Reencarnação e Orientação Sexual

  

Pergunta – Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher? Resposta: – Isso pouco lhe importa.

O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.

Item n° 202, de “O Livro dos Espíritos”.

A homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.

Observada a ocorrência, mais com os preconceitos da sociedade, constituída na Terra pela maioria heterossexual, do que com as verdades simples da vida, essa mesma ocorrência vai crescendo de intensidade e de extensão, com o próprio desenvolvimento da Humanidade, e o mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao respeito e à atenção devidos às criaturas heterossexuais.

A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como agentes mais elevados de definição da dignidade humana, de vez que a individualidade, em si, exalta a vida comunitária pelo próprio comportamento na sustentação do bem de todos ou a deprime pelo mal que causa com a parte que assume no jogo da delinqüência.

A vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.

O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta.

A face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando-se análogo processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias.

Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, como também no que concerne a obrigações regenerativas.

O homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos fins.

E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e, conseqüentemente, na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores da Vida Maior que os assistem a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem.

Escolhem com isso viver temporariamente ocultos na armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo afetivo, de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam.

Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual.

E para que isso se verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais alto entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto, à frente da vida eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do sexo e do amor, são analisados pelo mesmo elevado gabarito de Justiça e Misericórdia.

Isso porque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um.

Psicografia : Francisco Cândido Xavier Livro : Vida e Sexo

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Breve Comunicado Sobre os Trabalhos Umbandistas.

Saudações Irmãos…

Esse será um novo tipo de Post, que visa relembrar conceitos básicos de nossa Umbanda, importantíssimo salientar que isso ocorre dentro do conceito aprendido por Neófito, como me disse Chico Preto no último trabalho, realizado no domingo dia 07/12, a espiritualidade é vasta e limitar conceitos de Umbanda para Toda a Espiritualidade é a mesma coisa que limitar que todos os habitantes de uma região possuem a mesma característica.

O Leque da Umbanda se estende a cada dia que passa, temos alguns médiuns que são iluminados pelos seus mentores e trazem uma nova ritualística para encaixar uma grande colônia de espíritos praticantes do bem, tivemos W.W da Matta, Saraceni, Carlos Buby e cada um retratando uma faceta do culto umbandista e mobilizando grande número de espíritos para essas escolas.

São escolas que se complementam, trazem consigo um grande número de adeptos e com isso, contribuem para o crescimento exponencial da religião, em contrapartida, temos aqueles centros que seguem uma cartilha antiga, uma cartilha fundamentada em boatos, antropomorfismo e consequentemente regras arcaicas, o que seria o outro peso da medida.

Esse blog tem caráter disseminar os ensinamentos do Sr. Chico Preto, discutir as ideias de outras escolas e tentar DISMISTIFICAR dentro da MINHA VISÃO alguns conceitos e fundamentos antiquados ou inconsistentes com a Lei da Espiritualidade.

Volto a ressaltar, ele, Chico Preto,  nos elucidou durante o trabalho, dizendo que é impossível caracterizar a espiritualidade em um único método, mesmo porque terá baiano que trabalhará sem bebida, outro com bebida e fumo, outro ingerindo comida e outro não, e não é uma regra de certo ou errado, e sim espíritos que são oriundos de culturas diferentes, escolas diferentes ou espíritos que ainda estão em fase de aprendizado buscando seu espaço no cosmos e se encaixando na Senda da Caridade, e qualquer generalização dentro do contexto de magia é um erro, não existe o certo ou errado, existe métodos afins para uma causa específica.

Um Pena Branca pode vir em seu filho e tomar cerveja, fumar charuto, dar passe estalando os dedos e até cantando ou dançando, um outro Pena Branca pode vir TOTALMENTE diferente, o que torna isso diferente além do médium e seu aparelho espiritual, é o grau de evolução do guia espiritual, a escola do qual o mesmo trouxe seus fundamentos, como o médium foi doutrinado e como o guia teve que se adaptar à casa de onde ele trabalha.

