Determinismo – Parte I – Destino ou Livre Arbítrio?


Saudações queridos leitores e aspirantes ao conhecimento.

Aqui quem vos fala é o Neófito, com um artigo um pouco diferente, mas que na Parte II entenderão o meu objetivo. Esse ano as abordagens serão também de cunho totalmente filosófico, citando algumas escolas, o que trazem para nossa vida cotidiana e quais seus paradigmas, paradoxos, o que acrescenta ou não para nós, como reles mortais e buscadores da Verdade.

Gostaria de começar falando sobre determinismo, algo EXTREMAMENTE PRESENTE E PODEROSO em nosso cotidiano, onde a GRANDE MAIORIA DAS PESSOAS estão inseridas nesse contexto sem ao menos nem entenderem ou saberem nada sobre isso.

Segundo nosso grande amigo Wikipédia, segue um pequeno trecho do que viria a ser o conceito de determinismo:

Determinismo é um conceito filosófico que diz serem todos os fatos baseados em causas, ou seja, todo o acontecimento é regido pela determinação, seja de caráter natural ou sobrenatural. O termo determinismo surgiu a partir do verbo “determinar”, que vem do latim determinare que, literalmente, significa “não-terminar” ou “não-limitar”. Resumidamente, o determinismo é uma corrente de pensamento que defende a ideia de que as decisões e escolhas humanas não acontecem de acordo com um livre-arbítrio, mas sim através de relações de casualidade.
Tudo no universo, de acordo com o determinismo, está limitado a leis imutáveis, ou seja, todos os fatos e ações humanas são predeterminadas pela natureza, sendo a “liberdade de escolha” uma mera ilusão da vida.é

Em suma, é uma corrente que DETERMINA a Lei da Causa e Efeito e que estamos totalmente presos e inseridos a ela, se aconteceu, era para acontecer e ponto final, sem choro e nem velas. É como se o nosso destino fosse moldado, e ele é imutável, inquestionável, estamos presos a ele independentemente do que façamos.

Existem vários tipos de determinismos, por ser uma escola filosófica de origem alemã, é uma escola que teve fator preponderante nos pensamentos nazistas, fascistas e afins, prefiro focar apenas no determinismo social, que é o foco do meu artigo, para isso, gostaria que dessem uma lida no link: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2014/07/rapaz-que-pegava-comida-no-lixo-se-forma-em-medicina.html para tentarem entender onde vou querer chegar

Determinismo hoje está muito associado ao vitimismo, ao “coitadismo”, muita gente se coloca na postura de impotente e prefere lamentar-se ao erguer a cabeça e ir à luta, isso é muito comum na grande parcela da população, dizeres como “Não consigo porque não nasci em berço de ouro”, “Não nasci abençoado”, “Não nasci com isso”, “Sou negro favelado e meu destino já é certo”, entre outras diversas desculpas que ocorrem no cotidiano de todas as pessoas, como já mencionei no blog, o único obstáculo entre você e o seu sucesso é justamente a desculpa que você dá para cada uma delas.

Por ter trabalho em muitos centros, vi como esse determinismo social impregna na mentalidade de cada fiel religioso, independente da religião, existe de um lado o fator fé, que os propulsiona a serem pessoas melhores e seguirem o que manda a cartilha, em contrapartida, existe a total baixa autoestima, onde preferem delegar todos os méritos de sucesso, de resolução de problemas ao seu pastor ou sacerdote.

Quantas vezes já recebi presentes porque meus mentores fizeram o trabalho e a pessoa foi-lhes agradecer justamente por ter almejado a graça? Quantas vezes já disse a esses filhos que: Agradeço imensamente a retribuição e o carinho, porém, só puderam executar, porque o solicitante era merecedor da causa e teve fator preponderante (A sua fé) para a resolução daquele pedido.

Sim, queridos irmãos, muitas vezes o mérito é muito mais nosso do que de outrem, mas preferimos nos afundar em baixa autoestima, insegurança e esquecer de olhar que também somos dotados de poder realizador, também temos a capacidade de transformar o que tocamos, mas infelizmente é um poder latente que cada dia que passa, fica mais obscuro em nosso inconsciente justamente pela força que o mercado da fé impõe sobre as pessoas, qualquer graça, é o Orixá que é poderoso, é o exu que trabalha com metais preciosos, é o Preto-velho que trazer as 1024 linhas com ele.

