Concentrar para Incorporar

Saudações irmãos de fé.

Otimizando os mecanismos de busca do WordPress, o título desse POST é um dos mais buscados nesse blog e vou tentar esmiuçar um pouco sobre isso.

Não existe formas corretas, existe aquela que melhor se adapta a cada médium, a espiritualidade é vasta e impregnada de sabedoria, logo, não existe uma regra oficial mediante tantos assuntos presentes no Astral.

Eu costumo dizer que para uma concentração eficiente, ela deve começar fora do terreiro, sim, ser médium não é só trabalhar durante o final de semana, durante míseras horas em um dia na semana, ser médium conforme já explanei algumas vezes, é propagar e perpetuar o ensino daqueles que lhe acompanham e principalmente, os ensinamentos dos mestres cósmicos e isso é a todo momento, é praticar a bondade e a compreensão da hora que você acorda até a hora que você dorme. A prática mediúnica é no cotidiano e isso é uma inegável verdade.

A sua conduta diz quem você é, obviamente, claro que toda generalização é errônea bem como todo julgamento também, mas vocês devem se julgar, é bíblico: “Orai e Vigiai”. Não adianta pedir, receber e não vigiar seus atos, o seu estado de vigília deve ser amplo e eficiente.

Sabendo que sua conduta de vida está OK, não guarda mazelas, rancores e outros sentimentos que corrompem o seu espírito, é o momento de adentrar no terreiro e praticar aquilo que viemos para fazer, o bem e a caridade, não importando a quem, e para isso, temos que fazer com que nossa incorporação, seja consistente, seja firme, para que possamos ser ferramentas do Astral para operar as graças tão almejadas nos terreiros.

Como já mencionei anteriormente, não existe uma receita de bolo, existe boas práticas, por exemplo, se for incorporar um caboclo, eu sempre penso nas matas, nos animais, na flora e fauna existente, tento imaginar o cheiro, o barulho dos pássaros, a paz de espírito que eu sinto quando estou dentro de uma mata virgem, e posteriormente a isso, me imagino no meio da mata, recebendo uma luz enorme proveniente dos céus tomando conta do meu chacra coronário e fluindo para os demais chacras.

Se for para pensar em um boiadeiro, o cenário muda um pouco, mas o princípio é o mesmo, em uma fazenda enorme, cheio de pastos verdejantes, com uma boiada extensa, para os baianos, a mesma coisa, procuro imaginar a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, e assim vai. Ouso a dizer que na Aruanda existem cenários parecidos onde muitos deles atuam, existem diversas egrégora no Astral e muitas delas permanecem tradicionais aos locais que os espíritos viveram em terra, “No Reino de meu Pai há diversas moradas”, já dizia um dos Grandes Mestres que encarnou na Terra.

Concentrar é tentar limpar a mente, esvaziá-las dos problemas que estamos vivendo, existem mais informações aqui e aqui para que possam auxiliá-los nesse mecanismo, a fé nos seus mentores é primordial, e não menos importante, a fé em vocês mesmos, vocês são capazes de operar milagres, sejam incorporados ou não, os mentores usam seus fluídos, sua matéria para magia, não é surpreendente que também sejam capazes de fazer.

Saibam que estão ali para cumprir um trabalho Cósmico, e nada naquele momento é mais importante que isso, esquecer seus problemas já é um grande passo, ter fé em você, um outro grande passo e deixar com que seu corpo seja controlado por você e por eles é o passo final para isso.

O texto não pode ser muito extenso porque deixei dos links para complementar a leitura de todos vocês.

Na verdade, foi apenas um gancho para chegarem a esse texto e depois lerem os outros dois.

Muita Paz e Luz

Neófito.

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A Firmeza Do Médium e Locais de Incorporação.

Axé irmãos.

Vou tentar esclarecer um pouco mais porque o número de pessoas que recebem fora de hora ou se machucam com a mediunidade é absurda.

Vamos estabelecer alguns pontos de concordância antes de desenvolver o post:

1)  Médium firme tem que ter total controle sobre seu corpo, não EXISTE um espírito de Luz incorporar fora do centro espírita, se INCORPORA, ou é o médium ou é espírito de baixa vibração que o PRÓPRIO MÉDIUM ATRAIU. Isso é um FATO! Só uma ressalva, existe alguns raros casos, de vida ou morte ou de extrema necessidade que pode sim acontecer, mas não na escola, cara, trabalho por nada, sem justificativa.

2)  Espíritos de Luz não machucam, não arremessam, não batem a cabeça na parede, ISSO NÃO EXISTE!

