando a intenção é nobre, obviamente não podemos negar que existem guias espirituais mais evoluídos que outros, isso é um fato e uma constante evolutiva existente em todos os planos de existência, justamente por isso, que não acredito em INVENÇÃO DE ORIXÁS, talvez as pessoas que os cultuem estejam em um patamar vibratório diferente dos que ainda não conhecem o culto aos mesmos.

Estranhamente, em um sonho, um dos caboclos que eu sirvo me disse que era pra eu aprender a cultuar Obá e Euá, eu em meu limitado conhecimento, já tinha dado esses orixás como extintos, tanto é que o seu culto cada dia fica mais raro, foi quando conheci uma irmã que é da linha do Saraceni e a mesma mencionou que em sua liturgia, os dois orixás foram “relembrados”. Portanto, é óbvio que está ocorrendo um resgate cultural de culturas antepassadas regradas a uma nova fase de conhecimento e evolução daqueles que atuam.

As casas que possuem mais estudos, ao passo que eu vou aprendendo e conhecendo, verifico que os cultos codificados estão extinguindo o sincretismo e trazendo rituais nativos da própria umbanda e outros rituais pagãos totalmente criticados pela “Santa Igreja”, ´portanto, em muitos rituais bem fundamentados dentro da Umbanda, o sincretismo está praticamente extinto, e é isso que eu tentei dizer no último artigo, eu sou UNIVERSALISTA, diferente de ser a favor do SINCRETISMO, principalmente porque o nosso sincretismo é intrínseco a fundamentos católicos dos quais eu tenho total aversão, RESPEITO quem é, porém, eu tenho verdadeira ojeriza à liturgia. Isso sem contar o Kardecismo que tem muito sincretismo católico mesclado em seus fundamentos, o que não convém entrar no mérito do assunto por agora.

Um outro grande problema do sincretismo em minha humilde opinião é o sectarismo dogmático, a tradição mal fundamentada e estudada apenas baseadas em conjecturas, e é a hora que a tradição mostra a sua força, muitas das coisas que seguimos é por osmose, é porque o outro fez ou falou e fazemos igual por força do hábito, e é esse tipo de conceito que vem perdendo força em muitas casas.

Então, como podem observar, o sincretismo não está relacionado ao universalismo, eu empregarei indubitavelmente a utilização de cromoterapia, reiki e outras ciências orientais que eu julgo imprescindíveis para o objetivo da casa que é a cura física e espiritual, com isso, somarei essas ciências alternativas com o ritual umbandista, muitas vezes em dias separados, as ciências orientais serão métodos que auxiliarão a conquista de objetivos dentro do templo, seria bem diferente se eu colocasse fundamentos taoístas, hindus, budistas entre outros no meio dos rituais, agora consegui me fazer entender de forma mais clara?

Pra mim, em minha modesta opinião e dentro daquilo que eu acredito, não vejo com bons olhos o sincretismo, em diversos aspectos que já citei em artigos, porém, cada qual segue uma Lei dentro da Espiritualidade e cada um tem o seu conhecimento dentro da egrégora umbandista, e com isso, ainda existem dois tipos de mentores espirituais: Aqueles que respeitam nossos fundamentos e seguem a liturgia dentro daquilo que acreditamos e aqueles que tentam nos orientar para qual seria o melhor caminho para o trabalho, qual é a metodologia do seu guia chefe, só você poderá saber, dentro do que eu acredito e sinto veementemente pelo que me é ensinado, o sincretismo será abolido totalmente dento dos trabalhos, mas devo respeitar aqueles que seguem essa linha.

Espero realmente que eu tenha deixado claro em relação ao que eu acredito ser sincretismo e universalismo, a diferença de ambos,

