Mais um ponto de vista sobre Amuletos e Talismãs

Os amuletos modernos e ainda usados por pessoas supersticiosas já não produzem os efeitos tão vigorosos de outrora, porque, além de rarearem os verdadeiros magos que os confeccionavam com segurança, tais condensadores, atualmente, podem ser substituídos pela própria ciência no campo de imantação eletromagnética. No futuro, a humanidade compreenderá o fundamento lógico, positivo e científico da magia, alquimia e feitiçaria. A evolução humana se faz por espiral, em ciclos gradativos, pois tudo o que hoje é posto de lado, como crendice ou superstição, amanhã será novamente retomado e estudado, descobrindo-se o seu fundamento sensato. As lendas dos vampiros, as crendices no poder de substâncias mágicas, as orações “fecha-corpo”, ou amuletos, talismãs, filtros misteriosos e poderes excepcionais de certas pessoas, em breve serão explicados satisfatoriamente pelos cientistas e parapsicólogos modernos.
No futuro, certos amuletos e talismãs de confecção científica, supercarregados de eletromagnetismo, poderão acelerar o funcionamento dos chacras do duplo etérico, harmonizar a circulação sangüínea, a nutrição vital e o metabolismo endocrínico, assim como dinamizar as auras humanas, desintegrar formas-pensamentos nocivas, concentrar energias defensivas e refratar cargas fluídicas ofensivas. Porventura, a eletroterapia e radioterapia já não modificam a contextura atômica dos tecidos através da aplicação de raios infravermelho, ultravioleta e ultra-sons, proporcionando condições de saúde aos enfermos?
Quando os cientistas terrenos puderem influir no psiquismo humano, tanto quanto já o fazemos em nossas colônias espirituais, eles poderão construir aparelhos de alta freqüência e de sensível atuação no campo vibratório da “psique” humana, eliminando estados de espírito depressivos e sofrimentos emotivos sob a aplicação dessa avançada ciência, de “etereoterapia”.

MAGIA DE REDENÇÃO
– primeira edição em 1967

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Feitiçaria ou Trabalho Feito

Comumente, as pessoas enfeitiçadas queixam-se de que sua vida ficou “azarada”, pois tudo vai para trás, num tal desacerto, que se pusessem uma fábrica de bengalas, provavelmente, as criaturas nasceriam sem as mãos! Outros lastimam que após associarem-se a negócios que navegavam de vento em popa, estes depois caíram por terra com lamentáveis prejuízos. Então, sentem-se desorientados e suas intuições falham fragorosamente, enquanto multiplicam-se, dia a dia, as vicissitudes, os equívocos, as decisões imprudentes e os negócios funestos. Há acidentes no lar, doenças súbitas, intrigas, descontroles mentais e emotivos.
Mas o fenômeno explica-se no campo espiritual, pois em face da presença do lençol denso de magnetismo subvertido a pairar no ambiente do lar, que é exalado pelo campo de força do feitiço à guisa de projetor ou holofote vivo e maléfico de reação contínua, em tal caso os guias não conseguem transmitir aos seus pupilos as intuições favoráveis e advertências salutares. No entanto, os espíritos malfeitores, viciados e zombeteiros, sentem-se à vontade na cortina densa dos fluidos mórbidos e conseguem impor facilmente as suas orientações subvertidas ao enfeitiçado através desse campo vibratório inferior.
Embora nem tudo o que acontece na vida humana seja conseqüência de um campo magnético de feitiço ou “trabalho feito” projetando maus fluidos, também pode ser fruto de um carma gravoso ou da imprudência humana, pois quase sempre há fundamento de bruxaria, nas queixas e lamentos de pessoas desanimadas ou desesperadas ante as vicissitudes intermináveis e o “azar” obstinado, que lhes turba implacavelmente a existência humana. O feitiço ainda é um acontecimento comum na vida dos terrícolas, porque tratando-se de espíritos primários, tanto os encarnados como os desencarnados são fontes permanentes de bruxaria oriunda do seu descontrole mental, precipitações emotivas e desejos insofreáveis, que alimentam a cobiça, a agressividade verbal e ativa forças inferiores!

Fonte de pesquisa para elaboração do texto:
LIVRO MAGIA DE REDENÇÃO.

Defumação, Ervas e os Poderes Psíquicos

PERGUNTA: — A deformação feita pela queima de ervas odorantes afasta os maus fluidos, ou trata-se apenas de crendice?

RAMATIS: — Antigamente era crendice colocar prego enferrujado no vinho para reconstituir o sangue, mas, hoje, a farmacologia moderna prepara qualquer medicação contra a anemia, acrescentando-lhe “citrato de ferro”, ou seja, algo de prego enferrujado! No futuro, a Botânica também demonstrará, cientificamente, que durante a queima de ervas odorantes desprendem-se energias ocultas, potencializadas no éter vegetal e que podem afastar os maus fluidos do ambiente onde atuam.
Sem dúvida, seria absurdo alguém mobilizar fumaça de ervas, para limpar paredes, abrir janelas ou descascar batatas. Mas não é insensato a fumaça afastar, dispersar fluidos nocivos, obediente à mesma lei de correspondência vibratória, que permite ao homem-matéria acomodar-se numa cadeira material, e o espírito desencarnado sentar o seu corpo astral numa cadeira confeccionada de substância astralina.

PERGUNTA: — Como poderíamos ter uma ideia melhor do efeito energético da defumação atuando simultaneamente no plano astral e etérico?
RAMATIS: — Desde o instante em que as ervas principiam a germinar no seio da terra até o momento em que são colhidas, elas extraem do solo toda a sorte de minerais, vita minas, proteínas, sais químicos e umidade, além de imantadas pelos raios solares, eflúvios elétricos e magnéticos provindosda própria Lua, além de impregnados do ectoplasma terráqueo, supercarregadas de éter-físico, prana e da energia vigorosa que é o fogo “kundalíneo”.
Algumas plantas são fontes prodigiosas de utilidades benfeitoras à humanidade, já na sua contextura física, comoé a carnaubeira, vegetal da família das palmáceas. O homem
pode extrair dela: açúcar, sal, álcool, ração para o gado, madeira para habitação, combustível para iluminar, resina para cola, medicamento para sífilis, úlceras, erupções e reumatismo.
São mais de 40 utilidades já catalogadas nessa planta maravilhosa, cujo poder e serventia, considerados apenas no campo físico, ainda prolongam-se pelo mundo
etéreo-astralino, num campo de forças incomuns!
Enfim, todo o potencial que se elabora no seio da planta, durante os meses de sua vivência no solo seivoso da terra, depois é liberto em alguns minutos da defumação, projetando em torno um potencial de forças, que, além de sua manifestação
propriamente física, ainda desagregam miasmas e bacilos astralinos disseminados no ambiente humano. A queima de ervas defumadoras também obedece a uma determinada disciplina mental ou concentração, atraindo a cooperação de
espíritos de pretos-velhos, caboclos e bugres, simpáticos a tal processo tradicional de defesa psíquica, os quais ajudam a amenizar na limpeza das pessoas enfeitiçadas.
Considerando que a matéria é energia condensada em “descida” vibratória do mundo oculto, a defumação representa uma operação inversa ou liberação de energias, as quais passam a repercutir novamente nos planos etéricos e astralinos de onde se originaram.
O perfume, ou a exalação natural das plantas, também age na emotividade e na mente do ser, pois o seu odor associa idéias e reminiscências místicas, conforme
acontecia nos templos iniciáticos do Egito, da Grécia, Índia e Caldéia. A defumação composta de incenso, sândalo e mirra, tão tradicional e estimulante para o espírito, que produzia uma condição receptiva e inspirativa simultaneamente
nos planos físico, astral e etéreo, ainda hoje é uma espécie de bálsamo espiritual, quando feita nos templos católicos.

