Breve Comunicado Sobre os Trabalhos Umbandistas.

Saudações Irmãos…

Esse será um novo tipo de Post, que visa relembrar conceitos básicos de nossa Umbanda, importantíssimo salientar que isso ocorre dentro do conceito aprendido por Neófito, como me disse Chico Preto no último trabalho, realizado no domingo dia 07/12, a espiritualidade é vasta e limitar conceitos de Umbanda para Toda a Espiritualidade é a mesma coisa que limitar que todos os habitantes de uma região possuem a mesma característica.

O Leque da Umbanda se estende a cada dia que passa, temos alguns médiuns que são iluminados pelos seus mentores e trazem uma nova ritualística para encaixar uma grande colônia de espíritos praticantes do bem, tivemos W.W da Matta, Saraceni, Carlos Buby e cada um retratando uma faceta do culto umbandista e mobilizando grande número de espíritos para essas escolas.

São escolas que se complementam, trazem consigo um grande número de adeptos e com isso, contribuem para o crescimento exponencial da religião, em contrapartida, temos aqueles centros que seguem uma cartilha antiga, uma cartilha fundamentada em boatos, antropomorfismo e consequentemente regras arcaicas, o que seria o outro peso da medida.

Esse blog tem caráter disseminar os ensinamentos do Sr. Chico Preto, discutir as ideias de outras escolas e tentar DISMISTIFICAR dentro da MINHA VISÃO alguns conceitos e fundamentos antiquados ou inconsistentes com a Lei da Espiritualidade.

Volto a ressaltar, ele, Chico Preto,  nos elucidou durante o trabalho, dizendo que é impossível caracterizar a espiritualidade em um único método, mesmo porque terá baiano que trabalhará sem bebida, outro com bebida e fumo, outro ingerindo comida e outro não, e não é uma regra de certo ou errado, e sim espíritos que são oriundos de culturas diferentes, escolas diferentes ou espíritos que ainda estão em fase de aprendizado buscando seu espaço no cosmos e se encaixando na Senda da Caridade, e qualquer generalização dentro do contexto de magia é um erro, não existe o certo ou errado, existe métodos afins para uma causa específica.

Um Pena Branca pode vir em seu filho e tomar cerveja, fumar charuto, dar passe estalando os dedos e até cantando ou dançando, um outro Pena Branca pode vir TOTALMENTE diferente, o que torna isso diferente além do médium e seu aparelho espiritual, é o grau de evolução do guia espiritual, a escola do qual o mesmo trouxe seus fundamentos, como o médium foi doutrinado e como o guia teve que se adaptar à casa de onde ele trabalha.

Isso não significa que um trabalha certo e o outro errado, e sim com metodologias diferentes, o que tornará o seu trabalho eficiente será o seu aparelho mediúnico, esse é o principal elemento da incorporação e da propagação da graça do Pai, e o que podemos tratar como APARELHO MEDIÚNICO é o médium, sua inteligência, seu desprendimento e sua doação.

Serão inseridos no blog alguns “drops” filosóficos intitulados como “Coisas que não Devemos Esquecer” e que não se fazem a verdade absoluta e apenas uma referência para você buscar a sua, como será retratado no próximo POST: “Jogo Rápido: Doze Coisas Sobre Exús Que não Devemos Esquecer”

Anúncios

Algumas considerações pessoais sobre a Liturgia Umbandista.

Paz Profunda Prezados Irmãos.
 

Estou ilustrando enfaticamente no blog os diferentes tipos de liturgia umbandista, os últimos posts frisou muito bem isso e gerou algumas dúvidas ou até questionamento da minha opinião pessoal sobre a prática.
Não sou o dono da verdade, apenas me coloco em estado de serventia aos guias e mentores, tento manter-me aberto aos ensinamentos únicos dos que me acompanham e tento tirar as dúvidas sempre que possível.
Obviamente algumas coisas eu chego a não concordar e é onde eu procuro estudar sobre o assunto. Como meu canal de comunicação ainda não está muito bem estabelecido devido alguns excessos praticados nos últimos anos, vagarosamente estou voltando a galgar os degraus da evolução e assim, percorrer juntamente com eles na Senda da Caridade.