E por fim, a Umbanda é muito nova, ainda vai acontecer muita coisa, assim como diversas liturgias passam por diversas mudanças, temos aí o Cristianismo que existe há mais de 2000 anos e cada hora aparece uma igreja diferente, com um ritual diferente e com uma forma de trabalhar diferente, assim também é a Umbanda, que tem apenas 100 anos e ainda é muito nova em relação à outros ritos, o que contribui demasiadamente com a ideia de que ainda vai amadurecer muito, não duvido que logo menos ao invés de 16 orixás, apareçam 24 orixás, assim como no começo eram apenas caboclos, pretos-velhos e erês, hoje já temos mais de 10 linhas de trabalho, das quais ciganos, médicos, caboclos Kimbandeiros, pretos-velhos, pretos-velhos Kimbandeiros, boiadeiros, marinheiros, baianos, cangaceiros, malandros, juremeiros ou mestres, exús, entre outras que vem chegando, como alguns centros trazendo a linha de piratas, a linha de zunguim (que são caboclinhos da mata muito cultuada no nordeste), entre outras linhas que poderão surgir, sem contar linha de mineiros que alguns centros já cultuam e trazem esse arquétipo para dentro dos trabalhos, não acredito em invenções, acredito que a Umbanda vem se moldando, novas linhas se apresentarão para os trabalhos, novos dirigentes com alto grau de instrução vem se apresentando e sairemos daquela tradição imposta por receio de preconceito ou porque nascemos com tais fundamentos e iremos caminhar, enfim, com nossas próprias pernas, ao passo que as trevas da ignorância se dissiparão (Isso daqui uns mil anos, porque o Cristianismo tem 2000 e ainda vive nessas condições, rsrsrs) e todos nós chegaremos ao tão sonhado objetivo: Evolução Espiritual!

Portanto, para matar dois coelhos em uma “caixa d´agua”, falei sobre o sincretismo e já pegando o gancho, acredito sim na existência dos Orixás Iofá, Yorimá, Yori como cultuado em vertentes umbandistas, se o dirigente sabe como “cultuar” essas vibrações, que ele seja feliz, assim como outros orixás como Logunan Tempo, Egunitá, que podem ser desdobramentos de energia que ao passo que ampliamos nosso conhecimento, ampliamos nossa capacidade de percepção das vibrações universais e com isso, trazemo-la para dentro de nosso trabalho, tenho sim curiosidade de aprender mais sobre eles e ao passo que me for permitido, chegará o momento para tal fato, portanto, ainda não obtive nenhuma resposta sobre eles, se há a necessidade de trazê-los para dentro dos meus trabalhos.

Paz Profunda.

Neófito da Luz .’.

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Sincretismo: Uma Verdadeira Lambança

Saudações, Prezados Irmãos de Senda.

Depois de levar uma dezena de pedradas quanto ao meu posicionamento aos trabalhos na Quaresma, eu não aprendo, e vamos lá expor a minha inútil opinião sobre o sincretismo.

Etimologia

Oriunda do termo grego sygkretismós, “reunião de vários Estados da ilha de Creta contra o adversário comum”.

O que é Sincretismo?

Podemos entender que sincretismo é uma junção de doutrinas e fundamentos que são absorvidas pelo culto em questão, podemos lembrar que o Cristianismo na verdade foi um grande compilado de religiões pagãs e outras cultos romanos da época, sim, a vocês que acham que o Cristianismo é puro, meus pêsames, e digo mais, se existe uma certeza que eu tenho sobre Cristo, é que ele não era Cristão! Rsrs

Mas sem mais delongas, podemos observar isso nos cultos afros, para muitos, Ogum e São Jorge é a mesma entidade e fim de conversa! Muitos centros de Umbanda cultuam os orixás com imagens de santos católicos, isso deve-se somente ao fato de termos as raízes cristãs tão impostas em nossa cultura e pela nossa colônia portuguesa. Porque Ogum aqui não poderia ser Ares? Marte? Thor? Montu? Até mesmo o Guerreiro Arjuna nos contos de Gita? Hachiman nos contos míticos japoneses? Mas por que São Jorge? Justamente pela nossa pesada e chata imponência católica que temos em nossas raízes desde os primórdios; Mas como todo personagem Mítico, Jorge também além de não ter sido nenhum santo e nenhum exemplo de conduta, também está envolvido em várias lendas, como o cavalo albino, a morte do dragão, todas ilustrações de vagas ideias antropomórficas impregnadas em nossas mentes ávidas por ídolos.

O Sincretismo na Umbanda

É sabido que Zélio Fernandino de Moraes, o dito fundador da Umbanda tinha raízes católicas e espíritas, tanto que os sete centros abertos pelo seu mentor Sete Encruzilhadas levava no nome de “Espírita” e o nome de um santo católico como podemos observar o nome de seu primeiro centro foi chamado de “Tenda Espirita de Umbanda Nossa Senhora da Piedade”. Muitas casas adoram a imagem de São Jorge como se fosse Ogum, isso pela semelhança em seus arquétipos, ambos guerreiros, ambos “montados no cavalo”, ambos trazem para si a energia e a bravura que são preponderantes na Guerra, assim também como Santa Bárbara para Iansã, Nossa Senhora dos Navegantes para Iemanjá, se presenciarem, ambos possuem arquétipos semelhantes, e como a Umbanda era muito “popular” era muito mais fácil associar nomes complicados de Orixás com nomes corriqueiros em nosso cotidiano, obviamente, ninguém iria colocar a imagem de Marte, o Deus Romano da Guerra ou Ares, o Deus grego da guerra para sincretizar Ogum, por ser um conhecimento mais restrito para muitos.