O mecanismo de incorporação ou psicofonia, como gosto de chamar, ocorre quando baixamos a frequência de nossas ondas cerebrais, por isso, muita gente fala de estar em “alfa”. É uma frequência baixa onde ficamos mais acessíveis ao nosso inconsciente, onde despertamos a mente espiritual, entrando nessa frequência. Depois disso, dependemos do nosso sincronismo vibratório em relação ao nosso mentor, nossos chacras começam a alterar sua velocidade de rotação e ocorre o encaixe e pronto, nosso sistema motor bem como parte de nosso consciente foi tomado pelo espírito do qual vibramos.

Um link para entender melhor sobre ondas cerebrais, apenas uma síntese:
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=ondas-alfa-fecham-cerebro-contra-distracoes&id=8262

Aí é que começa o fator importante da história, você entrando em estado de relaxamento, mas com baixa vibração, você abre portas para espíritos de baixa vibração também, aí é onde mora todo o perigo, você vai achar que está recebendo uma “Maria Padilha” quando tá recebendo uma “Maria Batalhão” e assim começa toda a brincadeira de mau gosto.

E tem o caso daqueles médiuns que se tornam fracos e suscetíveis a qualquer mecanismo mediúnico, aí começa a receber em casa, no trabalho, na escola, e uma coisa eu AFIRMO CATEGORICAMENTE, se não for caso de Vida ou Morte, eu DUVIDO que seja um mentor de sua corrente. Seus mentores são seus amigos, não querem te expor ao ridículo, não querem complicar a sua vida. Muitas vezes eu vejo na cartilha dos terreiros como vejo em muitas Igrejas, a Metodologia de Punição! Aquele Deus colérico capaz de condenar seu filho nas profundezas do Inferno se não seguir os seus mandamentos foi incorporado nos Exus da Umbanda.

Infelizmente nascemos nessa redoma crédula e ignorante que Deus “castiga”, quem dirá os nossos mentores, não?

Isso é falácia, irmãos, a espiritualidade trabalha em benefício próprio, se algum mal te ocorre, primeiramente será por carma, você procurou e pagará por isso, isso é um fato, mas não ocorrerá NUNCA no quesito incorporação, quem faz você pagar pelos seus erros são os Senhores do Carma e não seu caboclo ou preto-velho. A Intenção deles é evoluir, te ensinar e aprender com você e não te punir ou te envergonhar.

Tinha um médium na casa que qualquer coisa que ele fazia o Exu o deixava cego, no começo eu tinha muito medo disso, mas hoje se eu vejo além de eu dar risada eu digo ao camarada: “Amigão, para com o circo aí”.

Às vezes passo a impressão que não respeito mais a Umbanda, muito pelo contrário, o que eu deixei de respeitar é circo, é animismo exacerbado, é estudo de vício, isso sim eu deixei de respeitar, agora os guias, mentores, trabalhadores sérios da caridade, médiuns dedicados à causa, esses sim, ainda possuem todo o meu respeito.

Mas é importante salientar, dediquem-se e estejam de coração aberto aos ensinamentos dos mentores, TODOS NÓS SOMOS CAPAZES de obtermos esses ensinamentos, vai de como você quer sintonizar.

Tem outro questionamento muito frequente pra mim:

– O guia é pesado e ele demora vir e ainda me joga longe…

 Deixe-me tentar explicar:

 Existe sim, mentores que sua vibração é mais forte que outros, um caso muito comum são com os boiadeiros, além de possuírem grande força vibratória, ainda trazem consigo, a Força Física, o que de certa forma, influencia demais no mecanismo psicofônico. Antes dele chegar, o médium de saculeja todo, é jogado de um lado para o outro, isso pode até acontecer, não é muito agradável, mas pode até acontecer em médiuns em início de trabalho, inexperientes ou que não aprenderam a se firmar ainda, mas com o tempo, é o que eu digo, DEVE acontecer a sintonia e a “incorporação” ficar mais suave, mais tranquila, toda aquele vibração pesada da entidade vai diminuir com o tempo porque seus chacras estarão na mesma velocidade aceitável que os dela, aí fica mais tranquilo, o mesmo ocorre para a desincorporação, que com o tempo vai ocorrendo o “conhecimento” de como funciona seu corpo, e assim, não dá aqueles solavancos feios que denigrem os trabalhos em terreiros.

E é sempre bom frisar: A QUALIDADE DA INCORPORAÇÃO DEPENDE MUITO MAIS DE VOCÊ DO QUE DO MENTOR, SEMPRE!!!

