O Valor da Mensalidade e Custos Adicionais

Um fraterno Saravá a todos os meus irmãos espirituais.

Um tema chato, porém necessário, tendo em vista o número de dirigentes capitalistas que cresce exponencialmente na Umbanda. O Valor da Mensalidade e outros custos adicionais.

A Mensalidade como todos nós devemos saber é para custear as despesas do centro, claro, que não é porque é centro é tudo exatamente grátis, existe o custo com o aluguel, IPTU, saneamento, eletricidade, os materiais de limpeza e outros utensílios que se fazem necessários nos rituais como bebidas, velas e fumo.

O centro do qual eu participava, existia o tesoureiro que era obrigado a prestar conta de todos os gastos que o centro efetuava mês a mês, eu fazia reuniões justamente voltadas à tesouraria do centro, para ser transparente onde o dinheiro de todos estavam indo, a mensalidade era dividida de forma igual e quem quisesse realizar doações além da mensalidade era, obviamente, de bom grado.

Até aí acho que estamos todos alinhados, todos nós sabemos da importância da manutenção para o centro, e todos nós queremos trabalhar em um local limpo, perfumado e reformado.

Agora começa o outro lado da moeda, muitos centros divulgam a necessidade exacerbada de trabalhos mensais, como trabalhos de proteção à casa, prosperidade dos filhos, limpeza espiritual da casa e entre muitas outras, aí é onde a bandidagem começa a reinar, um centro de Guarulhos, já até falei no blog, o dirigente tinha um mercado e somente lá era pra ser comprada as coisas para os trabalhos da casa, por preços normalmente bem mais caros que a concorrência. Existem outros casos do dirigente só arrecadar o dinheiro dos filhos e ele mesmo realizar os trabalhos, dos quais muitas vezes, nenhum filho presencia. Existem casas que além da mensalidade de R$ 80,00, R$ 100,00, eventualmente cobram-se os trabalhos já mencionados anteriormente, que oscila entre R$ 50,00 e R$ 200,00 para cada filho, existem também a cobrança de cursos que são OBRIGATÓRIOS para os filhos da casa, seja para iniciação mediúnica, seja para curimba, benzimento (Esse tipo de curso me arranca os cabelos e agora ONLINE) entre outros meios de contribuir para a renda do dirigente, é claro.

E antes que eu receba e-mails me execrando, gostaria de afirmar que critico sim, acho totalmente errado, mas se você acha justa a cobrança. Fique em paz meu irmão, como disse, existe a Verdade de cada um de nós, você não precisa concordar com tudo o que eu digo, mesmo porque eu erro PRA CARAMBA todos os dias, e me cobro por isso todos os dias.

Existem filhos totalmente leais aos seus dirigentes, e confesso, ainda existem dirigentes que VALE MUITO A PENA você vestir a camisa, guerrear com o irmão, cavar a trincheira e se sujar junto com ele, sim, ainda existem pessoas muito sérias na Umbanda e se o seu dirigente é um deles, do qual VALE A PENA insistir em pagar por diversos trabalhos porque você vê resultado, vá na fé meu irmão, precisamos de soldados leais como você, porém, a realidade é bem diferente na grande maioria das casas, é o dirigente andando de carro zero, a casa um pardieiro e filho necessitado recorrendo a outros meios para auxilio.

E quando o centro cobra décimo terceiro? SEM COMENTÁRIOS!

Ainda existem as casas que cobra a mensalidade de R$ 30,00 dos assistentes para serem atendidos, isso aconteceu com um ilustre irmão meu, Roberto (Cabeça de Águia) que ia em uma casinha e para ajudar com os custos porque tinham poucos filhos, eles solicitavam a contribuição para ajudar nas despesas. Eu sinceramente, preciso refletir mais sobre isso! Rs

Eu particularmente, EU, neófito, acho um tanto de desperdício de comida e de dinheiro para realizar tantos trabalhos, tem muita casa que faz o trabalho mensal de manutenção espiritual, o que eu também acho totalmente desnecessário, se for ver, as religiões afro-brasileiras são as que causam maior gasto aos adeptos e em quase sua totalidade, composta de pessoas humildes, por isso, eu vivo dizendo, que se pra você funciona, excelente, mas se quiser buscar reflexão, compreender um pouco mais o universo espiritual, é sabido que oferenda é muito mais que um potencializador de fé do que uma necessidade de magia dos guias ou orixás. Até acredito que possa ser usada como repositor energético, mas não julgo necessário com tanta frequência, e como eu sou totalmente CONTRA o desperdício de comida, acho muito mais plausível juntar esse dinheiro e comprar comida para crianças e velhos necessitados a acender uma vela e deixar ao relento estragando. SIM, pra mim está estragando.

Mas para cada qual é dado conforme sua Obra, os meus nunca pediram oferendas, aliás, alguns pediram uma única vez, e já estou há quase 20 anos na Umbanda, vejo médiuns com um ano de obrigação, as sete linhas já pediram oferendas, mas como digo, cada um está em seu patamar vibratório específico e necessita de elementos específicos para trabalho, pra mim não serve, para outros, talvez.