“Todo homem se refugia na desculpa de suas paixões, todo homem que inventa um determinismo é um homem de má fé”. Jean-Paul Sartre

É importante dividir: Sim, existem entidades poderosas, existem médiuns excepcionais que fazem um trabalho ímpar sendo veículo condutor dessa energia do espírito para àqueles necessitados, sim, ainda existe a operação de milagres, eu mesmo já presenciei, minha filha foi benzida por um preto-velho e desde então ela não sabe o que é uma gripe, e OBVIAMENTE nesse caso, minha filha com 2 anos mal sabe o que é placebo e mal sabia o que é preto-velho, toda regra tem a sua exceção, IRREFUTAVELMENTE, porém, o que eu vejo na GRANDE MAIORIA é adorar dirigentes que tem entidades que nem sequer chega perto dele.

“Não existe determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade”. Jean-Paul Sartre

Então, queridos leitores, acreditarem em si mesmo é acima de tudo, terem amor próprio, durante quase dois anos, tive uma irmã que por algum motivo e não sei qual conseguiu me achar e me adicionar no whatsapp e todo santo dia era uma frase de depressão, de coitadismo, que nada dava certo, que já tentou de tudo, que já foi à igreja, ao centro e nada dava certo, que não sabia mais o que fazer, porém, essa mesma irmã, tentei encaminhá-la para uma grande empresa, mas era longe (na opinião dela, porque queria um trabalho que fosse a pé), que tinha um centro bacana, mas o guia não falava o que ela queria ouvir, então ela criava vários empecilhos, ou como queiram, mecanismos de autossabotagem que a mantinha sempre no fundo do poço, não tinha energia para olhar pra cima, se olhar no espelho e falar:

– Vou sair dessa merda de vida que entrei com minha própria força.

Fui ao meu psiquiatra – para ser psicanalisado
Esperando que ele pudesse me dizer por que esmurrei ambos os olhos do meu amor.
Ele me fez deitar em seu sofá para ver o que poderia descobrir
E eis o que ele pescou do meu subconsciente:
Quando eu tinha um ano mamãe trancou minha bonequinha num baú
E por isso é natural que eu esteja sempre bêbada.
Um dia, quando eu tinha dois anos, vi papai beijar a empregada.
E por isso agora sofro de cleptomania.
Quando eu tinha três anos senti amor e ódio por meus irmãos
E é exatamente por isso que espanco todos os meus amantes!
Agora estou tão feliz por ter aprendido essas lições que me foram ensinadas
De que tudo o que faço de errado é culpa de alguém!
Que tenho vontade de gritar: viva Sigmund Freud!

Esse texto acima é uma ilustração básica do que vem a ser determinismo, as pessoas costumam culpar aos demais sobre suas frustrações quando na verdade, a culpa é delas mesmas em preferir viver por trás de desculpas a enfrentar a realidade e ser alguém melhor.

Muitos irmãos que me escrevem e-mails, estão em situações péssimas, ou foram traídos, ou estão desempregados, meus amigos, indubitavelmente isso é uma situação que nos assola independentemente da idade, condição social, raça, gênero, são fases da vida que temos que demonstrar força, eu mesmo já fiquei 8 meses desempregado, com dois filhos para criar, chegou uma hora que mudei minha atitude, segui em frente, evoquei meus exus, e pedi ajuda, e sim, a ajuda, COMO DIFERENTE DE MUITOS QUE A PEDEM, a partir do momento em que você se coloca como alguém que precisa de AUXÍLIO, vocês tem que por OBRIGAÇÃO aceitar a ajuda independente de como ela venha, aquela pessoa que irá te ajuda, só sabe te ajudar de uma forma que MUITAS VEZES são incondizentes com a sua forma de ver, isso é outro grande problema que vejo na maioria dos e-mails, o irmão está desempregado, e me pergunta que frango deixa na encruzilhada, que orixá ele tem que agradar, OU SEJA, além de não LER ABSOLUTAMENTE NADA do que eu escrevo, porque se lesse, não viria com essas perguntas que é totalmente contra ao que eu prego, ainda me CRITICA porque sou FRACO de não querer fazer oferenda.