Agora o mentor jogar longe, cabe ao babalaô ver qual é o problema, não é normal para médiuns mais velhos, ou é um baita de um egun do outro lado,  a vibração da casa é precária ou o médium não aprende como trabalhar de forma normal com a mediunidade. Para cada um dos casos, temos alguns métodos para melhorar:

Em relação ao egun: Mente firme, médium firme, o que ocorre muitas vezes, é o médium tornar-se vaidoso, depressivo ou até mesmo displicente com os preceitos da casa, com isso, começa a sintonizar espíritos da mesma frequência. O segredo é sempre, ESTUDAR, ESTUDAR e ESTUDAR, quanto mais conhecimento, menos propício a cair em ciladas espirituais, pratique sempre a humildade e o aprendizado, fases ruins, todos passamos, o grande problema é que alguns se afundam e deixa isso tomar conta. Mantenha sempre a mente no Altíssimo;

Vibração da casa ruim: Tem duas saídas, ou peça licença ou assuma a responsabilidade de conduzir os médiuns da casa a um patamar vibratório mais elevado, nem todos os babalorixás aceitam porque sua grande maioria é inflada pelo ego e pela vaidade, mas compensa conversar, expor o ponto de vista, ver o que pode ser melhorado na casa, se ele for humilde, vai pensar sobre.

O médium não aprender como lidar com a sua mediunidade: É o mais difícil. Como sempre eu digo, ESTUDE, ESTUDE e ESTUDE. Para isso tem o post “Firmeza de Cabeça” que contribui um pouco com esse árduo e difícil aprendizado.

Por isso Eles dizem: Não existe médium DESENVOLVIDO, o médium tem que sempre estar aprendendo e sintonizando com as mais sutis vibrações, é muito difícil, por isso, Jesus já falava lá atrás: “Orai e Vigiai”. Não adianta estar sempre orando, estudando se não vigia suas atitudes, se não praticas o que aprendes, isso é sempre importante ter em mente. Ore e Vigie.

Mas para fechar o raciocínio, se você tem algum mentor que te machuca ou te jogue longe, primeiramente procure em você se há algum erro, algum processo falho em sua firmeza, na sua conduta, tenta sempre meditar sobre isso, segundo, veja se outras pessoas do centro também passam por isso, se for o caso, temos um sério problema na casa.

Coloque em sua cabeça, esse negócio do mentor dar “peia”, “bater” pra valer no médium, é invenção ou você é um azarado em ser médium de espíritos ainda em baixa evolução, o que vai demandar mais trabalho de sua parte em “doutrina-los”,  que é algo que eu vivo discordando ou você está cedendo seu corpo para espíritos que não trabalham sob a Luz.

E como disse, se estão te pegando na rua, ou você está evocando direta ou indiretamente e não tá vindo quem tem que vir, ou você é uma antena descompassada para vários tipos de vibrações, para qualquer um dos problemas, firmeza em sua mente, força e discernimento de consciência.

VOCÊ ATRAI AQUILO QUE VOCÊ É!

Reflitam, Analisem, Observem. Deixem de estudar o vício e estudem a Espiritualidade, a boa conduta mediúnica e aprendam a acreditar mais em vocês, vocês são Portadores da Verdade Divina. Procurem-na.

Paz e Luz.

Neófito.

Breve Diálogo sobre Incorporação

Namastê amados irmãos.

Depois de algumas semanas de trabalho intenso, falta de tempo para revisar e compilar os textos e questões que me enviaram, aqui estou eu.

Depois de ter deixado meu e-mail no blog, recebi diversas perguntas sobre Umbanda, e calculando com um pouco de exatidão, 95% se resumiu em incorporação e liturgia. Baseado em diversas questões que foram bem parecidas, realizei um compilado aqui para expor a minha opinião sobre o assunto.

Vale salientar que eu irei expor minha opinião baseado em quase 15 anos de Umbanda, estudos e experiências, segundo o tempo de alguns irmãos, ainda estou engatinhando, tem irmãos com 25, 30 anos de experiência.

O grande incômodo dos mediuns é o nível de consciência.

Eu até hoje não conheci nenhum medium inconsciente, como já disse em alguns posts, todos os que me disseram ser, tive provas extremamente contrárias a isso, mesmo porque em termos de estudos filosóficos, místicos e esotéricos é praticamente impossível nos dias de hoje estarmos inconscientes, volto ao exemplo de iogues e outros místicos que podem meditar até por 12h e afirmam que sua mente objetiva ainda ficam em nosso plano, em nosso mundo, imagine nós, que temos apenas algumas horas semanais de dedicação ao centro.

