Culto à Gratidão

Saudações irmãos de fé.

Apenas um breve argumento sobre uma prática que venho adotando desde o início do ano e é absurdamente incrível como uma prática tão rápida, tão básica e incrivelmente simplória possa fazer tanto bem?

Decidi adotar essa prática porque a maioria das pessoas tendem a ver o lado ruim em todo o que acontece, são aqueles pessimistas de plantão que quando algo ocorre, já esperam piorar, decidi abordar essa prática justamente para analisar, fazer um balanço mais exato do meu dia e equilibrar o que aconteceu de ruim e o que aconteceu de bom.

A prática é simplesmente antes de dormir, agradecer cinco fatores no seu dia, e é incrível como isso faz total diferença, na última quinta-feira, eu vindo extremamente cansado do trabalho, por volta das 21:00 em uma área escura, fui agraciado em pegar um buraco e ACREDITEM, os dois pneus do lado direito foram avariados, um estourado e o outro furado, e normalmente só temos um estepe, não?

As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo. Epicuro

Obviamente no momento a vontade era de gritar e descer a bica no carro, mas preferi me controlar, analisar de forma racional a situação e depois de me locomover por volta de 2km com o carro assim, notei a borracharia, nesse percurso, eu já estava agradecendo por não estar com a minha família e nem ser um local desconhecido, e agradecendo porque eu poderia estar a 100km/h e repetir o mesmo acidente de 2012 relatado aqui no blog. Não obstante, encontrei um borracheiro 24h, do qual consertou um dos meus pneus e me vendeu um outro pela bagatela de R$ 50,00 para que eu pudesse seguir o meu caminho.

Aos incapazes de gratidão nunca faltam pretextos para não a ter. Gustave Flaubert

Ao dormir, um dos cinco pontos que agradeci, foi não estar com minha família, a facilidade de encontrar um borracheiro e o atraso de apenas 25 minutos ao chegar em minha residência, procurei ver o que aconteceu de bom nessa ocasião ruim e isso vem se intensificando e me dando mais paz de espírito, ando muito mais feliz e grato com tudo o que acontece.

Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores. Khalil Gibran

Talvez essa paz e essa racionalidade para solucionar essa questão, seja simplesmente pela prática da gratidão diária, ela te ensina a ser otimista e que para tudo o que acontece, é apenas um empurrão para você ir ainda mais para frente, qualquer coisa que possa te chatear durante o dia nada mais é que uma nova lição que se aprende, e infelizmente, ainda somos condicionados a aprender muito mais pela dor que pelo amor.

Quem acolhe um benefício com gratidão, paga a primeira prestação da sua dívida. Sêneca

Todos os dias temos algo a agradecer, a saúde da família, um excelente trabalho, uma nova amizade, um novo livro, um novo bem, uma nova oportunidade, um excelente filme indicado por amigos, todos os dias temos algo a agradecer e valorizar, então, fechemos os olhos ao negativismo e vivamos na certeza que tudo o que acontece, no final, é para nosso próprio bem.

Expresse gratidão com palavras e atitudes. Sua vida mudará muito de modo positivo. Masaharu Taniguchi

É incrível como isso contagia e cria uma egrégora poderosa, mal chegamos em março e os e-mails de agradecimento que venho recebido, além de serem muito mais extensos e bem relatados, em sua GRANDE maioria, inicia-se por OBRIGADO bem diferente da grande maioria dos anteriores, que sempre vinham com PEDIDOS.

Sejam gratos, aprendam a falar mais o obrigado, aprendam a reconhecer os presentes que a vida lhe concede, através de circunstâncias, pessoas, fatos e sejam ainda mais felizes e otimistas com tudo o que ocorre ao redor.

As coisas mais efetivas, geralmente são as mais simples, não? Pratiquem, o único custo é tornar ainda melhor o dia das pessoas!

Muito obrigado pela leitura.

Em Paz Profunda.

Neófito da Luz.

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Sincretismo x Universalismo

Saudações Prezados irmãos…

Gostaria de me desculpar com alguns irmãos de senda, acho que eu não soube me colocar muito bem sobre o sincretismo e tentarei ser breve.

O Universalismo é uma coisa, é abraçar todas as religiões do mundo, bem como suas doutrinas, estuda-las separadamente e julgar o que é melhor para você e concluir as suas ideias, sim, eu sou universalista, estudei muitos filosofias orientais e tento praticar o que mais me convém em meus trabalhos, isso é TOTALMENTE DIFERENTE DE SINCRETIZAR, falar que VISHNU seria OXALÁ, os DEVAS seriam Anjos ou elementais e SHIVA seria na verdade o exú, existe sim o arquétipo, o Deus da Guerra, a Deusa do Amor, o Deus da Justiça, mas arquétipos que se encontram em todas as mitologias, nunca me verão colocando a imagem de Marte ou Ares e louvando Ogum, isso é sincretizar, nunca me verão parando os trabalhos sobre a Quaresma, isso é sincretizar; Nunca me verão rezando “Pai Nosso” em meus trabalhos, isso é sincretizar, o sincretismo é associar ritos de uma religião e migrar para a outra, a utilização de santos católicos nos centros umbandistas também é sincretismo.

Apenas sintetizando:

Sincretizar = ASSOCIAR OS RITOS encontrando semelhanças ou relações entre eles;

Universalizar = SOMAR os ritos sem relacioná-los, usar REIKI nos trabalhos, cromoterapia, evangelização de parábolas.