Então temos duas correntes de pensamentos muito fortes:

  1. É aquele que acha que não tem mérito algum pelo seu sucesso, que foi um alguidar ou um charlatão que conseguiu a graça e desde então, vira escravo de todas as ordens desse dirigente ou dessa entidade;
  2. Temos aqueles que além de estarem em uma condição de vítimas, ainda possuem mais um grande defeito que é o EGO, de aceitar a ajuda somente do jeito dele e da forma que ele acredita, ele quer ajuda, desde que seja do jeito dele.

Obviamente temos que pedir ajuda a quem confiamos, o item 2 é muito importante, obviamente não pedirei ajuda a alguém que me ajudará às custas da vida de outro alguém, então é necessário analisar e escolher de quem pedir ajuda, na época que fiquei parado, fiz um trabalho com o meu exú de frente e em duas semanas o mesmo me conseguiu o emprego com uma condição que não é necessário citar aqui, condição aceita, dever comprido, mérito dele por ter feito esse trabalho por mim e mérito meu, por saber que pelo meu currículo eu merecia algo MUITO BOM, mérito meu por saber que eu precisava de ajuda, compreendi o meu estado e mérito meu por saber a quem pedir.

“Você é o único dotado de poder para fazer seu próprio destino, o seu destino nada mais é que o livre arbítrio manifestado através da consequência de suas próprias escolhas”.

Portanto, é imprescindível serem humildes, porém, saberem se valorizar, minha relação com meus mentores é a melhor possível, e eles mesmo me ensinam: Não queremos devoção e sim respeito, esse exú sempre foi muito querido, agora ele é muito mais, mas não é por isso que agora eu mato 10 frangos para ele no ano e nem tampouco fiz um altar em sua homenagem, foi uma ajuda mútua, uma parceria entre um médium e seu mentor, onde todos ganham.

Respeito é uma coisa, devoção é outra e fanatismo é outra totalmente diferente, cabem a vocês decidirem qual é o melhor caminho para vocês.

“Em geral, chamamos de destino as asneiras que cometemos”. Arthur Schopenhauer

Eu poderia ficar me lamentando, ficar XINGANDO minhas entidades pela condição que eu estava, como já vi muitos fazerem, poderia ter me suicidado, ter roubado, ter ido para um caminho infeliz, mas decidi que eu merecia ser feliz, merecia um bom trabalho por tudo o que eu estudei, ergui a cabeça e humildemente procurei quem poderia me ajudar, e isso não é porque eu sou “O CARA” e tenho bom relacionamento com eles, e sim, que eu acreditei acima de tudo em meu merecimento e que eu acima de tudo acreditei que tenho excelentes amigos no plano espiritual que também poderiam contribuir com o que eu precisava, e se eu, cheio de defeitos, pecados, problemas, se eu que já cometi erros que demoraria uma vida para citá-los, pude, qual a minha diferença de vocês?

Lembrem-se sempre, vocês acima de tudo têm o poder de transformar e realizar, vocês têm o poder de evocar qualquer entidade que seja através da fé, através da força de vontade e acima de tudo, através da CERTEZA que sempre merecerão algo melhor do que possuem hoje.

Estava em meu destino conseguir esse emprego? Já estava escrito? Ou eu moldei o meu futuro, o meu caminho através da escolha? Esse caminho que trilhei estava escrito? Acho pouco provável, destino pra mim é apenas desculpa, se já estamos fadados à desgraça, qual seria o sentido da evolução? Do aprendizado? Do Conhecimento? Poder é superar suas próprias limitações e mesmo quanto tudo parece estar contra, você se reinventa, se supera, cria situações que o levam ao êxito, sai vitorioso, e a cada vitória, mais poderoso e mais propenso ao sucesso você se torna.

No próximo artigo, falarei um pouco mais.

Namastê.

Neófito.

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A Alegoria da Caverna por Platão


A Alegoria da Caverna é o texto mais conhecido de Platão, que levanta muitas questões sobre a realidade, conhecimento, etc.

