Breve Diálogo Sobre Incorporação – Parte II

Senhores, como eu havia dito, não revisei de forma apropriada o texto e para quem já leu, é estressante ler tudo novamente, então vou repetir alguns assuntos aqui brevemente para prosseguir com os demais.

Nome do Guia

Conforme mencionado, são muito relativos os nomes das entidades bem como o tempo em que elas se identificam se apresentam. Eu aconselho a muitos médiuns não procurarem muito sobre nomes de entidades na internet bem como suas áreas de atuação, formas de trabalho, entre outros fatores, porque infelizmente podemos ter admiração por algum, aquela vontade de querer trabalhar com ele misturar no processo anímico e na hora que sua entidade, de fato, der o nome, você pode se confundir e atrapalhar a comunicação nesse momento.

Sempre de extrema importância manterem-se distantes desse tipo de informação.

Outro fator importante é o fato de que para massagear nosso ego, o que é muito comum, queremos ter caboclos de penas até o chão, com um penacho de grande espessura como um rabo de pavão, é importante ignorar tudo isso, o meu mentor-chefe chama-se Urubatão da Guia, o mesmo não é cacique e sim pajé, e para estar na frente de outras entidades minhas que são caciques, é sinal que o nível hierárquico no outro plano, pouco importa. O Caboclo do Sol que é outro caboclo que eu servi, também nunca o vi com penacho até o chão e graças a Deus nunca deixou ninguém na mão.

Não adita ter um guia de grande Luz, de Grande Poder se o recipiente da qual ele deve trabalhar é ruim, o Sr. Tranca-Ruas costuma me dar um exemplo do copo, ele pega um copo de 500ml e um de 100ml, porém, ele deixa o de 100ml mais cheio, qual copo ao ser derrubado vai espalhar mais água no chão?

Outros também afirmam que só confiam no nome da entidade quando a mesma dá o ponto! Isso também é relativo, às vezes a entidade dá o nome na casa do qual o filho trabalha, mas não é afim com a energia da casa, então não tem o porquê dele “carimbar” com sua energia espiritual, o seu portal de evocação dentro da casa. E outra, esse negócio de ponto da entidade é muito relativo, hoje em dia é muito difícil achar um sacerdote apto a ler o ponto e confirmá-lo.

Conheço uma médium há oito anos, já presenciei excelentes trabalhos de seu marinheiro e sua caboclo e nunca, nunca deixaram o ponto e somente a cabocla se apresentou, Sra. Jurema Caçadora, mas também, nunca deixou seu ponto em lugar nenhum.

Outra coisa muito interessante para nossas mentes curiosas é ver a imagem de nossas entidades, tentem não se apegar a isso, porque quando a entidade se mostrar a você, E TODOS SÃO CAPAZES DISSO, você não a confunda com a imagem que você associou a ela em casa de imagens.

História do Guia.

Uma outra coisa que é muito comentado é a história do guia. Se o mesmo foi príncipe ou carrasco, se o mesmo foi benfeitor ou malfeitor. Obvio que é muito interessante sabermos a história daqueles que trabalhamos juntos, daqueles que estão em nossa convivência, mas nada melhor que eles mesmos lhe contar. Existe a história da falange, mas mesmo dentro da falange do Pena Branca, os guias possuem sua individualidade, seu próprio ciclo reencarnatório, sua personalidade, sua característica, então é muito melhor saber a história da sua entidade.  Um caso é o Zé Pelintra, eu já vi vários Zés e claro, tem o padrão brincalhão característico da linha, mas cada um tem a sua experiência, sua vivência e forma de trabalho, mesmo porque nenhum médium é igual e é ignorância negarmos que temos também parte da responsabilidade na comunicação.

Quantidade de Guias.

Só para concluir de fato o assunto, se a pessoa é filha de Iansã e Obaluaie, por exemplo, obviamente o forte da linha desse filho não será caboclo, e sim preto-velhos, boiadeiros e até exus. Ele pode ter dois caboclos e dez exus sem nenhum problema, claro, nem todos trabalharão com você, mas ficarão próximos e auxiliarão as entidades de trabalho em outras tarefas.