PERGUNTA: — Mas a defumação pode afastar espíritos mal-intencionados?

RAMATIS: — Há certos tipos de ervas cuja reação etérica é tão agressiva e incômoda, que torna o ambiente indesejável para certos espíritos, assim como os encarnados afastam- se dos lugares saturados de enxofre ou gás metano dos
charcos. Aliás, as máscaras contra gases provam suficientemente quanto à existência de certas fumacinhas que também podem aniquilar os seres humanos!
Há perfumes que inebriam determinadas pessoas, mas causam cefaléias, tonturas e até náuseas noutras criaturas. O odor ácido e picante do alho e da cebola, que aguça o apetite nas saladas das churrascarias, depois é detestado pela
produção do mau hálito. Durante a queima de ervas produzem- se reações agradáveis ou desagradáveis no mundo oculto, porque, além de sua propriedade física, elas também libertam outras energias provenientes do armazenamento do éter e do magnetismo físico no duplo etérico do vegetal.
O cheiro ou a exalação das ervas e flores que afetam o olfato dos encarnados também é um campo vibratório
Cada espécie vegetal no mundo possui a sua característica fundamental e atende a uma necessidade na Criação. A mesma seiva venenosa da cicuta, que mata, hoje serve benfeitoramente na medicina homeopática, curando convulsões, estrabismo, efeitos de comoção no cérebro ou da espinha.
Deus não criou as espécies vegetais apenas como enfeites do mundo; pois elas atendem simultaneamente às necessidades da vida manifesta no plano físico, etéreo e astralino.

Magia de Redenção
Hercilio Maes
Ramatis

O Mestre

O Mestre não deseja reverência, Deseja trabalho.

O Mestre não deseja ritual, Deseja humildade.

O Mestre não deseja dedicação a Ele, Deseja dedicação ao mundo.

O Mestre não deseja parapsiquismo, Deseja amor.

O Mestre não deseja teoria, Deseja a prática.

O Mestre não deseja a técnica, Deseja aplicação.

O Mestre não deseja rótulo ou pacote, Deseja espiritualidade.

O Mestre não deseja alguma linha, Deseja evolução.

O Mestre não deseja competição, Deseja respeito.

Um Mestre dispensa linguagem rebuscada, rituais obtusos, competição de egos, uniformidade de sistemas, intelectualidade arrogante, jargão excessivamente técnico, rótulos bonitos ou prédios imponentes.

Um Mestre busca discípulos que se afinizem com o trabalho assistencial efetivo, sem humilhá-los ou impor seu sistema.

Assim como as empresas materiais, os Mestres visam resultados, só que buscam os melhores objetivos conscienciais.
Os Mestres modernos não são como os de antigamente.
Nestes novos tempos, as técnicas evolutivas estão mudando.
Eles trabalham mais no plano extrafísico, intuindo o coração de seus discípulos, espalhados por todo orbe.

Equipes espirituais extrafísicas com organizada hierarquia sideral, intuem o coração dos neófitos que vibram na devida ressonância mental do bem.

Os meios de comunicação fáceis e acessíveis, já promovem as informações espirituais necessárias que se encontram ao alcance da maioria.

O maior mestre é a vontade do discípulo que o impele a adquirir um livro, freqüentar um curso e se aplicar no bem.

Com a melhoria do nível das programações existenciais, novos tarefeiros vêm reencarnando em condição melhorada de serem intuídos por muitos Mestres espirituais.

 
Estes Mestres, por sua vez, acabam por encontrar corações e mentes de boa sintonia, de consciências, que não os conheciam, abrindo novas oportunidades universalistas.
Assim, qualquer pessoa de mente e coração elevados, pode receber um sopro intuitivo de algum Mestre, que eventualmente passe por perto.

O Mestre não deseja discípulos avançados, Deseja avanços no coração.


O Mestre não deseja a pose honrosa, Deseja a honra de servir sem preconceito.

O Mestre não deseja grupos de iniciados, Deseja os que iniciaram o trabalho fraterno.

O Mestre não deseja cheiro de incenso, Deseja o odor reverberante da paz.

O Mestre não deseja o brilho do cristal, Deseja a cristalinidade do coração.

Espiritualidade não é religião e humildade não é servilismo. Devemos ser simples sem sermos simplórios.

A fraternidade exige iniciativa, o bem exige coragem e todos têm possibilidade de assim conviverem.

Seu Mestre não se encontra nas montanhas do Himalaia, se encontra nas aberturas de Luz, que vem de dentro de seu coração.

Façam por merecer, pois quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece!
Paz, Amor e Luz!

Dalton Roque – Inspirado espiritualmente por Ramatís –

Curitiba, 03 de maio de 2004

Animismo x Mistificação – Imprescindível a Leitura

Realmente existe a diferença entre a mistificação e o animismo porém ela é de caráter moral ou intencional. A mistificação é o embuste , a mentira aplicada no sentido de levar vantagens pessoais ou prejudicar a outrem interferindo na comunicação ou na total inexistência do espírito. O animismo é a interferência na comunicação em diferentes graus sem a intenção de prejudicar ou levar vantagens porém desvirtuando a mensagem podendo ocorrer também a inexistência do espírito ; Ou seja a diferença básica é que a mistificação é dolosa enquanto o animismo é sem dolo.

A definição dada pela ciência do animismo é o sistema fisiológico que considera a alma como a causa primária de todos os fatos intelectivos e vitais.

Edgard Armond em sua obra ” Mediunidade” (Cap 11 – pag 56 ) diz : ” A mediunidade consciente é aquela que mais permite interferência dos fatores subconscientes do médium ,que se costuma denominar animismo e que tem servido de motivo para se bater, injustamente , na tecla da mistificação.”

Conforme a definição Espírita como no livro “Mecanismos da Mediunidade”(pag 163- Cap XXIII) diz André Luiz: ” Alinhando apontamentos sobre mediunidade , não será lícito esquecer algumas considerações em torno do animismo ou conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação”.

