Sexo e a Umbanda

Muladhara – O Chakra Básico, o chakra raíz

Saudações buscadores da Verdade, aprendizes e companheiros de senda, aqui quem vos fala é o neófito com mais um tema relativamente polêmico e para dar pano para a manga.

Porque o Sexo é tão repudiado antes dos trabalhos espirituais? Esse artigo não entrarei no mérito do álcool e carne vermelha (AINDA!) Para não ficar muito extenso. 😉

Bem, meus amados irmãos, vamos lá tentar esmiuçar um pouco do que é o SEXO, esse ato tão apreciado por nós e tão simbolicamente repudiado pelo mundo espiritual.

Antes de mais nada, o sexo nada mais é que compartilhar prazeres e desejos entre duas ou mais pessoas, é o toque, o gesto, é o conhecimento do próprio corpo e do corpo do parceiro, é o ato de dar vazão ao instinto que todos nós temos enquanto vivos nesse invólucro carnal condutor de pecados (risos). O Sexo é estudado por diversas escolas litúrgicas, algumas atingindo o extremo da ignorância retirando o clitóris da mulher para que a mesma seja impedida de sentir prazer e não cair na tentação da carne, o mesmo também ocorriam com muitos homens, o ato de “castrar” os homens tornando-os eunucos. Como sempre, tudo é a linda e maravilhosa sábia religião (independente de qual seja), que nos impede da verdade e nos leva ao inesgotável caminho da ignorância e superstição, não?

O próprio celibato dos católicos, muitos não sabem, deu-se origem em meados do século XIV porque custava MUITO CARO PARA A IGREJA MANTER O CORPO ECLESIÁSTICO E SEUS DESCENDENTES, isso mesmo, meus amados, o celibato cristão teve interesse muito mais econômico que religioso, era comum e a história não nega, que muitos cardeais tinham não somente uma esposa, mas várias, e muitos filhos, sustentar esse monte de “bocas” ficava caro para a Igreja instituindo então, o celibato. Interessantemente isso ocorreu em uma época que já existia alta corrupção dentro do papado, mas que não é o foco do artigo.

O Sexo algo tão abominável por diversas religiões e repudiado por muitos ascetas e “puros” de espírito, que seria a ativação do chakra básico em sua plenitude e trazendo essa força visceral e incontrolável de forma positiva ou negativa ao nosso corpo espiritual.

“Energia Sexual é a energia criativa que move a vida, nossas vontades e desejos” como dizia nosso querido Carl Gustav Jung.

Praticar a abstinência sexual para muitas religiões é renegar os desejos da matéria, buscando assim a evolução espiritual, diminuindo ou esgotando qualquer dependência do corpo físico e focando apenas no conhecimento do corpo espiritual. Obviamente isso não é a realidade da grande maioria da população, ainda somos presos aos desejos e instintos do corpo físico, isso não significa que estamos longe da evolução, mas tudo tem o seu tempo e a sua etapa, é extremamente importante ressaltar que no fim, todos alcançaremos a evolução, para alguns levará mais tempo e para outros menos, mas isso não significa que será mal visto aos olhos do Mundo Superior.

No Hinduísmo, existem os Purusharthas que são os quatro objetivos da vida do hinduísmo, um deles é o kama, que é o prazer, o desejo. Ele está muito relacionado à vida sexual, independente de gênero, o sexo segundo os hindus é um importante aspecto na vida e felicidade do ser, é importante salientar que a atividade sexual é totalmente permitida, desde que não prejudique o darma, que também é um dos purusharthas.

Pegando um gancho, outras duas escolas também não são contra o sexo, porém, ele não pode ser baseado em luxúria, no templo de Delfos, existia o “Meden Agan” (Nada em Excesso) e o próprio Taoísmo nos ensina a seguir o “Caminho do Meio”.

Segundo a Cabala, que é o misticismo judaico, totalmente desprendido de religiões e dogmas, focado somente na evolução e conhecimento do ser individual, não há nenhum condutor mais profundo, poderoso ou potencialmente espiritual para a expressão de nosso desejo do que o sexo.  Portanto, diferente da religião, ele não deve ser suprimido, porém, moderado.

O Sexo é a troca de energias entre duas ou mais pessoas, essas energias podem ser totalmente benéficas ou maléficas a você, por isso, estimulam totalmente a escolha correta do parceiro.

Tudo bem, neófito, você falou pra caramba, mas quero saber da Umbanda!!!

Ok, conforme sempre digo, gosto de realizar analogias entre outras escolas que eu confio muito, das quais em sua grande maioria são de adeptos que também se preocupam com o estudo e não somente a repetição e a prática desenfreada, então, começamos a falar de sexo na umbanda, já que mostrei que não é algo pecaminoso e abominável, PORÉM, é uma prática que esgota fortemente a sua energia espiritual e até absorve a energia do parceiro que você entrou em contato, é aí que começa a questão…

É sabido que nos trabalhos mediúnicos, é preponderante o médium estar preparado energeticamente, é imprescindível que o médium esteja de acordo com a energia espiritual do ambiente, DESCANSADO, e focado nos trabalhos que realizará durante o dia de sessão, todos nós médiuns sabemos como é DESGASTANTE incorporar, dependendo da linha e do trabalho que se realiza, exaure toda nossa energia, imagine em um dia que praticamos sexo, chega um consulente na casa precisando de uma limpeza total, um trabalho de cura intenso? Como é que vai ficar a nossa energia espiritual e nossa sintonia com a entidade? Como poderemos desprender de nossa essência mediúnica a aplicar no consulente ali em questão?

É por esse único motivo que os mentores pedem esse pequeno resguardo, para que no dia do trabalho, você possa estar com todo o seu potencial vibratório, obviamente, cada pessoa tem o seu tempo de descanso, algumas, após 3 horas do ato sexual já está com toda sua energia renovada, outras demoram até 48h para que sua vibração e sintonia estejam de acordo com a incorporação, nada é uma regra, cada pessoa tem a sua peculiaridade e toda generalização é um erro.

“Cabe a nós ajudar e somente ao Pai julgar” Pai Guiné.