Isso não significa que um trabalha certo e o outro errado, e sim com metodologias diferentes, o que tornará o seu trabalho eficiente será o seu aparelho mediúnico, esse é o principal elemento da incorporação e da propagação da graça do Pai, e o que podemos tratar como APARELHO MEDIÚNICO é o médium, sua inteligência, seu desprendimento e sua doação.

Serão inseridos no blog alguns “drops” filosóficos intitulados como “Coisas que não Devemos Esquecer” e que não se fazem a verdade absoluta e apenas uma referência para você buscar a sua, como será retratado no próximo POST: “Jogo Rápido: Doze Coisas Sobre Exús Que não Devemos Esquecer”

Uma “Muito Breve” Consideração sobre a Linha dos Mestres na Umbanda

Aranauam a todos.

Já realizei um post sobre a chegada da linha de cangaceiros na corrente espiritual da qual eu sirvo, juntamente com isso, gostaria de escrever também sobre a linha de mestres que vem surgindo com força dentro da Umbanda.

Antes da linha de cangaceiro, conforme já mencionei em outro post, se aproximou Sr. Chico Preto, me falando que trabalhava como um mestre, muito cultuado no catimbó. Juntamente com o Sr. Chico Preto, também se aproximou um outro mentor chamado Manoel da Mina, tentei realizar pesquisas do mesmo e não encontrei na internet, só achei algo sobre com uma irmã que está no Ceará e me disse muito dele, inclusive que ele aparece em mediuns que estão próximos a um cargo na casa e foi duas semanas antes de me tornar pai pequeno no antigo centro.

Na época, em meados de 2009 procurei muito saber sobre a linha de Mestres, o culto ao Catimbó, existia sim algumas semelhanças com a forma de trabalho do Chico Preto e do Manoel da Mina, o cachimbo, as cantigas, a forma de trabalhar com alegria, cantoria e ensinamentos, mas outros elementos do catimbó caíram em desuso, o culto à Jurema por exemplo não foi prioridade e nem muito o aspecto da bruxaria européia, apesar de ambos serem feiticeiros, talvez se adequaram à forma de trabalho da Umbanda.

No Catimbó verifiquei que cultuavam o Tronco da Jurema, tinha muitos preceitos católicos e alguns sacrifícios, e sacrifício é algo que eu abomino e de forma alguma eu aceitarei, eu sou umbandista, e umbanda não tem sacrifícios com sangue. Percebi que mesmo eles mesmo sendo da linha de Mestres como costumam dizer, eles tinham uma metodologia totalmente diferente dos trabalhos na Jurema, achei interessante, como ele se adequou à forma de trabalho dentro da liturgia Umbandista, repetindo e ressaltando.

Um outro exemplo clássico é o Sr. Zé Pelintra, de nordestino, com chapéu de palha e cachimbo se transformou em um malandro, carioca da Lapa, muito respeitado e louvado dentro da liturgia umbandista.
Está ocorrendo uma convergência maciça no Plano Espiritual, uma readequação da forma de trabalho e uma aceitação maior por parte de todos os dirigentes espirituais.

Tive dois grandes exemplos, a chegada do Sr. Chico Preto depois de 11 anos de Umbanda, eu, já achando que minha linha de trabalho já estava firmada, veio, tomou a frente, trouxe a responsabilidade e hoje desempenha um importante papel dentro da minha linha de trabalho e agora, a aproximação do Sr. Mané Baiano trazendo consigo a egrégora dos cangaceiros para agregar ainda mais à minha linha de trabalho.

A Umbanda está se transformando, velhos conceitos, velhos paradigmas já estão sendo quebrados, a Umbanda está sofrendo uma grande readequação e está voltando a atrair pessoas, agora os mediuns querem estudar, querem aprender, antigos vícios, costumes e até mesmo superstições estão sendo abolidas. Grandes Movimentos Umbandistas estão sendo criados e isso vem sendo extremamente benéfico. Vejo de forma positiva muitas vezes a formação de escolas umbandistas, livros e aprendizados, mas lembre-se, sempre importante OUVIR as suas próprias entidades, aprendam, para formar opiniões e aprender novos conceitos, mas sempre ouçam suas próprias entidades, vocês são capazes.

