A Verdade Que Funciona

Saudações prezados irmãos de fé, aqui estou eu novamente, para expor um pouco sobre as ideias da fé.

Lendo alguns livros, assistindo a algumas reportagens, somos levados a crer em milagres, em curas fantásticas, em obras que a ciência não consegue descrever com exatidão, seja cirurgias espirituais, auto cura do câncer, muito elucidada nos livros de Deepak Chopra, principalmente, a Cura Quântica, podemos presenciar no Globo Repórter muitos feitos, um grande amigo meu, um irmão, Fabio que foi curado de uma leucemia com baixa probabilidade de cura, para aqueles que buscam a espiritualidade, somos bombardeados por informações incontestáveis sobre o poder da cura através da fé, através da imposição de mãos, através das orações, através do reiki, mahikari, ayurveda, cromoterapia, pregações e assim por diante.

Eu muitas vezes, posso ser criticado aqui, mas ouço muito algumas rádios evangélica, com isso, aprendo e estudo como eles conseguem influenciar o povo, outro dia eu ouvi em uma rádio:

“Você irmã, que está com problemas nas articulações da perna, você que sente esse formigamento nos pés, Deus está falando comigo, você terá a sua cura irmã, você terá a sua cura, oraremos por você que Deus está agindo sobre você, por favor, deposite na conta (Dada as informações da conta) qualquer quantia para ajudar o missionário a te ajudar, você ficará livre essa angústia irmã, dessa tribulação, porque Cristo falou comigo”.

Para qualquer pessoa com o mínimo de senso crítico, para não dizer inteligência, consegue perceber que a probabilidade de ALGUÉM estar ouvindo isso e estar com esses sintomas é GRANDE, senão existe nenhum ouvinte que apresente esses sintomas, outros podem se compadecer da dor e fazer o depósito, mesmo não tendo a certeza que existe algum ouvinte com esse sintoma. E ainda vou mais longe, tenho uma experiência muito próxima de uma pessoa que estava com os sintomas apresentados na rádio, depositou R$ 50,00 e depois de uma semana, disse estar curada.

São circunstâncias como a supracitada que movimentam o mercado da Fé, segundo pesquisas, o mercado da fé, o televangelho, movimentou quase R$ 30mi somente no ano passado, mas e aí, onde eu quero chegar com tudo isso?

Eu sinceramente, não acho que A Consciência Universal (Deus), se contente com nossas mazelas, nos imprime tais provações por vontade própria, eu como pai de dois filhos, é inconcebível pra mim que um Pai, um Criador, faça com que nos prostremos às dores, ao sofrimento, recuso-me a crer que nosso Criador, seja um Deus de punição, de cólera, e que necessita de um intermediário que interceda por nós para que conseguimos algo que precisamos, nego-me a crer até o último suspiro de vida. Sim, não creio que nascemos incompletos, necessitando de outro ser constituído de pecados para que nos ajude.

Infelizmente, como vivo dizendo aqui, nossa baixa autoestima, nossa falta de confiança faz com que busquemos ídolos, e qualquer um que se apresente da maneira correta ou que fale o que queremos ouvir, já depositamos ali o foco de nossas esperanças, não estou dizendo que isso é algo ruim, afinal, todos nós precisamos de amuletos, seja materiais ou espirituais, precisamos de algo para centralizar o nosso caminho, nos dar o norte, nos dar a referência e é justamente nesse momento de carência, de angústia e desespero, estamos suscetíveis à falácia dos boçais, aqueles que se acham os verdadeiros mensageiros do astral, e é aí que mora o perigo.

Desde a Antiguidade, somos forçados a imposições, quantas vezes fomos submetidos à própria Igreja? A Bíblia que desde a Antiguidade se fazia a mais aboluta lei do Ocidente? Deus, em um momento de cólera, decidiu punir Lucifer, o portador de Luz, o melhor de seus anjos para as trevas, para o inferno para que o mesmo aprendesse a não contariar as Leis de Deus. Para isso, faço apenas duas reflexões:

  1. Quem aqui tem filho e teria coragem de punir eternamente seu filho? Sentimento de Vingança? Cólera? Para alguém que segundo a bíblia só ensina o amor?
  2. Porque não interpretarmos que Deus mandou o seu melhor anjo, aquele que porta a luz para o inferno, que na verdade vem de ínferos, que seria plano inferior, para nos auxiliar? Se não foi um ato de amor Deus enviar o seu “mais amado” filho para trazer a luz? A compreensão para nós, seres da Terra? Vale a reflexão, o inferno pode ser aqui!

