Os Tropeiros na Umbanda

Saudações Fraternais queridos irmãos de fé.

Aqui quem vos fala é o neófito trazendo mais um assunto “nada a ver” pra gente refletir…

Há algumas semanas atrás, me deparei com uma situação curiosa, um boiadeiro sentado, usando poncho (Depois de muita pesquisa pra entender o que ele usava, achei essa denominação), cachimbo (O que difere muito de boiadeiros que eu conheci), que gosta de trabalhar sentado (O que também não tem nada a ver com nenhum boiadeiro que eu conheci), que falava “portunhol” (O que também nunca vi em um boiadeiro) e foi muito estranho, o vi particularmente materializado sentado em minha cama e depois a imagem do mesmo foi projetando sobre minha mente, depois de uma ou duas semanas buscando sobre os objetos, ou melhor, os paramentos utilizados pelo guia espiritual, o arquétipo apresentado e que difere de forma gritante dos boiadeiros que pude “visualizar”, vi que muitos espíritos vem se apresentando na Umbanda de forma bem singular e diferenciada de muitos paradigmas que tivemos até então, o que corrobora com a minha ideia da evolução que a religião vem sofrendo e pela particularidade que vem se apresentando cada linha de trabalho, cada falange e cada guia em si.

Também deixou em minha mente que é um tropeiro, que fala particularmente espanhol e me lembra muito os gaúchos, justamente pelo tipo de chapéu que o mesmo se apresentou, fui também procurar sobre esse chapéu e depois de muita pesquisa, tanto quanto o poncho e o tipo de chapéu é chamado Serrano.

Obviamente fui pesquisar e procurar sobre a atividade dos tropeiros, sobre sua relação com os gaúchos e sobre a sua relação com o sotaque apresentado, segue abaixo alguns tópicos da pesquisa:

É uma atividade que existiu do século XVII até o início do século XX, possuíam grande importância econômica, eram bons condutores de animais de carga, como mulas, cavalos, burros, foram extremamente importantes para o desenvolvimento de rotas de comércio dentro do país, ajudavam na abertura de estradas e fundação de muitas vilas e cidades. O seu sotaque também tem um certo fundamento, o Sul era controlado pela Espanha segundo a história relacionada ao Tratado de Tordesilhas, e o Uruguai (Vice Reino do Prata) era a casa da mãe Joana, um território disputado entre Brasil, Argentina e até mesmo o Paraguai, sem contar que toda a região Sul do Brasil eram formados por espanhóis, o Sul foi primordial para o início da Pecuário e o caminho do Ouro, muito disputado entre as colônias na época.

É muito bacana quando temos alguma intuição, alguma mensagem e constatamos isso através do meio científico e histórico, com isso, podemos perceber que a tendência da Umbanda trazer para si espíritos com arquétipos mais específicos, que trazem mais que seu arquétipo, trazem a sua consciência individual ou ao menos uma quebra de paradigmas tão engessada nos trabalhos umbandistas, é algo que eu sempre venho falando no blog, estamos rumo ao progresso e cada dia que passa, novos espíritos, novos estudos, novos seres trazem todos os seus encantos para essa grande egrégora espiritual de trabalhadores que a Umbanda vem abraçando, mas como sempre digo aqui no artigo, a Umbanda é apenas um meio de delimitar toda uma egrégora de espíritos iluminados e trabalhadores.

Não estou dizendo de forma alguma que é uma nova linha na Umbanda, mas sim um espírito que foge um pouco do conceito dos boiadeiros que todos conhecemos, foge dos padrões daqueles homens sertanejos, que lidam com força bruta, que trazem consigo a força, a “brutalidade” do homem do campo e da força necessária para lidar com a boiada; Se existirá uma linha específica pra eles, acho pouco provável, justamente pelo seu arquétipo de trabalho com o gado se encaixar perfeitamente na falange dos boiadeiros, porém, é mais um espírito único de consciência única como eu sempre digo, que traz a pureza de sua essência, talvez a personalidade de alguma existência vivida, não traz consigo toda aquela força que os boiadeiros passam, porém, o mesmo me trouxe relativa sabedoria, contos da antiguidade, mas ainda sei muito pouco sobre ele, não soube nem seu nome, nem como vai trabalhar e se irá trabalhar.