Com toda essa transformação circunstancial, era evidente a chegada de novas correntes de trabalho, e a linha de cangaceiros e de mestres dentro do Universo Umbandista está cada vez mais comum.

Alguns terreiros ainda mantém a tradição do Culto à Jurema em seus rituais, mas indubitavelmente outros mestres aprenderam outras formas de trabalho que são mais condizentes com a Umbanda, então, queridos irmãos, se sentirem um mestre ou dois ao lado de vocês, não é imperativo recorrer ao estudo da Jurema e o Catimbó para que o mesmo possa trabalhar em sua matéria, muito pelo contrário, ele se adequará ao que vocÊ sabe e pode acrescentar ou não novas formas de trabalho.

O Sr. Chico Preto que chegou em 2009 me mostrou muito isso, me ensinou como funciona o catimbó sem necessitar de nenhum ritual propício para que ele possa vir trabalhar, a Egrégora Umbandista o acolheu e ele se adaptou às formas de trabalho e encantamentos da religião, de nossa frequência vibratória.

O interessante do culto aos mestres é que não tem uma liturgia fixa como marujos ou boiadeiros, existem entidades de todos os jeitos, ou é mineiro, ou é pernambucano, cada um tem uma característica muito peculiar de trabalho.
É como se fosse uma linha “livre”, onde cada um traz o seu axé, a sua forma de trabalhar e cultuar, é bem interessante essa individualidade na forma de trabalho na linha de mestres. Não é uma linha que possui um arquétipo bem definido.

Geralmente são espíritos que não são ligados com Orixás como aprendemos com nosso caboclos, preto-velhos, entre outras dentro das Sete Linhas da Umbanda, os Mestres são verdadeiros Magos que sabem manipular com maestria os elementais e possuem capacidade para transitar nas Sete Vibrações ou Sete Linhas da Umbanda, não se espantem se um mestre precisar vir dentro da Linha de Caboclos. Costumo dizer que os Mestres são espíritos agregados que trabalham ou possuem afinidades com nossas próprias linhas de trabalho, sinto fortemente que pedem a permissão ao meu guia chefe e com a permissão do meu Próprio Orixá, eles me irradiam e realizam seus trabalhos.

Um fato curioso, é que esse é um processo que já aconteceu antes, na década de 1950 com a chegada dos baianos, que também não ocorria ligação com nenhum outro orixá e foram imantados dentro da vibração de Iansã e Oxóssi.

A Umbanda é uma Verdadeira Mãe, que abraça a todos os Espíritos que tem por finalidade praticar o bem e a caridade, através dessa idéia, estão ocorrendo essas inúmeras mudanças. Algumas casas umbandistas já estão dedicando trabalhos exclusivos para a Linha de Mestres e assim também me foi solicitado.

Não acredito que temos que nos formar na Jurema, fazer o trabalho dentro do culto do Catimbó, orando terço, cultuando o tronco, para trabalharmos com esses mestres, o coração limpo e a mente aberta, estarmos receptíveis e suscetíveis ao conhecimento que eles irão nos transmitir são essenciais.

Srs, não há religião maior que a Verdade, como diz o Sr. Chico Preto, nós aqui da Terra somos muito apegados a títulos, formações, entre outros conceitos que são irrisórios dentro da Espiritualidade.

Basta ter o conhecimento e a dedicação que qualquer um é capaz!

E concordo, não é um diploma que me torna um sacerdote, e sim minhas intenções e minha ligação com o Cosmico.

Namastê.

Neófito da Luz.

Comunicado de Grande Importância

Prezados irmãos.