Mas como não sou teólogo, segue o jogo…

Em todas as religiões presenciamos milagres, em todas as doutrinas, até mesmo nas Escolas Iniciáticas aprendemos muitas coisas, e a única relação que eu vejo entre todas elas como resultado de operação de milagres é a Consciência. Seja ela Objetiva, Universal, Subjetiva, tudo oscila em torno da Consciência, seja quando despertamos para o nosso Eu Divino, seja quando acreditamos com plena convicção naquilo que queremos.

Por isso, para todos aqueles que recorrem a mim através de e-mails, me perguntam porque fulano usou 4000 velas para um trabalho e funcionou e o outro fulano usou água e incenso e funcionou também, e porque com essa pessoa não funciona nada? Simples: Você realmente quer o que você está pedindo? Qual a energia que está colocando nisso? Está pedindo por pedir ou tem convicção e certeza do que quer?

Para alguns, a oferenda é primordial para obtenção de qualquer graça, para outros, pular sete ondas, para outros, pendurar 5000 fitinhas do senhor do Bomfim no braço, para outros o jejum, para outros o acendimento de incenso, para outros, a meditação e o único elemento que se relaciona com tudo isso, é você!

Alguns terão mais facilidade na oração, outros na meditação, isso vai depender única e exclusivamente de sua AFINIDADE, da qual está correlacionada às suas experiências anteriores, escolas passadas, grau de vibração da qual você participa, isso não significa que você seja incapaz, apenas terá mais dificuldade que outros, e outras vezes, mais facilidade que outros, procure aquilo que te faz bem, como eu vivo ressaltando no blog, a religião é para nos trazer paz, conforto, se está em um centro que só passa nervoso, em uma igreja que te incomode, mude, Deus não o punirá por isso e nem tampouco os Orixás, eles já possuem luz o suficiente para nos compreender, nessa escola, eles são os mestres e somos os alunos, eles são as estrelas e nós os navegantes, e ao invés de ficar na busca incessante sobre o que é certo ou errado, porque certo ou errado é apenas ponto de vista, procure aquilo que você se sente bem em fazer, é incorporar? É cambonar? É tocar um atabaque? É participar de uma missa? Um culto? Uma mesa? Já dizia um dos evangelhos apócrifos, o evangelho de Tomé encontrado em Nag Hammadi e negado pela igreja:

“O reino de Deus está dentro de ti e a tua volta; não em palácios de pedra ou madeiras. Rache uma lasca de madeira e Eu estarei lá; Levante uma pedra e Me encontrarás…”

Portanto, a sua Verdade é muito melhor que a minha Verdade, no fundo, você não precisa de ninguém, apenas de poucas referências, fomos feitos à Sua Imagem e Semelhança para sermos autossuficientes, um pastor ou um babá não é e nunca serão melhores que você.

O que vai fazer toda a diferença na sua vida, é aquilo que você crê de todo o Coração, essa é a Verdade que Funciona, que vai te prosperar, te curar, te ensinar. Essa Verdade é aquela que a Consciência Universal imprimiu no seu íntimo no momento em que você mais precisar se conectar com Deus! Somente isso.

Uma vez um mentor me disse: Se confiassem mais em vocês, não precisaríamos mais de médiuns, e ele ressalta, médiuns não são somente aqueles que estão nos terreiros ou centros kardecistas, muitos professam outras religiões com o dom da Palavra.

A Fé nada mais é que sua Força de Vontade dizendo a tudo à sua Volta o que você mais deseja, e como dizia Hermes na Lei da Correspondência:

“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima”.

Sua mente é capaz de mudar tudo à sua volta, a sua fé, é sua força de Vontade, é a Energia Divina da qual você é munido de transformar tudo aquilo que você acredita, e não é palestra motivacional e nem tampouco coaching, é experiência própria e conhecimento de causa, acredite, empregue a Energia Divina, quebre seu carma com força, determinação e foco.

Sua intuição é o seu melhor professor, desenvolva-a, escute-a, siga-a e realize tudo o que você propôs a você!

Neófito da Luz .’.

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João de Deus não faz milagre nenhum

Em 25 de outubro desse ano, um programa de televisão australiano chamado “60 Minutos” (em tradução livre) contou a história da cética investigação que a jornalista Liz Hayes fez sobre o enigmático João Teixeira de Faria, mais conhecido como “João de Deus”, em 1998.

