Um breve comunicado sobre autoria de textos.

Paz Profunda, amados irmãos.

Gostaria que nossos irmãos umbandistas e blogueiros, ao retirarem textos do meu site, do qual 90% é de minha autoria, favor colocar o nome do autor junto com o site que foi extraído.

Chegou ao meu conhecimento que o neófito da Luz está em outro blog e agiu com preconceito, importante salientar que o neófito da luz só escreve nesse blog ou no http://akhen777.wordpress.com do qual não atualizo mais.

Realmente é o que eu vivo dizendo aqui, tantos reclamam do preconceito em nossa religião e é a própria ignorância dos adeptos que professam a fé que denigre a mesma. O preconceito existe porque uma quantidade considerável dos adeptos fazem de sua morada principal a ignorância e o comodismo, para esses, minhas condolências por ainda adormecerem na penumbra da ociosidade espiritual.

Não me importo em divulgarem meus textos, desde que sejam em blogs sérios e que tenha o devido crédito, um outro site com os meus textos assina como “Neófito da Luz” e produz outros materiais que nada tem a ver com a minha opinião ou prática.

De um lado, sinto-me lisonjeado, por exemplo, do post “Firmeza de Cabeça” ter sido replicado em tantos blogs, por outro, profundamente aborrecido por esses mesmos blogs produzirem outros fundamentos assinando meu nome do qual não sou autor.

Por isso, sempre enfatizo no blog, irmãos, aprendam a separar o joio do trigo.

Eu já não sou ninguém, para alguém ainda assinar com meu nome, ou quer me denegrir ou ainda é pior do que eu.

Agradecendo a colaboração.

Neófito da Luz

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O Vaso de Porcelana e a Rosa

O Vaso de Porcelana e a Rosa

O Grande Mestre e o Guardião dividiam a administração de um mosteiro zen. Certo dia, o Guardião morreu e foi preciso substituí- lo. 

O Grande Mestre reuniu todos os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado.

– Vou apresentar um problema, disse o Grande Mestre. E aquele que o resolver primeiro será o novo Guardião do templo.

Terminado o seu curtíssimo discurso, colocou um banquinho no centro da sala. Em cima, estava um vaso de porcelana caríssimo com uma rosa vermelha a enfeitá-lo.

– Eis o problema, disse o Grande Mestre.

Os discípulos contemplavam, perplexos, o que viam: os desenhos sofisticados e raros da porcelana, a frescura e a elegância da flor. O que representava aquilo? O que fazer? Qual seria o enigma?

Depois de alguns minutos, um dos discípulos levantou-se, olhou o mestre e os alunos a sua volta. Depois, caminhou resolutamente até o vaso e atirou-o no chão, destruindo-o.

– Você é o novo Guardião, disse o Grande Mestre para o aluno.

Assim que ele voltou ao seu lugar, explicou:

– Eu fui bem claro: disse que vocês estavam diante de um problema.
Não importa quão belo e fascinante seja, um problema tem que ser eliminado. Um problema é um problema; pode ser um vaso de porcelana muito raro, um lindo amor que já não faz mais sentido, um caminho que precisa ser abandonado – mas que insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto. Só existe uma maneira de lidar com um problema: atacando-o de frente. Nestas horas, não se pode ter piedade nem ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo.

Extraído do site Somos Todos Um.
Link: http://somostodosum.ig.com.br/blog/b.asp?id=7605

Reverência dentro do Centro, Tradição Ritualística e Manifestações Agressivas.

Saudações amados irmãos.

Fazendo parte daquele pot-pourri de pequenos assuntos, vamos iniciar com a Reverência aos Orixás, em muitas cadas tradicionais é perceptível a chegada de um mentor em Terra e todos se ajoelham para reverenciar, para transmitir o prazer e o respeito de ter mais uma vez aquele Mensageiro dos Céus na casa.

Acho importante a doutrina do respeito, eu mesmo acho interessante esse tipo de atitude, o que eu não gosto de presenciar é quando o orixá te obriga a ajoelhar, aí eu já começo a achar estranho, como podem presenciar em vários de meus posts, eu não gosto de nada obrigado, a espiritualidade possui sabedoria suficiente para enxergar que há várias formas de respeitar, e se não for um motivo realmente plausível, acho que é uma pequena interferência do médium aliada à famosa palavra “vaidade”.

Outra coisa que eu já presenciei e acho ridículo, e o próprio sacerdote da minha casa fazia isso, é que quando visitávamos outra casa, ele ia bater a cabeça para o babalaô e supostamente pegavam nosso sacerdote no ato da atitude pra não fazê-lo, porque ele também era chefe de congá e os guias dele não ADMITIAM ele bater a cabeça para outro babalaô.