Na história, dois homens prisioneiros estão acorrentados numa caverna, virados de costas para a abertura, por onde entra a luz solar. Eles sempre viveram ali, nesta posição. Conheciam os animais e as plantas somente pelas suas sombras projetadas nas paredes. Um dia, um dos homens consegue se soltar, e vai para fora da caverna. Fica encantado com a realidade, percebendo que foi iludido completamente pelos seus sentidos dentro da caverna. Agora ele estava diante das coisas em si, e não suas sombras. Diante do conhecimento. Retornou para a caverna, e contou para o companheiro o que havia visto. Este não acreditou, e preferiu continuar na caverna, vendo e acreditando que o mundo é feito de sombras.

Para Platão, as coisas que nos chegam através dos sentidos (tato, visão, audição, etc), são apenas as sombras das ideias. Quem estiver preso ao conhecimento das coisas sensíveis apenas não poderá alcançar o mundo das ideias, ficando como o prisioneiro.

Texto extraído do site http://www.infoescola.com/filosofia/alegoria-da-caverna/

Essa metáfora, parábola, filosofia ou qualquer outra terminologia que queiram atribuir vem bem a calhar, em um momento onde todos os seres do planeta ficam receptíveis, ficam bonzinhos, ficam motivados pelo clima de festas, ficam otimistas, cheio de expectativas e prometendo a si mesmo que no próximo ano tudo será diferente, todos ficamos inundados de novas perspectivas, de novos objetivos, então decidi deixar a reflexão para todos.

As pessoas passam o ano todo perdidas, seguindo falsos ídolos, mergulhadas em conhecimento popular ou até mesmo ignorância popular, ficam submersas a um mar de trevas e superstições, atribuindo toda sua fé, toda a credibilidade em dirigentes, pastores, e qualquer outro membro de alta hierarquia religiosa e esquecem-se de olhar para cima, para os lados e até mesmo para baixo, ficam tão acostumadas a achar que somente aquela sombra é a pura realidade que esquecem-se de sua inenarrável capacidade de se superar, de se autoconhecer e de transpor qualquer obstáculo.

Vale lembrar queridos irmãos, que a única coisa que impede-os de serem bem sucedidos, além do MEDO é a IGNORÂNCIA, se reinventem, se desafiem, ESTUDEM e busquem o NOVO, formem NOVAS OPINIÕES e abandonem o mundo limitado do qual a mídia, do qual a grande maioria das pessoas nos submetem a viver, para os nerds e Geeks de plantão, lembrem-se de todas as animações, procurem sobre a “Jornada do Herói”, a cada novo inimigo, ele aprende uma forma de ficar mais forte, ter mais conhecimento, o próprio Seiya, que veio a descobrir o sexto sentido do Cósmico, depois aprendeu e elevar o seu Cósmico até o Sétimo Sentido, assim como Naruto e muitos outros heróis, que a cada obstáculo, se reinventam e ficam ainda mais poderosos, essa jornada do herói é o que devemos empregar em nossas vidas.

Desprendam-se, libertem-se dos falsos vícios, libertem-se das superstições, experimentem, aprendam, e o mais importante de tudo: TENHAM SENSO CRÍTICO, TODO MUNDO ERRA, inclusive seu dirigente, seu mestre, seu pastor, seu babalaô, seu sacerdote ou qualquer denominação que tenham em VOSSAS CASAS, a gota d´agua foi ouvir de uma irmã chamada Mariana, que o dirigente dela não erra, além de ser poderoso, dá jeito para tudo, porque ele tem o dom natural de revelar e consertar tudo o que existe. Fiquei extremamente TRANSTORNADO com o nível de fé, de cegueira mental que alcança uma pessoa, essa será aquele que ficou preso, não acreditou em seu amigo e prefere continuar na caverna enxergando sombras, ao invés de experimentar a maravilhosa realidade que nos cercam.

Fujam de falsos conceitos, de crendices, desafiem-se, estudem e elevem os seus sentidos até o ápice do Cósmico, sejam heróis, sejam donos de suas próprias vidas e não meros espectadores, fracos, inúteis que deixam a vida ser vivida por outrem.

Em tempo, mesmo achando que virada de ano é apenas um ciclo do calendário dos homens, desejo-lhe a todos um excelente 2016, que tenham acima de tudo, novos objetivos, que tenham foco e determinação para cumpri-los, porque a única coisa entre os seus objetivos e a realização dos mesmos, é a DESCULPA que cada um de nós impomos a nós mesmos.