Conforme mencionei, a Umbanda possui várias vertentes, a vertente designada pelo Zélio indubitavelmente sofreu centenas de mudanças para até o dia de hoje, fato que comprova a veracidade dessa informação é a Tenda Mirim, fundada em 1924, passou a ignorar o culto aos santos católicos em sua casa, com exceção de Jesus Cristo. Entendo que na época de Zélio, já era chocante ter em uma mesa branca a existência de um índio, dito ignorante por muitos, ainda trazendo nomes de “santos” africanos, obviamente Sete Encruzilhadas com todo o seu conhecimento quis fazer com que a transição para o novo culto fosse extremamente suave e o mais sutil possível para não abalar intensamente nossa cultura e nem tampouco nosso vago conhecimento de como funciona o mundo espiritual.

Sincretizar os santos obviamente é uma questão de opinião e prática, como diz o meu artigo, eu acho uma verdadeira lambança essa mistura, o sincretismo não fica somente nessa associação de imagens de santos com orixás, é a reza do pai nosso na abertura de muitos centros, sim, pai-nosso é uma prática CATÓLICA e não Cristã, e sim CATÓLICA, tanto que muitas vertentes do Cristianismo, como presbiterianos, pentecostais não rezam o pai nosso durante o culto justamente por não fazer parte da tradição cristã original.

Diversos traços católicos são encontrados no culto umbandista, a reza já citada, as imagens, a própria defumação,( utilizada pelos católicos, mas absorvida pelos cultos pagãos como forma de trazer à energia natural dos elementares), para isso, existem os dois lados, como sempre falo, a Umbanda é uma verdadeira mãe abrigando em seu seio todos os ritos que praticam o amor e a caridade, em contrapartida, eu não acho interessante justamente pela falta de identidade que a mesma possui, podem me criticar, mas uma vez vi um médium se debatendo inteiro em um trabalho, não sei se era o kabrunko na matéria dele, que raios que era, na hora a gira foi interrompida, assim com os atabaques, o baiano do dirigente começou a colocar a mão na cabeça do pirilampo e começou a rezar pai nosso e ave Maria (Desculpem, é demais pra mim). Mas como eu digo, é questão de opinião, de egrégora, de aprendizado. Como podem observar em meus posts, não sou nenhum pouco simpático ao catolicismo, respeito toda a iconografia, todos os aspectos eclesiásticos, mas eu acho uma das maiores hipocrisias da história, alguém pregar acabar com a fome e não vende muitos bens de um país considerado um dos mais ricos do mundo, mas Ostentação tá na moda!

Eu li um livro de Decelso, escrito em 1967 chamado “Umbanda de Caboclos”, ele compara e sincretiza as divindades iorubas (Orixás) com as indígenas, segue um trecho dessa comparação:

IARA – Divindade ou “deusa” das águas = Iemanjá;
TUPI – Divindade ou “deus” do Fogo = Erê;
CARAMURU – Divindade do Trovão = Xangô;
URUBATÃO – Divindade ou “deus” = Ogum;
AIMORÉ – Divindade ou “deus” da caça = Oxóssi;
JUREMA – Divindade das matas, cachoeira = Oxum;
JANDIRA – Divindade dos grandes rios = Nanã
MITÃ – Divindade criança = Ibeji;
IURUPARI – Divindade do mal = Elebá ou Exu;
ANHANGÁ – Divindade da peste = Omulu.
GUARACI – Divindade representativa do Sol = ORUM;
JACI – Divindade da Lua = OXU;
PERUDÁ – Divindade do Amor = OBA;
CAAPÓRA – Divindade protetora dos animais = OSSONHE (Ossãe);
CURUPIRA – Divindade dos Campos = CORICO-TÔ;
IMBOITATÁ – Divindade dos Montes = OKÊ;
TUPÃ – Divindade Suprema, pode ser identificada como Oxalá, ou melhor, Obatalá ou Zambi.