Analisando a tudo isto , uma vez produzidos pelo médium, seja consciente ou não, advém não do Plano Espiritual mas sim do médium onde portanto fogem da linha de trabalho da Umbanda desenvolvida pelos Mentores e Guias pois quem em sã consciência se julga apto espiritualmente para dar consultas ou adotar práticas ritualísticas e magísticas próprias dos Guias dentro dos Templos? Por tal motivo e principalmente por segurança ,caridade e honestidade nos Templos sérios e honestos que os Mentores Espirituais educam mediunicamente os filhos da casa orientando na fase antecedente e posterior aos trabalhos para melhorar a receptividade( vida regrada, bons pensamentos, banhos, prática de orar ,estudo, etc) como também durante os trabalhos (deixar os problemas pessoais fora do Templo, meditação , concentração , contenção da ansiedade ,etc) para com isto diminuir ao máximo o efeito anímico e impedir a tendência dele se transformar em mistificação.

Segue André Luiz : ” Temos aqui muitas ocorrências que podem repontar nos fenômenos mediúnicos de efeitos físicos ou de efeitos intelectuais , com a própria inteligência encarnada comandando manifestações ou delas participando com diligência , numa demonstração que o corpo espiritual pode efetivamente desdobrar-se e atuar com os seus recursos e implementos característicos , como consciência pensante e organizadora , fora do corpo físico.”

Realmente a ação de nosso espírito( nós mesmos melhor assim dizer) agir fora do nosso corpo é sabido( aqui o animismo se confunde com o desdobramento e projeção astral) mas a análise em questão é a de estarmos fisicamente num Templo. Oras, lógico que não iremos sair de nosso corpo para incorporar nele mesmo ; Portanto os pensamentos e ações que deveriam vir dos Guias sofrem a interferência dos pensamentos e ações do médium seja uma interferência consciente ou proveniente do subconsciente. Aí está o animismo que varia de intensidade de acordo com o grau de interferência e este é observado pelo Mentor Espiritual do Templo que em grau mínimo é tolerado(onde geralmente é cuidado através de orientações coletivas), em grau médio é acompanhado (neste caso o médium recebe orientação individual ) e em grau máximo é tratado ( neste caso a linha divisória entre animismo e mistificação é tênue e no caso do médium honesto e bem intencionado é um desvio mediúnico a ser corrigido com presteza).

Dentro do Espiritismo o animismo não é caracterizado como problema pois devido a forma adotada onde o contato da assistência com a Espiritualidade é praticamente inexistente se comparada aos rituais Umbandistas onde as pessoas tem o contato direto com os Guias. A analogia feita por Ramatís das comunicações mediúnicas da Umbanda e do Espiritismo em seu livro “Mediunismo” (Hercílio Maes-Cap VI-pag 57) retrata bem : “…a prática mediúnica do Espiritismo é semelhante a uma agência de informações civil , em que é bem mais importante o assunto do seu fichário, do que mesmo as pessoas que o informam; A Umbanda , no entanto, é como uma agência de informação sobre assuntos militares onde antes de tudo convém conhecer a graduação do informante , pois, assim como acontece realmente no mundo físico, é muito grande a diferença e responsabilidade entre aquilo que diz o cabo e o que informa o general …”.

Ou seja , no Espiritismo se a mensagem é boa não importa quem a deu e, como conhecemos nos Centros Espíritas, as mensagens duvidosas não são repassadas ,sendo apenas desconsideradas e somente as de teor mais elevado e consideradas confiáveis chegam as mãos daqueles que ali se achegam em busca de notícias de entes queridos desencarnados. Na Umbanda a conversa é direta onde a presença do cambono nem sempre ocorre e aí o animismo nos centros Espíritas torna-se completamente diferente no sentido da responsabilidade, honestidade e caridade do animismo nos Templos Umbandista. Então torna-se imperativo analisar animismo sob a ótica Umbandista e não Espírita até por que somos Umbandistas e o nosso dia a dia religioso é diferente em inúmeros aspectos que vai desde a adoção de rituais e culmina na proximidade encarnado-desencarnado que a Umbanda oferece.

Aproveitando Ramatís e esta mesma obra(Mediunismo) Ele afirma (Cap-XIX-pag 136-137):
PERGUNTA= Então a comunicação do médium completamente anímico não passa de mistificação inconsciente?
RAMATÍS= Quando o médium não tem o intuito de enganar os que o ouvem , não podeis admitir a mistificação inconsciente . A comunicação anímica é decorrente da falsa suposição íntima de a criatura julgar-se atuada por espíritos , por cujo motivo transmite equivocadamente suas próprias idéias . A mistificação , no entanto, é fruto da má intenção .
Segue a frente Ramatís afirmando: ” A criatura anímica , quando em transe , pode revelar também o seu temperamento psicológico, as suas alegrias ou aflições , suas manhas ou venturas , seus sonhos ou derrotas”
E na página 139 afirma: “O médium totalmente anímico é sempre vítima passiva do seu próprio espírito que pensa e expõe sua mensagem particular sem qualquer interferência exterior ; O médium propriamente dito , mesmo quando obsidiado , ainda é um medianeiro, um instrumento das intenções ou desejos de outrem “.

Usamos referências de obras Espíritas e fora da DE ,caso de Ramatís, como ilustrativas pois servem para exemplificar alguns pontos de vista, porém reafirmo ilustrativas, pois a realidade Umbandista deve ser observada sob a ótica Umbandista. É certo que a Espiritualidade é uma só e os espíritos habitam um Universo Espiritual único , porém cada corrente religiosa é supervisionada por espíritos e nem por isso fazem católicos, protestantes, espíritas, candomblecistas, umbandistas ,budistas, hinduistas, etc, serem iguais . O cotidiano de cada corrente religiosa embasado nos diferentes níveis evolutivos, culturais, kármicos e morais é o que dá o grande diferencial da ação da Espiritualidade na Terra. São escolas diferentes com salas de aulas diferentes reunindo em cada uma o que há de mais próximo em relação a similaridades espirituais dentro do universo individual de cada ser com o único intuito de evolui-los onde cada uma nas suas diferenças conduzem a todos a este único objetivo , observando a capacidade de assimilação individual e após a coletiva.

Particularmente eu somente refiro-me as interferências nas comunicações nos Templos sérios e honestos como animismo pois tenho a absoluta certeza e confiança que nestes Templos Umbandistas os Mentores Espirituais amorosos e caridosos por natureza são também zelosos , responsáveis e atentos eliminando do seio Sagrado de seus Templos indivíduos maldosos que utilizam a prática da mistificação que iria não só macular os dedicados e honestos filhos da casa , prejudicar os necessitados que confiantes ali buscam soluções aos seus mais diversos problemas como também enlamear o sagrado nome da Umbanda. De forma alguma posso conceber mistificação em verdadeiros Templos Umbandistas e sendo assim os pequenos deslizes que ocorrem diz-me a lógica serem frutos de animismo.

Quanto a fazer a distinção se é animismo, mistificação ou se o médium consciente está realmente “tomado” , existem meios para isso ? Podemos inumerar uma série de “métodos” porém creio não caber a nós tal julgamento neste caso pois a partir do momento que “achamos” automaticamente já julgamos e demos a sentença em relação a nosso irmão de estrada, o que é incompatível a um verdadeiro Umbandista que é plenamente consciente que dentro de um Templo Umbandista sério e honesto quem dirige tem maior competência e conhecimento para julgar o caso.

