A Mente é sua maior Mandinga

Saudações fraternais aos meus queridos irmãos do blog.

Existe um Princípio muito famoso chamado “Princípio de Pareto”, também conhecido como princípio 80-20. Ele afirma que para muitos fenômenos, 80% das consequências resultam de 20% de causas. Aplicando isso para o cotidiano, mais especificamente em vendas, 20% dos clientes correspondem em pelo menos 80% dos lucros de qualquer negócio, é um princípio extremamente estudado e muito bem aceito em vários campos de estudo da ciência e da psicologia e em minha humilde opinião, ´não fugiria também da prática religiosa.

Vejo muitos irmãos de santo aqui, com a vida parada e com apenas um banho de ervas, a vida modifica-se da água pro vinho, com apenas um patuá ou um amuleto (Que será explanado em um post específico que está sendo preparado conforme prometi) as coisas mudaram de forma significativa. Que apenas com um simples alguidar na encruzilhada, seus negócios alavancaram e com isso, cria-se essa fé exacerbada em torno de muitos elementos umbandistas.

Quantos irmãos dedicam toda a sua devoção a uma mandinga de um catimbozeiro ou até mesmo a mironga de um vozinho dentro dos terreiros???

Gostaria de salientar veementemente que não estou diminuindo e nem negligenciando esses elementos, como banho, amuleto ou oferenda, e repito incessantemente, não estou menosprezando de forma alguma esses meios “mágicos” para abertura de caminhos, vencimento de demandas, cura, reconciliação, entre outras graças alcançadas; Contudo, gostaria de realizar uma enorme ressalva, em qual proporção isso ocorreu? 20% de vocês e 80% dos guias? A Proporção Inversa? Quem sabe? Para tudo na vida, nada é 100%, exceto para aqueles que curtem a vitimização ou a terceirização de culpa, nunca são culpados de nada, sempre os outros, quem nunca se deparou com esse tipo de gente?

O que eu gostaria de enfatizar aqui, é que não existe graça sem crença, não existe cura sem a “fé”, os meios externos ajudam de forma significativa sim, porém, o princípio realizador de qualquer feito é você mesmo! Existe um livro que recomendo a todos lerem chama “Cura Quântica” do Deepak Chopra, ele possui meios alternativas de curar doenças terminais e seu índice de sucesso é altíssimo, e ele explana em seus livros que a mente é a realização de tudo, mas nós, somos condicionados a acreditar sempre no externo, sempre naquilo que os olhos veem. Nos livros de Saint Germain, ele enfatiza a todo momento o poder da mente até mesmo para eliminação de peso (no sentido gordura corporal), e digo-lhes que isso ajudou de forma significativa a minha eliminação de gordura.

Uma vez um guia espiritual me disse que a Umbanda, o processo de incorporação em si é um meio de resgatar a todos a sua própria capacidade de transformação e realização, ainda não sei ao certo tudo o que ele quis dizer, mas aprendi que cada mironga, cada passe, cada fumaça, cada oferenda só existe sucesso quando é feito de forma positiva e com fé naquilo que estamos fazendo, ou seja, grande parte do processo de realização parte de sua própria força de Vontade, da credibilidade que você emprega naquilo que você faz.

O que eu gosto muito de aprender com os guias espirituais, é que em nenhum momento eles possuem a Vaidade de dizer que foram Eles que realizaram as coisas, pelo contrário, primeiramente eles enfatizam o merecimento e a Permissão do Altíssimo e em segundo lugar, muitos deles, dizem que não fizeram absolutamente nada, que simplesmente “ajudaram”. Algumas vezes, algumas pessoas vinham agradecer o Tranca-Ruas ou até mesmo algum outro mentor que eu sirvo, eles diziam que se quiserem agradecerem, dê uma “caixa” (Depois entendemos que é uma cesta básica) para quem precise, nem que fosse para um parente próximo.

Esse princípio podemos aplicar em nossa própria “incorporação”, muitas vezes “assumimos a frente” do guia, às vezes podemos estar apenas 20% conscientes e outras vezes, 80%, com quem nunca isso aconteceu?