Com isso, compreendemos que é possível sincretizar os Orixás com outros cultos, como a Umbanda tem grande influência indígena, por que não cultuar Ogum com a Imagem de Urubatão, por exemplo? O Sincretismo é apenas uma percepção material e não espiritual, podemos observar os cultos do Primado de Umbanda, do próprio pai Rivas onde a utilização de imagens é praticamente inexistente. E depois de 100 anos de religião, acho que já passou da hora de entender que Ogum é Ogum, pode sim, entrar no arquétipo da Imagem do Guerreiro, isso também é muito mencionado nos livros de Joseph Campbell onde “humanizamos” qualquer tipo de ídolo denominado herói, mas se formos partir dessa premissa, Ogum pode ser outras divindades de Guerra como mencionei no começo do artigo. Ainda existe a teoria de serem todos a mesma Divindade, mas com outras denominações devido à região, por que não? Não Seria Peter, Pedro, Petrus, o mesmo nome com terminologias diferentes? Se formos partir dessa premissa, o que é algo para se pensar, obviamente São Jorge não está incluso, porque ele foge de todo o panteão mítico, não é um Deus que nasceu em uma incontável Era e sim um ser que viveu na Idade Média e conforme já frisei, não tinha nada de santo.

O Sincretismo e a Influência Católica é tão enraizada na liturgia Umbandista que até o dia de Ogum na Umbanda é o mesmo dia de São Jorge na Igreja

Existem casas que sincretizam Ogum como o Arcanjo Miguel, o que ainda pode fazer mais sentido que São Jorge, em termos de vibração, desprendimento divino, Segundo a Angiologia, são seres que estão mais próximos de Deus e que já alcançou a Grande Iluminação, é dessa mesma forma que eu compreendo os Orixás, que também são partes Dele, tanto que os nomes de Arcanjos (Vem da raiz arch que deriva de arché, que refere-se a “ponto de partida” “suprema substância subjacente” o que governa”) se forem observarem toda a etimologia, podem verificar:

Miguel – Vem do Hebraico Mikael – Mi – Quem/Aquele; Ka – como; El – Deus (Quem/Aquele Como Deus);

Gabriel – Vem do Aramaico Gavriel – Ga – Homem; Vri – Forte; El – Deus (Homem Forte de Deus) – Também tradicionalmente considerado do Anjo da Morte;

Rafael – Vem do Aramaico Rafael – Rafa – Cura; El – Deus (Cura de Deus).

Interessante mencionar que as três maiores religiões monoteístas, falam de Anjos em suas escrituras, a Torá, a Bíblia e o Alcorão.

Sincretismo é apenas uma forma de referência, uma forma de referenciar alguma coisa que não sabemos, ter uma relação, apenas isso, mas como a Espiritualidade é compreensível com nossa ignorância, permitem que essas coisas ocorrem, uma vez, em um centro, Tranca-Ruas desceu para trabalhar e um dirigente chamou-o de Tiriri, um irmão que também conhecia toda a forma de sua manifestação, chegou perto dele e perguntou: Meu pai, vós não é o Tranca-Ruas? Ele disse: – Se for pra me deixar trabalhar e fazer o que eu devo fazer, pode até me colocar saia rodada e me chamar de Maria Padilha.

Às vezes é evidente que o dirigente não confia somente na força da Egrégora da Umbanda e tem que apelar para outros ritos, defumação recitando o Salmos como já presenciei, Oração a São Jorge Guerreiro em Giras de Ogum, como eu disse, é questão de opinião e não estou entrando no mérito do certo ou errado e sim a falta de identidade existente nos centros umbandistas, como disse uma irmã essa semana, mencionando que passou da hora da Umbanda andar com suas próprias pernas e isso vem acontecendo com codificações doutrinárias, como mesmo mencionei o Primado de Umbanda.

Para muitos que me conhecem, sabem que eu sou universalista, aprecio todas as formas de alcançar a Deus, desde que estejam bem fundamentadas e argumentadas, justamente pela ojeriza com muitos ritos eclesiásticos eu prefiro que a Umbanda que eu pratico, tenha uma raiz mais oriental, menos dogmática e Deus em sua infinita sabedoria, trouxe a mim irmãos de Jornada afim com meus interesses e propostas para que possamos galgar juntos para a senda da evolução.

Em minha modesta opinião, uma meditação antes dos trabalhos, bem como uma evangelização teria muito mais utilidade do que um conjunto de palavras decoradas, obviamente, para a constituição de uma egrégora e um ambiente de trabalho firme, vale muito mais a firmeza e desprendimento do médium a qualquer ritual engessado e decorado, se você está rezando um Pai Nosso pensando na camisa do filho ao lado, aquele que está em silêncio pedindo ao Altíssimo amparo e sabedoria terá muito mais poder durante os trabalhos que você.

