Sou Como a Água – Como Nós Mediuns Devíamos Ser

Nenhuma barreira poderá represar-me e impedir que me torne um oceano.

Se barrarem minha passagem colocando grandes pedras no meu leito converter-me-ei em torrente, em cachoeira, e saltarei impetuoso.
Se me fecharem todas as saídas,eu me infiltrarei no subsolo.

Permanecerei oculto por algum tempo mas não tardarei a reaparecer.
Em breve estarei jorrando através de fontes cristalinas para saciar a sede dos transeuntes.

Se me impedirem também de penetrar no subsolo, eu me transformarei em vapor, formarei nuvens e cobrirei o céu.

E, chegando a hora, atrairei furacão, provocarei relâmpagos, desabarei torrencialmente, inundarei e romperei quaisquer diques e serei finalmente um grande oceano.

Massaharu Taniguchi

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Parábolas Zen – A Certeza e a Dúvida


Buda estava reunido com seus discípulos certa manhã, quando um homem se aproximou:
– Existe Deus? – perguntou.
– Existe – respondeu Buda.
Depois do almoço, aproximou-se outro homem.
– Existe Deus? – quis saber.
– Não, não existe – disse Buda.
No final da tarde, um terceiro homem fez a mesma pergunta:
– Existe Deus?
– Você terá que decidir – respondeu Buda.
Assim que o homem foi embora, um discípulo comentou, revoltado:
– Mestre, que absurdo! Como o Senhor dá respostas diferentes para a mesma pergunta?
– Porque são pessoas diferentes, e cada uma chegará a Deus por seu próprio caminho. O primeiro acreditará em minha palavra. O segundo fará tudo para provar que eu estou errado. E o terceiro só acredita naquilo que é capaz de escolher por si mesmo.

A Árvore Torta

Um dia, diante da velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que “conseguisse ver o pinheiro na posição correta”.
Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria  “enxergar o pinheiro na posição correta”? O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista.
Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso, que ver aquela árvore em sua posição correta era “vê-la como uma árvore torta”.
Só isso!
Nós temos em nós, esse jeito, essa mania de querer “consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais” de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é. Se você tentar “endireitar” a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer, por isso é fundamental aceitá-la como ela é.
Nos relacionamentos é comum um criar no outro expectativas próprias,  esperar que o outro faça aquilo que ele “sonha” e não o que o outro pode oferecer. Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros.
Porque temos essa visão de “consertar” o que achamos errado.
Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.
Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois conhecendo-os, não colocariam expectativas que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes e até vazias.
Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor. O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer.
Não criei mais dificuldades no seu relacionamento, se vemos as coisas como elas são, muitos dos nossos problemas deixam de existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos.
E para terminar, olhe para você mesmo com os “olhos de ver” e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região, e isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.
Pense nisso!
Por Paulo Roberto Gaefke em 05 de Agosto de 2008

Obrigado Vovô João

Batem no portão fortemente, a samba (assistente espiritual) vai atender uma jovem mulher de aspecto triste e bastante desespero a pedir…

– Moça, por favor, eu preciso falar com o Vovô João! – Os números já acabaram, volte outro dia.

– Por favor, eu estou desesperada, por favor…

Neste exato momento Vovô João saiu do banco, foi a sua porta e disse a samba…

– Camba deixa a moça entrar, tô mandando! A jovem foi atendida e contou seu drama…
Vovô olhou com pena e respondeu…

– Fia não faça isso, deixa essa criança vir ao mundo, enfrenta tudo, mas deixa ela vir, porque Vovô não mata, Vovô gosta da vida.

Vovô conversou muito tempo com a jovem mulher, que mais calma se despediu e partiu…Passaram 20 anos, a mãe-de-santo, cavalo do Vovô João, tinha decidido…

Ia fechar o terreiro, tudo era coisa do diabo, estava entrando para igreja, ia fechar àquela casa de tantos anos de pura caridade, meio triste, mas decidida, quando entrou uma linda moça, muita bem vestida e disse…

– bom dia, eu queria falar com o Vovô João!

– Vovô… essa vida eu já deixei minha filha, agora encontrei Jesus, estou entrando para igreja, servi muito tempo ao diabo, agora chega!

– Ah… então desculpe, eu vou embora! A moça meio decepcionada baixou a cabeça e agradeceu e quando ia se retirar, a mãe-de-santo não sabe como, sentiu uma força e disse…

– Minha filha, saia da macumba, saia dessa vida, você é uma moça tão bonita, tão jovem, vá para igreja! A jovem respondeu…

– Minha senhora, eu não sou da macumba, eu só vim aqui agradecer a esse Preto-Velho, o Pai João, que hoje a senhora chama de diabo, mas se hoje estou viva, feliz, sou uma mulher casada, tenho um lar, dois belos filhos, foi graças ao Pai João, que há 20 anos atrás, não deixou minha mãe abortar, eu na verdade só vim aqui agradecer o Pai João, dizer a ele:

Obrigado, Vovô!

A mãe-de-santo paralisada ficou calada, chorou, pediu perdão e decidiu não sair da umbanda nunca mais; Descobriu a tempo, que Deus é um só em qualquer lugar.

Luiz Roberto de Oxalá .

O Mestre

O Mestre não deseja reverência, Deseja trabalho.

O Mestre não deseja ritual, Deseja humildade.

O Mestre não deseja dedicação a Ele, Deseja dedicação ao mundo.