Por isso é importante sempre estudar, quando isso acontecer, vocês também serão capazes de operar graças, como mesmo disse no post “Mediunidade Consciente ou Loucura”, nunca estamos 100% e às vezes, nem 10%, como dar continuidade ao trabalho dos mentores? Acreditando em si mesmos e neles.

Sempre digo no blog, sua Força de Vontade é a Atuação Divina sobre você, “Querer é Poder”, um ditado Shaolim diz: “Não existe não consigo, existe não quero!!!”

Importante ressaltar, como ainda não utilizamos toda a nossa capacidade cerebral e consequentemente nossa capacidade mediúnica, é imperativo a utilização de meios externos até mesmo como ferramentas para atingir o que precisamos, essas ferramentas são COMPLEMENTARES para atingirmos os resultados almejados, seja magia com a fundanga (pólvora), seja um ponto de descarga, uma defumação, são meios auxiliares para que possamos complementar nossa manipulação fluídica e enfim, a magia, a simpatia, o feitiço ou qualquer outra denominação que tenha empatia.

Mas como sempre enfatizo e muitos discordam, a maior mandiga que você pode carregar é a sua cabeçam, o seu pensamento firme e focado, alguns podem denominar como fé, outros como crença, outros como positivismo, independente da denominação, isso é preponderante para qualquer coisa que busquemos, mas infelizmente, estamos condicionados a simbolismos e elemento externos, só realmente vendo o elemento é que acreditamos na eficácia da magia, ainda somos muito condicionados ao sentido da visão, e conforme uma vez foi me dito por um mentor: “Os olhos da carne traem”.

Repito, os meios auxiliam, muitas vezes apenas como simbolismo mágico, outras vezes, como elementos fluídicos necessários, como o fogo da vela, o aroma de uma erva, mas tudo isso é pífio se a mente daquele que realiza não acredita no seu potencial.

Qual a porcentagem que esses elementos influenciam em sua crença? 80% de sua mente e 20% os meios auxiliares ou o inverso?

Reflitam…

Apenas mais um bate-papo informal sobre conceitos da Umbanda em geral.

Neófito da Luz.

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Defumação, Ervas e os Poderes Psíquicos

PERGUNTA: — A deformação feita pela queima de ervas odorantes afasta os maus fluidos, ou trata-se apenas de crendice?

RAMATIS: — Antigamente era crendice colocar prego enferrujado no vinho para reconstituir o sangue, mas, hoje, a farmacologia moderna prepara qualquer medicação contra a anemia, acrescentando-lhe “citrato de ferro”, ou seja, algo de prego enferrujado! No futuro, a Botânica também demonstrará, cientificamente, que durante a queima de ervas odorantes desprendem-se energias ocultas, potencializadas no éter vegetal e que podem afastar os maus fluidos do ambiente onde atuam.
Sem dúvida, seria absurdo alguém mobilizar fumaça de ervas, para limpar paredes, abrir janelas ou descascar batatas. Mas não é insensato a fumaça afastar, dispersar fluidos nocivos, obediente à mesma lei de correspondência vibratória, que permite ao homem-matéria acomodar-se numa cadeira material, e o espírito desencarnado sentar o seu corpo astral numa cadeira confeccionada de substância astralina.

