A Mente é sua maior Mandinga

Saudações fraternais aos meus queridos irmãos do blog.

Existe um Princípio muito famoso chamado “Princípio de Pareto”, também conhecido como princípio 80-20. Ele afirma que para muitos fenômenos, 80% das consequências resultam de 20% de causas. Aplicando isso para o cotidiano, mais especificamente em vendas, 20% dos clientes correspondem em pelo menos 80% dos lucros de qualquer negócio, é um princípio extremamente estudado e muito bem aceito em vários campos de estudo da ciência e da psicologia e em minha humilde opinião, ´não fugiria também da prática religiosa.

Vejo muitos irmãos de santo aqui, com a vida parada e com apenas um banho de ervas, a vida modifica-se da água pro vinho, com apenas um patuá ou um amuleto (Que será explanado em um post específico que está sendo preparado conforme prometi) as coisas mudaram de forma significativa. Que apenas com um simples alguidar na encruzilhada, seus negócios alavancaram e com isso, cria-se essa fé exacerbada em torno de muitos elementos umbandistas.

Quantos irmãos dedicam toda a sua devoção a uma mandinga de um catimbozeiro ou até mesmo a mironga de um vozinho dentro dos terreiros???

Gostaria de salientar veementemente que não estou diminuindo e nem negligenciando esses elementos, como banho, amuleto ou oferenda, e repito incessantemente, não estou menosprezando de forma alguma esses meios “mágicos” para abertura de caminhos, vencimento de demandas, cura, reconciliação, entre outras graças alcançadas; Contudo, gostaria de realizar uma enorme ressalva, em qual proporção isso ocorreu? 20% de vocês e 80% dos guias? A Proporção Inversa? Quem sabe? Para tudo na vida, nada é 100%, exceto para aqueles que curtem a vitimização ou a terceirização de culpa, nunca são culpados de nada, sempre os outros, quem nunca se deparou com esse tipo de gente?

O que eu gostaria de enfatizar aqui, é que não existe graça sem crença, não existe cura sem a “fé”, os meios externos ajudam de forma significativa sim, porém, o princípio realizador de qualquer feito é você mesmo! Existe um livro que recomendo a todos lerem chama “Cura Quântica” do Deepak Chopra, ele possui meios alternativas de curar doenças terminais e seu índice de sucesso é altíssimo, e ele explana em seus livros que a mente é a realização de tudo, mas nós, somos condicionados a acreditar sempre no externo, sempre naquilo que os olhos veem. Nos livros de Saint Germain, ele enfatiza a todo momento o poder da mente até mesmo para eliminação de peso (no sentido gordura corporal), e digo-lhes que isso ajudou de forma significativa a minha eliminação de gordura.

Uma vez um guia espiritual me disse que a Umbanda, o processo de incorporação em si é um meio de resgatar a todos a sua própria capacidade de transformação e realização, ainda não sei ao certo tudo o que ele quis dizer, mas aprendi que cada mironga, cada passe, cada fumaça, cada oferenda só existe sucesso quando é feito de forma positiva e com fé naquilo que estamos fazendo, ou seja, grande parte do processo de realização parte de sua própria força de Vontade, da credibilidade que você emprega naquilo que você faz.

O que eu gosto muito de aprender com os guias espirituais, é que em nenhum momento eles possuem a Vaidade de dizer que foram Eles que realizaram as coisas, pelo contrário, primeiramente eles enfatizam o merecimento e a Permissão do Altíssimo e em segundo lugar, muitos deles, dizem que não fizeram absolutamente nada, que simplesmente “ajudaram”. Algumas vezes, algumas pessoas vinham agradecer o Tranca-Ruas ou até mesmo algum outro mentor que eu sirvo, eles diziam que se quiserem agradecerem, dê uma “caixa” (Depois entendemos que é uma cesta básica) para quem precise, nem que fosse para um parente próximo.

Esse princípio podemos aplicar em nossa própria “incorporação”, muitas vezes “assumimos a frente” do guia, às vezes podemos estar apenas 20% conscientes e outras vezes, 80%, com quem nunca isso aconteceu?

Por isso é importante sempre estudar, quando isso acontecer, vocês também serão capazes de operar graças, como mesmo disse no post “Mediunidade Consciente ou Loucura”, nunca estamos 100% e às vezes, nem 10%, como dar continuidade ao trabalho dos mentores? Acreditando em si mesmos e neles.

Sempre digo no blog, sua Força de Vontade é a Atuação Divina sobre você, “Querer é Poder”, um ditado Shaolim diz: “Não existe não consigo, existe não quero!!!”

