Pretos-Velhos e Caboclos Kimbandeiros

Saudações fraternas queridos irmãos de senda.

Aqui quem vos fala é o neófito, com mais um texto chato, porém honesto! Rsrs

Gostaria de elucidar um pouco mais sobre essas duas linhas, que em alguns locais já trabalham de forma paralela às linhas comuns como caboclos e pretos-velhos. Mas essas entidades, por possuírem o mistério, a energia da direita, como os caboclos e pretos-velhos, trazem consigo o mistério da magia africana, a facilidade em manipular energias deletérias, energias telúricas e consequentemente, o afastamento ou aproximação de eguns que podem ou não causar efeitos colaterais aos médiuns.

Eu mesmo trabalho com um preto-velho que é totalmente voltado à Kimbanda, Pai João da Costa, e o trabalho dele realmente se difere do outro preto-velho do qual dou passagem, a vibração é mais densa, mais agressiva, porém, é uma vibração de resolução imediata, na ocasião, uma consulente estava com alguns problemas psicóticos e outras questões que não é o escopo do post, e ao invés de dar aquela tranquila passagem do qual estava habituado, que seria o Pai Guiné, senti uma vibração extremamente diferente, de um preto-velho que mal vinha encurvado, pelo contrário, senti um preto-velho relativamente forte e andava relativamente ereto, com uma fala menos calma, mais contundente, muito sério, pediu charuto ao invés de cachimbo, fez o trabalho, pediu a fundanga e outros elementos mais comumente utilizados para exus e completou o trabalho que foi ali solicitado.

Eu não tenho nenhum preconceito contra entidades kimbandeiras, pelo contrário, acho que são de extrema necessidade para manter o equilíbrio e muito comum essas entidades trazerem contigo toda a força da magia ancestral africana, são antigos mestres do sacerdócio ioruba e culto aos ancestrais que trazem consigo a magia que se perdeu com o tempo.

Em hipótese alguma são entidades que praticam o Mal ou que de certa forma, atingem o que contraria a Lei Espiritual.

Os guias kimbandeiros, como já disse, são geralmente espíritos de ancestrais africanos de cultos de tempos remotos, é perceptível a divergência de trabalho em relação a outra linha de preto-velho, bem como a energia que traz, os movimentos são mais bruscos e são profundos conhecedores de outros meios de magia, como os utilizados na Pajelança, na Bruxaria antiga, são verdadeiros detentores de conhecimento com a manipulação de energias telúricas.

Existe uma grande falange de pretos-velhos que trazem consigo o poder da Kimbanda, e assim como outros orixás, foram negligenciados pela liturgia hodierna ou inseridos em sincretismos para facilitar a liturgia moderna. Como já coloquei nesse blog, há uma grande diferença entre a Kimbanda e Quimbanda, vide post aqui.

Assim como existiam os antigos sacerdotes iorubas, também existiam outras classes de espíritos que também traziam o conhecimento das ciências perdidas no tempo, não só na Africa, mas também nas Américas, existia essa mesma manipulação de energia telúrica, deletéria para que pudessem reverter para o bem, assim como existiam os negros kimbandeiros, comumente conhecidos como tatás e n´gangás, também existiam os índios, os espíritos mais jovens, o que denominamos na Umbanda como Caboclos Kimbandeiros, onde existem famosos caboclos dessa falange como Sr. Pantera Negra, Sr. Giramundo e até mesmo Sr. Treme-Terra.

Extraído do site http://www.paimaneco.org.br

As entidades kimbandeiras não se limitam apenas a caboclos e pretos-velhos, porém, é onde fica mais evidente e até mesmo mais conhecida essas características, por se apresentarem de forma mais firme, enérgica e até mesmo mais calada, são imprescindíveis para o equilíbrio da Lei e podem trabalhar tanto no mistério do qual são inseridos no polo direito da Umbanda, como caboclos, preto-velhos e até mesmo em outras linhas, como ciganos, e também podem trabalhar no polo negativo da energia, juntamente com os exús, o que possibilita maior campo de atuação e maior conhecimentos desses espíritos.