Algumas considerações pessoais sobre todo o sincretismo umbandista

Muitos dizem que na Umbanda, os escravos utilizavam as imagens para esconder os orixás, mas eu reflito, se a Umbanda foi fundada em Novembro de 1908 e a abolição da escravatura realizada em maio de 1888, não faz muito sentido essa “desculpa” não? O que constata que os escravos não praticavam a Umbanda e se a praticavam, Zélio apenas publicou a reinvenção da roda. Alguém está errado aí!

Acho que deixei claro a minha opinião que discordo veementemente do sincretismo, e que se for pra acreditar em mitologia (Porque um homem com uma lança em um cavalo branco é coisa de filme não?) prefiro acreditar nas antigas que possuem toda uma alegoria filosófica por trás e não a ostentação de poder tão imposta pelos nossos colonos eclesiásticos.

Se fosse sincretizar Orixá, como eu acredito em desprendimento de Deus e não um ser vivente que saiu matando todo mundo, estourou a espada no chão e se “encantou” como se a Lei do Carma não existisse, eu preferiria sincretiza-lo como um Arcanjo ou até mesmo um Deva (Seres de Grande Pureza no Hinduísmo) porque é assim que eu vejo a vibração Orixá.

Acho o sincretismo um grande aliado ao “emburrecimento” e degradação do culto umbandista, na verdade, às vezes acho que é uma carência exacerbada que resulta uma necessidade demasiada de aceitação por todos. Esse emburrecimento é no sentido de que muitas casas que eu conheci que acham que Ogum é São Jorge, são as mesmas que cultua o Exú como o servo de satanás, um ser chifrudo com pata de cavalo e vermelho, como a maioria das imagens dos exús que aceitamos e engolimos com todo o prazer). E a parte da carência é que queremos ser aceitos, então copiamos algo impregnado na nossa cultura que é esse monte de santos e ritos “aceitos” pela sociedade.

Veja o período de quaresma é mais um grande ponto que demonstra nossa amarração litúrgica com o sincretismo cristão

Discordo veementemente do sincretismo entre orixás e santos católicos, mas tento respeitar o máximo que eu posso, mesmo porque aqui em nosso plano só vivemos em conjecturas, mas podemos sim retirar aos poucos o véu de Isis e através de muitas pesquisas, migrarmos das Trevas de nossa Ignorância para a Luz da Sabedoria Universal.

As Imagens de Santos são apenas um potencializador de energia, muitos de nós, infelizmente ainda precisamos ver para crer, ou pelo menos ver através de um de nossos sentidos para acreditarmos na existência de algo, sentir através do nosso sexto sentido não é o suficiente, temos que ver e para isso, criamos diversas ferramentas, criamos ícones, ídolos para que possam suprimir nossa vasta solidão nessa Imensidão chamada Universo, precisamos crer em alguma coisa e para isso, precisamos “ver” e para isso, criou-se esses sincretismos para auxiliar-nos em nosso mecanismo de fé sem que abandonássemos nossa zona de conforto (nossa cultura católico-cristã).

O sincretismo culturalmente falando, é bem vindo, pois abraça as pessoas de outras liturgias e facilita a aceitação dos mesmos para uma nova liturgia, no caso a Umbanda, mas junto com esse ponto extremamente positivo, vem com outros muitos negativos, como o exú ser o diabo, como a necessidade de rezar o Salmos, o terço e toda aquela herança cultural que tivemos, com isso, MUITAS VEZES, desprezamos a sabedoria indígena, africana e afins  se perdendo em tantos ritos católicos e cristãos dentro da Umbanda.

O Cristianismo é uma corrente importante de nossa herança religiosa, tanto que muitos ritus espiritualistas usa como base, porém, Oxalá também não é Jesus Cristo, Oxalá é uma Manifestação de Fé da Própria Vibração de Deus e Jesus foi um dos muitos Avatares que veio em nossa Terra para trazer os ensinamentos do Altíssimo, assim também, como tivemos Krishna, Buda, Akhenaton, Confucio, Haiawatha, Moisés e muitos outros missionários Portadores da Palavra, portanto, graças ao nosso berço impositivo e religioso, só aceitamos Cristo como filho de Deus, o que é uma ignorância na minha opinião, existiram muitos outros Iluminados de outros continentes que vieram trazer os mesmos ensinamentos e também operar grandes milagres.

A História só é contada por aqueles que possuem poder e persuasão sobre a massa, portanto, sempre desconfiei de supostos “Santos” e sejam fiéis aos princípios umbandistas adotados pelos guias espirituais, independente da corrente do qual é oriunda o seu mentor, seja transparente e fiel aos princípios ensinados por eles.

