A hora do Intervalo na Hora dos Trabalhos Mediúnicos

phylosofiamano.blogspot.com

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Muita paz a todos, como estão?

O assunto dessa semana será referente a algumas dúvidas que recebi aos intervalos que ocorrem durante os trabalhos de Umbanda, alguns centros, separam a abertura dos trabalhos com um pequeno intervalo ou até mesmo durante a mudança de uma linha para a outra, eu mesmo já presenciei vários locais que realizam esse tipo de trabalho.

Vamos lá para a minha humilde opinião, é bom deixar claro, caros leitores, que a minha opinião não reflete a verdade absoluta, o que eu gosto de fazer, é dar mais de um ponto de vista para que possam refletir em suas casas e achar qual é o melhor caminho, a minha intenção não é ser conclusivo para ninguém, apenas demonstrar mais um ponto de vista, mais uma opinião para que possam ter referências e alcançar um denominar comum.

Vocês não tem idéia do que eu ouvi sobre posts de drogas, mas é como eu digo, cada um tem sua opinião e como diz o ditado popular, se droga fosse bom, teria outro nome e não drogas, não é mesmo?

Todos aqui já sabem que eu sou adepto a uma total concentração antes dos trabalhos, nunca participei de assuntos dispersos, não que eu seja antissocial, pelo contrário, gosto muito de conversar, mas antes do trabalho mediúnico eu costumava ficar ali, quieto no meu canto, meditando, refletindo e buscando aspirações do Cosmico para a realização de um bom trabalho.

Acho que para tudo na vida, devemos focar, focar e focar, dentro dos trabalhos mediúnicos, fracassos e erros não são uma opção, para isso, tento minimizar qualquer probabilidade de problema.

Eu particularmente não gosto de fumar, e mesmo se eu fumasse, não fumaria antes da gira, muita gente gosta do famoso cafezinho também, eu já prefiro manter total jejum, em muitas escrituras e rituais, o jejum ainda é a forma mais adequada de purificação do corpo.  Eu sei que às vezes sou meio extremista, mas acredito que quanto maior for a sua doação, maior será o seu resultado.

Baseado nesse preambulo, eu particularmente não sou contra os intervalos, às vezeso desgaste é muito grande quando se trata de trabalhos mais densos ou até mesmo cura, até hoje, confesso não saber qual dos dois demandam mais do medium, ambos necessitam incessantemente de fluídos e isso desgasta totalmente o campo mediúnico do medium, aí é onde entra a questão:

Não sou contra intervalos, mas sou totalmente contra o que é realizado no intervalo, em todos os centros que eu fui, os mediuns se dispersam, eu já vi sacerdote saindo pra fofocar, fumar, contar piadas e todos os filhos na corrente no mesmo embalo, aí meus queridos, é onde eu sou TOTALMENTE CONTRA!

Você se reúne na Santa Paz de Oxalá para prestar a caridade e serviços espirituais,  você tem total concentração na abertura e aí vamos parar, é sabido que qualquer interrupção pode sim, prejudicar sua firmeza e acima de tudo, compromete enfaticamente os trabalhos mediúnicos.

Um desses centros que visitei no ano passado, o sacerdote ingeriu um pouco de bebida alcóolica porque precisava de combustível para os próximos trabalhos

Gostaria de repetir e imaginem essa repetição de forma incessante e infinita, não sou o dono da verdade não, mas baseado em tudo o que eu estudei, e estudo muito sobre diversas liturgias, filosofias e religiões, ainda conto com o privilégio, com a Graça de Deus, muito obrigado, de ter essa facilidade de comunicação com os mentores, e uma coisa é fato, se até no outro plano existem discordâncias de liturgia, quem dirá no Plano Material?

São argumentos que já coloquei durante o blog, entre em sintonia com seus mentores, eles e somente eles poderão te indicar o que é correto e incorreto para a forma de trabalho deles.

Deve haver entidades que são coniventes com esse tipo de ritual, não sou contra esse tipo de pensamento, do mesmo jeito que haviam exús em outro centro que tinham que dar tapas no peito dos filhos para “limparem”, exús que cospiam na mão dos mediuns para selarem promessas, então, se existem espíritos coniventes com esse tipo de atitude, existirão espíritos coniventes com esse tipo de ritual.

Eu, sinceramente, gosto de buscar pessoas melhores do que eu, para eu aprender e evoluir, no plano espiritual, eu penso da mesma forma, obviamente também cedo minha matéria para ajudar espíritos em evolução, já trabalhei com exus totalmente diferentes da minha forma de pensar, mas se foi autorizado pela Espiritualidade, que venha na minha matéria e pratique o bem.

O que eu vejo,  são muitas pessoas SANTIFICANDO os mentores e esquecem que também são espíritos em evolução e existem, de fato, os mais e menos evoluídos dentro da Egrégora e que também, cabe a nós, ajudá-los e evoluir. Como eu sempre disse, acho que a melhor forma de relacionamento com eles é de amizade e respeito e não de louvor e adoração.

Eu acho que deve haver uma sintonia, um relacionamento saudável, você aprende com eles e eles aprendem com você.

