Papos Genéricos em Consultas

Namastê, mais uma vez aqui estou, para escrever mais um artigo sobre Umbanda. Tá muito complicado escrever novos artigos porque faz um bom tempo que não entro em terreiro por alguns motivos, muitos já supracitados e as dúvidas dos irmãos são sempre as mesmas, ou seja, as pessoas preferem perguntar a ler as páginas do blog.

Deu grande repercussão aquele “guia sobre charlatanismo” e resolvi escrever sobre mais alguns pontos sobre como ocorrem as consultas nos terreiros.

Primeiramente gostaria de salientar que tá cada dia mais difícil médium dedicado e consequentemente a isso, médium firme, eu mesmo não fujo à regra, conforme já conversei já escrevi, fui iludido por alguns vícios, principalmente mulheres o que me ajudou a desvirtuar do caminho da evolução, mas isso é passado, e é importante caminhar nas Trevas para reconhecer o Paraíso.

Minhas ultimas consultas com os mentores que suspostamente estavam incorporados seguiram um script totalmente genérico e com pouco fundamento, o assunto da entidade é são sempre os mesmos:

1)        Alguém no seu serviço tem inveja de você;

2)        Você tem problemas com alguém da sua família;

3)        Você tá passando por uma crise;

4)        Você tá com dores;

5)        Tá precisando de mais dinheiro;

É sempre o mesmo assunto, quem na vida nunca teve problemas com alguém da família? Esse negócio de inveja, sempre tem aquele infeliz do seu serviço que fala mal de você, poxa vida, tudo coisas óbvias que as pessoas que ali adentram ficam totalmente impressionadas.

Isso quando a entidade não te enche de questionamentos, ficam perguntando as coisas pra você, sinceramente, a Umbanda que eu conheci, os guias eram específicos e falavam de bate e pronto. Eu lembro em uma consulta com o S.R. João Baiano, de um médium da casa que eu era pai pequeno que hoje abriu o seu terreiro e disse a uma consulente:

– Você já trabalhou vendendo o seu corpo para sustentar a sua família né?

ISSO SIM É ALGO ESPECÍFICO.

Hoje eu vejo os mentores falando coisas que não AGREGAM em nada, pelo contrário, só deixa a pessoa mais preocupada, mais aflita, e para qualquer um que estude um pouco sobre a espiritualidade, que lê ao menos um pouco de Ramatís ou outros mestres, sabe que espíritos de luz não falam isso.

Você quer entrar em um terreiro para ouvir coisas boas, para aprender, para sorrir e não para ouvir que você tá sendo traído, que tem alguém com inveja de você, hoje eu vejo as “entidades” trazendo mais problemas que soluções, por isso, prefiro eu mesmo buscar sozinho as soluções, já que eu vou pra terreiro só pra saber de problemas, não quero entrar mais nesse tipo de vibração.

Muitos irmãos me adicionaram para conversar e vejo que isso não acontece só comigo, as pessoas vão aos terreiros e trazem ainda mais problemas, mais preocupações, e como confiam cegamente no que a suposta entidade falam, fica ainda trazendo para si mais vibrações deletérias e até mesmo cargas telúricas complicadas.

A maioria das pessoas que adentram em terreiros, são pessoas desesperadas por ajuda, ouso a dizer que muitas delas ignoram quaisquer tipos de conhecimentos espiritualistas, estão submersas ao estudo de vício, que entidades punem, que estão no mesmo patamar que nós.

O campo que vou entrar agora é um pouco complicado, mas vamos lá:

Existem entidades que preferem se “enturmar”, utilizando de artifícios terrenos, como brincadeiras sexuais, essas coisas para deixar a pessoa mais à vontade, isso é muito comum e até aceitável, isso ocorre mesmo, muitos brincam com o vício, que não vive sem cigarro, entre outras brincadeiras, o que é aceitável. Uma vez ouvi o Sr. Chico me dizer que ele vem como uma pessoa simples para que os humildes de coração não se sintam diminuídos ao falar com ele, para doutor falamos de um jeito e para o paciente de outro. Isso acontece muito nas sessões dos terreiros, mas às vezes isso ultrapassa o bom senso.

Quando o guia começa a puxar a língua do médium, começa a dar uns tapas, começa a queimar vela como punição, isso já começa a ficar muito suspeito, mas como o consulente é o necessitado, o desesperado, começa a achar aquilo algo normal porque está falando com “pessoas” que cuja única diferença é que está do outro lado da vida.

Isso eu já discordo veementemente, pra limpar precisa tirar a roupa, já vi exu-mirim comer casca de ferida, pelo amor de Deus né minha gente?

É muito triste mesmo o número de ignorantes que utilizam a roupa branca, muitos já me disseram que eu julgo demais, pode até ser, mas espiritualidade eu acho que é para pessoas inteligentes, você quer usar branco? Estude, estude e estude, dedique-se, hoje todo mundo quer usar branco e já se julgam o mensageiro dos orixás, muitos nem fazem os sacramentos previstos na Umbanda, usa branco e já sai dando consulta, isso sim, eu abomino, e novamente eu digo, ESTUDE, procure informações, tente falar com suas entidades, tente utilizar de meios de aprendizado, parafraseando um filósofo: “Grandes poderes, trazem grandes responsabilidades”, hoje o filho usa branco, um mês depois os guias estão fumando, três meses depois já estão dando consultas.

E é notório que a cada dia que passa, a Umbanda que eu conheci definha gradativamente, o que faz prevalecer qualquer graça que ocorre nos terreiros é o “Efeito Placebo na Umbanda” que será o próximo post. O poder da fé e da crença é muito grande, fora que ainda existe a frequência vibratória do consulente em relação ao terreiro.

Outro dia teve um caso de uma irmã que disse que o namorado incorpora toda vez que ele é contrariado, aí fica uma hora dando sermão pra ela, ou seja, que entidade desocupada é essa que fica se envolvendo em problemas conjugais, vir uma vez eventualmente para tentar solucionar o caso é uma coisa, agora vir toda vez, vir em bar, em casa, vamos prestar atenção né povo?

Recebi muitos e-mails das pessoas me dizendo que estou mais amargo, pessoas, eu sempre fui assim, o que está fazendo eu ser mais direto e claro é a indignação de cada e-mail que eu ando lendo, é incrível como existem tantos casos semelhantes, e isso me fez pensar que ao invés de ficar escrevendo só coisas bonitinhas, também devo escrever a verdade, tentar fazer as pessoas dependerem menos dos outros e confiar mais em si mesmas.

Tem pessoas que até pra comprar um carro precisa consultar uma entidade, e o livre arbítrio, pessoas? E o poder de decisão? O direito de escolha? O “errando que se aprende”? O pior de tudo, pessoas que dependem de conselhos de entidades que mal estão incorporadas, o guia lá em Aruanda e o médium fumando, falando um monte de besteiras.

Aprendam a FILTRAR o que ouvem e não CONFIAR em tudo, e prestem atenção no que as entidades falam, muita coisa GENÉRICA e OBVIA que acontece com todas as pessoas não atestam a veracidade daquela incorporação.

Não estou dizendo para perderem a fé, e sim para serem inteligentes e não acabarem como muitos irmãos de igrejas evangélicas ou até mesmo de terreiros, que vendem até o carro para fazerem trabalho porque o que a entidade fala é a VERDADE UNIVERSAL.

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