Importante ressaltar, como ainda não utilizamos toda a nossa capacidade cerebral e consequentemente nossa capacidade mediúnica, é imperativo a utilização de meios externos até mesmo como ferramentas para atingir o que precisamos, essas ferramentas são COMPLEMENTARES para atingirmos os resultados almejados, seja magia com a fundanga (pólvora), seja um ponto de descarga, uma defumação, são meios auxiliares para que possamos complementar nossa manipulação fluídica e enfim, a magia, a simpatia, o feitiço ou qualquer outra denominação que tenha empatia.

Mas como sempre enfatizo e muitos discordam, a maior mandiga que você pode carregar é a sua cabeçam, o seu pensamento firme e focado, alguns podem denominar como fé, outros como crença, outros como positivismo, independente da denominação, isso é preponderante para qualquer coisa que busquemos, mas infelizmente, estamos condicionados a simbolismos e elemento externos, só realmente vendo o elemento é que acreditamos na eficácia da magia, ainda somos muito condicionados ao sentido da visão, e conforme uma vez foi me dito por um mentor: “Os olhos da carne traem”.

Repito, os meios auxiliam, muitas vezes apenas como simbolismo mágico, outras vezes, como elementos fluídicos necessários, como o fogo da vela, o aroma de uma erva, mas tudo isso é pífio se a mente daquele que realiza não acredita no seu potencial.

Qual a porcentagem que esses elementos influenciam em sua crença? 80% de sua mente e 20% os meios auxiliares ou o inverso?

Reflitam…

Apenas mais um bate-papo informal sobre conceitos da Umbanda em geral.

Neófito da Luz.

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Ramatís e a Pólvora

PERGUNTA: Há fundamento na queima de pólvora ou círculo de fogo em torno das pessoas enfeitiçadas, como é próprio dos terreiros?

RAMÁTIS: Quando a pólvora é queimada num ambiente “ionizado” pelos técnicos benfeitores do mundo espiritual, ela age por eletrização e pode até causar queimaduras violentas em certas entidades ali presentes, cujo perispírito muito denso e sobrecarregado de éter-físico ainda reage sob os impactos do mundo material. Os espíritos subversivos ou obsessores fogem espavoridos do ambiente onde atuam, quando a queima de pólvora é feita por médiuns ou magos experientes, pois alguns deles são bastante escarmentados em tais acontecimentos. A pólvora prepara pela arte da magia age de modo vigoroso e positivo no lençol elétrico e magnético do mundo oculto, pois além de acicatar os espíritos malfeitores desobstrui as cortinas de miasmas estagnadas em ambientes enfermiços.
Já explicamos que toda substância, coisa, objeto ou planta do mundo material, inclusive os seres vivos, são núcleos energéticos que exalam energia radioativa, formando-lhes uma aura fortemente impregnada no éter-físico em efervescência na circulação do seu duplo etérico. A rosa física, por exemplo, é a representação exterior e mais grosseira da verdadeira rosa cintilante de cor e exuberância de perfume, que palpita na vivência do mundo oculto. Da mesma forma, o enxofre material é apenas a cópia ou duplicata do mesmo enxofre etérico, que atua mais vivamente no mundo étero-astral. A pólvora, conseqüentemente, cuja forma comum é constituída de uma mistura de enxofre, salitre e carvão, tanto explode no campo físico, como ainda eclode mais intensamente no mundo oculto, libertando as energias entéricas das substancias de que se compõe. Mesmo a pólvora sem fumaça, feita de nitroglicerina misturada a nitrocelulose, também é um produto de elementos que atuam possivelmente no mundo etérico e desintegram os fluídos daninhos.
Nos trabalhos mediúnicos sob o comando dos pretos-velhos, índios e caboclos experimentados na técnica de física transcendental, as pessoas cujo o perispírito sobrecarregado de fluidos perniciosos mostra-se com sinais de paralisia, são submetidas a “roda-de-fogo”, ou queima de pólvora, cuja a descarga de ação violenta no mundo etereoastral desintegra as escórias perispirituais e saneia a aura humanal. O mesmo salitre, que os entendidos usam para dissolver a aura enfermiça dos objetos enfeitiçados, depois de misturado ao enxofre e carvão, constitui a pólvora, que ao explodir compõe um ovo áurico no mundo etero-astral, muito semelhante ao cogumelo da bomba atômica, desagregando miasmas, bacilos, vibriões e microorganismos psíquicos atraídos pelo serviço de bruxaria e obsessão.