Então é importante salientar que não são espíritos que fazem o Mal, pelo contrário, são espíritos com profundos conhecimentos de Magia Ancestral que possuem livre arbítrio para transitar nos dois lados da Força tornando mais eficiente determinados tipos de trabalho.

Se presenciarem uma casa que dedica uma linha específica a eles, não estranhem, algumas casas já estão dando comunicação para essas falanges em especial e tratando-os de forma diferenciados dos caboclos e pretos-velhos tradicionais.

Lack’Ech

Neófito da Luz

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Pai Sumé, o espírito guardião do Brasil

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Pai Sumé ou Suman é considerado o protetor da terra do Brasil. Este ensinamento tradicional é conservado por alguns pajés indígenas e caboclos.

No Brasil existem dois tipos básicos de Pajelança (Xamanismo Brasileiro): a Indígena e a Cabocla. A Indígena é a tradicional e milenar arte do pajé e não possui elementos “brancos”. A Cabocla é derivada da anterior e adotou elementos não indígenas das religiões cristãs e africanas. Ambas tradições são um tesouro espiritual para todo o brasileiro.

Para o sábio da floresta a Natureza é viva e tem alma. A Mãe Terra respira, canta e sente dor. Os bichos tem sua inteligência e parte invisível. Tudo tem uma hierarquia e nada fica solto sem nome ou lei. Portanto, cada coisa tem o seu lugar e uma ordem. Montanhas, rios, grutas, florestas e todos os viventes possuem um guardião. Ele é o responsável pela harmonia local e deve responder ao seu superior. Desta maneira, cada elemento da Natureza está entrelaçado com o outro. O guardião da mata fala com o guardião da terra que fala com o guardião do lugar (país, continente, etc.).

Pai Sumé é o responsável pelo que chamamos de Brasil, que não tem a mesma geografia que nós “caras pálidas” criamos através de intrigas, guerras e conquistas. Ele zela por estas terras e criaturas que aqui nascem vivem e morrem. Quando as coisas ficam muito complicadas cá embaixo, Pai Sumé se manifesta em carne e osso para por ordem na casa. Creio que ele já deve estar se preparando para mais uma encarnação!

A tradição conta que muito tempo atrás, quando os brancos não tinham ainda chegado por aqui, Pai Sumé se manifestou, andou, comeu e ensinou entre os nativos.

Neste tempo, dizem os pajés, os indígenas haviam esquecido as tradições mais antigas e viviam segundo seus caprichos. Uns brigavam com os outros e cobiçavam as mulheres de seus parentes. Não conheciam a plantação da mandioca, o segredo das plantas sagradas para falar com os espíritos, a fabricação das canoas e a linguagem das estrelas. Os mais velhos não se lembravam de sua origem e não conseguiam mais contar as histórias de seus ancestrais. A vida estava um caos.

Pai Sumé, chamado também de Tonapa, tomou um corpo de homem muito alvo e apareceu no mundo. Quem morava perto do mar viu Sumé chegando pelas ondas… Ele entrou pela aldeia e começou a ensinar. Ficou um tempo e quando tudo retornou à ordem natural foi embora. Ele fez isso em cada aldeia desta terra e foi visto também nos Andes e na Patagônia. Em cada lugar deixou marcas de sua passagem, como impressões de seus pés, mãos e estranhas inscrições nas pedras dos montes, praias e itapébas (lajes).

Em Santos (SP), muito antigamente, existia uma fonte chamada São Tomé (Sumé foi sincretizado com o apóstolo São Tomé) que ficava no cruzamento das avenidas Bernardino de Campos e Floriano Peixoto de hoje. Na laje da fonte natural se encontrava uma marca do pé de Pai Sumé.

Depois que o sábio Pai restabeleceu a tradição perdida, ele voltou ao Toryba (Paraíso Celestial) de onde continua vigiando.

Certos pajés amazônicos contam que ele escondeu alguns segredos no Norte do país. Pai Sumé teria escrito certos símbolos em pedras e as deixou numa espécie de cova no Acre. As inscrições contêm o destino do Brasil e a verdadeira origem dos primeiros habitantes. Alguns pajés conhecem o caminho da cova e zelam pelo lugar.