Sem mais delongas, em meu ponto de vista, sinceramente, eu não acho recomendável esse tipo de intervalo, acho que a mente fica dispersa, vc ingere certos elementos irrecomendáveis na incorporação  e com isso, fica aquela cacofonia improdutiva que só pode interferir de forma negativa no trabalho mediúnico.

Realmente eu não gosto desses intervalores, parece que perde o foco e direção do trabalho, eu sou a favor de uma gira completa e coesa, sem intervalos, sem tempo para fumar ou tomar cafezinho, acho que espiritualidade é coisa séria e local de bater papo é após os trabalhos, onde já praticamos com sucesso nossa missão e galgamos mais alguns centímetros da escala evolutiva

Alguém aqui acha legal ir bêbado pro trabalho? Chegar de ressaca no trabalho? Alguém aqui acha prudente dormir durante o expediente? Para mim é a mesma forma, o trabalho mediúnico é mais importante que um trabalho remunerado, então devemos nos atentar e nos propor a exercer ali a função que nos foi ordenada, sem interrupções, sem intervalos e sem conversas.

Como eu disse, salvo os casos, por exemplo, um medium de cura, dependendo do trabalho ou até mesmo de limpeza, dependendo de quantas pessoas ali precisarem, é IMPERATIVO um descanso, mas isso não significa que devemos ter intervalos que ocasionam brincadeiras e outras coisas desnecessárias.

Essa é minha opinião, aguardo comentários e me desculpem se irritei alguém, mas como eu disse, é um blog onde expresso minha opinião e convicções.

Paz Profunda.

Neófito da Luz.

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Utilização da Maconha em Trabalhos Mediúnicos

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Aranuam a todos.

Como estou em uma fase bem diferente da minha vida, e o número de e-mails e perguntas vem aumentando de forma exponencial, decidi escolher as perguntas realizadas com maior frequencia, sendo assim, posso atingir um maior número de pessoas com as respostas, a dúvida de um, com certeza, pode ser a dúvida de vários.

E alguns e-mails me deparei com uma situação extremamente peculiar, do qual alguns centros do RJ liberam a utilização da maconha para as entidades trabalharem. Nem preciso mencionar tamanha confusão em minha cabeça ao ler essas dúvidas e saber que as mesmas podem ser até comuns.

Eu confesso que para redigir esse post, não busquei nenhuma inspiração, aliás, com a correria que eu ando tendo, tá meio complicado me dedicar duas, três horas para isso. Mas focando o post e debatendo com uma irmã que tenho total apreço, vamos lá:

Já é sabido que maconha é considerado droga, assim como o cigarro e as bebidas alcoolicas, só sofre o preconceito da sociedade justamente pelo fato de não ser legalizada e consequentemente nenhuma empresa ganhar dinheiro com isso.

Eu sou totalmente contra maconha, aliás, sou totalmente contra qualquer tipo de psicotrópico, assim como não sou muito fã de cigarro e bebidas alcoolicas dentro dos terreiros, mas acho que dentro de um limite normal, pode ser aceitável.

Sobre a entidade solicitar maconha, é imperativo verificar se essa entidade está realmente firme, pois as entidades possuem grande conhecimento e com isso, grande poder afim de realizar seus trabalhos sem necessitar de artifícios telúricos, densos, além do mais, expor seu medium a uma situação complicada que é a utilização da maconha.

Aliado a esses fatores, fica aquele cheiro insuportável que só a maconha pode oferecer, deixando muitas das pessoas do ambiente constrangidas.

Minha opinião, primeiramente, se for realmente uma entidade solicitando esse artifício, cabe a nós a convencermos de tentar utilizar outro tipo de solução para o trabalho que a mesma está realizando, seja mesmo um charuto, trabalho com fundanga ou até mesmo a mistura de outras ervas.

É sabido que os indios utilizavam a maconha em seus ritos de transcedentalismo, mas eram outros tempos, outras épocas e que hoje a entidade tem pleno conhecimento e poder de utilizar de outros meios para praticar a caridade e consequentemente a entidade não necessita estar em estado alfa para realizar o seu trabalho dentro do terreiro.

Em suma, eu sou totalmente contra e não recomendo a utilização de tais artifícios para a realização dos trabalhos dentro dos terreiros, porque se continuar assim, logo menos espíritos da linha de malandros solicitarão cocaínas, mentanfetaminas e outras drogas psicotrópicas.

Importante salientar que a longo prazo, faz tanto mal quanto cigarro e outras drogas e algo que é fato, essa história que a entidade leva todo o mal causado pelo cigarro ou pela bebida, é ilusão, sempre, sempre ficará uma sequela em sua matéria de quaisquer substâncias utilizadas durante o trabalho mediúnico.

Já vi bons médiuns, aliás, excelentes mediuns terem pequenos problemas pulmonares ou outros sintomas causados pelo fumo e os mesmos, só utilizavam durante os trabalhos, eu mesmo, nunca fumei, só dentro do terreiro que uma entidade ou outra solicitava o cachimbo para realização dos trabalhos.

Importante salientar também que o fumacê, além de ser muito bom em certos trabalhos, atua como efeito “placebo” na cabeça do consulente.