O Mestre não deseja parapsiquismo, Deseja amor.

O Mestre não deseja teoria, Deseja a prática.

O Mestre não deseja a técnica, Deseja aplicação.

O Mestre não deseja rótulo ou pacote, Deseja espiritualidade.

O Mestre não deseja alguma linha, Deseja evolução.

O Mestre não deseja competição, Deseja respeito.

Um Mestre dispensa linguagem rebuscada, rituais obtusos, competição de egos, uniformidade de sistemas, intelectualidade arrogante, jargão excessivamente técnico, rótulos bonitos ou prédios imponentes.

Um Mestre busca discípulos que se afinizem com o trabalho assistencial efetivo, sem humilhá-los ou impor seu sistema.

Assim como as empresas materiais, os Mestres visam resultados, só que buscam os melhores objetivos conscienciais.
Os Mestres modernos não são como os de antigamente.
Nestes novos tempos, as técnicas evolutivas estão mudando.
Eles trabalham mais no plano extrafísico, intuindo o coração de seus discípulos, espalhados por todo orbe.

Equipes espirituais extrafísicas com organizada hierarquia sideral, intuem o coração dos neófitos que vibram na devida ressonância mental do bem.

Os meios de comunicação fáceis e acessíveis, já promovem as informações espirituais necessárias que se encontram ao alcance da maioria.

O maior mestre é a vontade do discípulo que o impele a adquirir um livro, freqüentar um curso e se aplicar no bem.

Com a melhoria do nível das programações existenciais, novos tarefeiros vêm reencarnando em condição melhorada de serem intuídos por muitos Mestres espirituais.

 
Estes Mestres, por sua vez, acabam por encontrar corações e mentes de boa sintonia, de consciências, que não os conheciam, abrindo novas oportunidades universalistas.
Assim, qualquer pessoa de mente e coração elevados, pode receber um sopro intuitivo de algum Mestre, que eventualmente passe por perto.

O Mestre não deseja discípulos avançados, Deseja avanços no coração.


O Mestre não deseja a pose honrosa, Deseja a honra de servir sem preconceito.

O Mestre não deseja grupos de iniciados, Deseja os que iniciaram o trabalho fraterno.

O Mestre não deseja cheiro de incenso, Deseja o odor reverberante da paz.

O Mestre não deseja o brilho do cristal, Deseja a cristalinidade do coração.

Espiritualidade não é religião e humildade não é servilismo. Devemos ser simples sem sermos simplórios.

A fraternidade exige iniciativa, o bem exige coragem e todos têm possibilidade de assim conviverem.

Seu Mestre não se encontra nas montanhas do Himalaia, se encontra nas aberturas de Luz, que vem de dentro de seu coração.

Façam por merecer, pois quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece!
Paz, Amor e Luz!

Dalton Roque – Inspirado espiritualmente por Ramatís –

Curitiba, 03 de maio de 2004

Preto-Velho Ou Médico???

Contou-nos uma confreira, das mais atuantes em nossa casa de caridade espiritual e material:
“Que em um certo Centro Espírita situado na cidade de São Paulo, Capital, havia uma noite de reuniões caritativas, que era dedicada a caridade física dos encarnados, isto é, somente para consultas com Entidades Médicas”.

“Nas cabinas próprias para consultas médicas a secretária fazia a arrumação final dando os últimos retoques para que tudo estivesse de acordo ao se iniciar os trabalhos; isto incluindo os médiuns cada qual em seu lugar, quando de repente um dos médiuns deu sinal e manifestou-se uma Entidade”.

– “A secretária correu para atender a Entidade recém chegada, e qual não foi sua surpresa ao deparar com uma Entidade de Pretos-Velhos”.

“Usando sua amabilidade costumeira explicou à Entidade que ela não poderia dar consultas naquela noite, pois aquele dia da semana, era reservado às Entidades Médicas e não à Pretos-Velhos”.

– “A Entidade, também, com aquela humildade que lhe era peculiar confirmou com a secretária:”

“Hoje eu não posso dar consulta só as Entidades Médicas?”.

“Ao que confirmou a secretária pedindo desculpas e pedindo à Entidade que “subisse””.

– “A entidade se despediu, agradeceu e “subiu””.

– “Passados alguns minutos, se manifestou e se apresentou uma nova Entidade Médica, no mesmo médium, que passou a atender os pacientes nas mais variadas modalidades da medicina”.

– “Terminado os trabalhos médicos, todos muito satisfeitos com os trabalhos da nova entidade médica, foram agradecê-la antes da “subida” e pedir o seu retorno”.

– “Quando a secretária dos trabalhos, foi se despedir da Entidade, esta dirigiu-se a ela dizendo:”

“Este é um dia reservado para trabalhos só das Entidades Médicas, não podendo Entidades como Pretos-Velhos se manifestarem, não é assim?”
– “Ao que a secretária confirmou e aproveitou o ensejo para pedir à Entidade Médica, se conhecesse a Entidade que se manifestara antes, Pretos-Velhos, pedir as mais sinceras desculpas de coração, pois aquele dia era só de consultas médicas e não pretos-velhos; ao que a entidade aduziu:”

“Pode ficar tranqüila que aquela Entidade que esteve aqui no começo está sabendo e não esta aborrecida com a irmã, pois aquela entidade que esteve aqui no início e não pode trabalhar como tal, era eu mesmo”.