E como sempre digo, meu intuito de postar artigos relacionados a história e linhas é para trazer luz a muitos médiuns que podem sofrer com a mesma situação e como a internet tem pouca referência sobre diversos assuntos específicos, os iniciantes podem ao menos ter aqui como uma pequena referência para seus caminhos. Recentemente recebi um ótimo e-mail referente ao caboclo do Sol e da Lua, uma irmã trabalha com um caboclo do mesmo nome do qual tem inúmeras semelhanças com o que eu sirvo, e isso só me deu a certeza de continuar postando certas particularidades para que juntos, possamos compreender que não estamos loucos, que existe sim uma força lá fora e muita coisa que achamos que é fruto e nossa mente fértil, na verdade é influência de uma força superior que tem como objetivo a prática do bem e da caridade.

Como disse, ainda sei muito pouco sobre esse guia espiritual, mas sim, sei que ele é oriundo da linha de boiadeiros, fala com um sotaque espanhol carregado, trabalha sentado e fuma cachimbo, e foge deveras do estereótipo de boiadeiros que estamos acostumados, e agradeço ao Cósmico por ser agraciado a mais um degrau de experiência dentro dessa “Umbanda, essa desconhecida!”;

Se alguém possui uma experiência parecida, por favor, comentem abaixo para que possamos trocar conhecimentos sobre o assunto!

Paz Profunda.

Neófito da Luz .’.

Referências: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=496

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Concentrar para Incorporar

Saudações irmãos de fé.

Otimizando os mecanismos de busca do WordPress, o título desse POST é um dos mais buscados nesse blog e vou tentar esmiuçar um pouco sobre isso.

Não existe formas corretas, existe aquela que melhor se adapta a cada médium, a espiritualidade é vasta e impregnada de sabedoria, logo, não existe uma regra oficial mediante tantos assuntos presentes no Astral.

Eu costumo dizer que para uma concentração eficiente, ela deve começar fora do terreiro, sim, ser médium não é só trabalhar durante o final de semana, durante míseras horas em um dia na semana, ser médium conforme já explanei algumas vezes, é propagar e perpetuar o ensino daqueles que lhe acompanham e principalmente, os ensinamentos dos mestres cósmicos e isso é a todo momento, é praticar a bondade e a compreensão da hora que você acorda até a hora que você dorme. A prática mediúnica é no cotidiano e isso é uma inegável verdade.

A sua conduta diz quem você é, obviamente, claro que toda generalização é errônea bem como todo julgamento também, mas vocês devem se julgar, é bíblico: “Orai e Vigiai”. Não adianta pedir, receber e não vigiar seus atos, o seu estado de vigília deve ser amplo e eficiente.

Sabendo que sua conduta de vida está OK, não guarda mazelas, rancores e outros sentimentos que corrompem o seu espírito, é o momento de adentrar no terreiro e praticar aquilo que viemos para fazer, o bem e a caridade, não importando a quem, e para isso, temos que fazer com que nossa incorporação, seja consistente, seja firme, para que possamos ser ferramentas do Astral para operar as graças tão almejadas nos terreiros.

Como já mencionei anteriormente, não existe uma receita de bolo, existe boas práticas, por exemplo, se for incorporar um caboclo, eu sempre penso nas matas, nos animais, na flora e fauna existente, tento imaginar o cheiro, o barulho dos pássaros, a paz de espírito que eu sinto quando estou dentro de uma mata virgem, e posteriormente a isso, me imagino no meio da mata, recebendo uma luz enorme proveniente dos céus tomando conta do meu chacra coronário e fluindo para os demais chacras.

