Concentrar para Incorporar

Saudações irmãos de fé.

Otimizando os mecanismos de busca do WordPress, o título desse POST é um dos mais buscados nesse blog e vou tentar esmiuçar um pouco sobre isso.

Não existe formas corretas, existe aquela que melhor se adapta a cada médium, a espiritualidade é vasta e impregnada de sabedoria, logo, não existe uma regra oficial mediante tantos assuntos presentes no Astral.

Eu costumo dizer que para uma concentração eficiente, ela deve começar fora do terreiro, sim, ser médium não é só trabalhar durante o final de semana, durante míseras horas em um dia na semana, ser médium conforme já explanei algumas vezes, é propagar e perpetuar o ensino daqueles que lhe acompanham e principalmente, os ensinamentos dos mestres cósmicos e isso é a todo momento, é praticar a bondade e a compreensão da hora que você acorda até a hora que você dorme. A prática mediúnica é no cotidiano e isso é uma inegável verdade.

A sua conduta diz quem você é, obviamente, claro que toda generalização é errônea bem como todo julgamento também, mas vocês devem se julgar, é bíblico: “Orai e Vigiai”. Não adianta pedir, receber e não vigiar seus atos, o seu estado de vigília deve ser amplo e eficiente.

Sabendo que sua conduta de vida está OK, não guarda mazelas, rancores e outros sentimentos que corrompem o seu espírito, é o momento de adentrar no terreiro e praticar aquilo que viemos para fazer, o bem e a caridade, não importando a quem, e para isso, temos que fazer com que nossa incorporação, seja consistente, seja firme, para que possamos ser ferramentas do Astral para operar as graças tão almejadas nos terreiros.

Como já mencionei anteriormente, não existe uma receita de bolo, existe boas práticas, por exemplo, se for incorporar um caboclo, eu sempre penso nas matas, nos animais, na flora e fauna existente, tento imaginar o cheiro, o barulho dos pássaros, a paz de espírito que eu sinto quando estou dentro de uma mata virgem, e posteriormente a isso, me imagino no meio da mata, recebendo uma luz enorme proveniente dos céus tomando conta do meu chacra coronário e fluindo para os demais chacras.

Se for para pensar em um boiadeiro, o cenário muda um pouco, mas o princípio é o mesmo, em uma fazenda enorme, cheio de pastos verdejantes, com uma boiada extensa, para os baianos, a mesma coisa, procuro imaginar a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, e assim vai. Ouso a dizer que na Aruanda existem cenários parecidos onde muitos deles atuam, existem diversas egrégora no Astral e muitas delas permanecem tradicionais aos locais que os espíritos viveram em terra, “No Reino de meu Pai há diversas moradas”, já dizia um dos Grandes Mestres que encarnou na Terra.

Concentrar é tentar limpar a mente, esvaziá-las dos problemas que estamos vivendo, existem mais informações aqui e aqui para que possam auxiliá-los nesse mecanismo, a fé nos seus mentores é primordial, e não menos importante, a fé em vocês mesmos, vocês são capazes de operar milagres, sejam incorporados ou não, os mentores usam seus fluídos, sua matéria para magia, não é surpreendente que também sejam capazes de fazer.

Saibam que estão ali para cumprir um trabalho Cósmico, e nada naquele momento é mais importante que isso, esquecer seus problemas já é um grande passo, ter fé em você, um outro grande passo e deixar com que seu corpo seja controlado por você e por eles é o passo final para isso.

O texto não pode ser muito extenso porque deixei dos links para complementar a leitura de todos vocês.

Na verdade, foi apenas um gancho para chegarem a esse texto e depois lerem os outros dois.

Muita Paz e Luz

Neófito.

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A hora do Intervalo na Hora dos Trabalhos Mediúnicos

phylosofiamano.blogspot.com

phylosofiamano.blogspot.com

Muita paz a todos, como estão?

O assunto dessa semana será referente a algumas dúvidas que recebi aos intervalos que ocorrem durante os trabalhos de Umbanda, alguns centros, separam a abertura dos trabalhos com um pequeno intervalo ou até mesmo durante a mudança de uma linha para a outra, eu mesmo já presenciei vários locais que realizam esse tipo de trabalho.

Vamos lá para a minha humilde opinião, é bom deixar claro, caros leitores, que a minha opinião não reflete a verdade absoluta, o que eu gosto de fazer, é dar mais de um ponto de vista para que possam refletir em suas casas e achar qual é o melhor caminho, a minha intenção não é ser conclusivo para ninguém, apenas demonstrar mais um ponto de vista, mais uma opinião para que possam ter referências e alcançar um denominar comum.

