Culto à Gratidão

Saudações irmãos de fé.

Apenas um breve argumento sobre uma prática que venho adotando desde o início do ano e é absurdamente incrível como uma prática tão rápida, tão básica e incrivelmente simplória possa fazer tanto bem?

Decidi adotar essa prática porque a maioria das pessoas tendem a ver o lado ruim em todo o que acontece, são aqueles pessimistas de plantão que quando algo ocorre, já esperam piorar, decidi abordar essa prática justamente para analisar, fazer um balanço mais exato do meu dia e equilibrar o que aconteceu de ruim e o que aconteceu de bom.

A prática é simplesmente antes de dormir, agradecer cinco fatores no seu dia, e é incrível como isso faz total diferença, na última quinta-feira, eu vindo extremamente cansado do trabalho, por volta das 21:00 em uma área escura, fui agraciado em pegar um buraco e ACREDITEM, os dois pneus do lado direito foram avariados, um estourado e o outro furado, e normalmente só temos um estepe, não?

As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo. Epicuro

Obviamente no momento a vontade era de gritar e descer a bica no carro, mas preferi me controlar, analisar de forma racional a situação e depois de me locomover por volta de 2km com o carro assim, notei a borracharia, nesse percurso, eu já estava agradecendo por não estar com a minha família e nem ser um local desconhecido, e agradecendo porque eu poderia estar a 100km/h e repetir o mesmo acidente de 2012 relatado aqui no blog. Não obstante, encontrei um borracheiro 24h, do qual consertou um dos meus pneus e me vendeu um outro pela bagatela de R$ 50,00 para que eu pudesse seguir o meu caminho.

Aos incapazes de gratidão nunca faltam pretextos para não a ter. Gustave Flaubert

Ao dormir, um dos cinco pontos que agradeci, foi não estar com minha família, a facilidade de encontrar um borracheiro e o atraso de apenas 25 minutos ao chegar em minha residência, procurei ver o que aconteceu de bom nessa ocasião ruim e isso vem se intensificando e me dando mais paz de espírito, ando muito mais feliz e grato com tudo o que acontece.

Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores. Khalil Gibran

Talvez essa paz e essa racionalidade para solucionar essa questão, seja simplesmente pela prática da gratidão diária, ela te ensina a ser otimista e que para tudo o que acontece, é apenas um empurrão para você ir ainda mais para frente, qualquer coisa que possa te chatear durante o dia nada mais é que uma nova lição que se aprende, e infelizmente, ainda somos condicionados a aprender muito mais pela dor que pelo amor.

Quem acolhe um benefício com gratidão, paga a primeira prestação da sua dívida. Sêneca

Todos os dias temos algo a agradecer, a saúde da família, um excelente trabalho, uma nova amizade, um novo livro, um novo bem, uma nova oportunidade, um excelente filme indicado por amigos, todos os dias temos algo a agradecer e valorizar, então, fechemos os olhos ao negativismo e vivamos na certeza que tudo o que acontece, no final, é para nosso próprio bem.

Expresse gratidão com palavras e atitudes. Sua vida mudará muito de modo positivo. Masaharu Taniguchi

É incrível como isso contagia e cria uma egrégora poderosa, mal chegamos em março e os e-mails de agradecimento que venho recebido, além de serem muito mais extensos e bem relatados, em sua GRANDE maioria, inicia-se por OBRIGADO bem diferente da grande maioria dos anteriores, que sempre vinham com PEDIDOS.

Sejam gratos, aprendam a falar mais o obrigado, aprendam a reconhecer os presentes que a vida lhe concede, através de circunstâncias, pessoas, fatos e sejam ainda mais felizes e otimistas com tudo o que ocorre ao redor.

As coisas mais efetivas, geralmente são as mais simples, não? Pratiquem, o único custo é tornar ainda melhor o dia das pessoas!

Muito obrigado pela leitura.

Em Paz Profunda.

Neófito da Luz.

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A Necessidade das Imagens e Paramentos na Umbanda

Nota da imagem: Imagine ter agilidade, força e destreza para lutar com um trombolho desse acima? E historiadores confirmam que a luta não era tão cinematográfica como nos filmes, assim como o excesso da paramentação atrapalhava as lutas, a mesma atrapalha o andamento dos trabalhos direcionando a atenção para outra direção divergente da Caridade e Humildade.

Saudações irmãos, aqui estou eu novamente, essa semana foi praticamente um COMBO de artigos… Fico um tempo entocado e quando saio, aí é um artigo atrás do outro.

O tema dessa vez é em relação aos diversos artigos que utilizamos durante os trabalhos, sejam chapéus, roupas, cachimbos, panos, fitas, imagens no altar entre outros.

Para isso, como tudo na vida, é importante ressaltar o caminho do meio, sabemos que o bom senso é extremamente relativo, porém, importante ressaltar alguns fatos que serão explanados no decorrer do texto.

Muitos centros utilizam cocares para os caboclos, capas, cartolas, espadas e afins, o que até então não vejo nenhum problema na utilização, isso ajuda na materialização de energia do guia, o seu orixá, o seu guia sabe o que é necessário para que você possa trabalhar de maneira correta, eu a priori, não suporto cocares para os caboclos, acho que vira um circo, porém, para alguns médiuns e até mesmo assistentes, é um importante caracterizador para dar mais credibilidade à consulta e consequentemente à incorporação.

Esses artefatos possuem mais valor visual a energético, sim, muitos exús envolvem seus filhos ou consulentes em suas capas, obviamente existe uma energia embutida ali, isso não me resta nenhuma dúvida, porém, é muito mais uma forma de dar credibilidade ao trabalho do que uma necessidade vibratória propriamente dita, o mesmo acontece com os chapéus, ajuda muito para o médium se concentrar, inclusive quando o guia coloca o chapéu na cabeça de outrem, isso ajuda com que aquele que está recebendo o chapéu em sua cabeça, tenha mais credibilidade no trabalho, o chapéu também serve para materializar determinada energia que o guia o utiliza ali, empregada na utilização para diversos fins, até aí sabemos que é muito útil e bem vindo, também é sabido que esses paramentos servem para auxiliar aquele que recorre a entender que tipo de guia ele está conversando, seja um baiano, seja um boiadeiro, seja um marinheiro, é uma caracterização que ajuda a identificar o arquétipo daquele espírito, e obviamente, o espírito que ali solicita tais paramentos, pede pela afinidade de experiências de vidas passadas, então com isso, une-se o útil ao agradável.