Sou a favor da soma de conhecimentos, acho que quanto mais se conhece, mais se agrega, quanto mais se aprende, mais temos ferramentas para combater malefícios, sejam físicos ou espirituais e como enfatizei no último artigo, a Umbanda DEVE agir com as próprias pernas, temos que ter um fundamentos específicos, ter coerência litúrgica, muitos me indagam porque outras doutrinas INVENTAM Orixás, eu sou TOTALMENTE contra falar que é INVENÇÃO DE ORIXÁS, muito pelo contrário, acho que dentro daquela egrégora, há a existência do Orixá, seja ele Iofá, seja Egunitá, seja Yorimá, Logunan Tempo, Oroiná, dentro daquela egrégora, existe aquela vibração, aquela energia e ela deve ser respeitada e louvada.

A UMBANDA NÃO SÓ DEVE, COMO ELA ESTÁ REINVENTANDO CULTO ÀS VIBRAÇÕES NATURAIS QUE CHAMAMOS DE ORIXÁS.

Vejo muitas pessoas da Nação criticando como estão sendo cultuados os orixás, mas tudo evolui, e precisamos retirar o véu de Isis. A cada passo que aprendemos com eles, como as coisas funcionam, mais temos que rever certos conceitos daquilo que sabíamos, podemos relembrar a mudança do geocentrismo para o heliocentrismo, quando muitos creram veementemente que a Terra era o centro do Universo e foi constatado que além de ser um fato inverossímil, ainda custou a vida de gênios porque a Santa e Querida Igreja mandou pra fogueira Giordano Bruno; Como exemplifiquei no último artigo, antes tínhamos a certeza de que o átomo era formado apenas por três elementos, ao passo que nossos mecanismos de pesquisas evoluem, nossa conhecimento evoluiu e com ele, novas dúvidas surgem, com esse campo científico em expansão, encontraram mais outros quatro elementos que formam o átomo e cada qual com sua peculiaridade.

Existe uma alegoria que eu gosto muito de utilizar em minhas palestras, seria o Alegoria da Caverna de Platão, que está constituído no livro da República (Para saber mais: http://www.brasilescola.com/filosofia/mito-caverna-platao.htm) que entra justamente no fato de que eu sempre menciono no blog, existem diversas metodologias de trabalho, dentro da Espiritualidade, existem diversas egrégoras que constituem outros planos e justamente por esse motivo, menciono veementemente que cada casa tem a sua forma peculiar de trabalho e o certo e o errado são inexistentes quando a intenção é nobre, obviamente não podemos negar que existem guias espirituais mais evoluídos que outros, isso é um fato e uma constante evolutiva existente em todos os planos de existência, justamente por isso, que não acredito em INVENÇÃO DE ORIXÁS, talvez as pessoas que os cultuem estejam em um patamar vibratório diferente dos que ainda não conhecem o culto aos mesmos.

Estranhamente, em um sonho, um dos caboclos que eu sirvo me disse que era pra eu aprender a cultuar Obá e Euá, eu em meu limitado conhecimento, já tinha dado esses orixás como extintos, tanto é que o seu culto cada dia fica mais raro, foi quando conheci uma irmã que é da linha do Saraceni e a mesma mencionou que em sua liturgia, os dois orixás foram “relembrados”. Portanto, é óbvio que está ocorrendo um resgate cultural de culturas antepassadas regradas a uma nova fase de conhecimento e evolução daqueles que atuam.

As casas que possuem mais estudos, ao passo que eu vou aprendendo e conhecendo, verifico que os cultos codificados estão extinguindo o sincretismo e trazendo rituais nativos da própria umbanda e outros rituais pagãos totalmente criticados pela “Santa Igreja”, ´portanto, em muitos rituais bem fundamentados dentro da Umbanda, o sincretismo está praticamente extinto, e é isso que eu tentei dizer no último artigo, eu sou UNIVERSALISTA, diferente de ser a favor do SINCRETISMO, principalmente porque o nosso sincretismo é intrínseco a fundamentos católicos dos quais eu tenho total aversão, RESPEITO quem é, porém, eu tenho verdadeira ojeriza à liturgia. Isso sem contar o Kardecismo que tem muito sincretismo católico mesclado em seus fundamentos, o que não convém entrar no mérito do assunto por agora.

Um outro grande problema do sincretismo em minha humilde opinião é o sectarismo dogmático, a tradição mal fundamentada e estudada apenas baseadas em conjecturas, e é a hora que a tradição mostra a sua força, muitas das coisas que seguimos é por osmose, é porque o outro fez ou falou e fazemos igual por força do hábito, e é esse tipo de conceito que vem perdendo força em muitas casas.

Então, como podem observar, o sincretismo não está relacionado ao universalismo, eu empregarei indubitavelmente a utilização de cromoterapia, reiki e outras ciências orientais que eu julgo imprescindíveis para o objetivo da casa que é a cura física e espiritual, com isso, somarei essas ciências alternativas com o ritual umbandista, muitas vezes em dias separados, as ciências orientais serão métodos que auxiliarão a conquista de objetivos dentro do templo, seria bem diferente se eu colocasse fundamentos taoístas, hindus, budistas entre outros no meio dos rituais, agora consegui me fazer entender de forma mais clara?

Pra mim, em minha modesta opinião e dentro daquilo que eu acredito, não vejo com bons olhos o sincretismo, em diversos aspectos que já citei em artigos, porém, cada qual segue uma Lei dentro da Espiritualidade e cada um tem o seu conhecimento dentro da egrégora umbandista, e com isso, ainda existem dois tipos de mentores espirituais: Aqueles que respeitam nossos fundamentos e seguem a liturgia dentro daquilo que acreditamos e aqueles que tentam nos orientar para qual seria o melhor caminho para o trabalho, qual é a metodologia do seu guia chefe, só você poderá saber, dentro do que eu acredito e sinto veementemente pelo que me é ensinado, o sincretismo será abolido totalmente dento dos trabalhos, mas devo respeitar aqueles que seguem essa linha.