Claro que isso vai incomodar algumas pessoas mas é minha opinião sobre o que eu conheço de Umbanda e o que foi passado, também estou colocando algumas opiniões pessoais.
Segue alguns tópicos bem básicos:
– Caboclo que é a força do terreiro, se fosse diferente, teríamos vários exús como chefes de ori ou até mesmo de templos e não os caboclos. Muitos dizem que não evocar exú na abertura é perigoso.
– Sou contra o ritual de cantar para 250 orixás na abertura, se torna cansativo e desgastante, orixás e guias sabem os seus devidos lugares, não será um ponto que vai trazê-los ou não para a vibração do Terreiro;
– Exús são soldados do astral, são os guardiões dos terreiros, os que atuam na baixa e média vibração, os vigilantes, não é preciso evocá-los na abertura, eles já possuem seu ponto de firmeza no terreiro;
– Meus caboclos e boiadeiros não dançam, assim como os falangeiros dos Orixás, enche aos olhos um guia dançando bonito, dando aquele “show” dentro do casuá, mas acho que incentiva a vaidade e ainda mais o animismo. Dos que dançam em minha linha, são apenas os baianos e os mestres, esses sim, exigem explicitamente a curimba; Para eles é aberto uma rara excessão,
– Quem quer ver dança, quer ver “show” de orixás, que procurem outro terreiro, sou a favor da prática da caridade, sou a favor da objetividade! Quem vai necessitado, quer ser atendido, curado, quem vai atrás de ver uma dança, quer farra, e terreiro não é local de farra;
– Importante salientar que não acho futilidade o ato de dançar em si, a dança simboliza a limpeza, o movimento Cosmico, com a dança se limpa o ambiente e a entidade, o grande problema é que muitos mediuns confundem a dança de seus guias com sua própria dança, é onde mora o perigo. Muitas religiões consideram a dança sagrada e um meio de se devotar a Deus, mas muitas vezes não é o que acontece nos terreiros, o guia dança demais, 10, 20 minutos perdendo a objetividade da casa, para alimentar um único objetivo: O Ego;
– Sou contra o ritual de batida de cabeça, se Umbanda é humildade, quem sou eu para exigir que alguém, cheio de problemas como eu, bata cabeça para mim?
– Erê é o mensageiro direto do Orixá e Exú não é o seu escravo, é apenas o seu “guarda-costa”, em um sentido extremamente simplista;
– A roupa do terreiro é branco, não verde e branco, vermelho, roxo, é branco;
– A gira dos exús é de frente com o altar, luzes acesas e de branco. Mesmo atuando no polo negativo do Cosmico, são irmãos como os caboclos e pretos-velhos;
– Medium rodando o barracão todo pra receber? Circo! Medium firme tem a comunicação rápida e firme, diferente disso, muito tempo pra receber e rodar, é medium carente de atenção;
– Roupagem de guias? Como disse, o uniforme do Terreiro é branco, nada de calça de boiadeiro, roupa de orixá, o uniforme é branco;
– Aparatos de guias? De acordo apenas com alguns; Chapeus, alguns lenços, cigarros, bebidas, fitas para os ciganos, punhais, somente isso. Capas, cocares, arco e flecha, chicotes, cordas, não sou de acordo;
– Reuniões semanais, e não mensais, quinzenais ou trimestrais, o mal não espera, a doença não espera, temos que estar de prontidão para socorrer os necessitados;
– Junto com a calça e a camisa branca, a toalha para que não toquemos nas pessoas e sim utilizamos as toalhas, para enxugar o medium também é importante;
– Bebidas e fumos? Depende do mentor e do grau de incorporação do medium;
– Orixás não castigam, não ficam magoados com seus filhos, orixá é a vibração Pura de uma Qualidade Divina, trabalhamos com os representantes dessa força. Ele não tem quizila, não fica irritadiço e nem influencia em seus defeitos;

– Em relação às oferendas, ainda tenho muito o que estudar, particularmente acho desnecessário, mas preciso ter mais conhecimento sobre o assunto para falar com propriedade, os meus em quatorze anos, nunca me pediram.

Logo mais posto mais algumas considerações pessoais sobre o assunto.

 
Paz Profunda.
Neófito da Luz.