Uma “Muito Breve” Consideração sobre a Linha dos Mestres na Umbanda

Aranauam a todos.

Já realizei um post sobre a chegada da linha de cangaceiros na corrente espiritual da qual eu sirvo, juntamente com isso, gostaria de escrever também sobre a linha de mestres que vem surgindo com força dentro da Umbanda.

Antes da linha de cangaceiro, conforme já mencionei em outro post, se aproximou Sr. Chico Preto, me falando que trabalhava como um mestre, muito cultuado no catimbó. Juntamente com o Sr. Chico Preto, também se aproximou um outro mentor chamado Manoel da Mina, tentei realizar pesquisas do mesmo e não encontrei na internet, só achei algo sobre com uma irmã que está no Ceará e me disse muito dele, inclusive que ele aparece em mediuns que estão próximos a um cargo na casa e foi duas semanas antes de me tornar pai pequeno no antigo centro.

Na época, em meados de 2009 procurei muito saber sobre a linha de Mestres, o culto ao Catimbó, existia sim algumas semelhanças com a forma de trabalho do Chico Preto e do Manoel da Mina, o cachimbo, as cantigas, a forma de trabalhar com alegria, cantoria e ensinamentos, mas outros elementos do catimbó caíram em desuso, o culto à Jurema por exemplo não foi prioridade e nem muito o aspecto da bruxaria européia, apesar de ambos serem feiticeiros, talvez se adequaram à forma de trabalho da Umbanda.

No Catimbó verifiquei que cultuavam o Tronco da Jurema, tinha muitos preceitos católicos e alguns sacrifícios, e sacrifício é algo que eu abomino e de forma alguma eu aceitarei, eu sou umbandista, e umbanda não tem sacrifícios com sangue. Percebi que mesmo eles mesmo sendo da linha de Mestres como costumam dizer, eles tinham uma metodologia totalmente diferente dos trabalhos na Jurema, achei interessante, como ele se adequou à forma de trabalho dentro da liturgia Umbandista, repetindo e ressaltando.

Um outro exemplo clássico é o Sr. Zé Pelintra, de nordestino, com chapéu de palha e cachimbo se transformou em um malandro, carioca da Lapa, muito respeitado e louvado dentro da liturgia umbandista.
Está ocorrendo uma convergência maciça no Plano Espiritual, uma readequação da forma de trabalho e uma aceitação maior por parte de todos os dirigentes espirituais.

Tive dois grandes exemplos, a chegada do Sr. Chico Preto depois de 11 anos de Umbanda, eu, já achando que minha linha de trabalho já estava firmada, veio, tomou a frente, trouxe a responsabilidade e hoje desempenha um importante papel dentro da minha linha de trabalho e agora, a aproximação do Sr. Mané Baiano trazendo consigo a egrégora dos cangaceiros para agregar ainda mais à minha linha de trabalho.

A Umbanda está se transformando, velhos conceitos, velhos paradigmas já estão sendo quebrados, a Umbanda está sofrendo uma grande readequação e está voltando a atrair pessoas, agora os mediuns querem estudar, querem aprender, antigos vícios, costumes e até mesmo superstições estão sendo abolidas. Grandes Movimentos Umbandistas estão sendo criados e isso vem sendo extremamente benéfico. Vejo de forma positiva muitas vezes a formação de escolas umbandistas, livros e aprendizados, mas lembre-se, sempre importante OUVIR as suas próprias entidades, aprendam, para formar opiniões e aprender novos conceitos, mas sempre ouçam suas próprias entidades, vocês são capazes.

Com toda essa transformação circunstancial, era evidente a chegada de novas correntes de trabalho, e a linha de cangaceiros e de mestres dentro do Universo Umbandista está cada vez mais comum.

Alguns terreiros ainda mantém a tradição do Culto à Jurema em seus rituais, mas indubitavelmente outros mestres aprenderam outras formas de trabalho que são mais condizentes com a Umbanda, então, queridos irmãos, se sentirem um mestre ou dois ao lado de vocês, não é imperativo recorrer ao estudo da Jurema e o Catimbó para que o mesmo possa trabalhar em sua matéria, muito pelo contrário, ele se adequará ao que vocÊ sabe e pode acrescentar ou não novas formas de trabalho.

O Sr. Chico Preto que chegou em 2009 me mostrou muito isso, me ensinou como funciona o catimbó sem necessitar de nenhum ritual propício para que ele possa vir trabalhar, a Egrégora Umbandista o acolheu e ele se adaptou às formas de trabalho e encantamentos da religião, de nossa frequência vibratória.

O interessante do culto aos mestres é que não tem uma liturgia fixa como marujos ou boiadeiros, existem entidades de todos os jeitos, ou é mineiro, ou é pernambucano, cada um tem uma característica muito peculiar de trabalho.
É como se fosse uma linha “livre”, onde cada um traz o seu axé, a sua forma de trabalhar e cultuar, é bem interessante essa individualidade na forma de trabalho na linha de mestres. Não é uma linha que possui um arquétipo bem definido.