Ramatis
Hercilio Maes
Magia de Redenção

Pólvora

O chamado ponto-de-fogo, um dos mais utilizados recursos da Umbanda e dos Cultos Africanos, é o efetuado com a pólvora e para finalidades as mais diversas. Seu uso na Magia Negra é bastante difundido e os feiticeiros o utilizam em suas investidas contra seus adversários ou suas vítimas. 
A pólvora é também conhecida por fundanga ou tuia e a sua fabricação pode ser caseira ou industrializada. A diferença entre uma e outra é idêntica a dos defumadores ou banhos de ervas colhidas e os comprados em firmas especializadas, isto é, nestas falta-lhes o preparo mágico indispensável e a dosagem exata de seus componentes o que, por vezes, impede seja atingido o fim colimado. 

Fundanga é uma expressão de origem kimbundo e seu significado, naquele idioma, é exatamente, pólvora. 

Quanto a tuia, ainda que por sua morfologia nos afigure palavra de origem indígena é oriunda do ioruba tuyo que significa expelir, deslocar para fora. 

A palavra representativa de pólvora nos idiomas indígenas, somente a fomos encontrar no tupi e é uma palavra arcaica e obsoleta na Umbanda, pois jamais ouvimos sequer um Caboclo solicitar mocacui para seus trabalhos, dando preferência, invariavelmente, às expressões de origem africana.  

A pólvora é um elemento de Magia ambivalente prestando-se, destarte, à serviços para o Bem e o Mal. É, pois, por sua potência, um dos recursos mais utilizados pelos feiticeiros para o enfeitiçamento de pessoas ou coisas tendo, ainda, o inusitado dom de transmitir ou conferir, a quem quer que seja, todo o poder que sua utilização seja feita com a estrita obediência dos preceitos de Magia e independentemente do fim a que se destina. 

Tais fatores, conjugados, nos levam à conclusão de que todos os trabalhos com pólvora exigem uma concentração e precaução extraordinárias. Daí o porquê só devam ser feitas por entidades, na sua quase totalidade Exus, ou quando considerarem oportuno, delegarem poderes a um médiumespecializado para sua execução. 

O primeiro nos impulsiona constantemente para a frente e para o alto nos dá ânimo e pertinácia em todos os nossos passos, nos concede o ardor, a iniciativa, o espírito de luta, a vontade e a capacidade de satisfazer nossos desejos atingindo o objetivo de nossas aspirações mas, em troca, nos oferece a inquietude, a inconstância e o amor às mudanças e novidades, a impulsividade que nos leva a ações inconseqüentes, recolhendo frutos não amadurecidos e perdendo os melhores e mais compensadores resultados de nossos esforços. 

O segundo, é aquele que nos tolhe e nos traz desenvolvimento, fazendo-nos introspectivos, nos causa medo e a reflexão, nos leva a cingir-nos e a fixar-nos tanto no erro quanto na verdade, nos hábitos viciosos e virtuosos, nos torna fiéis e perseverantes, firmes em nossa vontade e tenazes esforços, e nos capacita a atrair aquilo para o que estamos interiormente sintonizados pelos nossos pensamentos, convicções e aspirações. 

Em contraposição, nos acarreta a desilusão e o discernimento, nos afasta das mudanças e de toda ação irreflexiva, porém, também, de todo progresso, esforço e superação. 

Apresenta-nos, agora, o terceiro componente, o carvão, inteiramente distinto dos demais, pois sua propriedade primordial é a fácil absorção dos fluidos de quaisquer naturezas. Assim sendo, todas as emoções astrais são por ele retidas e, por isso, desembaraça os objetos materiais dos fluidos de que se encontram impregnados. Sua ação intermediária, neste sentido, se caracteriza pela lentidão e segurança, e o fato de agir em estado natural obrigam-nos a conjurá-lo quando em seu uso em trabalhos de Magia, a fim de limpa-lo dos maus fluidos de que, porventura, esteja impregnado. 

Hermeticamente, o carvão, em seu estado natural é o símbolo da Constância e, em combustão, do Fervor, isto porque, neste estado, consegue dissolver o mais duro dos metais. 

O estudo acurado dos elementos componentes da pólvora e da dualidade de suas funções, inerentes a tudo o que existe no Universo, é suficiente ao iniciado para saber onde, quando e como usa-la e, ao Mago, para possibilitar-lhe o conhecimento de seus efeitos malévolos contra indivíduos e coisas, se utilizada no campo da Magia do Mal, assim como aquilatar o poder e os conhecimentos de quem a empregou. 