Na Pajelança, quando queremos a ajuda de Sumé, cantamos e invocamos seu nome. Também jejuamos e usamos a defumação com certas ervas especiais. Nos tempos de hoje, a intervenção de Pai Sumé é muito importante. Estamos desconectados com a Mãe Terra e com nossas almas. O país está entregue a “demônios estrangeiros” e muitos brasileiros envenenam as águas, matas e lugares onde vivem. Os verdadeiros donos daqui, nossos irmãos indígenas, são dizimados e roubados em nome da modernidade e do lucro.

Uma das maneiras de pedir a ajuda dele é através do Reiki Sumé, que nasceu sob a bandeira de sua herança e dentro da Umbanda. Quando nos colocamos como veículos da energia universal, Pai Sumé nos ajuda a curar e autocurar.

Autor: Edmundo Pellizari
Link: http://casadelei.org.br/pai-sume-o-espirito-guardiao-brasil/

Feitiçaria ou Trabalho Feito

Comumente, as pessoas enfeitiçadas queixam-se de que sua vida ficou “azarada”, pois tudo vai para trás, num tal desacerto, que se pusessem uma fábrica de bengalas, provavelmente, as criaturas nasceriam sem as mãos! Outros lastimam que após associarem-se a negócios que navegavam de vento em popa, estes depois caíram por terra com lamentáveis prejuízos. Então, sentem-se desorientados e suas intuições falham fragorosamente, enquanto multiplicam-se, dia a dia, as vicissitudes, os equívocos, as decisões imprudentes e os negócios funestos. Há acidentes no lar, doenças súbitas, intrigas, descontroles mentais e emotivos.
Mas o fenômeno explica-se no campo espiritual, pois em face da presença do lençol denso de magnetismo subvertido a pairar no ambiente do lar, que é exalado pelo campo de força do feitiço à guisa de projetor ou holofote vivo e maléfico de reação contínua, em tal caso os guias não conseguem transmitir aos seus pupilos as intuições favoráveis e advertências salutares. No entanto, os espíritos malfeitores, viciados e zombeteiros, sentem-se à vontade na cortina densa dos fluidos mórbidos e conseguem impor facilmente as suas orientações subvertidas ao enfeitiçado através desse campo vibratório inferior.
Embora nem tudo o que acontece na vida humana seja conseqüência de um campo magnético de feitiço ou “trabalho feito” projetando maus fluidos, também pode ser fruto de um carma gravoso ou da imprudência humana, pois quase sempre há fundamento de bruxaria, nas queixas e lamentos de pessoas desanimadas ou desesperadas ante as vicissitudes intermináveis e o “azar” obstinado, que lhes turba implacavelmente a existência humana. O feitiço ainda é um acontecimento comum na vida dos terrícolas, porque tratando-se de espíritos primários, tanto os encarnados como os desencarnados são fontes permanentes de bruxaria oriunda do seu descontrole mental, precipitações emotivas e desejos insofreáveis, que alimentam a cobiça, a agressividade verbal e ativa forças inferiores!

Fonte de pesquisa para elaboração do texto:
LIVRO MAGIA DE REDENÇÃO.

Mistério de Zé Pelintra

Esta é uma questão fundamental para entendermos de uma vez por todas o mistério de Sr Zé Pelintra. Se você procurar a palavra Pelintra no dicionário, lá estará:

“Pelintra: s.m. e s.f. Pessoa pobre e mal trajada, com pretensão a exibir-se e desejo de ostentação. Adj. Mal trajado e pretensioso. Bras. Adamado; bem trajado.” Fonte: dicionário online português

Esta definição é uma definição literal e ajuda a confundir a cabeça de todas as pessoas que tentam entender Zé Pelintra ao pé da letra. Um mistério, uma falange de Umbanda, que é fundamentada e sustentada por mistérios divinos, nunca deve ser interpretada racionalmente no que diz respeito ao nosso racional frio e pseudo intelectual. O nome Pelintra, que no dicionário quer dizer uma coisa, no simbolismo sagrado é outra completamente diferente. Pessoa pobre e mal trajada… para nós, o preconceito com a classe menos favorecida é latente.

Desde do início da raça humana, creio eu, os menos afortunados são tidos como inferiores e mal trapilhos, como a ralé onde apenas por serem simples de posses e vestimentas são tidos como inferiores diante do abastado e poderoso revestido de seda e puro linho.