Espero realmente que eu tenha deixado claro em relação ao que eu acredito ser sincretismo e universalismo, a diferença de ambos,

E por fim, a Umbanda é muito nova, ainda vai acontecer muita coisa, assim como diversas liturgias passam por diversas mudanças, temos aí o Cristianismo que existe há mais de 2000 anos e cada hora aparece uma igreja diferente, com um ritual diferente e com uma forma de trabalhar diferente, assim também é a Umbanda, que tem apenas 100 anos e ainda é muito nova em relação à outros ritos, o que contribui demasiadamente com a ideia de que ainda vai amadurecer muito, não duvido que logo menos ao invés de 16 orixás, apareçam 24 orixás, assim como no começo eram apenas caboclos, pretos-velhos e erês, hoje já temos mais de 10 linhas de trabalho, das quais ciganos, médicos, caboclos Kimbandeiros, pretos-velhos, pretos-velhos Kimbandeiros, boiadeiros, marinheiros, baianos, cangaceiros, malandros, juremeiros ou mestres, exús, entre outras que vem chegando, como alguns centros trazendo a linha de piratas, a linha de zunguim (que são caboclinhos da mata muito cultuada no nordeste), entre outras linhas que poderão surgir, sem contar linha de mineiros que alguns centros já cultuam e trazem esse arquétipo para dentro dos trabalhos, não acredito em invenções, acredito que a Umbanda vem se moldando, novas linhas se apresentarão para os trabalhos, novos dirigentes com alto grau de instrução vem se apresentando e sairemos daquela tradição imposta por receio de preconceito ou porque nascemos com tais fundamentos e iremos caminhar, enfim, com nossas próprias pernas, ao passo que as trevas da ignorância se dissiparão (Isso daqui uns mil anos, porque o Cristianismo tem 2000 e ainda vive nessas condições, rsrsrs) e todos nós chegaremos ao tão sonhado objetivo: Evolução Espiritual!

Portanto, para matar dois coelhos em uma “caixa d´agua”, falei sobre o sincretismo e já pegando o gancho, acredito sim na existência dos Orixás Iofá, Yorimá, Yori como cultuado em vertentes umbandistas, se o dirigente sabe como “cultuar” essas vibrações, que ele seja feliz, assim como outros orixás como Logunan Tempo, Egunitá, que podem ser desdobramentos de energia que ao passo que ampliamos nosso conhecimento, ampliamos nossa capacidade de percepção das vibrações universais e com isso, trazemo-la para dentro de nosso trabalho, tenho sim curiosidade de aprender mais sobre eles e ao passo que me for permitido, chegará o momento para tal fato, portanto, ainda não obtive nenhuma resposta sobre eles, se há a necessidade de trazê-los para dentro dos meus trabalhos.

Paz Profunda.

Neófito da Luz .’.

A Evolução Litúrgica na Espiritualidade (Umbanda)

Prezados irmãos de senda, aqui quem vos fala é o Neófito, com mais um “blábláblá umbandístico”.

Exaustivamente estou escrevendo posts sobre as diversas liturgias umbandistas que existem por aí, a flexibilidade existente na religião, bem como diversas escolas espiritualistas que estudam e codificam a liturgia umbandista onde existem poucas relações entre as mesmas.

Também afirmo de diversas formas que existem diversas maneiras de praticar o bem, desde que respeitamos um conjunto de boas práticas, o que é relativo para cada pessoa e o bom senso, que temos que ter em cada um de nós.

Enfim, o que eu presencio de forma muito ampla é uma modificação massiva nas Leis Espiritualistas, muitas coisas estão mudando, o Kardecismo perdendo o preconceito e muitos centros cedendo espaço aos preto-velhos e caboclos, vejo muitos centros de Umbanda com uma liturgia mais branda, utilizando recursos menos densos, muitos baianos já desprezando bebidas, alguns guias desprezando oferendas.

Assim como nós, habitantes do plano físico, os habitantes do plano extrafísico também evoluem, aprendem, estudam, diferentemente do que muitos acreditam que os guias ficam presos no passado e no conhecimento antigo, eles conhecem nossas denominações hodiernas.

Negar a evolução da espiritualidade, bem como os rituais, as formas de trabalho é o mesmo que negar que caminhamos sempre ao progresso, em nossa vida, caminhamos sempre para frente, sem a possibilidade de retrocesso, sempre temos que olhar para frente, o que ficou para trás, não passa de experiência, aprendizado, não é mutável.

Muitos criticam meus pensamentos, muitas vezes sei que existem guias que ainda precisam utilizar o álcool e outros elementos densos para a realização de trabalhos, mas outros já não possuem essa necessidade, outros conseguem apenas com a imposição de mãos realizar o mesmo trabalho de um que solicita o ebó entre outros recursos ritualísticos de limpeza da Umbanda.

Saliento e ressalto que não é menosprezar essa forma de trabalho, e sim pensar para frente, obviamente se uma entidade vir em minha matéria pedir fumo, cachimbo ou outros elementos, ele com certeza o terá, eles sabem do porque dessa necessidade, vide um dos mentores que eu trabalho chamado Chico Preto, mas venho percebendo que isso vem diminuindo intensamente, outro dia consultei com um baiano extremamente firme que já não fumava e nem bebia, ele me disse que utiliza de outros recursos para realização de trabalho e que não necessitaria de um “choque” no campo espiritual do filho, confesso que isso ainda estou refletindo sobre esse “choque” mencionado por ele.