De tudo o que dissemos, deduz-se que a pólvora jamais deve ser queimada dentro de casas ou ambientes fechados e sim, próxima a aberturas, pois o recinto fechado não permite a evaporação das camadas deletérias por ela deslocadas em sua explosão, o que determinará o sobre carregamento do ambiente de novos resíduos, estes já oriundos de sua ação. 

Apesar de ser a pólvora a força máxima pra limpeza, seu uso deve ser restrito a casos da mais absoluta necessidade e, além dos cuidados já arrolados no presente trabalho, sob a responsabilidade do Guia-Chefe ou de seu preposto, com o auxílio, é evidente, das falanges trabalhadoras ou evocadas. Outrossim, jamais poderemos iniciar sua combustão senão com fósforos pelo mão-de-fogo, ou charutos, no caso de entidades incorporadas. Em hipótese alguma utilizaremos a chama de velas para tal fim e, muito menos, isqueiros. 

Concluindo, queremos frisar que algumas casas, face aos solertes ataques que são dirigidos à nossa Religião, taxada de primitiva, mercê de seus rituais, vêm abolindo o uso da tuia às vezes até em choque com as instruções emanadas dos Guias. A estas acometidas podemos antepor o uso dos fogos nas procissões e festas católicas, principalmente nas de São João, Pedro e Antônio e que, em suma, nada mais representam que uma queima, semelhante aos seus efeitos, ao nosso ponto-de-fogo. Ademais, quando o Astral Inferior que envolve nosso Planeta com suas densas camadas, encontra-se sobrecarregado de cascões, vampiros, magos negros, corpos astrais de animais, formas de pensamento maus, de criação consciente ou inconsciente, artificiais humanos e invólucros vitalizados, estes da mais alta periculosidade e utilizados nos trabalhos de Vodu, o Alto, em sua Eterna Sabedoria, envia violentos temporais cósmicos, onde os efeitos luminosos da queima da pólvora cumbem, pela eletricidade cósmica, de limpar o ambiente. É claro que tais tormentas, tão bem descritas por André Luiz, chegam até nós sob a forma de cataclismos materiais que, em que pese a violência de que se revestem, nada mais são que meros reflexos dos originais. 

Então o fogo produzido pelas descargas elétricas age sobre os componentes da pólvora desanuviando o ar pesado e tenso acumulado durante o longo período que as antecedeu. 

A descarga da pólvora que efetivamente nada mais é que um insignificante arremedo, no Microcosmo, dos recursos utilizados pelo Poder Universal com idênticas finalidades, é claro, as enormes proporções que o separam do Macrocosmo. 

Ao encerrarmos, voltemos à tecla que jamais cansaremos de acionar: se o irmão não estiver devidamente preparado, se não possuir o axé de mão-de-fogo e, principalmente, se não encontrar previamente autorizado por nossos Grandes Mestres ouça nosso conselho e não se arrisque inutilmente a executar vaidosamente um trabalho de tal monta. Se o fizer, estará em idêntica situação de um motorista que, ansioso para mostrar sua habilidade e competência, não se peja em pôr em risco não apenas sua vida, mas, o que é mais grave, a de todos que o acompanham em seu veículo. E, se alguma vez sentir-se tentado a faze-lo que, nesta hora, ressoem em seus ouvidos a Curimba de Fogo, a fim de alerta-lo sobre o erro em que incindirá: 

Só queima tuia quem pode queima 

Meu ponto é seguro, não deve falhá 

Só manda fogo quem pode mandá 

Meu ponto é seguro, meu Pai Oxalá 

Caso, no entanto, esteja capacitado a faze-lo, que Oxalá o permita, nunca sua mão se aproxime de um ponto-de-fogo com intenções outra as que não a de trazer benefício aos seus semelhantes. Que sua conduta seja reta, sua fé acendrada e a confiança em seus conhecimentos inabalável. Que o irmão aprove, sempre em todas as oportunidades, que é um verdadeiro portador do axé de fogo. 

 
Sarava!  
 
Adalberto Antônio Pernambuco Nogueira
Distribuido por Instituto Caminhos do Oriente.    

Elemental Fogo

In Lak’ech = Um cumprimento Maia que significa “Eu sou outro você”.