Partindo do pressuposto que são os mentores desse sacerdote que implementou a rotina de ajoelharem quando eles chegam, acho que nada mais justo e humilde do que eles exigirem o mesmo do seu filho quando visita outras casas, o que perceptivelmente não foi recíproco, ou seja, “Faça o que eu mando, mas não faça  o que eu faço”?

Então são pequenos detalhes que você como filho, costuma idolatrar o seu sacerdote e no ato passa despercebido, mas quando você começa a olhar com outros olhos, começa a enxergar com uma mente mais analítica, começa a ficar mais perceptível certas falhas.

Na casa daquele mesmo sacerdote antigo que exigia que beijássemos a mão dele, o Zé Pelintra dele falava e “desfalava”, tinha casos parecidos, uma vez, uma filha deixou de forma errada uma faca durante a oferenda do Ogum, e ele estava incorporado com Ogum também, ele chutou as louças e fez cara de que estava todo errado, o orixá estava IRADO, e ainda exigiu que ela batesse a testa dela no chão para se redimir de culpa.

Todos os outros filhos tementes a mesma atitude, bateram a testa no chão, eu confesso que não o fiz, o que me rendeu algumas horas de sermão do Ogã após a gira, logo após esse ato, pedi licença e depois fiquei sabendo que o Zé Pelintra dele falou que eu era ingrato, que ele varre mesmo da casa o que não presta! [Risos].

Sou totalmente a favor do respeito, mas confesso a vocês, se um dia eu tiver a minha casa, ou isso acontecerá com todos os mentores da casa, independente da idade do médium, ou eu mesmo me abaixo como sinal de agradecimento pela presença de um ser de luz ali dentro para a prática do bem e da caridade.

É muito importante DIFERENCIAR respeito com a devoção e até mesmo IDOLATRIA, cuidado irmãos, isso é uma Armadilha do Mal [Risos], e o Mal nada mais é que a Ignorância, o Demônio interior de cada um de nós. Respeite, mas não precisa reverenciar ou idolatrar dessa forma, seja grato pela presença de um Mentor de Aruanda, de um Orixá, sejam gratos, respeitosos, mas nunca cegos.

E esse tipo de Tradição Ritualística é muito comum, cada casa faz de uma forma, isso envolve também o bater a cabeça, algo que eu particularmente discordo veementemente, ninguém está acima de mim e nem eu estou abaixo de ninguém para ter que me ajoelhar ou bater cabeça aos pés de outro errante e pecador como eu.

–          Ah, Neófito, isso é uma forma de respeito, de ser humilde, de mostrar amor e dedicação ao Zelador, isso é tradição.

Concordo que é uma tradição, mas é uma tradição obsoleta, retrógrada, isso não acontecia no culto ensinado por Sete Encruzilhadas, a Umbanda PREGA a HUMILDADE, nada mais justo que você demonstrar isso ajoelhando a uma pessoa mais antiga? Discordo!

A sua conduta de vida é o maior respeito que você pode oferecer aos seus mentores e irmãos de santo, esse negócio de bater a testa para babalaô, beijar a mão dele, ajoelhar pra ele, acho que a Idade Média já passou há muito tempo e certas tradições existiram por Vaidade do Dirigente e nada mais que isso.

Algumas tradições ainda existem pela repetição, pela transmissão dos mais velhos para os mais novos sem que nenhuma das partes se questione ou tenha o fundamento sobre.

Reitero veementemente, Tradição é Importante, eu mesmo faço parte de Ordem Iniciática que existe desde o Antigo Egito, mas toda a Tradição é muito bem fundamentada, muito bem estudada e explicada. O que acho complicado dentro dos terreiros é o “Porque Sim” e “Porque não”.

Exemplo:

– Padrinho, porque o caboclo pula dando o grito de guerra, dando pirueta e bate a mão no peito?

– Porque sim!

Então é isso, amados irmãos, questionem, compreendam, fale com seus mentores.

Um outro problema sério dentro das casas e que assustam muitas pessoas da assistência e até mesmo da corrente, são aquelas vibrações agressivas, aquelas manifestações animalescas dentro do centro, espíritos em forma de serpente, em forma de outros animais, que urram, que gritam dentro do centro, que querem agredir fisicamente outras pessoas, essa é uma questão relativamente delicada e requer atenção constante do dirigente da casa.

Importante ressaltar que diversas vezes presenciei que isso é fruto da consciência do próprio obsediado, ou devido a uma busca inconstante por atenção ou por falta de orientação em sua vida material, importante salientar que isso não descarta a possibilidade de ser uma possessão espiritual também.

