Preceitos, Sacrifícios e Superstições

Saudações amados…

Primeiro começaremos com a palavra “Preceito”, falar um pouco dessa palavra tão amada, odiada e controversa dentro dos cultos umbandistas.

Etimologia

Do latim praeceptuim seria uma ordem ou até mesmo a proibição da realização de determinados atos, ou até mesmo nos abstermos deles. Podemos defini-lo também como um conjunto de normas que existem em muitos meios litúrgicos, como na Igreja Católica, Candomblé e até mesmo em muitas templos Umbandistas. Podemos entender que são regras estabelecidas afim de atingir o sucesso de um determinado ritual.

Utilização do Preceito e sua relação com sacrifícios e superstição.

Os preceitos variam de casa a casa, o que entra mais uma vez naquele meu conceito que REGRAS não EXISTEM e se EXISTEM, é para serem QUEBRADAS ou ao menos QUESTIONADAS. Algumas casas que “fazem” o santo pede ao filho para ficar de obrigação durante três meses, ou seja, sem sexo, sem álcool e sem carne. Outras casas, reduzem para 21 dias e assim vai variando de acordo com a experiência de trabalho de casa dirigente. O meu pupilo, do qual abriu uma casa, para obtenção do sucesso mediúnico, absteve-se do álcool e do sexo casual, só terá relações sexuais quando realmente tiver uma namorada firme, o que não ocorre há 3 anos.

Só com simples exemplos, já podemos compreender que o preceito nada mais é que concepções individuais de cada centro, de cada dirigente. Existem muitos dogmas que exigem o sacrifício renunciando aos maiores prazeres que podemos ter, no hinduísmo, existem vários tipos de sacrifícios que possuem como objetivo principal o aperfeiçoamento do ser, no hinduísmo são conhecidos como Yajna, então todo sacrifício está ligado à renúncia e evolução do ser, podemos compreender que nos sacrificarmos é mostrar a Algo ou Alguém a nossa dedicação e irrefutável adoração para um determinado objetivo, correto?

Podemos compreender que o Preceito é renunciar a algo, e quando estamos renunciando a algo, estamos fazendo um sacrifício a isso, que recorrendo à etimologia da palavra sacrifício podemos compreendê-la como SACRO OFÍCIO.

Então podemos entender que o preceito é um sacrifício a algo, é uma renúncia e no caso em questão, para os Orixás e Guias, isso me remete novamente a tempos imemoriais, onde era necessário o sacrifício de animais para acalmar Deuses, não tínhamos a compreensão de como ocorriam os terremotos, tempestades, chuvas torrenciais e como somos condicionados desde novo à adoração de Ídolos e “Endeusar” o desconhecido, criamos seres extraterrestres, Deuses antropomórficos, Anjos e Demônios para não nos sentirmos sozinhos no Universo e consequentemente isso tornou-se um hábito que virou tradição ou cultura, como queiram, e perpetuou os costumes até os dias de hoje. Vale lembrar que não estou questionando a existência de ETs, Anjos e tudo mais, é apenas para ilustrar uma ideia.

Um irmão me disse uma vez: Se está ou não certo, tenho que respeitar como é cultuado os Orixás, se é antigo ou não, como estou no culto aos orixás, devo vestir a camisa que me foi concedida.

Acho nobre o pensamento, sem dúvidas, mas quem disse que temos que fazer tudo isso? O Orixá chegou a você e criou dezenas de regras e fundamentos para você seguir cegamente ou te foi passado por um dirigente mais experiente (ou pelo menos devia) e repassou o que seu antigo dirigente que repassou o que seu antigo dirigente passou?

Vejo muitos dirigentes AFIRMANDO que o sexo denigre o corpo espiritual e com isso, prejudica o seu trabalho espiritual, com isso, volto novamente àquela excelente médium que fazia programas e trabalhava muito melhor que qualquer puritano dentro do centro. Será que é necessária toda essa carga de preceitos?