Outros centros, superfaturam os elementos magísticos, eu ia em uma casa que todo mês tinha que passar ebó nos filhos, fazer o sacudimento, passar o galo vivo e soltá-lo na encruzilhada, fazer vários obrigações com elementos densos, e eu me lembra que na época a mensalidade + custos adicionais oscilavam entre R$ 150,00 e R$ 300,00, quem ganhava um salário mínimo, tinha que sustentar a ela e ao orixá! Rsrs. Pessoal tinha mais medo com a demanda que vinha a fome que chegaba! rs

Se o seu guia ou o seu orixá não tem o bom senso de perceber que você está deixando de fazer certas coisas para agradá-los, pra mim não servem como mentores, apenas como sanguessugas e não diferem em nada de muitos pastores e “sacerdotes” de Umbanda, vale a reflexão, pessoas, nenhuma religião precisa tantp de show gastronômico como as afro-brasileiras, então, atentem-se.

Eu sou muito mais fazer uma festa para o orixá, com um banquete e trazer crianças carentes do que deixar tudo na mata com vela acesa, mas essa é minha ignorante opinião, porém, é a Minha Verdade e a qual me instruiu durante todos esses anos.

Cuidado, senhores, religião é o instrumento de religação com Deus, se tivermos que pagar para termos o melhor da Consciência Universal, se tivermos que pagar para ter Sua Instrução, Sua Luz, estamos todos submersos em um mar de merda! Rs

E lembrem-se, a mensalidade é necessária para o sustento da casa, isso é irrefutável, agora quaisquer outros trabalhos que corroboram com o gasto excessivo, vale a pena refletir se está sendo produtivo e se você está tendo o devido retorno, VOCÊ AINDA PERTENCE AO MUNDO DOS VIVOS E VOCÊ PRECISA SE MANTER, logo, analisem o a quantia de valores que demandam ao centro.

Namastê.

Neófito da Luz .’.

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Os Guias Nos Vêem como Realmente Somos!

Sabe aquela pessoa que dá a impressão de fazer tudo errado?
Ela é folgada, preguiçosa, fala mal de todo mundo, falta no trabalho à toa, só vê o lado ruim das coisas, enfim, aquele irmão que a maioria faz questão de se afastar.
Bom, um belo dia você chega no terreiro, recebe seu guia, sente aquela energia maravilhosa e, quando menos espera, seu primeiro consulente é aquele irmão de quem você prefere ficar afastado.
Se você for inconsciente não há problema algum, afinal vc não vai se lembrar, agora se for consciente, ou semi-consciente, vai sentir aquele “ai senhor, justo comigo?!”.
Sim meus queridos, apesar de estarmos ali, na força do guia, totalmente voltados pra caridade, nos policiando para sermos melhores, ainda somos humanos e, muitas vezes, julgamos sem perceber.
Bom, daí o filho chega e o guia dá aquele abraço apertado e gostoso nele. Nisso você sente que o filho está cheirando a bebida e lá vai você julgando de novo.
O passe corre tranquilo. O guia, na sua infinita sabedoria, ama aquele filho. Não importa se ele já roubou, se trata mal todo mundo ou se chuta o cachorro.
Aquele filho, que pra você é o exemplo do que não fazer e, ao invés de tentar aprender com os erros do seu irmão, você simplesmente se afasta dele, é o filho mais lindo pro seu guia.
Sabe por quê? Porque enquanto ele estiver ali, na frente do guia, procurando ajuda, é porque lá no fundo existe amor. Um amor escondido, que leva esse filho até o seu guia a pedir ajuda sem nem ele mesmo saber o que está fazendo ali.
Os guias não enxergam aquilo que somos por fora, eles enxergam aquilo que está dentro de nós. E apesar de muitas vezes acharmos que esse ou aquele irmão já se perdeu, os guias nunca desistem da gente. Porque eles são a face de Deus mais próxima de nós. E Deus nunca abandona.
Então, da próxima vez que você achar que pode julgar alguém que pede ajuda, lembre-se de que cada um está num estágio de evolução. Cada um de nós, inclusive você, precisa aprender a evoluir a cada dia. E Deus nos concede essa evolução, esse aprendizado, através de caminhos que nos parecem tortos porque não são os caminhos convencionais, mas sim caminhos de extrema provação e dificuldade.
E vocês podem ter absoluta certeza que o Guia do filho que você julgou está sempre com ele. Mesmo quando o guia não pode mover uma palha em prol do filho, porque a caridade só pode ser feita quando a pessoa se deixa ser ajudada, o Guia está ali, pra chorar conosco, do nosso lado, dando seu ombro amigo, seu abraço de luz pra nos consolar.
E de repente, quando menos esperamos, a vida começa a ficar colorida, as coisas começam a dar certo, as provações começam a ser mais brandas. Aquele irmão “torto” começa a ter benefícios na vida, apesar de toda a grosseria, de todos os erros. E você pode pensar “puxa, eu aqui, fazendo a caridade e ele, que só trata todo mundo mal, consegue um emprego melhor, mais dinheiro, mais tranquilidade”. É meus amigos, aquele irmão tão “torto”, através do amor do guia que você incorpora, vai se deixando levar, sem perceber, para a luz. E a melhoria na vida dele é só um estímulo pra que ele consiga cumprir suas provações até o fim e não desista de tentar se melhorar.
Os guias, apesar de todas as máscaras que usamos no dia a dia, nos enxergam como somos. Não adianta se disfarçar de bonzinho, caridoso, gentil, se lá no fundo você for diferente. Assim como não adianta usar máscaras de  “malvados” pra ocultar o amor que existe em nossos corações, e que os guias, na sua infinita sabedoria, sabem procurar e achar lá no fundo.
Ana Lídia
Dirigente da Casa da Vó Maria Rosa e Povo do Oriente

Fios de Contas, Guias ou Colares de Orixás

Saudações fraternas irmãos de fé.

