O Outro Lado da Moeda

Mundo Espiritual

Saudações fraternais amados irmãos.

Como sempre digo, esse blog não tem caráter informativo e sim reflexivo, importante salientar que quando informamos, apenas dizemos sem nos preocuparmos com o feedback de outrem, diferente de comunicarmos onde se estabelece um diálogo entre duas ou mais partes. Mas o objetivo desse blog não é nenhum dos dois, é apenas plantar a semente do amadurecimento espiritual, do conhecimento, da vivência e auxiliar a caminhada individual de cada um dos irmãos que aqui estão presentes.

Importante salientar que graças a esse blog, comecei a me aproximar mais de pessoas especiais, algo que só comecei a fazer nesse semestre, porque o neofito seria apenas o escritor do blog e a minha vida particular, outra pessoa, mas em breve, vou unificá-los e estou muito grato por algumas pessoas das quais me escrevem, fizemos amizade e podemos nos aproximar um pouco mais.

Esse post refere-se a algumas dúvidas que surgem, até mesmo algumas contestações das quais me referirei no decorrer do texto.

É sempre importante salientar, ressaltar, repetir e ressaltar novamente que esse blog é apenas uma das diversas linhas de trabalho dentro da Umbanda, a minha linhagem, a minha espiritualidade, os meus ensinamentos não se fazem a verdade absoluta, é apenas um galho da Grande Árvore da Espiritualidade, o que eu passo aqui, em grande parte do tempo, foi ensinamentos dos meus mentores, obviamente algumas coisas, são opinião pessoal e minha experiência no decorrer dos anos, futuramente farei um post chamado “Como seria o trabalho de Umbanda na casa do Neófito?”, mas esse vai demandar um tempo maior justamente porque dependo de mais de um mentor conversando comigo, porque sei que o Patrono de uma possível casa será o Sr Urubatão da Guia, mas algumas diretrizes partirão de outros mentores, mesmo porque a Linha do Oriente em minha corrente é muito presente, mas isso é assunto para próximos posts, inclusive sobre a Linha do Oriente.

Voltando ao que eu estava dizendo, o Urubatão que eu sirvo, pode trabalhar diferente do Urubatão de outro medium, assim como outros mentores que levam o mesmo nome pode ser totalmente diferente de um outro da mesma falange e assim vai.

Um fato que eu gostaria de deixar claro novamente é que não diminuo outros tipos de trabalho desde que sejam REALIZADOS COM AMOR E HUMILDADE, o mentor pode dançar? Pode! Pode beber? Pode! Pode sorrir? Pode! O que eu não gosto é de interferência e vaidade do próprio medium.

–       Neofito, eu estava doente, Sr. Zé Pelintra me fez beber cachaça, a dor passou e não tive mais nenhuma enfermidade desse tipo depois de um trabalho com cachaça e cigarro!

Excelente, vemos aí que foi realizado um trabalho de amor e caridade, um trabalho efetivo dentro da espiritualidade. Agradeço de coração que ainda existam mediuns capazes de realizar essa ponte. Agora vamos esmiuçar melhor isso.

Primeiramente eu havia dito em um dos posts, “Efeito Placebo na Umbanda” que muitas vezes os mentores utilizam elementos para que possa acelerar a fé do medium ou para que possa atuar em um nível vibratório mais baixo para atingir a enfermidade do medium, para isso, existe a pinga, existe o fumo, algumas vezes para uma coisa, algumas vezes para outra coisa, mas na grande maioria dos casos, existem para essas duas funções. Existe uma terceira que é porque o mentor ainda não sabe trabalhar com elementos mais sutis, SIM, ainda existem mentores em evolução dentro da Egrégora da Umbanda, isso me foi passado hoje.

Existem os guias que ainda estão ligados à liturgia afro-brasileira, que dependem de elementos telúricos como bebidas, cigarros, entre outros artefatos, existem os que não precisam de tanto e existem os que já trabalham sob a égide de um polo mais sutil de energia, como Kardecismo ou até mesmo com algum Mestre Ascensionado como Saint Germain, El Morya, entre outros.

Esse Sr. Zé Pelintra que curou essa filha, pode estar dentro da classe dos que ainda estão em evolução ou dentro da classe dos mais evoluídos que utilizam esses recursos apenas como efeito mental no próprio consulente ou que necessita de alguma carga vibratória mais densa para atingir o objetivo final que é desmanchar o miasma no corpo espiritual ou físico do consulente.

O que estou querendo dizer com tudo isso e que já havia dito isso incessantemente em outros posts, existem formas diferentes de trabalho, existe até mesmo certo tipo de divergência magística no plano espiritual, a divergência que eu quero dizer, meus caros, não é rixa ou mazela, e sim formas de trabalho diferenciada. Como já havia dito, o Sr. Chico Preto que trabalha comigo, ele EXIGE o cachimbo, o chapeu, entre outros aparatos umbandísticos, enquanto meus caboclos, preto-velhos e até alguns exus não querem mais nada disso.