Se a dúvida é em relação a um irmão,fazemos o que é coerente para um adepto que confia na envergadura moral e intelectual dos Espíritos Superiores ,deixamos nas mãos da Espiritualidade que tem a capacidade moral e técnica para detectar e sanear o problema ou então estaremos atestando a nossa desconfiança e descrença na capacidade do Guia Chefe do Templo a ponto de fazermos testes e posterior julgamento às vezes condenatório de irmãos honestos e bons trabalhadores que por serem médiuns conscientes e às vezes justamente naquele dia por algum motivo ,que foge a nossa capacidade de espíritos encarnados e imperfeitos de entender , os colocamos no rol dos médiuns duvidosos , enquanto os Mentores com sua infinita capacidade de compreensão e discernimento tem a justificativa e relevam desde que não haja a mínima possibilidade de prejuízo ao próximo.

Quantos de nós bons pais , bons filhos, bons irmãos ou bons amigos falhamos por motivos variados e nem por isso nos fazem dignos de dúvida em nossas relações. Já disse o Cristo: ” Com a medida que julgares será a medida com que serás julgado.” Somos Umbandistas e isto não nos fazem perfeitos e infalíveis para julgar ninguém dentro de um Templo Umbandista sério e honesto. Devemos sim cuidar de nossas obrigações religiosas e deixar a Espiritualidade cuidar das obrigações que a competem ; Se a dúvida é em relação a nós mesmos então após cada incorporação devemos humildemente ir até os pés do Mentor Espiritual do Templo (Guia Chefe) e perguntar se fomos mediunicamente corretos , se de alguma forma interferimos com o trabalho de nosso Guia, se é necessário fazermos alguma coisa para melhorarmos mais, enfim nos aconselhar sempre.

Muitos podem pensar: “Ah! Mas vamos perturbar o Guia Chefe toda vez.”…. Parece assim mas não é. Por vezes desconhecemos a boa vontade e atenção que Eles tem por todos , principalmente aos médiuns responsáveis ,honestos ,preocupados em se aprimorar cada vez mais e assim servir mais e melhor ao próximo, ao Templo, a Espiritualidade e ao Criador. Os Guias conhecem a responsabilidade e ficam extremamente felizes e gratificados quando observam que nós também adquirimos a consciência desta responsabilidade; Para Eles ver que nós somos responsáveis , honestos e dedicados vale muito mais que homenagea-los com milhões de oferendas , porque a luz da consciência de um trabalhador ilumina muito mais que milhões de velas .

Anjo Ariano
Luz e Paz.

Considerações Sobre a Origem do Câncer

Por Ramatís através de Hercílio Maes.

PERGUNTA: – Podeis dizer-nos se o câncer é uma enfermidade proveniente do meio planetário que habitamos?

RAMATÍS: – Já vos dissemos anteriormente que o corpo físico é o prolongamento do próprio perispírito atuando na matéria; podeis mesmo compará-lo a um vasto mata-borrão capaz de absorver todo o conteúdo tóxico produzido durante os desequilíbrios mentais e os desregramentos emotivos da alma. Qualquer desarmonia ou dano físico do corpo carnal deve, por isso, ser examinado ou estudado tendo em vista o todo do indivíduo, ou seja o seu conjunto psicofísico. O corpo humano, além de suas atividades propriamente fisiológicas, está em relação com uma vida oculta, espiritual, que se elabora primeiramente no seu mundo subjetivo, para depois, então, manifestar-se no mundo físico.
O espírito é uno em sua essência imortal, mas a sua manifestação se processa em três fases distintas; ele pensa, sente e age. Em qualquer aspecto sob o qual for analisado, ou em qualquer umna de suas ações, deve ser considerado sob essa revelação tríplice, que abrange o pensamento, o sentimento e a ação. E para maior êxito no verdadeiro conhecimento do homem, é conveniente saber-se que ele é também a mesma unidade quando manifesta as suas atividades morais, intelectuais, sociais e religiosas. Deste modo, quer na enfermidade ou na saúde, não há separação entre o pensamento, a emoção e a ação do homem; em qualquer acontecimento de sua vida, há de sempre revelar-se numa só consciência, num só todo psíquico e físico, numa só memória forjada no simbolismo do tempo e do espaço.
Em conseqüência, como o espírito e o corpo não podem ser estudados separadamente, quer na saúde, quer na doença, é óbvio que também no caso do câncer e do seu tratamento específico é muito importante e sensato identificar-se antes o tipo psíquico do doente e, em seguida, considerar-se então a espécie de doença. Embora certa porcentagem de incidência do câncer seja oriunda do choque ocorrido entre as forças ocultas que descem do plano superior e as energias astrais criadoras dos diversos reinos da vida física, a sua manifestação mórbida no homem é proveniente da toxicidade fluídica que ainda circula no perispírito e que foi acumulada pelos desatinos mentais e emotivos ocorridos nas várias encarnações pretéritas.
Esse morbo fluídico “desce”, depois, do perispírito para concentrar-se num órgão ou sistema orgânico físico, passando a perturbar a harmonia funcional da rede eletrônica de sustentação atômica e alienando o trabalho de crescimento e coesão das células.
Embora cada corpo físico seja o produto específico dos ascendentes biológicos herdados de certa linhagem carnal humana, ele sempre revela no cenário do mundo físico o aspecto interior da própria alma que o comanda. Mesmo considerando-se as tendências hereditárias, que disciplinam as características físicas das criaturas, há também que se reconhecer a força dos princípios espirituais que podem dirigir e modificar o corpo de carne. Cada organismo físico reage de acordo com a natureza íntima de cada alma encarnada, e de modo diferente entre os diversos homens; e isto ocorre tanto na saúde como na enfermidade.
Assim, variam as reações e a gravidade de um mesmo tipo de tumor canceroso em diferentes indivíduos, porque a sua maior ou menor influência, além da resistência biológica, também fica subordinada à natureza psíquica, emotiva e mesmo psicológica do enfermo.

PERGUNTA: – Então devemos considerar que o câncer é uma doença espiritual, uma vez que provém dos deslizes psíquicos cometidos pelo homem no passado?