Não estou entrando no mérito se sexo faz bem ou não nos momentos que precedem os trabalhos, nem estou fazendo uma apologia para isso, mas convido-os a se questionarem, qual a necessidade de ficar 21 dias após uma obrigação pro Orixá? Purificação? Será que cultuamos seres tão LIMITADOS a ponto de Exigir tamanho sacrifício? Com que fim?

Já fui novo, já fui solteiro, e lembro-me de um trabalho que ocorreu excepcionalmente no domingo, os filhos foram avisados de última hora, fui em uma churrascaria no mesmo dia e tive relações com a mina namorada, eu totalmente envolto de culpa, acendi uma vela pedindo perdão aos meus orixás porque teria que trabalhar (Nessa época já não falava tudo pra minha madrinha pra não ser julgado, quem tem que me julgar são apenas os que eu sirvo e mais ninguém) e senti que tinha que ir trabalhar, e quem foi o sortudo a ajudar no descarrego da casa e do filho? Eu! No final do trabalho ainda recebi um elogio pela minha firmeza. Tenho certeza que se ela soubesse que tive relações 6h antes e comi carne pra caraca, o discurso seria outro!

Esses preceitos podem até ter sua relevada significância, mas acho que não pode se ruma regra, cada pessoa tem uma vibração diferente, uma fraqueza diferente, um ponto de força diferente, para alguns, talvez seria impeditivo um bom trabalho, para outros, talvez não interferiria em nada, como foi o meu caso. Então eu acho que criar regras engessadas generalizando a todos, é errado, do mesmo modo que algumas pessoas bebem um pouco e já ficam tontas, outras mesmo não bebendo, são muito mais resistentes, assim também é nosso corpo espiritual. Após acender a vela, senti vontade de trabalhar, me senti capaz e apto para julgar e a tradição, a superstição, deu lugar a certeza e a vontade de fazer o meu melhor, por isso, sempre digo no blog, a vontade e a capacidade falam mais alto que qualquer outra coisa.

Não acredito em Orixás castigadores, não acredito em medidas punitivas, pelo menos não é o que os meus demonstram, nem tampouco muitos que conheci, já temos tantos problemas na vida, já temos tantas inseguranças, incertezas, mágoas, você entrar dentro de um terreiro pra ser ainda mais humilhado? Vá pra …

Sobre esse monte de obrigações da época da Pedra Lascada, ainda mesmo que eu estou sendo hipócrita, respeito quem ainda tem essa tendência, de sacrificar animais, de raspar a cabeça, fazer as curas, mesmo sabendo que isso é desnecessário, pelo menos pra mim, evolutivamente falando, não faz mais o menor sentido PARA MIM, nunca necessitei, mas posso entender que ainda existem pessoas que devem passar por esse processo, mas o que mais me revolta, é que muitos o fazem sem saber porque, fazem porque muitos possuem a promessa de ter seus “Caminhos Abertos”.

Venho pensando muito sobre a atitude dos guias e orixás que decorrem de diversos centros, vejo pessoas MORRENDO DE MEDO porque trocaram os orixás em sua feitura, pessoas que POSSUEM PAVOR porque seu dirigente morreu e precisam urgente tirar a MAO dele. Me questiono muito: Somos tão medíocres, somos tão sensíveis a ponto de ter nossas vidas modificadas por uma pessoa como nós? Só porque ela tem um título significa que são melhores que nós? Estão acima de nós? Que possuem um pdoer sobrenatural porque “fizeram”a nossa cabeça? Será que realmente precisamos dessa feitura?

Existem dirigentes que tem seu potencial mediúnico muito inferior a um filho iniciante da casa.

Quantos doutores não erram seu diagnóstico? Quantos Ph.D. não erram suas teorias? Quantas mentes ilustres da história chegaram a conclusões com tanta convicção e séculos depois foram “derrubados”? Até hoje me pergunto, em 2015, quantos evangélicos acreditam cegamente em seu pastor como o enviado de Cristo e os mesmos se enriquecem às custas da santa ignorância de seus fiéis? E na Umbanda é diferente? No Candomblé é diferente? Conheço um dirigente aqui em Guarulhos que é extremamente ignorante, mas a casa é cheia de filhos (tão ou mais ignorantes quanto ele) e ele andando extremamente bem, de Azera com motorista enquanto seus filhos vendem o Vale Alimentação para alimentar “o santo”?