O guia espiritual usa aquilo que mais se adequa à forma de trabalho dele, ao arquétipo que ele traz, auxilia o próprio médium que o serve, identificando-o, sabendo mais sobre ele, vestindo melhor a “roupa” daquele espírito que está influenciando-o e tudo isso, ajuda o consulente a identificar, a dar maior credibilidade, possuir maior afinidade com aquela linha, com aqueles trejeitos, com aquela forma de trabalho e com isso, temos um objetivo único, o direcionamento de energia como um todo, a potencialização da fé, da verdade daquele guia. Além de ser um importante direcionador de fé, de credibilidade, isso faz com que os mentores de outro plano comportem-se como nós mesmos, afastando a distância sísmica que possuem de nosso plano, pelo contrário, se tornam amigos terrenos, justamente pela utilização da linguagem, dos trejeitos, da intimidade e isso tudo ajuda de forma mútua a todos dentro do terreiro.

Nesse mesmo preâmbulo, existem as imagens, que faz com o que o consulente sente-se mais acolhido, a imagem de Jesus no altar, causa um peso estrondoso, muitos incrédulos de Umbanda ou pessoas que não simpatizam-se, ao ver a imagem de Cristo no altar, a grande maioria delas muda de imediato a concepção da Umbanda e dos rituais no terreiro, o mesmo acontece quando um católico vê aquelas imagens de santos dos quais já estão totalmente familiarizadas. Os olhos tem um fator extremamente poderoso sobre os rituais, infelizmente, ainda confiamos demais nos olhos da carne, porém, como sendo o único sentido que definimos a nossa realidade, a utilização desses elementos tornam-se primordiais.

O meu mentor chefe, deixou claro que não é que usarei do sincretismo nos meus rituais, mesmo porque em minha linha isso não vai existir, porém, a necessidade de algumas imagens no terreiro é imperativa, justamente pelo fator do acolhimento a todos aqueles que buscam a graça, porém desconhecem a liturgia umbandista e seu principal objetivo, que é acolher a todos, independentemente de quaisquer características e trazendo-os a cura de suas mazelas, sejam físicas ou espirituais.

Até aí, eu acho tudo válido, muito bonito e interessante, nossa dependência exacerbada do sentido visual faz com que eles nos adaptem às nossas realidades e vale salientar: O GUIA OU O ORIXÁ NÃO NECESSITA DE TAIS PARAMENTOS PARA TRABALHO, SÃO APENAS FORMAS DE MATERIALIZAR AOS NOSSO OLHOS A ENERGIA NECESSÁRIA PARA UM DETERMINADO FIM.

Agora é onde começa a entrar o EXAGERO…

Guias rebeldes que não descem em terra se não tiver a sua capa, guias que tem que se vestir da cabeça aos pés, principalmente gira de ciganos ou pomba-giras que é um show de luxo, uma religião que faz questão de pregar a humildade, ciganos exigindo em suas camisas SEDA e CETIM para que fiquem vistosos em suas festas. Aí eu me pergunto: Que maldição, a humildade e a vaidade conseguem conviver juntas? Vejo pomba-giras com vestidos caríssimos exaltando a NECESSIDADE de ter a sua roupa para a festa, podem me fuzilar, mas me desculpe, ou é você que quer se aparecer ou você está com um tremendo de um EGUN OSTENTAÇÃO.

NÃO EXISTE GUIA OU ORIXÁ EXIGIR UMA ROUPA DE 2000,00, eles vem aqui pra TRABALHAR e não pra PASSEAR, eles tem como principal objetivo a prática do bem e da caridade, a lição de humildade, de altruísmo, de sabedoria, QUAIQUER FATOS QUE DIVERGEM DISSO NÃO É UM GUIA DE LUZ, É UM EGUN OU O SEU EGO EXACERBADO.

Em uma festa de pomba-gira, uma maldita festa, inclusive, onde chamam as mulheres de putas e sem vergonhas, foi meia-hora para as “raparigas” se arrumarem e falarem uma “merda atrás da outra”, sim, o papo era somente de putaria, macho de membro cumprido,     que posição mulher gosta, pelo amor de Deus né minha gente? É legal ter espíritos de outro plano como amigos e talz, poder falar tudo o que temos vontade, mas “PERA LÁ”.

E irmão Ronald, antes que você fale que virou desabafo, virou mesmo, qualquer problema, a gente discute pelo Skype (rsrsrsrs).

Então, acho que tudo na vida deve ser medido e refletido, o que eu acho interessante são centros que permitem as pomba-giras vestirem-se como verdadeiras meretrizes mas coíbem o uso de brilho labial para as mulheres! Não faz o menor sentido.

Tudo é bom senso, minha gente, eu particularmente, EU, Neófito, acho uma banalidade roupas para guias, acho que isso é muito mais o estímulo da vaidade à seriedade de trabalho, ciganos esnobes ostentando uma roupa da qual o cidadão já está morto, não basta estar morto e ter a oportunidade de vir prestar a caridade, tem que continuar ostentando e diminuindo os irmãos vivos? Que raios de Umbanda é essa? Exús que só bebem Blue Label que vivem na riqueza no outro plano e querem continuar dessa mesma forma? Um dia vi o Rei das 7 Encruzilhadas que é o mesmo exú que eu sirvo, o chefe da minha linha, ostentando em trono no centro, cartola de cetim, corrente enorme de ouro e tomando Blue Label, na consulta, o mesmo me diz que é milionário no inferno e quer manter o mesmo hábito aqui na Terra, então porque não reencarna como conde? Rs

Então senhores, tudo é bom senso, acho muito saudável o seu guia usar uma espada, usar seus paramentos, acessórios de fácil colocação para não atrapalhar o andamento dos trabalhos, isso por incrível que muitos neguem, é útil a muitas pessoas que ainda vivem o complexo de São Tomé (Só acredito vendo) porém acho que aí é o limite, agora ir fantasiar o guia todo, encher de batom, lápis, pentear o cabelo, se perfumar, só por Deus. Existe uma página do Facebook que eu me divirto chamado “Pérolas da Macumba”, acompanhem, é risada na certa!

Fechar uma balada para os exús se pegarem? Podem procurar nessa página.