A quantidade de guias varia de acordo com a linha do médium, um filho de Oxóssi, consequentemente terão mais caboclos.

Não é um tema que precisamos estressar sobre o assunto, há médiuns que no longo de sua vida trabalha com cinco, seis caboclos e outros apenas com um ou dois. Vai depender da missão da entidade, dependerá também do patamar vibratório do qual ela está incluída, às vezes é a missão dela te acompanhar até metade da sua vida, te ajudar a amadurecer em certos aspectos ou abrir caminho para entidades de maior luz ou até mesmo ela evoluiu o suficiente para galgar novos degraus.

O que eu não gosto em muitos sacerdotes é delimitar e limitar seus médiuns pode ocorrer do médium não ser um médium padrão e o coitado já fica todo inseguro achando que é da cabeça dele.

Também tem uma lenda sobre não ter caboclos da linha de Pena Branca, Pena Verde, Pena Azul e afins repetidos. Quem cuidou muito de mim e trabalhou muito comigo foi o Sr. Pena Branca, infelizmente nunca mais o senti e comecei a sentir a presença de outro caboclo, eu vi inteiramente o cocar do caboclo e era todo Verde e uma amiga minha também o viu, logo, Sr. Pena Verde começou a estar mais ao meu lado. Já até veio algumas vezes.

É importante frisar, a pessoa pode trabalhar com um preto-velho, mas ter oito exus, a quantidade não é específica.

O Guia de Firmeza.

Todos médiuns tem o guia de firmeza, é aquele que nos sentimos mais a vontade para trabalhar e o melhor, é aquele que vem mais firme, que tem maior sintonia com nossa vibração, é aquele que chega com maior facilidade em nossa matéria e toma conta, a pessoa pode ter mais de um, obviamente e isso vai se tornando notório no decorrer do seu trabalho mediúnico. Isso independe de qual linha, isso é extremamente pessoal ao médium, tem médium que é o baiano, outros o caboclo, no meu caso, um dos meus guias de firmeza é o cigano Ramirez. É aquele guia que você se sente a vontade em trabalhar e não tem medo nenhum quando ele começa a falar, porque sabe que é aquele que faz e acontece. É importante salientar que isso não quer dizer que é porque o guia é poderoso, mas sim é o guia que você tem maior afinidade, geralmente é afinidade psíquica e vibratória.

Todos os médiuns possuem os seus guias de maior confiança, aqueles que você deixa trabalhar livremente. Também tem o fato do próprio médium se sentir bem em trabalhar com a entidade porque ela causa alegria aos filhos e assistência, quando a entidade é muito carismática, fazemos questão de trabalhar com ela porque também nos sentimos bem. É uma das graças da mediunidade consciente e semiconsciente, você também participa das atitudes de sua própria entidade.

Também tem o fator de alguns médiuns trabalharem bem com determinada linha, que eu exemplificarei no próximo assunto.

Função da Linha do Médium.

Como digo, nenhum médium é igual, os médiuns possuem predisposições mediúnicas e energéticas, existem os médiuns de cura, os médiuns de limpeza, os médiuns de consulta, os médiuns videntes, claro que podemos ter uma mistura de um ou outro, mas nenhum é 100% em todos os aspectos. Eu já percebi que meus guias trabalham muito bem com cura e cirurgia espiritual, mesmo porque, eu sou médium de cura, então tenho uma predisposição energética para que possam fazer bem o seu trabalho. Nunca presenciei guias meus fazendo mandinga com elementos, por exemplo, talvez não seja meu forte esse tipo de magia, mas também gostam muito de falar, muitas pessoas procuravam as entidades para conversar. No meu caso, eu sendo um médium de cura e de consulta, consequentemente a minha linha tende mais a esse lado, seja o caboclo, o baiano, o marinheiro, o cigano são guias com conhecimento de cura e consulta.

Existem os médiuns de limpeza, que quebram a demanda, consequentemente a função dos seus guias será mais propícia a isso.

