Mediunidade na Umbanda

Nego velho hoje vai falar

De um assunto que muitos vão se interessar.

Mediunidade é um dom

Muito pouco compreendido

É tarefa, é missão

Que muitos tem confundido.

 

Quando a alma nessa terra

Um ventre vem habitar

Traz  escrito no seu ser

As tarefas a fazer.

 

No momento de reencarnar

Muitos compromissos faz

Com a divina providência

Promete ser luz e ser paz.

 

Trazendo o dom da cura

É só estender as mãos

Este tipo de mediunidade

Liberta muitos irmãos,

Da dor e do sofrimento

E também da escravidão.

 

Outros têm o dom de ver

O mundo mais além

Assim podem socorrer

Muitos que sofrem também.

Outros filhos ouvem o clamor

Daquele que já morreu

Então acolhem com amor

Como se fosse um filho seu.

 

Mostrando novos horizontes

Que podem levar a Deus.

Aquele que prometeu

Todo irmão encaminhar

Vem ser médium de transporte

Para muitos amparar

Mostrando sempre o caminho

Àquele que procurar.

 

Missão de amor e humildade

De luz e de proteção,

Traz aquele que empresta o corpo

Para a  incorporação

Dando assim oportunidade

De  esclarecer muitos irmãos.

 

     Outros filhos trazem na sua essência

Riqueza em fluido vital

Movimentam com eficiência

Tudo que é material

Com a força de sua fé

Podem aniquilar o mal.

 

Tem  filho que não vê

Não  ouve,nem faz cura,

Mas sente e quer proteger

Toda e qualquer criatura.

 

Este é o médium sensitivo

Que com amor e devoção,

Transforma com seu exemplo

Muito egun, num novo irmão.

 

Tem aquele filho que escreve

Mensagens de admirar

Inspirado pelo alto

Muito pode auxiliar.

 

Levando o conhecimento

Pra aquele que precisar

De uma palavra de alento,

Escrito lá vai estar.

 

Outro traz o dom da fala

Argumento, não lhe falta não,

Esclarecer  é seu lema

Esse é o médium de doutrinação.

 

Que fala de esperança

De cura e libertação

Sua  missão é mostrar

Que a vida é uma transição

Que o corpo é só uma roupagem

Usada para lição.

 

Neste planeta escola

Que educa o coração.

 

Mas não  fique a pensar

Que isso é privilégio

Disciplina é seu dever

O amor é seu colégio

Amparar e proteger

Essa é a missão do médium.

 

Bem  antes da encarnação

O compromisso é firmado

Ajudando outros irmãos

O médium é ajudado

Se liberta das amarras

Dos erros lá do passado.

 

Mas ao chegar nessa terra

Cheia de vício e tentação,

Muitos desses médiuns erram

 caem nas malhas da  perdição

Se seduzindo pela vil moeda

E por uns poucos tostões

Fazendo-se  instrumento das trevas

Perdendo a chance e a encarnação.

 

Por causa desses filhos

Que confundem o seu papel,

A mediunidade ainda é assunto

De comentário cruel.

 

Mas a verdade , meu irmão

Sobre o que vim pra vocês contar,

Está dentro das escrituras,

Lá poderei lhes provar.

 

Pois desde os tempos remotos,

O homem sempre procurou,

Comunicar-se com o alto

Voltar-se pro Criador.

 

A bíblia é a maior prova

Que existe comunicação

Entre a terra e o céu

Criador e criação.

Os profetas sempre puderam

Tanto ver, quanto ouvir

As orientações do Divino Pai Eterno

Para as nações acudir.

 

Quem deturpa e julga o médium

Lhe  falta orientação

Não me ofendo, pois bem sei

Que por causa da ambição

Muitos servidores das trevas

Fazem o mal, dizendo-se ser  bom.

 

Mas a esses filhos também não julgo,

Pois Jesus deixou a lição.

 

Chega o dia que a justiça

Bate à porta desse irmão.

 

Não há motivo pra medo

Nem preconceito, meu irmão

A mediunidade para o  bem

É socorro e proteção.

 

Lembra tu que a vidência,

Salvou o filho de Abraão?

Porque se assim não fosse,

Sofrendo e em aflição

Abraão mataria o seu filho

Amado do coração.

 

E os reis? Meus filhos se lembram?

Viviam a consultar

Os médiuns daquele tempo,

Para suas decisões tomar.

 

Vejam bem irmãos e amigos

Mas olhem com o coração

Moisés é um bom exemplo

De amor e abnegação.

 

Médium de efeitos físicos

Sempre soube seu dom usar,

Na hora da provação

Rogou com fé e do céu desceu maná.

 

Tocou com seu cajado nas rochas,

E a água começou a brotar.

 

Caminhando com a multidão no deserto

Avistou ao longe numeroso exército

O seu povo a perseguir,

Viu que o fim estava perto

E por seu povo se pôs a pedir.

 

E com grande valentia

Com seu cajado ordenou

Que o mar se abrisse em dois

Em nome de Nosso Senhor,

Sua rogativa foi atendida

E toda a multidão passou.

 

Com a armadura da fé

Mas usando seu dom também,

Afogou-se todo o exército

E não sobrou mais ninguém

Que se atrevesse a desafiar

Esse enviado do bem.

 

Vocês duvidam desse dom?

Então diga quem  escreveu,

O livro sagrado meus irmãos

Não foi inspirado por Deus?

 

Então porque resistência,

Se a prova na tua mão está?

É vidência, é audiência

Toda página que tu olhar.

 

Nesse livro que é sagrado

Muitos médiuns trabalharam

Pra mostrar que mediunidade

É uma tarefa de amor

Que deve ser exercida

Para exaltar o Criador.

 

Mas o homem com astúcia

Medo de mostrar a verdade,

Preferiu cobrir com tabus

O assunto mediunidade

Que incomoda a hipocrisia

De muitos na sociedade

Que querem viver de mentiras,

De ambição e de vaidade.

 

Na fuga da disciplina

Do viver em retidão

Muitos filhos não querem doutrina

Que eduque o coração,

Eis porquê esse assunto

Tem pouca aceitação

Pois não há segredo algum

Que lhe fique oculto não.

 

Assim fala Pai Chico Preto

Nesse mundo de expiação

Que tá sentado no toco

Pra auxiliar esses irmãos.

 

Ditado por Pai Chico Preto

Digitado pela Yakekerê: Marcia Andreia

Reunião mediúnica do dia 14-06-2010

Da Casa de Umbanda “Mãe Maria”.

Yá : Rosi D’Oxum

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