E antes que receba e-mails, que vem aos montes, que eu não respeito muitos rituais, digo-lhes com veemência, respeito a Umbanda, qualquer coisa que foge da Lei da Caridade e Humildade não é Umbanda, então eu bagunço mesmo! Rs.

E por fim, os paramentos servem para caracterização, para familiarização e por ultimo, como principal objeto de trabalho do guia espiritual, já vi exús darem um show em trabalhos somente com a cuia d´agua, não precisa de whisky do mais caro, baiano só pedindo Malibu pra beber, na época deles nem existia isso, vale pensar, o principal foco é que aqueles que cheguem até vocês ouvindo uma palavra, veja em vocês e nos seus guias espirituais, igualdade, fraternidade, mostrar que estão no mesmo patamar “social”, não uma pessoa humilde desempregada se deparar com um cigano que só bebe vinho do Porto, que palavra de humildade esse cigano vai proferir? Como vai atingir aquele humilde sendo que ele mesmo se mostra superior? Fica a reflexão.

Roupas caras, ostentação é para médiuns fracos que não confiam em si próprios, não possuem a firmeza necessária para dar uma boa comunicação, para impressionar aquele adepto que se prostra à sua frente e necessita de fantasias, dessa exacerbada caracterização para impressionar os nossos olhos, e eu digo com certeza, mesmo nossos olhos sendo o cartão de visita, nada mais impressionante que uma consulta de um guia espiritual que atinge seu coração, que fala algo que realmente acontece, que toca sua alma retirando do fundo dela, suas trevas e demônios.

Como diz meu amigo Chico Preto: “Os olhos da carne traem”.

E como dizia um grande filósofo Antoine de Saint-Exupéry: “O essencial é invisível aos olhos”

Neófito da Luz .’.

A Evolução Litúrgica na Espiritualidade (Umbanda)

Prezados irmãos de senda, aqui quem vos fala é o Neófito, com mais um “blábláblá umbandístico”.

Exaustivamente estou escrevendo posts sobre as diversas liturgias umbandistas que existem por aí, a flexibilidade existente na religião, bem como diversas escolas espiritualistas que estudam e codificam a liturgia umbandista onde existem poucas relações entre as mesmas.

Também afirmo de diversas formas que existem diversas maneiras de praticar o bem, desde que respeitamos um conjunto de boas práticas, o que é relativo para cada pessoa e o bom senso, que temos que ter em cada um de nós.

Enfim, o que eu presencio de forma muito ampla é uma modificação massiva nas Leis Espiritualistas, muitas coisas estão mudando, o Kardecismo perdendo o preconceito e muitos centros cedendo espaço aos preto-velhos e caboclos, vejo muitos centros de Umbanda com uma liturgia mais branda, utilizando recursos menos densos, muitos baianos já desprezando bebidas, alguns guias desprezando oferendas.

Assim como nós, habitantes do plano físico, os habitantes do plano extrafísico também evoluem, aprendem, estudam, diferentemente do que muitos acreditam que os guias ficam presos no passado e no conhecimento antigo, eles conhecem nossas denominações hodiernas.

Negar a evolução da espiritualidade, bem como os rituais, as formas de trabalho é o mesmo que negar que caminhamos sempre ao progresso, em nossa vida, caminhamos sempre para frente, sem a possibilidade de retrocesso, sempre temos que olhar para frente, o que ficou para trás, não passa de experiência, aprendizado, não é mutável.

Muitos criticam meus pensamentos, muitas vezes sei que existem guias que ainda precisam utilizar o álcool e outros elementos densos para a realização de trabalhos, mas outros já não possuem essa necessidade, outros conseguem apenas com a imposição de mãos realizar o mesmo trabalho de um que solicita o ebó entre outros recursos ritualísticos de limpeza da Umbanda.

Saliento e ressalto que não é menosprezar essa forma de trabalho, e sim pensar para frente, obviamente se uma entidade vir em minha matéria pedir fumo, cachimbo ou outros elementos, ele com certeza o terá, eles sabem do porque dessa necessidade, vide um dos mentores que eu trabalho chamado Chico Preto, mas venho percebendo que isso vem diminuindo intensamente, outro dia consultei com um baiano extremamente firme que já não fumava e nem bebia, ele me disse que utiliza de outros recursos para realização de trabalho e que não necessitaria de um “choque” no campo espiritual do filho, confesso que isso ainda estou refletindo sobre esse “choque” mencionado por ele.

A Janela do conhecimento vem se abrindo, muitos umbandistas bem intuídos vêm trazendo bastante conhecimento, coincidentemente conheci hoje o Blog do Pai Gero, do “Umbanda do Bem” e vi que a semelhança da doutrina com o que também me é ensinado pelos mentores é muito grande, o que colabora com a certeza de que não estou “viajando” tanto quanto eu achava, ou seja, cada dia fica mais explícito essa modificação na forma litúrgica da Umbanda, a presença de guias que trazem para seus médiuns novos ensinamentos, quebras de paradigmas, hoje podemos vivenciar a existência de novas linha de trabalho, como os cangaceiros, malandros, alguns centros cultuando também linhas de piratas, já existem centros dedicando linhas específicas para caboclos e pretos-velhos quimbandeiros, ou seja, estão dividindo melhor as vibrações e as correntes de trabalho.

A Espiritualidade vem trazendo novos ensinamentos, temos que estar aberto a novas ideias e a mudanças para compreendê-las, rituais antigos estão caindo em desuso ao passo que as entidades evoluem, as pessoas evoluem e a prática umbandista vem se intensificando entre jovens, pessoas mais instruídas e pessoas que querem estudar e compreender a fundo os desígnios da religião, é inegável que ainda existe uma grande parcela de dirigentes anacrônicos que estão presos ao que aprenderam não abrindo para novas ideias, muitos tem a intuição mas preferem seguir aquilo que já conhecem impedindo a realização de mudanças, venho presenciando um choque cultural muito grande entre os adeptos antigos e novos, outro dia estive em um debate sério sobre a litúrgica umbandista sobre a necessidade de “despachar” exu durante a abertura, uns defenderam a tese de fazer um padê para agradar exu antes do trabalho, outros defenderam apenas a necessidade de louvar os exus na abertura de costas para o altar, outros ainda a necessidade de fazer o padê e queimar a fundanga em uma tábua para afastar as energias deletérias, outros disseram nem precisar cantar para exu e eu, simplesmente, defendi a ideia de cantar para exu DE FRENTE para o altar, o que causou espanto na maioria e alguns protestos.