Exaustivamente ouvimos que a Umbanda é uma religião que cultua a natureza bem como suas vibrações. Em muitas escolas, aprendemos que a Umbanda cultua o desdobramento ou qualidades ou até mesmo vibrações do Criador. Que os orixás nada mais são que forças da natureza presentes em nosso orbe. Baseado em tais afirmações, achei interessante começar a escrever sobre os elementais, começando pelo elementar FOGO, muito utilizado na liturgia umbandista, seja no ato de queimar a pólvora, comumente chamada de fundanga ou até mesmo tuia, seja na defumação, o ato de queimar as ervas e purificar o ambiente, seja no próprio fumo, onde as entidades queimam os condesadores de energia para realizar os seus trabalhos magísticos e também nas velas, no ato de acender a vela estamos automaticamente evocando a energia do elementar Fogo.

O Fogo desde os primórdios de nossa cultura é considerado um elementar de extrema importância, principalmente em rituais iniciáticos. O Fogo é a evocação da Energia Ígnea.

A Palavra Ígnea vem do Latim Ignis, que é originário do sânscrito Agni, o Deus do Fogo. No Panteão Hindú é um Deus Imortal, porque a chama não morre, a todo momento ela é reacesa e também é um Deus Jovem, porque o Fogo se Renova. No Zoroastrimo é também chamado de Atar.

Na mitologia Romana, o Deus do Fogo é Vulcano, e na Grega é Hefesto. Todas as grandes mitologias atribuíam o Fogo a Uma Energia Divina. No esoterismo, diz-se que os espíritos elementais dos fogos são as salamandras. Pouco se sabe sobre as salamandras, apenas que são espíritos gigantescos usando armadura de fogo, alguns dizem que possuem formato de dragão e outros dizem que são humanóides cobertos de fogo. Diz-se que o home,m não tem o conhecimento e nem pode lidar diretamente com as salamandras, pois como atuam no mundo ígneo, é capaz de transformar o homem em cinzas em questão de instantes. Apenas especulações, mas é importante sabermos um pouco de tudo… Conhecimento nunca é demais.

Nos rituais Afro-Brasileiros há uma controversia, para alguns o Deus do Fogo é Xangô, para outros, Ogum. Dentro do que eu estudei e que me foi ensinado, é Xangô.

Na Alquimia é o Elemento Preponderante para qualquer reação química, o Fogo é o Agente Transmutador, é o que altera e modifica partículas. É o elemento de combustão, de ignição, que gera calor e luz.

Peguei apenas um trecho de um site que eu gosto muito, o howstuffworks:

O que é fogo?

Os antigos gregos consideravam o fogo um dos elementos fundamentais do universo, junto com a água, a terra e o ar. Esse conjunto faz sentido intuitivamente: você pode sentir o fogo assim como pode sentir os outros três elementos. Você pode também vê-lo, cheirá-lo e movê-lo de um lugar para o outro.

Mas o fogo é algo completamente diferente. Terra, água e ar são formas de matéria (eles são feitos de milhões de átomos agrupados). O fogo não é matéria, mas sim um efeito secundário visível e tangível da matéria emmodificação (é parte de uma reação química).

Normalmente o fogo surge de uma reação química entre o oxigênio na atmosfera e algum tipo de combustível (madeira ou gasolina, por exemplo). Obviamente, a madeira e a gasolina não pegam fogo espontaneamente só porque estão cercados de oxigênio. Para que a reação de combustão ocorra, você precisa aquecer o combustível até sua temperatura de ignição.

Percebemos que em todas as filosofias o Fogo é Extremamente Importante, principalmente nas liturgias religiosas.

Posso dissertar várias páginas sobre o elemento Fogo, mas fugiria do escopo e as pessoas tendem a fugir de posts muito longos, então vou dividí-lo em partes. Por agora, preciso ser mais objetivo no assunto e posteriormente entrarei em maiores detalhes.

Conforme já mencionado anteriormente, o Fogo é um elemento de extrema importância para o ritual umbandista, aliás, em todas as religiões, sejam pagãs, neopagãs, o fogo tem importância primordial para qualquer ritual.

Na Umbanda, não foge o caso, o fogo está presente em todos os sacramentos, mas qual o valor espiritual e metafísico que o fogo representa?

Como já mencionado, fogo é o elemento da combustão, ignição, ele gera calor e luz, o fogo queima, transmuta, transforma, então vamos exemplificá-lo dentro de nossos rituais.

A queima da pólvora,  que é um elemento de aceleração de partículas, é capaz de romper a camada material infiltrando na camada espiritual e realizando a limpeza, em outras palavras, é uma função extremamente poderosa de limpeza no campo físico e extrafísico. A junção do Fogo que é o elementar que transcende os sentidos físicos com a pólvora, que é um acelerador de partículas, é um excelente meio para queima de miasmas e outras cargas deletérias, geralmente é utilizada por mentores que atuam no feixe negativo do Cosmico, muito comumente utilizada para o trabalhos dos guardiões, onde o trabalho é feito de uma forma mais intensa atuando no choque de forças.