Alguns dizem que o esperma é que traz a sujeira, outros dizem que o que contamina o corpo sujando-o é o sangue, ambos, o sangue e o esperma que ficam teoricamente acumulados nos órgãos genitais. O que para mim é outra falácia, em relação ao sangue, o nosso corpo o possui em todas as extremidades e porque somente o sangue presente nos órgãos genitais é sujo, somente pela troca de fluídos durante o ato? Em relação ao sêmen, é o gerador de vida, e também está presente na genitália. Ambos estão presentes durante, antes ou depois da relação sexual, obviamente com bem menos intensidade, mas estão.

Existe também o fator SACRIFÍCIO, porque abstinência de sexo para a grande maioria da população é um grande sacrifício, uma forma de demonstrar sua devoção para o orixá, em registros antigos, é comumente encontrado que o sacrifício é a melhor forma de agradar a divindade, para isso, é imprescindível abster-se dos seus maiores instintos e desejos afim de demonstrar seu amor, respeito e devoção à sua Divindade, mas creio eu que já estamos em uma era de grande conhecimento, sabedoria, evolução e tudo evoluiu, assim como a espiritualidade é dinâmica e tudo no Universo, também é fatídico que a espiritualidade evoluiu ao ponto de entender as novas necessidades, filosofias e demandas da vida moderna, vida de asceta ficou lá atrás, assim como a vida de sacrifícios, superstições entre outros meios de PROVAR a SI e a Deus seu amor. Aí entra em um ponto interessante, o ser quando se desprende disso, é porque já atingiu tamanha sabedoria e evolução ao ponto de NÃO NECESSITAR MAIS DE NADA DISSO, prestem atenção, é MUITO DIFERENTE SE PRIVAR DE ALGO QUE GOSTA E SIMPLESMENTE DEIXAR DE PRECISAR DAQUILO QUE GOSTA, a evolução é autenticidade, é genuína e não sacrificante.

Da mesma forma que existem pessoas que já vivem muito bem sem dinheiro por não ligarem mais para a vida material, ao luxo, à riqueza, não ligam para carros, já possuem outros valores, assim também são as pessoas que não precisam ou não sentem mais a vontade de sexo e outros prazeres mundanos como a bebida, o fumo, entre outras coisas. Cada um no seu tempo, se abdicar das suas reais necessidades afim de realizar sacrifícios para mim é apenas falsidade, uma máscara, por isso sempre falo no blog, a evolução é sempre de dentro para fora, primeiro a mentalidade deve ser mudada, para que essa mudança não seja um sacrifício e sim uma decorrência de uma mentalidade evoluída.

Já citei aqui no blog que uma das melhores filhas que eu tinha na casa, as entidades atuavam de forma magistral e ela era garota de programa e é nesse preâmbulo que encerro o artigo tentando elucidar um pouco que não é porque o sexo é sujo e proibido e sim porque é uma pratica espiritualmente desgastante e que pode prejudicar o trabalho mediúnico durante os trabalhos. Cada pessoa tem o seu tempo de recuperação após o ato sexual e cada pessoa tem um nível vibratório bem particular, se a pessoa já tem pouca energia e ainda demora se restabelecer após o ato sexual, o seu trabalho ficará muito mais degradado que uma pessoa que possui muito mais energia e menor tempo de recuperação, portanto, o resguardo sexual é apenas para que possam desempenhar um bom trabalho espiritual e atuar em sua missão mediúnica com potência total.

Leitura complementar: http://www.nervespiritismo.com/sexualidade_e_o_espiritismo-01.html

Sem mais delongas.

Namastê.

Neófito da Luz.

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Preceitos, Sacrifícios e Superstições

Saudações amados…

Primeiro começaremos com a palavra “Preceito”, falar um pouco dessa palavra tão amada, odiada e controversa dentro dos cultos umbandistas.

Etimologia

Do latim praeceptuim seria uma ordem ou até mesmo a proibição da realização de determinados atos, ou até mesmo nos abstermos deles. Podemos defini-lo também como um conjunto de normas que existem em muitos meios litúrgicos, como na Igreja Católica, Candomblé e até mesmo em muitas templos Umbandistas. Podemos entender que são regras estabelecidas afim de atingir o sucesso de um determinado ritual.

Utilização do Preceito e sua relação com sacrifícios e superstição.

Os preceitos variam de casa a casa, o que entra mais uma vez naquele meu conceito que REGRAS não EXISTEM e se EXISTEM, é para serem QUEBRADAS ou ao menos QUESTIONADAS. Algumas casas que “fazem” o santo pede ao filho para ficar de obrigação durante três meses, ou seja, sem sexo, sem álcool e sem carne. Outras casas, reduzem para 21 dias e assim vai variando de acordo com a experiência de trabalho de casa dirigente. O meu pupilo, do qual abriu uma casa, para obtenção do sucesso mediúnico, absteve-se do álcool e do sexo casual, só terá relações sexuais quando realmente tiver uma namorada firme, o que não ocorre há 3 anos.

Só com simples exemplos, já podemos compreender que o preceito nada mais é que concepções individuais de cada centro, de cada dirigente. Existem muitos dogmas que exigem o sacrifício renunciando aos maiores prazeres que podemos ter, no hinduísmo, existem vários tipos de sacrifícios que possuem como objetivo principal o aperfeiçoamento do ser, no hinduísmo são conhecidos como Yajna, então todo sacrifício está ligado à renúncia e evolução do ser, podemos compreender que nos sacrificarmos é mostrar a Algo ou Alguém a nossa dedicação e irrefutável adoração para um determinado objetivo, correto?

Podemos compreender que o Preceito é renunciar a algo, e quando estamos renunciando a algo, estamos fazendo um sacrifício a isso, que recorrendo à etimologia da palavra sacrifício podemos compreendê-la como SACRO OFÍCIO.

Então podemos entender que o preceito é um sacrifício a algo, é uma renúncia e no caso em questão, para os Orixás e Guias, isso me remete novamente a tempos imemoriais, onde era necessário o sacrifício de animais para acalmar Deuses, não tínhamos a compreensão de como ocorriam os terremotos, tempestades, chuvas torrenciais e como somos condicionados desde novo à adoração de Ídolos e “Endeusar” o desconhecido, criamos seres extraterrestres, Deuses antropomórficos, Anjos e Demônios para não nos sentirmos sozinhos no Universo e consequentemente isso tornou-se um hábito que virou tradição ou cultura, como queiram, e perpetuou os costumes até os dias de hoje. Vale lembrar que não estou questionando a existência de ETs, Anjos e tudo mais, é apenas para ilustrar uma ideia.