PERGUNTA: — Como poderíamos ter uma ideia melhor do efeito energético da defumação atuando simultaneamente no plano astral e etérico?
RAMATIS: — Desde o instante em que as ervas principiam a germinar no seio da terra até o momento em que são colhidas, elas extraem do solo toda a sorte de minerais, vita minas, proteínas, sais químicos e umidade, além de imantadas pelos raios solares, eflúvios elétricos e magnéticos provindosda própria Lua, além de impregnados do ectoplasma terráqueo, supercarregadas de éter-físico, prana e da energia vigorosa que é o fogo “kundalíneo”.
Algumas plantas são fontes prodigiosas de utilidades benfeitoras à humanidade, já na sua contextura física, comoé a carnaubeira, vegetal da família das palmáceas. O homem
pode extrair dela: açúcar, sal, álcool, ração para o gado, madeira para habitação, combustível para iluminar, resina para cola, medicamento para sífilis, úlceras, erupções e reumatismo.
São mais de 40 utilidades já catalogadas nessa planta maravilhosa, cujo poder e serventia, considerados apenas no campo físico, ainda prolongam-se pelo mundo
etéreo-astralino, num campo de forças incomuns!
Enfim, todo o potencial que se elabora no seio da planta, durante os meses de sua vivência no solo seivoso da terra, depois é liberto em alguns minutos da defumação, projetando em torno um potencial de forças, que, além de sua manifestação
propriamente física, ainda desagregam miasmas e bacilos astralinos disseminados no ambiente humano. A queima de ervas defumadoras também obedece a uma determinada disciplina mental ou concentração, atraindo a cooperação de
espíritos de pretos-velhos, caboclos e bugres, simpáticos a tal processo tradicional de defesa psíquica, os quais ajudam a amenizar na limpeza das pessoas enfeitiçadas.
Considerando que a matéria é energia condensada em “descida” vibratória do mundo oculto, a defumação representa uma operação inversa ou liberação de energias, as quais passam a repercutir novamente nos planos etéricos e astralinos de onde se originaram.
O perfume, ou a exalação natural das plantas, também age na emotividade e na mente do ser, pois o seu odor associa idéias e reminiscências místicas, conforme
acontecia nos templos iniciáticos do Egito, da Grécia, Índia e Caldéia. A defumação composta de incenso, sândalo e mirra, tão tradicional e estimulante para o espírito, que produzia uma condição receptiva e inspirativa simultaneamente
nos planos físico, astral e etéreo, ainda hoje é uma espécie de bálsamo espiritual, quando feita nos templos católicos.

PERGUNTA: — Mas a defumação pode afastar espíritos mal-intencionados?

RAMATIS: — Há certos tipos de ervas cuja reação etérica é tão agressiva e incômoda, que torna o ambiente indesejável para certos espíritos, assim como os encarnados afastam- se dos lugares saturados de enxofre ou gás metano dos
charcos. Aliás, as máscaras contra gases provam suficientemente quanto à existência de certas fumacinhas que também podem aniquilar os seres humanos!
Há perfumes que inebriam determinadas pessoas, mas causam cefaléias, tonturas e até náuseas noutras criaturas. O odor ácido e picante do alho e da cebola, que aguça o apetite nas saladas das churrascarias, depois é detestado pela
produção do mau hálito. Durante a queima de ervas produzem- se reações agradáveis ou desagradáveis no mundo oculto, porque, além de sua propriedade física, elas também libertam outras energias provenientes do armazenamento do éter e do magnetismo físico no duplo etérico do vegetal.
O cheiro ou a exalação das ervas e flores que afetam o olfato dos encarnados também é um campo vibratório
Cada espécie vegetal no mundo possui a sua característica fundamental e atende a uma necessidade na Criação. A mesma seiva venenosa da cicuta, que mata, hoje serve benfeitoramente na medicina homeopática, curando convulsões, estrabismo, efeitos de comoção no cérebro ou da espinha.
Deus não criou as espécies vegetais apenas como enfeites do mundo; pois elas atendem simultaneamente às necessidades da vida manifesta no plano físico, etéreo e astralino.

Magia de Redenção
Hercilio Maes
Ramatis

Bate-Papo Com “Nego-Veio”

Abaixo está mais um texto de um irmão que respeito muito, o Fernando Sepe, aliás, um dos poucos ainda sérios que são conhecidos na mídia Umbandista.

À noite, quando a maioria das pessoas estão dormindo, diversas falanges espirituais se desdobram em trabalhos socorristas de assistência à humanidade encarnada. Devido ao sono, a queda natural do metabolismo e das ondas cerebrais, o corpo espiritual desprende-se naturalmente do corpo físico.

Aproveitando-se desse fato natural e inerente a todo ser humano muitos amigos espirituais trabalham nessa hora da noite retirando essas pessoas do seu corpo físico, dando um toque sensato a elas diretamente em espírito, ou, simplesmente, trabalhando as energias do assistido com mais liberdade a partir do plano espiritual da vida.