Como foram de Réveillon? Tudo em paz?

Promessa proferida é promessa cumprida, aqui estou eu para dar uma breve opinião sobre esses elementos tão utilizados na Umbanda.

Normalmente são conhecidas como Fios de Conta, Fios de Santo, Cordão do Santo, Colar de Guias ou até mesmo Cordão de Guias, a nomenclatura se difere pela região e até mesmo pelo culto umbandista praticado no centro.

Sigo praticamente a mesma opinião do post: “Uma Breve Opinião Pessoal sobre Patuás, Talismãs, Amuletos“, são elementos que condensam a energia, mas se tornam pífios se o médium não está apto vibratoriamente para utilizá-los.

Independente se é miçanga, cristal, se o fio é de nylon ou de barbante, a função do fio-de-conta é proteger o médium de energias deletérias e fortalecer a vibração da entidade que solicitou o fio-de-conta em sua matéria. Também serve para fixar a vibração no médium que está utilizando e muitos centros também utilizam os fios de conta como para-raios, ou seja, se o médium receber uma forte descarga energética negativa, essa energia é atraída pelo fio de conta quebrando-a e impedindo que essa energia alcance a matéria do médium.

Eu particularmente gosto de confeccionar com o barbante e comprar as miçangas separadamente, deixo-as de molho de um dia para o outro curtido em um separado de ervas com arruda, guiné, alecrim, alfazema, rosas brancas, folha de pitanga e alterno as demais com mirra, sândalo, capim santo ou até mesmo quebra-pedra. Deixo-as recebendo a energia solar se possível e a energia lunar com uma vela acesa, de preferência para o orixá que vamos firmar nesse fio de contas.

Mesmo prevalecendo a forma-pensamento e a vibração do médium como principal condutor e veículo energético, é sempre importante, utilizar recursos que auxiliam o mecanismo de proteção e firmeza de cada filho na casa, e como o fio de conta, que deve receber uma atenção especial no ritual, nada melhor que tenha sua confecção realizada de forma séria, rezada e firme.

Importante salientar que todo e qualquer objeto espiritual que possuímos, devemos evitar que entrem em contato com outras pessoas, por desconhecermos a verdadeira intenção daquele que a toca, não que isso vá prejudicar a sua vida, mas a energia dessa pessoa pode macular todo o potencial energético de seu fio de conta, em outras palavras, pode enfraquece-la, com isso, é de suma importância o cuidado ao guardá-la, de preferência, guardá-la em uma toalha branca, um lenço e manter em um local onde somente você pode manuseá-la.

Eventualmente é bom lavá-las com ervas para que possa ser realizada a manutenção vibratória dessa ferramenta, como tudo, é necessária uma recarga para que possa ser revigorada com todo o potencial, assim como precisamos dormir, os cristais precisam ser energizados, assim também acontece com os fios de conta.

São talismãs utilizados em nossa Umbanda, e como eu mesmo já ressaltei em um post específico, a utilização de fios de conta, talismãs, patuás, amuletos remontam desde as antigas eras, desde os povos antigos, era necessária a utilização de colares para proteção.

Também gosto de ressaltar que o fio de conta ele na verdade é um círculo, e dentro do meio de magia, o círculo é um elemento preponderante para qualquer manipulação de magia, seja na goétia, seja na Wicca, até mesmo nos pontos de Umbanda, o que merece um post específico para maiores elucidações a respeito desse caso.

É o que eu sempre digo, tudo está interligado, basta nos atentarmos aos detalhes.

Não é a minha intenção aqui ficar explanando cores de fios de conta, mesmo porque cada casa trabalha de uma forma específica, em algumas casas Iansã usa vermelho, em outras rosas, em outras, o amarelo, e não cabe a mim julgar ou especificar qual é a cor verdadeira, mesmo porque a Verdade é individual para cada um.

A Quantidade de fios de conta de cada cor, se é sete em sete, três em três, uma em uma, também varia de acordo com o guia, o orixá ou até mesmo a forma de trabalho particular da casa.

Quando utilizam esse fio de conta, é importante lembrar que o círculo cria um sagrado espaço, abrindo determinados portais vibratórios, portanto, é interessante ressaltar como é importante a firmeza de sua cabeça durante os trabalhos umbandistas, é como eu sempre digo, a sua firmeza é o seu principal condutor de vida, seja espiritual ou material, portanto, mente sempre firme.

Eu particularmente sou contra médiuns que vão à toalete com os fios de conta, até mesmo pelo respeito e pela carga vibratória ali atribuída e nem repetir o mesmo erro que cometi na adolescência, mal tirei o fio de conta e já fui passar a noite com a minha namorada durante a ocasião.

A Limpeza das Guias é o mesmo processo que eu utilizo no ato da confecção, mesmo porque eu considero que é uma forma de “renovar os votos” com o seu elemento mágico.