O brasileiro ficou internacionalmente conhecido depois de ser promovido por ninguém menos que a apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, uma das mais famosas do mundo, como um médium que canalizava os espíritos de médicos mortos e os usava para realizar curas milagrosas em pessoas das mais diversas nacionalidades que o visitavam em sua “Casa”, em Abadiânia, Goiás.

Aqui está um resumo do que foi revelado nesta investigação, embora o título desse artigo já dê uma boa dica do que você vai encontrar aqui pela frente.

Parte 1 do caso João de Deus

Na parte 1 da reportagem, o repórter Michael Usher revelou que uma mulher declarada como curada de um câncer de mama por uma entidade espiritual canalizada por João de Deus morreu em 2003. Uma outra mulher em uma cadeira de rodas com esclerose múltipla que, na pesquisa de Hayes realizada em 1998, visitou João com a expectativa de andar novamente, disse não ter sentido qualquer efeito do “tratamento” e obviamente ainda está em uma cadeira de rodas. Na verdade, sua condição até piorou. Mas se você é desses que diz “não custava nada tentar”, bem, você está enganado. Essa brincadeira de sair lá da Austrália para vir até o “consultório” de João de Deus saiu por 5 mil dólares australianos. Algo que ultrapassa tranquilamente os 10 mil reais. A matéria de Usher também conta que nenhum dos outros australianos (que vieram em um grupo de 40 pessoas) sentiram qualquer melhora após a consulta.

O relatório do jornalista Usher também mencionou que alguns dos milhares de pacientes de João também esperavam receber uma tal de “cirurgia espiritual” com ele, 3 vezes na semana. Essas práticas, tais como a inserção de tesouras (ou pinças) de profundidade em um nariz, e raspar um olho sem anestesia, foram registradas em histórias anteriores sobre João. Parece cruel, não? João também foi mostrado diversas vezes fazendo várias incisões na pele de seus “pacientes” sem demonstrar o menor respeito por procedimentos anestésicos ou de esterilização de materiais.

Para o médico David Rosengren, “o mundo da medicina moderna não pode tolerar esse comportamento de forma alguma”. Fácil de concordar com ele, não? Até porque um procedimento como esse pode custar bem mais caro – se a gente partir do pressuposto que uma vida vale bem mais de 5 mil dólares.

No decorrer da matéria, Usher esclarece a questão dos valores cobrados

A consulta com o João de Deus era gratuita, mas muitas vezes ele prescrevia visitas a uns leitos de cristal [que contavam com luzes coloridas brilhando sobre eles], que custavam US$ 25 por sessão. Isso gerava uma receita de aproximadamente 1.8 milhão de dólares por ano. Nada mal. Havia também a “água abençoada”, que custava cerca de um dólar por garrafa. O consultório também contava com uma loja de presentes e uma farmácia, que vendia pílulas abençoadas de ervas (apenas disponíveis sob prescrição João de Deus, aparentemente). Uma caixa saía por US$ 25, o que garantia uma receita de US$ 40.000 POR DIA. Isso significava mais de US$ 14 milhões por ano (R$ 36,15 mi no câmbio atual).

Usher ressalta que foi comprovado que as pílulas não eram nada além de maracujá.

De acordo com o Natural Medicines Comprehensive Database (banco de dados de medicina natural, em tradução livre), o maracujá é “possivelmente seguro quando usado por via oral e de forma adequada para fins medicinais de curto prazo”, e também é “possivelmente perigoso quando utilizado em quantidades excessivas” e não deve absolutamente ser usado durante a gravidez, já que “constituintes de maracujazeiro mostram evidências de estimulação uterina”, o que poderia provocar um aborto.

Esse mesmo banco de dados sugere que o composto em questão é possivelmente eficaz para transtornos de humor, ansiedade e abstinência de opiáceos, mas “pode causar tonturas, confusão, sedação e ataxia” e há alguns relatos de efeitos colaterais mais graves, incluindo vasculite e consciência alterada. Ou seja: requer um certo cuidado ao ser prescrito.

Parte 2 do caso João de Deus

Na Parte 2 da matéria, Usher afirmou que houve duas mortes nos últimos anos na “Casa” que justificam as investigações, mas ninguém sequer foi acusado.