Resumindo tudo isso:

–       Existem mentores em evolução que dependem de certos elementos para ainda realizarem seus trabalhos? SIM.

–       Existem mentores que ainda trazem o seu nome de Umbanda, mas já trabalha em outras camadas mais sutis? SIM.

–       Um mentor que ainda trabalha com elementos telúricos ele pode causar algum mal ao filho? NÃO.

–       Este mesmo mentor é pior daqueles que já não utilizam desses fluídos densos em seu trabalho? NÃO.

–       É errado os mentores utilizarem bebidas alcóolicas em seus trabalhos, bem como o fumo para a prática do bem e da caridade? NÃO.

–       Estes mesmos mentores que trabalham na camada mais telúrica podem um dia trabalhar nas camadas mais sutis da magia? SIM.

Mas é muito importante realizar uma ressalva, ao passo que você vai evoluindo, estudando, aprendendo, crescendo, seus mentores o acompanharão nessa jornada, nessa empreitada, é algo que eu sempre digo, eles também aprendem conosco, então é importante sair do comodismo e sair da osmose que existe em muitos centros de umbanda. Faça a diferença, cresça, não limite o poder do seu mentor, pelo contrário, floresça espiritualmente.

Não devemos nunca nos acomodar, assim como o tempo é contínuo, o nosso aprendizado também deve ser. E já havia dito, mediunidade e mentores é uma simbiose, um precisa do outro para evoluir, ambos aprendem, ambos auxiliam e ambos trabalham para a prática do bem e da caridade, o medium doa seu tempo e a matéria, enquanto o mentor doa seu conhecimento e magia, com isso, todos saem ganhando. Não limite o poder do seu mentor com a cegueira da ignorância.

Todos são trabalhadores da prática do bem e da caridade, assim como uma Grande Instituição, seus colaboradores começa do porteiro, aquele que abre a porta para a entrada de visitantes e termina no CEO, ou o presidente da Insituição, todos dentro dessa Instituição tem sua função predeterminada, desde a copeira, que prepara nossas bebidas, a mulher da higiene, que mantém nosso ambiente de trabalho agradável, aromático e limpo, ao colega da TI, que dá o suporte quando o computador trava ou deixa de cumprir as funções determinadas, até os gerentes, diretores, e assim vai. Tudo é um organismo, somos apenas células de um Corpo muito mais Complexo do que imaginamos.

Como sempre digo, não existe o Certo ou o Errado, existe sim, o conjunto de boas práticas. Isso que temos que nos atentar, por exemplo, não podemos dar para uma criança de 6 anos, 3 copos de pinga para dar um passe, não podemos pedir também para que um senhor de idade receba todos os possessores em sua matéria para fazer limpeza.

E é importante ressaltar o que eu sempre digo, além de ser mais importante a dedicação do medium ao seu grau de incorporação, mas vale a boa intenção daquele mentor à forma de trabalho do mesmo. Se está fazendo o bem, não deixando sequelas no medium ou no consulente, que seja muito bem vindo na Seara do Amor e da Caridade.

Assim como os cargos existentes em uma empresa, assim como as patentes existentes no âmbito militar, ou até mesmo a hierarquia dentro das Instituições Religiosas, existe também essa mesma divisão dentro do Plano Espiritual.

Vibre positivamente, Vibre sempre com o Amor Pulsante para que você atraia somente Espíritos de Luz que visa o seu amadurecimento Espiritual e o Amor ao Próximo.

O outro lado está infestado com a Penumbra das trevas, faça de tudo para não ser mais um canal deles.

O Poder está em Vocês! Se o seu mentor bebe, fuma, dá cambalhota, não importa, desde que ele cumpra com objetividade a sua função dentro do centro, porque eles não utilizam seu corpo pra vir brincar, eles tem uma função a cumprir, então ajude-os.

Eles também dependem de você!

Paz Profunda meus queridos.

Com amor.

Neófito da Luz.

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Breve Diálogo Sobre Incorporação – Parte II

Senhores, como eu havia dito, não revisei de forma apropriada o texto e para quem já leu, é estressante ler tudo novamente, então vou repetir alguns assuntos aqui brevemente para prosseguir com os demais.

Nome do Guia

Conforme mencionado, são muito relativos os nomes das entidades bem como o tempo em que elas se identificam se apresentam. Eu aconselho a muitos médiuns não procurarem muito sobre nomes de entidades na internet bem como suas áreas de atuação, formas de trabalho, entre outros fatores, porque infelizmente podemos ter admiração por algum, aquela vontade de querer trabalhar com ele misturar no processo anímico e na hora que sua entidade, de fato, der o nome, você pode se confundir e atrapalhar a comunicação nesse momento.