Acho que a simplicidade fala mais alto que qualquer coisa, se o Orixá não entende que você está sem dinheiro, não tem tempo para buscar alguma coisa ou não consegue fazer a sua oferenda e te castigará por isso, mais uma vez um grande “Vá pra …”. Já foi o tempo de conseguir as coisas na base do medo, pessoas esclarecidas, inteligentes, sabe que o respeito só pode ser verdadeiro quando você tem um líder, quando você idolatra, compreende, admira alguém, quando você segue algo ou alguém por medo de represália, isso não é respeito e sim OPRESSÃO, uma prática ainda mesmo que arcaica, muito comum em diversos terreiros.

Se Orixá Representa Vida, tem que ser às custas da Vida de Outrem???

Se realmente Guias e Orixás são tão ignorantes ao ponto de exigir tantos sacrifícios, se um dia eu tiver prova cabal dessa afirmação, eu fecho esse blog e mando tudo para onde a luz do sol não alcança. O sacrifício é inerente para o desenvolvimento humano, quantas vezes deixamos de pensar em nós para agradar a outros? A Própria mediunidade já é um sacrifício, você doando seu corpo, seu tempo, tendo que se abster de algumas coisas no dia dos trabalhos, já é um grande sacrifício? E ainda querem mais? Para muitos, principalmente pra mim, murchar o ego, perdir desculps para certa pessoa, já é um sacrifício e é esse tipo de sacrifício que acredito que eles cobrem, o sacrifício de você ser alguém melhor. Evoluído e não ter que matar bichos para acalmar o santo!

Muitas religiões “populares” infelizmente sofrem com o tradicionalismo mal fundamentado, a superstição, o medo de experimentar e a fé cega e inabalável em algo que eles mesmos não entendem, vejo por esse blog, quantas pessoas me elogiam e quantas me apedrejam porque eu não respeito. Sim, eu respeito sim se você tem argumentação válida para isso, não com desculpas medíocres dizendo que o Orixá é assim, quem te disso isso? Seu dirigente que se enriquece às suas custas?

Uma coisa é fato, se somos uma Centelha Divina, porque somos tão sensíveis às energias de outrem? Simples… Porque nos deixamos nos influenciar? Quantas pessoas são curadas com pílula de açúcar? Quantas pessoas em doenças terminais, como o Câncer sofrem de cura espontânea? Quantas pessoas com vitiligo, que é dito uma doença evolutiva deixa de crescer? Tudo vai do que acreditam. Se acreditam piamente que Orixá é essa energia imbecil que cobra, que exige, que te suga, assim o será, agora se acreditam no Deus Misericordioso, no Orixá que é desdobramento puro do Universo, que é aquele que te consola, te compreende e te ajuda, assim ele também o será.

Feliz ou infelizmente somos capazes de criar nosso próprio universo, nossa própria versão da realidade, existe um artigo no blog de uma conversa que eu tive com um exu que ajuda a ilustrar essa ideia: http://www.umbandadochico.com.br/blog/2013/11/12/a-questao-da-percepcao-um-caso-de-ponto-de-vista/

Se acha que Orixá é gastar R$ 4000,00 em uma feitura para ele ter “orgulho” de você ou que sua mediunidade ficará mais firme (sim, eu já busquei por isso também) tudo bem, mas te digo, é muito mais fácil dizer que está inconsciente com uma entidade que só vem pra dançar e comer, é muito simples dizer que é inconsciente nessas condições.