Ele também informou que, em 2010, quando João visitou Sedona, no Arizona (Estados Unidos), o departamento de polícia o investigou porque uma mulher disse que ele pegou as mãos dela e as colocou em seus órgãos genitais; João também teria tentado colocar a mão embaixo da saia dela. O caso nunca foi ao tribunal; um de seus associados incentivou a mulher a desfazer as acusações. Sabe-se lá que incentivos foram esses.

O que João tem a dizer em sua própria defesa?

O jornalista australiano tentou entrevistar João, mas ele acabou ficando muito irritado depois que Usher perguntou se João se interessava mais pelo dinheiro do que pelos milagres e se ele já havia agredido sexualmente algum de seus pacientes. A matéria mostra que João foi embora, respondeu sarcasticamente para o intérprete e depois voltou para a entrevista insistindo para ver o que havia sido gravado. Suspeito.

Mas isso não foi tudo.

Em 10 de fevereiro de 2005, foi ao ar no horário nobre da televisão norte-americana uma entrevista muito mais cordial de João de Deus, conduzida pelo repórter John Quiñones, que também entrevistou o milagreiro Oz e o médico James Randi. Nessa ocasião, Oz falou de uma “técnica” que envolvia colocar uma pinça no nariz das pessoas para ver se isso teria alguma influência sob medicamentos tomados.

Essa especulação obviamente não faz sentido anatômico, mas os telespectadores não tiveram acesso a essa informação esclarecida pelo Dr. Randi, porque o horário nobre escolheu colocar no ar apenas os 19 segundos em que o médico protestou contra João de Deus, declarando-o um charlatão.

Embora Quiñones seja um jornalista premiado, o saldo dessa entrevista acabou sendo um desserviço aos seus telespectadores, por não explorar os dois lados da história.

Conclusão

Ao relatar João Teixeira de Faria, Oprah e Quiñones selecionaram informações para incentivar o pensamento positivo de que Deus e os espíritos usam um homem sem instrução como um canal para a cura sobrenatural.

Em contraste, tanto o levantamento realizado em 1998 quanto o de 2014 por parte do australiano foram baseados em um ceticismo saudável e permitiu os espectadores compreendessem os méritos de pontos de vista contrastantes. Em seu relatório, Michael Usher reconheceu o valor da esperança, mas também observou que ela pode ser uma fraqueza, transformando as pessoas em presas fáceis e vulneráveis para o pior tipo de seres humanos.

João de Deus é um homem que afirma fazer milagres e curar os doentes. Ele se chama João de Deus, mas não há nada de divino nele. Milhares de pessoas o procuram na esperança de uma cura para a sua dor, mas acabam sendo esfolados na hora de pagar a conta. Ele se vende como a suposta cura de Deus, mas não o faz de bom grado. Muito pelo contrário. Ele é um homem de negócios parcimonioso que ganha dezenas de milhões de dólares com a fé e o desespero alheio. Posso estar enganada, mas não vejo nada de nobre nisso. [Randi, RD]

 

 

 

Extraído: http://hypescience.com/joao-de-deus-nao-faz-milagre-nenhum-descubra-aqui-o-porque/

 

A Tristeza dos Orixás – Vale a Pena Reler

 

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Foi, não há muito tempo atrás, que essa história aconteceu. Contada aqui de uma forma romanceada, mas que trás em sua essência, uma verdadeira mensagem para os umbandistas…

Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pelos do corpo. Realmente o Sol tinha escondido – se nesse dia, e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios, brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás.

Nessa estranha noite, Ogum, o Orixá das “guerras”, saiu do alto ponto onde guarda todos os caminhos e dirigiu – se ao mar. Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram – se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso.

Iemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe “coruja” quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração:

_ Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo? _ ralhou Iemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.

_Desculpe, sabe, ando meio ocupado_ Respondeu um triste Ogum.

_Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste.

_É, vim até aqui para “desabafar” com você “mãeinha”. Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome. Estou cansado com o que eles fazem com a “ espada da Lei” que julgam carregar. Estou cansado de tanta demanda. Estou muito mais cansado das “supostas” demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles…Estou cansado…

Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto. Ele chorava. Chorava uma dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos de Umbanda.

Chorava por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava. E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé. Não! Ogum amava a humanidade, amava a Vida.

Mas infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a transformavam em um instrumento de guerra. Não vinham nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos. Não vinham em sua lança, a direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna.