Sempre de extrema importância manterem-se distantes desse tipo de informação.

Outro fator importante é o fato de que para massagear nosso ego, o que é muito comum, queremos ter caboclos de penas até o chão, com um penacho de grande espessura como um rabo de pavão, é importante ignorar tudo isso, o meu mentor-chefe chama-se Urubatão da Guia, o mesmo não é cacique e sim pajé, e para estar na frente de outras entidades minhas que são caciques, é sinal que o nível hierárquico no outro plano, pouco importa. O Caboclo do Sol que é outro caboclo que eu servi, também nunca o vi com penacho até o chão e graças a Deus nunca deixou ninguém na mão.

Não adita ter um guia de grande Luz, de Grande Poder se o recipiente da qual ele deve trabalhar é ruim, o Sr. Tranca-Ruas costuma me dar um exemplo do copo, ele pega um copo de 500ml e um de 100ml, porém, ele deixa o de 100ml mais cheio, qual copo ao ser derrubado vai espalhar mais água no chão?

Outros também afirmam que só confiam no nome da entidade quando a mesma dá o ponto! Isso também é relativo, às vezes a entidade dá o nome na casa do qual o filho trabalha, mas não é afim com a energia da casa, então não tem o porquê dele “carimbar” com sua energia espiritual, o seu portal de evocação dentro da casa. E outra, esse negócio de ponto da entidade é muito relativo, hoje em dia é muito difícil achar um sacerdote apto a ler o ponto e confirmá-lo.

Conheço uma médium há oito anos, já presenciei excelentes trabalhos de seu marinheiro e sua caboclo e nunca, nunca deixaram o ponto e somente a cabocla se apresentou, Sra. Jurema Caçadora, mas também, nunca deixou seu ponto em lugar nenhum.

Outra coisa muito interessante para nossas mentes curiosas é ver a imagem de nossas entidades, tentem não se apegar a isso, porque quando a entidade se mostrar a você, E TODOS SÃO CAPAZES DISSO, você não a confunda com a imagem que você associou a ela em casa de imagens.

História do Guia.

Uma outra coisa que é muito comentado é a história do guia. Se o mesmo foi príncipe ou carrasco, se o mesmo foi benfeitor ou malfeitor. Obvio que é muito interessante sabermos a história daqueles que trabalhamos juntos, daqueles que estão em nossa convivência, mas nada melhor que eles mesmos lhe contar. Existe a história da falange, mas mesmo dentro da falange do Pena Branca, os guias possuem sua individualidade, seu próprio ciclo reencarnatório, sua personalidade, sua característica, então é muito melhor saber a história da sua entidade.  Um caso é o Zé Pelintra, eu já vi vários Zés e claro, tem o padrão brincalhão característico da linha, mas cada um tem a sua experiência, sua vivência e forma de trabalho, mesmo porque nenhum médium é igual e é ignorância negarmos que temos também parte da responsabilidade na comunicação.

Quantidade de Guias.

Só para concluir de fato o assunto, se a pessoa é filha de Iansã e Obaluaie, por exemplo, obviamente o forte da linha desse filho não será caboclo, e sim preto-velhos, boiadeiros e até exus. Ele pode ter dois caboclos e dez exus sem nenhum problema, claro, nem todos trabalharão com você, mas ficarão próximos e auxiliarão as entidades de trabalho em outras tarefas.

A quantidade de guias varia de acordo com a linha do médium, um filho de Oxóssi, consequentemente terão mais caboclos.

Não é um tema que precisamos estressar sobre o assunto, há médiuns que no longo de sua vida trabalha com cinco, seis caboclos e outros apenas com um ou dois. Vai depender da missão da entidade, dependerá também do patamar vibratório do qual ela está incluída, às vezes é a missão dela te acompanhar até metade da sua vida, te ajudar a amadurecer em certos aspectos ou abrir caminho para entidades de maior luz ou até mesmo ela evoluiu o suficiente para galgar novos degraus.

O que eu não gosto em muitos sacerdotes é delimitar e limitar seus médiuns pode ocorrer do médium não ser um médium padrão e o coitado já fica todo inseguro achando que é da cabeça dele.

Também tem uma lenda sobre não ter caboclos da linha de Pena Branca, Pena Verde, Pena Azul e afins repetidos. Quem cuidou muito de mim e trabalhou muito comigo foi o Sr. Pena Branca, infelizmente nunca mais o senti e comecei a sentir a presença de outro caboclo, eu vi inteiramente o cocar do caboclo e era todo Verde e uma amiga minha também o viu, logo, Sr. Pena Verde começou a estar mais ao meu lado. Já até veio algumas vezes.