Vocês não tem idéia do que eu ouvi sobre posts de drogas, mas é como eu digo, cada um tem sua opinião e como diz o ditado popular, se droga fosse bom, teria outro nome e não drogas, não é mesmo?

Todos aqui já sabem que eu sou adepto a uma total concentração antes dos trabalhos, nunca participei de assuntos dispersos, não que eu seja antissocial, pelo contrário, gosto muito de conversar, mas antes do trabalho mediúnico eu costumava ficar ali, quieto no meu canto, meditando, refletindo e buscando aspirações do Cosmico para a realização de um bom trabalho.

Acho que para tudo na vida, devemos focar, focar e focar, dentro dos trabalhos mediúnicos, fracassos e erros não são uma opção, para isso, tento minimizar qualquer probabilidade de problema.

Eu particularmente não gosto de fumar, e mesmo se eu fumasse, não fumaria antes da gira, muita gente gosta do famoso cafezinho também, eu já prefiro manter total jejum, em muitas escrituras e rituais, o jejum ainda é a forma mais adequada de purificação do corpo.  Eu sei que às vezes sou meio extremista, mas acredito que quanto maior for a sua doação, maior será o seu resultado.

Baseado nesse preambulo, eu particularmente não sou contra os intervalos, às vezeso desgaste é muito grande quando se trata de trabalhos mais densos ou até mesmo cura, até hoje, confesso não saber qual dos dois demandam mais do medium, ambos necessitam incessantemente de fluídos e isso desgasta totalmente o campo mediúnico do medium, aí é onde entra a questão:

Não sou contra intervalos, mas sou totalmente contra o que é realizado no intervalo, em todos os centros que eu fui, os mediuns se dispersam, eu já vi sacerdote saindo pra fofocar, fumar, contar piadas e todos os filhos na corrente no mesmo embalo, aí meus queridos, é onde eu sou TOTALMENTE CONTRA!

Você se reúne na Santa Paz de Oxalá para prestar a caridade e serviços espirituais,  você tem total concentração na abertura e aí vamos parar, é sabido que qualquer interrupção pode sim, prejudicar sua firmeza e acima de tudo, compromete enfaticamente os trabalhos mediúnicos.

Um desses centros que visitei no ano passado, o sacerdote ingeriu um pouco de bebida alcóolica porque precisava de combustível para os próximos trabalhos

Gostaria de repetir e imaginem essa repetição de forma incessante e infinita, não sou o dono da verdade não, mas baseado em tudo o que eu estudei, e estudo muito sobre diversas liturgias, filosofias e religiões, ainda conto com o privilégio, com a Graça de Deus, muito obrigado, de ter essa facilidade de comunicação com os mentores, e uma coisa é fato, se até no outro plano existem discordâncias de liturgia, quem dirá no Plano Material?

São argumentos que já coloquei durante o blog, entre em sintonia com seus mentores, eles e somente eles poderão te indicar o que é correto e incorreto para a forma de trabalho deles.

Deve haver entidades que são coniventes com esse tipo de ritual, não sou contra esse tipo de pensamento, do mesmo jeito que haviam exús em outro centro que tinham que dar tapas no peito dos filhos para “limparem”, exús que cospiam na mão dos mediuns para selarem promessas, então, se existem espíritos coniventes com esse tipo de atitude, existirão espíritos coniventes com esse tipo de ritual.

Eu, sinceramente, gosto de buscar pessoas melhores do que eu, para eu aprender e evoluir, no plano espiritual, eu penso da mesma forma, obviamente também cedo minha matéria para ajudar espíritos em evolução, já trabalhei com exus totalmente diferentes da minha forma de pensar, mas se foi autorizado pela Espiritualidade, que venha na minha matéria e pratique o bem.

O que eu vejo,  são muitas pessoas SANTIFICANDO os mentores e esquecem que também são espíritos em evolução e existem, de fato, os mais e menos evoluídos dentro da Egrégora e que também, cabe a nós, ajudá-los e evoluir. Como eu sempre disse, acho que a melhor forma de relacionamento com eles é de amizade e respeito e não de louvor e adoração.

Eu acho que deve haver uma sintonia, um relacionamento saudável, você aprende com eles e eles aprendem com você.