Não! Infelizmente ele era entendido como o “Orixá da Guerra”, um homem impiedoso que utiliza – se de sua espada para resolver qualquer situação. E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizaram “quebras e cortes” de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um. E mais, normalmente, tudo isso torna – se uma guerra de vaidade, um show “pirotécnico” de forças ocultas. Muita “espada”, muito “tridente”, muitas “armas”, pouco coração, pensamento elevado e crescimento espiritual.

Isso magoava Ogum. Como magoava:

_ Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Olorum. Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá – la com a mão esquerda da soberbia, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando – na em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição…

Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida. E totalmente nu ficou frente à Iemanjá. Cravou sua espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado…

Logo um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido Tatá Omulu apareceu. E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. Ele não agüentava mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não entendia, como ele, o guardião da Vida podia ser invocado para atentar contra Ela. Magoava – se por sua alfange da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam, ser tão temida e mal compreendida pelos homens.

Ele também deixou sua alfange aos pés de Iemanjá, e retirou seu manto escuro como a noite. Logo via – se o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que irradia – se de todo seu ser. A luz que cura, a luz que pacifica, aquela que recolhe todas as almas que perderam – se na senda do Criador. Infelizmente os filhos de fé esquecem disso…

Mas o mais incrível estava por acontecer. Uma tempestade começou a desabar aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite. E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao pé de Iemanjá suas armas e ferramentas simbólicas.

Faziam isso em respeito a Ogum e Omulu, dois Orixás muito mal compreendidos pelos umbandistas. Faziam isso por si próprios. Iansã queria que as pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Olorum, que espalha as sementes de luz do seu amor. Oxossi queria ser reverenciado como aquele que, com flechas douradas de conhecimento, rasga as trevas da ignorância. Egunitá apagou seu fogo encantador, afinal, ninguém lembrava da chama que intensifica a fé e a espiritualidade. Apenas daquele que devora e destrói. Os vícios dos outros, é claro.

Um a um, todos foram despindo – se e pensando quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.

Iemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer. Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente. Era Exu. O controvertido Orixá das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião, acompanhado de Pombagira, sua companheira eterna de jornada.

Mas os dois estavam muito diferentes de como normalmente apresentam – se. Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas. Tinham na face, a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim, gargalhavam muito. Eles nunca perdiam o senso de humor!

E os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de Iemanjá. Despiram – se de tudo. Exu e Pombagira, sem dúvida, eram os que mais razões tinham de ali estarem. Enúmeros eram os absurdos cometidos por encarnados em nome deles. Sem contar o preconceito, que o próprio umbandista ajudou a criar, dentro da sociedade, associando – o a figura do Diabo:

_Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável! _ Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir. Essa era a natureza desse querido Orixá.

Iemanjá estava desesperada! Estavam todos lá, pedindo a ela um conforto. Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer:

Espere!_ pensou Iemanjá!_ Oxalá, Oxalá não está aqui! Ele com certeza saberá como resolver essa situação.

E logo Iemanjá colocou – se em oração, pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás. Oxalá apresentou – se na frente de todos. Trazia seu opaxorô, o cajado que sustenta o mundo. Cravou ele na Terra, ao lado da espada de Ogum. Também despiu – se de sua roupa sagrada, pra igualar – se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun:

_ Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos! Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem, aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas verdades divinas. Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado planeta Terra. Esses verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem. Esses que muito além de “apenas” prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Esses que passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras “bases de luz” na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade verdadeira irão manifestar-se. Esses que realmente nos compreendem e buscam – nos dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe. Esses incríveis filhos de umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos. Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil, que honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum brilhar e sorrir…

Quando Oxalá calou – se os Orixás estavam mudados. Todos eles tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os compreendiam, grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum tempo, muitos outros juntariam – se nesse ideal. E aquilo alegrou – os tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis. E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram – se em amor e compaixão pela humanidade.

Em Aruanda, os caboclos, pretos – velhos e crianças, o mesmo fizeram. Largaram tudo, também despiram – se e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás.

Na Terra, baianos, marinheiros, boiadeiros, ciganos e todos os povos de Umbanda, sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos. Uma alegria e bem – aventurança incríveis invadiram seus corações. Largaram as armas. Apenas sorriam e abraçavam – se. O alto os abençoava…

Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando assim, a tudo e a todos. E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pombagiras, naquele dia foram tocados pelo amor dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz.

Miríades de espíritos foram retirados do baixo – astral, e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador. E na matéria toda a humanidade foi abençoada. Aos tolos que pensam que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta. Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham carinhosamente.

Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou – se benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.

