Uma breve narrativa sobre o início do desenvolvimento mediúnico (O Início da Incorporação)

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– Meu corpo se mexe de forma que eu até consigo me controlar, mas eu não quero, que coceira na perna, estranho, até consegui coçar, mas com dificuldade,

– Como é ruim ficar de olho fechado. Será que é vergonha? Algum tipo estranho de timidez? As pessoas me oferecem bebida, mas até sinto uma vontade estranha de beber, mas eu não quero, parece-me que ainda não tenho permissão para beber!!! Mas como é isso???

– Que sensação estranha… Que estranho, vontade de fumar, mas como assim? Eu não fumo! Aliás, agora que eu lembrei, que vontade é essa de beber se nem bebida alcoólica eu consumo? Hum… Aliás, eu até consumo sim, mas não desse tipo…

– Que som legal esses graves, essas batidas, que vontade de dançar, eita, que vontade de me mexer, tô dançando, mas parece que eu tô duro, mas tô dançando, deixe o som dessas batidas me levar, mas vamos parar com tudo… Essa sensação? Tô vendo tudo, me mexendo de certa forma, mas como eu quero, ouço tudo no mundo externo, mas meus olhos permanecem fechados, dá uma insegurança, vou abrir um pouco e consegui abri-los, entendi, estou no centro, e essa gira.

– Será que eu estou incorporado??? Isso é da minha cabeça??? Será que realmente tem algum guia em minha matéria ou estou louco? Eu consigo falar se eu quiser, consigo negar algo que eu muitas vezes até quero, mas que briga é essa do meu cérebro com meu sistema motor?

Sim… Meus irmãos, esse é um processo extremamente normal das primeiras fases do processo incorporativo, o que eu narrei de forma sucinta é o que aconteceu comigo e com mais milhares de médiuns que iniciam-se suas vidas dentro dos terreiros.

É extremamente normal observamos o ambiente, sabermos que estamos nele, os primeiros meses desse processo é complicado, muitos pensam em desistir ou desacreditar no poder das entidades ou até mesmo em si próprio. Será que é tudo fruto de nossa imaginação?

Os primeiros meses o sentimento de inutilização de si mesmo é enfático, o “mentor” chega, você anda um pouco, mas não anda muito, não fala, mal abre o olho, a postura corporal quase sempre é a sua, você não bebe, não fuma, não faz absolutamente nada, realmente é um processo adaptativo extremamente chato, cansativo e por vezes, demasiadamente lento.

Mas é a evolução, é o processo evolutivo que todos nós temos que passar, assim como a lagarta passa por um doloroso processo ao se libertar do casulo e se transformar na borboleta, assim é o processo mediúnico com todos nós, seja na Umbanda, seja no kardecismo ou qualquer outra liturgia espiritualista, o processo de desligar-se do seu “Eu Material” e religar-se com o seu “Eu Espiritual” é vagaroso, penoso e muitas vezes frustrante.

Mas como tudo na vida, é necessário Foco, Força e Fé, como vemos em muitos posts em redes sociais, acima de tudo isso, a determinação e a crença em Si mesmo, a fé é algo relativamente intangível, mas a crença em Si e no Criador é o que faz toda a diferença.

Existe o post Firmeza de Cabeça (Ler Aqui) que ajuda muito nessa empreitada, mas agora prefiro partir ainda mais do começo…

Os seus chacras que são seus vórtices energéticos trabalham em velocidades altíssimas, e quanto maior sua evolução e sua busca pelos estudos, bem como certas práticas espiritualistas, tendem a acelerar ainda mais esses vórtices, mas como somos muito ligados à carne, eles tendem a trabalhar em velocidade reduzida, e quando iniciamos o nosso desenvolvimento, primeiro precisamos preparar o nosso corpo para vibrar de forma ao menos síncrona ou devidamente satisfatória com o plano espiritual para assim estabelecermos uma comunicação sem ruídos. Imagine quando você brinca de pular corda, a corda está rápida, você precisa saber o tempo certo para entrar na corda sem se “queimar” e pular de acordo com a velocidade que ela está rodando, é assim que também tentamos sincronizar com o nosso “Eu Espiritual”.