Sem mais delongas, em meu ponto de vista, sinceramente, eu não acho recomendável esse tipo de intervalo, acho que a mente fica dispersa, vc ingere certos elementos irrecomendáveis na incorporação  e com isso, fica aquela cacofonia improdutiva que só pode interferir de forma negativa no trabalho mediúnico.

Realmente eu não gosto desses intervalores, parece que perde o foco e direção do trabalho, eu sou a favor de uma gira completa e coesa, sem intervalos, sem tempo para fumar ou tomar cafezinho, acho que espiritualidade é coisa séria e local de bater papo é após os trabalhos, onde já praticamos com sucesso nossa missão e galgamos mais alguns centímetros da escala evolutiva

Alguém aqui acha legal ir bêbado pro trabalho? Chegar de ressaca no trabalho? Alguém aqui acha prudente dormir durante o expediente? Para mim é a mesma forma, o trabalho mediúnico é mais importante que um trabalho remunerado, então devemos nos atentar e nos propor a exercer ali a função que nos foi ordenada, sem interrupções, sem intervalos e sem conversas.

Como eu disse, salvo os casos, por exemplo, um medium de cura, dependendo do trabalho ou até mesmo de limpeza, dependendo de quantas pessoas ali precisarem, é IMPERATIVO um descanso, mas isso não significa que devemos ter intervalos que ocasionam brincadeiras e outras coisas desnecessárias.

Essa é minha opinião, aguardo comentários e me desculpem se irritei alguém, mas como eu disse, é um blog onde expresso minha opinião e convicções.

Paz Profunda.

Neófito da Luz.

Palavras sobre Mediunidade por Pinga-Fogo.

Aranauam.

Estava procurando informações a respeito desse guardião do qual desconheço quase que completamente. Foi solicitado a mim realizar um trabalho com o Guardião Caveira e juntamente com essa solicitação, apareceu mais essa entidade.
Me deparei com um texto muito interessante e decidi postá-lo aqui, um texto do qual concordo veementemente e alguns posts antigos comprovam essa idéia.
Segue:

A Influência do Veículo Mediúnico – por Exu Pinga-Fogo

Após preparar seu caldeirão com fogo, no qual “lavou” seus pés e mãos, Seu Pinga-Fogo iniciou a palestra, proferida logo após a jira de caboclos.  Desejou-nos uma boa noite e suas primeiras palavras nos ofereceram o tema a ser desenvolvido:
A influência do veículo mediúnico na vida e nas atitudes de seus consultados

Jira de Caboclos – Homenagem a Ogum – 15 de Abril, 2002.

Se vocês desenvolvem a parte espiritual, se querem aprender a encaixar, a receber a sintonia—seja dos caboclos, pretos-velhos, ou qualquer das falanges trabalhadoras da Lei da Pemba—devem também aprender que efeito isso traz se o médium não está preparado.

Não basta só a fé e a boa-intenção, mas a consciência também é necessária.  Consciência de que a verdadeira sintonia com o plano astral, no sentido de atendimento em prol da caridade, tem que ser baseada na disciplina, disciplina, disciplina—setenta e sete vezes.  É na disciplina onde nós encontramos a responsabilidade e a consciência.

É muito bonito o fenômeno espiritual—a paz que os mentores nos trazem, o carinho, a amizade, a dedicação, as curas—mas a disciplina e essa consciência têm que ser exercitadas sempre, sempre.  O Rabi da Galiléia disse “orai, mas vigiai”—essa vigília deve existir sempre.