Para um simples fundamento, existiram cinco opiniões diferentes, qual a certa? Te respondo com a maior FACILIDADE: Aquela que dá certo para você!

Tem exu que pede ferramenta, tem exu que não pede, tem casa que tem a tronqueira e pasmem, já conheci uma casa muito grande que não tinha isso vai depender de uma série de coisas, por isso, eu sempre digo meus irmãos, o principal mecanismo de força de uma casa é a SUA FIRMEZA, A SUA DEDICAÇÃO E A SUA CONVICÇÃO DE QUE ESTÁ FAZENDO A COISA CERTA.

Hoje já presenciamos muitos guias chamando os filhos pelo nome de batismo, mencionando os dias da semana, o nome dos meses, isso foi duramente criticado durante nosso bate-papo, aí questionei: Gente, mas o guia vive conosco, não seria imbecil ele não aprender as coisas modernas estando tão presentes em nossas vidas? Eis que os mais velhos falaram – Que eles trazem o conhecimento da vida que tiveram e isso impede que eles trouxessem novos conhecimentos do mundo moderno. Respeito a opinião, mas discordo veementemente de tal afirmação, mas tudo bem é o que eu falo: Para cada qual é dado conforme seu conhecimento.

O objetivo desse post é apenas um desabafo, apenas uma pequena observação da evolução que venho presenciando em muitos umbandistas, obviamente isso não muda a outra grande e maior parcela de pessoas ainda presas aos vícios e superstições, às pessoas que acham que os guias são adivinhos e gênios da lâmpada mágica, estamos vivenciando um despertar espiritual, é um processo do qual ainda demorarão alguns anos, a Umbanda antiga está morrendo, pessoas com maior grau de instrução estão adentrando nos terreiros, questionando certos fundamentos e com isso, abrindo um canal para novos conhecimentos e estarem mais receptivos aos ensinamentos provindos de seus próprios guias espirituais.

A Umbanda ainda é um bebê, como todo bebê, passa por processos, aprendizados, tropeços, erros, acertos, erros novamente e vai tateando e se adaptando ao que melhor se encaixa ao seu contexto, e para isso, temos grandes nomes dentro da religião que estão realizando um processo de “re-doutrinação” dentro do meio o que é produtivo e bom para todos nós, independente de qual linha é a sua Umbanda, sejam sempre íntegros, receptivos às aspirações cósmicas e abertos.

Eu mesmo tive que participar desse processo, sempre fui defensor de uma doutrina engessada dentro de um contexto, a Umbanda pura, sem atabaques, sem fumos, sem nada, até eu ser contrariado por um catimbozeiro, chamado Chico Preto, que fazia questão de usar um cachimbo que parecia uma escopeta, é o guia mais cantarolador que eu tenho, exige o toque do atabaque nos trabalhos, porque pra ele sem cantoria não tem alegria e sem alegria não tem labor; Posteriormente a esse fato incomum, fui contrariado novamente por um cangaceiro chamado Mané Baiano que me levou a um lugar muito bacana, através de um sonho extremamente esclarecedor relatado aqui no blog; Recentemente tive contato com a linha de malandro dando comunicação a um cara que nunca ouvi falar o nome, um malandro chamado Malunguinho e um Zé Pelintra que aparece de terno e chapéu preto. Cito esses últimos porque são entidades de linhas que nunca fiz o menor esforço para aprender e pelo contrário, como postei aqui no blog, eu era munido de relativo preconceito com tais linhas também por presenciar o trabalho das mesmas em certos médiuns, os Zés Pelintras que eu conheci, só sabiam falar coisas inúteis e usava 51 nos trabalhos, nunca fui muito aberto ao catimbó por considerar primitivo, nunca fui a favor de cangaceiro pela história da qual fui instruído, aos malandros pelo próprio nome que já traz um denotação pejorativa, mas com o tempo, tiveram a devida paciência de me ensinar, eu fui estando mais receptivo às lições do Mundo Espiritual e consequentemente a isso, mais calmo, mais maduro e equilibrado. Juntamente com esses mentores, também surgiu um preto-velho e um caboclo kimbandeiro, mencionando a necessidade de uma linha e culto específico para eles, o que também presenciei em outras doutrinas dentro da Umbanda, a chegada de linhas kimbandeiras para também realizarem o trabalho espiritual.

Juntamente com essa grande onda de novas frentes de trabalho, não muito novo, temos a corrente médica dentro da Umbanda, por muitos considerado a Linha do Oriente, do qual discordo veementemente, linha do Oriente é uma coisa e linha de Corrente Médica é outra, são egrégoras diferentes, Linha do Oriente ela é organizadora, ela que sustenta todas as religiões do globo e não são incorporantes.

Hoje meu pensamento é que se foi permitido pelo meu guia-chefe e pela alta hierarquia da minha corrente espiritual a chegada desses espíritos e desde que eles venham trazer a Palavra do Bem, da Prática e da Caridade e perpetuar os ensinamentos dos mestres cósmicos, que sejam bem vindos em minha matéria e que sejam louvados como todas as demais linhas que sempre respeitei dentro da Umbanda.

Ao passo que o nosso conhecimento vai expandindo, ficamos suscetíveis a novas ideias e com elas, a aproximação de mentores mais iluminados e cientes de nossa dedicação e vontade de aprender, hoje estou menos preconceituoso e mais receptivo, mas isso não impede que eu continue contestador, pesquisador e exigente com a forma de trabalho e a seriedade que devemos ter dentro dos trabalhos espirituais.

O mundo Espiritual, assim como a Terra, é vasto, existem centenas de milhares de atingir o objetivo, não é uma conta exata, independente de sua crença, de sua filosofia umbandista, de sua litúrgica, de como você enxerga os processos, sejam receptivos, aceitem os ensinamentos dos guias e que todos quebremos velhos paradigmas, hoje também já presencio muitas mulheres no atabaque, mesmo menstruadas o que era uma ofensa espiritual enorme nos cultos antigos, hoje já vejo ogãs trabalharem também como médiuns, o que era um grande problema até pouco tempo, nada impede tais questões, a espiritualidade é muito mais que essa fachada amarrada e engessada que pregávamos, a espiritualidade é amor, e amor é liberdade, compreensão, amizade e respeito. Muitas são as formas de se chegar ao Pai e consequentemente à Iluminação, procurem aquelas que vocês e seus guias espirituais mais se adequam, se precisa de atabaque, de fumo ou não, o importante é saberem porque estão fazendo isso, do mesmo jeito que cada um tem a sua caligrafia como regra e para as mesmas palavras escrevemos de formas bem diferentes, assim também é a espiritualidade que tem a flexibilidade de fornecer a cada um a ferramenta da qual somos mais eficientes em utilizar.