Dirigentes não são Deuses, Pastores não são Deuses, parem de acreditar cegamente em tudo o que veem e ouvem, tenham sua personalidade, questionem, tenham sua concepção individual das coisas, podemos ter um outro exemplo. O que esperar de uma entidade de um filho que tem problemas de alcoolismo e que exige a cachaça em seus trabalhos, mesmo sabendo que o filho é consciente e que OBVIAMENTE a entidade não levará tudo? Se é esse tipo de Umbanda que querem acreditar, idolatrar, parabéns, vão com fé, depois não digam que a religião é ridícula ou que é malévola.

Se você é daquele que acha que sua vida vai virar porque trocaram seu orixá! Vá com fé, te respeito, porque cada um tem o seu tempo, porém, quando acordar, não culpe o orixá e sim a sua ignorância.

Se você é daquele que acha que se o dirigente morreu, a sua energia, a sua centelha morrerá com ele, parabéns! Você precisou so seu dirigente para nascer? Você precisou dele para o que? Ele foi apenas uma ajuda, um pequeno elo de ligação entre você e seu orixá, porque o orixá é seu, ele já nasceu pronto pra você, o dirigente só facilita o intermédio, pelo menos, deveria.

Todos nós somos centelhas pulsantes no Universo, autossuficientes, temos a nossa própria luz, mas muitos são como a Lua, passam a vida toda achando que tem alguma luz, mas a luz da lua é o reflexo do sol, ela possui uma fonte de luz secundária, assim agem muitas pessoas, buscam ídolos, fontes externas de adoração e acabam sendo apenas reflexo daquilo que admiram, não contendo sua própria luz, ignoram suas propria personalidade e com isso, deixam de fazer questionamentos. Muitas vivem nas Trevas da Ignorância, não assumem a responsabilidade do presente mais valioso que receberam: O Livre Arbítrio. Questionem, tenham como principal ídolos, vocês mesmos, alguns irmãos no blog, acham que eu sou iluminado, obiviamente o meu ego rejubila-se com isso, mas a verdade é que sou outro errante, buscador, cheio de defeitos e qualidades, que tem vários problemas, que muitas vezes mal se entende, mas pelo menos, sou fiel a mim mesmo.

Superstição cega o homem, faz ele perder a razão, seguir o que outros dizem sem questionarem ou ao menos entenderem o ponto de vista, chegarão ao mesmo lugar. Se acreditam piamente que Deus os condenará ao fogo Eterno por mazelas em sua vida Terrena, parabéns!!! Para quem é pai, sabem que nós, mesmo com personalidade imperfeita, é inconcebível condernamos nosso filho a um mal eterno, mesmo com nossa personalidade manchada de miasmas, quem dirá Deus, o Grande Pai Eterno criador de todo o Universo, como Ele em toda sua misericórdia nos condenaria ao Inferno, à Punição do Foto Eterno, na suposta morada do “kapeta” pela nossa ignorância? Basta refletir durante 2 minutinhos! Para aqueles locais que pregam tanto a Palavra do senhor, mas em 90% do culto só se fala do inimigo.

Fui apedrejado por muitos quando falei da Quaresma, já imaginava, posso estar errado em tudo o que eu falo, porém, eu estudo, pesquiso, vou atrás, posso estar errado, mas tenho argumentos para sustentar a minha ideia, não faço porque um dirigente que às vezes tem uma personalidade muito pior que a minha, o faz e eu o seguirei cegamente, mesmo porque, confesso achar uma grande hipocrisia falarmos que somos todos iguais, viemos todos sim, da mesma essência, porém, não somos todos iguais e nunca seremos, sempre haverá pessoas melhores que nós e piores que nós, sempre haverá pessoas com atitudes deprimentes e pessoas com atitudes louváveis, assim é a vida, independente se iremos todos para o mesmo buraco, podemos ser iguais em essência, porém, muito diferentes em vibrações.