Também tem aqueles médiuns que trabalham muito bem com qualquer exu que possam vir em sua matéria, seu guia de firmeza é o exu, como tem pessoas que são com preto-velhos, tem médiuns que para qualquer problema, é o preto-velho que assume e são com eles que esse médium trabalha muito bem. Independente de qual preto-velho, esse médium pode ter dois ou três preto-velhos muito firmes e dependendo do grau, podem vir sim em outras linhas para auxiliar em um determinado problema. Há sacerdotes que não admitem linhas cruzadas, ou seja, linha de caboclos e vir um preto-velho, já há casas que dependendo da situação, deixam com o que o médium trabalhe com o seu guia de firmeza. Vai depender única e exclusivamente da doutrina do centro.

A grande sacada é perceber a forma que seus guias trabalham para ter a devida certeza de qual é sua especialidade, suas funções e ir de cabeça nelas.

Meu irmão já é um médium que tem muitos exus, fazem trabalhos extremamente densos e telúricos, depois de um trabalho pesado, ele fica muito bem, fica tranquilo, quando certas entidades minhas trabalham com isso, eu absorvo um pouco e não fico tão bem. Claro que é algo que eu posso evoluir e aprender, mas não é a “minha praia”.

Então meus queridos, vocês possuem funções predeterminadas dentro do terreiro, tem médium que é uma PAREDE, é blindado, são os que podem ficar na porteira protegendo a casa, tem os de transporte, que possuem grande facilidade em dar passagens a eguns e outros espíritos que atrapalham de certa forma a vida de alguém, apesar de eu, ser totalmente contra o processo de desobsessão.

Comunicação.

Algo que eu ouço muito no blog é: Como você consegue ouvir? Como você consegue ver? Como eu faço isso?

Mais uma vez eu digo, todos os procedimentos eu compartilhei no “Firmeza de Cabeça”, todos os médiuns, claro, alguns precisam de maior dedicação e outros menos, mas todos nós, mediadores do plano espiritual e terrestre podemos sim, ouvir, vê-los, senti-los.

No caso da vidência, ela se dá de forma gradativa, primeiramente é esboçada uma pequena imagem em sua cabeça, e isso podem durar meses ou anos, você vê fragmentos em seu consciente, é como se imaginassem e na verdade não é imaginação, é o despertar da consciência espiritual que está se fazendo presente.

Você começa a “imaginar” como é o guia, começa a vir informações em sua cabeça e através dessas informações, você começa a projetar a imagem, gradativamente isso vai evoluindo até você conseguir vê-lo materializado em sua frente.

Repito, tem pessoas que já possuem essa predisposição, já nasce com isso nativo, mas nada impede que possamos aprender, evoluir e adquirir essa faculdade, todos nós somos animados pela mesma energia, a Energia Divina, então, em essência, somos TODOS IGUAIS, ou como diz um site que eu gosto muito, SOMOS TODOS UM.

O mesmo ocorre para a audição, para o olfato.

Toda faculdade para ser evoluída depende única e exclusivamente de nossa dedicação, claro, vida noturna, bebidas e mulheres, conforme falei no primeiro post desse ano, degrada e atrasa totalmente suas faculdades mediúnicas, é muita energia que você tem que lidar e prejudica totalmente a sua vibração com a Energia Cósmica, por isso, sempre bom andarmos na linha.

Eu ainda estou em desenvolvimento, sinto saudades do Neófito de 2010 que tinha resposta pra tudo, hoje as coisas estão mais difíceis, mas se já cheguei a um certo ponto, posso chegar novamente, assim como todos nós.

Namastê.

Neófito da Luz.

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Breve Diálogo sobre Incorporação

Namastê amados irmãos.

Depois de algumas semanas de trabalho intenso, falta de tempo para revisar e compilar os textos e questões que me enviaram, aqui estou eu.

Depois de ter deixado meu e-mail no blog, recebi diversas perguntas sobre Umbanda, e calculando com um pouco de exatidão, 95% se resumiu em incorporação e liturgia. Baseado em diversas questões que foram bem parecidas, realizei um compilado aqui para expor a minha opinião sobre o assunto.