Gradativamente, todos chegaremos lá, por isso, estejam receptivos, quebrando paradigmas, procurando novas referências, novas fontes de aprendizado e ensinamentos com seus guias, através da intuição, sonhos, materializações, viagens, como quiserem…

E volto a repetir, isso não significa que eu não continue repudiando algumas superstições e nem tampouco alguns conjuntos de boas práticas que são inerentes à saúde espiritual da casa e dos adeptos.

Paz Profunda .’.

Neófito da Luz

Breve Comunicado Sobre os Trabalhos Umbandistas.

Saudações Irmãos…

Esse será um novo tipo de Post, que visa relembrar conceitos básicos de nossa Umbanda, importantíssimo salientar que isso ocorre dentro do conceito aprendido por Neófito, como me disse Chico Preto no último trabalho, realizado no domingo dia 07/12, a espiritualidade é vasta e limitar conceitos de Umbanda para Toda a Espiritualidade é a mesma coisa que limitar que todos os habitantes de uma região possuem a mesma característica.

O Leque da Umbanda se estende a cada dia que passa, temos alguns médiuns que são iluminados pelos seus mentores e trazem uma nova ritualística para encaixar uma grande colônia de espíritos praticantes do bem, tivemos W.W da Matta, Saraceni, Carlos Buby e cada um retratando uma faceta do culto umbandista e mobilizando grande número de espíritos para essas escolas.

São escolas que se complementam, trazem consigo um grande número de adeptos e com isso, contribuem para o crescimento exponencial da religião, em contrapartida, temos aqueles centros que seguem uma cartilha antiga, uma cartilha fundamentada em boatos, antropomorfismo e consequentemente regras arcaicas, o que seria o outro peso da medida.

Esse blog tem caráter disseminar os ensinamentos do Sr. Chico Preto, discutir as ideias de outras escolas e tentar DISMISTIFICAR dentro da MINHA VISÃO alguns conceitos e fundamentos antiquados ou inconsistentes com a Lei da Espiritualidade.

Volto a ressaltar, ele, Chico Preto,  nos elucidou durante o trabalho, dizendo que é impossível caracterizar a espiritualidade em um único método, mesmo porque terá baiano que trabalhará sem bebida, outro com bebida e fumo, outro ingerindo comida e outro não, e não é uma regra de certo ou errado, e sim espíritos que são oriundos de culturas diferentes, escolas diferentes ou espíritos que ainda estão em fase de aprendizado buscando seu espaço no cosmos e se encaixando na Senda da Caridade, e qualquer generalização dentro do contexto de magia é um erro, não existe o certo ou errado, existe métodos afins para uma causa específica.

Um Pena Branca pode vir em seu filho e tomar cerveja, fumar charuto, dar passe estalando os dedos e até cantando ou dançando, um outro Pena Branca pode vir TOTALMENTE diferente, o que torna isso diferente além do médium e seu aparelho espiritual, é o grau de evolução do guia espiritual, a escola do qual o mesmo trouxe seus fundamentos, como o médium foi doutrinado e como o guia teve que se adaptar à casa de onde ele trabalha.

Isso não significa que um trabalha certo e o outro errado, e sim com metodologias diferentes, o que tornará o seu trabalho eficiente será o seu aparelho mediúnico, esse é o principal elemento da incorporação e da propagação da graça do Pai, e o que podemos tratar como APARELHO MEDIÚNICO é o médium, sua inteligência, seu desprendimento e sua doação.

Serão inseridos no blog alguns “drops” filosóficos intitulados como “Coisas que não Devemos Esquecer” e que não se fazem a verdade absoluta e apenas uma referência para você buscar a sua, como será retratado no próximo POST: “Jogo Rápido: Doze Coisas Sobre Exús Que não Devemos Esquecer”

Algumas considerações pessoais sobre a Liturgia Umbandista.

Paz Profunda Prezados Irmãos.
 

Estou ilustrando enfaticamente no blog os diferentes tipos de liturgia umbandista, os últimos posts frisou muito bem isso e gerou algumas dúvidas ou até questionamento da minha opinião pessoal sobre a prática.
Não sou o dono da verdade, apenas me coloco em estado de serventia aos guias e mentores, tento manter-me aberto aos ensinamentos únicos dos que me acompanham e tento tirar as dúvidas sempre que possível.
Obviamente algumas coisas eu chego a não concordar e é onde eu procuro estudar sobre o assunto. Como meu canal de comunicação ainda não está muito bem estabelecido devido alguns excessos praticados nos últimos anos, vagarosamente estou voltando a galgar os degraus da evolução e assim, percorrer juntamente com eles na Senda da Caridade.