A Janela do conhecimento vem se abrindo, muitos umbandistas bem intuídos vêm trazendo bastante conhecimento, coincidentemente conheci hoje o Blog do Pai Gero, do “Umbanda do Bem” e vi que a semelhança da doutrina com o que também me é ensinado pelos mentores é muito grande, o que colabora com a certeza de que não estou “viajando” tanto quanto eu achava, ou seja, cada dia fica mais explícito essa modificação na forma litúrgica da Umbanda, a presença de guias que trazem para seus médiuns novos ensinamentos, quebras de paradigmas, hoje podemos vivenciar a existência de novas linha de trabalho, como os cangaceiros, malandros, alguns centros cultuando também linhas de piratas, já existem centros dedicando linhas específicas para caboclos e pretos-velhos quimbandeiros, ou seja, estão dividindo melhor as vibrações e as correntes de trabalho.

A Espiritualidade vem trazendo novos ensinamentos, temos que estar aberto a novas ideias e a mudanças para compreendê-las, rituais antigos estão caindo em desuso ao passo que as entidades evoluem, as pessoas evoluem e a prática umbandista vem se intensificando entre jovens, pessoas mais instruídas e pessoas que querem estudar e compreender a fundo os desígnios da religião, é inegável que ainda existe uma grande parcela de dirigentes anacrônicos que estão presos ao que aprenderam não abrindo para novas ideias, muitos tem a intuição mas preferem seguir aquilo que já conhecem impedindo a realização de mudanças, venho presenciando um choque cultural muito grande entre os adeptos antigos e novos, outro dia estive em um debate sério sobre a litúrgica umbandista sobre a necessidade de “despachar” exu durante a abertura, uns defenderam a tese de fazer um padê para agradar exu antes do trabalho, outros defenderam apenas a necessidade de louvar os exus na abertura de costas para o altar, outros ainda a necessidade de fazer o padê e queimar a fundanga em uma tábua para afastar as energias deletérias, outros disseram nem precisar cantar para exu e eu, simplesmente, defendi a ideia de cantar para exu DE FRENTE para o altar, o que causou espanto na maioria e alguns protestos.

Para um simples fundamento, existiram cinco opiniões diferentes, qual a certa? Te respondo com a maior FACILIDADE: Aquela que dá certo para você!

Tem exu que pede ferramenta, tem exu que não pede, tem casa que tem a tronqueira e pasmem, já conheci uma casa muito grande que não tinha isso vai depender de uma série de coisas, por isso, eu sempre digo meus irmãos, o principal mecanismo de força de uma casa é a SUA FIRMEZA, A SUA DEDICAÇÃO E A SUA CONVICÇÃO DE QUE ESTÁ FAZENDO A COISA CERTA.

Hoje já presenciamos muitos guias chamando os filhos pelo nome de batismo, mencionando os dias da semana, o nome dos meses, isso foi duramente criticado durante nosso bate-papo, aí questionei: Gente, mas o guia vive conosco, não seria imbecil ele não aprender as coisas modernas estando tão presentes em nossas vidas? Eis que os mais velhos falaram – Que eles trazem o conhecimento da vida que tiveram e isso impede que eles trouxessem novos conhecimentos do mundo moderno. Respeito a opinião, mas discordo veementemente de tal afirmação, mas tudo bem é o que eu falo: Para cada qual é dado conforme seu conhecimento.

O objetivo desse post é apenas um desabafo, apenas uma pequena observação da evolução que venho presenciando em muitos umbandistas, obviamente isso não muda a outra grande e maior parcela de pessoas ainda presas aos vícios e superstições, às pessoas que acham que os guias são adivinhos e gênios da lâmpada mágica, estamos vivenciando um despertar espiritual, é um processo do qual ainda demorarão alguns anos, a Umbanda antiga está morrendo, pessoas com maior grau de instrução estão adentrando nos terreiros, questionando certos fundamentos e com isso, abrindo um canal para novos conhecimentos e estarem mais receptivos aos ensinamentos provindos de seus próprios guias espirituais.

A Umbanda ainda é um bebê, como todo bebê, passa por processos, aprendizados, tropeços, erros, acertos, erros novamente e vai tateando e se adaptando ao que melhor se encaixa ao seu contexto, e para isso, temos grandes nomes dentro da religião que estão realizando um processo de “re-doutrinação” dentro do meio o que é produtivo e bom para todos nós, independente de qual linha é a sua Umbanda, sejam sempre íntegros, receptivos às aspirações cósmicas e abertos.

Eu mesmo tive que participar desse processo, sempre fui defensor de uma doutrina engessada dentro de um contexto, a Umbanda pura, sem atabaques, sem fumos, sem nada, até eu ser contrariado por um catimbozeiro, chamado Chico Preto, que fazia questão de usar um cachimbo que parecia uma escopeta, é o guia mais cantarolador que eu tenho, exige o toque do atabaque nos trabalhos, porque pra ele sem cantoria não tem alegria e sem alegria não tem labor; Posteriormente a esse fato incomum, fui contrariado novamente por um cangaceiro chamado Mané Baiano que me levou a um lugar muito bacana, através de um sonho extremamente esclarecedor relatado aqui no blog; Recentemente tive contato com a linha de malandro dando comunicação a um cara que nunca ouvi falar o nome, um malandro chamado Malunguinho e um Zé Pelintra que aparece de terno e chapéu preto. Cito esses últimos porque são entidades de linhas que nunca fiz o menor esforço para aprender e pelo contrário, como postei aqui no blog, eu era munido de relativo preconceito com tais linhas também por presenciar o trabalho das mesmas em certos médiuns, os Zés Pelintras que eu conheci, só sabiam falar coisas inúteis e usava 51 nos trabalhos, nunca fui muito aberto ao catimbó por considerar primitivo, nunca fui a favor de cangaceiro pela história da qual fui instruído, aos malandros pelo próprio nome que já traz um denotação pejorativa, mas com o tempo, tiveram a devida paciência de me ensinar, eu fui estando mais receptivo às lições do Mundo Espiritual e consequentemente a isso, mais calmo, mais maduro e equilibrado. Juntamente com esses mentores, também surgiu um preto-velho e um caboclo kimbandeiro, mencionando a necessidade de uma linha e culto específico para eles, o que também presenciei em outras doutrinas dentro da Umbanda, a chegada de linhas kimbandeiras para também realizarem o trabalho espiritual.