Primeiramente para evitar esse tipo de circunstância, algumas providências devem ser tomadas, das quais:

1)     Firmeza na corrente do templo, essa firmeza consiste em firmeza na Linha dos Guardiões, Firmeza dos Médiuns e Direcionamento Efetivo nos Trabalhos;

2)     Conhecimento na Casa,  importante salientar sobre certos fundamentos da casa com a presença da Assistência, acho importante aquela evangelização antes dos trabalhos e que tenha participação da Assistência. Eu prefiro aumentar o tempo desse tipo de ritual e diminuir drasticamente o tempo da abertura. As pessoas que possuem essa tendência de “incorporar” certos espíritos, ficarão mais pensativas quanto a certas manifestações.*

3)     A Organização dos Trabalhos e a Cartilha da Casa. Importante a casa ter regras, fundamentos e uma missão pré-estabelecida. É uma casa onde aceitarão esse tipo de possessão? Terá mediuns de transporte? Terá socorristas para encaminhar esses espíritos para outro local?

*Sempre importante salientar que sua mente é o princípio ativo, e você é uma antena espiritual, você vai sintonizar espíritos da mesma vibração que você, logo, esse tipo de possessão só ocorre se sua mente estiver fraca e principalmente sem o estudo da causa, o estudo é a ginástica mental, sempre.

Eu particularmente não gosto desse tipo de trabalho, o espírito obsessor que acomete desgraça aos filhos não precisa incorporar para ser encaminhado para outro local, e me pergunto, se é algo ruim, o que vai fazer em um terreiro onde ele saberá que será expurgado? É para se pensar, não?

Existem alguns meios para evitar esse tipo de circunstância que denigre demais a casa, em um local que presenciei esse tipo de ocorrido, dois assistentes saíram imediatamente da casa. Outro dia, conversando com um colega de trabalho, ele me disse que nunca mais foi em Terreiro devido a algo ruim que ele presenciou, o espírito queria bater em todo mundo.

Então existem meios para melhorar a reputação da Umbanda e evitar esse caos dentro do Terreiro, para isso, é sempre importante, estudarem, sintonizarem com seres de Luz, e se quiserem mesmo assim ter esse tipo de trabalho, deve ser em dias específicos e de preferência longe da assistência.

São fatores interessantes que deixam o ar da casa mais limpo, deixa os trabalhos mais tranquilos e os médiuns não precisam voltar para suas casas carregados, é sempre importante relaxar a mente, ter aquele trabalho agradável, ambientalizado dentro dos limites da Luz Espiritual.

Para trabalhos mais pesados, existe a Linha dos Guardiões, portanto, eu sempre digo, Organização, Ordem dentro de qualquer trabalho Espiritual é tudo.

Tudo o que faz afastar a assistência e que eu considero desagradável ou até mesmo desnecessário eu evito, sem contar aqueles pontos horríveis que falam sobre satanás, lucifer, exu tem duas cabeças, pombagira é p.. da encruzilhada, nada que possa denegrir a religião, muito pelo contrário, tamanho é o preconceito que eu faço de tudo para estimular, associar a Umbanda com outros ritos, com outros fundamentos, com o Universalismo.

Encerramos aqui mais um “medley” de assuntos aleatórios.

Com Amor.

Neófito da Luz.

Algumas considerações sobre a Linha do Oriente.

Saudações queridos irmãos.

Estou aqui pra falar sobre essa Linha totalmente contraditória, onde cada literatura fala uma coisa, isso acontece porque de fato, ninguém viu essa Linha em Terra. Muitos confundem a Linha do Oriente com a Linha dos Ciganos, os Ciganos podem até fazer parte dessa corrente, até atuam, mas não tem como vibração primária a Força dessa Corrente.

A linha do Oriente primeiramente não incorpora, existem alguns mentores orientais que até podem vir MUITO RARAMENTE dentro dos terreiros, mas sua melhor e maior forma de trabalho é fora da matéria.

É uma falange composta por mestres, gurus, espíritos que tiveram todos os ensinamentos desde o Antigo Egito, Babilônia, alguns muito antes de encarnarem na Terra, já vinham com o propósito de trazer paz e luz à humanidade.

É uma falange composta por verdadeiros Magos, Exímios curandeiros, conhecedores dos mistérios do universo, verdadeiros mestres da humanidade. Justamente por possuírem tamanha evolução, conhecimento, não necessitam mais do trabalho psicofônico, ou seja, incorporação.

Estão muito presentes nos bastidores dos trabalhos umbandistas, mas em todo o meu tempo de Umbanda, nunca os vi incorporados.