Claro que isso vai incomodar algumas pessoas mas é minha opinião sobre o que eu conheço de Umbanda e o que foi passado, também estou colocando algumas opiniões pessoais.
Segue alguns tópicos bem básicos:
– Caboclo que é a força do terreiro, se fosse diferente, teríamos vários exús como chefes de ori ou até mesmo de templos e não os caboclos. Muitos dizem que não evocar exú na abertura é perigoso.
– Sou contra o ritual de cantar para 250 orixás na abertura, se torna cansativo e desgastante, orixás e guias sabem os seus devidos lugares, não será um ponto que vai trazê-los ou não para a vibração do Terreiro;
– Exús são soldados do astral, são os guardiões dos terreiros, os que atuam na baixa e média vibração, os vigilantes, não é preciso evocá-los na abertura, eles já possuem seu ponto de firmeza no terreiro;
– Meus caboclos e boiadeiros não dançam, assim como os falangeiros dos Orixás, enche aos olhos um guia dançando bonito, dando aquele “show” dentro do casuá, mas acho que incentiva a vaidade e ainda mais o animismo. Dos que dançam em minha linha, são apenas os baianos e os mestres, esses sim, exigem explicitamente a curimba; Para eles é aberto uma rara excessão,
– Quem quer ver dança, quer ver “show” de orixás, que procurem outro terreiro, sou a favor da prática da caridade, sou a favor da objetividade! Quem vai necessitado, quer ser atendido, curado, quem vai atrás de ver uma dança, quer farra, e terreiro não é local de farra;
– Importante salientar que não acho futilidade o ato de dançar em si, a dança simboliza a limpeza, o movimento Cosmico, com a dança se limpa o ambiente e a entidade, o grande problema é que muitos mediuns confundem a dança de seus guias com sua própria dança, é onde mora o perigo. Muitas religiões consideram a dança sagrada e um meio de se devotar a Deus, mas muitas vezes não é o que acontece nos terreiros, o guia dança demais, 10, 20 minutos perdendo a objetividade da casa, para alimentar um único objetivo: O Ego;
– Sou contra o ritual de batida de cabeça, se Umbanda é humildade, quem sou eu para exigir que alguém, cheio de problemas como eu, bata cabeça para mim?
– Erê é o mensageiro direto do Orixá e Exú não é o seu escravo, é apenas o seu “guarda-costa”, em um sentido extremamente simplista;
– A roupa do terreiro é branco, não verde e branco, vermelho, roxo, é branco;
– A gira dos exús é de frente com o altar, luzes acesas e de branco. Mesmo atuando no polo negativo do Cosmico, são irmãos como os caboclos e pretos-velhos;
– Medium rodando o barracão todo pra receber? Circo! Medium firme tem a comunicação rápida e firme, diferente disso, muito tempo pra receber e rodar, é medium carente de atenção;
– Roupagem de guias? Como disse, o uniforme do Terreiro é branco, nada de calça de boiadeiro, roupa de orixá, o uniforme é branco;
– Aparatos de guias? De acordo apenas com alguns; Chapeus, alguns lenços, cigarros, bebidas, fitas para os ciganos, punhais, somente isso. Capas, cocares, arco e flecha, chicotes, cordas, não sou de acordo;
– Reuniões semanais, e não mensais, quinzenais ou trimestrais, o mal não espera, a doença não espera, temos que estar de prontidão para socorrer os necessitados;
– Junto com a calça e a camisa branca, a toalha para que não toquemos nas pessoas e sim utilizamos as toalhas, para enxugar o medium também é importante;
– Bebidas e fumos? Depende do mentor e do grau de incorporação do medium;
– Orixás não castigam, não ficam magoados com seus filhos, orixá é a vibração Pura de uma Qualidade Divina, trabalhamos com os representantes dessa força. Ele não tem quizila, não fica irritadiço e nem influencia em seus defeitos;

– Em relação às oferendas, ainda tenho muito o que estudar, particularmente acho desnecessário, mas preciso ter mais conhecimento sobre o assunto para falar com propriedade, os meus em quatorze anos, nunca me pediram.

Logo mais posto mais algumas considerações pessoais sobre o assunto.

 
Paz Profunda.
Neófito da Luz.

Os diferentes tipos de liturgia umbandista – Parte II – Exu

Ontem, demos uma pequena introdução sobre exu e espero concluir nesse texto:

Foi deixando em aberto os tópicos:

  • · Roupagem fluídica;
  • · Incorporação;
  • · Quizila com eres.

Quanta a roupagem fluídica, como já mencionei, não é uma regra aquelas imagens deformadas que vendem em casa de artigos religiosos, eu mesmo já presenciei exus totalmente diferentes daqueles da imagem. Alguns podem até ter chifre, mas totalmente diferente da igreja e do próprio Cristianismo que o chifre quer dizer que a entidade é oriunda das regiões mais baixas do orbe, na mitologia nórdica, o chifre era sinal de força, o próprio Deus que protege os portões de Asgard, onde vivem os Deuses, Heimdall, possui chifre em seu capacete como ilustra a figura que postei no primeiro texto sobre esse assunto. Segue abaixo um texto sobre o significado do chifre:

O chifre tem o sentido de eminência, de elevação. Seu simbolismo é o poder. De maneira geral, é, aliás, o símbolo dos animais que têm chifre. Tal simbolismo está ligado a Apolo Karneios, a Dioniso. Foi usado por Alexandre o Grande, que se apropriou do emblema de Amon, o carneiro, a que o Livro dos mortos egípcio chama Senhor dos dois chifres. É encontrado, ainda, no mito chinês do terrível Tch’e yeu, de cabeça corcunda, a quem Huang-ti não pôde vencer senão soprando num chifre. Huang-ti utilizou a bandeira do seu rival, carregando sua efígie corcunda e conservando em seu poder a virtude do adversário para impor seu próprio poder. Os guerreiros de diversos países (principalmente os gauleses) usavam capacetes com chifres. O poder dos chifres, aliás, não é apenas de ordem temporal. (Extraído do site www.profeciasnet.com.br)

Talvez seja por isso que possa existir exus com chifres, pelo menos no meu caso, nenhum dos guardiões eu pude verificar a existência dos mesmos.  Claro que há o fator que podem se plasmar de qualquer forma, como eu me impressionaria, preferiram omitir a existência do mesmo.

Agora o significado da cor preta de um ponto de vista esotérico é proteção, é força. Interessante lembrar que os padres utilizam a cor negra para afastar os maus espíritos, baseado nessa mesma afirmação, o preto foi utilizado para os enterros, para que nos protegêssemos de maus espíritos e até mesmo da morte. Algumas correntes cristãs, acreditam que os anjos quando visitam a Terra, eles também vestem negro. Podemos enumerar vários significados para essa cor, mas para mim essa foi a mais coerente. Temos também o vermelho que pode representar a sensualidade, como alguns creem, exu é o orixá da fertilidade. Mas dentro mesmo da cor vermelha, podemos associá-la ao chacra básico, o início da kundalini, a energia Terrestre. Ele também favorece a conquista da vitória pelo esoterismo. Não vou me estender muito a esse assunto pra não ficar muito chato.

A grande maioria dos exus usam capa, capa tem o simbolismo de trabalho de alta magia. Ela tem o mesmo significado que o manto em ordens iniciáticas, que simboliza a proteção dada pela sabedoria adquirida. Isso no caso da capa cor preta, o seu interior vermelho simboliza o sacrifício do nosso “Eu Interior”, lembrando o sangue derramado por templários e outros cavaleiros. Lembrando que a capa também significa nobreza.