No caso da defumação, o princípio é parecido, o elemento fogo transcende o portal da matéria e junto com as ervas, que são elementos do reino vegetal que também são ótimos condensadores e catalisadores de energia, atua na limpeza, firmeza, potencialização  e proteção dos templos. Cada erva possui a sua qualidade vibratória e está inerente às vibrações dos Orixás. As Ervas também são agentes mágicos e já é comprovado cientificamente pela aromaterapia e feng-shui todas suas qualidades e benefícios, seja pela queima, pelo banho ou pela ingestão das mesmas. É sabido que cada erva é utilizada para um determinado fim e a união do poder das ervas com a combustão da mesma, torna um agente extremamente eficaz para diversas funções. Sem contar com o elemento ar, o principal veículo de condução de energia que será comentado em posts posteriores.

A queima do fumo segue praticamente o mesmo princípio, mesmo porque a entidade não traga o fumo, ela só defuma o ambiente e o consulente se necessário, importante salientar que o recepiente de onde está armezado o fumo também é essencial, no caso, o Chico Preto exige o cachimbo de barro, que sabemos que é uma mistura heterogênea de terra e água, outros dois elementais que serão discutidos em posts posteriores no blog. Alguns também exige o cachimbo de madeira, nào a trabalhada, mas a madeira rústica, que é um elemento do reino vegetal também e ajuda no trabalho magístico das entidades.

Temos a vela, que é feita de cera animal ou pode ser feita também de parafina, que é um composto do petróleo, ótimo condutor e de baixa combustão, dentro da vela temos o pavio, que conduz muito bem o calor sendo suprimido pela evaporação da cera da vela. A vela possui inúmeros significados que eu preparei um post somente para isso, vou focar apenas no caso da Umbanda nesse post, que é um sinal de elevação, devoção e comunhão com o guia ou o orixá que estamos demandando nossa vibração. A Chama da Vela simboliza a Luz, o Elo de ligação entre a Luz que nos Anima que a Luz dos Guias e Orixás, que provém da mesma Fonte de Energia: Deus.

Importante salientar que nem os guias e Orixás dependem da vela para possuírem luz, muito se ouve falar que acendemos velas para dar mais luz aos guias, o que seria muito fácil, seria só eu acender vela todo dia pra mim que com 40 anos me tornaria um Deus. A Vela é apenas o elo de ligação, entre a Nossa Fonte de Energia e a dos nossos mentores, é uma forma de simbolizar a Luz que nos une e de certa forma de entrar em sintonia com aquela vibração para que possamos agradecer ou solicitar. Através da vela, podemos transmutar nossos pedidos de acordo com a vibração do Orixá que está recebendo-a. É uma forma de fundirmos com a energia daquele que estamos acendendo vela.

Por isso, em minha opinião, a cor da vela é mais um adorno, um ponto de referência de nosso veículo mental para uma determinada vibração do que a utilizada propriamente dita. A Chama não tem cor e a parafina é um colorante, o que no ponto de vista espiritual, não significa muita coisa.

A cor é uma referência apenas para que possa ajudar em nossa firmeza com a cor vibratória daquele orixá, por exemplo, como a cor vibratória de Oxóssi é o verde, acendemos a vela verde afim de entrarmos em sintonia com essa vibração, mas a eficácia do trabalho é muito mais a mente, ao poder ali direcionado juntamente com a fé, onde a cor não tem nenhuma importância.

Posteriormente elucidarei mais sobre o assunto e tentarei esmiuçar um pouco mais esse tópico.

Essa semana estive muito ocupado com o trabalho e só consegui me dedicar ao mundo extrafísico, ontem e hoje.

In Lak’ech

Neófito da Luz.

“Testando” as Entidades. (Testando os Guias Espirituais)

Saudações Fraternais.

Galera, chegou um e-mail de um questionamento, inclusive delicado de um centro aqui em Guarulhos.
O Babalaô acende pólvora na mão dos filhos para ver se está incorporado. Sendo um pouco menos formal, esse cara merece ser mergulhado em um caldeirão ardente de dendê pra ver se ele tem guia também.

Essas e outras práticas de extremo primitivismo me remetem aos tempos tribais, onde eram necessários testes extremamente ignóbeis para comprovar a veracidade de alguma coisa.
Em minha humilde opinião, existem outras formas de “testar” a entidade sem comprometer a integridade física do medium que está incorporado.