Existem formas para ajudar nisso, é regrar a sua vida, como o próprio mestre Jesus dizia: “Orai e Vigiai”, não adianta orar todos os dias se não vigia suas atitudes, não adianta pregar de forma sábia aos irmãos do centro e dentro de sua própria casa, bater em sua mulher ou filhos.

A conduta de vida é importante, pois ela é imprescindível para o seu nível vibratório e consequentemente sua “Forma-Pensamento”, claro que existem pessoas com muito mais facilidade que outras, isso vai de médium para médium, tem médium que se mata de beber na semana e chega no final de semana ainda dá uma excelente comunicação, isso depende de vários fatores que serão elucidados em próximos posts.

O processo adaptativo do guia com o médium se dá ao alinhamento da velocidade desses chacras, as velocidades devem ser parecidas para ocorrer uma acoplagem eficiente, por isso, muitas vezes, o movimento brusco da entidade ao irradiar o médium.

Podem perceber que isso com o tempo diminui de forma significativa, a acoplagem vai se tornando mais eficiente até chegar a um sincronismo perfeito.

Deixar de consumir carne vermelha, bebidas alcóolicas e sexo desenfreado não somente no dia que precede, mas manterem um resguardo referente a isso ajuda muito também, mas como cada pessoa tem o seu organismo físico, também tem o seu organismo espiritual, isso vai de pessoa para pessoa não tendo uma regra.

Importante salientar também que o guia não toma o seu corpo e seu espírito nem fica ao lado ligado pelo cordão de prata; E sim a entidade te irradia em seus pontos vitais para que possa assumir seu mecanismo motor, utilizando também seus recursos psicofônicos, ou seja, ele irradia seus chakras e assume todo o controle de seu corpo, com isso, IMPOSSIBILITA O DESLIGAMENTO TOTAL DE SUA MENTE o que de fato, exclui aquele assunto de MEDIUNIDADE INCONSCIENTE.

O começo da jornada é sempre difícil, sempre demanda tempo, dedicação e conhecimento, peguem um tempo para estudarem, conhecerem suas limitações e suas aptidões, e gradativamente, alcançaremos o que tanto almejamos: A Evolução Espiritual

Contudo, vale salientar que no começo, ver é normal, ouvir é normal, sentir dor é normal, sentir reações fisiológicas como os gases também é normal, o que vai te diferenciar de um médium medíocre para um médium produtivo é o seu grau de desprendimento e dedicação, eu sempre falo no blog, mais vale o grau de desprendimento do médium ao grau de incorporação, ambos estão de certa forma, intrinsecamente ligados, porém, existe o dia que sua irradiação não estará tão forte, em contrapartida, você tendo bom desprendimento, você mesmo pode assumir os trabalhos de forma eficiente.

E lembrem-se: A entidade utiliza o seu corpo como recipiente, se o seu corpo é fragmentado, sujo, pequeno espiritualmente ou até mesmo disforme, irrefutavelmente, a entidade terá que passar a sua mensagem nessas condições, e consequentemente, sofrendo influências do meio da qual ela utiliza como recipiente.
Em suma: Até o mel mais doce azeda em um recipiente sujo!

Meus sinceros votos de Paz e Luz

Neófito.

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Um comentário sobre “Uma breve narrativa sobre o início do desenvolvimento mediúnico (O Início da Incorporação)

  1. Prezado amigo Neófito. Teu post está excelente, mostra exatamente a minha atual “luta” no Centro que frequento. Sou médium nova, há apenas 2 anos estou desenvolvendo, e os sentidos funcionam todos dessa forma, ficamos realmente muito inseguros em relação a nossa mediunidade. Obrigada pela orientação!

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