Procurem ler, escutar audiobooks, escutar podcasts, acender velas, porque muita sabedoria também provém do Cósmico, do Infinito, dos Orixás, tenham uma relação simbiótica com eles e saberão que o caminho para o sucesso é apenas um mero detalhe.

Forte abraço e esperem surpresas para 2016.

Neófito da Luz.

Parábolas Zen – A Certeza e a Dúvida


Buda estava reunido com seus discípulos certa manhã, quando um homem se aproximou:
– Existe Deus? – perguntou.
– Existe – respondeu Buda.
Depois do almoço, aproximou-se outro homem.
– Existe Deus? – quis saber.
– Não, não existe – disse Buda.
No final da tarde, um terceiro homem fez a mesma pergunta:
– Existe Deus?
– Você terá que decidir – respondeu Buda.
Assim que o homem foi embora, um discípulo comentou, revoltado:
– Mestre, que absurdo! Como o Senhor dá respostas diferentes para a mesma pergunta?
– Porque são pessoas diferentes, e cada uma chegará a Deus por seu próprio caminho. O primeiro acreditará em minha palavra. O segundo fará tudo para provar que eu estou errado. E o terceiro só acredita naquilo que é capaz de escolher por si mesmo.

A Religião do Futuro

Como será a religiosidade do futuro? E qual será o papel do Brasil – tradicionalmente chamado de “o país do futuro” –  no processo do seu surgimento?
Não há uma resposta pronta para a segunda pergunta, mas a questão é oportuna. Ela deve ser investigada e debatida pelos pioneiros interessados no tema.
Em relação à primeira pergunta, a teosofia clássica ensina que a religião do futuro será planetária. Ela não terá dogmas ou rituais. Ela será desburocratizada. Estará  aberta à livre expressão individual  e isenta de sacerdotes assalariados. A religião do futuro será uma religião-filosofia. Sem donos ou papas, ela respeitará a diversidade cultural dos povos e será uma religião da natureza. Levando em conta que a vida está dinamicamente presente em tudo o que existe, ela ensinará a unidade e a harmonia entre o espírito e a matéria. Ela também ensinará que a consciência dirige a matéria e não o contrário. A  base desta religião será a compreensão prática do fato da fraternidade universal.
Nas obras de Helena Blavatsky e nas Cartas dos Mahatmas encontramos uma formulação moderna e abrangente da religião do futuro. Pouco antes de Blavatsky, Eliphas Levi ajudou a preparar o seu enunciado. Porém, no plano do espírito,  as bases da religião do futuro vêm sendo construídas há milênios. A ideia da cidadania planetária era proposta por Pitágoras e  Demócrito na Grécia antiga, e também por Lúcio Sêneca no império romano.  Demócrito afirmava que a pátria da boa alma é todo o universo.[1]  O imperador romano Marco Aurélio agia conforme a religião do futuro. E muito antes de Marco Aurélio, o imperador  Ashoka fez o mesmo na Índia.
À medida que passava o tempo, o sonho se tornava mais concreto. O iluminismo do final do século 18 foi um ponto forte do processo. Em 1795, Immanuel Kant propôs a religião do futuro ao escrever o seu tratado sobre a paz perpétua. Este foi o primeiro rascunho e a concepção inicial do que é hoje a Organização das Nações Unidas.[2]  Karl Dietrich Krause, o filósofo kantiano alemão, aprofundou a proposta da fraternidade universal.  Inúmeros pensadores e ativistas  trabalharam nesta linha ao longo do tempo; mas, para florescer, a religião do futuro ainda terá que derrubar o muro separatista dos dogmas sustentados pelas igrejas e seitas das diversas religiões. Será preciso fazer isso de modo fraterno. As chaves para o cumprimento desta tarefa foram estabelecidas no século 18. O livro ‘História da Civilização Ocidental’, de Edward McNall Burns [3],  descreve da seguinte maneira o Deísmo, uma das principais correntes filosóficas do iluminismo:“A mais notável filosofia religiosa [do Iluminismo] foi o deísmo. Parece que quem deu origem a esta filosofia foi um inglês de nome Lord Herbert of Cherbury (1583-1648). No século XVIII, as doutrinas deístas foram propagadas por homens como Voltaire, Diderot e Rousseau, na França; Alexander Pope, Lord Bolingbroke e Lord Shaftesbury , na Inglaterra; e Thomas Paine, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson, na América.