Geralmente são espíritos que não são ligados com Orixás como aprendemos com nosso caboclos, preto-velhos, entre outras dentro das Sete Linhas da Umbanda, os Mestres são verdadeiros Magos que sabem manipular com maestria os elementais e possuem capacidade para transitar nas Sete Vibrações ou Sete Linhas da Umbanda, não se espantem se um mestre precisar vir dentro da Linha de Caboclos. Costumo dizer que os Mestres são espíritos agregados que trabalham ou possuem afinidades com nossas próprias linhas de trabalho, sinto fortemente que pedem a permissão ao meu guia chefe e com a permissão do meu Próprio Orixá, eles me irradiam e realizam seus trabalhos.

Um fato curioso, é que esse é um processo que já aconteceu antes, na década de 1950 com a chegada dos baianos, que também não ocorria ligação com nenhum outro orixá e foram imantados dentro da vibração de Iansã e Oxóssi.

A Umbanda é uma Verdadeira Mãe, que abraça a todos os Espíritos que tem por finalidade praticar o bem e a caridade, através dessa idéia, estão ocorrendo essas inúmeras mudanças. Algumas casas umbandistas já estão dedicando trabalhos exclusivos para a Linha de Mestres e assim também me foi solicitado.

Não acredito que temos que nos formar na Jurema, fazer o trabalho dentro do culto do Catimbó, orando terço, cultuando o tronco, para trabalharmos com esses mestres, o coração limpo e a mente aberta, estarmos receptíveis e suscetíveis ao conhecimento que eles irão nos transmitir são essenciais.

Srs, não há religião maior que a Verdade, como diz o Sr. Chico Preto, nós aqui da Terra somos muito apegados a títulos, formações, entre outros conceitos que são irrisórios dentro da Espiritualidade.

Basta ter o conhecimento e a dedicação que qualquer um é capaz!

E concordo, não é um diploma que me torna um sacerdote, e sim minhas intenções e minha ligação com o Cosmico.

Namastê.

Neófito da Luz.

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Uma “Muito Breve” Opinião sobre os Mestres na Umbanda

Aranauam a todos.

Já realizei um post sobre a chegada da linha de cangaceiros na corrente espiritual da qual eu sirvo, juntamente com isso, gostaria de escrever também sobre a linha de mestres que vem surgindo com força dentro da Umbanda.

Antes da linha de cangaceiro, conforme já mencionei em outro post, se aproximou Sr. Chico Preto, me falando que trabalhava como um mestre, muito cultuado no catimbó. Juntamente com o Sr. Chico Preto, também se aproximou um outro mentor chamado Manoel da Mina, tentei realizar pesquisas do mesmo e não encontrei na internet, só achei algo sobre com uma irmã que está no Ceará e me disse muito dele, inclusive que ele aparece em mediuns que estão próximos a um cargo na casa e foi duas semanas antes de me tornar pai pequeno no antigo centro.

Na época, em meados de 2009 procurei muito saber sobre a linha de Mestres, o culto ao Catimbó, existia sim algumas semelhanças com a forma de trabalho do Chico Preto e do Manoel da Mina, o cachimbo, as cantigas, a forma de trabalhar com alegria, cantoria e ensinamentos, mas outros elementos do catimbó caíram em desuso, o culto à Jurema por exemplo não foi prioridade e nem muito o aspecto da bruxaria européia, apesar de ambos serem feiticeiros, talvez se adequaram à forma de trabalho da Umbanda.

No Catimbó verifiquei que cultuavam o Tronco da Jurema, tinha muitos preceitos católicos e alguns sacrifícios, e sacrifício é algo que eu abomino e de forma alguma eu aceitarei, eu sou umbandista, e umbanda não tem sacrifícios com sangue. Percebi que mesmo eles mesmo sendo da linha de Mestres como costumam dizer, eles tinham uma metodologia totalmente diferente dos trabalhos na Jurema, achei interessante, como ele se adequou à forma de trabalho dentro da liturgia Umbandista, repetindo e ressaltando.

Um outro exemplo clássico é o Sr. Zé Pelintra, de nordestino, com chapéu de palha e cachimbo se transformou em um malandro, carioca da Lapa, muito respeitado e louvado dentro da liturgia umbandista.
Está ocorrendo uma convergência maciça no Plano Espiritual, uma readequação da forma de trabalho e uma aceitação maior por parte de todos os dirigentes espirituais.

Tive dois grandes exemplos, a chegada do Sr. Chico Preto depois de 11 anos de Umbanda, eu, já achando que minha linha de trabalho já estava firmada, veio, tomou a frente, trouxe a responsabilidade e hoje desempenha um importante papel dentro da minha linha de trabalho e agora, a aproximação do Sr. Mané Baiano trazendo consigo a egrégora dos cangaceiros para agregar ainda mais à minha linha de trabalho.