Hoje acordei com o Sr. Chico Preto (Depois de um ano e meio) e tive algumas instruções que enumerarei abaixo:

1) Corroborando com a irmã Drica, o blog virou “Umbanda do Neófito” e não “Umbanda do Chico” o que seria um dos mentores do que aqui é escrito, logo, serão repassadas as informações que o mentor e patrono desse meio de estudos em toda sua fidelidade, deixando um pouco em segundo plano, as instruções e experiências do Neófito;

2) Os assuntos relatados não serão somente pertinentes à Umbanda e sim ao aspecto evolutivo do Ser, seja com a magia, seja com a consciência, seja com o credo em particular. Não será uma Umbanda Universalista e sim um Universalismo que ensina também a Umbanda;

3) Teremos mais histórias e biografias de mentores, a priori, os meus e consequentemente a quem quiser ir se apresentando.

O Foco do Blog será de caráter instrutivo almejando a evolução do SER como um todo, seja dentro dos rituais de candomblé, Umbanda Guaraciana, Umbanda Mistica, Umbanda Traçada e outras diversas vertentes, o Foco será a Interpretação Evolutiva contida em cada credo, crença, liturgia ou filosofia e espero que gostem ou que ao menos usem como referência para alcançar novos conhecimentos.

Abraços Fraternais.

Neófito da Luz

Uma “Muito Breve” Opinião sobre os Mestres na Umbanda

Aranauam a todos.

Já realizei um post sobre a chegada da linha de cangaceiros na corrente espiritual da qual eu sirvo, juntamente com isso, gostaria de escrever também sobre a linha de mestres que vem surgindo com força dentro da Umbanda.

Antes da linha de cangaceiro, conforme já mencionei em outro post, se aproximou Sr. Chico Preto, me falando que trabalhava como um mestre, muito cultuado no catimbó. Juntamente com o Sr. Chico Preto, também se aproximou um outro mentor chamado Manoel da Mina, tentei realizar pesquisas do mesmo e não encontrei na internet, só achei algo sobre com uma irmã que está no Ceará e me disse muito dele, inclusive que ele aparece em mediuns que estão próximos a um cargo na casa e foi duas semanas antes de me tornar pai pequeno no antigo centro.

Na época, em meados de 2009 procurei muito saber sobre a linha de Mestres, o culto ao Catimbó, existia sim algumas semelhanças com a forma de trabalho do Chico Preto e do Manoel da Mina, o cachimbo, as cantigas, a forma de trabalhar com alegria, cantoria e ensinamentos, mas outros elementos do catimbó caíram em desuso, o culto à Jurema por exemplo não foi prioridade e nem muito o aspecto da bruxaria européia, apesar de ambos serem feiticeiros, talvez se adequaram à forma de trabalho da Umbanda.

No Catimbó verifiquei que cultuavam o Tronco da Jurema, tinha muitos preceitos católicos e alguns sacrifícios, e sacrifício é algo que eu abomino e de forma alguma eu aceitarei, eu sou umbandista, e umbanda não tem sacrifícios com sangue. Percebi que mesmo eles mesmo sendo da linha de Mestres como costumam dizer, eles tinham uma metodologia totalmente diferente dos trabalhos na Jurema, achei interessante, como ele se adequou à forma de trabalho dentro da liturgia Umbandista, repetindo e ressaltando.

Um outro exemplo clássico é o Sr. Zé Pelintra, de nordestino, com chapéu de palha e cachimbo se transformou em um malandro, carioca da Lapa, muito respeitado e louvado dentro da liturgia umbandista.
Está ocorrendo uma convergência maciça no Plano Espiritual, uma readequação da forma de trabalho e uma aceitação maior por parte de todos os dirigentes espirituais.

Tive dois grandes exemplos, a chegada do Sr. Chico Preto depois de 11 anos de Umbanda, eu, já achando que minha linha de trabalho já estava firmada, veio, tomou a frente, trouxe a responsabilidade e hoje desempenha um importante papel dentro da minha linha de trabalho e agora, a aproximação do Sr. Mané Baiano trazendo consigo a egrégora dos cangaceiros para agregar ainda mais à minha linha de trabalho.