Juntamente com essa grande onda de novas frentes de trabalho, não muito novo, temos a corrente médica dentro da Umbanda, por muitos considerado a Linha do Oriente, do qual discordo veementemente, linha do Oriente é uma coisa e linha de Corrente Médica é outra, são egrégoras diferentes, Linha do Oriente ela é organizadora, ela que sustenta todas as religiões do globo e não são incorporantes.

Hoje meu pensamento é que se foi permitido pelo meu guia-chefe e pela alta hierarquia da minha corrente espiritual a chegada desses espíritos e desde que eles venham trazer a Palavra do Bem, da Prática e da Caridade e perpetuar os ensinamentos dos mestres cósmicos, que sejam bem vindos em minha matéria e que sejam louvados como todas as demais linhas que sempre respeitei dentro da Umbanda.

Ao passo que o nosso conhecimento vai expandindo, ficamos suscetíveis a novas ideias e com elas, a aproximação de mentores mais iluminados e cientes de nossa dedicação e vontade de aprender, hoje estou menos preconceituoso e mais receptivo, mas isso não impede que eu continue contestador, pesquisador e exigente com a forma de trabalho e a seriedade que devemos ter dentro dos trabalhos espirituais.

O mundo Espiritual, assim como a Terra, é vasto, existem centenas de milhares de atingir o objetivo, não é uma conta exata, independente de sua crença, de sua filosofia umbandista, de sua litúrgica, de como você enxerga os processos, sejam receptivos, aceitem os ensinamentos dos guias e que todos quebremos velhos paradigmas, hoje também já presencio muitas mulheres no atabaque, mesmo menstruadas o que era uma ofensa espiritual enorme nos cultos antigos, hoje já vejo ogãs trabalharem também como médiuns, o que era um grande problema até pouco tempo, nada impede tais questões, a espiritualidade é muito mais que essa fachada amarrada e engessada que pregávamos, a espiritualidade é amor, e amor é liberdade, compreensão, amizade e respeito. Muitas são as formas de se chegar ao Pai e consequentemente à Iluminação, procurem aquelas que vocês e seus guias espirituais mais se adequam, se precisa de atabaque, de fumo ou não, o importante é saberem porque estão fazendo isso, do mesmo jeito que cada um tem a sua caligrafia como regra e para as mesmas palavras escrevemos de formas bem diferentes, assim também é a espiritualidade que tem a flexibilidade de fornecer a cada um a ferramenta da qual somos mais eficientes em utilizar.

Gradativamente, todos chegaremos lá, por isso, estejam receptivos, quebrando paradigmas, procurando novas referências, novas fontes de aprendizado e ensinamentos com seus guias, através da intuição, sonhos, materializações, viagens, como quiserem…

E volto a repetir, isso não significa que eu não continue repudiando algumas superstições e nem tampouco alguns conjuntos de boas práticas que são inerentes à saúde espiritual da casa e dos adeptos.

Paz Profunda .’.

Neófito da Luz

Breve Comunicado Sobre os Trabalhos Umbandistas.

Saudações Irmãos…

Esse será um novo tipo de Post, que visa relembrar conceitos básicos de nossa Umbanda, importantíssimo salientar que isso ocorre dentro do conceito aprendido por Neófito, como me disse Chico Preto no último trabalho, realizado no domingo dia 07/12, a espiritualidade é vasta e limitar conceitos de Umbanda para Toda a Espiritualidade é a mesma coisa que limitar que todos os habitantes de uma região possuem a mesma característica.

O Leque da Umbanda se estende a cada dia que passa, temos alguns médiuns que são iluminados pelos seus mentores e trazem uma nova ritualística para encaixar uma grande colônia de espíritos praticantes do bem, tivemos W.W da Matta, Saraceni, Carlos Buby e cada um retratando uma faceta do culto umbandista e mobilizando grande número de espíritos para essas escolas.

São escolas que se complementam, trazem consigo um grande número de adeptos e com isso, contribuem para o crescimento exponencial da religião, em contrapartida, temos aqueles centros que seguem uma cartilha antiga, uma cartilha fundamentada em boatos, antropomorfismo e consequentemente regras arcaicas, o que seria o outro peso da medida.

Esse blog tem caráter disseminar os ensinamentos do Sr. Chico Preto, discutir as ideias de outras escolas e tentar DISMISTIFICAR dentro da MINHA VISÃO alguns conceitos e fundamentos antiquados ou inconsistentes com a Lei da Espiritualidade.

Volto a ressaltar, ele, Chico Preto,  nos elucidou durante o trabalho, dizendo que é impossível caracterizar a espiritualidade em um único método, mesmo porque terá baiano que trabalhará sem bebida, outro com bebida e fumo, outro ingerindo comida e outro não, e não é uma regra de certo ou errado, e sim espíritos que são oriundos de culturas diferentes, escolas diferentes ou espíritos que ainda estão em fase de aprendizado buscando seu espaço no cosmos e se encaixando na Senda da Caridade, e qualquer generalização dentro do contexto de magia é um erro, não existe o certo ou errado, existe métodos afins para uma causa específica.