E como eu sempre digo, isso aqui é apenas um espaço para divulgação de minhas ideias e conhecimento, não de traduz a mais absoluta verdade, e confesso, pode ter um monte de baboseira nesse blog, mas tenho certeza que instigo a muitos refletirem.

Tenham a certeza que pelo menos sou extremamente sincero em minhas palavras e honesto com minhas buscas, pois vou deixar uma máxima de Bruce Lee abaixo:

“Um homem sábio pode aprender mais com uma pergunta tola do que um tolo com uma resposta sábia.”

Paz Profunda

Neófito da Luz .’.

Nota: Não quis entrar no mérito de outros santos e seus respectivos orixás para o texto não ficar muito extenso.

A Vibração Oxalá

É a vibração da Pureza, da Fé e da Paz. É o maior de todos os Orixás, é considerado a Emanação mais Pura de Deus. Sincretizado como Jesus Cristo, em algumas casas é reservada a Sexta-Feira para esse Orixá, para outros, o Domingo, mas como sempre falo, cada casa tem a sua forma de trabalho. Seu sincretismo é Jesus Cristo e sua data de comemoração é dia 25 de dezembro.

Sua cor é unânime em todas as casas, é o branco, em algumas qualidades dentro do Candomblé, pode ter outras cores, como o azul para Oxaguian, mas o branco é sempre predominante.

Sua saudação geralmente é “Epa Babá Oxalá” ou “Epa Baba okê kakubeká”, suas oferendas são frutas, geralmente “brancas”, como maça verde, pera, uva verde. O local de suas oferendas geralmente são em igrejas ou em montes altos e verdejantes, onde Ogum Matinata costuma receber também.

Importante salientar que o branco é a cor que está em todas as outras cores, é a claridade total, é a Luz em sua Plenitude.

Simbolizado pela Pomba Branca,  ou também conhecido em algumas Ordens como Columba (com outro significado que não cabe ao post explanar), a sua origem data história de Noé e da sua Arca. Um desses episódios é narrado no capitulo 8 do Gênesis, primeiro livro do Velho Testamento. Noé, que esperava na Arca o fim do dilúvio, mandou um animal mensageiro para ver se as águas haviam baixado. O primeiro escolhido foi o corvo, que ficou voando para lá e para cá e perdeu a oportunidade deganhar a simpatia da humanidade. Então Noé enviou uma pomba, na primeira viagem, ela não encontrou nenhum lugar para pousar. Sete dias depois, foi novamente solta e retornou com um ramo de oliveira no bico. Isso, de acordo com a narrativa bíblica, simbolizava a PAZ entre DEUS e os homens ”Além disso, o ramo de oliveira significava também garantia de alimentos de remédios e da benção divina.

Essa vibração é de importância cabal para todos os filhos de Umbanda, pois essa vibração é a Fé, a Paz.

A Fé é acreditar em algo intangível, a Fé é extremamente particular, inexplicável, ela é apenas sentida, vibracionada. É a motivação inexplicável, é a utilização de nossos sentidos mais sutis, é a intuição. Como eu costumo dizer, a força de vontade é a Vontade de Deus atuando sobre nós, e podemos resumir isso na Fé, o principal elemento de toda a Magia Existente. Não adianta apenas os elementais, temos que acreditar naquilo que temos ou que fazemos. Isso mostra a relevância e poder dessa vibração nos terreiros.

Não pretendo fornecer maiores elucidações sobre a fé, porque como eu disse, é uma experiência totalmente pessoal, mas dentro da Teurgia, é a Magia mais poderosa que existe, acreditar  em si mesmo, nos atos e nas circunstâncias, um exemplo é a Biblia, você pode lê-la, estudá-la, compreendê-la, mas se não sentir o extase, se não sentir a Força, o Contexto, é apenas um Livro.

Oxalá também rege a Paz, que é um outro estado de vivência Espiritual. Também posso afirmar com veemencia que é uma experiência totalmente pessoal. A Paz é extremamente relativa, é aquela felicidade consistente que sentimos, e cada um a sente de uma forma diferenciada.

A Paz de Espírito é um sentimento inenarrável, quando estamos em Paz, tudo flui, tudo acontece, nada nos aborrece, quando estamos em paz conosco, nada nos afeta, então através desses dois fenômenos mentais, Paz e Fé, conseguimos enfim, galgar tranquilamento e a passos largos os Degraus da Evolução.