Um dia desses, durante um trabalho de assistência, estava conversando com um Preto Velho, que responde nas lidas de Umbanda, pelo nome de pai José da Guiné. Segue o diálogo:

— Pai José, esse trabalho de assistência na madrugada é enorme, não? O médium umbandista muitas vezes nem imagina o tamanho dele, não é mesmo?

— É sim fio. trabalho grande, toda noite. Mas são poucos que lembram da espiritualidade dia-dia e mantém sintonia elevada antes de dormir. Isso acaba por barrar as possibilidades de trabalho em conjunto conosco, você sabe disso. A maioria dos médiuns por aí pensam que o único dia de trabalhoespiritual é o dia de trabalho no terreiro. É uma pena.

— É verdade, as pessoas tendem a se preparar muito para o dia de trabalho no terreiro, mas esquecem dos outros dias.

_ Preparar? Muitas vezes eles nem se preparam fio. A maioria chega lá cheia de problemas e preocupações na cabeça. Dá um trabalhão danado acoplar na aura toda encardida de pensamentos e sentimentos estranhos deles. E nego num tá falando que preparação é tomar um banho de erva antes do trabalho, não…

— Ué, mas o banho de erva é importante, não é pai?

— É, claro que é. Mas num é tudo. Antes do banho de erva, seria melhor um banho de bom-humor, com folhas de tranqüilidade e flores de simplicidade, hehehe… Isso sim ajudaria. Num adianta colocar roupa branca, defumar, tomar banho, se o coração tá sujo, se a boca maldiz, se o rosto está sem alegria e o espírito apagado. Limpeza interna fio, antes de limpeza externa…

— Tá certo…

— Tá certo, mas você muitas vezes num faz isso né? Hehehe… Tudo bem, todo mundo tem lá seus dias ruins, o problema é quando isso se torna constante. Fio, a Umbanda é muito rica em rituais, em expressões exteriores de alegria e culto a divindade. Mas isso deve ser utilizado sempre como uma forma de exteriorizar o que de melhor trazemos dentro de nós. Não uma fuga do que carregamos aqui dentro. Volta seus olhos pra dentro e lá presta culto aos Orixás. Só depois disso, canta e dança…

— Quando estiver participando de um trabalho, esteja por inteiro, em corpo físico, coração e mente. Não faça das reuniões espirituais um encontro social. Antes de começar os trabalhos, medita, ora, entra em sintonia com o trabalho que já está acontecendo. Durante os cantos, busca a sintonia com os Orixás.
Nesse momento, você e Eles não estão separados pela ilusão da matéria. Tão juntos. Em espírito e verdade…

— Acompanha as batidas do atabaque e faz elas vibrarem em todo seu ser. Defuma seu corpo, mas defuma também sua alma, queimando naquela brasa seu ego, sua vaidade, seu individualismo, que lhe cega os sentidos.

— Trabalha, aprende, louva, cresce meu fio. Mas o mais importante: Leva isso pra fora do terreiro! Lá dentro, todo mundo é filho de pemba, todo mundo tá de branco, todo mundo ama os Orixás…

— Mas aqui fora, logo na primeira dificuldade, duvidam e esquecem dos ensinamentos lá recebidos. Aqui fora, num tem caridade, fraternidade, Orixá, espiritualidade. Mas a Lei de Umbanda não é pra ficar contida no terreiro. A Lei de Umbanda é pra estar presente em cada ato nosso. Em cada palavra, em cada expressão de nosso ser…

— Percebe fio? Você é médium o tempo todo, não só no dia de trabalho, mas todo dia. Você é médium até quando tá dormindo…hehehe
Pai José fez uma pausa e eu fiquei a pensar a respeito da responsabilidade do trabalho mediúnico. De quantos médiuns por aí nem tinham idéia do trabalho espiritual que as muitas correntes de Umbandadesenvolvem. De como, a vivência de terreiro, demandava uma mudança interior, uma postura diferente em relação à vida. Enquanto pensava a respeito, pai José disse:

