Linha de Erês

Paz Profunda prezados irmãos.

Venho aqui mais uma vez contribuir com minha modesta opinião sobre a linha de erês,  uma linha que em suma representa algumas contradições, mas não tanto quanto exús.

Etimologicamente, a palavra erê vem do iorubá iré, que significa brincadeira, diversão. Na Umbanda é também chamados de ibeji, beijada, dois-dois, ou ibeijada, sua saudação é Oni Beijada, Oni Beji ou até Caminha Beijada.

No candomblé geralmente levam o nome do elementar do orixá, como Pipoquinha, Pedrinha, Pedrão, Raiozinho, entre outros, já na Umbanda, levam nomes de crianças brasileiras como Pedrinho, Cosminho, Crispim, entre outros.

Geralmente é uma linha desprezada nas casas de Umbanda, cultuadas apenas no dia 27 de setembro que é comemorado pelo sincretismo o dia de São Cosme e Damião. O dia das festividados dos erês.

São composta de espíritos que se apresentam até os sete anos, um dos meus erês diz que já desencarnou muito novo, durante a Peste Negra, porém já reencarnou novamente, morreu como adulto, mas preferiu “homenagear” essa existência.

Eu particularmente dou um valor especial a essa linha, acho que são excelentes trabalhadores, mesmo porque, geralmente o Cosminho que é o erê que eu mais trabalho, é muito de falar e atuar com cura, inclusive, não faz guerras de bolos, não faz algumas bagunças comuns na linha. E é uma linha que pelo menos tenho o costume de trazer em Terra trimestralmente, pela sua grande vibração, pela alegria, pela paz interior que trazem e pela limpeza fenomenal que realizam nos chakras de seus filhos.

A vibração Cósmica da qual o erê participa é bem particular de cada casa, em algumas dizem que o Ibeji que é o nome da vibração da qual são oriundos, outras casas culturam Yori, geralmente é o nome dado à linha de erê pela Umbanda Esotérica, principalmente na liturgia do W.W da Matta. Em minha concepção erê tem a sua vibração peculiar, porém é imantada pela energia do Orixá que o traz.

As cores também variam de casa a casa, algumas colocam como as cores das sete linhas, justamente pelo erê ser o mensageiro direto do orixá, ele atua sob as sete vibrações cósmicas, em minha opinião, ele sim é o mensageiro do orixá e não o exú, como algumas casas cultuam. Erê é a vibração mais pura que existe na Umbanda, simbolizando a infância, a inocência, inclusive, em Mateus 19 presenciamos o seguinte texto: “Então disse Jesus: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”.  É a linha que também simboliza a paz, o amor, toda a inocência que temos e perdemos. Cultuo sua cor apenas como rosa, que é o símbolo do amor, da purificação dos sete chakras, é uma cor que cria uma sintonia de paz, uma sensação de alegria e atua diretamente no chakra cardíaco.

Geralmente as linhas de boiadeiros e até exús são as evocadas para limpeza, mas para limpeza teúrgica, uma limpeza com energias mais sutis, mais leves, indubitavelmente a linha de erês é a mais indicada para essa situação.

Muitos dizem que os erês só vem para brincar, fazer bagunça e sujeira, criou-se essa lenda e animicamente, todos os mediuns que trabalham com essa poderosa linha, acabam deixando-se levar e banalizando o excelente trabalho que pratica essa linha. Erê é diversão, é brincadeira, mas erê é trabalho, é coisa séria, e limpeza, é cura, é amor, é uma palavra de paz, infelizmente muitos se esquecem disso. Coíbo veementemente a guerra de comida e doces, mesmo porque sou contra qualquer tipo de desperdício de comida.

Importante salientar que dentro da liturgia que eu pratico, erê não tem quizila, erê não tem medo de exú, erê não corre de preto-velho, erê é uma das pontas do triângulo da Umbanda, é a infatilidade, a introdução que temos durante toda nossa vida, é o início do ciclo. Erê não foge de tronco, erê não corre de exú, erê trabalha e é coisa séria.

Recentemente voltei a trabalhar com a Umbanda atendendo alguns seletos pacientes apenas em minha casa, um dos primeiros a dar o sinal de vida para conversar e trabalhar foi ele, o Cosminho, talvez por eu valorizar tanto o trabalho da linha e saber o objetivo da mesma, eu tenho maior facilidade pra trabalhar com ela. Lembrem-se gente, erê é o mensageiro do orixá, é uma linha que atua em um dos maiores patamares vibratórios de nossa Egrégora, vamos trabalhar com erês porque eles resolvem, e como resolvem.

Seus elementos são água, doces em geral, refrigerantes e sucos, suas oferendas seguem a mesma ordem, seu dia da semana é domingo, o primeiro dia da semana, o início do ciclo. Aceitam velas coloridas, rosas claras ou azul claras.

Impossível enumerar as crianças que trabalham em nossa egrégora umbandista, mas já vi em linha de erês, vir até indiozinhos, já presenciei na linha de erê um indiozinho chamado Guaraná que trabalhava muito bem.

Suas roupagens fluídicas são as mais variadas.

Salve a Linha dos Erês

Salve os Orixás

Paz Profunda.

Neófito da Luz

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3 comentários sobre “Linha de Erês

  1. Paz, meu irmão!
    Sou nova na caminhada, ao mesmo tempo nao, porque na infância freqüentei o espiritismo. Porém, ocorreram algumas passagens em minha vida e só agora, depois de mais de vinte anos procurei a Umbanda. Conheci seu blog pelo post ” Firmação de Cabeça”! Desde então tem sido um prazer ler aqui. Gostaria de ter um contato de email se possível, porque tenho algumas duvidas a tirar.
    Paz e bem!

  2. GOSTEI MUITO DO QUE EU LI……SOU FILHO DE COSME DAMIAO E DOUM ……. SIM ELE MEU PAI ……..MAS GOSATARIA SABER MAIS SE PODER AJUDAR …….. AGRADEÇO MUITO ……..

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