Em muitas literaturas classificaram em falanges, em chefes de legião, infelizmente, a única vez que tive contato com um deles, que se autodenominou Tarkh-ahjn (Não lembro como se escreve direito [risos]) veio para dar alguns ensinamentos, ele veio uma vez em minha matéria também, ficou por volta de dois minutos e me disseram que suei em bicas, minha camisa ficou totalmente molhada me obrigando a trocá-la durante o trabalho. Isso pra mim foi prova o suficiente que ainda estou muito longe de ter a devida vibração para trabalhar com essa linha, e com certeza, mais milhares de irmãos.

Fala muito baixa, português perfeito, o que é outra coisa que eu penso muito, pra que virá um Mentor do Oriente falando japonês? Chinês? Ele tem que vir com o idioma do local que ele vem trazer sua mensagem. Eu acho interessante quando chega um mentor que sai falando em italiano, inglês e todo mundo dizendo: “Nossa, como esse médium trabalha bem!”.

Se fosse assim, poderia fingir muito bem um cigano utilizado o idioma espanhol do qual eu conheço razoavelmente bem. Mas não é o escopo do post.

A Linha do Oriente na verdade são mentores da Grande Fraternidade Branca, Os Mestres dos Sete Raios e mais uma Grande Legião de Espíritos Sábios e Evoluídos que atendem a todas as Egrégoras do Globo Terrestre. São os verdadeiros Mentores dos Espíritos da Caridade e seus Braços alcançam as mais variadas liturgias, seja o Esoterismo, a Gnose, o Kardecismo, a Umbanda, os Centros Holísticos.

Desculpe se decepcionei aos caros leitores se esperavam um relato sobre mentores que incorporam, levitam, fazem chover, utilizem tele cinese, mesmo que consigam, não será possível em nossa matéria porque somos condicionados a uma cultura de limitação de nossa própria consciência.

Um fato importante é não confundir os ciganos com a Linha do Oriente, isso é importante.

Essa Linha do Oriente não existe oferenda, mas podemos cultuá-los com certos elementos dentro do centro, como pirâmides, cristais, determinados incensos, trabalho com velas, entre outros elementos muito utilizados no esoterismo.

A Linha do Oriente é a Linha de Maior Alcance dentro do Panteão Umbandista, trabalham fortemente com a Vibração dos Orixás por serem Espíritos mais puros e com grande quantidade de Luz. Mas esses, por sua vez, em algum momento de sua vida espiritual, encarnaram, há estudos, que eventualmente encarnam para trazer sua Luz à humanidade.

Filosofia do Exu – A Percepção Individual, apenas um Ponto de Vista

Uma lembrança muito rápida que me veio com um Exu da minha corrente, através de uma pequena discussão sobre pontos de vista dentro de um Terreiro:

Eis que ele levantou uma garrafa e pediu pra eu olhar a garrafa na mão dele, aí ele disse:

– Menino, o que você está vendo aí?

Eu disse, estou vendo a garrafa, o rótulo da marca e percebi que a garrafa AINDA ESTÁ MEIO CHEIA.

Olhando para a mesma garrafa, mas do lado dele, ele disse:

– Eu não estou vendo nenhum rótulo, menino, estou apenas vendo que a garrafa JÁ ESTÁ MEIO VAZIA.

Ou seja, estávamos vendo a mesma coisa, a mesma garrafa, mas de ângulos diferentes e IMEDIATAMENTE percebi que com isso, também vimos coisas diferentes.

Podem perceber que além do adesivo da garrafa que eu pude presenciar e ele não, a noção da quantidade, como o MEIO CHEIO e o MEIO VAZIO e também a noção TEMPORAL foi diferente, o AINDA ESTÁ com o JÁ ESTÁ! Ou seja, todo ser possui uma percepção individual de acordo com suas experiências e conhecimentos adquiridos no decorrer da vida, logo, tanto eu quanto meu exu estávamos certos, estávamos falando sobre a mesma coisa, mas de pontos de vista diferentes.

Isso curiosamente me veio à lembrança ao postar outros dois assuntos polêmicos, além de debater com o irmão Marco, sempre presente aqui no blog e que já virou um amigo. Essa mensagem acima corrobora com o que eu sempre digo aqui, o blog é apenas uma das visões do Todo, aqui é uma forma de você se localizar no Espaço, ter um Norte, nem sempre aqui poderá ser o melhor caminho, mas já é uma encruzilhada, um ponto de partida,  já é uma referência para futuras dúvidas e conhecimentos que adquirirão em suas jornadas. Aqui eu retrato minhas experiências com as casas que visitei e também muitos ensinamentos dos meus mentores, mas como eu sempre digo, os meus podem exigir ou deixar de exigir certas coisas que não conferem com os de vocês.