Um Pena Branca pode vir em seu filho e tomar cerveja, fumar charuto, dar passe estalando os dedos e até cantando ou dançando, um outro Pena Branca pode vir TOTALMENTE diferente, o que torna isso diferente além do médium e seu aparelho espiritual, é o grau de evolução do guia espiritual, a escola do qual o mesmo trouxe seus fundamentos, como o médium foi doutrinado e como o guia teve que se adaptar à casa de onde ele trabalha.

Isso não significa que um trabalha certo e o outro errado, e sim com metodologias diferentes, o que tornará o seu trabalho eficiente será o seu aparelho mediúnico, esse é o principal elemento da incorporação e da propagação da graça do Pai, e o que podemos tratar como APARELHO MEDIÚNICO é o médium, sua inteligência, seu desprendimento e sua doação.

Serão inseridos no blog alguns “drops” filosóficos intitulados como “Coisas que não Devemos Esquecer” e que não se fazem a verdade absoluta e apenas uma referência para você buscar a sua, como será retratado no próximo POST: “Jogo Rápido: Doze Coisas Sobre Exús Que não Devemos Esquecer”

Liturgia da Linha de Exús

Saudações irmãos.

Ainda continuando com a minha experiência no último terreiro que eu visitei, do qual me relembrei de vários tópicos, um deles é a forma que é composta o ritual dos exús.

A primeira delas, é cantar para exú de costa pro altar, algo que já mencionei no blog, respeito as casas que ainda praticam esse culto, porém, discordo veementemente pelo fato de Exú também estar na Lei, independente do polo do qual ele trabalha, que é o polo negativo, para muitos, isso tem denotação pejorativa, o negativo aqui é o polo da força e não que é uma força ruim ou acintosa, perniciosa, entre outros adjetivos que denotam malevolência. É como a energia elétrica, a corrente só é transmitida em sua plenitude quando é unido os dois polos, positivo e negativo para que ocorra a corrente elétrica, assim é a Força Cósmica, o Yin-Yang, tudo é composto pela dualidade, e a Umbanda não fugiria desse conceito. Muitos dizem que a Quimbanda é complementar à Umbanda, um fator que eu concordo de verdade, existe o polo positivo e o polo negativo, sem problemas.

Como os exús são vistos como seres negativos, talvez houve a crença em que eles não trabalham na Luz e servem às Trevas, então criou-se o hábito de realizar trabalhos no escuro, e costa pro altar e todos vestidos de roupa escura. Acho até um simbolismo rico, por ter toda a crença que o exú atua nas trevas e tudo mais, mas uma coisa o Sr. Rei das Sete Encruzilhadas me disse: Muitos se confundem em atuar nas trevas com habitar nas trevas, e talvez isso fez eu mudar de ideia em relação ao culto realizado à linha dos exús.

Eu sou realmente contra cantar para os exús de costa pro altar, eu sinceramente acho que é diminuir a maravilha da linha, eu cantaria de frente como se fosse pra qualquer outra linha, exús são trabalhadores da Lei e guardiões escolhidos pelos nossos orixás, tanto é que tem exús que atuam com Oxalá, Xangô, Ogum e todos os outros orixás, portanto, não vejo nenhum problema em entoar seus pontos de frente com o altar assim como todos os demais trabalhadores da Senda Umbandista.

Portanto, Exús são nossos compadres, guardiões, amigos e são parte da Umbanda.

Sobre as roupas escuras, também entendo o simbolismo da linha, o motivo da cor preta que tem diversos simbolismos positivos, inclusive, um deles judaico-cristão que diz que o preto afasta os maus espíritos, tradição essa existente até hoje com os padres e até mesmo em velórios que é tradição se vestir de preto. Acho legal, nada impede disso acontecer, porém, na casa onde eu era pai pequeno, os exús também usavam branco, financeiramente é mais viável e na casa onde eu trabalhava, não existia uma gira somente pra eles, e sim no final de cada mês, os caboclos trabalhavam, os baianos e depois virava para os exús, portanto, como já estavam todos de branco, já aproveitávamos o ensejo e o trabalho ocorria de forma tranquila.

E por último, algo muito comum é trabalhar com as luzes apagadas, eu sinceramente acho que é simbólico, respeito, portanto, culto aos exús em minha casa era também com as luzes acesas, mesmo os exús atuando nas trevas, exú é luz, exú é serventia da Grande Espiritualidade, mesmo atuando nas trevas, não é lá que fazem sua morada, portanto, luzes acesas.

Obviamente cada um desses tópicos foi previamente conversado com os exús da casa e nenhum apresentou nenhuma objeção, eu mesmo já trabalhei com alguns e nenhum fez uma objeção essa “mudança” na tradição, o Marabô muitas vezes pedia para apagar onde ele atuava com cura, porém, ele atuava sob lâmpadas coloridas para a cromoterapia, então era necessário trabalhar com as luzes apagadas para que as luzes verde, azul e laranja pudessem ser mais iluminadas sobre o filho que precisava da cura.

Conforme ressaltei, nada contra as casas que ainda atuam dessa forma, tudo é simbólico e o que vale realmente é o coração focado e a mente firme para que possa ser praticada a caridade para os que ali adentram em busca de força, de fé, de cura para seus males.

Apenas um simples comentário.

Neófito da Luz.

Algumas considerações pessoais sobre a Liturgia Umbandista.

Paz Profunda Prezados Irmãos.
 