Não satisfeitos em condenar os elementos irracionais da religião, os deístas chegaram à denúncia de qualquer forma de fé organizada. O cristianismo não foi mais poupado que as outras religiões. As religiões instituídas eram estigmatizadas como instrumentos de exploração, que velhacos espertos tinham inventado para possibilitar-lhes a manipulação das massas ignorantes. Voltaire dizia: ‘O primeiro teólogo foi o primeiro espertalhão que encontrou o primeiro tolo’.”[4]
Voltaire é conhecido por sua maneira irreverente de escrever. Os deístas acreditavam em “Deus”. Porém o seu conceito de Deus correspondia ao que a teosofia universal chama de Lei UniversalouPrincípio Supremo.  Trata-se de algo impessoal, destituído de atributos,  e sobre o qual é inútil especular verbalmente ou com o raciocínio convencional do hemisfério cerebral esquerdo. Este mesmo princípio abstrato é chamado de Tao no primeiro verso do clássico chinês “Tao Te King”.
Edward Burns prossegue:
“Os objetivos dos deístas não eram porém todos destrutivos. Não se interessavam somente em destruir o cristianismo, mas em construir uma religião mais simples e mais natural para substituí-la. Os dogmas fundamentais dessa nova religião eram mais ou menos os que se seguem:
1) Há um Deus que criou o universo e ordenou as leis naturais que o controlam;
2) Deus não intervém nos negócios do homem, neste mundo: ele não é um Deus caprichoso, como o deus dos cristãos e judeus, que dá  ‘uma oportunidade para o bem e outra para o mal’, segundo seus caprichos momentâneos;
3) Oração, sacramento e ritual são meros absurdos inúteis; Deus não pode ser enganado ou subornado para violar as leis naturais em benefício dos indivíduos particulares; o homem é dotado de livre arbítrio para escolher entre o bem e o mal; não há predestinação para alguns serem salvos e outros serem condenados, mas as recompensas e as punições (….) são determinadas unicamente pela conduta terrena do indivíduo.”O deísmo defendido por Thomas Paine,  Benjamin Franklin, Thomas Jefferson, Denis Diderot e Jean-Jacques Rousseau  propunha claramente  uma religião universal.  Edward Burns  escreveu:
“…. O deísmo era bastante diferente do supernaturalismo racionalista. Enquanto os expoentes deste último ainda adotavam a crença na revelação,  em milagres e na racionalidade do cristianismo,  os deístas desfizeram-se de tudo que não concordava com suas ideias de religião natural . Afirmavam que todo mortal inteligente que seguisse a orientação da razão chegaria por fim a acreditar num Deus criador, em futuras recompensas e punições e em leis naturais e morais.  Desse modo, o deísmo era tido como uma religião universal aplicável a todas as condições e climas e passível de ser descoberta tanto pelo sábio chinês como pelo nativo astuto da floresta virgem. O cristianismo era desprezado como não sendo melhor que o islamismo e, mesmo, como sendo um pouco pior, dada a malícia do seu clero e sua maior carga de dogmas místicos.
Por outro lado, muitos dos deístas dedicavam profunda admiração ao nobre caráter de Jesus e alguns até tentaram provar que também ele era um deísta. Voltaire pensava ser um insulto chamar Jesus de cristão.”
A proposta de uma religião da ética universal foi enriquecida ao longo dos séculos 19 e 20. Albert Einstein, Teillard de Chardin, Mahatma Gandhi e inúmeros cidadãos de boa vontade ajudaram a prepará-la.  Quanto tempo falta para que  seja concluída a tarefa da sua construção?   Não sabemos exatamente, mas a realização deste velho projeto parece estar mais próxima do que nunca.  É possível que o sonho não tenha que esperar até o século 22 para ser realizado.
(Um Estudante de Teosofia)
NOTAS:
[1] “Los Filósofos Presocráticos”, Leucipo y Demócrito,  Planeta deAgostini, Editorial Gredós, España, 1998, 308 pp., ver p. 247.
[2] “À Paz Perpétua”, Immanuel Kant, L & PM Pocket, Porto Alegre, 2008, 85 pp.
[3] “História da Civilização Ocidental”, de Edward McNall Burns, Editora Globo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo,1948, 958 pp., ver pp. 552-553
[4] “Dicionário Filosófico”, Voltaire, verbete “Religião”. (Nota de Edward McNall Burns)

Os Dois Lobos

Uma noite, um velho índio contou ao seu neto sobre a guerra que acontece dentro das pessoas.Ele disse: ‘A batalha é entre dois ‘lobos’ que vivem dentro de todos nós’.

Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é Bom. É alegria, fraternidade, Paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:- Qual lobo vence?

O velho índio respondeu:- Aquele que você alimenta!

O Filósofo e o Preto-Velho

Certo dia, um filósofo adentra a uma tenda de Umbanda e senta-se no banquinho de um Preto Velho. Sua intenção era questionar, investigar; enfim, experimentar.
Ao se sentar, o Preto Velho já sabia o que ele queria, mas mesmo assim saudou-o gentilmente e perguntou em que poderia ajudar. O filósofo respondeu:

– Meu Preto Velho, na era da biotecnologia vemos os cientistas avançarem cada vez mais nas pesquisas referentes à manipulação do material genético humano. Além disso, estamos na era do multiculturalismo, de forma tal que a diversidade, inclusive no sentido intelectual, se faz cada vez mais presente. Pergunto eu: – O que pode um Preto Velho dizer sobre assuntos de tamanha complexidade?

Preto Velho, com toda sua calma, respondeu gentilmente ao filósofo:
Misin fio, vós suncê (Sic) tem palavra bonita na boca, por causa de que tu és homem letrado (Sic). Nego véio cá, num estudou nem escrevinhou essas coisa. Mas daqui do meu cantinho, aonde os ventos de Aruanda tocam em meus ouvidos, recebo as notícias que vem da Terra. Vejo também com meus próprios olhos e presencio as lágrimas e sorrisos que brotam como flores e espinhos no âmago de meus filhos.
Vou dizer a vós suncê uma coisa. Esse bicho chamado “biotecnologia”, eu sei muito bem como funciona. Misin fio, [bio] vem do grego “bios” = vida. “Téchne” e “Logos” também vem do grego, fio. Logo, biotecnologia é o conhecimento sobre as práticas (manipulação) referentes à vida.
Assim sendo, nego véio é a favor de tudo que respeita a vida e que é usado para o bem. O bem, não só de si mesmo, mas da humanidade. Uma faca pode ser uma ferramenta de cozinha e ajudar a preparar um alimento. No entanto, a mesma faca pode ser uma arma a machucar alguém. Não é a ferramenta, mas sim o que se faz com ela que torna perigosa a humanidade.

Pasmo, o intelectual não sabia o que dizer, tamanha sua surpresa sobre tão sábias palavras. E não só isto, o conhecimento até sobre a origem das expressões que vem do grego, aquela humilde entidade possuía.
Por alguns segundos sentiu um misto de inveja e indignação, uma vez que pensou ser mais conhecedor sobre as coisas da vida que o Preto Velho. Daí então indagou:

– Você acha que suas opiniões podem superar a luz da ciência? Este, respondeu:

– Fio, o que nego véio fala, nego véio comprova, pois este nego vivenciou. Caminhou na terra que vós suncê pisa hoje. Sorriu, chorou, se emocionou, amou. Conviveu com homens de bem e também com homens do mal. Fez suas escolhas e por isso é hoje um espírito guia. E só pude aqui chegar porque acertei na maioria das escolhas que fiz. Naquelas em que não acertei, tive que vivenciar novamente, até aprender. Assim como vós, na Terra.
Quanto aos estudos (risos), esse nego véio aqui não frequentou escola na última encarnação. Mas, das muitas encarnações que tive, eu estudei, me formei e, em algumas delas me doutorei. A medicina chinesa, a filosofia grega, a sabedoria hindu; tudo isso fez parte da minha evolução. Da matemática egípcia até os estudos astronômicos de Galileu pude aprender.
E depois de aprender tudo isso, sabe qual o maior ensinamento que obtive misin fio?!
A ter HU-MIL-DA-DE!
Por isto, doutor, vós me vês na aparência de um velho escravo brasileiro, semeador das raízes deste lindo país chamado Brasil, terra da diversidade, da multi culturalidade.