Vale salientar que eu irei expor minha opinião baseado em quase 15 anos de Umbanda, estudos e experiências, segundo o tempo de alguns irmãos, ainda estou engatinhando, tem irmãos com 25, 30 anos de experiência.

O grande incômodo dos mediuns é o nível de consciência.

Eu até hoje não conheci nenhum medium inconsciente, como já disse em alguns posts, todos os que me disseram ser, tive provas extremamente contrárias a isso, mesmo porque em termos de estudos filosóficos, místicos e esotéricos é praticamente impossível nos dias de hoje estarmos inconscientes, volto ao exemplo de iogues e outros místicos que podem meditar até por 12h e afirmam que sua mente objetiva ainda ficam em nosso plano, em nosso mundo, imagine nós, que temos apenas algumas horas semanais de dedicação ao centro.

Recebi um e-mail relativamente ofensivo que sobre o texto “Firmeza de Cabeça” onde afirmam que eu ensino a dar ekê (Gíria do candomblé para fingir uma incorporação), até respeito a opinião do irmão que me criticou, mas é muito fácil ser inconsciente no candomblé, o adepto só recebe o orixá, que só sabe vir pra dançar e falar algo útil que é bom, NADA! Muito fácil se dizer inconsciente no candomblé onde o orixá só precisa ter o famoso “pé-de-dança” que enche os olhos e o estômago mas não cala as aflições daqueles que ali adentram. Já conheci mediuns conscientes que curaram e até falaram o que o consulente precisavam ouvir, ou seja, ENFATIZO, mais vale o seu desprendimento na comunicação, na psicofonia (incorporação) do que o seu grau de consciência. Desistam de procurar o impossível, muitos mediuns perdem totalmente seu tempo procurando serem inconscientes e esquecem de estudar e trabalhar com o que tem. Na faculdade ouvi algo que eu nunca me esqueço, uma história que cabe muito bem com o que eu direi aqui:

“Na órbita espacial, era imprescindível escrever as rotas, o diário de bordo, entre outras coisas, os americanos investiram boa quantia de dinheiro para inventar uma caneta que escrevesse mesmo na ausência da gravidade, os russos, por sua vez, levaram lápis, onde o mesmo conseguiu cumprir o objetivo que era a escrita!”

Ou seja, meus irmãos, se o objetivo é a caridade, vamos procurar meios para isso e não desgastar centenas de horas focando algo que demandaria trabalho e poderia ser mais utilmente empregado na prática do bem e da caridade.

Repito, conheço mediuns conscientes que fizeram um excelente trabalho, que deram uma excelente consulta, a grande sacada é esquecermos de qualquer problema, focarmos apenas no nosso objetivo dentro do terreiro, a prática do bem e da caridade, cabe somente ao pai julgar e a nós ajudar, como disse muito bem Pai Guiné.

É claro, seria maravilhoso, incorporar, sumir, dormir, apagar e o guia trabalhar normalmente ajudando sem nossa intervenção e quando acordássemos, tudo resolvido, mas infelizmente não é assim e há algumas razões para isso. Eu mesmo já presencei muitas coisas maravilhosas, com os “olhos” deles e isso é muito gratificante, já coloquei em um post no “Exú na Linha de Cura”.

O Guia não fala, não fuma, não bebe

No começo vemos tudo mesmo quando os guias não estão de olhos fechados, raramente falam, só gesticulam com a cabeça e gradativamente vão falando, vão trabalhando, no começo, raramente pedem bebidas ou fumos, dispensam qualquer oferecimento dos cambones, isso é totalmente natural.

Como um irmão disse: Meu guia parece inválido, não faz nada, às vezes nem anda.

Isso é muito bom, é um grande respeito que o mesmo tem para com você, ainda está se conectando ao seu corpo, vibrando na mesma ressonância que você, não abrir os olhos, também é o caso do próprio medium sentir vergonha em achar que está fingindo, isso é um mecanismo de defesa inerente ao todos os que estão desenvolvendo, mas é importante salientar que ALI já existe uma energia, mesmo que pouca, já existe uma energia e essa energia deve ser respeitada como a de um medium de 50 anos… A energia está ali, mesmo que incompleta, precisamos ser bons recepientes para que possamos captar com maior poder essa energia que nos anima, que nos irradia.