RAMATÍS: – É na intimidade oculta da alma que realmen-te tem início qualquer impacto mórbido, que depois perturba o ritmo e a coesão das células na organização de carne.
É por isso que também se distinguem a natureza, a freqüência e a qualidade das suas energias, tanto quanto elas agem mais profundamente no seio do espírito humano. Assim, a força mental sutilíssima que modela o pensamento é muitíssimo superior à energia astral, mais densa, que manifesta o sentimento ou a emoção, da mesma forma que, na matéria, o médico também reconhece que a força nervosa do homem é superior à sua força muscular. Eis por que, durante a enfermidade, seja uma simples gastralgia ou o temido câncer, o raciocínio, a emoção e a resistência psíquica de cada doente apresentam consideráveis diferenças e variam nas reações entre si. Enquanto o homem predominantemente espiritual e de raciocínio mais apurado pode encarar o seu sofrimento sob alguma cogitação filosófica confortadora ou aceita-lo como justificado pelo objetivo de sua maior sensibilização, a criatura exclusivamente emotiva é quase sempre uma infeliz desarvorada, que materializa a dor sob o desespero incontrolável, por causa de sua alta tensão psíquica.
O certo é que as energias sutilíssimas, que atuam no mundo oculto da criatura humana e se constituem na maravilhosa rede magnética de sustentação do edifício atômico de carne, só podem manter-se coesas e proporcionar tranqüila pulsação de vida desde que também permaneça o equilíbrio harmonioso do espírito. Só então a saúde física é um estado de magnífico ajuste orgânico; o ser não sente nem ouve o seu pulsar de vida, porque o seu ritmo é suave e cadenciado pelo mais leve arfar de todas as peças e funções orgânicas. Manifestando-se admiravelmente compensadas em todo o seu meta-bolismo, elas não perturbam a consciência em vigília, porque não provocam o desânimo, a inquietação ou a angústia, que se geram durante a desarmonia do espírito.
O animal selvagem ou o bugre (indígena) puro, da floresta, embora sejam de vida rudimentar, são portadores de organismos bem dispostos, como preciosas máquinas estrutura das de carne a funcionarem tão ajustadas como se fossem valiosos cronômetros de precisão. Sem dúvida, isso acontece porque vivem distantes das inquietações mentais dos civilizados, não lhes ocorrendo quaisquer distúrbios psíquicos que possam alterar-lhes a harmonia das forças eletrônicas responsáveis pela coesão molecular da carne.
Não desconhecemos a existência de certas doenças capazes de afetar os seres primitivos e que não se produzem por quaisquer ações ou emoções desatinadas; mas insistimos em vos lembrar que é justamente entre os civilizados, como seres pensantes em essência, que a enfermidade grassa cada vez mais insidiosa. É notório que os selvagens sadios enfermam com facilidade logo que entram em contato com as metrópoles e passam a adotar os seus vícios e capciosidades mais comuns.
O câncer, que tanto se manifesta na forma de tumores como desvitalizando o sistema linfático, nervoso, ósseo ou sangüíneo, não deve ser considerado apenas como um sintoma isolado do organismo, pois a sua maior ou menor virulência mantém estreita relação com o tipo psíquico do doente. O morbo cancerígeno avulta pelos desatinos mentais e emotivos, que abalam o campo bioelétrico animal e lesam o sistema vital de defesa, para depois situar-se num órgão ou sistema orgânico mais vulnerável do corpo carnal. Em conseqüência, a “causa remota” patológica, do câncer, deve ser procurada consciensiosamente no campo original do espírito e na base de suas atividades mentais e emotivas. Não se trata de acontecimento mórbido da exclusividade de qualquer dependência orgânica, que se produza sem o conhecimento subjetivo do todo-indivíduo.

PERGUNTA: – Como poderíamos entender melhor essa manifestação mórbida do câncer “desde o campo original do espírito “?

RAMATÍS: – O espírito é O comandante exclusivo e o responsável pela harmonia e funcionamento de todo o cosmo de células que constituem o seu corpo de carne, o qual não tem vida à parte ou independente da vontade do seu dono. Mesmo o senso instintivo que regula as diversas atividades orgânicas do corpo físico, e que se presume funcionando sem o conhecimento direto da alma, tal como o fenômeno de nutrir-se, andar e respirar, não é acontecimento autômato, pois a sua harmonia e êxito de ação controladora ainda dependem do melhor contato do espírito com a carne. O sistema respiratório, o estômago, o intestino ou o próprio coração também podem alterar-se sob a menor emoção ou mudança de pensamento pois, embora sejam órgãos fora do alcance de nossa vontade, são perturbados no seu automatismo quando submetidos a demasiada insistência de nosso temor, angústia, irascibilidade ou melancolia.
É do conhecimento popular que a alegria aumenta o afluxo da bílis no fígado, a cólera o paralisa e a tristeza o reduz.
Os médicos afirmam que se produzem inúmeras modificações e reações na vesícula biliar à simples variação do nosso pensar e sentir. E essas alterações, como já lembramos anteriormente, ocorrem mais comumente na região hepática, porque o corpo astral, que é o responsável pela manifestação das emoções do espírito, encontra-se ligado ao de carne justamente no plexo solar, mais conhecido por plexo abdominal na terminologia médica, e o principal controlador dos fenômenos digestivos. Também acontece ali se ligarem os nervos simpático e parassimpático, com importantes funções nessa zona; o primeiro tem por função acelerar o trabalho dos órgãos digestivos e regular a vertência da bílis, na vesícula, enquanto o segundo retarda todos os seus movimentos fisiológicos.
Inúmeros fenômenos que ocorrem no corpo físico comprovam a intervenção do pensamento produzido pela mente humana, que atua através do sistema nervoso e repercute pelo sistema glandu¬lar, facilmente afetável pelas nossas emoções. O medo, a vergonha, a raiva ou a timidez causam modificações na circulação cutânea e produzem a palidez ou vermelhidão do rosto. Sob as descargas de adrenalina e demais alterações dos hormônios, sucos gástricos e mudanças nos centros térmicos, às pupilas se contraem e se dilatam, assim como os vasos capilares. Muitas enfermidades próprias da região abdominal, como as do estômago, do intestino ou do pâncreas, originam-se exatamente das perturbações nervosas decorrentes do descontrole mental e emotivo.
Desde que o corpo físico é constituído por células em inces¬sante associação com as mais variadas e inúmeras coletividades microbianas, que vivem imersas nos líquidos hormonais, sucos, fluidos, e noutras substâncias químicas produzidas pelos órgãos mais evoluídos, é evidente que a coesão, a harmonia e a afinidade de trabalho entre essas forças vivas assombrosas, do mundo microscópico, também dependem fundamentalmente do estado mental e da emotividade do espírito. Este é o verdadeiro responsável pelo equilíbrio eletrônico da rede atômica e pelas relações do mundo oculto com o mundo exterior da matéria. A saúde, pois, assim como a doença, vem de “dentro para fora” e de “cima para baixo”, conforme já o definiram com muita inteligência os homeo-patas, porque a harmonia da carne depende sempre do estado de equilíbrio e da harmonia do próprio espírito encarnado.
Já explicamos que a força mental comanda a força nervosa e esta é que então repercute no organismo muscular, para depois efetuar as modificações favoráveis ou intervir desordenadamente, lesando a estrutura dos órgãos ou sistema orgânico. A doença, pois, em vez de ser uma desarmonia específica de determinado órgão ou sistema de órgãos, é o produto de uma desordem funcional que afeta toda a estrutura orgânica; é um estado mórbido que o próprio espírito faz refletir perturbadora-mente em todos os seus campos de forças vivas e planos de sua manifestação. Já dissemos que a irregularidade no campo mental também produz suas toxinas específicas mentais, as quais repercutem pelo corpo astral e carbonizam as forças astralinas inferiores. Então processa-se o gradativo abaixamento vibratório do conteúdo tóxico psíquico, que se encorpa e se adensa, fluindo para a carne e constituindo-se no morbo que se situa, depois, em qualquer órgão ou sistema do corpo físico, para produzir a indesejável condição enfermiça.
Assim é que a manifestação mórbida que provoca a doença no organismo humano principia pela perturbação do espírito “desde o seu campo original” de ação espiritual, e depois “baixa” gradativamente através dos vários planos intermediários do mundo oculto.