Recebi um e-mail relativamente ofensivo que sobre o texto “Firmeza de Cabeça” onde afirmam que eu ensino a dar ekê (Gíria do candomblé para fingir uma incorporação), até respeito a opinião do irmão que me criticou, mas é muito fácil ser inconsciente no candomblé, o adepto só recebe o orixá, que só sabe vir pra dançar e falar algo útil que é bom, NADA! Muito fácil se dizer inconsciente no candomblé onde o orixá só precisa ter o famoso “pé-de-dança” que enche os olhos e o estômago mas não cala as aflições daqueles que ali adentram. Já conheci mediuns conscientes que curaram e até falaram o que o consulente precisavam ouvir, ou seja, ENFATIZO, mais vale o seu desprendimento na comunicação, na psicofonia (incorporação) do que o seu grau de consciência. Desistam de procurar o impossível, muitos mediuns perdem totalmente seu tempo procurando serem inconscientes e esquecem de estudar e trabalhar com o que tem. Na faculdade ouvi algo que eu nunca me esqueço, uma história que cabe muito bem com o que eu direi aqui:

“Na órbita espacial, era imprescindível escrever as rotas, o diário de bordo, entre outras coisas, os americanos investiram boa quantia de dinheiro para inventar uma caneta que escrevesse mesmo na ausência da gravidade, os russos, por sua vez, levaram lápis, onde o mesmo conseguiu cumprir o objetivo que era a escrita!”

Ou seja, meus irmãos, se o objetivo é a caridade, vamos procurar meios para isso e não desgastar centenas de horas focando algo que demandaria trabalho e poderia ser mais utilmente empregado na prática do bem e da caridade.

Repito, conheço mediuns conscientes que fizeram um excelente trabalho, que deram uma excelente consulta, a grande sacada é esquecermos de qualquer problema, focarmos apenas no nosso objetivo dentro do terreiro, a prática do bem e da caridade, cabe somente ao pai julgar e a nós ajudar, como disse muito bem Pai Guiné.

É claro, seria maravilhoso, incorporar, sumir, dormir, apagar e o guia trabalhar normalmente ajudando sem nossa intervenção e quando acordássemos, tudo resolvido, mas infelizmente não é assim e há algumas razões para isso. Eu mesmo já presencei muitas coisas maravilhosas, com os “olhos” deles e isso é muito gratificante, já coloquei em um post no “Exú na Linha de Cura”.

O Guia não fala, não fuma, não bebe

No começo vemos tudo mesmo quando os guias não estão de olhos fechados, raramente falam, só gesticulam com a cabeça e gradativamente vão falando, vão trabalhando, no começo, raramente pedem bebidas ou fumos, dispensam qualquer oferecimento dos cambones, isso é totalmente natural.

Como um irmão disse: Meu guia parece inválido, não faz nada, às vezes nem anda.

Isso é muito bom, é um grande respeito que o mesmo tem para com você, ainda está se conectando ao seu corpo, vibrando na mesma ressonância que você, não abrir os olhos, também é o caso do próprio medium sentir vergonha em achar que está fingindo, isso é um mecanismo de defesa inerente ao todos os que estão desenvolvendo, mas é importante salientar que ALI já existe uma energia, mesmo que pouca, já existe uma energia e essa energia deve ser respeitada como a de um medium de 50 anos… A energia está ali, mesmo que incompleta, precisamos ser bons recepientes para que possamos captar com maior poder essa energia que nos anima, que nos irradia.

O caso de dispensar fumos e bebidas é justamente o mesmo princípio, a entidade ainda não está firme em sua matéria, ou seja, qualquer dano que possa ser causado pelo fumo e bebida afetará diretamente a sua matéria. Como forma de respeito e mecanisno de defesa, a entidade também veta a utilização desses elementos.

Em suma, você verá mesmo, o seu guia ficará calado, às vezes ele vai andar de um lado para o outro ou às vezes ficará parado, depende da forma que ele sincroniza e dispersa a energia, isso vai depender unica e exclusivamente do axé que você e suas entidades trazem. No meu caso, meus guias raramente sentavam e ficavam de um lado para o outro, no caso do meu irmão, ficavam parados e geralmente próximos à porteira.

Existem sim alguns padrões pre-estabelecidos, mas é importante salientar que nem todos os mediuns são iguais, assim como seus orixás e guias.

O desenvolvimento é uma experiência extremamente particular e deve ser vivenciada com calma, sempre interessante contar com a intuição e seguir alguns conselhos do “Firmeza de Cabeça”

Nome do Guia

Às vezes demoram dar os nomes, podem vir de uma forma e gradativamente vão mudando, vão encontrando melhores formas de posicionar e sincronizar os nossos chakras, com o tempo podem mudando a voz, o sotaque e assim vão evoluindo no sincronismo entre espírito e matéria.

