Pretos-Velhos e Caboclos Kimbandeiros

Saudações fraternas queridos irmãos de senda.

Aqui quem vos fala é o neófito, com mais um texto chato, porém honesto! Rsrs

Gostaria de elucidar um pouco mais sobre essas duas linhas, que em alguns locais já trabalham de forma paralela às linhas comuns como caboclos e pretos-velhos. Mas essas entidades, por possuírem o mistério, a energia da direita, como os caboclos e pretos-velhos, trazem consigo o mistério da magia africana, a facilidade em manipular energias deletérias, energias telúricas e consequentemente, o afastamento ou aproximação de eguns que podem ou não causar efeitos colaterais aos médiuns.

Eu mesmo trabalho com um preto-velho que é totalmente voltado à Kimbanda, Pai João da Costa, e o trabalho dele realmente se difere do outro preto-velho do qual dou passagem, a vibração é mais densa, mais agressiva, porém, é uma vibração de resolução imediata, na ocasião, uma consulente estava com alguns problemas psicóticos e outras questões que não é o escopo do post, e ao invés de dar aquela tranquila passagem do qual estava habituado, que seria o Pai Guiné, senti uma vibração extremamente diferente, de um preto-velho que mal vinha encurvado, pelo contrário, senti um preto-velho relativamente forte e andava relativamente ereto, com uma fala menos calma, mais contundente, muito sério, pediu charuto ao invés de cachimbo, fez o trabalho, pediu a fundanga e outros elementos mais comumente utilizados para exus e completou o trabalho que foi ali solicitado.

Eu não tenho nenhum preconceito contra entidades kimbandeiras, pelo contrário, acho que são de extrema necessidade para manter o equilíbrio e muito comum essas entidades trazerem contigo toda a força da magia ancestral africana, são antigos mestres do sacerdócio ioruba e culto aos ancestrais que trazem consigo a magia que se perdeu com o tempo.

Em hipótese alguma são entidades que praticam o Mal ou que de certa forma, atingem o que contraria a Lei Espiritual.

Os guias kimbandeiros, como já disse, são geralmente espíritos de ancestrais africanos de cultos de tempos remotos, é perceptível a divergência de trabalho em relação a outra linha de preto-velho, bem como a energia que traz, os movimentos são mais bruscos e são profundos conhecedores de outros meios de magia, como os utilizados na Pajelança, na Bruxaria antiga, são verdadeiros detentores de conhecimento com a manipulação de energias telúricas.

Existe uma grande falange de pretos-velhos que trazem consigo o poder da Kimbanda, e assim como outros orixás, foram negligenciados pela liturgia hodierna ou inseridos em sincretismos para facilitar a liturgia moderna. Como já coloquei nesse blog, há uma grande diferença entre a Kimbanda e Quimbanda, vide post aqui.

Assim como existiam os antigos sacerdotes iorubas, também existiam outras classes de espíritos que também traziam o conhecimento das ciências perdidas no tempo, não só na Africa, mas também nas Américas, existia essa mesma manipulação de energia telúrica, deletéria para que pudessem reverter para o bem, assim como existiam os negros kimbandeiros, comumente conhecidos como tatás e n´gangás, também existiam os índios, os espíritos mais jovens, o que denominamos na Umbanda como Caboclos Kimbandeiros, onde existem famosos caboclos dessa falange como Sr. Pantera Negra, Sr. Giramundo e até mesmo Sr. Treme-Terra.

Extraído do site http://www.paimaneco.org.br

As entidades kimbandeiras não se limitam apenas a caboclos e pretos-velhos, porém, é onde fica mais evidente e até mesmo mais conhecida essas características, por se apresentarem de forma mais firme, enérgica e até mesmo mais calada, são imprescindíveis para o equilíbrio da Lei e podem trabalhar tanto no mistério do qual são inseridos no polo direito da Umbanda, como caboclos, preto-velhos e até mesmo em outras linhas, como ciganos, e também podem trabalhar no polo negativo da energia, juntamente com os exús, o que possibilita maior campo de atuação e maior conhecimentos desses espíritos.

Então é importante salientar que não são espíritos que fazem o Mal, pelo contrário, são espíritos com profundos conhecimentos de Magia Ancestral que possuem livre arbítrio para transitar nos dois lados da Força tornando mais eficiente determinados tipos de trabalho.

Se presenciarem uma casa que dedica uma linha específica a eles, não estranhem, algumas casas já estão dando comunicação para essas falanges em especial e tratando-os de forma diferenciados dos caboclos e pretos-velhos tradicionais.

Lack’Ech

Neófito da Luz

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