Seo Zé Pelintra, enquanto mestre de jurema, sempre foi de vestimenta simples, porém, ostentava seu tesouro desde o início, a alegria e a versatilidade em seus trabalhos, onde tinha condições de transitar em todos os níveis vibratórios para ajudar a quem o procurava.

Por isso, lá na Jurema, era conhecido como malandro, porque era amigo de todos e para ele nunca existiu e nem existirá portas fechadas, seja na fumaça da esquerda ou na fumaça da direita. Malandro este que, quando migrou para as macumbas cariocas (sua passagem definitiva marca a Umbanda), logo foi revestido da vestimenta do antigo malandro, chique, garboso, ostentador, porém, sempre simples e muito trabalhador como sempre.

Zé Pelintra é um mistério que quebra todo e qualquer preconceito ou a maioria deles, ele é simples e, ao mesmo tempo, muito complexo e, por isso, muitas vezes fica difícil entender por completo este guia que hoje é amado por milhares de umbandistas em todo o mundo.

Sua figura principal é a de um senhor de meia idade, mulato ou negro, que usa um terno branco, gravata vermelha e chapéu com fita vermelha, acompanhado por um sapato bicolor vermelho e branco com camisa também branca. Ele está longe de ser um marginal, mas representa todos os que se sentem marginalizados por preconceitos, sejam eles de que origem for, pois seu próprio nome já é repleto de simbolismo acerca deste seu trabalho, o de recuperar a autoestima, ajudar os que mais necessitam e, acima de tudo, resgatar espíritos encarnados ou não da marginalidade que muitas vezes são colocados por uma sociedade moralista, preconceituosa e inflexível com quem não se adapta de alguma forma com seus mandamentos de viver como um robô pré-programado, onde apenas se obedece e nunca se escuta a própria natureza.

Zé Pelintra veio para nossa religião que, por natureza, é uma religião plural e destruidora de tabus e preconceitos para mostrar que bom é aquele que confia em si, levanta a cabeça e caminha. Talvez, por isso, que Sr. Zé é Pelintra, para provar que mesmo aos olhos dos moralistas e preconceituosos de plantão, ele pode se vestir como malandro, ser boêmio e dançarino, sorrir e curtir a vida e, mesmo assim, ter a Luz que muitos tentam alcançar através de atos que para eles significam pureza, mas que não alcançam, porque não têm uma coisa que Sr. Zé ensina a todos: que Deus é alegria, satisfação e vida!

De que adianta vestir batas e ostentar jejuns, se pelo coração e pela boca só sai julgamentos e ódios por todos os que não seguem suas doutrinas?

Sr. Zé vem todo paramentado e cada parte de seu paramento tem um simbolismo e um  significado. Mas espero que fique claro que a malandragem de Sr. Zé é Divina, e a marginalidade que insistem em falar a que Sr. Zé pertence está no coração de quem não entende os mistérios de Deus e, por ignorância, refutam o diferente e o inovador, seja na espiritualidade ou na vida de uma maneira geral.

*** * ***

Por MARCEL OLIVEIRA – Extraído do livro “Zé Pelintra – A Revelação” – Publicado no Jornal de Umbanda Sagrada Ano XV, nº 174, Nov 2014

A Mente é sua maior Mandinga

Saudações fraternais aos meus queridos irmãos do blog.

Existe um Princípio muito famoso chamado “Princípio de Pareto”, também conhecido como princípio 80-20. Ele afirma que para muitos fenômenos, 80% das consequências resultam de 20% de causas. Aplicando isso para o cotidiano, mais especificamente em vendas, 20% dos clientes correspondem em pelo menos 80% dos lucros de qualquer negócio, é um princípio extremamente estudado e muito bem aceito em vários campos de estudo da ciência e da psicologia e em minha humilde opinião, ´não fugiria também da prática religiosa.

Vejo muitos irmãos de santo aqui, com a vida parada e com apenas um banho de ervas, a vida modifica-se da água pro vinho, com apenas um patuá ou um amuleto (Que será explanado em um post específico que está sendo preparado conforme prometi) as coisas mudaram de forma significativa. Que apenas com um simples alguidar na encruzilhada, seus negócios alavancaram e com isso, cria-se essa fé exacerbada em torno de muitos elementos umbandistas.