A Umbanda está se transformando, velhos conceitos, velhos paradigmas já estão sendo quebrados, a Umbanda está sofrendo uma grande readequação e está voltando a atrair pessoas, agora os mediuns querem estudar, querem aprender, antigos vícios, costumes e até mesmo superstições estão sendo abolidas. Grandes Movimentos Umbandistas estão sendo criados e isso vem sendo extremamente benéfico. Vejo de forma positiva muitas vezes a formação de escolas umbandistas, livros e aprendizados, mas lembre-se, sempre importante OUVIR as suas próprias entidades, aprendam, para formar opiniões e aprender novos conceitos, mas sempre ouçam suas próprias entidades, vocês são capazes.

Com toda essa transformação circunstancial, era evidente a chegada de novas correntes de trabalho, e a linha de cangaceiros e de mestres dentro do Universo Umbandista está cada vez mais comum.

Alguns terreiros ainda mantém a tradição do Culto à Jurema em seus rituais, mas indubitavelmente outros mestres aprenderam outras formas de trabalho que são mais condizentes com a Umbanda, então, queridos irmãos, se sentirem um mestre ou dois ao lado de vocês, não é imperativo recorrer ao estudo da Jurema e o Catimbó para que o mesmo possa trabalhar em sua matéria, muito pelo contrário, ele se adequará ao que vocÊ sabe e pode acrescentar ou não novas formas de trabalho.

O Sr. Chico Preto que chegou em 2009 me mostrou muito isso, me ensinou como funciona o catimbó sem necessitar de nenhum ritual propício para que ele possa vir trabalhar, a Egrégora Umbandista o acolheu e ele se adaptou às formas de trabalho e encantamentos da religião, de nossa frequência vibratória.

O interessante do culto aos mestres é que não tem uma liturgia fixa como marujos ou boiadeiros, existem entidades de todos os jeitos, ou é mineiro, ou é pernambucano, cada um tem uma característica muito peculiar de trabalho.
É como se fosse uma linha “livre”, onde cada um traz o seu axé, a sua forma de trabalhar e cultuar, é bem interessante essa individualidade na forma de trabalho na linha de mestres. Não é uma linha que possui um arquétipo bem definido.

Geralmente são espíritos que não são ligados com Orixás como aprendemos com nosso caboclos, preto-velhos, entre outras dentro das Sete Linhas da Umbanda, os Mestres são verdadeiros Magos que sabem manipular com maestria os elementais e possuem capacidade para transitar nas Sete Vibrações ou Sete Linhas da Umbanda, não se espantem se um mestre precisar vir dentro da Linha de Caboclos. Costumo dizer que os Mestres são espíritos agregados que trabalham ou possuem afinidades com nossas próprias linhas de trabalho, sinto fortemente que pedem a permissão ao meu guia chefe e com a permissão do meu Próprio Orixá, eles me irradiam e realizam seus trabalhos.

Um fato curioso, é que esse é um processo que já aconteceu antes, na década de 1950 com a chegada dos baianos, que também não ocorria ligação com nenhum outro orixá e foram imantados dentro da vibração de Iansã e Oxóssi.

A Umbanda é uma Verdadeira Mãe, que abraça a todos os Espíritos que tem por finalidade praticar o bem e a caridade, através dessa idéia, estão ocorrendo essas inúmeras mudanças. Algumas casas umbandistas já estão dedicando trabalhos exclusivos para a Linha de Mestres e assim também me foi solicitado.

Não acredito que temos que nos formar na Jurema, fazer o trabalho dentro do culto do Catimbó, orando terço, cultuando o tronco, para trabalharmos com esses mestres, o coração limpo e a mente aberta, estarmos receptíveis e suscetíveis ao conhecimento que eles irão nos transmitir são essenciais.

Srs, não há religião maior que a Verdade, como diz o Sr. Chico Preto, nós aqui da Terra somos muito apegados a títulos, formações, entre outros conceitos que são irrisórios dentro da Espiritualidade.

Basta ter o conhecimento e a dedicação que qualquer um é capaz!