Vocês, filhos de Umbanda, pensem bem! Não transformem a Umbanda em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como “armas” para vocês acertarem suas contas terrenas. Muito menos esqueçam do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda é simples, é puro sentimento, alegria e razão. Lembrem – se disso.

E quanto a todos aqueles, que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e verdadeira, independente da linha seguida, lembrem – se das palavras de Oxalá ditas linhas acima.

Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não tem olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade.

Lembrem – se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança. A todos, que lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás, esse texto é dedicado.  Honrem – los. Sejam luz, assim como Eles!

Exe ê o babá (Salve o Pai Oxalá)

Por Fernando Sepe

A Firmeza de Cabeça – Parte II

Um outro post muito acessado é sobre a firmeza de cabeça.

Interessante como todos os mediuns passam pelas mesmas circunstâncias e vibrações.
Como muitos já acompanharam, eu fiquei um tempo afastado em virtude de circunstâncias mundanas, mas recentemente voltei ao ofício, podem verificar em “Relato Particular”.

Como estou voltando aos poucos e já com a cobrança de ter o meu canto, prefiro esperar um pouco ainda.
Preciso gradativamente voltar a sentir a essência deles, identificar novamente as vibrações, acelerar meus chakras para que não ocorram muitos choques vibratórios, e para tudo isso, é necessário um preparo.

Para isso, e tem dado muito resultado, estou fazendo:

Vela de Sete dias para o Anjo da Guarda trocando o copo d´água ao lado da vela diariamente.
Todos os dias acendo uma vela para o Orixá que vibra no dia, os dias dos quais eu particularmente cultuo os orixás são:

Domingo: Oxalá/Erês
Segunda-Feira: Obaluaie, Linha das Almas
Terça-Feira: Ogum
Quarta-Feira: Xangô
Quinta-Feira: Oxóssi
Sexta-Feira: Exú
Sábado: Linha das Águas

Antes de acender a vela, acendo um incenso, simbolizando a purificação e aromatização do ambiente, faço uma oração e às vezes até recito algum Salmo, firmo a cabeça me colocando em submissão aos orixás e guias que eu sirvo, sim, é muito comum as pessoas falaram: “Meus guias”, ultimamente costumo utilizar a expressão: “Mentores a quem sirvo”. A chama dessa Vela é Luz, a Luz que simboliza a ligação trina entre Eu, o Cosmico e Eles, é uma forma de manter essa ligação sempre acesa, é uma forma de sempre manter em constate Luz essa ligação para que humildemente eu possa servir aos propósitos Divinos por intermédio dos mentores espirituais. Que a Chama esteja sempre acessa.
O Elementar Fogo é Xangô e Ogum, que possam transmutar, queimar qualquer dificuldade que ocorra, qualquer obstáculo que surja.

Sinto a energia da Vibração Orixá fluir sobre meu corpo, sinto as vibrações, algumas tremedeiras no corpo e um pequeno calor, é a confirmação que costumo realizar para saber que a entidade ou o orixá está de prontidão
para receber a vela e atender a meu humilde pedido, que é sempre estar em sintonia com as vibrações sutis.

É de extrema importância essa sintonia, essa comunhão energética entre o Cosmico, os Orixás e os mentores, ainda estou um pouco distante da minha antiga forma mental e mediúnica, mas um passo de cada vez.
Interessante que estou renascendo, aos poucos estou reencontrando, redescobrindo o caminho entre a Terra e Aruanda. É muito bom reviver todo nascimento que ocorreu há 14 anos atrás.

Reviver essa situação me auxilia a relembrar os degraus que galgamos para o trabalho mediúnico.

Aprendi no hinduísmo que temos acima de todo o respeito que temos que praticar com o Mundo Invisível, é imprescindível, é indispensável a humildade, você se colocar como um servo dos mentores e guias.
E é por esse caminho que estou voltando, me colocando como uma Ferramenta do Cosmico para a prática do amor e da caridade e da disseminação da Palavra, das Obras. E escolhi o caminho da Umbanda para servir a esse propósito, não deixando de respeitar, estudar e compreender outras religiões.

É sempre importante lembrar que os mentores não estão à nossa disposição, são companheiros de jornada, a diferença é que nós estamos no mundo físico e eles no extrafísico.
Importante observá-los como amigos, companheiros de jornada, verdadeiros irmãos e não espíritos que estão de prontidão para nos servir, e acima de tudo, satisfazer nossos desejos egocêntricos.
Estamos juntos, caminhando paralelamente rumo à Senda da Evolução, o contato com eles é de extrema importância. A Comunhão Energética é imprescindível para uma comunicação energética.