Quantos irmãos dedicam toda a sua devoção a uma mandinga de um catimbozeiro ou até mesmo a mironga de um vozinho dentro dos terreiros???

Gostaria de salientar veementemente que não estou diminuindo e nem negligenciando esses elementos, como banho, amuleto ou oferenda, e repito incessantemente, não estou menosprezando de forma alguma esses meios “mágicos” para abertura de caminhos, vencimento de demandas, cura, reconciliação, entre outras graças alcançadas; Contudo, gostaria de realizar uma enorme ressalva, em qual proporção isso ocorreu? 20% de vocês e 80% dos guias? A Proporção Inversa? Quem sabe? Para tudo na vida, nada é 100%, exceto para aqueles que curtem a vitimização ou a terceirização de culpa, nunca são culpados de nada, sempre os outros, quem nunca se deparou com esse tipo de gente?

O que eu gostaria de enfatizar aqui, é que não existe graça sem crença, não existe cura sem a “fé”, os meios externos ajudam de forma significativa sim, porém, o princípio realizador de qualquer feito é você mesmo! Existe um livro que recomendo a todos lerem chama “Cura Quântica” do Deepak Chopra, ele possui meios alternativas de curar doenças terminais e seu índice de sucesso é altíssimo, e ele explana em seus livros que a mente é a realização de tudo, mas nós, somos condicionados a acreditar sempre no externo, sempre naquilo que os olhos veem. Nos livros de Saint Germain, ele enfatiza a todo momento o poder da mente até mesmo para eliminação de peso (no sentido gordura corporal), e digo-lhes que isso ajudou de forma significativa a minha eliminação de gordura.

Uma vez um guia espiritual me disse que a Umbanda, o processo de incorporação em si é um meio de resgatar a todos a sua própria capacidade de transformação e realização, ainda não sei ao certo tudo o que ele quis dizer, mas aprendi que cada mironga, cada passe, cada fumaça, cada oferenda só existe sucesso quando é feito de forma positiva e com fé naquilo que estamos fazendo, ou seja, grande parte do processo de realização parte de sua própria força de Vontade, da credibilidade que você emprega naquilo que você faz.

O que eu gosto muito de aprender com os guias espirituais, é que em nenhum momento eles possuem a Vaidade de dizer que foram Eles que realizaram as coisas, pelo contrário, primeiramente eles enfatizam o merecimento e a Permissão do Altíssimo e em segundo lugar, muitos deles, dizem que não fizeram absolutamente nada, que simplesmente “ajudaram”. Algumas vezes, algumas pessoas vinham agradecer o Tranca-Ruas ou até mesmo algum outro mentor que eu sirvo, eles diziam que se quiserem agradecerem, dê uma “caixa” (Depois entendemos que é uma cesta básica) para quem precise, nem que fosse para um parente próximo.

Esse princípio podemos aplicar em nossa própria “incorporação”, muitas vezes “assumimos a frente” do guia, às vezes podemos estar apenas 20% conscientes e outras vezes, 80%, com quem nunca isso aconteceu?

Por isso é importante sempre estudar, quando isso acontecer, vocês também serão capazes de operar graças, como mesmo disse no post “Mediunidade Consciente ou Loucura”, nunca estamos 100% e às vezes, nem 10%, como dar continuidade ao trabalho dos mentores? Acreditando em si mesmos e neles.

Sempre digo no blog, sua Força de Vontade é a Atuação Divina sobre você, “Querer é Poder”, um ditado Shaolim diz: “Não existe não consigo, existe não quero!!!”

Importante ressaltar, como ainda não utilizamos toda a nossa capacidade cerebral e consequentemente nossa capacidade mediúnica, é imperativo a utilização de meios externos até mesmo como ferramentas para atingir o que precisamos, essas ferramentas são COMPLEMENTARES para atingirmos os resultados almejados, seja magia com a fundanga (pólvora), seja um ponto de descarga, uma defumação, são meios auxiliares para que possamos complementar nossa manipulação fluídica e enfim, a magia, a simpatia, o feitiço ou qualquer outra denominação que tenha empatia.