Um irmão me disse uma vez: Se está ou não certo, tenho que respeitar como é cultuado os Orixás, se é antigo ou não, como estou no culto aos orixás, devo vestir a camisa que me foi concedida.

Acho nobre o pensamento, sem dúvidas, mas quem disse que temos que fazer tudo isso? O Orixá chegou a você e criou dezenas de regras e fundamentos para você seguir cegamente ou te foi passado por um dirigente mais experiente (ou pelo menos devia) e repassou o que seu antigo dirigente que repassou o que seu antigo dirigente passou?

Vejo muitos dirigentes AFIRMANDO que o sexo denigre o corpo espiritual e com isso, prejudica o seu trabalho espiritual, com isso, volto novamente àquela excelente médium que fazia programas e trabalhava muito melhor que qualquer puritano dentro do centro. Será que é necessária toda essa carga de preceitos?

Não estou entrando no mérito se sexo faz bem ou não nos momentos que precedem os trabalhos, nem estou fazendo uma apologia para isso, mas convido-os a se questionarem, qual a necessidade de ficar 21 dias após uma obrigação pro Orixá? Purificação? Será que cultuamos seres tão LIMITADOS a ponto de Exigir tamanho sacrifício? Com que fim?

Já fui novo, já fui solteiro, e lembro-me de um trabalho que ocorreu excepcionalmente no domingo, os filhos foram avisados de última hora, fui em uma churrascaria no mesmo dia e tive relações com a mina namorada, eu totalmente envolto de culpa, acendi uma vela pedindo perdão aos meus orixás porque teria que trabalhar (Nessa época já não falava tudo pra minha madrinha pra não ser julgado, quem tem que me julgar são apenas os que eu sirvo e mais ninguém) e senti que tinha que ir trabalhar, e quem foi o sortudo a ajudar no descarrego da casa e do filho? Eu! No final do trabalho ainda recebi um elogio pela minha firmeza. Tenho certeza que se ela soubesse que tive relações 6h antes e comi carne pra caraca, o discurso seria outro!

Esses preceitos podem até ter sua relevada significância, mas acho que não pode se ruma regra, cada pessoa tem uma vibração diferente, uma fraqueza diferente, um ponto de força diferente, para alguns, talvez seria impeditivo um bom trabalho, para outros, talvez não interferiria em nada, como foi o meu caso. Então eu acho que criar regras engessadas generalizando a todos, é errado, do mesmo modo que algumas pessoas bebem um pouco e já ficam tontas, outras mesmo não bebendo, são muito mais resistentes, assim também é nosso corpo espiritual. Após acender a vela, senti vontade de trabalhar, me senti capaz e apto para julgar e a tradição, a superstição, deu lugar a certeza e a vontade de fazer o meu melhor, por isso, sempre digo no blog, a vontade e a capacidade falam mais alto que qualquer outra coisa.

Não acredito em Orixás castigadores, não acredito em medidas punitivas, pelo menos não é o que os meus demonstram, nem tampouco muitos que conheci, já temos tantos problemas na vida, já temos tantas inseguranças, incertezas, mágoas, você entrar dentro de um terreiro pra ser ainda mais humilhado? Vá pra …

Sobre esse monte de obrigações da época da Pedra Lascada, ainda mesmo que eu estou sendo hipócrita, respeito quem ainda tem essa tendência, de sacrificar animais, de raspar a cabeça, fazer as curas, mesmo sabendo que isso é desnecessário, pelo menos pra mim, evolutivamente falando, não faz mais o menor sentido PARA MIM, nunca necessitei, mas posso entender que ainda existem pessoas que devem passar por esse processo, mas o que mais me revolta, é que muitos o fazem sem saber porque, fazem porque muitos possuem a promessa de ter seus “Caminhos Abertos”.

Venho pensando muito sobre a atitude dos guias e orixás que decorrem de diversos centros, vejo pessoas MORRENDO DE MEDO porque trocaram os orixás em sua feitura, pessoas que POSSUEM PAVOR porque seu dirigente morreu e precisam urgente tirar a MAO dele. Me questiono muito: Somos tão medíocres, somos tão sensíveis a ponto de ter nossas vidas modificadas por uma pessoa como nós? Só porque ela tem um título significa que são melhores que nós? Estão acima de nós? Que possuem um pdoer sobrenatural porque “fizeram”a nossa cabeça? Será que realmente precisamos dessa feitura?

Existem dirigentes que tem seu potencial mediúnico muito inferior a um filho iniciante da casa.

Quantos doutores não erram seu diagnóstico? Quantos Ph.D. não erram suas teorias? Quantas mentes ilustres da história chegaram a conclusões com tanta convicção e séculos depois foram “derrubados”? Até hoje me pergunto, em 2015, quantos evangélicos acreditam cegamente em seu pastor como o enviado de Cristo e os mesmos se enriquecem às custas da santa ignorância de seus fiéis? E na Umbanda é diferente? No Candomblé é diferente? Conheço um dirigente aqui em Guarulhos que é extremamente ignorante, mas a casa é cheia de filhos (tão ou mais ignorantes quanto ele) e ele andando extremamente bem, de Azera com motorista enquanto seus filhos vendem o Vale Alimentação para alimentar “o santo”?

Acho que a simplicidade fala mais alto que qualquer coisa, se o Orixá não entende que você está sem dinheiro, não tem tempo para buscar alguma coisa ou não consegue fazer a sua oferenda e te castigará por isso, mais uma vez um grande “Vá pra …”. Já foi o tempo de conseguir as coisas na base do medo, pessoas esclarecidas, inteligentes, sabe que o respeito só pode ser verdadeiro quando você tem um líder, quando você idolatra, compreende, admira alguém, quando você segue algo ou alguém por medo de represália, isso não é respeito e sim OPRESSÃO, uma prática ainda mesmo que arcaica, muito comum em diversos terreiros.

Se Orixá Representa Vida, tem que ser às custas da Vida de Outrem???