Cheguei a criar intimidade com alguns, seja por sonho, seja por evocação ou vozes na cabeça, estou retomando esse recurso gradativamente, com as velas, dedicando parte do meu dia ao Mundo Espiritual.

Sonhei com um baralho, será o meu oráculo, onde tirarei as dúvidas de minhas intuições a partir da confirmação das cartas. Peçam aos seus quais os meios de confirmação que requisitarão.

As informações chegam, eu costumo dizer que ORAR é falar com Deus, é verbalizar ao Cosmico e meditar é ouví-Lo, assim ocorre com os guias e mentores.

Essa dedicação, nem que seja 30 minutos, 60 minutos ao dia é de extrema importância para o Crescimento de nós mesmos como medium, espírito ou pessoa.
Em muitas tradições iniciáticas dizem que meditar é estar receptivo a todas as informações que circulam no Cosmico, foi assim que Buda alcançou o Nirvana, assim que muitos gurus alcançam o estado de Brahman.
E pode ser assim que consigamos evoluir também, só depende de nós mesmos.

Importante lembrar que todo o princípio da mediunidade parte de você, não adianta você ter uma corrente maravilhosa de trabalhadores se você é um receptáculo ruim, honre seus guias, honre o presente que Lhe foi concedido.
Medite, vibre de forma positiva, transmita pensamentos positivos, ore para você e as pessoas, trabalhe a forma pensamento, Jesus já dizia: Orai e Vigiai, ou seja, Ore, procure a Deus e ao Cosmico, mas vigie, seja vigilante com
seus pensamentos e atitudes, de nada adianta orar sempre e não praticar o conhecimento que se adquire.

Lembrem-se sempre, a limitação está na cabeça de vocês!

A Lei de Hermes diz: Tudo o que está em cima é exatamente igual ao que está embaixo. Se funda com o Infinito, Mentalize uma Luz incessante sobre vossas cabeças, no começo será apenas uma mentalização, uma imaginação
que com o treinamento se tornará verdadeira, se dispersem e recebam a Graça da Vibração Cosmica, até que para vocês realizarem qualquer graça, não é necessária a incorporação, apenas o auxilio da entidade ao seu lado!

Só depende de nós mesmos. Amacis, cruzamentos, coroações ajudam de certa forma, mas são simbólicos.

Nenhuma Magia é mais poderosa que sua Própria Fé e Força de Vontade, costumo Dizer que a Força de Vontade é a Atuação de Deus sobre nós.

Ps: Ainda postarei mais algumas informações a respeito do assunto

Paz Profunda!
Neófito da Luz ou carinhosamente chamado pela minha irmã Drica: Plantinha da Luz!

Prece da Raça Vermelha (Indígena)

Onenative

Um homem sussurou: Deus fale comigo.
E um rouxinol começou a cantar, mas o homem não ouviu.

Então o homem repetiu: Deus fale comigo!
E um trovão ecou nos céus, mas o homem foi incapaz de ouvir.

O Homem olhou em volta e disse: Deus deixe-me vê-lo

E uma estrela brilhou no céu, mas o homem não a notou.

O homem começou a gritar: Deus mostre-me um milagre
E uma criança nasceu, mas o homem não sentiu o pulsar da vida.

Então o homem começou a chorar e a se desesperar:
Deus toque-me e deixe-me sentir que você está aqui comigo…
E uma borboleta pousou suavemente em seu ombro
O homem espantou a borboleta com a mão e desiludido
Continou o seu caminho triste, sozinho e com medo.”

A Vibração Xangô

De acordo com o Panteão Umbandista é o Orixá da Justiça, o Rei de Oyó, aquele que é justo e julga de acordo com as atitudes e crimes cometidos, seu dia é a quarta-feira e em muitas casas, sua cor é o marrom. 

Em muitas casas é considerado o orixá das cachoeiras, das pedreiras, o orixá dos raios e trovões, dentro de uma analogia, assemelha-se muito a Zeus, o Deus mitológico dos gregos, o Senhor do Olimpo.

Xangô é o orixá que possui mais sincretismos, entre a falange de Xangô, temos Alafin, Agodô, Kaô, do Oriente, entre outros, dos quais seu sincretismo segue respectivamente como São Pedro, São Judas, São Jerônimo e São João Batista. Mas essas qualidades e seus respectivos sincretismos variam de casa, e não convém entrar em maiores detalhes aqui.