Aqui é apenas mais uma das diversas fontes de conhecimento, não é a Verdade Absoluta e sim Apenas Mais Uma das Infinitas Verdades.

Estudem, Reflitam, Ouçam os seus Mentores.

Que sejam Contemplados com a Luz Maior e a Santa Paz Cósmica.

Neófito da Luz.

Zeladores de Santo, Curso de Sacerdócio, Guias de Reserva, Evangelho nos Trabalhos.

Saudações fraternas, irmãos de fé.

Mais um texto do formato bate-papo sobre os zeladores de santo, os médiuns que não podem trabalhar com outro guia da mesma linha e a evangelização nos trabalhos umbandistas.

Primeiramente, gostaria de expor a minha humilde opinião sobre o Zelador de Santo, primeiramente, na Umbanda não trabalhamos com Santos, Santos são espíritos que já encarnaram e podem continuar encarnando na Terra pelos mais variados objetivos, segundo a liturgia Cristã, foram todos aqueles que foram salvos por Jesus Cristo ou tiveram uma consulta ilibada em Vida, de devoção e de Trabalho Altruísta, essa é a definição básica de santo, claro, que se consultarmos com calma a história da maioria dos Santos, nada mais foram que pessoas comuns, algumas até hediondas, mas isso não é o assunto do Post. Não incorporamos o Santo, não incorporamos São Jorge, São Sebastião, nenhum deles, isso é apenas Sincretismo, consequentemente Santo é diferente de Orixá, porque Orixá é desdobramento Vibratório, é Vibração Divina, á uma Força Natural dispersa no Cósmico. Nem o próprio Orixá, incorporamos, e sim um representante Natural daquela Força, daquela Vibração. Então, irmãozinhos, não confundam Orixá e Santo, são assuntos completamente distintos, o Santo pode estar contido na Vibração do Orixá, e não o contrário é a mesma analogia de que Cristo é Deus, e não é bem assim, Deus está em Cristo e não o contrário. De certa forma, Cristo é a representação de Oxalá, porque ele veio para Terra, trazer a Fé, a Paz, trazer o Conhecimento Divino e acender a Luz Divina Interior que cada um nós temos, ele não é Oxalá, mas trouxe consigo toda essa vibração, compreenderam?

Com isso, espero ter sido o mais claro possível quanto a esse fundamento, então para que teremos zeladores de santo em um local que não existem Santos?

Agora vamos desmembrar o que significa um zelador: É aquele que zela, é aquele responsável por cuidar de um determinado assunto, então zelador de santo, é aquele que zela e cuida do santo. Contraditório.

Vale deixar bem claro que não estou questionando a serventia de um zelador de santo, pra mim, esse nome nem deveria existir mais, primeiramente porque é sabido que não temos santos na Umbanda, outro motivo, é que quem zela realmente pelo nosso orixá, somos nós mesmos, nós que damos as oferendas, trazemos sua Energia em nossa matéria, acendemos as Velas, vibramos com ele, então, todos nós somos zeladores de nossos próprios orixás, correto?

Então, está aí mais um estudo de vício, zelador de santo, pai de santo, são nomes que não fazem muito sentido quando estudamos minuciosamente o assunto. É um dos exemplos que eu sempre digo sobre estudar o vício, seguir uma tradição sem estudar a causa da mesma.

Esse é um termo que veio do candomblé, junto com os sacrifícios e outras centenas de fundamentos que incorporaram na Umbanda atual. Como dizia Pai Agenor, “No meu tempo o candomblé era de morim, hoje é de plumas e lantejoulas”.

Portanto, pai-de-santo, zelador de santo não é usual na Umbanda porque não ocorre esse tipo de zelo por parte do dirigente.

Agora vamos falar um pouco sobre o curso de sacerdócio.

Já conheci alguns irmãos que realizaram esse curso e gostaram bastante, mas é importante lembrar que esse curso o torna sacerdote de uma linha apenas dentro do contexto do Saraceni, é importante dizer que já é um tipo de Umbanda que sofreu algumas adaptações, já presenciei alguns centros que possui essa linha e para mim, particularmente não agradou muito, já vi muitas pessoas felizes com esse tipo de liturgia e eu mesmo já presenciei a eficiência dos trabalhos, mas é muito importante salientar, que te torna sacerdote de um tipo específico de liturgia de Umbanda, pra mim, já não seria útil, porque além de preferir um “curso” direto com os meus mentores, eu sou adepto e até mesmo parte de uma liturgia totalmente diferente. Os centros que eu presenciei que trabalham com essa linha, trabalha muito com o Orixá, e eu já não sou tão adepto a essa forma de trabalho, eu mesmo já fui instruído a ter um tipo de trabalho mais centralizado e focado em assistência e não muito em rituais, e a abertura para mim é um pouco cansativa.