— É por aí mesmo fio. A partir do momento que a pessoa internaliza os valores espirituais, um novo mundo, cheio de novas perspectivas surge. Novas idéias, novos ideais. Uma forma diferente de encarar a vida. Esse é o resultado do trabalho. A caridade não é mais uma obrigação, mas torna-se natural e inerente ao próprio ser, assim como a respiração. A sintonia acontece esteja onde ele estiver, carregando consigo a Lei da Sagrada Umbanda em seu coração…

— Lembre-se: Aruanda não é um lugar! Aruanda é um estado de espírito… Você a carrega para onde for. Isso é trabalho. Isso é sacerdócio. Isso é viver buscando a espiritualização…

— Por isso, meu fio, faz de cada trabalho espiritual que você participar um passo em direção a esse caminho. Um passo em direção a unidade com o Orixá. Cada reunião, um passo… Sempre!
Notas do médium: Pai José de Guiné é um espírito que há muito tempo eu conheço, trabalhador incansável nas lidas da cura espiritual. Apresenta-se como um negro, com cerca de 50 anos, sempre com seu chapéu de palha a cobrir-lhe a cabeça e seu olhar firme e determinado. Tem um jeito muito direto e reto de falar as coisas sempre nos alertando a respeito de posturas incompatíveis com o trabalhoespiritual. É um espírito muito bondoso com quem já aprendi muitas coisas.

Fica aí o toque dele, que muito me serviu, a respeito de levar o terreiro para o nosso dia-dia.

Texto de Fernando Sepe.

O Poder Etérico das Ervas

PERGUNTA – Por que os pretos-velhos utilizam ervas?

VOVÓ MARIA CONGA – Os princípios químicos emanados destes fitoterápicos são utilizados na magia para a cura das mais diversas moléstias. Tem grande repercussão etérica, como fiéis potencializadores das energias vinculadas ao plano físico-astral, que estão na natureza, que abundam em todo o planeta através de vibrações próprias, e que se apresentam na constituição energética de todos os filhos. Então manipulamos as ervas que contém as energias que estão faltantes nos filhos, refazendo o equilíbrio do corpo etérico com imediato alívio das mazelas que os afligem no campo fisiológico.
PERGUNTA – Pedimos maiores esclarecimentos sobre estas energias e manipulações.

VOVÓ MARIA CONGA – Se faz importante que os filhos entendam que as ervas utilizadas nestes casos são nucleos energéticos, agindo como acumuladores durante o crescimento das plantas que são originárias. Estamos falando de energias eletromagnéticas e etéreo-físicas, em alguns casos mais potentes que as existentes na própria aura humana. Quando as ervas são queimadas ou maceradas obedecendo certos rituais da Umbanda, que impõe disciplina mental e concentração aos médiuns, conseguimos atrair energias afins e a cooperação dos espíritos da natureza que estão vinculados aos sítios vibratórios correspondentes. No caso de queima das ervas, seja através das defumações ou incensos, o potencial de energia emanado é potencializado com a egrégora mental que se cria; dos médiuns, Guias e Protetores, repercutindo vibratoriamente nos planos físico, etérico, astral e mental, elevando o psiquismo dos seres, equilibrando a emotividade e exaltando as qualidades que estão inconscientes. Há uma modificação energética e magnética do ambiente e dos seres, desintegrando-se morbos psíquicos, miasmas, larvas, vibriões e bacilos astrais que ficam estagnados em ambientes e auras enfermiças.
Nos comandos da apometria, aplicados no atendimento ao filho adoentado na frente do Congá, estes procedimentos são potencialmente aumentados pela força mental, através de pausadas contagens e leve estalar de dedos realizados pelo dirigente, associado aos pontos cantados, durante a manifestação do vovô, vovó, tia, tio, enfim, preto(a) velho(a) que vem de Aruanda ajudar os filhos precisados da Terra.
Retirado do Livro: Evolução no Planeta Azul – Ramatís – Noberto Peixoto Editora do Conhecimento