E o que nos fará melhor ou pior que outros, não é um brajá, não é uma toquinha dizendo que sou mago e nem tampouco um título de sacerdote, é a minha prática, é o meu empenho, é o meu estudo e minha ligação honesta com o mundo espiritual, muitos nasceram pra seguir, infelizmente faz parte da evolução, muitas vezes somos capachos, quantos centros já entrei que o dirigente fazia um ou outro de motorista sem nem ajudar com a gasolina? Ótimo, você está fazendo de coração, mas o bom senso existe não? Todo local sempre haverá o bem intencionado e sempre haverá o mal intencionado que se aproveita disso.

E aqueles centros que testam a entidade? Colocando em risco a integridade física e moral do filho? Muitos podem achar lindo, eu acho uma baboseira, uma lambança, dirigente que é dirigente só de olhar para o filho sabe se ele está em condições ou não de trabalhar, essas atitudes só o deixará mais inseguro, menos propício a um bom trabalho.

Tem dirigentes que andam até pensos, com tanto brajá no pescoço. Pra que? Somos condicionados a títulos, ostentação, é intrínseca à nossa personalidade, muitos confiarão mais em um dirigente que tem 1000 brajás no pescoço a um que só tem um mísero fio de Oxalá, somos condicionados a isso. Mesma coisa quando estamos em alguma arte marcial e vemos um faixa preta, o que julgamos que aquele atingiu a maestria, mas quantas vezes, já presenciei a derrota do mesmo para alunos com 2 ou 3 faixas abaixo? Isso porque artes marciais tem todo um treinamento, na Umbanda, o cara tem uma grana, tá entediado e decide abrir uma casa sem preparo algum ou tem um espaço no fundo de casa e começa o centro. Sim, isso pode ser desígnio da espiritualidade, OK, mas antes de achar que tá tudo escrito, acredito no livre arbítrio.

Acredito piamente na compreensão de nossos amigos espirituais, da mesma forma que compreendemos manias, hábitos e atitudes de nossos filhos, de crianças de um modo geral, justamente porque já passamos por isso, quantas vezes meus filhos cometem alguma atitude que pra mim sobe o sangue, mas relembro que eu já fui igual, rapidamente sou tomado por uma onda de compaixão, compreensão e amor, logo, voltando para o aspecto religioso, se aquilo que eu sigo, não for melhor do que eu, não serve pra mim, como já exemplifiquei acima, só sigo e respeito, o que eu admiro, e pra eu admirar tem que ter o mesmo nível ou ser muito superior a mim e baseado nessa premissa, que compreendo meus amigos espirituais. Sem represálias, sem julgamentos, sem opressões e sim compreensão, fraternidade e amor.

DA mesma forma que já passaram tudo o que passamos, somos crianças aos olhos de muitos deles, e por que não ser compreendido pelos mesmos?

Já temos tantos problemas na vida, se o mundo espiritual for mais um, prefiro não seguir nada.

Portanto, saí totalmente dessas crendices de Orixá que castiga, que você vai ter a vida torta se fizeram o seu “santo” errado, que seu exú precisa de frango, posso até ACREDITAR que possam existir essas coisas, obviamente, eu posso, no mundo material só vivemos em conjecturas, mas isso não existe no MEU UNIVERSO, porque NÃO é algo bom pra mim, não deixo isso me abalar, o primeiro dirigente que passou a mão na minha cabeça faleceu há 8 anos, o segundo que também me fez pra Ogum, supostamente errou o meu “santo” até eu passar pelo terceiro, que eu fiz tudo pra Xangô, isso não me mudou em nada, apenas me fortaleceu, me fez pesquisar ainda mais e me fez acreditar que há uma Umbanda amorosa, fraterna, simples e compreensível lá fora e não ao que eu fui condicionado a acreditar.

Um dia isso chegou a ser realidade pra mim, como já postei em vários artigos, hoje não faz parte da minha realidade, vi que foram apenas tradições e ensinamentos supersticiosos, tradicionalistas e ignóbeis.

Apenas um desabafo de um rabugento.

Paz Profunda.

Neófito da Luz.’.

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Umbanda – Monolatria, Monoteísmo, Panteísmo ou Politeísmo.