A Umbanda está se transformando, velhos conceitos, velhos paradigmas já estão sendo quebrados, a Umbanda está sofrendo uma grande readequação e está voltando a atrair pessoas, agora os mediuns querem estudar, querem aprender, antigos vícios, costumes e até mesmo superstições estão sendo abolidas. Grandes Movimentos Umbandistas estão sendo criados e isso vem sendo extremamente benéfico. Vejo de forma positiva muitas vezes a formação de escolas umbandistas, livros e aprendizados, mas lembre-se, sempre importante OUVIR as suas próprias entidades, aprendam, para formar opiniões e aprender novos conceitos, mas sempre ouçam suas próprias entidades, vocês são capazes.

Com toda essa transformação circunstancial, era evidente a chegada de novas correntes de trabalho, e a linha de cangaceiros e de mestres dentro do Universo Umbandista está cada vez mais comum.

Alguns terreiros ainda mantém a tradição do Culto à Jurema em seus rituais, mas indubitavelmente outros mestres aprenderam outras formas de trabalho que são mais condizentes com a Umbanda, então, queridos irmãos, se sentirem um mestre ou dois ao lado de vocês, não é imperativo recorrer ao estudo da Jurema e o Catimbó para que o mesmo possa trabalhar em sua matéria, muito pelo contrário, ele se adequará ao que vocÊ sabe e pode acrescentar ou não novas formas de trabalho.

O Sr. Chico Preto que chegou em 2009 me mostrou muito isso, me ensinou como funciona o catimbó sem necessitar de nenhum ritual propício para que ele possa vir trabalhar, a Egrégora Umbandista o acolheu e ele se adaptou às formas de trabalho e encantamentos da religião, de nossa frequência vibratória.

O interessante do culto aos mestres é que não tem uma liturgia fixa como marujos ou boiadeiros, existem entidades de todos os jeitos, ou é mineiro, ou é pernambucano, cada um tem uma característica muito peculiar de trabalho.
É como se fosse uma linha “livre”, onde cada um traz o seu axé, a sua forma de trabalhar e cultuar, é bem interessante essa individualidade na forma de trabalho na linha de mestres. Não é uma linha que possui um arquétipo bem definido.

Geralmente são espíritos que não são ligados com Orixás como aprendemos com nosso caboclos, preto-velhos, entre outras dentro das Sete Linhas da Umbanda, os Mestres são verdadeiros Magos que sabem manipular com maestria os elementais e possuem capacidade para transitar nas Sete Vibrações ou Sete Linhas da Umbanda, não se espantem se um mestre precisar vir dentro da Linha de Caboclos. Costumo dizer que os Mestres são espíritos agregados que trabalham ou possuem afinidades com nossas próprias linhas de trabalho, sinto fortemente que pedem a permissão ao meu guia chefe e com a permissão do meu Próprio Orixá, eles me irradiam e realizam seus trabalhos.

Um fato curioso, é que esse é um processo que já aconteceu antes, na década de 1950 com a chegada dos baianos, que também não ocorria ligação com nenhum outro orixá e foram imantados dentro da vibração de Iansã e Oxóssi.

A Umbanda é uma Verdadeira Mãe, que abraça a todos os Espíritos que tem por finalidade praticar o bem e a caridade, através dessa idéia, estão ocorrendo essas inúmeras mudanças. Algumas casas umbandistas já estão dedicando trabalhos exclusivos para a Linha de Mestres e assim também me foi solicitado.

Não acredito que temos que nos formar na Jurema, fazer o trabalho dentro do culto do Catimbó, orando terço, cultuando o tronco, para trabalharmos com esses mestres, o coração limpo e a mente aberta, estarmos receptíveis e suscetíveis ao conhecimento que eles irão nos transmitir são essenciais.

Srs, não há religião maior que a Verdade, como diz o Sr. Chico Preto, nós aqui da Terra somos muito apegados a títulos, formações, entre outros conceitos que são irrisórios dentro da Espiritualidade.

Basta ter o conhecimento e a dedicação que qualquer um é capaz!

E concordo, não é um diploma que me torna um sacerdote, e sim minhas intenções e minha ligação com o Cosmico.

Namastê.

Neófito da Luz.

Tupã e a Criação do Mundo

Tupã

Autora: Rosane Volpatto
Site: http://juremeironeto.wordpress.com/rei-tupa/ (Um site muito bacana por sinal)

No início de todas as coisas, Tupã criou o infinito cheio de beleza e perfeição. Povoou de seres luminosos o vasto céu e as alturas celestes, onde está seu reino.
Criou então:

A formosa Deusa Jaci, a Lua, para ser a Rainha da Noite e trazer suavidade e encanto para a vida dos homens. Mais tarde, ele mesmo sucumbe ao seu feitiço e a toma como esposa.
Jaci era irmã de Iara, a Deusa dos lagos serenos.
Criou ainda, o forte Deus Guaraci, Deus do Sol, irmão de Jaci, o qual dá vida a todas as criaturas e preside o Dia.
Fez nascer também Icatú, o belo deus. Formou um lugar de delícias para os bons e um lugar tenebroso para os maus. Neste lugar vagam as almas sem vida e os espíritos dos guerreiros sem glórias ou fugidos das tribos.
Tupã, após uma batalha, lançou para este lugar sombrio, seu temível e poderoso inimigo Anhangá. deus dos Infernos, chamando estes lugares de regiões infernais.

