Os diferentes tipos de liturgia umbandista – Parte II – Exu

Ontem, demos uma pequena introdução sobre exu e espero concluir nesse texto:

Foi deixando em aberto os tópicos:

  • · Roupagem fluídica;
  • · Incorporação;
  • · Quizila com eres.

Quanta a roupagem fluídica, como já mencionei, não é uma regra aquelas imagens deformadas que vendem em casa de artigos religiosos, eu mesmo já presenciei exus totalmente diferentes daqueles da imagem. Alguns podem até ter chifre, mas totalmente diferente da igreja e do próprio Cristianismo que o chifre quer dizer que a entidade é oriunda das regiões mais baixas do orbe, na mitologia nórdica, o chifre era sinal de força, o próprio Deus que protege os portões de Asgard, onde vivem os Deuses, Heimdall, possui chifre em seu capacete como ilustra a figura que postei no primeiro texto sobre esse assunto. Segue abaixo um texto sobre o significado do chifre:

O chifre tem o sentido de eminência, de elevação. Seu simbolismo é o poder. De maneira geral, é, aliás, o símbolo dos animais que têm chifre. Tal simbolismo está ligado a Apolo Karneios, a Dioniso. Foi usado por Alexandre o Grande, que se apropriou do emblema de Amon, o carneiro, a que o Livro dos mortos egípcio chama Senhor dos dois chifres. É encontrado, ainda, no mito chinês do terrível Tch’e yeu, de cabeça corcunda, a quem Huang-ti não pôde vencer senão soprando num chifre. Huang-ti utilizou a bandeira do seu rival, carregando sua efígie corcunda e conservando em seu poder a virtude do adversário para impor seu próprio poder. Os guerreiros de diversos países (principalmente os gauleses) usavam capacetes com chifres. O poder dos chifres, aliás, não é apenas de ordem temporal. (Extraído do site www.profeciasnet.com.br)

Talvez seja por isso que possa existir exus com chifres, pelo menos no meu caso, nenhum dos guardiões eu pude verificar a existência dos mesmos.  Claro que há o fator que podem se plasmar de qualquer forma, como eu me impressionaria, preferiram omitir a existência do mesmo.

Agora o significado da cor preta de um ponto de vista esotérico é proteção, é força. Interessante lembrar que os padres utilizam a cor negra para afastar os maus espíritos, baseado nessa mesma afirmação, o preto foi utilizado para os enterros, para que nos protegêssemos de maus espíritos e até mesmo da morte. Algumas correntes cristãs, acreditam que os anjos quando visitam a Terra, eles também vestem negro. Podemos enumerar vários significados para essa cor, mas para mim essa foi a mais coerente. Temos também o vermelho que pode representar a sensualidade, como alguns creem, exu é o orixá da fertilidade. Mas dentro mesmo da cor vermelha, podemos associá-la ao chacra básico, o início da kundalini, a energia Terrestre. Ele também favorece a conquista da vitória pelo esoterismo. Não vou me estender muito a esse assunto pra não ficar muito chato.

A grande maioria dos exus usam capa, capa tem o simbolismo de trabalho de alta magia. Ela tem o mesmo significado que o manto em ordens iniciáticas, que simboliza a proteção dada pela sabedoria adquirida. Isso no caso da capa cor preta, o seu interior vermelho simboliza o sacrifício do nosso “Eu Interior”, lembrando o sangue derramado por templários e outros cavaleiros. Lembrando que a capa também significa nobreza.

Alguns exus carregam o tridente ou até mesmo em seus pontos, o significado do tridente remonta aos tempos mitológicos, já era usada por Poseidon, o Deus dos Mares na mitologia grega e sendo assim, por Netuno, o Deus dos Mares na Mitologia Romana. Antes dos tempos mitológicos, podemos presenciar o uso do tridente no hinduísmo, por Shiva, o Deus da Destruição e que anda sobre a Terra, mantendo o equilíbrio cósmico. No Hinduísmo é chamado de trishula. Suas três pontas representam as três qualidades dos fenômenos: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio).