O fio de conta é coisa séria, é uma forma de respeito entre você e o solicitante, entre você e os guias e orixás, mas de nada adianta utilizar fios de conta com a mente em trevas, fios de contas não fazem milagres, é apenas mais uma ferramenta auxiliar no processo de comunicação entre você e seus irmãos de jornada, algo que ajuda, mas não é tão determinante como muitos médiuns consideram. Uma vez ouvi um irmão falar: “Quero ver vir eguns ou qualquer coisa aqui, aqui agora é peito de aço” e sabemos que não funciona bem assim. Rsr

Meus sinceros votos de paz, amor e prosperidade a todos.

Neófito da Luz.

Para Refletir… Qual é a sua Umbanda?

Já postei isso uma vez, mas vale repetir e refletir…

Cada casa trabalha com uma cor de orixá, com um dia da semana específico, com um sincretismo particular, nada em uma casa se assemelha totalmente a outra, sempre tem a discrepância de aprendizado, eu mesmo já fiz 3 fios de contas para meu Xangô: Marrom, Marrom e Branco e Vermelho.

Porque cada casa o Orixá tem uma cor específica? Porque cada ifá determina uma particularidade diferente? Não seria uma limitação nossa essa padronização? Limitar o fundamento do mundo espiritual não seria o mesmo que dizer que todas as pessoas são iguais? Definir um dia da semana não seria o mesmo que dizer que todo mundo que nasce na segunda-feira seriam iguais?

Acho que devemos nos livrar de amarras e querer PADRONIZAR tudo, outro exemplo: Afirmar que Ogum, por exemplo, é vermelho e branco! Que para acender vela pra Ogum, só pode ser terça-feira e não em um domingo, porque tem casa que diz que dia de Oxalá é na sexta-feira e outras que dizem que sexta-feira é dia de Exu? Seguindo o exemplo do meu fio de conta de Xangô, eu já tive que fazer para Ogum um fio todo azul, outro branco e vermelho e outro todo vermelho, Ogum não atendia da mesma forma?

Existe alguém errado ou errados somos nós em tentar definir aquilo que não conhecemos ou que pouco conhecemos?

Não temos controle total nem de nossa própria vida que é o mundo tangível, quem dirá o intangível?

Não se apegue se o seu caboclo grita, pula ou vem silenciosamente. Se o seu baiano usa guia de coquinho ou guia amarela, se a sua Iemanjá vem chorando ou gemendo, não existe o CERTO e nem o ERRADO, existe apenas o DIFERENTE e o BOM SENSO, de resto, definir a Umbanda com 16 orixás, com 7 orixás, com 10 orixás ou com 5000 orixás nada mais é que presunção, a ascensão do egocentrismo e consequentemente o apogeu de sua própria ignorância.

Existem diversas escolas, todas funcionam e muitas vezes, deixam de funcionar, por que? Porque o elemento preponderante para toda magia, para toda graça alcançada é a sua Mente, o seu Poder Realizador, independe se seu caboclo usa um penacho do tamanho de uma saia de noiva ou apenas uma pena na testa, o que vale é o seu Coração, o que Vale é o seu Poder Realizador, é a sua vontade, isso não se limita a escolas, cursos, fundamentos impostos por sacerdotes capitalistas ou ignorantes.

Claro, existem os guias de grande evolução consequentemente, alguns tem o privilégio de servirem, mas vocês são merecedores de tal privilégio? Como lidam com isso?

Umbanda nada mais é que ponto de vista, ela é metafísica, baseada em suposições e experiências, ninguém é o dono da verdade, nem tampouco nossos mentores, que até eles mesmo possuem a sua própria maneira de trabalhar, uns bebem, comem, fumam, outros nada disso o fazem; Partindo da premissa de sabedoria de dirigentes: Uns acham um absurdo receber Oxalá, outros trabalham, com Oxalá como se fossem caboclos, quem está certo em tudo isso? Uns dizem que Orixás não falam, outros dizem que é a coisa mais comum de acontecer!

Você que faz diversos cursos e talvez nem seja o curso correto pra você, você não sabe como seus guias espirituais trabalham, e ao invés de dar esse espaço para eles, você limita o poder deles com seu animismo exacerbado achando que o certo é o que você leu e não o que eles trazem e como trazem.

Movemos céus, terras, precisamos de ídolos, precisamos louvar o desconhecido, precisamos de vidas extraterrenas, precisamos agradar os antepassados e temer Deuses para no final ter sempre a mesma pergunta: O que é a Verdade? 

Acho muito legal muitos dirigentes codificarem os fundamentos que aprenderam, mas às vezes serve para você e não serve para seu irmão e vice-versa.

Até mesmo em livros psicografados encontramos discrepâncias entre os espíritos e autores.

Definir os fundamentos da Umbanda em um contexto específico é o mesmo que limitar a correnteza de um rio de volta à sua nascente.

É o que eu sempre digo, aprendam com os seus, nada melhor que os seus para ensinarem a vocês como trabalham, se o fio de conta do seu caboclo é rosa, é roxo, é de lantejoulas, nada melhor que eles para te ajudarem a galgar os degraus espirituais e lembre-se: “Regras existem para serem quebradas” rsrsrs

A Umbanda ainda está engatinhando, é uma religião que ainda terá muito a oferecer e muito a desmistificar, e como sempre digo, estamos passando por uma enorme mobilização no mundo espiritual para retirar o véu de Isis e reintegrar o conhecimento da Alma, Mente e Corpo que se perderam com o tempo!