E concordo, não é um diploma que me torna um sacerdote, e sim minhas intenções e minha ligação com o Cosmico.

Namastê.

Neófito da Luz.

Alguns Esclarecimentos

Namastê prezados irmãos.

Refleti algumas vezes como começar a redigir esse texto, até me veio à mente pedir desculpas, mas relendo, percebi que não fiz nada demais.

Não quero reinventar a Umbanda, mesmo porque a Umbanda já passou por diversas alterações, principalmente fusões com outras liturgias e filosofias. Como eu sempre enfatizo nos textos, ouçam o que seus guias tem a ensinar, apenas eles, saberão o que é melhor e o que é mais certo pra você. São nossos companheiros de jornada, nossos irmãos e amigos espirituais.

Sou contra muitas coisas e sinceramente, nem todas consigo respeitar, sei que sou contundente em algumas observações, mas essa é a minha natureza, questiono e protesto, acho que a dúvida é o benefício de uma mente inteligente.

Meus caboclos não fumam, não bebem, não dançam, é assim que me ensinaram e isso não quer dizer que são melhores que o de irmãos que praticam esses atos, e sim os meus trabalham em uma metodologia ou até mesmo vibração diferente.

Minha linha além dos elementais usuais, também usam cristais e pedras, é a metodologia de trabalho deles, devo respeitar e seguir humildemente, como de outros caboclos optam pelo fumo, pela dança, isso é do patamar vibratório do mentor.

Ainda tem o fator do mentor ter que trabalhar com a limitação do medium, como eu sempre digo MEDIUM BURRO = “GUIA BURRO”.

Por isso eu sou sempre chato, irmãos, se não tem alguém em que confiem perguntar, façam a firmeza de cabeça, sintonizem-se com a energia sutil do Orixá, com velas, meditações, orações, escutem-os, sinta-os, eles sim lhe darão o devido esclarecimento. O desenvolvimento é penoso, cheio de dúvidas, alguns mediuns trabalham com cinco, seis caboclos no decorrer da vida e outros com apenas um.

Existem muitos cursos de Umbanda hoje, mas quem te certifica? As pessoas ou orixás? Um certificado, um diploma, não vai dizer nada o que você é e sua capacidade, excelentes mediuns não precisaram disso e suas casas estão abertas até hoje. Conhecimento nunca é demais, mas sejamos inteligentes para questionar sempre.

Exemplo prático, muitos que fizeram a faculdade e são diplomados não necessariamente são competentes em sua área. Apenas a prática atestará isso. Imagine falando de espiritualidade.

NADA É REGRA, NADA É UNÂNIME, APENAS DEUS É ABSOLUTO.

Escutem os seus mentores, não ouçam imposições de sacerdotes, respeitem-os, pois eles investem muito tempo e energia em vocês, sejam gratos, leais, mas se chegar o momento de não estarem de acordo com a metodologia de trabalho, saiam, agradeçam e sigam seus caminhos.

Lembre-se, primeiramente Deus, depois a Vibração da qual você nasceu e depois aos seus mentores, sigam-os que é o caminho mais certo para o conhecimento, para o que realmente é interessante e benéfico a vocês!

Não sou dono da verdade, apenas sigo reflito sobre algumas lógicas que ficam obscuras no meio das liturgias, sigo sim, a Umbanda de meus mentores e de seu principal mensageiro de linha, Sr Chico Preto. Se um dia eu realmente tiver a minha casa, será o que eu aprenderei com eles, e com a experiência que tive no curso da minha vida espiritual.

Apenas para ressaltar, não tento impor, tento colocar caminhos, reflitam, sejam inteligentes, questionem, sintam, expandam a mente, o conhecimento e com a prática, tornem-se sábeis. É um caminho longo, difícil e cheio de obstáculos, mas fomos feitos À Imagem e Semelhança, então todos somos capazes de brilhar.

Aranauam a meus irmãos. Que fiquemos todos em paz e que possamos convergir a um mesmo ponto: Amor, Conhecimento e Caridade.