PERGUNTA: – Diante de vossas considerações, deduzimos que o câncer também pode provir de várias origens diferentes entre si. Estamos certos?

RAMATÍS: – O câncer, no homem, não fornece a possibi-lidade de se identificar, no momento, um agente infeccioso pro¬priamente físico e passível de ser classificado pelos laboratórios do mundo, assim como se descobriram pelo microscópio os bacilos de Koch, Hansen, Kleber ou o espiroqueta de Shaudin. Não se trata de um microrganismo de fácil identificação pela terminologia acadêmica, pois é um bacilo psíquico, só identifi¬cável, por enquanto, no mundo astral, e que se nutre morbida¬mente da energia subvertida de um dos próprios elementais primários, criadores da vida física. Esse elemental primitivo e base da coesão das células da estruturação do mundo material, torna-se virulento e inverte os pólos de sua ação criadora para destruidora, assim que é irritado em sua natureza e manifestação normal, o que pode acontecer tanto pelo choque de outras forças que fecundam a vida, que operam na intimidade da criação, como pela intervenção violenta, desarmônica e deletéria por parte da mente e da emoção humana.
É certo que alguns tipos de animais e aves, como o coelho, o camundongo, o sapo, o marreco, a rã, a galinha e o peru, podem acusar a transmissibilidade e contaminação do câncer, atestando, pois, a existência de um vírus ou agente infeccioso quando são inoculados pelo filtrado ativo de tecido canceroso e cujas células tenham ficado retidas no filtro. Mas essa experiência já não serve de paradigma para se verificar o câncer no homem, que é um ser mais complexo e evolvido que o animal, revelando também uma vida psíquica superior. Mas, como no fundo de qualquer câncer permanece dominando morbidamente uma energia primária criadora, que foi perturbada, capaz de alimentar o vírus de natureza predominante astral ou psíquica, no animal ela sofre essa alteração para pior, em um nível magnético mais denso, mais periférico no campo das forças instintivas. Deste modo, o vírus astral cancerígeno, que se nutre dela, manifesta-se então mais à superfície da matéria no réptil, no animal, na ave e mesmo na vegetação, com possibilidade de ser entrevisto no futuro, assim que a Ciência conhecer o microscópico “eletro-etéreo”.
Como essa alteração da energia primária criadora, no homem, que é criatura mais evolvida, processa-se no seu campo mental e emotivo mais profundo, o vírus astral não adquire o encorpamento necessário para ser pressentido à luz do laboratório físico ou conjeturado em qualquer outra experiência de ordem material.
Desejamos esclarecer-vos – embora lutemos com a falta de vocábulos adequados – que na vegetação, nas aves, nos répteis ou nos animais, o vírus do câncer ainda é passível de ser auscultado pelo aparelhamento material, porque a energia criadora, subvertida o fecunda na freqüência mais baixa, num campo biomagnético mais denso e inferior, enquanto que no homem o mesmo fenômeno se processa em nível superior mental e emotivo, o que torna inacessível a sua auscultação no aparelhamento físico. Em ambos os casos, esse elemental primário perturbado durante a simbiose das energias criadoras ou pela intervenção nefasta da mente ou da emoção humana, atua depois desordenadamente no encadeamento normal das células físicas, originando o câncer tão temido.

PERGUNTA: – Como poderíamos entender melhor esse choque de forças criadoras que perturbam o elemental primário, dando ensejo ao câncer nos animais, ou então produzindo-o no homem pela irritação mental e emotiva?

RAMATÍS: – Trata-se de uma das energias primárias fecundantes da própria vida física e que, ao ser desviada de sua ação específica criadora, converte-se num fluido morboso que circula pelo perispírito ou nele adere na forma de manchas, nódoas ou excrescências de aspecto lodoso. Transforma-se num miasma de natureza agressiva, assediando ocultamente o homem e minando-lhe a aglutinação normal das células físicas. A sua vida astral mórbida e intensamente destrutiva, numa’ perfeita antítese de sua antiga ação criadora, escapa à intervenção propriamente física procedida de “fora para dentro”; daí, pois, o motivo por que é imune à radioterapia, cirurgia ou quimioterapia do mundo material, permanecendo ativa, como um lençol compacto de vírus interferindo na circulação astral do perispírito, capaz de produzir as recidivas como a proliferação dos neoplasmas malignos nos tecidos adjacentes aos operados ou cauterizados.
Se a Medicina pudesse estabelecer uma patogenia psicoastral e classificar minuciosamente todas as expressões de vida e forças que se manifestam no mundo astralino microcósmico e interpenetram toda a estrutura atômica do globo terráqueo, nutrindo os reinos vegetal, mineral e animal, é certo que também poderia identificar esse elemento primário e criador que, ao ser irritado por forças adversas em eclosão, ou pela mente humana, perturba a base eletrônica das células construtoras do organismo físico. Quando é violentado no campo de forças mais densas, que caldeiam as configurações vivas mais grosseiras, origina os efeitos cancerosos que atingem os vegetais, as aves, os insetos, os répteis e os animais; porém, se é atingido por alterações energéticas mais profundas, produzidas pelas forças mental e emotiva, então produz o câncer no homem.
Sendo uma das energias que participam da extensa cadeia de forças vivas ocultas e criadoras das forças do mundo físico, é semelhante ao alicerce de pedras que, embora permaneça oculto no solo pantanoso ou no terreno rochoso, garante a estabilidade do arranha-céu. No entanto, desde que esse alicerce arruine-se pela infiltração de umidade, por alguma deficiência na liga da argamassa, ou por qualquer erosão do solo, é eviden¬te que todo o edifício sofrerá na sua verticalidade e segurança, porquanto a sua garantia e base sólida transformam-se num elemento perigoso para a sustentação arquitetônica. O mesmo ocorre com o elemental primário oculto, que provoca o câncer, o qual é também um dos alicerces sustentadores do edifício atômico das formas vivas do mundo físico, desde que não seja subvertido por qualquer intervenção perturbadora. Se o desviam de sua ação criadora ou o irritam pelo uso delituoso, ele se transforma numa energia prejudicial às mesmas coisas e seres a que antes servia de modo benfeitor. Revela-se, pois, uma força nociva e destruidora quando o convocam do seu mundo oculto para fins contrários à sua energética normal.

PERGUNTA: – A fim de podermos perceber melhor qual a ação exata dessa energia, que tanto sustenta a vida física como também pode perturbá-la causando o câncer, poderíeis dar-nos algum exemplo comparativo com qualquer outra energia conhecida em nosso mundo?