Neófito da Luz.

Concentrar para Incorporar

Saudações irmãos de fé.

Otimizando os mecanismos de busca do WordPress, o título desse POST é um dos mais buscados nesse blog e vou tentar esmiuçar um pouco sobre isso.

Não existe formas corretas, existe aquela que melhor se adapta a cada médium, a espiritualidade é vasta e impregnada de sabedoria, logo, não existe uma regra oficial mediante tantos assuntos presentes no Astral.

Eu costumo dizer que para uma concentração eficiente, ela deve começar fora do terreiro, sim, ser médium não é só trabalhar durante o final de semana, durante míseras horas em um dia na semana, ser médium conforme já explanei algumas vezes, é propagar e perpetuar o ensino daqueles que lhe acompanham e principalmente, os ensinamentos dos mestres cósmicos e isso é a todo momento, é praticar a bondade e a compreensão da hora que você acorda até a hora que você dorme. A prática mediúnica é no cotidiano e isso é uma inegável verdade.

A sua conduta diz quem você é, obviamente, claro que toda generalização é errônea bem como todo julgamento também, mas vocês devem se julgar, é bíblico: “Orai e Vigiai”. Não adianta pedir, receber e não vigiar seus atos, o seu estado de vigília deve ser amplo e eficiente.

Sabendo que sua conduta de vida está OK, não guarda mazelas, rancores e outros sentimentos que corrompem o seu espírito, é o momento de adentrar no terreiro e praticar aquilo que viemos para fazer, o bem e a caridade, não importando a quem, e para isso, temos que fazer com que nossa incorporação, seja consistente, seja firme, para que possamos ser ferramentas do Astral para operar as graças tão almejadas nos terreiros.

Como já mencionei anteriormente, não existe uma receita de bolo, existe boas práticas, por exemplo, se for incorporar um caboclo, eu sempre penso nas matas, nos animais, na flora e fauna existente, tento imaginar o cheiro, o barulho dos pássaros, a paz de espírito que eu sinto quando estou dentro de uma mata virgem, e posteriormente a isso, me imagino no meio da mata, recebendo uma luz enorme proveniente dos céus tomando conta do meu chacra coronário e fluindo para os demais chacras.

Se for para pensar em um boiadeiro, o cenário muda um pouco, mas o princípio é o mesmo, em uma fazenda enorme, cheio de pastos verdejantes, com uma boiada extensa, para os baianos, a mesma coisa, procuro imaginar a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, e assim vai. Ouso a dizer que na Aruanda existem cenários parecidos onde muitos deles atuam, existem diversas egrégora no Astral e muitas delas permanecem tradicionais aos locais que os espíritos viveram em terra, “No Reino de meu Pai há diversas moradas”, já dizia um dos Grandes Mestres que encarnou na Terra.

Concentrar é tentar limpar a mente, esvaziá-las dos problemas que estamos vivendo, existem mais informações aqui e aqui para que possam auxiliá-los nesse mecanismo, a fé nos seus mentores é primordial, e não menos importante, a fé em vocês mesmos, vocês são capazes de operar milagres, sejam incorporados ou não, os mentores usam seus fluídos, sua matéria para magia, não é surpreendente que também sejam capazes de fazer.

Saibam que estão ali para cumprir um trabalho Cósmico, e nada naquele momento é mais importante que isso, esquecer seus problemas já é um grande passo, ter fé em você, um outro grande passo e deixar com que seu corpo seja controlado por você e por eles é o passo final para isso.

O texto não pode ser muito extenso porque deixei dos links para complementar a leitura de todos vocês.

Na verdade, foi apenas um gancho para chegarem a esse texto e depois lerem os outros dois.

Muita Paz e Luz

Neófito.

Uma breve narrativa sobre o início do desenvolvimento mediúnico (O Início da Incorporação)

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– Meu corpo se mexe de forma que eu até consigo me controlar, mas eu não quero, que coceira na perna, estranho, até consegui coçar, mas com dificuldade,

– Como é ruim ficar de olho fechado. Será que é vergonha? Algum tipo estranho de timidez? As pessoas me oferecem bebida, mas até sinto uma vontade estranha de beber, mas eu não quero, parece-me que ainda não tenho permissão para beber!!! Mas como é isso???

– Que sensação estranha… Que estranho, vontade de fumar, mas como assim? Eu não fumo! Aliás, agora que eu lembrei, que vontade é essa de beber se nem bebida alcoólica eu consumo? Hum… Aliás, eu até consumo sim, mas não desse tipo…

– Que som legal esses graves, essas batidas, que vontade de dançar, eita, que vontade de me mexer, tô dançando, mas parece que eu tô duro, mas tô dançando, deixe o som dessas batidas me levar, mas vamos parar com tudo… Essa sensação? Tô vendo tudo, me mexendo de certa forma, mas como eu quero, ouço tudo no mundo externo, mas meus olhos permanecem fechados, dá uma insegurança, vou abrir um pouco e consegui abri-los, entendi, estou no centro, e essa gira.