Se realmente Guias e Orixás são tão ignorantes ao ponto de exigir tantos sacrifícios, se um dia eu tiver prova cabal dessa afirmação, eu fecho esse blog e mando tudo para onde a luz do sol não alcança. O sacrifício é inerente para o desenvolvimento humano, quantas vezes deixamos de pensar em nós para agradar a outros? A Própria mediunidade já é um sacrifício, você doando seu corpo, seu tempo, tendo que se abster de algumas coisas no dia dos trabalhos, já é um grande sacrifício? E ainda querem mais? Para muitos, principalmente pra mim, murchar o ego, perdir desculps para certa pessoa, já é um sacrifício e é esse tipo de sacrifício que acredito que eles cobrem, o sacrifício de você ser alguém melhor. Evoluído e não ter que matar bichos para acalmar o santo!

Muitas religiões “populares” infelizmente sofrem com o tradicionalismo mal fundamentado, a superstição, o medo de experimentar e a fé cega e inabalável em algo que eles mesmos não entendem, vejo por esse blog, quantas pessoas me elogiam e quantas me apedrejam porque eu não respeito. Sim, eu respeito sim se você tem argumentação válida para isso, não com desculpas medíocres dizendo que o Orixá é assim, quem te disso isso? Seu dirigente que se enriquece às suas custas?

Uma coisa é fato, se somos uma Centelha Divina, porque somos tão sensíveis às energias de outrem? Simples… Porque nos deixamos nos influenciar? Quantas pessoas são curadas com pílula de açúcar? Quantas pessoas em doenças terminais, como o Câncer sofrem de cura espontânea? Quantas pessoas com vitiligo, que é dito uma doença evolutiva deixa de crescer? Tudo vai do que acreditam. Se acreditam piamente que Orixá é essa energia imbecil que cobra, que exige, que te suga, assim o será, agora se acreditam no Deus Misericordioso, no Orixá que é desdobramento puro do Universo, que é aquele que te consola, te compreende e te ajuda, assim ele também o será.

Feliz ou infelizmente somos capazes de criar nosso próprio universo, nossa própria versão da realidade, existe um artigo no blog de uma conversa que eu tive com um exu que ajuda a ilustrar essa ideia: http://www.umbandadochico.com.br/blog/2013/11/12/a-questao-da-percepcao-um-caso-de-ponto-de-vista/

Se acha que Orixá é gastar R$ 4000,00 em uma feitura para ele ter “orgulho” de você ou que sua mediunidade ficará mais firme (sim, eu já busquei por isso também) tudo bem, mas te digo, é muito mais fácil dizer que está inconsciente com uma entidade que só vem pra dançar e comer, é muito simples dizer que é inconsciente nessas condições.

Dirigentes não são Deuses, Pastores não são Deuses, parem de acreditar cegamente em tudo o que veem e ouvem, tenham sua personalidade, questionem, tenham sua concepção individual das coisas, podemos ter um outro exemplo. O que esperar de uma entidade de um filho que tem problemas de alcoolismo e que exige a cachaça em seus trabalhos, mesmo sabendo que o filho é consciente e que OBVIAMENTE a entidade não levará tudo? Se é esse tipo de Umbanda que querem acreditar, idolatrar, parabéns, vão com fé, depois não digam que a religião é ridícula ou que é malévola.

Se você é daquele que acha que sua vida vai virar porque trocaram seu orixá! Vá com fé, te respeito, porque cada um tem o seu tempo, porém, quando acordar, não culpe o orixá e sim a sua ignorância.

Se você é daquele que acha que se o dirigente morreu, a sua energia, a sua centelha morrerá com ele, parabéns! Você precisou so seu dirigente para nascer? Você precisou dele para o que? Ele foi apenas uma ajuda, um pequeno elo de ligação entre você e seu orixá, porque o orixá é seu, ele já nasceu pronto pra você, o dirigente só facilita o intermédio, pelo menos, deveria.

Todos nós somos centelhas pulsantes no Universo, autossuficientes, temos a nossa própria luz, mas muitos são como a Lua, passam a vida toda achando que tem alguma luz, mas a luz da lua é o reflexo do sol, ela possui uma fonte de luz secundária, assim agem muitas pessoas, buscam ídolos, fontes externas de adoração e acabam sendo apenas reflexo daquilo que admiram, não contendo sua própria luz, ignoram suas propria personalidade e com isso, deixam de fazer questionamentos. Muitas vivem nas Trevas da Ignorância, não assumem a responsabilidade do presente mais valioso que receberam: O Livre Arbítrio. Questionem, tenham como principal ídolos, vocês mesmos, alguns irmãos no blog, acham que eu sou iluminado, obiviamente o meu ego rejubila-se com isso, mas a verdade é que sou outro errante, buscador, cheio de defeitos e qualidades, que tem vários problemas, que muitas vezes mal se entende, mas pelo menos, sou fiel a mim mesmo.

Superstição cega o homem, faz ele perder a razão, seguir o que outros dizem sem questionarem ou ao menos entenderem o ponto de vista, chegarão ao mesmo lugar. Se acreditam piamente que Deus os condenará ao fogo Eterno por mazelas em sua vida Terrena, parabéns!!! Para quem é pai, sabem que nós, mesmo com personalidade imperfeita, é inconcebível condernamos nosso filho a um mal eterno, mesmo com nossa personalidade manchada de miasmas, quem dirá Deus, o Grande Pai Eterno criador de todo o Universo, como Ele em toda sua misericórdia nos condenaria ao Inferno, à Punição do Foto Eterno, na suposta morada do “kapeta” pela nossa ignorância? Basta refletir durante 2 minutinhos! Para aqueles locais que pregam tanto a Palavra do senhor, mas em 90% do culto só se fala do inimigo.

Fui apedrejado por muitos quando falei da Quaresma, já imaginava, posso estar errado em tudo o que eu falo, porém, eu estudo, pesquiso, vou atrás, posso estar errado, mas tenho argumentos para sustentar a minha ideia, não faço porque um dirigente que às vezes tem uma personalidade muito pior que a minha, o faz e eu o seguirei cegamente, mesmo porque, confesso achar uma grande hipocrisia falarmos que somos todos iguais, viemos todos sim, da mesma essência, porém, não somos todos iguais e nunca seremos, sempre haverá pessoas melhores que nós e piores que nós, sempre haverá pessoas com atitudes deprimentes e pessoas com atitudes louváveis, assim é a vida, independente se iremos todos para o mesmo buraco, podemos ser iguais em essência, porém, muito diferentes em vibrações.