Mas como sempre enfatizo e muitos discordam, a maior mandiga que você pode carregar é a sua cabeçam, o seu pensamento firme e focado, alguns podem denominar como fé, outros como crença, outros como positivismo, independente da denominação, isso é preponderante para qualquer coisa que busquemos, mas infelizmente, estamos condicionados a simbolismos e elemento externos, só realmente vendo o elemento é que acreditamos na eficácia da magia, ainda somos muito condicionados ao sentido da visão, e conforme uma vez foi me dito por um mentor: “Os olhos da carne traem”.

Repito, os meios auxiliam, muitas vezes apenas como simbolismo mágico, outras vezes, como elementos fluídicos necessários, como o fogo da vela, o aroma de uma erva, mas tudo isso é pífio se a mente daquele que realiza não acredita no seu potencial.

Qual a porcentagem que esses elementos influenciam em sua crença? 80% de sua mente e 20% os meios auxiliares ou o inverso?

Reflitam…

Apenas mais um bate-papo informal sobre conceitos da Umbanda em geral.

Neófito da Luz.

Ramatís e a Pólvora

PERGUNTA: Há fundamento na queima de pólvora ou círculo de fogo em torno das pessoas enfeitiçadas, como é próprio dos terreiros?

RAMÁTIS: Quando a pólvora é queimada num ambiente “ionizado” pelos técnicos benfeitores do mundo espiritual, ela age por eletrização e pode até causar queimaduras violentas em certas entidades ali presentes, cujo perispírito muito denso e sobrecarregado de éter-físico ainda reage sob os impactos do mundo material. Os espíritos subversivos ou obsessores fogem espavoridos do ambiente onde atuam, quando a queima de pólvora é feita por médiuns ou magos experientes, pois alguns deles são bastante escarmentados em tais acontecimentos. A pólvora prepara pela arte da magia age de modo vigoroso e positivo no lençol elétrico e magnético do mundo oculto, pois além de acicatar os espíritos malfeitores desobstrui as cortinas de miasmas estagnadas em ambientes enfermiços.
Já explicamos que toda substância, coisa, objeto ou planta do mundo material, inclusive os seres vivos, são núcleos energéticos que exalam energia radioativa, formando-lhes uma aura fortemente impregnada no éter-físico em efervescência na circulação do seu duplo etérico. A rosa física, por exemplo, é a representação exterior e mais grosseira da verdadeira rosa cintilante de cor e exuberância de perfume, que palpita na vivência do mundo oculto. Da mesma forma, o enxofre material é apenas a cópia ou duplicata do mesmo enxofre etérico, que atua mais vivamente no mundo étero-astral. A pólvora, conseqüentemente, cuja forma comum é constituída de uma mistura de enxofre, salitre e carvão, tanto explode no campo físico, como ainda eclode mais intensamente no mundo oculto, libertando as energias entéricas das substancias de que se compõe. Mesmo a pólvora sem fumaça, feita de nitroglicerina misturada a nitrocelulose, também é um produto de elementos que atuam possivelmente no mundo etérico e desintegram os fluídos daninhos.
Nos trabalhos mediúnicos sob o comando dos pretos-velhos, índios e caboclos experimentados na técnica de física transcendental, as pessoas cujo o perispírito sobrecarregado de fluidos perniciosos mostra-se com sinais de paralisia, são submetidas a “roda-de-fogo”, ou queima de pólvora, cuja a descarga de ação violenta no mundo etereoastral desintegra as escórias perispirituais e saneia a aura humanal. O mesmo salitre, que os entendidos usam para dissolver a aura enfermiça dos objetos enfeitiçados, depois de misturado ao enxofre e carvão, constitui a pólvora, que ao explodir compõe um ovo áurico no mundo etero-astral, muito semelhante ao cogumelo da bomba atômica, desagregando miasmas, bacilos, vibriões e microorganismos psíquicos atraídos pelo serviço de bruxaria e obsessão.