Neófito.

Uma breve Homenagem ao Sr. Chico Preto

 

chico-preto

Raras são as informações que se obtém dele, o nome desse blog foi justamente em homenagem a esse grande Pai, a esse grande Espírito do qual o Cosmico me presenteou, é um amigo, um pai, um irmão, um protetor, um verdadeiro mestre da Escola da Vida.

Eu me lembro como se fosse ontem a sua primeira aparição… Era uma gira de baianos, onde em minha mente, plasmou-se uma entidade como se fosse um roceiro, o mais interessante, foi que eu o vi em uma árvore, em um local que parecia uma chácara, uma fazenda, estava ali, um belo senhor simpático, chapéu diferenciado, não era bem de palha, um material diferenciado, calças dobradas e uma camiseta amarela.

O que mais me chamou a atenção foi o tamanho do seu cachimbo, é um cachimbo muito grande e feito artesanalmente, o cabo de madeira e onde guardamos o fumo, material de barro, feito também artesanalmente.

Em questão de segundos fui influenciado pela sua vibração, uma vibração extremamente sutil, diferenciada da vibração de baianos que eu já estava habituado, lentamente foi tomando conta dos meus sentidos e quando dei por mim, já estava com a visão meia turva, falando diferente com um sotaque extremamente mineiro, muito simpático e alegre.

Mas veio, falou muito pouco, talvez por não estar habituado com a minha energia, não tenha incorporado de uma forma tão completa, mas ele solicitou o cachimbo, da forma que eu havia visto e disse apenas que o nome dele era “Amor” e que trabalhava na falange da “Caridade”, talvez para me ensinar que nome não é tudo, porque é a primeira coisa que eu quero saber de uma entidade é o nome, para eu correr atrás das pesquisas.

Após algumas semanas de trabalho, ele foi moldando-se mais à minha energia e foi trabalhando da forma que ele realmente atuava, já com o seu cachimbo, e diga-se de passagem, me deu a maior vontade de entrar do nada em uma casa do norte e acabei achando logo os dois juntos, o cachimbo e o seu chapéu, achei uma bênção. Mais solto, mais desenvolto em minha matéria e com o axé da casa, entoou um ponto assim:

Eu vim de Minas
Mas Nasci no Piauí
Saravá Sr. Chico Preto
O que vem fazer aqui?

Confesso que eu estava “assistindo” de uma visão pouco privilegiada o seu trabalho, mesmo assim, me encantei na primeira vez que o vi.

Com o passar do tempo, após alguma labuta e nenhuma informação eu obtive, em um dos trabalhos ele trouxe mais alguns pontos:

Sr. Chico Preto, Chico Preto Tenha dó (bis)
Venha cá salvar seus filhos
Tu é mestre do Catimbó

Todo mundo quer, quer, quer, quer
Chico Preto quimbandeiro lá do povo da Guiné

Lá na Jurema teve um fuá
Levaram o Milharal
Quem levou foi Chico Preto
Pra levar todos os Mal

Aí fui me apaixonando, pelo seu sotaque, pela sua alegria, pela forma que conduzia os trabalhos, um carisma singular, e com isso, foi atraindo a atenção dos filhos da corrente e dos assistentes que ali adentravam.

Aí veio um outro grande problema: Ele pediu uma batida de milho, mais uma vez, corri atrás de algo bem peculiar de seu trabalho,  a facilidade que eu tive pra achar seu cachimbo se inverteu, mas procurando, procurando, achei uma casa do norte que vendia batida de milho, e logo comprei.

Mesmo não sabendo nada sobre Chico Preto, comecei a procurar a pesquisar o catimbó e em alguns fóruns, conheci a Aparecida, uma mulher de 52 anos que já conhecia o catimbó desde os 10, e começou a me falar muito de Chico Preto, inclusive, do uso de cachimbos artesanais no culto à Jurema, vulgo Catimbó, onde a fumaça é a principal fonte de trabalho do catimbó devido às raízes da pajelança. Vi que a forma que eles trabalham, não condizia muito com a minha crença esotérica na Umbanda, atuavam também sobre uma camada de trabalho mais densa.