Estou ilustrando enfaticamente no blog os diferentes tipos de liturgia umbandista, os últimos posts frisou muito bem isso e gerou algumas dúvidas ou até questionamento da minha opinião pessoal sobre a prática.
Não sou o dono da verdade, apenas me coloco em estado de serventia aos guias e mentores, tento manter-me aberto aos ensinamentos únicos dos que me acompanham e tento tirar as dúvidas sempre que possível.
Obviamente algumas coisas eu chego a não concordar e é onde eu procuro estudar sobre o assunto. Como meu canal de comunicação ainda não está muito bem estabelecido devido alguns excessos praticados nos últimos anos, vagarosamente estou voltando a galgar os degraus da evolução e assim, percorrer juntamente com eles na Senda da Caridade.

Claro que isso vai incomodar algumas pessoas mas é minha opinião sobre o que eu conheço de Umbanda e o que foi passado, também estou colocando algumas opiniões pessoais.
Segue alguns tópicos bem básicos:
– Caboclo que é a força do terreiro, se fosse diferente, teríamos vários exús como chefes de ori ou até mesmo de templos e não os caboclos. Muitos dizem que não evocar exú na abertura é perigoso.
– Sou contra o ritual de cantar para 250 orixás na abertura, se torna cansativo e desgastante, orixás e guias sabem os seus devidos lugares, não será um ponto que vai trazê-los ou não para a vibração do Terreiro;
– Exús são soldados do astral, são os guardiões dos terreiros, os que atuam na baixa e média vibração, os vigilantes, não é preciso evocá-los na abertura, eles já possuem seu ponto de firmeza no terreiro;
– Meus caboclos e boiadeiros não dançam, assim como os falangeiros dos Orixás, enche aos olhos um guia dançando bonito, dando aquele “show” dentro do casuá, mas acho que incentiva a vaidade e ainda mais o animismo. Dos que dançam em minha linha, são apenas os baianos e os mestres, esses sim, exigem explicitamente a curimba; Para eles é aberto uma rara excessão,
– Quem quer ver dança, quer ver “show” de orixás, que procurem outro terreiro, sou a favor da prática da caridade, sou a favor da objetividade! Quem vai necessitado, quer ser atendido, curado, quem vai atrás de ver uma dança, quer farra, e terreiro não é local de farra;
– Importante salientar que não acho futilidade o ato de dançar em si, a dança simboliza a limpeza, o movimento Cosmico, com a dança se limpa o ambiente e a entidade, o grande problema é que muitos mediuns confundem a dança de seus guias com sua própria dança, é onde mora o perigo. Muitas religiões consideram a dança sagrada e um meio de se devotar a Deus, mas muitas vezes não é o que acontece nos terreiros, o guia dança demais, 10, 20 minutos perdendo a objetividade da casa, para alimentar um único objetivo: O Ego;
– Sou contra o ritual de batida de cabeça, se Umbanda é humildade, quem sou eu para exigir que alguém, cheio de problemas como eu, bata cabeça para mim?
– Erê é o mensageiro direto do Orixá e Exú não é o seu escravo, é apenas o seu “guarda-costa”, em um sentido extremamente simplista;
– A roupa do terreiro é branco, não verde e branco, vermelho, roxo, é branco;
– A gira dos exús é de frente com o altar, luzes acesas e de branco. Mesmo atuando no polo negativo do Cosmico, são irmãos como os caboclos e pretos-velhos;
– Medium rodando o barracão todo pra receber? Circo! Medium firme tem a comunicação rápida e firme, diferente disso, muito tempo pra receber e rodar, é medium carente de atenção;
– Roupagem de guias? Como disse, o uniforme do Terreiro é branco, nada de calça de boiadeiro, roupa de orixá, o uniforme é branco;
– Aparatos de guias? De acordo apenas com alguns; Chapeus, alguns lenços, cigarros, bebidas, fitas para os ciganos, punhais, somente isso. Capas, cocares, arco e flecha, chicotes, cordas, não sou de acordo;
– Reuniões semanais, e não mensais, quinzenais ou trimestrais, o mal não espera, a doença não espera, temos que estar de prontidão para socorrer os necessitados;
– Junto com a calça e a camisa branca, a toalha para que não toquemos nas pessoas e sim utilizamos as toalhas, para enxugar o medium também é importante;
– Bebidas e fumos? Depende do mentor e do grau de incorporação do medium;
– Orixás não castigam, não ficam magoados com seus filhos, orixá é a vibração Pura de uma Qualidade Divina, trabalhamos com os representantes dessa força. Ele não tem quizila, não fica irritadiço e nem influencia em seus defeitos;

– Em relação às oferendas, ainda tenho muito o que estudar, particularmente acho desnecessário, mas preciso ter mais conhecimento sobre o assunto para falar com propriedade, os meus em quatorze anos, nunca me pediram.

Logo mais posto mais algumas considerações pessoais sobre o assunto.

 
Paz Profunda.
Neófito da Luz.

Os diferentes tipos de liturgia umbandista – Parte II – Exu

Ontem, demos uma pequena introdução sobre exu e espero concluir nesse texto:

Foi deixando em aberto os tópicos:

  • · Roupagem fluídica;
  • · Incorporação;
  • · Quizila com eres.