Os caboclos e boiadeiros também podem mudar a forma de chegar, mudando os brados ou até mesmo a postura de chegada e saudação ao altar, tudo no Universo evolui e nossa incorporação não foge à regra. O Sol nasce pra todos, ninguém fica sem brilhar, assim é a mediunidade se mantivermos total dedicação.

Não sou nenhuma excessão, hoje consigo ouvir, sentir e até ver não com tanta facilidade, mas consigo, isso é fruto de dedicação e empenho, sejam sinceros de coração e confiem em suas intuições.

Alguns guias demoram anos para dar os nomes, outros meses, outros semanas, também é muito relativo, conheço mediuns que já trabalham com certas entidades há 3, 4 anos e ainda não deram o nome.

Como eu digo e já seguindo a Teoria de um grande Cientista chamado Einstein: Tudo é Relativo!

O meu mentor-chefe demorou quase 10 anos para se apresentar, vinha raramente, quando vinha, fazia seu trabalho e ia embora, o meu guardião-chefe seguiu o mesmo padrão e depois confirmei o nome dele nos buzios do babalaô da época.

Quantidade de Guias

Outro tema extremamente estressado nos questionamentos, muito se ouve dizer que cada um tem sete guias, eu já discordo um pouco dessa afirmação, dependendo dos orixás que você traz, significa que você tem um certo tipo de Axé e consequentemente uma missão, tem pessoas que trabalham com o mesmo caboclo a vida toda, raramente chegando a incorporar o segundo. Outros mediuns trabalham muito bem com um ou dois caboclos dependendo do trabalho e outros também trabalham com um terceiro que raramente dá o sinal de vida. O mesmo acontece com outras entidades, já vi mediuns muito firmes trabalhandio até com o quarto caboclo, obviamente não ocorre um rodízio, são entidades que chegam uma ou duas vezes ao ano. Mas é importante salientar aqui que não há regras, um sacerdote que eu conheci, trabalhou até com cinco baianos no decorrer da vida dele. Isso vai dependendo muito do tipo de missão que você veio prestar no plano terrestre, o Cosmico designa as entidades certas para isso. Tem pessoas que tem missão de abrir uma casa, possuem até oito ou nove exús, que descem, dão o nome para firmeza e para construção da tronqueira e não precisam mais dar a comunicação em nossa matéria.

Para não ficar muito extenso, vou dividir em mais posts.

Desculpem-me a demora, criança pequena, excesso de trabalho e relacionamento me ocupam grande tempo! Rs

Ainda não revisei como gostaria, mas precisei “despachar” logo o texto pelos pedidos!

Aranauam

Neófito da Luz

Palavras sobre Mediunidade por Pinga-Fogo.

Aranauam.

Estava procurando informações a respeito desse guardião do qual desconheço quase que completamente. Foi solicitado a mim realizar um trabalho com o Guardião Caveira e juntamente com essa solicitação, apareceu mais essa entidade.
Me deparei com um texto muito interessante e decidi postá-lo aqui, um texto do qual concordo veementemente e alguns posts antigos comprovam essa idéia.
Segue:

A Influência do Veículo Mediúnico – por Exu Pinga-Fogo

Após preparar seu caldeirão com fogo, no qual “lavou” seus pés e mãos, Seu Pinga-Fogo iniciou a palestra, proferida logo após a jira de caboclos.  Desejou-nos uma boa noite e suas primeiras palavras nos ofereceram o tema a ser desenvolvido:
A influência do veículo mediúnico na vida e nas atitudes de seus consultados

Jira de Caboclos – Homenagem a Ogum – 15 de Abril, 2002.

Se vocês desenvolvem a parte espiritual, se querem aprender a encaixar, a receber a sintonia—seja dos caboclos, pretos-velhos, ou qualquer das falanges trabalhadoras da Lei da Pemba—devem também aprender que efeito isso traz se o médium não está preparado.

Não basta só a fé e a boa-intenção, mas a consciência também é necessária.  Consciência de que a verdadeira sintonia com o plano astral, no sentido de atendimento em prol da caridade, tem que ser baseada na disciplina, disciplina, disciplina—setenta e sete vezes.  É na disciplina onde nós encontramos a responsabilidade e a consciência.

É muito bonito o fenômeno espiritual—a paz que os mentores nos trazem, o carinho, a amizade, a dedicação, as curas—mas a disciplina e essa consciência têm que ser exercitadas sempre, sempre.  O Rabi da Galiléia disse “orai, mas vigiai”—essa vigília deve existir sempre.