Mas é o que eu sempre digo, para cada qual é dado conforme seu merecimento e conhecimento, como já havia dito. Já vi funcionar muito bem esse trabalho, os centros dessa linha são relativamente cheios, funciona pra muita gente, mas não para mim, o mesmo acontece com pessoas da linha Guaracyana, é muito bacana, um ritual agradável, mas não é a minha praia.

O curso de sacerdócio para quem GOSTA da linha do Saraceni, que tem muitos livros dentro da Umbanda, quem gosta de todo aquele Esoterismo explanado em seus livros, é um curso bacana, mas é muito importante salientar que o sacerdócio de um Terreiro, quem o torna é o seu mentor, é a corrente mediúnica que você tem, não adianta você ter uma missão de ser filho de fé, de você ter mentores que ainda não querem uma casa e fazer esse curso, você será sacerdote no “diploma”, mas não terá preparo “espiritual” para tal, o curso é um apoio, mas isso não o torna um dirigente e nem tampouco capaz para dirigir um terreiro, nem todo médico é bom, como nem todo formando é competente em sua área, nesse mesmo preâmbulo, um pedaço de papel não o tornará capacitado para dirigir um templo espiritual, isso é muito importante ter em mente.

Nesse mesmo assunto de linha de Saraceni, linha de Carlos Buby, que é a linha Guaracyana, tem também algumas limitações da forma de trabalho dos médiuns, por exemplo, conheço alguns irmãos de algumas escolas umbandistas que não podem trabalhar com mais de um caboclo, ou melhor, com mais de um mentor durante os trabalhos na casa, uma vez que seu caboclo deu o nome ou apareceu no terreiro, será esse até o fim de seus trabalhos dentro da casa. Eu particularmente não concordo, mas como eu sempre digo, dentro da Umbanda existe diversas linhagens, e com elas, as suas vantagens e desvantagens de cada liturgia, isso me remete ao centro do dirigente vaidoso onde só o marinheiro dele é o capitão do mar.

Eu particularmente não gosto de limitar o médium e nem a forma de trabalho da corrente dele, obviamente dentro do meu conceito de boas práticas, é claro, e é muito importante salientar que todo dirigente já foi um médium iniciante, portanto, pra mim seria muito importante realizar um bom desenvolvimento em um médium que um dia terá a sua casa, seria até mesmo um grande prazer.

Todos os médiuns possuem mais de um mentor em cada linha, uns tem mais, outros menos, não existe uma regra, uma linha de Produção no Mundo Espiritual, cada médium vem em Terra desempenhar um papel diferente do outro, o médium de cura, por exemplo, não precisaria ter 500 exus, diferente de um médium que vem com o objetivo de ser um dirigente, quanto mais guardiões para sustentar a casa, melhor fica. Então, irmãozinhos, cada qual com o seu merecimento e missão designada.

Acontece o fato de que talvez o seu caboclo de trabalho estar em uma outra missão, como já citei aqui no blog, Tranca-Rua que eu sirvo,  uma vez se ausentou e avisou uma semana antes avisando do desencarne massivo em nosso plano, isso aconteceu com o tsunami na Tailândia.

Então o médium vai ficar parado sem ter o que fazer? Importante também lembrar que temos pelo menos um par de orixás, onde cada um trará o mentor de sua vibração para trabalhar junto com o médium, então, por que não deixar o médium trabalhar com pelo menos dois de cada linha de sua corrente? É muito comum você ter um “mentor de reserva”. O que não pode é virar circo, dentro de uma mesma corrente vir três ou quatro na mesma linha, mas isso pode ser evitado se for explicado calmamente ao médium.

Portanto, limitar o número de mentores de cada linha nos trabalhos em minha opinião não seria uma prática habitual.

Agora falando um pouquinho sobre os Evangelhos dentro das liturgias.