Banhos Ritualísticos

A Umbanda, religião ligada aos Orixás e a natureza, tem como fundamentos a utilização de elementos da natureza, que são “regidos”pelos Orixás. Os elementos são : AR ,TERRA ,FOGO, ÁGUA
Estes elementos podem estar reunidos ou não em diversos rituais umbandistas, no intuito de manipulação de energias. Em todo Universo, temos o Prana ou Éter Vital, que é energia essencial para a manutenção da vida em vários níveis energéticos. O Prana é absorvido pelos elementos da natureza e por nós direta ou indiretamente.
A respiração, o “banho” de sol, a alimentação adequada, são alguns dos meios desta absorção energética.
Nos rituais da Umbanda, podemos manipular, então os elementos da natureza e o Prana, através de vários rituais. Alguns exemplos: 
A vela – Temos os elementos Fogo, Ar, Água e Terra. O Fogo consome o Ar e a resina da vela (Terra) e transforma a Água, contida na resina da vela, em vapor. Isto apenas falando materialmente deste ritual, sem contar o aspecto religioso e mágico.
A defumação – Temos o Fogo, Ar, a Terra e a Água envolvidos. A Água a Terra, estão contidos nas ervas defumadas.
Como podemos constatar, estes elementos estão sempre presentes nos rituais, sendo essenciais para o bom êxito de cada ação ritualística.
A magia, contida em muitos rituais umbandistas, tem a necessidade de elementos materiais de ligação entre a matéria e o plano espiritual.
Os ciclos da natureza e os astros influenciam a vida de todos os seres vivos, aqui na Terra, pois regulam toda a vida, trazendo o equilíbrio.
Devemos entender o máximo possível sobre estas influências, pois é de grande importância, obter o melhor resultado na extração e manipulação energética.
Os banhos ritualísticos de uma maneira geral, são rituais, onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o indivíduo e a natureza, afim de fornecer-lhe equilíbrio energético e mental.
Estes banhos prestam-se para limpar as energias negativas, livrar as pessoas de influências negativas, reequilibrar a pessoa, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico, já que os chacras serão desobstruídos, enfim, tem grande importância na manutenção dos corpos.
Embora o banho utiliza-se de elementos materiais, que serão jogados sobre o corpo físico, a contraparte etérica será depositada sobre os chacras, corpo astral e aura que receberão diretamente o prana ou éter vital, bem como a parte astral dos elementos densos.
Não somente os médiuns ativos na Umbanda devem tomar determinados banhos, mas todos nós, em geral, podemos usá-los.
Temos algumas categorias de banhos :