Quando uma pessoa está para ser atendida por um espírito, ela está depositando toda a fé dela na solução do problema que ela traz ali, naquele momento.  No momento quando vou atender uma pessoa, ela vai jogar para a mim toda a responsabilidade do problema e o que eu falar, ela vai fazer.  Agora: o espírito é a água e o médium, a jarra.  Se a jarra está suja, a água vai sair suja.  Temos que ter essa consciência porque ela vai agir na sua coroa, tanto na mediunidade consciente quanto inconsciente.  Mesmo se o médium é inconsciente, a responsabilidade também é dele.  “Ah, mas eu não me lembro…”.  Você não lembra, mas você está atuando, na sua parte espiritual.  Não existe o fenômeno sem a passividade mediúnica.  Seja o fenômeno de vidência, de audiência, de clarividência, de psicofonia, de sensibilidade, qualquer que seja, ele necessita da passividade mediúnica para acontecer.  Vamos estar conscientes disso: da responsabilidade.  Façamos como Francisco de Assis, sejamos humildes e primeiro peçamos ao Pai: “Senhor, fazei de mim um instrumento de tua paz”.  Com o coração envolvido de amor e olhando no próximo uma pessoa que precisa de evolução, nós podemos, então, chamar as nossas entidades e atender.  Mas devemos ter o cuidado, junto aos nosso guias, de sempre motivar a pessoa para o progresso e para a evolução.  O espírito nunca define a situação para ninguém—isso seria uma transgressão do livre-arbítrio de cada um.  O médium deve ter cuidado, porque as pessoas perguntam e perguntam muito.  Elas querem saber de tudo, elas querem a resposta “certa”.  Elas querem tirar delas mesmas a responsabilidade dos seus próprios atos—inconscientemente, mas é isso que acontece: “eu posso fazer, mas o espírito não me falou pra fazer…”  Em todo o setor, o livre-arbítrio é uma lei, seja nos sentimentos, seja nos problemas materiais.  Lembrem sempre, meus filhos, da vigilância e da disciplina, sempre.

Vamos nos livrar da vaidade, a vaidade que leva o médium ao ponto de pensar que sem ele, não haveria o fenômeno; que se não fosse ele, que por causa dele, que… a, sim, você começa a se distanciar dos verdadeiros princípios do amor.  A humildade é a base.  A minha capa é amarela, bonita; a luz do sol, brilha; e nem tanto deixa de valer mais que o ouro que está guardado no cofre e ninguém vê [1]. Fazer a caridade necessita força e fé.  Não é a qualidade de fenômeno mas, sim, o que você está jogando para a pessoa.  Vocês estão se preparando para a vida do Santo, junto com essa vida de atendimento.  Não é pôr o pé no fogo que vai determinar se o espírito está ali ou não, é o que ele vai falar, o que ele vai fazer.  Não é o número de mandingas que você vai passar para a pessoa fazer de segunda a sexta-feira, mas é o que você vai tocar no coração dela com sua palavras.

A principal coisa que o médium tem que aprender é amar, amar.  Amai-vos uns aos outros, como o Rabi vos amou.  Sempre use a força de Exu, a força determinante que há de proteger vocês das emboscadas, pois o mal existe e está por aí: o mal feito, a bruxaria, o vudu.  Peça a Exu a proteção, sempre, o dono dos caminhos.

Vocês vão ser muito felizes, fazendo o bem sabendo que estão realmente fazendo o bem.  Cuidado para não se iludirem: fujam do fanatismo e fujam também do comodismo.  Nós não devemos ser fanáticos, mas também não devemos ser comodistas.  A nossa reforma moral foi pra ontem.  Não julguem.  Cada um tem o seu momento, cada um tem o seu ponto, mas vamos fazer o melhor de nós.  Vamos nos preocupar mais conosco do que com os outros, e, se a pessoa erra, vamos dar apoio a ela através do nosso exemplo e do nosso perdão.  Vamos seguir o caminho da vida e vamos viver felizes, em paz e alegres.  A fé independe da quantidade de orações, da quantidade de jiras que você faz por semana, da quantidade de banhos de descarrego que você toma, mas da qualidade de seus pensamentos ao encarar a vida, ao encarar você mesmo, ao encarar o sol que se põe e a noite que entra, e as pessoas que vivem ao seu redor, porque elas são as fontes da sua evolução.  É através das pessoas que estão ao nosso redor que nos é dada a oportunidade de desenvolver a nossa paciência, nossa compreensão, nossa humildade, nosso perdão.  Porque se não for por elas, vão ter que trocar as pessoas, porque vai ter que ser por alguém.  Mas por trás desse alguém tem um passado, ou seja, um presente, porque nós somos tudo aquilo que nós fomos, e o que nós vamos ser vai depender de nossas atitudes, do que nós construimos a cada dia, na nossa fé.