É importante frisar, a pessoa pode trabalhar com um preto-velho, mas ter oito exus, a quantidade não é específica.

O Guia de Firmeza.

Todos médiuns tem o guia de firmeza, é aquele que nos sentimos mais a vontade para trabalhar e o melhor, é aquele que vem mais firme, que tem maior sintonia com nossa vibração, é aquele que chega com maior facilidade em nossa matéria e toma conta, a pessoa pode ter mais de um, obviamente e isso vai se tornando notório no decorrer do seu trabalho mediúnico. Isso independe de qual linha, isso é extremamente pessoal ao médium, tem médium que é o baiano, outros o caboclo, no meu caso, um dos meus guias de firmeza é o cigano Ramirez. É aquele guia que você se sente a vontade em trabalhar e não tem medo nenhum quando ele começa a falar, porque sabe que é aquele que faz e acontece. É importante salientar que isso não quer dizer que é porque o guia é poderoso, mas sim é o guia que você tem maior afinidade, geralmente é afinidade psíquica e vibratória.

Todos os médiuns possuem os seus guias de maior confiança, aqueles que você deixa trabalhar livremente. Também tem o fato do próprio médium se sentir bem em trabalhar com a entidade porque ela causa alegria aos filhos e assistência, quando a entidade é muito carismática, fazemos questão de trabalhar com ela porque também nos sentimos bem. É uma das graças da mediunidade consciente e semiconsciente, você também participa das atitudes de sua própria entidade.

Também tem o fator de alguns médiuns trabalharem bem com determinada linha, que eu exemplificarei no próximo assunto.

Função da Linha do Médium.

Como digo, nenhum médium é igual, os médiuns possuem predisposições mediúnicas e energéticas, existem os médiuns de cura, os médiuns de limpeza, os médiuns de consulta, os médiuns videntes, claro que podemos ter uma mistura de um ou outro, mas nenhum é 100% em todos os aspectos. Eu já percebi que meus guias trabalham muito bem com cura e cirurgia espiritual, mesmo porque, eu sou médium de cura, então tenho uma predisposição energética para que possam fazer bem o seu trabalho. Nunca presenciei guias meus fazendo mandinga com elementos, por exemplo, talvez não seja meu forte esse tipo de magia, mas também gostam muito de falar, muitas pessoas procuravam as entidades para conversar. No meu caso, eu sendo um médium de cura e de consulta, consequentemente a minha linha tende mais a esse lado, seja o caboclo, o baiano, o marinheiro, o cigano são guias com conhecimento de cura e consulta.

Existem os médiuns de limpeza, que quebram a demanda, consequentemente a função dos seus guias será mais propícia a isso.

Também tem aqueles médiuns que trabalham muito bem com qualquer exu que possam vir em sua matéria, seu guia de firmeza é o exu, como tem pessoas que são com preto-velhos, tem médiuns que para qualquer problema, é o preto-velho que assume e são com eles que esse médium trabalha muito bem. Independente de qual preto-velho, esse médium pode ter dois ou três preto-velhos muito firmes e dependendo do grau, podem vir sim em outras linhas para auxiliar em um determinado problema. Há sacerdotes que não admitem linhas cruzadas, ou seja, linha de caboclos e vir um preto-velho, já há casas que dependendo da situação, deixam com o que o médium trabalhe com o seu guia de firmeza. Vai depender única e exclusivamente da doutrina do centro.

A grande sacada é perceber a forma que seus guias trabalham para ter a devida certeza de qual é sua especialidade, suas funções e ir de cabeça nelas.

Meu irmão já é um médium que tem muitos exus, fazem trabalhos extremamente densos e telúricos, depois de um trabalho pesado, ele fica muito bem, fica tranquilo, quando certas entidades minhas trabalham com isso, eu absorvo um pouco e não fico tão bem. Claro que é algo que eu posso evoluir e aprender, mas não é a “minha praia”.

Então meus queridos, vocês possuem funções predeterminadas dentro do terreiro, tem médium que é uma PAREDE, é blindado, são os que podem ficar na porteira protegendo a casa, tem os de transporte, que possuem grande facilidade em dar passagens a eguns e outros espíritos que atrapalham de certa forma a vida de alguém, apesar de eu, ser totalmente contra o processo de desobsessão.

Comunicação.

Algo que eu ouço muito no blog é: Como você consegue ouvir? Como você consegue ver? Como eu faço isso?

Mais uma vez eu digo, todos os procedimentos eu compartilhei no “Firmeza de Cabeça”, todos os médiuns, claro, alguns precisam de maior dedicação e outros menos, mas todos nós, mediadores do plano espiritual e terrestre podemos sim, ouvir, vê-los, senti-los.