a)* Banhos de Descarrego*

Esta categoria de banho, conhecido também como banho de descarga ou desimpregnação energética é o mais comum e mais conhecido.
Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Todo este egrégora formado por pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando neste egrégora. Se não nos cuidarmos, vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até sermos obsediados.
Há dois tipos de banhos de descarrego :
a1) Banho de Sal Grosso
Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal grosso, é excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a
sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas no aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” todo o aura, desmagnetizando-o negativamente.
O preparo deste banho é bem simples, basta, após um banho normal, banhar-se de uma mistura de um punhado de sal grosso, em água morna ou fria. Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando os dois chacras superiores (coronal e frontal).
O porquê de não poder lavar os chacras superiores, está ligado ao fato de serem estes chacras ligados à coroa da pessoa, tendo que ser muito bem cuidada, já que é o elo de ligação, através da mediunidade, entre a pessoa e o plano astral superior.
Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (uns 3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.
Algumas pessoas, neste banho, pisam sobre carvão vegetal ou mineral, já que eles absorverão a carga negativa.
Este banho é apenas o banho introdutório para outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho de descarrego, faz-se necessário tomar um outro banho ritualístico, já que além das energias
negativas, também descarregou-se as energias positivas, ficando a pessoa desenergizada, que só é conseguido com outro tipo de banho.
Este banho, não deve ser realizado de maneira intensiva (do tipo todos os dias ou uma vez por semana), pois ele realmente tira a energia do aura, deixando-o muito vulnerável.
Existem pessoas que usam a água do mar, no lugar da água e sal grosso.
a2) Banho de Descarrego com Ervas
Este banho é mais complexo e menos conhecido do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal grosso, só que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está ligada à uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário
um tratamento mais eficaz. Determinadas ervas, são naturalmente descarregadoras e sacodem energeticamente o aura de uma pessoa, eliminando grande parte das larvas astrais e miasmas.
b) *Banho de Defesa*
Este banho serve de manutenção energética dos chacras, impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados rituais. 
Quando vamos num sítio energético para determinados rituais com ou sem incorporação, enfim, “fechamos” os nossos chacras.
As ervas para estes banhos, podem ser aquelas relacionadas ao próprio Orixá regente da pessoa, ou aquelas que uma entidade receitar.
c) *Banho de Energização*
Após tomarmos um banho de descarrego, é importante que restabelecemos o equilíbrio energético, através de um banho de energização. Este banho reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo do aura. É um banho que devemos usar quando vamos trabalhar normalmente em giras de direita, ou mesmo, após uma gira em que o ambiente ficou
carregado.
Também, podemos usá-lo regularmente, independente se somos ou não médiuns.
Um bom e simples banho : pétalas de rosas brancas ou amarelas, alfazema e alecrim.
d) *Banho de Fixação*
Este banho é usado para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia, iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as entidades
elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.
As ervas utilizadas para este tipo de banho estão diretamente relacionadas ao Orixá regente do médium e à entidade atuante. São assim receitados apenas por um verdadeiro chefe de terreiro ou médium-magista ou pela própria entidade.
*PREPARAÇÃO DOS BANHOS*
*Em todos os banhos, onde se usam as ervas, devemos nos preocupar com alguns detalhes :
A colheita deve ser feita em fases lunares positivas, devido a abundância de prana.
– Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que descarreguemos nossas mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo;
– Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê preferência em usar as próprias mãos, já que o metal faz com que diminua o poder energético das ervas;
– Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos caules, cascas, sementes e raízes para os banhos, embora dificilmente usamos as raízes de uma planta, pois estaríamos matando-a;
– Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são elementos isolantes, pois até chegarmos em casa, estaremos passando por vários ambientes;
– Lavar as ervas em água limpa e corrente;
– Os banhos ritualísticos, devem ser feitos com ervas frescas, isto é, não se demorar muito para usá-las, pois o prana contido nelas, vai se dispersando e perde-se o efeito do banho;
– A quantidade de ervas, que irão compor o banho , são 1 ou 3 ou 5 ou 7 ervas diferentes e afins com o tipo de banho. Por exemplo, num banho de defesa, usamos três tipo de de ervas (guiné, arruda e alecrim);
– Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em casas de artigos religiosos, já que normalmente as ervas já estão secas, não se sabe a procedência nem a qualidade das ervas, nem se sabe em que lua foi colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas sugestivo o efeito;
– Alguns banhos, são feitos com água fria e as plantas são maceradas com as próprias mãos e só depois, se for o caso, adicionar um pouco de água quente, para suportar a temperatura da água;
– Banhos feitos com água quente, devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar. Alguns dizem que a água quente não é eficiente para um banho, mas esquecem que o elemento Fogo, também faz parte dos rituais de Umbanda. A água aquecida “agita” a mistura, liberando o prana das ervas;
– Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho;
– Embora todo o corpo será banhado, a parte da frente do corpo é que devemos dar maior atenção, já que estão as “portas” dos chacras, além da parte frontal possuir uma maior polaridade positiva, que tem propriedades elétricas de atrair as energias negativas e que são eliminadas com o banho, recebendo carga positiva e aceleradora;
– Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas.
Aquilo que ficou sobre o nosso corpo, nós retiramos e juntamos com o que ficou no chão. Colocamos tudo num saco plástico e despachamos aquilo que é biodegradável, em água corrente.

*Banhos Naturais*

São banhos que realizamos em sítios energéticos, onde as energias estão em abundância. Neste caso, não precisamos em nos preocupar em não molhar os chacras superiores (coronal e frontal), localizados na cabeça, é uma ótima chance de naturalmente tratar da “coroa”, claro que se efetuarmos em locais livres da poluição.
Dentre eles podemos destacar :

*Banhos de Mar* (ótimos para descarrego e para energização, principalmente sob a vibração de Yemanja)

Podemos ir molhando os chacras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença para o povo do mar e para Mamãe Yemanjá. No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando os corpos de sutis energias. Ideal se realizado em mar com ondas e sob o sol.