Quando uma pessoa está para ser atendida por um espírito, ela está depositando toda a fé dela na solução do problema que ela traz ali, naquele momento.  No momento quando vou atender uma pessoa, ela vai jogar para a mim toda a responsabilidade do problema e o que eu falar, ela vai fazer.  Agora: o espírito é a água e o médium, a jarra.  Se a jarra está suja, a água vai sair suja.  Temos que ter essa consciência porque ela vai agir na sua coroa, tanto na mediunidade consciente quanto inconsciente.  Mesmo se o médium é inconsciente, a responsabilidade também é dele.  “Ah, mas eu não me lembro…”.  Você não lembra, mas você está atuando, na sua parte espiritual.  Não existe o fenômeno sem a passividade mediúnica.  Seja o fenômeno de vidência, de audiência, de clarividência, de psicofonia, de sensibilidade, qualquer que seja, ele necessita da passividade mediúnica para acontecer.  Vamos estar conscientes disso: da responsabilidade.  Façamos como Francisco de Assis, sejamos humildes e primeiro peçamos ao Pai: “Senhor, fazei de mim um instrumento de tua paz”.  Com o coração envolvido de amor e olhando no próximo uma pessoa que precisa de evolução, nós podemos, então, chamar as nossas entidades e atender.  Mas devemos ter o cuidado, junto aos nosso guias, de sempre motivar a pessoa para o progresso e para a evolução.  O espírito nunca define a situação para ninguém—isso seria uma transgressão do livre-arbítrio de cada um.  O médium deve ter cuidado, porque as pessoas perguntam e perguntam muito.  Elas querem saber de tudo, elas querem a resposta “certa”.  Elas querem tirar delas mesmas a responsabilidade dos seus próprios atos—inconscientemente, mas é isso que acontece: “eu posso fazer, mas o espírito não me falou pra fazer…”  Em todo o setor, o livre-arbítrio é uma lei, seja nos sentimentos, seja nos problemas materiais.  Lembrem sempre, meus filhos, da vigilância e da disciplina, sempre.

Vamos nos livrar da vaidade, a vaidade que leva o médium ao ponto de pensar que sem ele, não haveria o fenômeno; que se não fosse ele, que por causa dele, que… a, sim, você começa a se distanciar dos verdadeiros princípios do amor.  A humildade é a base.  A minha capa é amarela, bonita; a luz do sol, brilha; e nem tanto deixa de valer mais que o ouro que está guardado no cofre e ninguém vê [1]. Fazer a caridade necessita força e fé.  Não é a qualidade de fenômeno mas, sim, o que você está jogando para a pessoa.  Vocês estão se preparando para a vida do Santo, junto com essa vida de atendimento.  Não é pôr o pé no fogo que vai determinar se o espírito está ali ou não, é o que ele vai falar, o que ele vai fazer.  Não é o número de mandingas que você vai passar para a pessoa fazer de segunda a sexta-feira, mas é o que você vai tocar no coração dela com sua palavras.

A principal coisa que o médium tem que aprender é amar, amar.  Amai-vos uns aos outros, como o Rabi vos amou.  Sempre use a força de Exu, a força determinante que há de proteger vocês das emboscadas, pois o mal existe e está por aí: o mal feito, a bruxaria, o vudu.  Peça a Exu a proteção, sempre, o dono dos caminhos.

Vocês vão ser muito felizes, fazendo o bem sabendo que estão realmente fazendo o bem.  Cuidado para não se iludirem: fujam do fanatismo e fujam também do comodismo.  Nós não devemos ser fanáticos, mas também não devemos ser comodistas.  A nossa reforma moral foi pra ontem.  Não julguem.  Cada um tem o seu momento, cada um tem o seu ponto, mas vamos fazer o melhor de nós.  Vamos nos preocupar mais conosco do que com os outros, e, se a pessoa erra, vamos dar apoio a ela através do nosso exemplo e do nosso perdão.  Vamos seguir o caminho da vida e vamos viver felizes, em paz e alegres.  A fé independe da quantidade de orações, da quantidade de jiras que você faz por semana, da quantidade de banhos de descarrego que você toma, mas da qualidade de seus pensamentos ao encarar a vida, ao encarar você mesmo, ao encarar o sol que se põe e a noite que entra, e as pessoas que vivem ao seu redor, porque elas são as fontes da sua evolução.  É através das pessoas que estão ao nosso redor que nos é dada a oportunidade de desenvolver a nossa paciência, nossa compreensão, nossa humildade, nosso perdão.  Porque se não for por elas, vão ter que trocar as pessoas, porque vai ter que ser por alguém.  Mas por trás desse alguém tem um passado, ou seja, um presente, porque nós somos tudo aquilo que nós fomos, e o que nós vamos ser vai depender de nossas atitudes, do que nós construimos a cada dia, na nossa fé.