– Será que eu estou incorporado??? Isso é da minha cabeça??? Será que realmente tem algum guia em minha matéria ou estou louco? Eu consigo falar se eu quiser, consigo negar algo que eu muitas vezes até quero, mas que briga é essa do meu cérebro com meu sistema motor?

Sim… Meus irmãos, esse é um processo extremamente normal das primeiras fases do processo incorporativo, o que eu narrei de forma sucinta é o que aconteceu comigo e com mais milhares de médiuns que iniciam-se suas vidas dentro dos terreiros.

É extremamente normal observamos o ambiente, sabermos que estamos nele, os primeiros meses desse processo é complicado, muitos pensam em desistir ou desacreditar no poder das entidades ou até mesmo em si próprio. Será que é tudo fruto de nossa imaginação?

Os primeiros meses o sentimento de inutilização de si mesmo é enfático, o “mentor” chega, você anda um pouco, mas não anda muito, não fala, mal abre o olho, a postura corporal quase sempre é a sua, você não bebe, não fuma, não faz absolutamente nada, realmente é um processo adaptativo extremamente chato, cansativo e por vezes, demasiadamente lento.

Mas é a evolução, é o processo evolutivo que todos nós temos que passar, assim como a lagarta passa por um doloroso processo ao se libertar do casulo e se transformar na borboleta, assim é o processo mediúnico com todos nós, seja na Umbanda, seja no kardecismo ou qualquer outra liturgia espiritualista, o processo de desligar-se do seu “Eu Material” e religar-se com o seu “Eu Espiritual” é vagaroso, penoso e muitas vezes frustrante.

Mas como tudo na vida, é necessário Foco, Força e Fé, como vemos em muitos posts em redes sociais, acima de tudo isso, a determinação e a crença em Si mesmo, a fé é algo relativamente intangível, mas a crença em Si e no Criador é o que faz toda a diferença.

Existe o post Firmeza de Cabeça (Ler Aqui) que ajuda muito nessa empreitada, mas agora prefiro partir ainda mais do começo…

Os seus chacras que são seus vórtices energéticos trabalham em velocidades altíssimas, e quanto maior sua evolução e sua busca pelos estudos, bem como certas práticas espiritualistas, tendem a acelerar ainda mais esses vórtices, mas como somos muito ligados à carne, eles tendem a trabalhar em velocidade reduzida, e quando iniciamos o nosso desenvolvimento, primeiro precisamos preparar o nosso corpo para vibrar de forma ao menos síncrona ou devidamente satisfatória com o plano espiritual para assim estabelecermos uma comunicação sem ruídos. Imagine quando você brinca de pular corda, a corda está rápida, você precisa saber o tempo certo para entrar na corda sem se “queimar” e pular de acordo com a velocidade que ela está rodando, é assim que também tentamos sincronizar com o nosso “Eu Espiritual”.

Existem formas para ajudar nisso, é regrar a sua vida, como o próprio mestre Jesus dizia: “Orai e Vigiai”, não adianta orar todos os dias se não vigia suas atitudes, não adianta pregar de forma sábia aos irmãos do centro e dentro de sua própria casa, bater em sua mulher ou filhos.

A conduta de vida é importante, pois ela é imprescindível para o seu nível vibratório e consequentemente sua “Forma-Pensamento”, claro que existem pessoas com muito mais facilidade que outras, isso vai de médium para médium, tem médium que se mata de beber na semana e chega no final de semana ainda dá uma excelente comunicação, isso depende de vários fatores que serão elucidados em próximos posts.

O processo adaptativo do guia com o médium se dá ao alinhamento da velocidade desses chacras, as velocidades devem ser parecidas para ocorrer uma acoplagem eficiente, por isso, muitas vezes, o movimento brusco da entidade ao irradiar o médium.

Podem perceber que isso com o tempo diminui de forma significativa, a acoplagem vai se tornando mais eficiente até chegar a um sincronismo perfeito.

Deixar de consumir carne vermelha, bebidas alcóolicas e sexo desenfreado não somente no dia que precede, mas manterem um resguardo referente a isso ajuda muito também, mas como cada pessoa tem o seu organismo físico, também tem o seu organismo espiritual, isso vai de pessoa para pessoa não tendo uma regra.

Importante salientar também que o guia não toma o seu corpo e seu espírito nem fica ao lado ligado pelo cordão de prata; E sim a entidade te irradia em seus pontos vitais para que possa assumir seu mecanismo motor, utilizando também seus recursos psicofônicos, ou seja, ele irradia seus chakras e assume todo o controle de seu corpo, com isso, IMPOSSIBILITA O DESLIGAMENTO TOTAL DE SUA MENTE o que de fato, exclui aquele assunto de MEDIUNIDADE INCONSCIENTE.

O começo da jornada é sempre difícil, sempre demanda tempo, dedicação e conhecimento, peguem um tempo para estudarem, conhecerem suas limitações e suas aptidões, e gradativamente, alcançaremos o que tanto almejamos: A Evolução Espiritual

Contudo, vale salientar que no começo, ver é normal, ouvir é normal, sentir dor é normal, sentir reações fisiológicas como os gases também é normal, o que vai te diferenciar de um médium medíocre para um médium produtivo é o seu grau de desprendimento e dedicação, eu sempre falo no blog, mais vale o grau de desprendimento do médium ao grau de incorporação, ambos estão de certa forma, intrinsecamente ligados, porém, existe o dia que sua irradiação não estará tão forte, em contrapartida, você tendo bom desprendimento, você mesmo pode assumir os trabalhos de forma eficiente.