Usem essa jira, filhos, esse contato com a espiritualidade superior, esse contato em que cada caboclo vem abraçar seu filho e vocês percebem, na matéria, como a força grande.  É o contato que vem mostrar a cada um que a vida existe, ela compensa.  Nós não temos tempo a perder com tristeza, com desânimos, com indagações que não vão nos levar a lugar nenhum.  Vamos construir, sempre, vamos nos ajudar.  Vamos amar ao próximo e ajudar as pessoas que estão em nossa volta, da melhor maneira possível.  Aproveitem esse momento de axé.  Aproveitem esse momento de cada mês quando vocês vêm se abrir para o plano espiritual e deixem que as melhores qualidades de seus corações se desabrochem.  Permitam que essa mesma vibração, esse bem-estar que todos sentem neste trabalho possa transcorrer no dia-a-dia de vocês, como uma rotina.  Você acorda e escova os dentes; pois você vai aprender a acordar e pensar em felicidade.  Lembre da linha que eu disse do fanatismo: não é você falar só sobre espiritismo, não é você comentar só sobre esse assunto; não é só esse assunto que é positivo, tudo que é positivo é positivo.  Nós devemos viver, vamos viver a vida, respeitando e amando, sempre.  E aí, filhos, o fenômeno mediúnico se encaixa numa perfeita sintonia com as mais bem-intencionadas almas no propósito de colaborar na mediunidade de vocês ao auxílio do próximo; aí, sim.

Que Ogum, com sua força, com suas armas, possa defender o caminho e o propósito de cada um.  Que a força desses lanceiros possa iluminar esse trabalho.
[1] Com o intuito de facilitar a compreensão dessa frase (de alto valor metafórico e, consequentemente, de significado subjetivo e potencialmente obscuro) o editor toma a liberdade de apresentar sua interpretação pessoal, a qual deve ser analisada criticamente pelo leitor.  No contexto da importância da humildade no serviço mediúnico, o ouro representa o médium vaidoso (com um valor potencial, somente; de certa forma artificial, aparente, ilusório), que não é útil para o serviço ao bem do próximo (está no “cofre”, inacessível ao uso pelo Plano Maior).  Já o médium humilde (como a luz do sol), embora seja pouco valorizado pela maioria dos homens, está constantemente a serviço do Bem.  Como a luz do sol, esse médium trabalha sem cessar e sem buscar recompensa, beneficiando a todos, indiscriminadamente; como a capa de Seu Pinga-Fogo, ele é simples mas, em sua simplicidade, traz em si a beleza natural de tudo que serve de instrumento ao trabalho do Plano Maior.

Extraído do site: http://www.umbandausa.com/index.php?option=com_content&view=article&id=131:influencia-do-veiculo-mediunico-exu-pinga-fogo&catid=70:exu-&Itemid=29

A Firmeza de Cabeça – Parte II

Um outro post muito acessado é sobre a firmeza de cabeça.

Interessante como todos os mediuns passam pelas mesmas circunstâncias e vibrações.
Como muitos já acompanharam, eu fiquei um tempo afastado em virtude de circunstâncias mundanas, mas recentemente voltei ao ofício, podem verificar em “Relato Particular”.

Como estou voltando aos poucos e já com a cobrança de ter o meu canto, prefiro esperar um pouco ainda.
Preciso gradativamente voltar a sentir a essência deles, identificar novamente as vibrações, acelerar meus chakras para que não ocorram muitos choques vibratórios, e para tudo isso, é necessário um preparo.

Para isso, e tem dado muito resultado, estou fazendo:

Vela de Sete dias para o Anjo da Guarda trocando o copo d´água ao lado da vela diariamente.
Todos os dias acendo uma vela para o Orixá que vibra no dia, os dias dos quais eu particularmente cultuo os orixás são:

Domingo: Oxalá/Erês
Segunda-Feira: Obaluaie, Linha das Almas
Terça-Feira: Ogum
Quarta-Feira: Xangô
Quinta-Feira: Oxóssi
Sexta-Feira: Exú
Sábado: Linha das Águas

Antes de acender a vela, acendo um incenso, simbolizando a purificação e aromatização do ambiente, faço uma oração e às vezes até recito algum Salmo, firmo a cabeça me colocando em submissão aos orixás e guias que eu sirvo, sim, é muito comum as pessoas falaram: “Meus guias”, ultimamente costumo utilizar a expressão: “Mentores a quem sirvo”. A chama dessa Vela é Luz, a Luz que simboliza a ligação trina entre Eu, o Cosmico e Eles, é uma forma de manter essa ligação sempre acesa, é uma forma de sempre manter em constate Luz essa ligação para que humildemente eu possa servir aos propósitos Divinos por intermédio dos mentores espirituais. Que a Chama esteja sempre acessa.
O Elementar Fogo é Xangô e Ogum, que possam transmutar, queimar qualquer dificuldade que ocorra, qualquer obstáculo que surja.