Evangelho nos trabalhos eu acho uma prática excelente, aquela leitura do evangelho segundo o espiritismo ou até mesmo da bíblia, e refletirmos uns 10 minutos sobre aquele assunto, eu acho uma prática imprescindível para todos os trabalhos, para os que me conhecem, sabem que eu prezo o conhecimento, os estudos acima de tudo, e isso não seria diferente antes da abertura dos trabalhos, sempre bom aquele assunto antes de abrir os trabalhos, aquele debate filosófico, onde cada médium poderia contribuir com sua opinião e experiência, acho que se a grande maioria das casas adotassem essa prática, não teríamos tanto irmãozinhos perdidos e que necessitam recorrer a meios externos para aprendizado. Além do Evangelho, acho interessante um tipo de trabalho aonde o mentor vem e dá o seu recado, passa o seu ensinamento, a sua experiência.

Tudo o que traz conhecimento, experiência e desperta no médium a curiosidade e a saciedade, eu acho imprescindível e já foi determinado pelos meus mentores quando chegar o meu momento, a casa terá palestras, doutrina aberta ao publico sobre os mais variados assuntos esotéricos, cada um fazendo a sua parte e aprendendo um pouquinho de cada, chegaremos muito longe.

Nenhuma Senda trabalha melhor a evolução das pessoas do que a própria Senda do Conhecimento, ela nos leva a todas as outras.

Esse foi apenas um bate-papo rápido.

Com amor.

Neófito da Luz.

Algumas considerações sobre pombagiras.

 

Saudações fraternais, irmãos.

Vamos falar um pouco sobre pombagiras (também conhecidas como pomba-giras ou bombogiras), uma linha tão mal compreendida como os exus, que estimula um excesso anímico por parte de muitos mediuns.

Não irei estender ainda mais o assunto sobre o dia da semana, oferendas, entre outras coisas porque pombagira é energia feminina da vibração Exu, é a vibração sendo manifestada com toda a doçura da Energia Feminina, a Fecundidade, a Vida.

Já falamos anteriormente que a vibração Exú também é a fecundidade, então temos aí a energia capaz de gerar vidas, o que também não é novidade para ninguém, mas o intuito desse post é falar um pouco mais sobre essa linha tão mal compreendida e consequentemente, mal utilizada.

Vamos salientar um pouco sobre a forma de trabalho dessa linha, mas antes, seria interessante deixar algumas coisas um pouco claras:

Primeiramente, pombagira não são garotas de programa e nem meretrizes de exus, eu tenho pavor quando ouço uma pombagira falar que “dorme” com outro exu, entre outras coisas. Pior ainda é quando a pombagira ou exu fala que “trabalha” com o exu ou pombagira do medium e com isso, ambos irão dormir juntos também.

Confundem demais a espiritualidade com o mundo material.

Nem todas as pombagiras foram meretrizes em sua vida terrena, e nenhuma hoje o é, existe na liturgia cristã demônios que favorecem atos sexuais como o Incubus, que é do gênero masculino e as sucubus, para o gênero feminino e isso sincretizou-se com as pombagiras e os exus na Umbanda justamente pela semelhança de funções entre eles.

Pombagira que chega no terreiro se esfregando em outros mediuns ou outros exus que vivem virando garrafas de champanhe, não são pombagiras, são os mediuns ou espíritos de baixa vibração. Pombagira não é prostituta, elas carregam a vibração da Lei Divina, por atuar em um plano vibratório mais próximo do plano material, elas ajudam a mulher estimular sua autoestima, valorizar a sua beleza, faz com que as mulheres sintam-se mais bonitas, quem nunca percebeu uma medium bem incorporada com uma pombagira ficar ainda mais bonita? A Pombagira atua no chakra básico, ela vem pra valorizar a mulher, valorizar seus traços femininos, como hoje a mediunidade é consciente e semiconsciente, auxilia nos trejeitos fazendo-as sentirem necessárias, atraentes. Isso é apenas mais um dos grandes poderes de pombagiras.

Uma outra coisa medíocre é quando ouço uma pombagira chamar o medium de bicha ou “puta”.  Fico horrorizado com a doutrina de muitas casas, uma doutrina pobre, sem fundamento, orientada ao vício. Pombagira de Lei trata com respeito os mediuns, é o que eu sempre digo aqui no blog, muita gente confunde os nossos queridos cumpadres e irmãs da encruzilhada como agentes do mal, prostitutas, como os gênios da lâmpada, que são pagos para a realização de nossos mais excusos desejos.

Irmãozinhos, o Universo está cheio de Espíritos, e junto com eles, todos os tipos de intenções possíveis, desde Espíritos que aceitam pinga para fazer amarrações, até Espíritos que não aceitam nada para ajudar uma multidão.

Antes de perguntar que tipo de Vibração, que tipo de Mentor você possui, pergunte a si mesmo quem você é e qual o seu objetivo dentro da espiritualidade. Com essa resposta, você saberá que tipo de “mentor” você atrairá para você!