Alguns exus carregam o tridente ou até mesmo em seus pontos, o significado do tridente remonta aos tempos mitológicos, já era usada por Poseidon, o Deus dos Mares na mitologia grega e sendo assim, por Netuno, o Deus dos Mares na Mitologia Romana. Antes dos tempos mitológicos, podemos presenciar o uso do tridente no hinduísmo, por Shiva, o Deus da Destruição e que anda sobre a Terra, mantendo o equilíbrio cósmico. No Hinduísmo é chamado de trishula. Suas três pontas representam as três qualidades dos fenômenos: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio).

É um símbolo erroneamente confundindo com as hostes infernais, vamos combinar que o Cristianismo, muito mais o catolicismo execrou, banalizou todos os fenômenos e simbologias pagãs e esotéricas, tudo o que não era cristão era demoníaco sendo assim, criando essa falsa imagem sobre muitas coisas que presenciamos. Como nascemos em berço cristão de alta tradição católica, nascemos com esses vícios.

Agora vamos entrar no quesito incorporação do médium com as linhas de exus…

Muito comumente presenciamos nas casas exus corcundas, com garras, utilizando de diversos termos torpes que de certa forma, até prejudica a harmonia do trabalho. Por que isso acontece?

Ontem falando com uma irmã a respeito desse assunto, acreditamos e já presenciei exus com mais luz que o caboclo, mas ainda anda nas trevas por não se achar digno de caminhar na Luz ou até mesmo porque se sente mais útil trabalhando em hostes inferiores. Como soldados do astral, como mantenedores da Ordem. Claro que todos os espíritos independente da egrégia da qual faz parte, possuem graus evolutivos diferentes, o que eu não descarto alguns exus com pés de cabra, chifres e outros itens que eu já citei, confesso já presenciar espíritos dessa forma mas não senti a vibração Exu, claro que eu posso estar enganado, mas não sentia aquele calor que sinto no ombro esquerdo ou até no braço na presença de um exu.

Acho que esses são irmãos que ainda estão em franco processo de evolução, não que não estejamos, mas acredito que por ainda guardarem estigmas ou certas características no períspirito ainda estão em processo de evolução espiritual e intelectual, claro que não é por isso que temos que desprezá-los e sim dar-lhes a oportunidade da prática do amor e da caridade e assim, galgando os degraus da evolução. Claro que aceito comentários discordando do que eu estou falando para que assim eu possa aprender também.

Quanto à quizila com eres, como todos sabem, não acredito em quizila, então com as linhas da Umbanda não seriam diferentes. Esse caso de ere ter medo de Exu mostrou-se pura balela. Se são todos trabalhadores em prol de um benefício comum, a prática da caridade sob as Leis Vibracionais dos Orixás, existir rixas? Realmente eu não acredito nisso. Se alguém tiver algum fato que contrarie isso, por favor, fique a vontade para comentar, assim como me apedrejaram com o post Linha de Cangaceiros. Estamos aqui pra isso [risos].

Ainda darei continuidade ao contexto Exu antes de entrar em um novo tópico.

Paz Profunda. Neófito.

Banhos Ritualísticos

A Umbanda, religião ligada aos Orixás e a natureza, tem como fundamentos a utilização de elementos da natureza, que são “regidos”pelos Orixás. Os elementos são : AR ,TERRA ,FOGO, ÁGUA
Estes elementos podem estar reunidos ou não em diversos rituais umbandistas, no intuito de manipulação de energias. Em todo Universo, temos o Prana ou Éter Vital, que é energia essencial para a manutenção da vida em vários níveis energéticos. O Prana é absorvido pelos elementos da natureza e por nós direta ou indiretamente.
A respiração, o “banho” de sol, a alimentação adequada, são alguns dos meios desta absorção energética.
Nos rituais da Umbanda, podemos manipular, então os elementos da natureza e o Prana, através de vários rituais. Alguns exemplos: 
A vela – Temos os elementos Fogo, Ar, Água e Terra. O Fogo consome o Ar e a resina da vela (Terra) e transforma a Água, contida na resina da vela, em vapor. Isto apenas falando materialmente deste ritual, sem contar o aspecto religioso e mágico.
A defumação – Temos o Fogo, Ar, a Terra e a Água envolvidos. A Água a Terra, estão contidos nas ervas defumadas.
Como podemos constatar, estes elementos estão sempre presentes nos rituais, sendo essenciais para o bom êxito de cada ação ritualística.
A magia, contida em muitos rituais umbandistas, tem a necessidade de elementos materiais de ligação entre a matéria e o plano espiritual.
Os ciclos da natureza e os astros influenciam a vida de todos os seres vivos, aqui na Terra, pois regulam toda a vida, trazendo o equilíbrio.
Devemos entender o máximo possível sobre estas influências, pois é de grande importância, obter o melhor resultado na extração e manipulação energética.
Os banhos ritualísticos de uma maneira geral, são rituais, onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o indivíduo e a natureza, afim de fornecer-lhe equilíbrio energético e mental.
Estes banhos prestam-se para limpar as energias negativas, livrar as pessoas de influências negativas, reequilibrar a pessoa, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico, já que os chacras serão desobstruídos, enfim, tem grande importância na manutenção dos corpos.
Embora o banho utiliza-se de elementos materiais, que serão jogados sobre o corpo físico, a contraparte etérica será depositada sobre os chacras, corpo astral e aura que receberão diretamente o prana ou éter vital, bem como a parte astral dos elementos densos.
Não somente os médiuns ativos na Umbanda devem tomar determinados banhos, mas todos nós, em geral, podemos usá-los.
Temos algumas categorias de banhos :