No caso da vidência, ela se dá de forma gradativa, primeiramente é esboçada uma pequena imagem em sua cabeça, e isso podem durar meses ou anos, você vê fragmentos em seu consciente, é como se imaginassem e na verdade não é imaginação, é o despertar da consciência espiritual que está se fazendo presente.

Você começa a “imaginar” como é o guia, começa a vir informações em sua cabeça e através dessas informações, você começa a projetar a imagem, gradativamente isso vai evoluindo até você conseguir vê-lo materializado em sua frente.

Repito, tem pessoas que já possuem essa predisposição, já nasce com isso nativo, mas nada impede que possamos aprender, evoluir e adquirir essa faculdade, todos nós somos animados pela mesma energia, a Energia Divina, então, em essência, somos TODOS IGUAIS, ou como diz um site que eu gosto muito, SOMOS TODOS UM.

O mesmo ocorre para a audição, para o olfato.

Toda faculdade para ser evoluída depende única e exclusivamente de nossa dedicação, claro, vida noturna, bebidas e mulheres, conforme falei no primeiro post desse ano, degrada e atrasa totalmente suas faculdades mediúnicas, é muita energia que você tem que lidar e prejudica totalmente a sua vibração com a Energia Cósmica, por isso, sempre bom andarmos na linha.

Eu ainda estou em desenvolvimento, sinto saudades do Neófito de 2010 que tinha resposta pra tudo, hoje as coisas estão mais difíceis, mas se já cheguei a um certo ponto, posso chegar novamente, assim como todos nós.

Namastê.

Neófito da Luz.

Algumas considerações pessoais sobre a Liturgia Umbandista.

Paz Profunda Prezados Irmãos.
 

Estou ilustrando enfaticamente no blog os diferentes tipos de liturgia umbandista, os últimos posts frisou muito bem isso e gerou algumas dúvidas ou até questionamento da minha opinião pessoal sobre a prática.
Não sou o dono da verdade, apenas me coloco em estado de serventia aos guias e mentores, tento manter-me aberto aos ensinamentos únicos dos que me acompanham e tento tirar as dúvidas sempre que possível.
Obviamente algumas coisas eu chego a não concordar e é onde eu procuro estudar sobre o assunto. Como meu canal de comunicação ainda não está muito bem estabelecido devido alguns excessos praticados nos últimos anos, vagarosamente estou voltando a galgar os degraus da evolução e assim, percorrer juntamente com eles na Senda da Caridade.

Claro que isso vai incomodar algumas pessoas mas é minha opinião sobre o que eu conheço de Umbanda e o que foi passado, também estou colocando algumas opiniões pessoais.
Segue alguns tópicos bem básicos:
– Caboclo que é a força do terreiro, se fosse diferente, teríamos vários exús como chefes de ori ou até mesmo de templos e não os caboclos. Muitos dizem que não evocar exú na abertura é perigoso.
– Sou contra o ritual de cantar para 250 orixás na abertura, se torna cansativo e desgastante, orixás e guias sabem os seus devidos lugares, não será um ponto que vai trazê-los ou não para a vibração do Terreiro;
– Exús são soldados do astral, são os guardiões dos terreiros, os que atuam na baixa e média vibração, os vigilantes, não é preciso evocá-los na abertura, eles já possuem seu ponto de firmeza no terreiro;
– Meus caboclos e boiadeiros não dançam, assim como os falangeiros dos Orixás, enche aos olhos um guia dançando bonito, dando aquele “show” dentro do casuá, mas acho que incentiva a vaidade e ainda mais o animismo. Dos que dançam em minha linha, são apenas os baianos e os mestres, esses sim, exigem explicitamente a curimba; Para eles é aberto uma rara excessão,
– Quem quer ver dança, quer ver “show” de orixás, que procurem outro terreiro, sou a favor da prática da caridade, sou a favor da objetividade! Quem vai necessitado, quer ser atendido, curado, quem vai atrás de ver uma dança, quer farra, e terreiro não é local de farra;
– Importante salientar que não acho futilidade o ato de dançar em si, a dança simboliza a limpeza, o movimento Cosmico, com a dança se limpa o ambiente e a entidade, o grande problema é que muitos mediuns confundem a dança de seus guias com sua própria dança, é onde mora o perigo. Muitas religiões consideram a dança sagrada e um meio de se devotar a Deus, mas muitas vezes não é o que acontece nos terreiros, o guia dança demais, 10, 20 minutos perdendo a objetividade da casa, para alimentar um único objetivo: O Ego;
– Sou contra o ritual de batida de cabeça, se Umbanda é humildade, quem sou eu para exigir que alguém, cheio de problemas como eu, bata cabeça para mim?
– Erê é o mensageiro direto do Orixá e Exú não é o seu escravo, é apenas o seu “guarda-costa”, em um sentido extremamente simplista;
– A roupa do terreiro é branco, não verde e branco, vermelho, roxo, é branco;
– A gira dos exús é de frente com o altar, luzes acesas e de branco. Mesmo atuando no polo negativo do Cosmico, são irmãos como os caboclos e pretos-velhos;
– Medium rodando o barracão todo pra receber? Circo! Medium firme tem a comunicação rápida e firme, diferente disso, muito tempo pra receber e rodar, é medium carente de atenção;
– Roupagem de guias? Como disse, o uniforme do Terreiro é branco, nada de calça de boiadeiro, roupa de orixá, o uniforme é branco;
– Aparatos de guias? De acordo apenas com alguns; Chapeus, alguns lenços, cigarros, bebidas, fitas para os ciganos, punhais, somente isso. Capas, cocares, arco e flecha, chicotes, cordas, não sou de acordo;
– Reuniões semanais, e não mensais, quinzenais ou trimestrais, o mal não espera, a doença não espera, temos que estar de prontidão para socorrer os necessitados;
– Junto com a calça e a camisa branca, a toalha para que não toquemos nas pessoas e sim utilizamos as toalhas, para enxugar o medium também é importante;
– Bebidas e fumos? Depende do mentor e do grau de incorporação do medium;
– Orixás não castigam, não ficam magoados com seus filhos, orixá é a vibração Pura de uma Qualidade Divina, trabalhamos com os representantes dessa força. Ele não tem quizila, não fica irritadiço e nem influencia em seus defeitos;