Se for para pensar em um boiadeiro, o cenário muda um pouco, mas o princípio é o mesmo, em uma fazenda enorme, cheio de pastos verdejantes, com uma boiada extensa, para os baianos, a mesma coisa, procuro imaginar a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, e assim vai. Ouso a dizer que na Aruanda existem cenários parecidos onde muitos deles atuam, existem diversas egrégora no Astral e muitas delas permanecem tradicionais aos locais que os espíritos viveram em terra, “No Reino de meu Pai há diversas moradas”, já dizia um dos Grandes Mestres que encarnou na Terra.

Concentrar é tentar limpar a mente, esvaziá-las dos problemas que estamos vivendo, existem mais informações aqui e aqui para que possam auxiliá-los nesse mecanismo, a fé nos seus mentores é primordial, e não menos importante, a fé em vocês mesmos, vocês são capazes de operar milagres, sejam incorporados ou não, os mentores usam seus fluídos, sua matéria para magia, não é surpreendente que também sejam capazes de fazer.

Saibam que estão ali para cumprir um trabalho Cósmico, e nada naquele momento é mais importante que isso, esquecer seus problemas já é um grande passo, ter fé em você, um outro grande passo e deixar com que seu corpo seja controlado por você e por eles é o passo final para isso.

O texto não pode ser muito extenso porque deixei dos links para complementar a leitura de todos vocês.

Na verdade, foi apenas um gancho para chegarem a esse texto e depois lerem os outros dois.

Muita Paz e Luz

Neófito.

Saravá Sr. Boiadeiro

Uma linha que comumente era apenas cultuada no candomblé, como “caboclo boiadeiro”, também muito cultuada no catimbó e cultos omolokô que eram provenientes também do candomblé, ou pelo menos, uma vertente.

São entidades que se apresentam como verdadeiros trabalhadores oriundos do sertão e outras regiões do mundo, onde tinha como finalidade, o trabalho com o gado. Seja capataz, boiadeiro, vaqueiro, caseiro, em suma, toda essa vasta falange de espíritos que tinham contato com o gado.

Seus ensinamentos são ilustrações da vida cotidiana do caboclo sertanejo, do trabalhador rural, nos trazendo as experiências sofridas na época.

Importante saber que existem os mais variados tipos de boiadeiros, com sotaque mineiro, espanhol (ou castelhano), sotaque baiano e até sotaque gaúcho. Alguns boiadeiros se plasmam como fazendeiros, capatazes e alguns como índios, são índios que tiveram como principal função o trato com o gado e até a caça

A personalidade do boiadeiro varia demais da linha do qual está imantado, alguns são extremamente sérios e falam pouco, outros extremamente brincalhões, o que lembra muito alguns baianos. Eu mesmo tenho a experiência de trabalhar com os dois polos, Sr. Rei do Laço um nordestino arretado e Sr. Laje Grande um índio que fala muito pouco.

O giro do seu laço representa o Movimento da Força, o elemental AR fazendo o processo de limpeza do astral, afastando energias deletérias e incondizentes com os trabalhos do terreiro, o seu ilado é a evocação da energia do reino animal equiparando com a vibração do ambiente do qual está submetido para afastar quaisquer entidades de propósitos contrários. Seus gritos ecoam como verdadeiros mantras trazendo Vibrações Propícias para a realização dos trabalhos de forma limpa e eficaz. É uma linha maravilhosa e deveria ser mais requisitada nos trabalhos umbandistas.

Na Umbanda representam a Força, a vibração do Boiadeiro em minha opinião é a mais densa da Umbanda, são espíritos que lidam direto com obsessores, eguns e outras cargas deleterias. São excelentes doutrinadores e conhecem muito a magia de limpeza. Costumo dizer que uma limpeza bem firme de boiadeiro não necessitamos mais de nada.

Alguns boiadeiros também trabalham junto com os exús, possuem o livre arbítrio para trabalhar na esquerda ou na direita.