Usem essa jira, filhos, esse contato com a espiritualidade superior, esse contato em que cada caboclo vem abraçar seu filho e vocês percebem, na matéria, como a força grande.  É o contato que vem mostrar a cada um que a vida existe, ela compensa.  Nós não temos tempo a perder com tristeza, com desânimos, com indagações que não vão nos levar a lugar nenhum.  Vamos construir, sempre, vamos nos ajudar.  Vamos amar ao próximo e ajudar as pessoas que estão em nossa volta, da melhor maneira possível.  Aproveitem esse momento de axé.  Aproveitem esse momento de cada mês quando vocês vêm se abrir para o plano espiritual e deixem que as melhores qualidades de seus corações se desabrochem.  Permitam que essa mesma vibração, esse bem-estar que todos sentem neste trabalho possa transcorrer no dia-a-dia de vocês, como uma rotina.  Você acorda e escova os dentes; pois você vai aprender a acordar e pensar em felicidade.  Lembre da linha que eu disse do fanatismo: não é você falar só sobre espiritismo, não é você comentar só sobre esse assunto; não é só esse assunto que é positivo, tudo que é positivo é positivo.  Nós devemos viver, vamos viver a vida, respeitando e amando, sempre.  E aí, filhos, o fenômeno mediúnico se encaixa numa perfeita sintonia com as mais bem-intencionadas almas no propósito de colaborar na mediunidade de vocês ao auxílio do próximo; aí, sim.

Que Ogum, com sua força, com suas armas, possa defender o caminho e o propósito de cada um.  Que a força desses lanceiros possa iluminar esse trabalho.
[1] Com o intuito de facilitar a compreensão dessa frase (de alto valor metafórico e, consequentemente, de significado subjetivo e potencialmente obscuro) o editor toma a liberdade de apresentar sua interpretação pessoal, a qual deve ser analisada criticamente pelo leitor.  No contexto da importância da humildade no serviço mediúnico, o ouro representa o médium vaidoso (com um valor potencial, somente; de certa forma artificial, aparente, ilusório), que não é útil para o serviço ao bem do próximo (está no “cofre”, inacessível ao uso pelo Plano Maior).  Já o médium humilde (como a luz do sol), embora seja pouco valorizado pela maioria dos homens, está constantemente a serviço do Bem.  Como a luz do sol, esse médium trabalha sem cessar e sem buscar recompensa, beneficiando a todos, indiscriminadamente; como a capa de Seu Pinga-Fogo, ele é simples mas, em sua simplicidade, traz em si a beleza natural de tudo que serve de instrumento ao trabalho do Plano Maior.

Extraído do site: http://www.umbandausa.com/index.php?option=com_content&view=article&id=131:influencia-do-veiculo-mediunico-exu-pinga-fogo&catid=70:exu-&Itemid=29

A Firmeza de Cabeça – Parte II

Um outro post muito acessado é sobre a firmeza de cabeça.

Interessante como todos os mediuns passam pelas mesmas circunstâncias e vibrações.
Como muitos já acompanharam, eu fiquei um tempo afastado em virtude de circunstâncias mundanas, mas recentemente voltei ao ofício, podem verificar em “Relato Particular”.

Como estou voltando aos poucos e já com a cobrança de ter o meu canto, prefiro esperar um pouco ainda.
Preciso gradativamente voltar a sentir a essência deles, identificar novamente as vibrações, acelerar meus chakras para que não ocorram muitos choques vibratórios, e para tudo isso, é necessário um preparo.

Para isso, e tem dado muito resultado, estou fazendo:

Vela de Sete dias para o Anjo da Guarda trocando o copo d´água ao lado da vela diariamente.
Todos os dias acendo uma vela para o Orixá que vibra no dia, os dias dos quais eu particularmente cultuo os orixás são:

Domingo: Oxalá/Erês
Segunda-Feira: Obaluaie, Linha das Almas
Terça-Feira: Ogum
Quarta-Feira: Xangô
Quinta-Feira: Oxóssi
Sexta-Feira: Exú
Sábado: Linha das Águas

Antes de acender a vela, acendo um incenso, simbolizando a purificação e aromatização do ambiente, faço uma oração e às vezes até recito algum Salmo, firmo a cabeça me colocando em submissão aos orixás e guias que eu sirvo, sim, é muito comum as pessoas falaram: “Meus guias”, ultimamente costumo utilizar a expressão: “Mentores a quem sirvo”. A chama dessa Vela é Luz, a Luz que simboliza a ligação trina entre Eu, o Cosmico e Eles, é uma forma de manter essa ligação sempre acesa, é uma forma de sempre manter em constate Luz essa ligação para que humildemente eu possa servir aos propósitos Divinos por intermédio dos mentores espirituais. Que a Chama esteja sempre acessa.
O Elementar Fogo é Xangô e Ogum, que possam transmutar, queimar qualquer dificuldade que ocorra, qualquer obstáculo que surja.