a)* Banhos de Descarrego*

Esta categoria de banho, conhecido também como banho de descarga ou desimpregnação energética é o mais comum e mais conhecido.
Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Todo este egrégora formado por pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando neste egrégora. Se não nos cuidarmos, vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até sermos obsediados.
Há dois tipos de banhos de descarrego :
a1) Banho de Sal Grosso
Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal grosso, é excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a
sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas no aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” todo o aura, desmagnetizando-o negativamente.
O preparo deste banho é bem simples, basta, após um banho normal, banhar-se de uma mistura de um punhado de sal grosso, em água morna ou fria. Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando os dois chacras superiores (coronal e frontal).
O porquê de não poder lavar os chacras superiores, está ligado ao fato de serem estes chacras ligados à coroa da pessoa, tendo que ser muito bem cuidada, já que é o elo de ligação, através da mediunidade, entre a pessoa e o plano astral superior.
Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (uns 3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.
Algumas pessoas, neste banho, pisam sobre carvão vegetal ou mineral, já que eles absorverão a carga negativa.
Este banho é apenas o banho introdutório para outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho de descarrego, faz-se necessário tomar um outro banho ritualístico, já que além das energias
negativas, também descarregou-se as energias positivas, ficando a pessoa desenergizada, que só é conseguido com outro tipo de banho.
Este banho, não deve ser realizado de maneira intensiva (do tipo todos os dias ou uma vez por semana), pois ele realmente tira a energia do aura, deixando-o muito vulnerável.
Existem pessoas que usam a água do mar, no lugar da água e sal grosso.
a2) Banho de Descarrego com Ervas
Este banho é mais complexo e menos conhecido do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal grosso, só que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está ligada à uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário
um tratamento mais eficaz. Determinadas ervas, são naturalmente descarregadoras e sacodem energeticamente o aura de uma pessoa, eliminando grande parte das larvas astrais e miasmas.
b) *Banho de Defesa*
Este banho serve de manutenção energética dos chacras, impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados rituais. 
Quando vamos num sítio energético para determinados rituais com ou sem incorporação, enfim, “fechamos” os nossos chacras.
As ervas para estes banhos, podem ser aquelas relacionadas ao próprio Orixá regente da pessoa, ou aquelas que uma entidade receitar.
c) *Banho de Energização*
Após tomarmos um banho de descarrego, é importante que restabelecemos o equilíbrio energético, através de um banho de energização. Este banho reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo do aura. É um banho que devemos usar quando vamos trabalhar normalmente em giras de direita, ou mesmo, após uma gira em que o ambiente ficou
carregado.
Também, podemos usá-lo regularmente, independente se somos ou não médiuns.
Um bom e simples banho : pétalas de rosas brancas ou amarelas, alfazema e alecrim.
d) *Banho de Fixação*
Este banho é usado para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia, iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as entidades
elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.
As ervas utilizadas para este tipo de banho estão diretamente relacionadas ao Orixá regente do médium e à entidade atuante. São assim receitados apenas por um verdadeiro chefe de terreiro ou médium-magista ou pela própria entidade.
*PREPARAÇÃO DOS BANHOS*
*Em todos os banhos, onde se usam as ervas, devemos nos preocupar com alguns detalhes :
A colheita deve ser feita em fases lunares positivas, devido a abundância de prana.
– Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que descarreguemos nossas mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo;
– Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê preferência em usar as próprias mãos, já que o metal faz com que diminua o poder energético das ervas;
– Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos caules, cascas, sementes e raízes para os banhos, embora dificilmente usamos as raízes de uma planta, pois estaríamos matando-a;
– Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são elementos isolantes, pois até chegarmos em casa, estaremos passando por vários ambientes;
– Lavar as ervas em água limpa e corrente;
– Os banhos ritualísticos, devem ser feitos com ervas frescas, isto é, não se demorar muito para usá-las, pois o prana contido nelas, vai se dispersando e perde-se o efeito do banho;
– A quantidade de ervas, que irão compor o banho , são 1 ou 3 ou 5 ou 7 ervas diferentes e afins com o tipo de banho. Por exemplo, num banho de defesa, usamos três tipo de de ervas (guiné, arruda e alecrim);
– Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em casas de artigos religiosos, já que normalmente as ervas já estão secas, não se sabe a procedência nem a qualidade das ervas, nem se sabe em que lua foi colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas sugestivo o efeito;
– Alguns banhos, são feitos com água fria e as plantas são maceradas com as próprias mãos e só depois, se for o caso, adicionar um pouco de água quente, para suportar a temperatura da água;
– Banhos feitos com água quente, devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar. Alguns dizem que a água quente não é eficiente para um banho, mas esquecem que o elemento Fogo, também faz parte dos rituais de Umbanda. A água aquecida “agita” a mistura, liberando o prana das ervas;
– Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho;
– Embora todo o corpo será banhado, a parte da frente do corpo é que devemos dar maior atenção, já que estão as “portas” dos chacras, além da parte frontal possuir uma maior polaridade positiva, que tem propriedades elétricas de atrair as energias negativas e que são eliminadas com o banho, recebendo carga positiva e aceleradora;
– Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas.
Aquilo que ficou sobre o nosso corpo, nós retiramos e juntamos com o que ficou no chão. Colocamos tudo num saco plástico e despachamos aquilo que é biodegradável, em água corrente.

*Banhos Naturais*

São banhos que realizamos em sítios energéticos, onde as energias estão em abundância. Neste caso, não precisamos em nos preocupar em não molhar os chacras superiores (coronal e frontal), localizados na cabeça, é uma ótima chance de naturalmente tratar da “coroa”, claro que se efetuarmos em locais livres da poluição.
Dentre eles podemos destacar :

*Banhos de Mar* (ótimos para descarrego e para energização, principalmente sob a vibração de Yemanja)

Podemos ir molhando os chacras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença para o povo do mar e para Mamãe Yemanjá. No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando os corpos de sutis energias. Ideal se realizado em mar com ondas e sob o sol.

*Banhos de Cachoeira

*Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d´água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo que limpamos toda a nossa alma. Saudemos, pois Mamãe Oxum e todo povo d´água. Ideal se tomado em cachoeiras localizadas próximas de matas e sob o sol.

*Banhos de rio e lagoas

Tem também grandes propriedades, desde que não estejam poluídos.
Saudemos Nanã Buruquê.
*CONSIDERAÇÕES FINAIS*
Apesar do que tudo que aqui foi escrito, vale lembrar que o assunto pode ser aprofundado em vários aspectos. Não me preocupei em receitar banhos com determinadas ervas, pois, isto deve ser feito por pais e mães de santo e entidades, já que eles tem larga experiência em cada tipo de banho e sabem recomendar a melhor ervas, o melhor método. A intenção foi apenas demonstrar a importância que os banhos tem sobre todos nós, principalmente para aqueles que são umbandistas e praticam estes rituais. Além de criar nas mentes daqueles que sejam adeptos da Umbanda, a consciência de que não cultuamos uma religião fetichista, mas uma religião que sabe integrar o espírito com a própria natureza e indiretamente com Deus, com os Orixás e todo o plano astral, porque é isto que eles querem de nós, que sejamos libertos das amarras da matéria e nos voltemos a Eles de maneira mais natural possível.
Namastê.