Juntamente com este impiedoso deus, à este mundo subterrâneo também forma dirigidos:

o Jurupari que ficou conhecido como mensageiro deste deus cruel;
Tice, que tornou-se esposa do deus das trevas;
Xandoré (ave falconídea), o deus do ódio;
Caramuru e o Boto;
Abaçaí e Guandiro e muitos angás. Este era o reino do pavor, do ódio, da dor e da vingança.
No alto dos céus, sentado em seu trono, Tupã criou milhares de criaturas celestes que executavam suas ordens e o louvavam.

Fez nascer sobre os verdejantes mares os Sete Espíritos e os gênios que sob as ordens do Boto Deus dos abismos dos mares, governavam os oceanos e habitavam na sagrada Loca, que é a habitação dos deuses marinhos no fundo das águas.
Criou Pirarucú, Deus do mal e deu vida ao alegre Curupira, Deus protetor das florestas. Do mesmo modo, nasceram as Sete Deusas:

Guaipira, a deusa da história
Pice a deusa da poesia
Biaça, a deusa da astronomia
Açutí, a deusa da escrita
Arapé, a deusa da dança
Graçaí, a deusa da eloqüência
Piná. a deusa da simpatia
Depois criou para a alimentação dos deuses, o divino Ticuanga, o bolo feito de massa de óleos e outras iguarias deliciosas para alimentar e deleitar os imortais.
Mandou em seguida, preparar o sagrado Tapicurí, o vinho dos sacros deuses
E Tamaquaré, a fina essência aromática usada pelos Senhores da Eternidade. Estabeleceu as horas, os minutos e os segundos. Fixou as estações e as mutações.
Deu uma forma estável e regular ao Universo e instituiu o Nadir e o Zênite. Fez nascer a reciprocidade e criou:
Catú, o deus outonO
Mutin, o deus da primavera
Peurê, o senhor do verão
Nhará, que preside o inverno

Criou também Tainacam, a deusa das constelações.
Igualmente deu vida as Tiriricas, as deusas da raiva, do ódio e da vingança.
Colocou nas densas florestas o Caipora, deus vingativo, protetor das casas e dos animais e lhe deu o feroz porco caitetú, sobre o qual cavalgava o temido deus, protegendo os filhotes dos animais.
Criou Aruanã, o deus da alegria e protetor dos Carajás(tribo de Goiás) e faz germinar no norte do Brasil as ricas e belas carnaubeiras, chamadas de árvores da vida.

Para concluir sua obra, Tupã veio ao mundo e fez o homem e deu-lhe como companheira a mulher e logo eles se multiplicaram e encheram toda a terra.

O poderoso deus tomou então das suas criaturas e ensinou-lhes a arte de tirar do seio da terra, ricos legumes e frutas, trabalhar com barro e argila e do ferro Ubiratã, fazerem as mais fortes lanças e armas de guerra.
Depois transmitiu aos homens todo o conhecimento sobre os remédios para todas as doenças.
Finalmente, ensinou-lhes as artes que tornam a vida mais suave a amena.
Abençoou o Sagrado Ibiapaba, Monte Sagrado dos Deuses Brasileiros e nele permitiu a permanência das Parajás, do bondoso Inoquiué, das Parés, de Solfã e de outros deuses imortais. Até ele próprio lá comparecia, vez por outra.
Alegres viviam os homens, felizes cresciam as crianças. Todos os deuses gloriosos e imortais amavam-nos e davam-lhes formosos e ricos rebanhos de capivaras, pacas e cabras.
Ao morrerem, os homens não sofriam, pois mergulhavam em doce sono, seus corpos voltavam à terra e suas almas subiam aos céus.
A vida proporcionava todo o bem imaginável.
A terra era fértil e produzia-lhes todas as árvores frutíferas que precisavam.
Se algum mortal faltava com a veneração dos imortais, entretanto, era duramente castigado.
Os deuses reuniam-se em assembleia na Monte Ibiapaba e enviavam as mensagens aos homens pelo alegre Curupira, o qual, possui os calcanhares para diante, os dedos para traz e habita as floresta, castigando todo aquele a destrói ou incendeia e é mais célebre do que Polo, o deus do vento.
Mas, eis que um dia, Anhangá, cheio de inveja, transformado numa bela e astuta jararaca gigante, soprou no ouvido dos homens a maldade e ainda que os outros deuses protetores vagassem em torno deles para ajudá-los, nada conseguiram.
Então começaram os homens a serem dominados por grande ambição e as Parajás, deusas do bem, da honra e da justiça, que eram inseparáveis, envolveram o corpo com brancas plumas e abandonaram os mortais,
Voltando para junto dos deuses eternos e a escura Deusa Sumá (deusa inimiga dos homens), envolvida em negra manta, feita de cipó chumbo, vagou pela terra, espalhando ódio e discórdia. Deste modo os maus sentimentos ganharam o mundo e os mortais tiveram o conhecimento do mal, da injustiça e amaram mais a maldade do que as belas virtudes.