Sinto a energia da Vibração Orixá fluir sobre meu corpo, sinto as vibrações, algumas tremedeiras no corpo e um pequeno calor, é a confirmação que costumo realizar para saber que a entidade ou o orixá está de prontidão
para receber a vela e atender a meu humilde pedido, que é sempre estar em sintonia com as vibrações sutis.

É de extrema importância essa sintonia, essa comunhão energética entre o Cosmico, os Orixás e os mentores, ainda estou um pouco distante da minha antiga forma mental e mediúnica, mas um passo de cada vez.
Interessante que estou renascendo, aos poucos estou reencontrando, redescobrindo o caminho entre a Terra e Aruanda. É muito bom reviver todo nascimento que ocorreu há 14 anos atrás.

Reviver essa situação me auxilia a relembrar os degraus que galgamos para o trabalho mediúnico.

Aprendi no hinduísmo que temos acima de todo o respeito que temos que praticar com o Mundo Invisível, é imprescindível, é indispensável a humildade, você se colocar como um servo dos mentores e guias.
E é por esse caminho que estou voltando, me colocando como uma Ferramenta do Cosmico para a prática do amor e da caridade e da disseminação da Palavra, das Obras. E escolhi o caminho da Umbanda para servir a esse propósito, não deixando de respeitar, estudar e compreender outras religiões.

É sempre importante lembrar que os mentores não estão à nossa disposição, são companheiros de jornada, a diferença é que nós estamos no mundo físico e eles no extrafísico.
Importante observá-los como amigos, companheiros de jornada, verdadeiros irmãos e não espíritos que estão de prontidão para nos servir, e acima de tudo, satisfazer nossos desejos egocêntricos.
Estamos juntos, caminhando paralelamente rumo à Senda da Evolução, o contato com eles é de extrema importância. A Comunhão Energética é imprescindível para uma comunicação energética.

Cheguei a criar intimidade com alguns, seja por sonho, seja por evocação ou vozes na cabeça, estou retomando esse recurso gradativamente, com as velas, dedicando parte do meu dia ao Mundo Espiritual.

Sonhei com um baralho, será o meu oráculo, onde tirarei as dúvidas de minhas intuições a partir da confirmação das cartas. Peçam aos seus quais os meios de confirmação que requisitarão.

As informações chegam, eu costumo dizer que ORAR é falar com Deus, é verbalizar ao Cosmico e meditar é ouví-Lo, assim ocorre com os guias e mentores.

Essa dedicação, nem que seja 30 minutos, 60 minutos ao dia é de extrema importância para o Crescimento de nós mesmos como medium, espírito ou pessoa.
Em muitas tradições iniciáticas dizem que meditar é estar receptivo a todas as informações que circulam no Cosmico, foi assim que Buda alcançou o Nirvana, assim que muitos gurus alcançam o estado de Brahman.
E pode ser assim que consigamos evoluir também, só depende de nós mesmos.

Importante lembrar que todo o princípio da mediunidade parte de você, não adianta você ter uma corrente maravilhosa de trabalhadores se você é um receptáculo ruim, honre seus guias, honre o presente que Lhe foi concedido.
Medite, vibre de forma positiva, transmita pensamentos positivos, ore para você e as pessoas, trabalhe a forma pensamento, Jesus já dizia: Orai e Vigiai, ou seja, Ore, procure a Deus e ao Cosmico, mas vigie, seja vigilante com
seus pensamentos e atitudes, de nada adianta orar sempre e não praticar o conhecimento que se adquire.

Lembrem-se sempre, a limitação está na cabeça de vocês!

A Lei de Hermes diz: Tudo o que está em cima é exatamente igual ao que está embaixo. Se funda com o Infinito, Mentalize uma Luz incessante sobre vossas cabeças, no começo será apenas uma mentalização, uma imaginação
que com o treinamento se tornará verdadeira, se dispersem e recebam a Graça da Vibração Cosmica, até que para vocês realizarem qualquer graça, não é necessária a incorporação, apenas o auxilio da entidade ao seu lado!

Só depende de nós mesmos. Amacis, cruzamentos, coroações ajudam de certa forma, mas são simbólicos.

Nenhuma Magia é mais poderosa que sua Própria Fé e Força de Vontade, costumo Dizer que a Força de Vontade é a Atuação de Deus sobre nós.

Ps: Ainda postarei mais algumas informações a respeito do assunto

Paz Profunda!
Neófito da Luz ou carinhosamente chamado pela minha irmã Drica: Plantinha da Luz!