O caso de dispensar fumos e bebidas é justamente o mesmo princípio, a entidade ainda não está firme em sua matéria, ou seja, qualquer dano que possa ser causado pelo fumo e bebida afetará diretamente a sua matéria. Como forma de respeito e mecanisno de defesa, a entidade também veta a utilização desses elementos.

Em suma, você verá mesmo, o seu guia ficará calado, às vezes ele vai andar de um lado para o outro ou às vezes ficará parado, depende da forma que ele sincroniza e dispersa a energia, isso vai depender unica e exclusivamente do axé que você e suas entidades trazem. No meu caso, meus guias raramente sentavam e ficavam de um lado para o outro, no caso do meu irmão, ficavam parados e geralmente próximos à porteira.

Existem sim alguns padrões pre-estabelecidos, mas é importante salientar que nem todos os mediuns são iguais, assim como seus orixás e guias.

O desenvolvimento é uma experiência extremamente particular e deve ser vivenciada com calma, sempre interessante contar com a intuição e seguir alguns conselhos do “Firmeza de Cabeça”

Nome do Guia

Às vezes demoram dar os nomes, podem vir de uma forma e gradativamente vão mudando, vão encontrando melhores formas de posicionar e sincronizar os nossos chakras, com o tempo podem mudando a voz, o sotaque e assim vão evoluindo no sincronismo entre espírito e matéria.

Os caboclos e boiadeiros também podem mudar a forma de chegar, mudando os brados ou até mesmo a postura de chegada e saudação ao altar, tudo no Universo evolui e nossa incorporação não foge à regra. O Sol nasce pra todos, ninguém fica sem brilhar, assim é a mediunidade se mantivermos total dedicação.

Não sou nenhuma excessão, hoje consigo ouvir, sentir e até ver não com tanta facilidade, mas consigo, isso é fruto de dedicação e empenho, sejam sinceros de coração e confiem em suas intuições.

Alguns guias demoram anos para dar os nomes, outros meses, outros semanas, também é muito relativo, conheço mediuns que já trabalham com certas entidades há 3, 4 anos e ainda não deram o nome.

Como eu digo e já seguindo a Teoria de um grande Cientista chamado Einstein: Tudo é Relativo!

O meu mentor-chefe demorou quase 10 anos para se apresentar, vinha raramente, quando vinha, fazia seu trabalho e ia embora, o meu guardião-chefe seguiu o mesmo padrão e depois confirmei o nome dele nos buzios do babalaô da época.

Quantidade de Guias

Outro tema extremamente estressado nos questionamentos, muito se ouve dizer que cada um tem sete guias, eu já discordo um pouco dessa afirmação, dependendo dos orixás que você traz, significa que você tem um certo tipo de Axé e consequentemente uma missão, tem pessoas que trabalham com o mesmo caboclo a vida toda, raramente chegando a incorporar o segundo. Outros mediuns trabalham muito bem com um ou dois caboclos dependendo do trabalho e outros também trabalham com um terceiro que raramente dá o sinal de vida. O mesmo acontece com outras entidades, já vi mediuns muito firmes trabalhandio até com o quarto caboclo, obviamente não ocorre um rodízio, são entidades que chegam uma ou duas vezes ao ano. Mas é importante salientar aqui que não há regras, um sacerdote que eu conheci, trabalhou até com cinco baianos no decorrer da vida dele. Isso vai dependendo muito do tipo de missão que você veio prestar no plano terrestre, o Cosmico designa as entidades certas para isso. Tem pessoas que tem missão de abrir uma casa, possuem até oito ou nove exús, que descem, dão o nome para firmeza e para construção da tronqueira e não precisam mais dar a comunicação em nossa matéria.

Para não ficar muito extenso, vou dividir em mais posts.

Desculpem-me a demora, criança pequena, excesso de trabalho e relacionamento me ocupam grande tempo! Rs

Ainda não revisei como gostaria, mas precisei “despachar” logo o texto pelos pedidos!

Aranauam

Neófito da Luz