No alto dos céus, com os outros deuses, Tupã dominava, desde o começo dos tempos e numa grande batalha, vencera o cruel deus Anhangá, senhor dos infernos e seu irmão, o Deus Xandoré.

Com o seu poder, Tupã aprisionou o deus do ódio na sagrada serra do Ibiapaba.

Algum tempo depois, ele foi solto por Jururá-Açu a bela imortal.

Por castigo, Tupã, fez nascer nas costas desta deusa uma espécie de concha, e cobriu-lhe o corpo todo como uma cor amarelada e Jururá-Açu transformou-se na feia e horrível tartaruga que habita as águas doces dos rios.

Assim, pode Tupã se gloriar de ter vencido todos os que se opunham à ele.
Mas agora Tupã arrependeu-se de ter criado os homens! Voltou ele então à Ibiapaba e se reuniu em assembleia com os imortais. Depois de muita discussão, chegaram à um consenso que deveriam destruir a terra e todos os homens.

Já Caramurú, deus que presidia as faíscas e as ondas revoltas dos grandes oceanos, por ordem do Conselho Divino, queria derramar sobre a terra os seus raios e curiscos, mas o deus do trovão decidiu que a terra deveria ser engolida pelas águas da chuva.
Desta forma, Polo aprisionou os ventos na forte e gigante palmeira ubuçú, mo Monte Araçatuba.

Boto desceu à terra, convocou todos os grandes e pequenos rios e Iara, raivosa, ordenou as fontes e as chuvas que caíssem abundantemente durante quarenta dias e noites, sem cessar.
Os Sete Espíritos dos grandes oceanos por ordem do Boto, atiraram para a terra seca, bravias ondas dos mares e fortes aguaceiros despencaram dos céus.

As janelas celestes se abriram e as plantações dos Tupis quedaram-se sob o peso das águas e da tempestade.

As águas invadiram toda a terra levando com elas as ocas, as tabas, as árvores e os templos. Os animais se debatiam nas ondas. Tribos numerosas eram engolidas pela inundação e os que escapavam das águas, morriam nas alturas dos montes por determinação de Tupã.
Quando Tupã olhou para a terra, viu o mundo submerso em águas mortas e apenas um casal de homens reverentes para com os eternos, contemplava os céus: Açu e Pirá.

Neste instante o senhor dos mundos, fez baixar as águas e surgiram novamente as montanhas, a planície e a terra seca.
Açu olhou a sua volta e viu tudo mergulhado no silêncio da morte. As lágrimas começaram a molhar sua face, quando perguntou a Pirá:

– Somente nós não sucumbimos no cataclismo, o que faremos sós e abandonados nesta imensidão?
Os dois suplicaram entre salgadas lágrimas que a meiga e doce deusa Caupé para que os ajudassem a recuperar toda a geração morta Ouvindo tais súplicas a deusa desceu e falou-lhes:

– Olhai três vezes para os céus e dizei:

? Descobrimo-nos perante vós deuses imortais, curvamos as nossas cabeças perante vossas ordens.

Depois, tomai grande porção de areia e atirai para o alto.
Não hesitando um só momento em executar os tais ensinamentos da deusa e mal atiraram os grãos de areia, viram que deles surgiram imagens, formas humanas.
E, desse modo, com o auxílio divino, nasceram milhares de homens e mulheres e essa geração humana vindo de um só Ramo Tupi, encheu todo o lendário Brasil.
—-> Depois de algum tempo, Açú e Pirá tiveram um filho, Tujubá, o ascendente dos tupinambás.

Os filhos deste foram:

Arumã, o herói,
Moema,
Taparica, que foi pai de Paraguassú,
Irapuã,
Tibiriça que foi pai de Bartira, esposa do guaraciaba (João Ramalho), fundador de Piratininga,
Tamará, Jucuré o semi mortal,
Icundi, e o belo Gunzá,
Araribóia, o valente,
Taparica, o invencível,
Paumá, o navegador,
Inhampuambuçu, o vingativo,
Poti, o guerreiro
e Mendicapuba
e a formosa Agniná.
———>>>>>Nota:( Juremeiro Neto )
O Primeiro Reino da Jurema e Chamado de Reino de Tupã ou Reino do Juremal.

Temos que separar pois os Índios Tupis, grande parte das aldeias era dos seus descendentes os índios Tupinambás que por sua vez o cacique maior da aldeia tinha o mesmo nome e depois de ser passado para a Jurema Sagrada o cacique Tupinambá foi encantado no Reis Tupinambás.

Na Jurema Sagrada são levados a Reis pessoas que em vida fez grandes feitos pela sociedade, tais como:

Reis Tupinambás
Reis Canindé
Reis Malunguinho
Reis Salomão etc…

O Reis Tupinambá tinha vários irmãos, Tamandaré, Tupi, Tupíara,Tupinaré entre vários outros e também algumas índias que foram consagradas, por tanto entre os Tupis tinha um grande líder que era um índio chamado Tupã em homenagem ao nosso grande Rei Tupã.