Saudações Fraternais Prezados Irmãos.

Antes de começar a redigir esse tópico, primeiro vou fazer um breve comentário dos  conceitos do título do post:

Monolatria: É a crença em mais de um Deus, porém é escolhido apenas um para se devotar, na mitologia Nordica era muito comum acreditar em Deuses de Asgard, mas geralmente a devoção era realizada para apenas um deles, seja Thor, Odin ou os demais.

Monoteísmo (do grego Mono: Um, Theos: Deus): É a crença da existência de um Único Deus, como as maiores religiões do mundo, Islamismo, Judaísmo e Cristianismo.

Panteísmo (do grego Pan: Tudo, Theos: Deus): É a crença de Uma Fonte de Energia, seja qualquer denominação como Deus, Universo, Cósmico e que Anima a todas as coisas. Está na Natureza, está nas pessoas. Essa Energia anima todo o Universo e é muito comum encontrar essa forma de pensamento em filosofias orientais como o Budismo, Taoísmo, Confucionismo, entre outros.

Politeísmo (do grego Poli: Muitos, Theos: Deus) : É a crença em Diversos Deuses, cada um atuan do em um Campo, cada um tendo o seu poder particular sobre pontos e circustâncias naturais, como a Justiça, como a Guerra, muito comum em religiões antigas como o Hinduísmo, Xintoísmo e as próprias religiões africanas.

E realmente nas práticas Umbandistas presenciamos essas quatro categorias dentro da prática, ou seja, a Umbanda é uma religião aberta, Universalista, o que por um lado é excepcional, abre as portas para diversos irmãos das mais diferentes crendices, por um outro lado, é péssimo, não existe a Uniformidade de Informações, cada um a compreende e pratica de uma forma diferente, não existe uma Regra e sim especulações onde cada casa trabalha de uma forma. No meu atual ponto de vista, não vejo nada bom nesse aspecto.

A Umbanda como Monolatria.

Algumas liturgias Umbandistas, principalmente as que usam como base o Candomblé acredita nos Orixás como Verdadeiros Deuses, como Ogum o Deus da Guerra, Xangô o Deus da Justiça e dos Trovões, em algumas casas, até mesmo o Deus do Fogo (Nem nisso há uma descrição uniforme sobre o assunto), onde esses Deuses punem, possuem total autonomia para fazer o necessário com os filhos da Terra. Era muito comum acreditar nos Deuses mas escolher um de sua Devoção, seja pela posição social ou pela região que o adepto ocupava. Até hoje se vê muitas casas praticando dessa forma, com isso, veio o termo Filho do Orixá.

A Umbanda Monoteísta

Algumas casas de Umbanda acreditam que os Orixás são vibrações da Natureza, dispersas no Cosmico, outras que são tronos Divinos, qualidades de Deus e outras acreditam que são apenas semi-Deuses, mas que existe apenas Um Único Deus, essa Umbanda tem uma raíz muito mais cristã que africana propriamente dita. Acredita em um Deus Unico e nas Palavras de Cristo.

A Umbanda Panteísta

Há aquela prática que acredita que Deus está em todas as coisas, é uma Umbanda mais mística, a Centelha Divina anima qualquer coisa existente no Universo, Deus, assim como os Orixás que são suas próprias vibrações, estão na cachoeira, nas matas, nas árvores, no ceu, no mar, em qualquer lugar.

A Umbanda Politeísta

Parecida com o conceito da Monolatria, acreditam na existência de vários Deuses chamados Orixás, e para cada situação da qual o filho passa, ele evoca um orixá diferente, seja Xangô em problemas de Justiça, seja Oxum em problemas com o amor, seja Obaluaie com problemas de doença. São Deuses que atuam em diferentes aspectos da Natureza e da Vida Terrestre. Não evocam a um Deus Unico e sim os Deuses em seus campos sagrados, como Ogum para vencer demanda ou quebrar olho gordo.