Imagine o constrangimento do medium que no dia não está tão firme e para não causar melindres ou não debilitar a sua credibilidade, acaba aceitando submeter-se a isso? Sim, teremos um grande problema!
E senhores, me desculpem. Guia que realmente está firme não se sujeita a vaidades pueris e ignorância do sacerdote, aliás, nem chamo de sacerdote uma pessoa dessas, é no mínimo um líder tribal.

Não são todos os dias que estamos com a comunicação perfeita, cabe ao dirigente do templo enviar o medium apenas para curas ou passes, ou o próprio medium ter a decência de não trabalhar ou evitar trabalhos mais pesados.
Já presenciei mediuns não tão firmes e que sua entidade veio falar de traição, que a “rabo-de-saia” do consulente era adúltera e que havia saído, detalhe? Ela estava comigo no dia.
Isso sim é um medium que deve arder no caldeirão do inferno [risos]. Esse mesmo medium quando veio me chamar pra conversar, eu perguntei de um tio, algo que nunca tive, e ele disse que meu tio em breve iria morrer (BACANA).

É esse espetáculo circense que cada dia degrada ainda mais a imagem da religião. Mas depois mando o meu desabafo pessoal, vamos nos atentar apenas ao assunto do post.

Um terreiro de candomblé que eu visitei, mandava os mediuns incorporados colocarem a mão num caldeirão fervente de água, e alguns guias colocaram a mão e ficou o vermelhão no braço do medium.
Um boiadeiro fazendo isso, fez um grunhido de dor. Vamos considerar alguns fatores:

1) Desculpem-me a expressão, mas quem é o infeliz ser de luz que causa isso ao seu filho? A um filho que desprende do seu tempo, de suas atividades para servir à Luz?
2) Que guiazinho é esse que é controlado por um dirigente errôneo e terrícola? O que ele quer provar para um ser de carne que está bem abaixo dele?
3) Que sacerdote é esse que não confia no axé do seu filho?
4) Estamos em que ano no calendário mesmo?

Pra algumas coisas eu sou categórico e até radical, acho inadmissível esses tipos de testes dentro dos terreiros, qual o propósito de testar a entidade? Ver se está incorporado? Bacana, o interessante é que o próprio guia
do dirigente também “erra”, nessa mesma casa, só tive previsões infundadas. Porque seus próprios guias não o testam no caldeirão? Acho interessante isso.

Aí eu ouvi do dirigente do centro: O medium firme não sente dor, o medium firme não é queimado. Outras afirmações de pessoas com pouco estudo e pouco conhecimento sobre os mecanismos de incorporação.
Queridos senhores, a matéria de quem a entidade usa? Querem me dizer que no plano físico quando estamos incorporados os guias desafiam a lei da física, seria isso? Alguém já viu guia voar? Levitar?
Alguém já viu algum guia trabalhar com alguma labareda entre as mãos?

Caros, convido-os a serem mais inconformados, a se questionarem mais sobre as coisas, quem tem que provar algo pra quem?
Uma outra questão: Obviamente a carne sofrerá por isso, o guia usa nossa matéria, como não queima? Por isso é de extrema importância removermos o véu de ignorância que tapam nossos olhos.

Então mediuns, não caiam nessa parafernalha de testes, podemos nos testar de formas simples, firmar o nome da entidade e ver se a mesma existe, após um passe, o consulente sair bem, uma palavra de consolo de algo que você não sabia, existem tantas formas de testes. Uma pessoa com más vibrações e após a atuação do seu mentor ela melhorar, são inúmeras as formas de se “testar”, não é necessário nenhuma depredação, agressão à sua integridade física.

Se um dia forem submetidos a testes tão infantis e superficiais, saibam que é o momento de mudar de centro, uma casa que ainda trabalha nesses princípios, ainda está bem longe da Luz e da Senda da Evolução.

É um tipo de postagem polêmica e a forma que eu coloco, pode piorar, mas essa é a minha visão, sem polimento, simplesmente a minha visão, sem escolher palavras, sem escolher o texto.

Não tanto em Paz Profunda assim, depois de ler o e-mail da irmã. [risos]

Neófito da Luz

“Testando” as Entidades.

Saudações Fraternais.

Galera, chegou um e-mail de um questionamento, inclusive delicado de um centro aqui em Guarulhos.
O Babalaô acende pólvora na mão dos filhos para ver se está incorporado. Sendo um pouco menos formal, esse cara merece ser mergulhado em um caldeirão ardente de dendê pra ver se ele tem guia também.