O Caboclo Tupã na jurema como fez também grandes feitos ao se encantar tem vários que o chama de Rei Tupã que e o Rei Tanaruê, outros lhe chama como Príncipe Tupã para não se confundir do o Grande Rei da Criação Tupã. Passa assim o chamar de Rei Tanaruê, o filho do grande criador.

A minha raiz de Jurema e do Reino de Tupã, sendo todos os primeiros juremeiro consagrados por um Pajé e levando para o mundo a ciência da Jurema Sagrada.

A Jurema Sagrada surge então dentro das Aldeias dos descendente Tupis. A minha dos Tupinambás.

Lembramos que os pajé em suas pajelança invocava os espíritos dos grandes Guerreiros fazendo seções espiritas chamado pajelança e os seus inciados da aldeia manifestava nas seções.

1º Um Pajé do Índios Tupinambás

2º Madrinha Nasira consagrada para o Caboclo da Pedra Preta. Sua ultima morada foi em Jequié Bahia.

3º Mestres Lucas consagrado aos 7 anos de idade para o Mestre Preto Zé Pelintra e Mestre dos Anjos

4º Juremeiro Mestre Neto, consagrado para o Príncipe das Águas Claras Pajé Rio Verde.(meus discípulos)

5º Juremeiro Guardião Junior, consagrado para o caboclo Sultão.

6º Juremeiro Zé Kokinho, consagrado para o Mestre José Francisco.

7º Juremeiro Graúna, consagrado para o Mestre Manoel da Serra.

8º Juremeiro André Luiz, Consagrado para o Reis Tupinambás.

9º Juremeira Michele, Consagrada para Mestra Paulina.

10º Juremeira Maria Lúcia Consagrada para a Princesa da Flor da Jurema Preta Mestra Maria Luziara.

A Jurema Sagrada do Reino de Tupã, tem como lema da sua própria origem, em qualidade e não em quantidade.

Isso não implica que as demais ramificação de outros 11 reinados não tenha qualidade e que a jurema de caboclo tem como objetivos verificar a natureza de seus iniciados para ver se realmente e um verdadeiro Juremeiro do Reino de Tupã ou não.

Um dos mais populares reinado da jurema e o REINO DO ACAIO, O REINO DO VAJUCA, QUE TEM MAIORES SEGUIDORES E GRANDES NOMES DE MESTRES TAIS COMO:

MESTRE BABA CAROL (SEMPRE PRESENTE),PAI RIVALDO (SEMPRE PRESENTE)

MESTRE FREITAS, MESTRE MELQUI, MESTRE CLEONE, MESTRE CLAUDINHO, MESTRE BABA MARCELO, ENTRE TANTOS OUTROS MAIS DO RIO GRANDE DO NORTE.

O Encontro Zé Pelintra e Lampião

cangaceiro

 

 

Um dia desses, passeando por Aruanda, escutei um conto muito interessante. Uma história sobre o encontro de Zé Pelintra com Lampião…

Dizem que tudo começou quando Zé Pelintra, malandro descolado na vida, tentou aproximar – se de Maria Bonita, pois a achava uma mulher muito atraente e forte, como ele gostava. Virgulino, ou melhor, Lampião, não gostou nada da história e veio tirar satisfação com o Zé:

_Então você é o tal do Zé Pelintra? Olha aqui cabra, devia te encher de bala, mas não adianta…Tamo tudo morto já! Mas escuta bem, se tu mexer com a Maria Bonita de novo, vou dá um jeito de te mandar pro inferno…

_Inferno? Hahahaha, eu entro e saiu de lá toda hora, num vai ser novidade nenhuma pra mim!_ respondeu o malandro _ Além do mais, eu nem sabia que a gracinha da “Maria” tinha um “esposo”! Então é por isso que ela vive a me esnobar!

_Gracinha? Olha aqui cabra safado, tu dobre a língua pra falar dela, se não tu vai conhecer quem é Lampião! _ disse Virgulino puxando a peixeira, já que não era e nunca seria, um homem de muita paciência.

_Que isso homem, tá me ameaçando? Você acha que aqui tem bobo?_ e Zé Pelintra estralou os dedos, surgindo toda uma falange de espíritos amigos do malandro, afinal ele conhecia a fama de Lampião e sabia que a parada era dura.

Mas Lampião que também tinha formado toda uma falange, ou bando, como ele gostava de chamar, assoviou como nos tempos de sertão e toda um “bando” de cangaceiros chegaram para participar da briga. A coisa parecia já não ter jeito, quando um espírito simples, com um chapéu na cabeça, uma camisa branca, cabelos enrolados, chegou dizendo:

_Oooooooxxxxxx! Mas o que que é isso aqui? Compadre Lampião põe essa peixeira na bainha! Oxente Zé, tu não mexeu com Maria Bonita de novo, foi? Mas eu num tinha te avisado, ooooxx, recolhe essa navalha, vamo conversar camaradas…

_Nada de conversa, esse cabra mexeu com a minha honra, agora vai ter! _ Disse Lampião enfurecido!

_To te esperando olho de vidro! _ respondeu Zé Pelintra.