– Em relação às oferendas, ainda tenho muito o que estudar, particularmente acho desnecessário, mas preciso ter mais conhecimento sobre o assunto para falar com propriedade, os meus em quatorze anos, nunca me pediram.

Logo mais posto mais algumas considerações pessoais sobre o assunto.

 
Paz Profunda.
Neófito da Luz.

Característica da Entidade Zé Pelintra

 

 

 

 

Não tenho interesse em pesquisar as raízes antropológicas da entidade e nem tampouco esmiuçar o modo de vida que o chamado José Gomes da Silva viveu. Eu gostaria apenas de desmistificar nesse tópico o arquétipo dessa entidade, ou melhor, as múltiplas facetas que envolvem esse espírito tão misterioso.

Sabe-se que é uma entidade que tem suas raízes no catimbó, no culto à Jurema, um grande mestre nos feitiços e na cura, conhecido por muitos como o médico dos pobres, também leva outros epítetos como Dono da noite, rei da Magia e como ele mesmo gosta de dizer, “Sou Zé Pelintra e não pilantra, eu sou pai e não padrasto”.

No catimbó, essa entidade trabalha com cachimbo, sotaque carregado e chapéu de palha, confesso que não sabia disso, através de informações que obtive do próprio e algumas pesquisas realizadas com alguns irmãos do culto a Jurema, consegui mesclar tais informações e fortalecer a minha convicção naquilo que estou escrevendo. Mas… Voltando, ele se apresenta com chapéu de palha, andava com gingado, sotaque carregado, usava um cachimbo, pois no culto à Jurema, a fumaça é o elemento primordial para a utilização da magia dentro do culto, portanto, o cachimbo por produzir maior fumaça e ser produzido artesanalmente, é muito utilizado pelos mestres juremeiros, o Zé do catimbó tomava sua pinga geralmente na cuíca e enfim, trabalhava como grande parte dos juremeiros existentes dentro do culto.

Quando essa entidade adquiriu grande reconhecimento, o seu nome propagou nos quatro cantos do Brasil, foi também cultuado nos terreiros cariocas, aí essa falange passou por uma transformação muito grande, de um negro mulherengo do sertão nordestino, virou um sambista farrista das favelas cariocas, aí, todo o seu arquétipo foi modificado, talvez, de acordo com o funcionamento dos terreiros e a vibração dos médiuns do qual o Sr. Zé trabalhava.

Hoje o Sr. Zé se apresenta de terno branco, muito típico dos malandros das favelas cariocas, chapéu combinando com seu terno, sapato de sambista, sotaque mais puxado para o malandro, fumando cigarro ou até mesmo charuto, enfim, foi modificada toda uma cultura em cima de uma entidade. Muitos “Zés” pedem esse chapéu branco e alguns até bengala. 

Eu, quando via o Sr. Zé Pelintra pedindo chapéu de palha e pedindo seu cachimbo ou charuto eu achava algo totalmente estranho, porque o pai da casa trabalhava com um tipo de Zé Pelintra totalmente diferente, andava numa ginga diferente, o que eu conheço, pedia seu cachimbo, pinga no copo de vidro, chapéu branco e tudo mais, totalmente diferente do outro Sr. Zé que conheci, muito mais simples, uma forma de trabalho totalmente distinta. Eu estava ficando meio maluco.