Eu já vi pombagiras sérias, que fazem um excelente trabalho, e já vi aquelas “sujas”, que adoram se esfregar em mediuns e falar bobeiras, nós, da Terra, consequentemente adoramos uma sacanagem não? Todos nós temos a energia sexual muito constante e presente em nossas vidas, uns mais, outros menos, mas todos nós temos, quando isso é incentivado por um amigo espiritual então que nos “entende” é confortante não

É onde muita gente confunde, o mentor que ajuda, não é aquele que incentiva, mas é aquele que apoia e nos força a fazer direito, não é nem o que julga e nem o que incentiva, é aquele que nos sugere, nos ajuda a melhorar.

Uma outra coisa hedionda, e antes que eu seja taxado de preconceituoso, nada contra homossexuais, mas é nojento como a grande maioria utiliza as pombagiras para serem o que não possui a devida coragem de ser. Uma vez veio um homem incorporado com pombagira se esfregar em mim, imediatamente já disse: Minha mãe, agô, se afaste que eu não sou conivente com putaria dentro de terreiro, “ela” imediatamente se afastou.

É normal homem dar passagem para pombagiras muito eventualmente, eu mesmo já trabalhei três ou quatro vezes durante todos esses anos, mas nenhuma vez foi para dar consulta, trabalhar em assistência, ela veio, pediu o que queria e foi embora, normalmente, homens que trabalha sempre com pombagiras, a grande maioria que quer trabalhar sempre, são pessoas com dificuldade em assumir sua própria orientação ou se sente mais à vontade em trabalhar com elas porque a pombagira aflora a Força Feminina dentro dos mediuns.

Novamente não é preconceito, existe casos e casos, mas indubitavelmente quando uma pombagira vem muito em homens, ou ele a evoca por se sentir mais à vontade em ser mulher ou ele utiliza de “animismo” para tentar assumir quem é.

A espiritualidade respeita o preconceito terreno, a pombagira possui inúmeros mediuns mulheres para trabalhar, não precisa ficar vindo em homens para realização de seus trabalhos, e, não sejamos hipócritas, é muito estranho um homem com pombagira, isso é no mínimo constragedor.

Nao é preconceito, irmãozinhos, é lógica, é reflexão, antes de me tacarem pedras, primeiramente pensem…

Isso é muito comum no candomblé, vem aquele monte de pombagiras em homens, e é incrível, como elas são muito piores em mediuns homens, muito piores mesmo, por que? Vamos pensar..

Pombagira que chega em centro querendo esfregação, chamar a atenção, pedir pra ficar cantando, pedir ponto a todo momento, mandar abrir espaço para ela dançar, é no mínimo uma Pombagira que não é da Lei, pra não dizer que é o próprio medium que necessita de holofotes para ele.

Pombagira são moças lindas, que vem com o intuito de trazer à sensualidade, que é comumente confundida com vulgaridade, vem para trazer a Força Feminina à tona, a graça, o dengo da mulher, o charme existente na Força Feminina, acima de tudo isso, pombagira é uma irmã de Lei, vem pra trabalhar, vem com a Força Cosmica para fazer a diferença, não é para agir como uma meretiz dentro do terreiro e confundir ainda mais a cabeça de iniciantes.

Isso também acontece muito com a linha de ciganas, ultrapassam os limites da Graça e é onde começa a vulgaridade.

Assim como outras linhas, elas vem para trabalhar, ledo engano dos mediuns  ao achar que porque algumas foram mulheres da vida, não possuem nada a ensinar, somente rebolar e vir falar ainda mais baboseiras dentro de centro.

Já temos o SEXO estampado em todos os meios de comunicação, TV, rádio, internet, email, não precisamos mais disso dentro das reuniões mediúnicas, concordam?

Por isso, mediuns, amados irmãozinhos, antes de trabalharem com o espiritismo, espiritualismo, umbanda ou quaisquer outras doutrinas, perguntem-se a si mesmo o que vocês realmente são e o que querem, e ao decidir-se sobre isso, estudem, estudem e dediquem-se, para que não seja mais uma vítima das armadilhas espirituais e terrenas e que não seja mais um CANAL de disseminação negativa de tão brilhante religião.

Pombagira é amor, é doçura, é graça, é magia, é amizade, é fraternidade, quaisquer outras coisas diferentes disso, não é pombagira.

Pombagira é exatamente o que está na imagem do Post, é o estímulo do amor, da união entre casais, é o que traz a graça, é o que traz a sedução para o amado. Muito diferente de meretrício e sexo desenfreado.

Meus mais sinceros votos de Paz e Luz.

Com Amor.

Neófito.