RAMATÍS: – Cremos que a natureza e a ação da eletricidade poderiam ajudar-vos a compreender melhor a natureza e a ação desse elemental primário que, ao ser irritado, produz o terreno mórbido para o câncer. A eletricidade é uma energia pacífica no mundo oculto, e integrante de todos os interstícios de toda vida planetária e, também, só se manifesta à periferia da matéria, depois de excitada ou irritada, quer seja pelo atrito mecânico e irritação das escovas de metal sobre o dorso dos dínamos em movimento, quer pela simples fricção entre dois panos de lã. A energia elétrica, pois, encontra-se também em estado latente no seu mundo natural, na forma de um elemental primário, atendendo a certa necessidade da vida física. Mas, assim que a irritam, baixa em sua vibração normal e passa a agir vigorosa e intempestivamente na superfície material.
O homem, através da máquina elétrica, produz a eletricidade pela fricção desse elemental energético e natural do mundo astral, porém interpenetrante em toda a vida física. É evidente, pois, que a energia elétrica existe tanto no dínamo como em suas escovas de metal, mas a sua revelação só se faz pela fricção, que o homem consegue controlar habilmente. Quando o relâmpago risca o céu e o raio fende o espaço carbonizando a atmosfera, partindo árvores ou fundindo objetos na sua atração para o solo, ainda nesse caso é a mesma energia primária que se transforma em eletricidade, materializando-se por efeito do atrito ou da “irritação” produzida pelos choques das nuvens.

FISIOLOGIA DA ALMA
Ramatís

Considerações sobre a origem do câncer

Linhas de Trabalho na Umbanda e suas Roupagens

PERGUNTA: A respeito dos pretos–velhos, a senhora poderia tecer alguns comentários a respeito da linha e da forma plasmada/roupagem fluídica utilizada pelos espíritos que nela militam?

VÓ BENEDITA: A linha de pretos – velhos, meus filhos, é uma linha como qualquer outra dentro da Umbanda. Um grande equívoco é pensar que todo preto–velho foi negro, ou morreu velho em sua última encarnação, o que muitos sabem não é bem verdade. Existem muitos irmãos que utilizam a aparência de preto–velho, mas nunca foram escravos nem aqui no Brasil nem em qualquer lugar do mundo. Na verdade essa linha nasce como forma de organização de todo um contingente de espíritos que iriam atuar dentro do movimento umbandista que surgia. As primeiras linhas fundamentadas foram a de caboclo e pretos–velhos. Utilizou–se uma figura mítica já presente dentro da cultura brasileira e criou–se toda uma linha de trabalho, onde todos os seus representantes teriam trejeitos e características similares. Surgia a linha de preto–velho, uma linha transmissora da calma, da sapiência, da humildade, detentora do conhecimento sobre os Orixás e que acima de tudo, falaria ao simples de coração até ao mais erudito doutor, sempre com palavras de amor e espalhando luzes dentro da espiritualidade terrena. Era uma forma de identificar e aproximar a população ao culto nascente. Era uma forma de homenagem. Era também uma forma de hierarquizar e organizar. Além disso, temos a questão arquetípica e mítica por detrás de cada uma das linhas. Os pretos-velhos estão fundamentados no arquétipo do sábio, ou, “ancião”, aquele que com as experiências vividas alcançou a sabedoria. Em cima desse arquétipo, criou-se muitos mitos dentro da cultura universal, onde a figura do ancião sempre foi utilizada como símbolo para a sapiência. Um dos mito brasileiro para esse arquétipo é a figura do preto-velho, que sofreu, tinha poucas condições, mas tudo isso superou, com fé, amor, determinação, etc. Na verdade, dentro da figura simbólica do preto-velho, vemos um ideal de luta e superação das pessoas. É preciso atentar para esses reais fundamentos dos chamados povos de Umbanda, ou linhas de trabalho. Por detrás de cada um deles encontramos um arquétipo universal e um mito fortemente arraigado a cultura afro-brasileira.

PERGUNTA: “Um arquétipo universal e um mito arraigado a cultura afro-brasileira?” A senhora poderia exemplificar melhor?