Estou escrevendo esse “post” justamente por alguns médiuns ficarem muito em dúvida, é claro que isso não se resume apenas com a falange do Sr. Zé Pelintra, muitas entidades podem vir completamente diferentes no médium justamente por mesmo que carregue o nome da falange, é outra entidade, outro espírito, que varia a vibração, seu grau de luz, o médium do qual está ocupando e a forma de trabalho da casa, isso é uma regra imutável, em outras palavras, cada espírito, mesmo levando o nome como Rompe-Mato, Sete Flechas, são entidades individuais que carregam o nome de sua falange, que veremos depois o que realmente é uma falange. 

Existem centenas de Zé Pelintra, cada qual com o seu conhecimento, portanto, é pífio caracterizá-lo em apenas em uma forma de trabalho, se o seu usa chapéu de palha, chapéu de couro ou chapéu panamá, não importa, o que importa é o seu grau de conhecimento e os resultados do seu trabalho dentro do centro. Tem o Zé feiticeiro, o quimbandeiro, o curandeiro e o mandingueiro, independente da característica do seu Zé, Saravá a corrente do Zé Pelintra.

Portanto, é muito comum os médiuns iniciantes compararem suas entidades ou acharem que está fazendo algo errado, mas confiem em sua intuição, fiquei atônito quando vi o Sr. Zé pela primeira vez vindo assim, mas procurei, persisti e vi que graças a Deus, não era o que eu temia, ou seja, pura ilusão do meu consciente.

Namastê

Neófito da Luz

“Prender” as entidades.

Aranauam queridos irmãos.

 

Através de muitos fóruns e listas das quais participo, muito se ouve essa afirmativa, que o dirigente do terreiro prendeu ou prenderá as entidades como punição e se isso é possível.

Através disso, eu começo a partir da questão em foco: Como se faz para prender uma entidade? Mas que conhecimento secreto é esse que ensina os dirigentes prenderem os guias de seus médiuns como se fossem donos da própria linha do médium?

Através de vários livros do qual estudei, como algumas pessoas sabem, não sou apenas umbandista, portanto, recorri a diversas literaturas ocultistas, esotéricas, espiritistas entre outras para tentar chegar a uma conclusão, ou até mesmo se eu encontraria algo que ensina a prender as entidades. A conclusão que obtive? Mais uma afirmação hilária decorrente as velhas escolas umbandistas e candomblecistas.

Primeiro acho algo totalmente complicado “prender” uma luz, como vamos prender uma energia, uma vibração em um quarto, ou “Roncó” como é chamado em alguns terreiros de Umbanda traçada. A Conclusão que eu tive, juntamente com a opinião de outros dirigentes é que é praticamente impossível, é tão impossível quando escravizar o orixá, como alguns dirigentes também o fazem.

Imaginem só um lindo caboclo, uma luz, porque muitos antes de plasmarem da forma que eles têm preferência em se apresentarem, eles são luz, vibração, energia, então é impossível escravizar algo que praticamente não se vê, não se sente através dos cinco sentidos, não toca. O que existe é um arsenal de receitinhas que ensinam os mais variados feitiços, totalmente infundadas baseadas em superstições criadas por outros ignorantes, eu repudio totalmente tal atitude de ameaça, principalmente um tipo de ameaça que é impossível ser concretizada.

Portanto, queridos médiuns e eternos aprendizes de Umbanda, assim como eu, não se deixem levar por idéias infundadas e ameaças, se informem, porque para muitos, na Umbanda é possível fazer tudo, e todos nós sabemos, dentro da grande infinidade de sabedoria que contém no Cósmico, há também as coisas impossíveis, e essa é uma delas.

O conhecimento deve ser gradativo, e para não me tornar extenso, as explicações serão realizadas em fragmentos.

 

Namastê

Neófito da Luz

Quantidade de guias de cada médium

 

Outro tópico muito importante que convém, principalmente aos iniciantes, desmembrá-lo, para que não haja dúvidas ou outras chateações que levem à desconfiança de si mesmo.

Algumas casas ensinam que cada médium tem Sete Guias de cada Linha, ou seja, Sete Caboclos, Sete Preto-Velhos, Sete Baianos, e assim por diante, eu particularmente discordo dessa opinião, cada médium tem a sua vibração peculiar, e parto do princípio que cada orixá traz os guias que trabalham sob sua irradiação.

Por exemplo, é muito raro, caboclos que trabalham sob os auspícios de Iansã, raros são os caboclos que atuam nessa vibração, geralmente Iansã traz os boiadeiros, e pela Lei da Compensação, na linha de caboclos, assume como chefe, o que o segundo orixá traz, por exemplo, se for uma filha de Iansã com Oxóssi, naturalmente essa filha trabalhará com o caboclo ou cabocla de Oxossi.