E o que nos fará melhor ou pior que outros, não é um brajá, não é uma toquinha dizendo que sou mago e nem tampouco um título de sacerdote, é a minha prática, é o meu empenho, é o meu estudo e minha ligação honesta com o mundo espiritual, muitos nasceram pra seguir, infelizmente faz parte da evolução, muitas vezes somos capachos, quantos centros já entrei que o dirigente fazia um ou outro de motorista sem nem ajudar com a gasolina? Ótimo, você está fazendo de coração, mas o bom senso existe não? Todo local sempre haverá o bem intencionado e sempre haverá o mal intencionado que se aproveita disso.

E aqueles centros que testam a entidade? Colocando em risco a integridade física e moral do filho? Muitos podem achar lindo, eu acho uma baboseira, uma lambança, dirigente que é dirigente só de olhar para o filho sabe se ele está em condições ou não de trabalhar, essas atitudes só o deixará mais inseguro, menos propício a um bom trabalho.

Tem dirigentes que andam até pensos, com tanto brajá no pescoço. Pra que? Somos condicionados a títulos, ostentação, é intrínseca à nossa personalidade, muitos confiarão mais em um dirigente que tem 1000 brajás no pescoço a um que só tem um mísero fio de Oxalá, somos condicionados a isso. Mesma coisa quando estamos em alguma arte marcial e vemos um faixa preta, o que julgamos que aquele atingiu a maestria, mas quantas vezes, já presenciei a derrota do mesmo para alunos com 2 ou 3 faixas abaixo? Isso porque artes marciais tem todo um treinamento, na Umbanda, o cara tem uma grana, tá entediado e decide abrir uma casa sem preparo algum ou tem um espaço no fundo de casa e começa o centro. Sim, isso pode ser desígnio da espiritualidade, OK, mas antes de achar que tá tudo escrito, acredito no livre arbítrio.

Acredito piamente na compreensão de nossos amigos espirituais, da mesma forma que compreendemos manias, hábitos e atitudes de nossos filhos, de crianças de um modo geral, justamente porque já passamos por isso, quantas vezes meus filhos cometem alguma atitude que pra mim sobe o sangue, mas relembro que eu já fui igual, rapidamente sou tomado por uma onda de compaixão, compreensão e amor, logo, voltando para o aspecto religioso, se aquilo que eu sigo, não for melhor do que eu, não serve pra mim, como já exemplifiquei acima, só sigo e respeito, o que eu admiro, e pra eu admirar tem que ter o mesmo nível ou ser muito superior a mim e baseado nessa premissa, que compreendo meus amigos espirituais. Sem represálias, sem julgamentos, sem opressões e sim compreensão, fraternidade e amor.

DA mesma forma que já passaram tudo o que passamos, somos crianças aos olhos de muitos deles, e por que não ser compreendido pelos mesmos?

Já temos tantos problemas na vida, se o mundo espiritual for mais um, prefiro não seguir nada.

Portanto, saí totalmente dessas crendices de Orixá que castiga, que você vai ter a vida torta se fizeram o seu “santo” errado, que seu exú precisa de frango, posso até ACREDITAR que possam existir essas coisas, obviamente, eu posso, no mundo material só vivemos em conjecturas, mas isso não existe no MEU UNIVERSO, porque NÃO é algo bom pra mim, não deixo isso me abalar, o primeiro dirigente que passou a mão na minha cabeça faleceu há 8 anos, o segundo que também me fez pra Ogum, supostamente errou o meu “santo” até eu passar pelo terceiro, que eu fiz tudo pra Xangô, isso não me mudou em nada, apenas me fortaleceu, me fez pesquisar ainda mais e me fez acreditar que há uma Umbanda amorosa, fraterna, simples e compreensível lá fora e não ao que eu fui condicionado a acreditar.

Um dia isso chegou a ser realidade pra mim, como já postei em vários artigos, hoje não faz parte da minha realidade, vi que foram apenas tradições e ensinamentos supersticiosos, tradicionalistas e ignóbeis.

Apenas um desabafo de um rabugento.

Paz Profunda.

Neófito da Luz.’.

Algumas considerações sobre pombagiras.

 

Saudações fraternais, irmãos.

Vamos falar um pouco sobre pombagiras (também conhecidas como pomba-giras ou bombogiras), uma linha tão mal compreendida como os exus, que estimula um excesso anímico por parte de muitos mediuns.

Não irei estender ainda mais o assunto sobre o dia da semana, oferendas, entre outras coisas porque pombagira é energia feminina da vibração Exu, é a vibração sendo manifestada com toda a doçura da Energia Feminina, a Fecundidade, a Vida.

Já falamos anteriormente que a vibração Exú também é a fecundidade, então temos aí a energia capaz de gerar vidas, o que também não é novidade para ninguém, mas o intuito desse post é falar um pouco mais sobre essa linha tão mal compreendida e consequentemente, mal utilizada.

Vamos salientar um pouco sobre a forma de trabalho dessa linha, mas antes, seria interessante deixar algumas coisas um pouco claras:

Primeiramente, pombagira não são garotas de programa e nem meretrizes de exus, eu tenho pavor quando ouço uma pombagira falar que “dorme” com outro exu, entre outras coisas. Pior ainda é quando a pombagira ou exu fala que “trabalha” com o exu ou pombagira do medium e com isso, ambos irão dormir juntos também.

Confundem demais a espiritualidade com o mundo material.

Nem todas as pombagiras foram meretrizes em sua vida terrena, e nenhuma hoje o é, existe na liturgia cristã demônios que favorecem atos sexuais como o Incubus, que é do gênero masculino e as sucubus, para o gênero feminino e isso sincretizou-se com as pombagiras e os exus na Umbanda justamente pela semelhança de funções entre eles.

Pombagira que chega no terreiro se esfregando em outros mediuns ou outros exus que vivem virando garrafas de champanhe, não são pombagiras, são os mediuns ou espíritos de baixa vibração. Pombagira não é prostituta, elas carregam a vibração da Lei Divina, por atuar em um plano vibratório mais próximo do plano material, elas ajudam a mulher estimular sua autoestima, valorizar a sua beleza, faz com que as mulheres sintam-se mais bonitas, quem nunca percebeu uma medium bem incorporada com uma pombagira ficar ainda mais bonita? A Pombagira atua no chakra básico, ela vem pra valorizar a mulher, valorizar seus traços femininos, como hoje a mediunidade é consciente e semiconsciente, auxilia nos trejeitos fazendo-as sentirem necessárias, atraentes. Isso é apenas mais um dos grandes poderes de pombagiras.