VÓ BENEDITA: Arquétipos são como estruturas que residem no inconsciente coletivo da humanidade, moldando de certa forma o pensamento universal. A forma mais simples de se entender isso é o estudo da mitologia comparada entre povos diversos. Caso façamos esse estudo, veremos que as lendas ou mitos de diversos povos que nunca tiveram um intercâmbio cultural são extremamente semelhantes na sua forma, apesar de diferirem de forma gritante no conteúdo. Podemos dizer, portanto, que arquétipos são como “fôrmas de bolo”. Todo bolo saído de uma fôrma redonda, será redondo, apesar de que com a mistura de ingredientes diferentes, podemos obter bolos de chocolate, cenoura, banana, ou seja, bolos diferentes. Nessa nossa analogia, entendam os arquétipos como as “fôrmas”, os mitos como os “bolos” e, seguindo ainda a linha de pensamento, os “ingredientes” como a cultura vigente de determinado povo. Dessa forma, um mito como o do dilúvio, por exemplo, está presente nas mais diversas culturas. Mas em cada uma delas ganha uma apresentação diferente, ou um conteúdo diferente, mesmo que a forma ou essência seja a mesma para todos os “dilúvios” já relatados. Esse mesmo raciocínio deve ser utilizado dentro das imagens arquetípicas e míticas utilizadas pelos guias de Umbanda. Como dito no meu comentário anterior, um preto-velho é um mito brasileiro, surgido através dos fatos históricos ligados a escravidão e resistência negra dentro desse país. Por detrás dele temos um arquétipo, o do “ancião” ou “sábio”, que é uma figura universal e irá ganhar outras formas, dependendo da cultura em que esteja inserido. Assim, o ancião sábio dentro da cultura oriental será retratado de uma forma, dentro da cultura indígena de outra, dentro da cultura européia de outra ainda, mas todos terão uma mesma forma, ou correspondências claras entre eles. Isso é arquétipo, uma estrutura de pensamento universal, que reside no inconsciente coletivo da humanidade e atua como modelador de símbolos, lendas, fábulas, histórias, religiões, mitos, comportamento e tudo mais que esteja relacionado ao pensamento humano. Dessa forma, as linhas de Umbanda também foram pensadas em cima de arquétipos e mitos, pois isso facilita a aceitação e o entendimento em relação as entidades espirituais. Por exemplo:A linha de caboclos foi pensada em cima do arquétipo do “herói”, ou seja, daquele que faz sempre a luz prevalecer sobre as trevas, um ser justo, puro, bondoso, mas ao mesmo tempo corajoso o bastante para lutar e defender seus filhos. Esse arquétipo tem sintonia ideal com o mito criado em cima da figura indígena, um povo forte, justo, guerreiro, etc. Dessa forma surgiu a linha de caboclos, fundamentada em cima da figura mítica do índio brasileiro e que logo se tornou a linha de frente dos trabalhos de Umbanda, por motivos obviamente relacionados às qualidades apresentadas pelos espíritos militantes dessa egrégora, assim como pela empatia que a figura arquetípica do “herói” desperta nas pessoas. E aqui não estamos comentado a respeito do que já foi falado e é de conhecimento dentro da Umbanda, pois em Oxossi a figura do índio ganha nova sustentação, assim como na figura de Ogum também, por exemplo. Seguindo a linha de raciocínio, temos em Exu o “anti-herói” típico, ou seja, espíritos tão valentes e guerreiros como os “heróis/caboclos”, mas que ainda apresentam traços extremamente humanos dentro de sua personalidade, em contraste com a postura sempre correta, pura e equilibrada dos caboclos. O mito utilizado como referência dentro da linha de guardiões foi a própria figura mitológica do Orixá Exu, que apresenta através do mito yorubano comportamento semelhante ao que aqui está descrito. Por isso também a linha de guardiões foi chamada de Linha de Exu, sendo totalmente diferente do que chamamos de Exu dentro do culto tradicional africano. Logo, entendam que os espíritos de caboclos, pretos-velhos e exus (assim como de todos os outros guias de Lei de Umbanda) ganham essa roupagem apenas dentro do culto umbandista, pois em outras culturas atuarão e se apresentarão de forma diversa, pois um mito é fruto do ambiente sócio-cultural, enquanto um arquétipo é universal e inerente a todos os povos. Por tanto, os próprios guias de Umbanda são universais, atuando de forma discreta e desprovida de ego em muitas religiões e tradições espirituais, ocultados por roupagens energéticas que simbolizam a egrégora, o arquétipo e a vibração que dá sustentação ao trabalho por eles realizado. A maioria das chamadas linhas de Umbanda são muito mais antigas que a própria Umbanda, tendo em sua militância espíritos das mais diversas etnias ou culturas. O fator agregador dessas consciências espirituais é a sintonia com o arquétipo que existe por detrás de cada linha, que também pode ser identificado como um Orixá, uma vibração, um sentido, um elemento, um Santo, etc. O comentário aqui tem como ponto central os arquétipos, por entender que com isso comenta-se algo não explicado de forma aberta dentro da Umbanda, mas principalmente, abre-se o conteúdo umbandista para pessoas não familiarizadas com o universo mítico afro-brasileiro. Para o Umbandista ou para alguém com algum conhecimento dentro dos cultos afro-brasileiros, chamar a linha de guardiões de Exu é muito útil, facilitando o entendimento, pois a própria figura de Exu já representa muita coisa a respeito daquela entidade. Mas para um espírita, por exemplo, é complicado compreender o uso desse termo. Seria melhor o termo “guarda” ou “guardião”. Agora imaginem para um oriental… Outra teria que ser a abordagem! Por isso desses comentários em cima dos arquétipos e mitos formadores das linhas de trabalho. Essa também é uma abordagem em sintonia com o que acontece no astral, pois nele os espíritos são agregados através da afinidade mental/emocional, que vai muito além da barreira da língua, religião, cultura, etc. O que é dentro da Umbanda chamado de linha de pretos-velhos (e surgiu com o nascimento da mesma), no astral é uma grande egrégora, grupo ou fraternidade espiritual (muito mais antiga que a própria Umbanda) que congrega espíritos que tem na maturidade consciencial sua principal característica. Que no arquétipo do “ancião” encontra seu eixo psicológico e em uma vibração conhecida como Obaluayê/Yorimá pelos umbandistas, mas que ganha outros nomes nas tradições religiosas mundiais, e mais outro dentro do plano espiritual, sua sustentação vibracional.

PERGUNTA: Quer dizer que a linha dos pretos-velhos surgiu com a Umbanda, mas no astral ela já existia como uma antiga egrégora que congregava espíritos com as mais diversas vivências?
PAI ANTÔNIO: Pedindo licença para minha irmã Benedita, vou comentar a esse respeito. É sim verdadeiro que o que chamamos de linha de pretos-velhos na Umbanda é muito antiga no astral, remontando as mais diversas épocas da humanidade. É claro que ela nunca foi conhecida como “linha dos pretos-velhos” ou continha em si divisões como “José da Guiné”, “João de Angola” ou “Maria Conga”, etc. E isso é uma coisa que gera ainda hoje muita confusão no meio umbandista, por isso deve ser muito bem explicada. Como fraternidade espiritual, essa egrégora vem acolhendo espíritos dos mais diversos, formando um contingente que conta aos milhões nos dias de hoje. Os próprios mentores maiores dessa fraternidade espiritual são espíritos elevadíssimos, que tem como trabalho cuidar da evolução da humanidade de forma a abranger todo o planeta. São senhores dos carmas coletivos, unificados em consciência com os Sagrados Orixás. Muitos deles atuam exclusivamente através do corpo mental, tendo abandonado a utilização do corpo espiritual/astral há milênios. Isso é um fato. Agora, a linha dos pretos-velhos, e com essa designação estamos envolvendo: a forma de se manifestar, as muitas linhas de trabalho, falanges, ritualística própria, etc, etc, apenas surgiu com o nascimento da Umbanda, em solo brasileiro. Tanto a Umbanda quanto os pretos-velhos foram “pensados” em cima do contexto social, cultural, ético, do Brasil e da atual humanidade. A figura do preto-velho foi aproveitada e ela obviamente só pôde surgir a partir da diáspora negra e a resistência da escravidão aqui no Brasil. A figura do índio/caboclo só pode surgir com a exploração e dizimação dos índios de então. Acredito que isso ficou muito claro na abordagem anterior feita por Vó Benedita, onde ela explicou a questão arquetípica e mítica. Dessa forma falamos de duas coisas distintas: Primeiro de uma egrégora ou fraternidade espiritual milenar e universal, formada por “anciões”, ou espíritos ligados à maturidade consciencial. Segundo, sobre uma forma de manifestação dessa fraternidade dentro dos trabalhos espirituais de Umbanda, que é a linha dos pretos-velhos, surgida e pensada no astral a não mais de 200 anos.

PERGUNTA: E quanto às outras linhas de Umbanda? Mesmo entendendo que a forma como elas se manifestam tenha surgido junto do movimento umbandista, elas também seriam mais antigas no astral que a própria Umbanda?
PAI ANTÔNIO: Sim, com certeza muitos dos agrupamentos espirituais que respondem dentro da Umbanda por nomes simbólicos e apresentam-se através da roupagem energética de caboclos, pretos-velhos, baianos, boiadeiros, exus, etc, são muito antigos dentro do astral. A linha de guardiões e guardiãs conhecida como linha de esquerda, atua há milênios no astral do planeta. A forma de entendê-la como linha de Exu é que nasceu dentro do movimento umbandista. Apesar do preconceito ainda existente, a Umbanda é responsável pela abertura do conhecimento em relação a essas entidades responsáveis pela LUZ nas regiões mais trevosas e densas ligadas ao astral da Terra. Daqui a alguns anos, muitos grupos espiritualistas estudarão Umbanda como uma forma de melhor conhecer a atuação dessas entidades protetoras. Quando as barreiras do preconceito caírem por inteiras, então os irmãos espiritualistas das mais diversas tradições verão o universo riquíssimo que a Umbanda descortina através de seus nomes simbólicos, ritualística, linhas de trabalho, etc, etc.

Ramatís e a Umbanda.