Sinto a energia da Vibração Orixá fluir sobre meu corpo, sinto as vibrações, algumas tremedeiras no corpo e um pequeno calor, é a confirmação que costumo realizar para saber que a entidade ou o orixá está de prontidão
para receber a vela e atender a meu humilde pedido, que é sempre estar em sintonia com as vibrações sutis.

É de extrema importância essa sintonia, essa comunhão energética entre o Cosmico, os Orixás e os mentores, ainda estou um pouco distante da minha antiga forma mental e mediúnica, mas um passo de cada vez.
Interessante que estou renascendo, aos poucos estou reencontrando, redescobrindo o caminho entre a Terra e Aruanda. É muito bom reviver todo nascimento que ocorreu há 14 anos atrás.

Reviver essa situação me auxilia a relembrar os degraus que galgamos para o trabalho mediúnico.

Aprendi no hinduísmo que temos acima de todo o respeito que temos que praticar com o Mundo Invisível, é imprescindível, é indispensável a humildade, você se colocar como um servo dos mentores e guias.
E é por esse caminho que estou voltando, me colocando como uma Ferramenta do Cosmico para a prática do amor e da caridade e da disseminação da Palavra, das Obras. E escolhi o caminho da Umbanda para servir a esse propósito, não deixando de respeitar, estudar e compreender outras religiões.

É sempre importante lembrar que os mentores não estão à nossa disposição, são companheiros de jornada, a diferença é que nós estamos no mundo físico e eles no extrafísico.
Importante observá-los como amigos, companheiros de jornada, verdadeiros irmãos e não espíritos que estão de prontidão para nos servir, e acima de tudo, satisfazer nossos desejos egocêntricos.
Estamos juntos, caminhando paralelamente rumo à Senda da Evolução, o contato com eles é de extrema importância. A Comunhão Energética é imprescindível para uma comunicação energética.

Cheguei a criar intimidade com alguns, seja por sonho, seja por evocação ou vozes na cabeça, estou retomando esse recurso gradativamente, com as velas, dedicando parte do meu dia ao Mundo Espiritual.

Sonhei com um baralho, será o meu oráculo, onde tirarei as dúvidas de minhas intuições a partir da confirmação das cartas. Peçam aos seus quais os meios de confirmação que requisitarão.

As informações chegam, eu costumo dizer que ORAR é falar com Deus, é verbalizar ao Cosmico e meditar é ouví-Lo, assim ocorre com os guias e mentores.

Essa dedicação, nem que seja 30 minutos, 60 minutos ao dia é de extrema importância para o Crescimento de nós mesmos como medium, espírito ou pessoa.
Em muitas tradições iniciáticas dizem que meditar é estar receptivo a todas as informações que circulam no Cosmico, foi assim que Buda alcançou o Nirvana, assim que muitos gurus alcançam o estado de Brahman.
E pode ser assim que consigamos evoluir também, só depende de nós mesmos.

Importante lembrar que todo o princípio da mediunidade parte de você, não adianta você ter uma corrente maravilhosa de trabalhadores se você é um receptáculo ruim, honre seus guias, honre o presente que Lhe foi concedido.
Medite, vibre de forma positiva, transmita pensamentos positivos, ore para você e as pessoas, trabalhe a forma pensamento, Jesus já dizia: Orai e Vigiai, ou seja, Ore, procure a Deus e ao Cosmico, mas vigie, seja vigilante com
seus pensamentos e atitudes, de nada adianta orar sempre e não praticar o conhecimento que se adquire.

Lembrem-se sempre, a limitação está na cabeça de vocês!

A Lei de Hermes diz: Tudo o que está em cima é exatamente igual ao que está embaixo. Se funda com o Infinito, Mentalize uma Luz incessante sobre vossas cabeças, no começo será apenas uma mentalização, uma imaginação
que com o treinamento se tornará verdadeira, se dispersem e recebam a Graça da Vibração Cosmica, até que para vocês realizarem qualquer graça, não é necessária a incorporação, apenas o auxilio da entidade ao seu lado!

Só depende de nós mesmos. Amacis, cruzamentos, coroações ajudam de certa forma, mas são simbólicos.

Nenhuma Magia é mais poderosa que sua Própria Fé e Força de Vontade, costumo Dizer que a Força de Vontade é a Atuação de Deus sobre nós.

Ps: Ainda postarei mais algumas informações a respeito do assunto

Paz Profunda!
Neófito da Luz ou carinhosamente chamado pela minha irmã Drica: Plantinha da Luz!