E lembrem-se: A entidade utiliza o seu corpo como recipiente, se o seu corpo é fragmentado, sujo, pequeno espiritualmente ou até mesmo disforme, irrefutavelmente, a entidade terá que passar a sua mensagem nessas condições, e consequentemente, sofrendo influências do meio da qual ela utiliza como recipiente.
Em suma: Até o mel mais doce azeda em um recipiente sujo!

Meus sinceros votos de Paz e Luz

Neófito.

Zeladores de Santo, Curso de Sacerdócio, Guias de Reserva, Evangelho nos Trabalhos.

Saudações fraternas, irmãos de fé.

Mais um texto do formato bate-papo sobre os zeladores de santo, os médiuns que não podem trabalhar com outro guia da mesma linha e a evangelização nos trabalhos umbandistas.

Primeiramente, gostaria de expor a minha humilde opinião sobre o Zelador de Santo, primeiramente, na Umbanda não trabalhamos com Santos, Santos são espíritos que já encarnaram e podem continuar encarnando na Terra pelos mais variados objetivos, segundo a liturgia Cristã, foram todos aqueles que foram salvos por Jesus Cristo ou tiveram uma consulta ilibada em Vida, de devoção e de Trabalho Altruísta, essa é a definição básica de santo, claro, que se consultarmos com calma a história da maioria dos Santos, nada mais foram que pessoas comuns, algumas até hediondas, mas isso não é o assunto do Post. Não incorporamos o Santo, não incorporamos São Jorge, São Sebastião, nenhum deles, isso é apenas Sincretismo, consequentemente Santo é diferente de Orixá, porque Orixá é desdobramento Vibratório, é Vibração Divina, á uma Força Natural dispersa no Cósmico. Nem o próprio Orixá, incorporamos, e sim um representante Natural daquela Força, daquela Vibração. Então, irmãozinhos, não confundam Orixá e Santo, são assuntos completamente distintos, o Santo pode estar contido na Vibração do Orixá, e não o contrário é a mesma analogia de que Cristo é Deus, e não é bem assim, Deus está em Cristo e não o contrário. De certa forma, Cristo é a representação de Oxalá, porque ele veio para Terra, trazer a Fé, a Paz, trazer o Conhecimento Divino e acender a Luz Divina Interior que cada um nós temos, ele não é Oxalá, mas trouxe consigo toda essa vibração, compreenderam?

Com isso, espero ter sido o mais claro possível quanto a esse fundamento, então para que teremos zeladores de santo em um local que não existem Santos?

Agora vamos desmembrar o que significa um zelador: É aquele que zela, é aquele responsável por cuidar de um determinado assunto, então zelador de santo, é aquele que zela e cuida do santo. Contraditório.

Vale deixar bem claro que não estou questionando a serventia de um zelador de santo, pra mim, esse nome nem deveria existir mais, primeiramente porque é sabido que não temos santos na Umbanda, outro motivo, é que quem zela realmente pelo nosso orixá, somos nós mesmos, nós que damos as oferendas, trazemos sua Energia em nossa matéria, acendemos as Velas, vibramos com ele, então, todos nós somos zeladores de nossos próprios orixás, correto?

Então, está aí mais um estudo de vício, zelador de santo, pai de santo, são nomes que não fazem muito sentido quando estudamos minuciosamente o assunto. É um dos exemplos que eu sempre digo sobre estudar o vício, seguir uma tradição sem estudar a causa da mesma.

Esse é um termo que veio do candomblé, junto com os sacrifícios e outras centenas de fundamentos que incorporaram na Umbanda atual. Como dizia Pai Agenor, “No meu tempo o candomblé era de morim, hoje é de plumas e lantejoulas”.

Portanto, pai-de-santo, zelador de santo não é usual na Umbanda porque não ocorre esse tipo de zelo por parte do dirigente.

Agora vamos falar um pouco sobre o curso de sacerdócio.

Já conheci alguns irmãos que realizaram esse curso e gostaram bastante, mas é importante lembrar que esse curso o torna sacerdote de uma linha apenas dentro do contexto do Saraceni, é importante dizer que já é um tipo de Umbanda que sofreu algumas adaptações, já presenciei alguns centros que possui essa linha e para mim, particularmente não agradou muito, já vi muitas pessoas felizes com esse tipo de liturgia e eu mesmo já presenciei a eficiência dos trabalhos, mas é muito importante salientar, que te torna sacerdote de um tipo específico de liturgia de Umbanda, pra mim, já não seria útil, porque além de preferir um “curso” direto com os meus mentores, eu sou adepto e até mesmo parte de uma liturgia totalmente diferente. Os centros que eu presenciei que trabalham com essa linha, trabalha muito com o Orixá, e eu já não sou tão adepto a essa forma de trabalho, eu mesmo já fui instruído a ter um tipo de trabalho mais centralizado e focado em assistência e não muito em rituais, e a abertura para mim é um pouco cansativa.