Por isso costumo dizer que os mentores que estão sob essa égide, a Vibração Oxalá, são  mentores que já alcançaram um alto patamar evolutivo, são espíritos que já atingiram o patamar máximo de todas as demais vibrações, seja o amor, o espírito de Guerra, a Justiça e com todo esse caminho traçado, conseguiram enfim, experimentar o Nirvana e hoje trazem um pouco de sua experiência aos terreiros, impulsionando-nos à Fé e a Paz Interior. Podem reparar que muitas espíritos que atuam nessa egrégora, possuem a fala mansa, uma paciência interminável em suas consultas, transmitem aquela alegria e aquela tranquilidade imensurável.

Justamente por ser considerado o maior de todos os orixás, astrologicamente, o Sol é correspondente a essa Vibração, Oxalá é a Luz em Sua Plenitude, é o Calor, é vibração presente em todas as outras vibrações.

Aranauam.

Neófito da Luz.

Vibração Iemanjá

Iemanjá possui várias lendas, vou citar algumas apenas para efeito de informação, as lendas em minha opinião surgiram para exemplificar algumas características dos Orixás, não acredito que já encarnaram ou já viveram na “Terra Encantada”. Existem as mais variadas lendas, Iemanjá já foi mulher de Xangô, já foi mulher de Ogum, já foi mãe de Ogum, Oxossi e Exu, que abandonou os filhos e deixou para Oxum cuidar, que é também a mãe de todos os orixás, existem inúmeros contos, mas prefiro focar apenas na Vibração Iemanjá, que é como acredito e como me foi ensinado. Em algumas casas é também chamada de Yemonja. Sua saudação também varia do terreiro, em alguns lugares é o “Odoyá”e em outros “Adociaba”.

Sua cor é o Azul Claro e já vi algumas casas utilizarem o branco, seu dia é o sábado junto com outras iabás (Orixás Femininos).

Geralmente é comemorado seu dia no dia 02 de fevereiro. Suas oferendas consistem em manjar branco, champagne ou vinho branco, peixe cozido, velas brancas e azuis. Suas oferendas são realizadas na beira da praia ou através de um barquinho para ser entregue em alto mar.

É considerada a Grande Mãe, a Rainha dos Mares e Oceanos, a partir disse é chamada de mãe, que água é o Elemento da Vida. Seu sincretismo é Nossa Senhora dos Navegantes ou Nossa Senhora da Gloria.

Em suas manifestações geralmente os representantes da vibração vem chorando, representando a água ou até mesmo o amor materno, algumas ficam somente ajoelhadas e outras dançam. Já ouvi mediuns videntes dizendo que já viram até como sereias, mas não posso afirmar porque eu nunca as vi dessa forma. Mas confesso, a minha não vem chorando e nem olhando pra baixo, ela coloca as duas mãos no peito esquerdo e é séria, mas como sempre disse no blog, nem tudo segue um padrão ou quase nada segue um padrão. Iemanjá é a Luz Materna, é o Amor Materno, é o seio da vida, é aquele que anima os seres vivos, é aquela que cura, que revigora, que revitalece. É a Rainha do tesouro como é enaltecido em alguns pontos, tesouro em minha opinião a Vida, a Água que é o elemento que traz a Vida. Como alguns sabem, 65% do nosso corpo é constituído de água. Uma curiosidade, um babalaô me disse que essa qualidade de Iemanja que vem com a mão no peito é que recebeu um golpe de espada de Ogum. Mas, eu não me ligo muito em lendas.

Por ser considerada a Grande Mãe, muitas casas também adotam Iemanja como a Deusa da Fertilidade. É a Padroeira dos Pescadores, é a Vibração que possui grande número de guias e mentores sob seus auspícios.

Em se tratando da regência vibracional de Iemanjá, ela está em tudo, a água está em praticamente todos os elementos da Terra, por isso é tão respeitada no meio do panteão afro. É aquela que deu origem a todos os outros orixás.

A água é a base de todo o mecanismo dos seres vivos, sem água, nada existe, então lembremos a importância dessa vibração para as pessoas, seja a comida, seja o líquido, seja o funcionamento orgânico, tudo é composto por esse elemento.

Justamente por esse fato, as entidades de Iemanjá também atuam fortemente no fator cura, pela vibração da água revitalizar orgãos, músculos e até a própria pele. O Exu da minha linha que é próprio para cura é o Exu de Iemanja.