Uma outra coisa medíocre é quando ouço uma pombagira chamar o medium de bicha ou “puta”.  Fico horrorizado com a doutrina de muitas casas, uma doutrina pobre, sem fundamento, orientada ao vício. Pombagira de Lei trata com respeito os mediuns, é o que eu sempre digo aqui no blog, muita gente confunde os nossos queridos cumpadres e irmãs da encruzilhada como agentes do mal, prostitutas, como os gênios da lâmpada, que são pagos para a realização de nossos mais excusos desejos.

Irmãozinhos, o Universo está cheio de Espíritos, e junto com eles, todos os tipos de intenções possíveis, desde Espíritos que aceitam pinga para fazer amarrações, até Espíritos que não aceitam nada para ajudar uma multidão.

Antes de perguntar que tipo de Vibração, que tipo de Mentor você possui, pergunte a si mesmo quem você é e qual o seu objetivo dentro da espiritualidade. Com essa resposta, você saberá que tipo de “mentor” você atrairá para você!

Eu já vi pombagiras sérias, que fazem um excelente trabalho, e já vi aquelas “sujas”, que adoram se esfregar em mediuns e falar bobeiras, nós, da Terra, consequentemente adoramos uma sacanagem não? Todos nós temos a energia sexual muito constante e presente em nossas vidas, uns mais, outros menos, mas todos nós temos, quando isso é incentivado por um amigo espiritual então que nos “entende” é confortante não

É onde muita gente confunde, o mentor que ajuda, não é aquele que incentiva, mas é aquele que apoia e nos força a fazer direito, não é nem o que julga e nem o que incentiva, é aquele que nos sugere, nos ajuda a melhorar.

Uma outra coisa hedionda, e antes que eu seja taxado de preconceituoso, nada contra homossexuais, mas é nojento como a grande maioria utiliza as pombagiras para serem o que não possui a devida coragem de ser. Uma vez veio um homem incorporado com pombagira se esfregar em mim, imediatamente já disse: Minha mãe, agô, se afaste que eu não sou conivente com putaria dentro de terreiro, “ela” imediatamente se afastou.

É normal homem dar passagem para pombagiras muito eventualmente, eu mesmo já trabalhei três ou quatro vezes durante todos esses anos, mas nenhuma vez foi para dar consulta, trabalhar em assistência, ela veio, pediu o que queria e foi embora, normalmente, homens que trabalha sempre com pombagiras, a grande maioria que quer trabalhar sempre, são pessoas com dificuldade em assumir sua própria orientação ou se sente mais à vontade em trabalhar com elas porque a pombagira aflora a Força Feminina dentro dos mediuns.

Novamente não é preconceito, existe casos e casos, mas indubitavelmente quando uma pombagira vem muito em homens, ou ele a evoca por se sentir mais à vontade em ser mulher ou ele utiliza de “animismo” para tentar assumir quem é.

A espiritualidade respeita o preconceito terreno, a pombagira possui inúmeros mediuns mulheres para trabalhar, não precisa ficar vindo em homens para realização de seus trabalhos, e, não sejamos hipócritas, é muito estranho um homem com pombagira, isso é no mínimo constragedor.

Nao é preconceito, irmãozinhos, é lógica, é reflexão, antes de me tacarem pedras, primeiramente pensem…

Isso é muito comum no candomblé, vem aquele monte de pombagiras em homens, e é incrível, como elas são muito piores em mediuns homens, muito piores mesmo, por que? Vamos pensar..

Pombagira que chega em centro querendo esfregação, chamar a atenção, pedir pra ficar cantando, pedir ponto a todo momento, mandar abrir espaço para ela dançar, é no mínimo uma Pombagira que não é da Lei, pra não dizer que é o próprio medium que necessita de holofotes para ele.

Pombagira são moças lindas, que vem com o intuito de trazer à sensualidade, que é comumente confundida com vulgaridade, vem para trazer a Força Feminina à tona, a graça, o dengo da mulher, o charme existente na Força Feminina, acima de tudo isso, pombagira é uma irmã de Lei, vem pra trabalhar, vem com a Força Cosmica para fazer a diferença, não é para agir como uma meretiz dentro do terreiro e confundir ainda mais a cabeça de iniciantes.

Isso também acontece muito com a linha de ciganas, ultrapassam os limites da Graça e é onde começa a vulgaridade.

Assim como outras linhas, elas vem para trabalhar, ledo engano dos mediuns  ao achar que porque algumas foram mulheres da vida, não possuem nada a ensinar, somente rebolar e vir falar ainda mais baboseiras dentro de centro.

Já temos o SEXO estampado em todos os meios de comunicação, TV, rádio, internet, email, não precisamos mais disso dentro das reuniões mediúnicas, concordam?

Por isso, mediuns, amados irmãozinhos, antes de trabalharem com o espiritismo, espiritualismo, umbanda ou quaisquer outras doutrinas, perguntem-se a si mesmo o que vocês realmente são e o que querem, e ao decidir-se sobre isso, estudem, estudem e dediquem-se, para que não seja mais uma vítima das armadilhas espirituais e terrenas e que não seja mais um CANAL de disseminação negativa de tão brilhante religião.

Pombagira é amor, é doçura, é graça, é magia, é amizade, é fraternidade, quaisquer outras coisas diferentes disso, não é pombagira.

Pombagira é exatamente o que está na imagem do Post, é o estímulo do amor, da união entre casais, é o que traz a graça, é o que traz a sedução para o amado. Muito diferente de meretrício e sexo desenfreado.

Meus mais sinceros votos de Paz e Luz.

Com Amor.

Neófito.

A Encarnação e o Sexo

 

 

Pergunta – Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher? Resposta: – Isso pouco lhe importa.

O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.

Item n° 202, de “O Livro dos Espíritos”.

 

A homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.

Observada a ocorrência, mais com os preconceitos da sociedade, constituída na Terra pela maioria heterossexual, do que com as verdades simples da vida, essa mesma ocorrência vai crescendo de intensidade e de extensão, com o próprio desenvolvimento da Humanidade, e o mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao respeito e à atenção devidos às criaturas heterossexuais.