Que cada um formule a sua moral da história…
Porém, questione seus conhecimentos e veja se estão alinhados com os propósitos de simplicidade.
Pois sem ela, não se faz jus a benção do saber.

Fonte: Jornal Nacional de Umbanda

Você pode harmonizar e pacificar as pessoas

Você está satisfeito com a sua contribuição ao mundo? Você acha que a sua parte já está de bom tamanho? Seria um erro pensar que somos pequenos para contribuir com o mundo. Você é espírito imortal, não é? Jesus Cristo, Ghandi, eu, você, o presidente dos Estados Unidos, todos somos espíritos imortais. Todos nós temos a mesma natureza de filhos de Deus, feitos à sua imagem e semelhança. Portanto, somos perfectíveis. Podemos contribuir. Se consultarmos a consciência, não só podemos, como devemos contribuir.

Talvez você já esteja se esforçando bastante, talvez suas responsabilidades já estejam exigindo muito de você. Há situações que realmente nos consomem bastante energia. Só não devemos esquecer que a energia é potencialmente infinita.

Existem pequenas coisas que podemos fazer em nosso pequeno mundo sem precisar de condições especiais. Uma dessas coisas é a harmonização dos ambientes em que permanecemos a maior parte do tempo. Nossa casa, nosso local de trabalho ou estudo.

Você contribui com o seu pequeno mundo à medida que faz algo em benefício das pessoas à sua volta, das pessoas que convivem com você no cotidiano. E isso só depende de você!

Nós somos protagonistas desse momento histórico! Por que “nós”? Por que nós despertamos para a realidade da reencarnação, que demonstra os resultados da Lei de causa e efeito. Colhemos o que plantamos. Estamos imbuídos da necessidade de realizar nossa reforma íntima. Se você não tivesse o menor interesse em ajudar o próximo, se você só se preocupasse consigo mesmo, não estaria perdendo o seu tempo lendo um assunto como esse; não gastaria cinco minutos do seu precioso tempo visitando este site.

Você tem a capacidade e a responsabilidade de harmonizar e pacificar as pessoas que compõe seu grupo de convívio. Como você faz isso?

Com o exemplo: Supere a si mesmo, nem que seja um mínimo de cada vez. A capacidade é um estado de espírito como qualquer outro. Acredite em sua capacidade e dê bons exemplos de conduta. Faça o que sabe que deve ser feito. Não tenha vergonha de ser bom. Não se preocupe se você parecer sem graça no começo. Poucas pessoas estão acostumadas com a ética e as atitudes corretas.

Com atitude positiva: Você pode, em pouco tempo, se tornar conhecido por sua atitude positiva diante da vida. Enaltecendo as qualidades do próximo ao invés dos defeitos; evitando falar mal dos outros; vendo o lado positivo das pessoas e das situações; valorizando a saúde e não a doença; elogiando em vez de criticar.

Com amor: Você conhece a diferença entre amar e gostar? Amar é desejar todo o bem possível, e isso você pode fazer. Deseje só coisas boas para todos os que o cercam, independente de gostar deles ou não.

O amor move o mundo, pois o amor é ação. Gosto muito do pensamento oriental, de suas filosofias e meditações. É realmente fascinante. Mas nossa realidade é extremamente dinâmica. Precisamos resolver as coisas através da ação. E amar é agir. Desejar o bem firmemente para os que convivem conosco, mesmo (e principalmente) para os mais difíceis, é um poderoso antídoto contra o desânimo e a falta de energia.

Já disse há pouco que a energia é potencialmente infinita. Ela está em toda parte. Nós temos a capacidade de absorvê-la pelo poder da vontade. Experimente! Imagine seu corpo absorvendo energia do Cosmos, do mar, das estrelas, do Sol. Sinta-se como um grande e potente ímã, atraindo irresistivelmente a energia esparsa no universo. Do mesmo modo, você é capaz de exteriorizar energia para o ambiente e para as pessoas que o cercam.

Talvez você já faça a sua parte, quem sabe até esteja sobrecarregado. Mas nenhuma dessas atitudes citadas dependem de condições especiais. Dependem da sua vontade. Se você parar para pensar, poderá se surpreender com quantas coisas dependem exclusivamente da sua vontade.

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