Ramatis
Hercilio Maes
Magia de Redenção

Pólvora

O chamado ponto-de-fogo, um dos mais utilizados recursos da Umbanda e dos Cultos Africanos, é o efetuado com a pólvora e para finalidades as mais diversas. Seu uso na Magia Negra é bastante difundido e os feiticeiros o utilizam em suas investidas contra seus adversários ou suas vítimas. 
A pólvora é também conhecida por fundanga ou tuia e a sua fabricação pode ser caseira ou industrializada. A diferença entre uma e outra é idêntica a dos defumadores ou banhos de ervas colhidas e os comprados em firmas especializadas, isto é, nestas falta-lhes o preparo mágico indispensável e a dosagem exata de seus componentes o que, por vezes, impede seja atingido o fim colimado. 

Fundanga é uma expressão de origem kimbundo e seu significado, naquele idioma, é exatamente, pólvora. 

Quanto a tuia, ainda que por sua morfologia nos afigure palavra de origem indígena é oriunda do ioruba tuyo que significa expelir, deslocar para fora. 

A palavra representativa de pólvora nos idiomas indígenas, somente a fomos encontrar no tupi e é uma palavra arcaica e obsoleta na Umbanda, pois jamais ouvimos sequer um Caboclo solicitar mocacui para seus trabalhos, dando preferência, invariavelmente, às expressões de origem africana.  

A pólvora é um elemento de Magia ambivalente prestando-se, destarte, à serviços para o Bem e o Mal. É, pois, por sua potência, um dos recursos mais utilizados pelos feiticeiros para o enfeitiçamento de pessoas ou coisas tendo, ainda, o inusitado dom de transmitir ou conferir, a quem quer que seja, todo o poder que sua utilização seja feita com a estrita obediência dos preceitos de Magia e independentemente do fim a que se destina. 

Tais fatores, conjugados, nos levam à conclusão de que todos os trabalhos com pólvora exigem uma concentração e precaução extraordinárias. Daí o porquê só devam ser feitas por entidades, na sua quase totalidade Exus, ou quando considerarem oportuno, delegarem poderes a um médiumespecializado para sua execução. 

O primeiro nos impulsiona constantemente para a frente e para o alto nos dá ânimo e pertinácia em todos os nossos passos, nos concede o ardor, a iniciativa, o espírito de luta, a vontade e a capacidade de satisfazer nossos desejos atingindo o objetivo de nossas aspirações mas, em troca, nos oferece a inquietude, a inconstância e o amor às mudanças e novidades, a impulsividade que nos leva a ações inconseqüentes, recolhendo frutos não amadurecidos e perdendo os melhores e mais compensadores resultados de nossos esforços. 

O segundo, é aquele que nos tolhe e nos traz desenvolvimento, fazendo-nos introspectivos, nos causa medo e a reflexão, nos leva a cingir-nos e a fixar-nos tanto no erro quanto na verdade, nos hábitos viciosos e virtuosos, nos torna fiéis e perseverantes, firmes em nossa vontade e tenazes esforços, e nos capacita a atrair aquilo para o que estamos interiormente sintonizados pelos nossos pensamentos, convicções e aspirações. 

Em contraposição, nos acarreta a desilusão e o discernimento, nos afasta das mudanças e de toda ação irreflexiva, porém, também, de todo progresso, esforço e superação. 

Apresenta-nos, agora, o terceiro componente, o carvão, inteiramente distinto dos demais, pois sua propriedade primordial é a fácil absorção dos fluidos de quaisquer naturezas. Assim sendo, todas as emoções astrais são por ele retidas e, por isso, desembaraça os objetos materiais dos fluidos de que se encontram impregnados. Sua ação intermediária, neste sentido, se caracteriza pela lentidão e segurança, e o fato de agir em estado natural obrigam-nos a conjurá-lo quando em seu uso em trabalhos de Magia, a fim de limpa-lo dos maus fluidos de que, porventura, esteja impregnado. 

Hermeticamente, o carvão, em seu estado natural é o símbolo da Constância e, em combustão, do Fervor, isto porque, neste estado, consegue dissolver o mais duro dos metais. 

O estudo acurado dos elementos componentes da pólvora e da dualidade de suas funções, inerentes a tudo o que existe no Universo, é suficiente ao iniciado para saber onde, quando e como usa-la e, ao Mago, para possibilitar-lhe o conhecimento de seus efeitos malévolos contra indivíduos e coisas, se utilizada no campo da Magia do Mal, assim como aquilatar o poder e os conhecimentos de quem a empregou. 