_Pera aí! Pela amizade que vocês dois tem por mim, “Severino da Bahia”, vamo baixar as armas e vamo conversar, agora!

Severino era um antigo babalorixá da Bahia, que conhecia os dois e tinha muita afeição por ambos. Os dois por consideração a ele, afinal a coisa que mais prezavam entre os homens era a amizade e lealdade, baixaram as armas. Então Severino disse:

_Olha aqui Zé, esse é o Virgulino Ferreira da Silva, o compadre Lampião, conhecido também como o “Rei do Cangaço”. Ele foi o líder de um movimento, quando encarnado, chamado Banditismo ou Cangaço,  correndo todo o sertão nordestino com sua revolta e luta por melhores condições de vida, distribuição de terras, fim da fome e do coronelismo,  etc. Mas sabe como é, cometeu muitos abusos, acabou no fim desvirtuando e gerando muita violência…

_É, isso é verdade. Com certeza a minha luta era justa, mas os meios pelo qual lutei não foram, nem de longe, os melhores. Tem gente que diz que Lampião era justiceiro, bem…Posso dizer que num fui tão justo assim_ disse Lampião assumindo um triste semblante.

_ Eu sei como é isso. Também fui um homem que lutou contra toda exploração e sofrimento que o pobre favelado sofria no Rio de Janeiro. Nasci no Sertão do Alagoas, mas os melhores e piores momentos da minha vida foram no Rio de Janeiro mesmo. Eu personificava a malandragem da época. Malandragem era um jeito esperto, “esguio”, “ligeiro”, de driblar os problemas da vida, a fome, a miséria, as tristezas, etc. Mas também cometi muitos excessos, fui por muitas vezes demais violento e, apesar de morrer e terem me transformado em herói, sei que não fui lá nem metade do que o povo diz_ dessa vez era Zé Pelintra quem perdia seu tradicional sorriso de canto de boca e dava vazão a sua angústia pessoal…

_Ooxx, tão vendo só, vocês tem muitas semelhanças, são heróis para o povo encarnado, mas, aqui, pesando os vossos atos, sabem que não foram tão bons assim. Todos têm senso de justiça e lealdade muito grande, mas acabaram por trilhar um caminho de dor e sangue que nunca levou e nunca levará a nada.

 

_É verdade, bem, acho que você não é tão ruim quanto eu pensava Zé. Todo mundo pode baixar as armas, de hoje em diante nós cangaceiros vamo respeitar  Zé Pelintra, afinal, lutou e morreu pelos mesmos ideias e com a mesma angústia no coração que nós!

_ O mesmo digo eu! Aonde Lampião precisar Zé Pelintra vai estar junto, pois eu posso ser malandro, mas não sou traíra e nem falso. Gostei de você, e quem é meu amigo eu acompanho até na morte.

_Oooooxxxxx! Hahahaha, mas até que enfim! Tamo começando a nos entender. Além do mais, é bom vocês dois estarem aqui, juntos com vossas falanges, porque eu queria conversar a respeito de uma coisa! Sabe o que é…

E Severino falou, falou e falou… Explicando que uma nova religião estava sendo fundada na Terra,  por um tal de Caboclo das Sete Encruzilhadas, uma religião que ampararia todos os excluídos, os pobres, miseráveis e onde todo e qualquer espírito poderia se manifestar para a caridade. Explicou que o culto aos amados Pais e Mães Orixás que ele praticava quando estava encarnado iria se renovar, e eles estavam amparando e regendo todo o processo de formação da nova religião, a Umbanda…

_…é isso! Estamos precisando de pessoas com força de vontade, coragem, garra para trabalhar nas muitas linhas de Umbanda que serão formadas para prestar a caridade. E como eu fui convidado a participar, resolvi convidar vocês também! Que acham?

_Olha, eu já tenho uma experiência disso lá no culto a Jurema Sagrada, o Catimbó! Tô dentro, pode contar comigo! Eu, Zé Pelintra, vou estar presente nessa nova religião chamada Umbanda, afinal,  se ela num tem preconceito em acolher um “negô” pobre, malandro e ignorante como eu, então nela e por ela eu vou trabalhar. E que os Orixás nos protejam!

_Bem, eu num sô homem de negar batalha não! Também vou tá junto de vocês, eu e todo o meu bando. Na força de “Padinho” Cícero e de todos os Orixás, que eu nem conheço quem são, mas já gosto deles assim mesmo…  

E o que era pra transformar – se em uma batalha sangrenta acabou virando uma reunião de amigos. Nascia ali uma linha de Umbanda, apadrinhada pelo baiano “Severino da Bahia”, pelo malandro mestre da Jurema “Zé Pelintra” e pelo temido cangaceiro “Lampião”. 

Junto deles vinham diversas falange. Com o malandro Zé Pelintra vinham os outros malandros lendários do Rio de Janeiro com seus nomes simbólicos: “Zé Navalha”, “Sete Facadas”, “Zé da Madrugada”,  “7 Navalhadas”, “Zé da Lapa”, “Nego da Lapa”, entre muitos e muitos outros.