Quanta a roupagem fluídica, como já mencionei, não é uma regra aquelas imagens deformadas que vendem em casa de artigos religiosos, eu mesmo já presenciei exus totalmente diferentes daqueles da imagem. Alguns podem até ter chifre, mas totalmente diferente da igreja e do próprio Cristianismo que o chifre quer dizer que a entidade é oriunda das regiões mais baixas do orbe, na mitologia nórdica, o chifre era sinal de força, o próprio Deus que protege os portões de Asgard, onde vivem os Deuses, Heimdall, possui chifre em seu capacete como ilustra a figura que postei no primeiro texto sobre esse assunto. Segue abaixo um texto sobre o significado do chifre:

O chifre tem o sentido de eminência, de elevação. Seu simbolismo é o poder. De maneira geral, é, aliás, o símbolo dos animais que têm chifre. Tal simbolismo está ligado a Apolo Karneios, a Dioniso. Foi usado por Alexandre o Grande, que se apropriou do emblema de Amon, o carneiro, a que o Livro dos mortos egípcio chama Senhor dos dois chifres. É encontrado, ainda, no mito chinês do terrível Tch’e yeu, de cabeça corcunda, a quem Huang-ti não pôde vencer senão soprando num chifre. Huang-ti utilizou a bandeira do seu rival, carregando sua efígie corcunda e conservando em seu poder a virtude do adversário para impor seu próprio poder. Os guerreiros de diversos países (principalmente os gauleses) usavam capacetes com chifres. O poder dos chifres, aliás, não é apenas de ordem temporal. (Extraído do site www.profeciasnet.com.br)

Talvez seja por isso que possa existir exus com chifres, pelo menos no meu caso, nenhum dos guardiões eu pude verificar a existência dos mesmos.  Claro que há o fator que podem se plasmar de qualquer forma, como eu me impressionaria, preferiram omitir a existência do mesmo.

Agora o significado da cor preta de um ponto de vista esotérico é proteção, é força. Interessante lembrar que os padres utilizam a cor negra para afastar os maus espíritos, baseado nessa mesma afirmação, o preto foi utilizado para os enterros, para que nos protegêssemos de maus espíritos e até mesmo da morte. Algumas correntes cristãs, acreditam que os anjos quando visitam a Terra, eles também vestem negro. Podemos enumerar vários significados para essa cor, mas para mim essa foi a mais coerente. Temos também o vermelho que pode representar a sensualidade, como alguns creem, exu é o orixá da fertilidade. Mas dentro mesmo da cor vermelha, podemos associá-la ao chacra básico, o início da kundalini, a energia Terrestre. Ele também favorece a conquista da vitória pelo esoterismo. Não vou me estender muito a esse assunto pra não ficar muito chato.

A grande maioria dos exus usam capa, capa tem o simbolismo de trabalho de alta magia. Ela tem o mesmo significado que o manto em ordens iniciáticas, que simboliza a proteção dada pela sabedoria adquirida. Isso no caso da capa cor preta, o seu interior vermelho simboliza o sacrifício do nosso “Eu Interior”, lembrando o sangue derramado por templários e outros cavaleiros. Lembrando que a capa também significa nobreza.

Alguns exus carregam o tridente ou até mesmo em seus pontos, o significado do tridente remonta aos tempos mitológicos, já era usada por Poseidon, o Deus dos Mares na mitologia grega e sendo assim, por Netuno, o Deus dos Mares na Mitologia Romana. Antes dos tempos mitológicos, podemos presenciar o uso do tridente no hinduísmo, por Shiva, o Deus da Destruição e que anda sobre a Terra, mantendo o equilíbrio cósmico. No Hinduísmo é chamado de trishula. Suas três pontas representam as três qualidades dos fenômenos: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio).

É um símbolo erroneamente confundindo com as hostes infernais, vamos combinar que o Cristianismo, muito mais o catolicismo execrou, banalizou todos os fenômenos e simbologias pagãs e esotéricas, tudo o que não era cristão era demoníaco sendo assim, criando essa falsa imagem sobre muitas coisas que presenciamos. Como nascemos em berço cristão de alta tradição católica, nascemos com esses vícios.

Agora vamos entrar no quesito incorporação do médium com as linhas de exus…

Muito comumente presenciamos nas casas exus corcundas, com garras, utilizando de diversos termos torpes que de certa forma, até prejudica a harmonia do trabalho. Por que isso acontece?

Ontem falando com uma irmã a respeito desse assunto, acreditamos e já presenciei exus com mais luz que o caboclo, mas ainda anda nas trevas por não se achar digno de caminhar na Luz ou até mesmo porque se sente mais útil trabalhando em hostes inferiores. Como soldados do astral, como mantenedores da Ordem. Claro que todos os espíritos independente da egrégia da qual faz parte, possuem graus evolutivos diferentes, o que eu não descarto alguns exus com pés de cabra, chifres e outros itens que eu já citei, confesso já presenciar espíritos dessa forma mas não senti a vibração Exu, claro que eu posso estar enganado, mas não sentia aquele calor que sinto no ombro esquerdo ou até no braço na presença de um exu.

Acho que esses são irmãos que ainda estão em franco processo de evolução, não que não estejamos, mas acredito que por ainda guardarem estigmas ou certas características no períspirito ainda estão em processo de evolução espiritual e intelectual, claro que não é por isso que temos que desprezá-los e sim dar-lhes a oportunidade da prática do amor e da caridade e assim, galgando os degraus da evolução. Claro que aceito comentários discordando do que eu estou falando para que assim eu possa aprender também.

Quanto à quizila com eres, como todos sabem, não acredito em quizila, então com as linhas da Umbanda não seriam diferentes. Esse caso de ere ter medo de Exu mostrou-se pura balela. Se são todos trabalhadores em prol de um benefício comum, a prática da caridade sob as Leis Vibracionais dos Orixás, existir rixas? Realmente eu não acredito nisso. Se alguém tiver algum fato que contrarie isso, por favor, fique a vontade para comentar, assim como me apedrejaram com o post Linha de Cangaceiros. Estamos aqui pra isso [risos].

Ainda darei continuidade ao contexto Exu antes de entrar em um novo tópico.

Paz Profunda. Neófito.