Geralmente em suas incorporações, atuam com as mãos fechadas, segurando o machado e simbolizando a rocha, que é o símbolo da firmeza e coesão da energia de Xangô.

Talvez muito do que foi falado acima, todos já sabem, tentei resumir um pouco o que denota esse orixá, mas dentro do meu ponto de vista, explicarei um pouco mais o que para mim é a energia Xangô.

Como todos sabem (vide “Vibração Orixá”) eu considero orixás uma vibração, dentro desse contexto, Xangô é a Justiça Cármica, é o desprendimento Divino da Justiça, daquele que Julga, que está acima do Bem e do Mal. É a Grande Lei Cósmica da qual estamos todos envolvidos, a Causa e o Efeito, a Ação e a Reação.

A Energia de Xangô é a Corrente da Verdade, da Justiça e da Lei, então, a vibração de Xangô é aquela que nos impulsiona para a verdade, que nos auxilia a julgar nossas atitudes, é aquela vibração que nos ajuda a enxergar a Luz da Verdade, a Luz da Certeza. Quando estamos mediante uma situação que exige um pouco de nossa Consciência, e a partir dali conseguimos discernir o correto do incorreto, é a Vibração de Xangô que está atuando, que está nos auxiliando a julgar o certo do errado.

A falange de Xangô é uma falange muito vasta, muitas entidades do Oriente, Preto-Velhos e crianças atuam sobre essa égide, geralmente são entidades que trazem muita sabedoria e são sérias, dificilmente uma entidade sob a Vibração de Xangô costuma brincar ou fazer piadas, é uma falange de entidades que possuem grande sabedoria e de muitas ciências que se perderam com o tempo.

Os caboclos que atuam sob essa vibração, não fogem muito da regra, são sábios, austeros e destemidos, dificilmente falam em seus trabalhos, atuam muito na cura, em trabalhos de limpeza e desenvolvimento de médiuns, e o interessante, é que a grande maioria das entidades que atuam na vibração de Xangô atua tanto na direita tanto na esquerda, grosso modo, a Justiça deve existir, por bem ou por mal. Algumas entidades de Xangô são:

Caboclo do Sol e da Lua, Treme-Terra, Gira-Mundo, Cachoeira, Sete Luas, Quenguelê, Rei Congo, Girassol, Mata Virgem, entre outros. Podem perceber que geralmente as entidades de Xangô trazem nomes como astros, locais naturais como cachoeiras, matas, etc.

Dentre as Vibrações de Xangô, existe uma muito peculiar que a Vibração de Xangô Alafin, os espíritos sob essa vibração, apresentam-se com os mais velhos da falange de Xangô, ele atua sob duas vibrações, a vibração própria de Xangô e a vibração de Oxalá, ou seja, é um Orixá que traz consigo a Justiça e a vibração de Oxalá que é a Pureza, a Paz de Espírito.

Xangô é aquela força que nos impulsiona, nos motiva a fazer as coisas certas e nos ajuda a discernir o erro do acerto, é uma vibração que tem como elemento o fogo, a força dos trovões, e a própria pedra.

Os animais de Xangô geralmente são os felinos, mas a tartaruga também está entre os animais devido à sabedoria, a longevidade de sua vida e a proteção existente em seu casco, Xangô também atua no intelecto do médium, o impulsiona a buscar novos conhecimentos, motiva-o a ampliar sua sabedoria. A energia de Xangô é a Vida, o Ser Existente. Ele também é chamado de Dirigente das Almas por algumas liturgias de Umbanda Esotérica.

Não acho interessante especificar a cor, dia da semana, sincretismo, oferendas, entre outros fundamentos que são peculiares de cada casa, isso é de acordo com o culto e a crença do sacerdote que a dirige, costumo me limitar apenas no fundamento do qual o orixá representa através de meus estudos e ensinamentos.

Namastê

Neófito da Luz

 

A Prática do Cumprimento nos Templos Umbandistas

Muitas pessoas sabem como a maior parte das entidades cumprimentam, mas a grande maioria não sabe do porque do abraço triplo ou até mesmo do cruzamento triplo dos braços, para tentar esclarecer isso de uma vez por todas, solicitei ajuda ao mentor que se apresenta como Chico Preto para elucidar sobre isso, muitas das dúvidas que possuo, geralmente é ele o evocado para poder solucionar a minha dúvida.