A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como agentes mais elevados de definição da dignidade humana, de vez que a individualidade, em si, exalta a vida comunitária pelo próprio comportamento na sustentação do bem de todos ou a deprime pelo mal que causa com a parte que assume no jogo da delinqüência.

A vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.

O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta.

A face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando-se análogo processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias.

Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, como também no que concerne a obrigações regenerativas.

O homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos fins.

E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e, conseqüentemente, na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores da Vida Maior que os assistem a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem.

Escolhem com isso viver temporariamente ocultos na armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo afetivo, de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam.

Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual.

E para que isso se verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais alto entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto, à frente da vida eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do sexo e do amor, são analisados pelo mesmo elevado gabarito de Justiça e Misericórdia.

Isso porque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um.

Psicografia : Francisco Cândido Xavier Livro : Vida e Sexo 

Diálogo sobre Masturbação na Umbanda

Por Benjamim Teixeira (Esp. Eugênia)

(B) – Eugênia, seria abusivo perguntar sobre masturbação?

(E) – A forma de me perguntar já revela a necessidade de se ventilar a temática. Claro que sim. Tudo deve ser falado, sob a perspectiva da Espiritualidade, principalmente o que é foco de tabu, porque, então, os automatismos neuróticos e destrutivos, bem como as fixações culturais e sociais, agem mais livremente a prejuízo de comunidades e indivíduos.

(B) – No passado, Eugênia, tratava-se a masturbação como pecado ou como desequilíbrio que até poderia causar distúrbios mentais e físicos. A medicina (auxiliada pela psicologia e pela sexologia) eliminou os fundamentos de tais crendices populares (que tiveram muito apoio de gente instruída, em tempos idos), mas, no meio espírita, ainda se considera a masturbação, como vampirismo ou desvio de função das energias sexuais, um desperdício, qual se todo ato masturbatório indicasse uma queda em tentação. Poderia nos falar algo sobre estas considerações?

(E) – Sim. É gritantemente necessário que o postulado básico de acompanhar a ciência seja lembrado entre aqueles que desejam, sinceramente, desposar o Espiritismo como filosofia de vida. Apegar-se a velhos conceitos, por tradição, por medo de enfrentar o novo ou por receio de ser plenamente responsável pelos próprios atos, é de tal modo descompassado com a modernidade, que nos eximimos de expender mais comentários a respeito. Importante lembrar que médiuns acabam filtrando, inconscientemente, o pensamento das entidades que se manifestam por seu corpo mental, de modo que refrações sutis e graves podem se dar (e se dão sempre, em algum nível). Eis por que a vigilância deve ser acentuada, sobremaneira quando condicionamentos culturais e convenções muito cristalizadas estão envolvidos.

O que tem dito a ciência sobre o assunto? Que a masturbação é algo natural e até desejável para o indivíduo adulto; e que, mesmo entre aqueles que já têm a vida afetiva disciplinada nos corredores da educação conjugal, é compreensível aconteça o fenômeno do onanismo (para os dois gêneros), que se revela mesmo imperioso, amiúde, quando os ritmos sexuais dos parceiros não se alinham, a fim de que um não incomode o outro na satisfação de suas necessidades de fundo psicofisiológico, nem alguém se frustre na quota de libido que lhe não seja possível imediatamente canalizar para atividades não-sexuais, sem gerar recalques indesejáveis.

Seja na tenra idade, seja em idade avançada, para solteiros ou casados, hétero ou homossexuais, o fenômeno masturbatório pode ser comparado à ida ao banheiro para a excreção dos detritos alimentares. Há abusos, sem dúvida, como os há em tudo na existência humana. Os ritmos sexuais podem ser exacerbados, na compulsão, ainda que se não tenha parceiro para a prática. Cada caso é um caso, e, somente com profundo autoconhecimento, a criatura descobre o sistema apropriado ao seu modo de ser, em função do bem-estar geral, da produtividade, da criatividade e do sentimento de equilíbrio íntimo, que constituem alguns dos resultados da vida sexual resolvida.

Quanto ao vampirismo, pode acontecer também na vida afetiva a dois, sempre que os desajustes da perversão e da promiscuidade invoquem, para a alcova do casal, presenças extrafísicas de baixo calão vibratório, pelo próprio diapasão de desequilíbrio em que se expressam em seu momento de intimidade.

(B) – Que bom, Eugênia! Creio que estas suas colocações esclarecedoras vão ajudar muitas pessoas. Entretanto, você aludiu a “perversão”, e este conceito me parece muito amplo e difuso, pelo mesmo motivo de os preconceitos adentrarem este departamento valorativo. Temos muita dificuldade em aceitar e conviver com nosso lado animal, e muitos são os que têm vergonha e não se soltam em funções elementares de sua própria fisiologia, tudo tendo como sinal de depravação, primitivismo e imoralidade. O que você quis dizer por “perversão”? Digo, porque, inclusive, na temática “masturbação”, está em jogo, normalmente, o fator “fantasia”, que pode incluir itens que não sejam desejados também na relação concretizada a dois – estou certo?

(E) – O tema é muito complexo, e, sem dúvida, não o esgotaremos nesta nossa primeira fala a respeito. Por outro lado, não somos autorizados por Nossos Maiores, ainda, a discorrer abertamente sobre o assunto, porque mentes menos amadurecidas, levianas, despreparadas para nos ouvir, poderiam fazer mau uso de nossas afirmações. O que podemos dizer é que tudo que lese física, emocional ou moralmente alguém pode ser enquadrado no capítulo “perversão”, ao passo que tudo quanto promova o bem-estar biopsíquico, o crescimento psicológico e a boa relação entre as criaturas não pode ser considerado como distúrbio moral ou patologia psíquica.

O quesito “fantasia” é ainda mais intrincado, porque, freqüentemente, melhor que se liberem certos conteúdos indesejados (e ainda não de todo domesticáveis) da psique, por meio das ferramentas imagéticas, do que fazê-los colapsarem no próprio comportamento, em surtos que se chamam, em psicologia junguiana, de “possessão pela sombra” (*). Os princípios de civilização, entretanto, devem sempre reger tais processos mentais, na promoção da educação e da melhoria progressiva dos indivíduos, dos mais ínfimos aos maiores gestos, dos mais secretos aos públicos. A gerência de tais impulsos – que, como disse, não podem, em sua totalidade, ser de pronto sublimados – corre por conta da responsabilidade de cada um, em função do próprio e do bem comum.