É uma linha que quando chega nos trabalhos costuma encantar os olhos, seja pelo seu ilado, com os gestos fortes e curtos ou até mesmo a própria energia que chega no terreiro juntamente com eles. É uma linha fenomenal para lidar com desobsessão, eu sempre costumo evocar boiadeiro quando há a necessidade de uma limpeza densa extrafísica ou até mesmo encaminhar os obsessores para as escolas do astral. Importante lembrar que muitos boiadeiros, a grande maioria trabalha fortemente sob a irradiação de Iansã, a rainha dos ventos, o que é simbolizado no próprio gesto do boiadeiro e lembrando também que Iansã é a rainha dos eguns segundo algumas liturgias. Boiadeiro é Movimento, é Força!!!

Além de possuir como vibração original Iansã, podem vir sob as irradiações de outros orixás, nada impede do boiadeiro trabalhar sob a égide de Xangô, Ogum, entre outras vibrações.

Pouco se sabe sobre a sua falange e seus chefes de linha, por ser uma linha que fala muito pouco, eles são mais de agir que de falar, são grandes trabalhadores do astral.

Alguns bebem cerveja, cachaça ou até cerveja preta, já presenciei boiadeiros pedindo vinho também. Alguns fumam charutos, outros o cigarro e outros até mesmo o cigarro de palha.

Sua saudação é “Xetruá Morumba Xetrö” (Getruá ou Chetruá), isso varia de acordo com a casa também, seu dia normalmente é quarta-feira e suas cores variam demais, alguns utilizam o amarelo e preto, outros o verde e preto, outros até mesmo somente o verde, vai depender da linha do seu boiadeiro ou até mesmo da doutrina da casa.

Suas oferendas também variam muito do boiadeiro que a solicita, alguns solicitam o padê (farofa com dendê, água, ou outros elementos), as bebidas são as mesmas citadas anteriormente. Suas cores também variam conforme já mencionado.

Alguns espíritos que atuam nessa falange são Rei do Laço, Laje Grande, Laje Mineira, Zé Boiadeiro, Zé do Laço, João Boiadeiro, Laço Ligeiro, Mané Boiadeiro, Zé Baião, Zé do Sertão.

 Jetuá Sr. Boiadeiro.

Salva toda a sua banda, salve a sua força.

Neófito da Luz.

Saravá Sr. Rei do Laço

Saudações fraternos irmãos leitores.

Como a minha volta vagarosa à religião vem se intensificando, consequentemente a isso, a comunicação com os mentores vão retornando, e decidi escrever sobre esse grande mentor que atua na falange dos boiadeiros, não sei bem ao certo que posição ocupa em minha linha, mas confesso fugir um pouco do arquétipo dos boiadeiros conhecidos nos terreiros.

De fala divertida e seu sotaque nordestino, traz consigo uma capa branca e um chapéu branco, esse não se apresenta como um índio e sim como um nordestino sertanejo, trabalhador do sertão. Tem uma personalidade extremamente paternal, diferentemente de muitos boiadeiros, senão a grande maioria que eu conheci, gosta de conversar, gosta de contar piadas, de passar ensinamentos, diferentemente do outro boiadeiro que eu também trabalho, que se apresenta mais como um índio, extremamente sisudo, sério e de poucas palavras.

Diferentemente de outras casas, acredito que todas as linhas e falanges de Umbanda DEVEM ter o seu espaço de trabalho, muito presencio papeis coadjuvantes, irrelevantes ou até mesmo ausentes de boiadeiros, preto-velhos, marinheiros, erês, hoje em dia, as casas só trabalham com caboclos, baianos e exús, raramente vejo ciganos presentes em trabalhos umbandistas. Como parto da premissa que toda linha DEVE ter o seu papel de destaque e desempenhar a função que lhe é peculiar, o espaço para os boiadeiros é tão enfático e importante como qualquer outra linha, nesse preambulo, aparece o trabalho do Sr. Rei do Laço, grande amigo, trabalhador da roça, exímio manejador do gado, traz muitos ensinamentos do sertão, circunstâncias da época, sempre muito amigo e atencioso.