Essas e outras práticas de extremo primitivismo me remetem aos tempos tribais, onde eram necessários testes extremamente ignóbeis para comprovar a veracidade de alguma coisa.
Em minha humilde opinião, existem outras formas de “testar” a entidade sem comprometer a integridade física do medium que está incorporado.

Imagine o constrangimento do medium que no dia não está tão firme e para não causar melindres ou não debilitar a sua credibilidade, acaba aceitando submeter-se a isso? Sim, teremos um grande problema!
E senhores, me desculpem. Guia que realmente está firme não se sujeita a vaidades pueris e ignorância do sacerdote, aliás, nem chamo de sacerdote uma pessoa dessas, é no mínimo um líder tribal.

Não são todos os dias que estamos com a comunicação perfeita, cabe ao dirigente do templo enviar o medium apenas para curas ou passes, ou o próprio medium ter a decência de não trabalhar ou evitar trabalhos mais pesados.
Já presenciei mediuns não tão firmes e que sua entidade veio falar de traição, que a “rabo-de-saia” do consulente era adúltera e que havia saído, detalhe? Ela estava comigo no dia.
Isso sim é um medium que deve arder no caldeirão do inferno [risos]. Esse mesmo medium quando veio me chamar pra conversar, eu perguntei de um tio, algo que nunca tive, e ele disse que meu tio em breve iria morrer (BACANA).

É esse espetáculo circense que cada dia degrada ainda mais a imagem da religião. Mas depois mando o meu desabafo pessoal, vamos nos atentar apenas ao assunto do post.

Um terreiro de candomblé que eu visitei, mandava os mediuns incorporados colocarem a mão num caldeirão fervente de água, e alguns guias colocaram a mão e ficou o vermelhão no braço do medium.
Um boiadeiro fazendo isso, fez um grunhido de dor. Vamos considerar alguns fatores:

1) Desculpem-me a expressão, mas quem é o infeliz ser de luz que causa isso ao seu filho? A um filho que desprende do seu tempo, de suas atividades para servir à Luz?
2) Que guiazinho é esse que é controlado por um dirigente errôneo e terrícola? O que ele quer provar para um ser de carne que está bem abaixo dele?
3) Que sacerdote é esse que não confia no axé do seu filho?
4) Estamos em que ano no calendário mesmo?

Pra algumas coisas eu sou categórico e até radical, acho inadmissível esses tipos de testes dentro dos terreiros, qual o propósito de testar a entidade? Ver se está incorporado? Bacana, o interessante é que o próprio guia
do dirigente também “erra”, nessa mesma casa, só tive previsões infundadas. Porque seus próprios guias não o testam no caldeirão? Acho interessante isso.

Aí eu ouvi do dirigente do centro: O medium firme não sente dor, o medium firme não é queimado. Outras afirmações de pessoas com pouco estudo e pouco conhecimento sobre os mecanismos de incorporação.
Queridos senhores, a matéria de quem a entidade usa? Querem me dizer que no plano físico quando estamos incorporados os guias desafiam a lei da física, seria isso? Alguém já viu guia voar? Levitar?
Alguém já viu algum guia trabalhar com alguma labareda entre as mãos?

Caros, convido-os a serem mais inconformados, a se questionarem mais sobre as coisas, quem tem que provar algo pra quem?
Uma outra questão: Obviamente a carne sofrerá por isso, o guia usa nossa matéria, como não queima? Por isso é de extrema importância removermos o véu de ignorância que tapam nossos olhos.

Então mediuns, não caiam nessa parafernalha de testes, podemos nos testar de formas simples, firmar o nome da entidade e ver se a mesma existe, após um passe, o consulente sair bem, uma palavra de consolo de algo que você não sabia, existem tantas formas de testes. Uma pessoa com más vibrações e após a atuação do seu mentor ela melhorar, são inúmeras as formas de se “testar”, não é necessário nenhuma depredação, agressão à sua integridade física.

Se um dia forem submetidos a testes tão infantis e superficiais, saibam que é o momento de mudar de centro, uma casa que ainda trabalha nesses princípios, ainda está bem longe da Luz e da Senda da Evolução.

É um tipo de postagem polêmica e a forma que eu coloco, pode piorar, mas essa é a minha visão, sem polimento, simplesmente a minha visão, sem escolher palavras, sem escolher o texto.

Não tanto em Paz Profunda assim, depois de ler o e-mail da irmã. [risos]

Neófito da Luz