Na cromoterapia, o azul claro e o azul-celeste nos fazem sentir calmos e protegidos de todo o alvoroço das atividades do dia. Também é aconselhável contra a insônia. É uma cor que estimula a tranquilidade e o ritmo de nossos sinais vitais. Mais uma grande curiosidade, porque a vibração Iemanjá está associada ao azul claro.

Como eu sou universalista, procuro sempre integrar diversas filosofias e convergir para um ponto. E acredito que a Umbanda é apenas mais um pequeno galho na Grande Árvore da Verdade.

Sua falange é muito vasta, composta por muitos caboclos, existem até falangeiros de Ogum sob seus auspícios como Ogum Marinho, Sete Ondas, Beira-Mar, entre outros. Alguns guias que trabalham sob a égide de Iemanjá são Cabocla Indaiá, Jurema da Praia, Janaína, Iracema, Sete Rios, Sete Ondas, Sete Mares, entre outros, exús também possuem uma vasta falange sob seus auspícios, como Rainha das Sete Encruzilhadas, Dama da Noite, Exu Marabo, Exu Maré, Exu dos Rios, entre outros vários.

O Sincretismo é uma Realidade, o “Umbandomblé” é um equívoco.

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Precisamos entender melhor o religare, a ligação estabelecida pela Lei Maior por meio do firmamento de nossas ações e de nosso pensamento. Isso nos leva a crer que cada religião deverá ter o seu código de conduta, o seu código filosófico, seus objetivos diante da busca, preparando cada vez mais os irmãos no sentido de transparecer cada vez mais a razão que nos leva a acreditar e viver essa imensa imortalidade.

Mas como fazer nossos irmãos entenderem as diferenças entre cada religião, cada rito, cada propósito? Surge então entre vocês cada vez mais desinformação, cada vez mais desencanto… E aí, acabam pulando de igreja em igreja, de religião em religião.

Da prática de junção de Candomblé e Umbanda surge o que chamamos de “Umbandomblé”. Isso não é sincretismo, é apenas a migração de práticas religiosas que nada tem a ver com o Ritual de Umbanda, muitas vezes, puro exibicionismo. Aceitar rituais ou filosofias e inseri – las na Umbanda tem seu limite no bom senso de cada sacerdote.

Tantos sãos os caminhos, eu já lhes disse… Mas porque colocar a vaidade na frente do caminho, na frente de tudo? Vemos sacerdotes de Umbanda começarem a seguir outras religiões e outras religiões…Mas a Umbanda, está inserida no contexto efetivo do sincretismo universalista, a Mãe Umbanda entende tudo, só não entende aqueles que querem ganhar dinheiro com a mãe Umbanda…Porque a umbanda é entrega, não é o apego a matéria.

Os princípios de diversas religiões estão sincretizadas na Umbanda, então, não me venham misturar tudo em detrimento de um desequilíbrio pessoal ou espiritual. Misturam rituais de Candomblé com a Umbanda, mas a Umbanda tem seu próprio ritual, que se baseia no amar ao próximo, na humildade e na caridade. Também não há necessidade de sacerdotes de Umbanda participarem de rituais de outros cultos, trazendo para o ritual de Umbanda elementos que não lhe são comuns,  pois sabemos que o que está por trás de tudo é o dinheiro, a idolatria. Vocês querem a consciência da imortalidade do espírito? Essa consciência não consiste na idolatria de um ritual melhor do que o outro, de uma “fantasia” mais bonita do que a outra.

Acima de tudo a busca é pessoal, está dentro de nós. A reforma íntima se faz necessária, ainda somos escravos, amordaçados a cada célula do nosso corpo programado para morrer. Infinitamente somos essa energia, temos a necessidade da evolução e não do egocentrismo,  implícito na vaidade  de sacerdotes.

Irmãos de fé, precisamos entender que é simples a Lei, não é medíocre e não tem como base o cinismo. A Lei é uma só e o homem é equilibrado em sua natureza e postura evolutiva, a idolatria à matéria é o que tira de seu caminho.

Reflitam e acabem com as couraças da matéria. Umbandomblé: Isso não é Umbanda nem Candomblé.

O alicerce da nossa Umbanda é a caridade, firmada na Lei Natural e Evolutiva da “Amar ao próximo como a si mesmo”, do “É dando que se recebe”.

Saravá Jesus, Saravá Oxalá, Saravá Buda, Saravá Ghandi….

Por Pedro Miguel e espíritos amigos. Mensagem recebida por meio da audiofonia em 20 de junho de 2005, pelo médium Marques Rebelo. Texto extraído da Revista Espiritual de Umbanda número 10.