Existem também algumas casas que mesclam as categorias supracitadas, eu como venho de uma linha mais mistico-esotética, acredito em Vibrações, os Orixás são vibrações Naturais dispersas no Cosmico, quando fala que se é filho do Orixá, eu entendo que eu nasci com aquela Vibração Nativa, no meu caso Xangô, justamente com essa Vibração Nativa eu tenho um Papel determinado para preencher durante minha existência, ser Justo acima de tudo é uma delas, é uma vibração que também atua nos escritores, pesquisadores, advogados, então são as armas que eu tenho para que eu possa ter uma existência tranquila na Terra e sendo assim, prosseguir com a missão que me foi dada.

Não acredito e nunca acreditei em Orixás como Deuses, como seres que viveram na Terra Encantada, como seres que já encarnaram, talvez seus falangeiros possam até ter vivido na Terra em algum dia, mas Orixás são desdobramentos Vibratórios do Divino, mas como é um conceito muito complexo de se absorver logo de cara, talvez pelas alegorias, as lendas, tenham dando essa impressão sobre os Orixás.

A Monolatria acredita muito em Orixás como Deuses, mas escolhemos apenas um deles para Devoção, seja por afinidade, seja por região ou até mesmo porque você é “filho” dele. Já conheci muitos filhos que não negam a existência de outros orixás, mas sua devoção é apenas por Ogum, o Deus da Guerra, o vencedor de Demandas. Eu tiro base pelo meu Blog, o post mais acessado, SEMPRE, é sobre OGUM.

Já vi muitos filhos também louvarem a todos os Orixás, dependendo de qual era sua necessidade, apelava sempre para o Orixá correspondente à sua necessidade, problemas jurídicos, por exemplo, era Xangô que tinha sua devoção, problemas com o conjuge, era sempre Oxum ou até mesmo Obá, e assim por diante.

Já o Monoteísmo é muito comum em algumas casas de Umbanda, quando louvam a Deus e Cristo em suas aberturas, ou até mesmo a Olorun ou Oxalá, para alguns Zambi ou Obatalá. Mas a Umbanda raíz, mencionada por Sete Encruzilhadas era Monoteísta e seguia as palavras de Cristo.

O objetivo desse post era apenas uma pincelada mesmo para que todos pudessem refletir sobre o assunto de como vêem a Umbanda. Muitos hoje, ainda cultuam Orixás como Deuses, passíveis de paixões, o antropomorfismo ainda fala muito alto em muitas casas, principalmente as de nação. Xangô se enfureceu, terá o seu filho um alto preço por causar a fúria do mesmo. Muitos comentários sobre o filho apanhar de Ogum por ter quebrado algum preceito ou contrato. E assim vai, as raízes antropomórficas ainda são muito enfáticas nos dias de hoje.

Minha Concepção eu já mencionei, Orixá não tem paixão, Orixá é uma Vibração Pura, não carrega o ódio, não carrega a vingança, nunca vou “apanhar”de Xangô porque ele ficou bravo comigo.

Só para ilustrar o conceito de Antroporfismo de forma prática, lembrem-se na Mitologia Grega, Zeus Punia os humanos quando erravam na Terra,  Afrodite com seus feitiços, não hesitava em venenar alguém que fugia dos seus propósitos, Artemis puniu um Rei por falar que sua filha seria mais bonita que ela, e assim por diante. É colocar os Deuses com a psiquê humana, o que é muito comum hoje em dia.

Então como disse, foi apenas um post para reflexão, como enxergam os Orixás? Como pais? Como Deuses? Como Vibrações? Muitas pessoas com 10, 15 anos de Umbanda nunca chegaram a pensar sobre o assunto, então é sempre interessante construir os alicerces em cima de fundamentos, qual a sua concepção sobre isso?

Reflita, ouça seus guias, com isso, obterão as respostas que desejam.

Não quis dar uma conclusão ao artigo, apenas um meio de refletirem.

Que a Graça Cosmica estejam com vocês.

Meus sinceros votos de Paz Profunda.

Neófito da Luz.