(B) – Algo mais desejaria dizer, por ora?

(E) – Que se procure, em tudo, o ponto de vista do bom senso, do equilíbrio, da visão de conjunto, e dificilmente se incorrerá em erros graves de conduta, seja consigo mesmo, seja nas relações interpessoais.

Diálogo sobre Masturbação

Por Benjamim Teixeira (Esp. Eugênia)

(B) – Eugênia, seria abusivo perguntar sobre masturbação?

(E) – A forma de me perguntar já revela a necessidade de se ventilar a temática. Claro que sim. Tudo deve ser falado, sob a perspectiva da Espiritualidade, principalmente o que é foco de tabu, porque, então, os automatismos neuróticos e destrutivos, bem como as fixações culturais e sociais, agem mais livremente a prejuízo de comunidades e indivíduos.

(B) – No passado, Eugênia, tratava-se a masturbação como pecado ou como desequilíbrio que até poderia causar distúrbios mentais e físicos. A medicina (auxiliada pela psicologia e pela sexologia) eliminou os fundamentos de tais crendices populares (que tiveram muito apoio de gente instruída, em tempos idos), mas, no meio espírita, ainda se considera a masturbação, como vampirismo ou desvio de função das energias sexuais, um desperdício, qual se todo ato masturbatório indicasse uma queda em tentação. Poderia nos falar algo sobre estas considerações?

(E) – Sim. É gritantemente necessário que o postulado básico de acompanhar a ciência seja lembrado entre aqueles que desejam, sinceramente, desposar o Espiritismo como filosofia de vida. Apegar-se a velhos conceitos, por tradição, por medo de enfrentar o novo ou por receio de ser plenamente responsável pelos próprios atos, é de tal modo descompassado com a modernidade, que nos eximimos de expender mais comentários a respeito. Importante lembrar que médiuns acabam filtrando, inconscientemente, o pensamento das entidades que se manifestam por seu corpo mental, de modo que refrações sutis e graves podem se dar (e se dão sempre, em algum nível). Eis por que a vigilância deve ser acentuada, sobremaneira quando condicionamentos culturais e convenções muito cristalizadas estão envolvidos.

O que tem dito a ciência sobre o assunto? Que a masturbação é algo natural e até desejável para o indivíduo adulto; e que, mesmo entre aqueles que já têm a vida afetiva disciplinada nos corredores da educação conjugal, é compreensível aconteça o fenômeno do onanismo (para os dois gêneros), que se revela mesmo imperioso, amiúde, quando os ritmos sexuais dos parceiros não se alinham, a fim de que um não incomode o outro na satisfação de suas necessidades de fundo psicofisiológico, nem alguém se frustre na quota de libido que lhe não seja possível imediatamente canalizar para atividades não-sexuais, sem gerar recalques indesejáveis.

Seja na tenra idade, seja em idade avançada, para solteiros ou casados, hétero ou homossexuais, o fenômeno masturbatório pode ser comparado à ida ao banheiro para a excreção dos detritos alimentares. Há abusos, sem dúvida, como os há em tudo na existência humana. Os ritmos sexuais podem ser exacerbados, na compulsão, ainda que se não tenha parceiro para a prática. Cada caso é um caso, e, somente com profundo autoconhecimento, a criatura descobre o sistema apropriado ao seu modo de ser, em função do bem-estar geral, da produtividade, da criatividade e do sentimento de equilíbrio íntimo, que constituem alguns dos resultados da vida sexual resolvida.

Quanto ao vampirismo, pode acontecer também na vida afetiva a dois, sempre que os desajustes da perversão e da promiscuidade invoquem, para a alcova do casal, presenças extrafísicas de baixo calão vibratório, pelo próprio diapasão de desequilíbrio em que se expressam em seu momento de intimidade.

(B) – Que bom, Eugênia! Creio que estas suas colocações esclarecedoras vão ajudar muitas pessoas. Entretanto, você aludiu a “perversão”, e este conceito me parece muito amplo e difuso, pelo mesmo motivo de os preconceitos adentrarem este departamento valorativo. Temos muita dificuldade em aceitar e conviver com nosso lado animal, e muitos são os que têm vergonha e não se soltam em funções elementares de sua própria fisiologia, tudo tendo como sinal de depravação, primitivismo e imoralidade. O que você quis dizer por “perversão”? Digo, porque, inclusive, na temática “masturbação”, está em jogo, normalmente, o fator “fantasia”, que pode incluir itens que não sejam desejados também na relação concretizada a dois – estou certo?

(E) – O tema é muito complexo, e, sem dúvida, não o esgotaremos nesta nossa primeira fala a respeito. Por outro lado, não somos autorizados por Nossos Maiores, ainda, a discorrer abertamente sobre o assunto, porque mentes menos amadurecidas, levianas, despreparadas para nos ouvir, poderiam fazer mau uso de nossas afirmações. O que podemos dizer é que tudo que lese física, emocional ou moralmente alguém pode ser enquadrado no capítulo “perversão”, ao passo que tudo quanto promova o bem-estar biopsíquico, o crescimento psicológico e a boa relação entre as criaturas não pode ser considerado como distúrbio moral ou patologia psíquica.

O quesito “fantasia” é ainda mais intrincado, porque, freqüentemente, melhor que se liberem certos conteúdos indesejados (e ainda não de todo domesticáveis) da psique, por meio das ferramentas imagéticas, do que fazê-los colapsarem no próprio comportamento, em surtos que se chamam, em psicologia junguiana, de “possessão pela sombra” (*). Os princípios de civilização, entretanto, devem sempre reger tais processos mentais, na promoção da educação e da melhoria progressiva dos indivíduos, dos mais ínfimos aos maiores gestos, dos mais secretos aos públicos. A gerência de tais impulsos – que, como disse, não podem, em sua totalidade, ser de pronto sublimados – corre por conta da responsabilidade de cada um, em função do próprio e do bem comum.

(B) – Algo mais desejaria dizer, por ora?

(E) – Que se procure, em tudo, o ponto de vista do bom senso, do equilíbrio, da visão de conjunto, e dificilmente se incorrerá em erros graves de conduta, seja consigo mesmo, seja nas relações interpessoais.