É um símbolo erroneamente confundindo com as hostes infernais, vamos combinar que o Cristianismo, muito mais o catolicismo execrou, banalizou todos os fenômenos e simbologias pagãs e esotéricas, tudo o que não era cristão era demoníaco sendo assim, criando essa falsa imagem sobre muitas coisas que presenciamos. Como nascemos em berço cristão de alta tradição católica, nascemos com esses vícios.

Agora vamos entrar no quesito incorporação do médium com as linhas de exus…

Muito comumente presenciamos nas casas exus corcundas, com garras, utilizando de diversos termos torpes que de certa forma, até prejudica a harmonia do trabalho. Por que isso acontece?

Ontem falando com uma irmã a respeito desse assunto, acreditamos e já presenciei exus com mais luz que o caboclo, mas ainda anda nas trevas por não se achar digno de caminhar na Luz ou até mesmo porque se sente mais útil trabalhando em hostes inferiores. Como soldados do astral, como mantenedores da Ordem. Claro que todos os espíritos independente da egrégia da qual faz parte, possuem graus evolutivos diferentes, o que eu não descarto alguns exus com pés de cabra, chifres e outros itens que eu já citei, confesso já presenciar espíritos dessa forma mas não senti a vibração Exu, claro que eu posso estar enganado, mas não sentia aquele calor que sinto no ombro esquerdo ou até no braço na presença de um exu.

Acho que esses são irmãos que ainda estão em franco processo de evolução, não que não estejamos, mas acredito que por ainda guardarem estigmas ou certas características no períspirito ainda estão em processo de evolução espiritual e intelectual, claro que não é por isso que temos que desprezá-los e sim dar-lhes a oportunidade da prática do amor e da caridade e assim, galgando os degraus da evolução. Claro que aceito comentários discordando do que eu estou falando para que assim eu possa aprender também.

Quanto à quizila com eres, como todos sabem, não acredito em quizila, então com as linhas da Umbanda não seriam diferentes. Esse caso de ere ter medo de Exu mostrou-se pura balela. Se são todos trabalhadores em prol de um benefício comum, a prática da caridade sob as Leis Vibracionais dos Orixás, existir rixas? Realmente eu não acredito nisso. Se alguém tiver algum fato que contrarie isso, por favor, fique a vontade para comentar, assim como me apedrejaram com o post Linha de Cangaceiros. Estamos aqui pra isso [risos].

Ainda darei continuidade ao contexto Exu antes de entrar em um novo tópico.

Paz Profunda. Neófito.

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Um comentário sobre “Os diferentes tipos de liturgia umbandista – Parte II – Exu

  1. Por favor !
    Após ler seu artigo sobre exu,incorreu-me pedir-te ajuda !
    Em meu terreiro ha uma diversidade de informações sôbre que roupas usar na gira de exu.
    Todos entendemos dar a exu,liberdade para “excluir-se” de nosso tradicional uniforme (branco) mas,veio a inconstância,a discordancia sobre o que seria a roupa de exu . Uníssonos em um ponto de vista que somente seria mudada a saia e que as blusas continuariam brancas.
    O ponto controverso está no real significado afim de que a diretoria tenha subsídios para encontrar uma combinação das cores inerentes.
    Alguns ,defendem que,suas pombas-gira só usam vermelho ! o que tornou discutível uma padronização de tais uniformes para exu.
    Existe mesmo esta cor (vermelha) desagregada do preto ?
    Se puderes explanar de uma forma mais abrangente sôbre as cores preto/vermelho e porque exu as tem assim, agradeceria.
    Grato;
    Um fraterno Abraço
    Sergio Coelho de Barros – Templo de Umbanda Missionários Estrela do Oriente
    Rua Tenente Araken Batista,451 -bairro Penha – Rio de Janeiro /RJ
    Sessões aos Sábados com início as 17:00 horas

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