De tudo o que dissemos, deduz-se que a pólvora jamais deve ser queimada dentro de casas ou ambientes fechados e sim, próxima a aberturas, pois o recinto fechado não permite a evaporação das camadas deletérias por ela deslocadas em sua explosão, o que determinará o sobre carregamento do ambiente de novos resíduos, estes já oriundos de sua ação. 

Apesar de ser a pólvora a força máxima pra limpeza, seu uso deve ser restrito a casos da mais absoluta necessidade e, além dos cuidados já arrolados no presente trabalho, sob a responsabilidade do Guia-Chefe ou de seu preposto, com o auxílio, é evidente, das falanges trabalhadoras ou evocadas. Outrossim, jamais poderemos iniciar sua combustão senão com fósforos pelo mão-de-fogo, ou charutos, no caso de entidades incorporadas. Em hipótese alguma utilizaremos a chama de velas para tal fim e, muito menos, isqueiros. 

Concluindo, queremos frisar que algumas casas, face aos solertes ataques que são dirigidos à nossa Religião, taxada de primitiva, mercê de seus rituais, vêm abolindo o uso da tuia às vezes até em choque com as instruções emanadas dos Guias. A estas acometidas podemos antepor o uso dos fogos nas procissões e festas católicas, principalmente nas de São João, Pedro e Antônio e que, em suma, nada mais representam que uma queima, semelhante aos seus efeitos, ao nosso ponto-de-fogo. Ademais, quando o Astral Inferior que envolve nosso Planeta com suas densas camadas, encontra-se sobrecarregado de cascões, vampiros, magos negros, corpos astrais de animais, formas de pensamento maus, de criação consciente ou inconsciente, artificiais humanos e invólucros vitalizados, estes da mais alta periculosidade e utilizados nos trabalhos de Vodu, o Alto, em sua Eterna Sabedoria, envia violentos temporais cósmicos, onde os efeitos luminosos da queima da pólvora cumbem, pela eletricidade cósmica, de limpar o ambiente. É claro que tais tormentas, tão bem descritas por André Luiz, chegam até nós sob a forma de cataclismos materiais que, em que pese a violência de que se revestem, nada mais são que meros reflexos dos originais. 

Então o fogo produzido pelas descargas elétricas age sobre os componentes da pólvora desanuviando o ar pesado e tenso acumulado durante o longo período que as antecedeu. 

A descarga da pólvora que efetivamente nada mais é que um insignificante arremedo, no Microcosmo, dos recursos utilizados pelo Poder Universal com idênticas finalidades, é claro, as enormes proporções que o separam do Macrocosmo. 

Ao encerrarmos, voltemos à tecla que jamais cansaremos de acionar: se o irmão não estiver devidamente preparado, se não possuir o axé de mão-de-fogo e, principalmente, se não encontrar previamente autorizado por nossos Grandes Mestres ouça nosso conselho e não se arrisque inutilmente a executar vaidosamente um trabalho de tal monta. Se o fizer, estará em idêntica situação de um motorista que, ansioso para mostrar sua habilidade e competência, não se peja em pôr em risco não apenas sua vida, mas, o que é mais grave, a de todos que o acompanham em seu veículo. E, se alguma vez sentir-se tentado a faze-lo que, nesta hora, ressoem em seus ouvidos a Curimba de Fogo, a fim de alerta-lo sobre o erro em que incindirá: 

Só queima tuia quem pode queima 

Meu ponto é seguro, não deve falhá 

Só manda fogo quem pode mandá 

Meu ponto é seguro, meu Pai Oxalá 

Caso, no entanto, esteja capacitado a faze-lo, que Oxalá o permita, nunca sua mão se aproxime de um ponto-de-fogo com intenções outra as que não a de trazer benefício aos seus semelhantes. Que sua conduta seja reta, sua fé acendrada e a confiança em seus conhecimentos inabalável. Que o irmão aprove, sempre em todas as oportunidades, que é um verdadeiro portador do axé de fogo. 

 
Sarava!  
 
Adalberto Antônio Pernambuco Nogueira
Distribuido por Instituto Caminhos do Oriente.