Aí foi quando comecei a me perguntar em meu limitado conhecimento: Como um adepto à Umbanda Esotérica, pode começar a vibrar com uma energia mais densa? Um guia de catimbó na minha corrente umbandista sendo que eu nem sei o que é isso? Por que comigo?

Para responder calmamente a essas perguntas, como é de sua característica, a calma e o humor são ímpares nessa entidade, ele me explicou que primeiramente, não há ninguém tão ignorante que não tenha o que ensinar e nem tão sábio que não tenha o que aprender, com a permissão de minhas entidades, ele “enconstou” para contribuir com o meu crescimento e aprender algumas coisas que ocorriam ali dentro do casuá. Depois, ele me perguntou: Quem te disse que só atuo no catimbó? Que sou apenas um juremeiro? Eu trouxe essa força, primeiro para contribuir com a casa, segundo para que você aprenda a ser menos preconceituoso.

De qualquer forma fiquei muito alegre com sua chegada, ele é um guia que canta muito, faz todo mundo cantar com ele, é um ser extremamente dócil e humilde, abraça a todos, conversa com todos, sabe fazer as pessoas que chegam até ele se sentirem muito à vontade.

Como de costume, antes de me deitar realizo todo um ritual de limpeza, energizando uma grande luz branca pousando sobre meu coronário, atuando nos meus sete chakras principais e depois toda as más energias repousam sobre a Terra, sendo absorvidas pela vibração de Obaluaie, nesse dia, havia algo muito estranho, comecei a sentir um calor no corpo e me apareceu um mentor muito bem vestido e de muita luz, causando um calor intenso sobre meu cardíaco e plexo solar, com  aparição desse mentor de luz, me começou a vir várias impressões, ensinamentos, entre outras soluções para minhas dúvidas, o mentor estava vestido com roupas orientais, grande quantidade de panos sobre suas vestes, mas como é inerente a mim, questionei o seu nome, ele com um sorriso que logo reconheci, disse: Pode me chamar de Chico Preto.

Com isso, uma outra resposta me veio de imediato, quando venho como um mineiro faceiro, venho de forma humilde, para todos aqueles humildes de coração, com carência de conhecimento, não sintam-se diminuídos a chegarem a mim, não venho para doutores e letrados, venho apenas para aqueles aflitos que buscam na simplicidade da palavra, sua salvação, para aqueles que buscam entre seus semelhantes, ou seja, o sotaque, o fumo, a bebida, buscam um amigo.

E assim solucionei a minha dúvida sobre um guia de catimbó ter encostado, o que eu entendi é que talvez tenha escolhido essa forma de trabalho, primeiro para eu conhecer mais o culto ao catimbó, segundo para que pudesse me ensinar que os guias podem plasmar-se e diminuir sua vibração para atuar em seu orbe, e ele acrescentou: Já fui sim uma pessoa simples que viveu no que vocês chamam de roça, já nasci e me criei por essas Terras e agora escolhi vim de uma forma semelhante para atuar também na Umbanda, que é um Grande Pronto Socorro Celestial.

Aprendi que nem todos os guias que optaram por trabalhar em uma vibração mais densa são espíritos atrasados, mas podem ser espíritos de grande evolução que por sua humildade, também auxiliam os irmãos mais atrasados. E gostaria de salientar que esse Chico Preto foi o que praticamente assumiu todos os trabalhos de consulta e que conduz a gira quando o sacerdote da casa está desincorporado. Chamou a responsabilidade pra ele e graças a Deus tem dado conta.

Como ele mesmo diz: Sem alegria nada se faz, sem sorriso nada se conquista, vamos cantar, vamos sorrir, aqui dentro quero farra, quero ver felicidade.

 

Saravá Sr. Chico Preto

Salve os Mistérios Umbandistas

Salve os Grandes Mestres Cósmicos