Junto com Lampião vinha a força do cangaço nordestino: Corisco, Maria Bonita, Jacinto, Raimundo, Cabeleira, Zé do Sertão, Sinhô Pereira, Xumbinho, Sabino, etc.

Severino trazia toda uma linha de mestres baianos e baianas:  Zé do Coco, Zé da Lua, Simão do Bonfim, João do Coqueiro, Maria das Graças, Maria das Candeias, Maria Conga, vixi num acaba mais…

Em homenagem ao irmão Severino, o intermediador que evitou a guerra entre Zé Pelintra e Lampião, a linha foi batizada como “Linha dos Baianos”, pois tanto Severino como seus principais amigos e colaboradores eram “Baianos”.

E uma grande festa começou ao som do tambor, do pandeiro e da viola, pois nascia ali a linha mais alegre, mais divertida e “humana” da Umbanda. Uma linha que iria acolher a qualquer um que quisesse lutar contra os abusos, contra a pobreza, a injustiça, as diferenças sociais, uma linha que teria na amizade e no companheirismo sua marca registrada. Uma linha de guerreiros, que um dia excederam – se na força, mas que hoje lutavam com as mesmas armas, agora guiados pela bandeira branca de Oxalá.

E, de repente, no meio da festa, raios, trovões e uma enorme tempestade começaram a cair. Era Iansã que abençoava todo aquele povo sofrido e batalhador,  igualzinho ao povo brasileiro. A Deusa dos raios e dos ventos acolhia em seus braços todas aqueles espíritos, guerreiros como ela, que lutavam por mais igualdade e amor no nosso dia – dia.

E assim acaba a história que eu ouvi, diretamente de um preto – velho, um dia desses em Aruanda. Dizem que Zé Pelintra continua tendo uma queda por “Maria Bonita”, mas deixou isso de lado devido ao respeito que tem pelo irmão Lampião. Falam, ainda, que no momento ele “namora” uma Pombagira, que conheceu quando começou a trabalhar dentro das linhas de Umbanda. Por isso é que ele “baixa”, às vezes, disfarçado de Exu…

 “Oxente eu sou baiano, oxente baiano eu sou

Oxente eu sou baiano, baiano trabalhador

Venho junto de Corisco, Maria Bonita e Lampião

Trabalhar com Zé Pelintra

Pra ajudar os meus irmãos…!”

 

Saravá os Baianos – Tatiana Tieme Yano

 

 

A gira de baianos é uma das maiores e uma das mais “concorridas” na linha de Umbanda, sendo formada por espíritos muito alegres que nela vem trabalhar. Porém, nem sempre o baiano que vem trabalhar foi um espírito que viveu na Bahia, podendo ter tido sua última encarnação em muitos locais.

 

São descontraídos, adoram dançar, mas também não tem papas na língua, falam aquilo que precisa ser dito diretamente, são ótimos direcionadores e movimentam o axé de uma forma bastante enérgica. Por isso também a afinidade que as pessoas tem com esses espíritos.

 

Trabalham em nível mais terra, e lidam muito bem tanto com energias mais densas como sutis, são ótimos quebradores de demanda, e desfazem qualquer feitiço. Mas também ao falar, passam a mensagem de uma forma bem real, de um jeito alegre e bonito!

 

Há diversos baianos, que trabalham em diversas irradiações, mas trazem a força principal de Iansã (direcionadora, movimentadora). Há baianos da fé, do amor, do conhecimento, da justiça, da lei, da evolução e geração.

 

Uma das falanges mais conhecidas é a de seu Zé Pelintra, (mestre originário do culto a Jurema, o Catimbó, e que mais tarde veio para a Umbanda) . Praticamente em todo centro de Umbanda tem um Zé Pelintra!

 

Conhecido como o malandro, malicioso, esperto, apresenta – se com o seu terno branco, gravata vermelha e chapéu de lado, tem aquele jeito típico e lida bem com os “dois lados”, alguns até vem como Exu Zé pelintra, mas a maioria vem na direita como baiano. Há também outras falanges na mesma linhagem do malandro, como o Zé da Madrugada, Sete facadas, Zé Navalha, entre outros.

 

Há também baianos cangaceiros como os Jacinto, Raimundo, Lampião, Corisco, etc. Não esquecendo das queridas baianas, Maria do Socorro, Baiana das Miçangas, Maria Bonita (cangaceira), e muitas e muitos outros.

 

Utilizam elementos mágicos como o cigarro, cigarro de palha, charuto, batida de coco, coco, água de coco, cocada, ou seja, tudo que vem do coco, flores coloridas, ervas, velas amarelas e de todas as cores também, alguns marafo. Lembrando que esses elementos fazem parte da liturgia e são usados para trabalhar o médium, trabalhar o consulente, limpar ambiente, harmonizar, etc. Tudo tem um fundamento!!!

 

É isso, os baianos são maravilhosos, como todos os outros guias, mas cada um traz uma força típica e uma energia diferente. Que possamos todos nos irmanar nessa energia durante suas festividades!

 

Salve a Bahia!