O objetivo principal dessa homenagem é talvez dizer a todos os filhos de Umbanda que boiadeiro não é só aquele mentor sisudo como o outro que eu trabalho, que dá o nome de Laje Grande, Sr. Rei do Laço é um sertanejo amigo, bem humorado, gosta de um xaxado, gosta de um forró, gosta e alegria durante seus trabalhos, bebe pouco e fuma menos ainda, também não é muito presente nos trabalhos, sendo mais presente o Sr. Laje Grande durante os trabalhos da linha, que também é um grande trabalhador, porém, pouco falador.

Boiadeiro também pode ser amigo, presente, protetor, conselheiro, e muitos se ENGANAM em achar que essa linha só possui espíritos do gênero masculino, importante salientar que existem as amazonas, mulheres que também trabalharam no campo, mesmo em sua gigantesca minoria pelo machismo predominante na época, existem sim, espíritos do gênero feminino nessa maravilhosa falange de trabalhadores rurais que são especialistas em limpeza pesada, em repudiar energias deletérias dentro dos terreiros.

Sr. Rei do Laço, o espírito do qual sirvo, me disse ter sido um capataz que habitou o centro-oeste brasileiro, porém no final de sua vida, regressou à sua Terra Natal no Nordeste, começou muito cedo a trabalhar no campo tendo a oportunidade de ser braço direito de seu contratante, no caso, o fazendeiro, foi do céu ao inferno inúmeras vezes, presenciou muitas guerras, muitas mortes e muitas alegrias. Não casou e nem teve filhos, preferindo adotar os próprios trabalhadores do qual foi encarregado e amigo. Tendo sua passagem também pelo Paraguai, teve sua última existência em nosso plano físico antes da independência do Brasil, no meio do século XIV.

Conheci também um boiadeiro chamado Zé Boiadeiro que habitou terras paraguaias, tanto é que sua fala é carregada de portunhol com uma voz rouca, também conversa razoavelmente, muitos achavam que ele vinha cruzado com linha de ciganos, o que não é uma verdade, visto que seu sotaque ocorreu devido a sua estada durante o sertão paraguaio que contribuiu e muito para nossa música sertaneja com as famosas guarânias, também conhecidas como modas de viola.

Talvez por ser uma linha que demanda mais dedicação do médium, por trazer uma vibração muito mais densa que a dos caboclos, a vibração da linha de boiadeiros é FORÇA, muitos médiuns tem dificuldade em trabalhar com esse tipo de vibração e por ser de mais difícil comunicação, seja o motivo de muitas casas abandonarem o trabalho dessa falange para consultas e passes, utilizando-os apenas como simples passagem para limpar o terreiro, o que é um ledo engano, todos nós somos capazes de trabalhar, basta ter dedicação e boa firmeza de cabeça.

Boiadeiro é Luz, Boiadeiro é Alegria, Boiadeiro é trabalho sério, e é uma linha que não deve ser desprezada, assim como tive a graça de trabalhar com um espírito dessa falange que foge totalmente do arquétipo tão “vendido” nos terreiros de ser entidades que não gostam de conversar, que não vem para consultas ou passes, está aí uma forma de contradizer mais uma vez a crença popular, tenho neles verdadeiros amigos e protetores. Quem nunca se arrepiou com aquele maravilhoso “ilado” dos boiadeiros? Aquele grito de guerra maravilhoso que arrepia cada milímetro do corpo, aquela vibração de FORÇA, de ENERGIA dentro dos trabalhos Umbandistas?

Sr. Rei do Laço, quando bebe, bebe qualquer coisa que tem dentro do terreiro, seja suco, água, batida, cerveja ou vinho, ele diz que o que importa é saber trabalhar com o que lhe é oferecido, que assim como é necessário possuir flexibilidade na vida, assim também é necessário saber “se virar com o que tem”.

Esse texto foi apenas para exprimir um pouco meu pensamento, dizer um pouco mais sobre essa linha que me apaixonei desde a primeira vez que vi, uma linha linda, porém, pouco trabalhada na Umbanda.

Getrua Sr. Boiadeiro.

Saravá Sr. Rei do Laço.

Que sua falange possa ser mais compreendida, estudada e requisitada nos terreiros de Umbanda.

Saravá toda a sua banda.

Neófito da Luz.