*Banhos de Cachoeira

*Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d´água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo que limpamos toda a nossa alma. Saudemos, pois Mamãe Oxum e todo povo d´água. Ideal se tomado em cachoeiras localizadas próximas de matas e sob o sol.

*Banhos de rio e lagoas

Tem também grandes propriedades, desde que não estejam poluídos.
Saudemos Nanã Buruquê.
*CONSIDERAÇÕES FINAIS*
Apesar do que tudo que aqui foi escrito, vale lembrar que o assunto pode ser aprofundado em vários aspectos. Não me preocupei em receitar banhos com determinadas ervas, pois, isto deve ser feito por pais e mães de santo e entidades, já que eles tem larga experiência em cada tipo de banho e sabem recomendar a melhor ervas, o melhor método. A intenção foi apenas demonstrar a importância que os banhos tem sobre todos nós, principalmente para aqueles que são umbandistas e praticam estes rituais. Além de criar nas mentes daqueles que sejam adeptos da Umbanda, a consciência de que não cultuamos uma religião fetichista, mas uma religião que sabe integrar o espírito com a própria natureza e indiretamente com Deus, com os Orixás e todo o plano astral, porque é isto que eles querem de nós, que sejamos libertos das amarras da matéria e nos voltemos a Eles de maneira mais natural possível.
Namastê.

Banhos Especiais

 


BANHO DE DEFESA 

Este banho serve de manutenção energética dos chacras, impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados rituais. Por exemplo, quando vamos realizar alguma oferenda numa cachoeira, é importante que nos “fechemos” para determinadas vibrações que podem estar abundantes num sítio energético, já que além de nós, todo o tipo de pessoa vai até estes lugares para pedidos escusos, com entregas “pesadas”. Usamos, também, quando vamos conhecer um outro terreiro e não sabemos se ele é ou não idôneo, pois, infelizmente, ainda existem aqueles que usam o nome da Umbanda para comercializar a fé alheia.

Quando vamos num sítio energético para determinados rituais com ou sem incorporação, enfim, “fechamos” os nossos chacras. Até mesmo para nos prevenirmos para os trabalhos com os Exus Guardiões, já que todo o tipo de problemas e situações estarão presentes na assistência. As ervas para estes banhos, podem ser aquelas relacionadas ao próprio Orixá regente da pessoa, ou aquelas que uma entidade receitar.

BANHOS DE ENERGIZAÇÃO
São recomendados para ativar e afinizar as forças dos Orixás, Protetores de Cabeça e do Anjo da Guarda. Seus principais efeitos são ativar e revitalizar as funções psíquicas, para uma melhor incorporação; melhorar a sintonia com as entidades. Este banho reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo da aura. É um banho que devemos usar quando vamos trabalhar normalmente nas sessões. Também, podemos usá-lo regularmente, independente de trabalharmos ou não como médiuns. 

AMACI
É o banho mais conhecido pelas pessoas que começam a freqüentar os Centros de Umbanda e que somente deve ser indicados por uma Entidade Espiritual ou pelo Guia Chefe do Terreiro, Pai/Mãe-de-Santo, Zelador(a) do Terreiro, Babalaô ou Chefe de Culto. É o banho que derramado da cabeça aos pés, pois é preparado de acordo com o Orixá do médium. Normalmente quando o filho esta em duvida de quem seja seu Pai ou Mãe de Cabeça, usa-se um Amaci de Oxalá, o qual rege a cabeça de todos nós, pois todos somos filhos de Oxalá. O banho de ervas (amaci) age como um neutralizador de correntes negativas, e como um energizador, dando a pessoa força suficiente, para que ela possa sair do estado em que se encontra. 

BANHO DE FIXAÇÃO
Este banho é usado para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia, iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima. As ervas utilizadas para este tipo de banho estão diretamente relacionadas ao Orixá regente do médium e à entidade atuante. São assim receitados apenas por um verdadeiro chefe de terreiro ou médium-magista ou pela própria entidade.

Carlinhos Lima – Astrologo, Tarologo e Pesquisador