Mas é o que eu sempre digo, para cada qual é dado conforme seu merecimento e conhecimento, como já havia dito. Já vi funcionar muito bem esse trabalho, os centros dessa linha são relativamente cheios, funciona pra muita gente, mas não para mim, o mesmo acontece com pessoas da linha Guaracyana, é muito bacana, um ritual agradável, mas não é a minha praia.

O curso de sacerdócio para quem GOSTA da linha do Saraceni, que tem muitos livros dentro da Umbanda, quem gosta de todo aquele Esoterismo explanado em seus livros, é um curso bacana, mas é muito importante salientar que o sacerdócio de um Terreiro, quem o torna é o seu mentor, é a corrente mediúnica que você tem, não adianta você ter uma missão de ser filho de fé, de você ter mentores que ainda não querem uma casa e fazer esse curso, você será sacerdote no “diploma”, mas não terá preparo “espiritual” para tal, o curso é um apoio, mas isso não o torna um dirigente e nem tampouco capaz para dirigir um terreiro, nem todo médico é bom, como nem todo formando é competente em sua área, nesse mesmo preâmbulo, um pedaço de papel não o tornará capacitado para dirigir um templo espiritual, isso é muito importante ter em mente.

Nesse mesmo assunto de linha de Saraceni, linha de Carlos Buby, que é a linha Guaracyana, tem também algumas limitações da forma de trabalho dos médiuns, por exemplo, conheço alguns irmãos de algumas escolas umbandistas que não podem trabalhar com mais de um caboclo, ou melhor, com mais de um mentor durante os trabalhos na casa, uma vez que seu caboclo deu o nome ou apareceu no terreiro, será esse até o fim de seus trabalhos dentro da casa. Eu particularmente não concordo, mas como eu sempre digo, dentro da Umbanda existe diversas linhagens, e com elas, as suas vantagens e desvantagens de cada liturgia, isso me remete ao centro do dirigente vaidoso onde só o marinheiro dele é o capitão do mar.

Eu particularmente não gosto de limitar o médium e nem a forma de trabalho da corrente dele, obviamente dentro do meu conceito de boas práticas, é claro, e é muito importante salientar que todo dirigente já foi um médium iniciante, portanto, pra mim seria muito importante realizar um bom desenvolvimento em um médium que um dia terá a sua casa, seria até mesmo um grande prazer.

Todos os médiuns possuem mais de um mentor em cada linha, uns tem mais, outros menos, não existe uma regra, uma linha de Produção no Mundo Espiritual, cada médium vem em Terra desempenhar um papel diferente do outro, o médium de cura, por exemplo, não precisaria ter 500 exus, diferente de um médium que vem com o objetivo de ser um dirigente, quanto mais guardiões para sustentar a casa, melhor fica. Então, irmãozinhos, cada qual com o seu merecimento e missão designada.

Acontece o fato de que talvez o seu caboclo de trabalho estar em uma outra missão, como já citei aqui no blog, Tranca-Rua que eu sirvo,  uma vez se ausentou e avisou uma semana antes avisando do desencarne massivo em nosso plano, isso aconteceu com o tsunami na Tailândia.

Então o médium vai ficar parado sem ter o que fazer? Importante também lembrar que temos pelo menos um par de orixás, onde cada um trará o mentor de sua vibração para trabalhar junto com o médium, então, por que não deixar o médium trabalhar com pelo menos dois de cada linha de sua corrente? É muito comum você ter um “mentor de reserva”. O que não pode é virar circo, dentro de uma mesma corrente vir três ou quatro na mesma linha, mas isso pode ser evitado se for explicado calmamente ao médium.

Portanto, limitar o número de mentores de cada linha nos trabalhos em minha opinião não seria uma prática habitual.

Agora falando um pouquinho sobre os Evangelhos dentro das liturgias.

Evangelho nos trabalhos eu acho uma prática excelente, aquela leitura do evangelho segundo o espiritismo ou até mesmo da bíblia, e refletirmos uns 10 minutos sobre aquele assunto, eu acho uma prática imprescindível para todos os trabalhos, para os que me conhecem, sabem que eu prezo o conhecimento, os estudos acima de tudo, e isso não seria diferente antes da abertura dos trabalhos, sempre bom aquele assunto antes de abrir os trabalhos, aquele debate filosófico, onde cada médium poderia contribuir com sua opinião e experiência, acho que se a grande maioria das casas adotassem essa prática, não teríamos tanto irmãozinhos perdidos e que necessitam recorrer a meios externos para aprendizado. Além do Evangelho, acho interessante um tipo de trabalho aonde o mentor vem e dá o seu recado, passa o seu ensinamento, a sua experiência.

Tudo o que traz conhecimento, experiência e desperta no médium a curiosidade e a saciedade, eu acho imprescindível e já foi determinado pelos meus mentores quando chegar o meu momento, a casa terá palestras, doutrina aberta ao publico sobre os mais variados assuntos esotéricos, cada um fazendo a sua parte e aprendendo um pouquinho de cada, chegaremos muito longe.

Nenhuma Senda trabalha melhor a evolução das pessoas do que a própria Senda do Conhecimento, ela nos leva a todas as outras.

Esse foi apenas um bate-papo rápido.

Com amor.

Neófito da Luz.