Vale lembrar que essa é uma teoria que criei através de 12 anos de religião, foi um padrão que nunca foi quebrado, e cada casa tem a sua forma de trabalho, portanto, tento elucidar em meu blog, algumas de minhas opiniões.

Vamos pegar, por exemplo, Xangô, é um orixá que traz muitos preto-velhos e caboclos, portanto, o filho desse orixá, terá em sua linha, um maior número de caboclos e preto-velhos ao invés de outras linhas.

Geralmente Iemanjá, traz muitas caboclas d’água e marinheiros, portanto, esse médium, terá como ênfase em sua corrente, essas linhas.

Eu já vi médiuns no decorrer dos anos trabalharem com cinco caboclos, quatro preto-velhos, três erês, em contrapartida, nunca veio mais que um baiano e mais que um boiadeiro.

 

Portanto, o número de guias nas respectivas linhas de um médium varia demais em virtude dos orixás que esse filho carrega, não é uma regra, cada médium tem o seu axé e sua missão peculiar na Terra, às vezes, sua missão exige um maior número de guias de cura, outros, um maior número de guias de desmanche, de combate a demandas, de limpeza e por aí vai.

Por exemplo, eu sou filho de Xangô do Oriente, portanto, minhas entidades em sua grande maioria, atuam com cura, poucos realizam consulta, por eu ter Ogum em meu enredo, também tenho guias que quebram demandas, que desmancham trabalhos, entre outros aspectos, tanto é, que em minha casa, quando é necessitada a corrente da cura, são meus guias que são chamados; Consultas, os guias de outro médium e assim caminha a Umbanda, a união de pequenos trabalhadores diferentes, que juntos, criam um “Todo” Complexo e Ilimitado.

Geralmente médiuns de cura, são também médiuns de transporte, eles são aptos a absorver energias deletérias da matéria do consulente de onde estão realizando a cura. Teremos em breve um post sobre os tipos de mediunidade na Umbanda.

 

O conhecimento deve ser gradativo, e para não me tornar extenso, as explicações serão realizadas em fragmentos.

 

Namastê

Neófito da Luz

 

 

O Nome das Entidades

 

 

*Por Mãe Iassan Aiporê Pery*

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Existe alguma confusão com relação a nomes com que as entidades se apresentam. Às vezes causa espanto, vários caboclos incorporados simultaneamente, apresentarem-se com a mesma denominação, alguns médiuns chegam a ponto de se confundirem ou mesmo inventarem nomes para explicarem tal fato, ou tentar ser diferente.

Para isso tentaremos primeiro através de um exemplo paralelo explicar tal fato, depois nos deteremos em mais explicações técnicas.

Nos países, por exemplo, temos os ministérios, certo? Vamos tomar como exemplo o exército. Esse ministério tem sua hierarquia com nomes na qual se agrupam pessoas, as quais ocupam cargos e que são designados como general, coronel, major, tenente, cabo, etc., cada qual é um general, um coronel, mas também seu fulano, assim cada ministério possui designações as quais se agrupam as pessoas que militam naquele ministério.

Assim também na Umbanda, agrupam-se entidades simpatizantes da forma de trabalho, grau evolutivo ou características vibratórias. Agrupam-se sob a Égide de um Orixá, que por sua vez se subdivide em falanges, e as falanges em sublinhas. Desta forma não é de se estranhar, por exemplo, que o Caboclo Rompe Mato, ou Pai Francisco, possuam agrupados consigo, sob sua égide, vários trabalhadores os quais, ao se apresentarem denominem-se pelos nomes
com quem trabalham.

A explicação metafísica, por assim dizer, reside no fato de que nos planos hiper-físicos quando nos colocamos sob a direção de um mestre, mantemos nossa individualidade, mas fazemos parte de sua estrutura monádica, assim o que sentimos o mestre sentirá, estamos em contato direto com ele através de nossas auras, e seremos o mestre, faremos parte dele, seremos uma pequena
fração do seu ser. Seremos muito mais o mestre do que nós mesmos. Portanto concluímos que os nomes são dos falangeiros, não o nome da entidade propriamente dita. Quando trabalhamos com espíritos da natureza, por exemplo, estas entidades nem falam, não têm nada similar com a evolução humana, que dirá nomes.

 

TRIÂNGULO DA FRATERNIDADE

Choupana do Caboclo Pery

Regência Oxossi – Umbanda.

sarava@portoweb.com.br

ENDEREÇO:

Rua Barão de Tramandaí, 23.

Bairro Passo d’Areia.

Porto Alegre – RS.

 

Mais informações:

http://www.caboclopery.com.br/choupana_do_caboclo_pery.htm