Posts em Andamento e Pesquisa:

– Vibração Oxum;

– Vibração Iansã;

– O papel dos animais na espiritualidade e na Umbanda.

– Aumbandhan

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Oferenda na Encruzilhada

Francisco era seu nome. Homem que conheceu desde muito jovem as dificuldades materiais da vida e acostumado a trabalhar desde o nascer do sol até a noite chegar, agora se aposentava. Saudável e com muita energia, não demonstrava seus cinqüenta e oito anos. Embora de família humilde, recebeu a melhor educação possível transmitida pelo exemplo de seus pais. A única herança que não quis herdar dos progenitores foi à fé. Incrédulo, não seguia nenhuma religião e até zombava delas.

A ociosidade que a aposentadoria trouxe para seu Francisco, o deixava ansioso. Agora que já havia reformado a casa, o galpão, plantado a horta, os dias demoravam muito a passar. Relembrando o dito popular que “cabeça vazia é oficina do mal”, em pouco tempo Francisco sentiu vontade de começar a divertir-se já que até então só havia pensado em trabalho. Morando próximo à cidade, ao entardecer resolveu visitar uma casa de diversões que existia por lá. Entre bebidas, mulheres e prazeres, perdeu a noção de tempo e retornava cambaleante já de madrugada, quando ao chegar numa encruzilhada avistou uma luz fraca no chão. Chegando próximo percebeu que ali tinha um “despacho”, como chamavam aquilo por lá. Uma bandeja grande onde repousava uma ave morta, velas, charutos e uma garrafa de cachaça, além de outros materiais.

Aliado a sua falta de crença em qualquer coisa, estava agora a bebedeira e todas as energias condizentes ao lugar de onde viera. Com desdém e desaforando com palavrões, juntou a garrafa de bebida e os charutos e chutou o resto do material. Até chegar em casa bebeu quase tudo e fumou alguns charutos.

No outro dia contava para a esposa sobre o “achado” e debochava com sarcasmo. A bondosa mulher, cuja mãe em vida era médium benzedeira, respeitava todas as manifestações ligadas ao mundo espiritual, conforme ensinamentos que havia recebido e por isso chamou a atenção do marido, dizendo-lhe que, se não acreditava deveria pelo menos respeitar. “Não presta mexer com trabalho de encruza”, repetia ela preocupada.

Outras noites a cena se repetiu da mesma forma, até o dia em que ao chutar a oferenda, enxergou na sua frente um homem de capa negra, com um chicote trançado na mão. Sua perna paralisou no ar e em pânico saiu pulando numa perna só, caindo e levantando. Por uma boa distância ainda, ouvia a gargalhada daquele homem ressoando no ar.

No outro dia, sentia dor nas costas como se houvesse apanhado e só de lembrar a cena vivida na noite anterior, arrepiava de medo. Temia contar para a esposa, pois sabia que o condenaria novamente pela atitude. Esta, vendo o marido cabisbaixo e triste, perguntou se estava adoentado. Nada respondeu, pois sentia-se como se estivesse, inclusive apresentando febre. Seus sonhos passaram a ser povoados pelo homem de negro e sua gargalhada. Acordava aos gritos e suando muito. Várias noites se repetiram desta maneira, até que resolveu contar para a esposa o que havia acontecido. Ela o aconselhou a tomar umas benzeduras, convidando para ir até um terreiro na vila vizinha. Meio renitente, mas sentindo a necessidade, ele aceitou com um misto de medo e curiosidade.

Após a abertura dos trabalhos com os pontos cantados e orações, ele já se sentia mais tranqüilo. Em frente ao médium que servia de aparelho ao um Caboclo, suas pernas tremiam que mal conseguia parar em pé. Nos ouvidos agora ressoava novamente a gargalhada do homem de negro e seu corpo arrepiava sem parar. Teve vontade de sair correndo daquele lugar, mas suas pernas não o ajudavam. Auxiliado pela esposa e pelo cambono, sentou-se numa cadeira para poder ser atendido pelo caboclo.

-Ogum é que está de ronda…Ogum é que vem rondar… -cantava a corrente, enquanto a entidade limpava com uma espada de São Jorge, o seu corpo etérico impregnado pela energia captada na encruzilhada. Depois com a firmeza característica de sua linha, o caboclo ordenou que ele ficasse de pé e lhe contasse porque estava ali. Desajeitado, mas já mais tranqüilo, falou:

_ Acho que mexi com o que não devia. Andei chutando uns “despachos” na encruzilhada e me apavorei com um homem estranho, que acredito não ser deste mundo…

_ Tranqüilize que tudo o que é possível ver, ouvir e sentir é deste mundo sim. O senhor acha certo ou errado a sua atitude?

_ Ah, eu não sei…Só fazia aquilo por brincadeira…

_ E se alguém fosse até a sua casa, chegasse lá chutando os móveis e quebrando tudo, se apoderando de sua comida na hora da refeição, iria gostar?

_ Lógico que não!

_ Pois é meu senhor. Foi o que fez lá na encruzilhada e por várias vezes, não foi?

_ É, foi.

_ O que não nos pertence não pode ser por nós seqüestrado. Não importa se o que estava lá é certo ou errado diante de seu entendimento. Além do físico, aquilo tudo tinha uma duplicata etérica que pertencia a alguém no mundo espiritual, com um objetivo e endereço vibratório certo. Cabe aos homens incrédulos, no mínimo respeitar a crença e atitudes dos outros. Lá estava um trabalho de magia – a cor dela não importa – era magia! Elementos e elementares, além de entidades espirituais, lá estavam atuando, se abastecendo da energia animal e etílica e foram incomodados, desrespeitados. O que o senhor presenciou na figura do homem, nada mais foi que a atuação enérgica de seu Exu guardião lhe colocando no devido lugar, antes que a Lei tivesse que atuar mais duramente. De difícil entendimento com as coisas do espírito, não crendo em nada que não seja palpável, se fez necessário a atuação materializada. Como criança teimosa, precisou da repreensão para só então respeitar. Isso não significa que encruzilhada é lugar de Exu, pelo contrário. Os espíritos que lá buscam se energizar com as oferendas são os chamados quiumbas, espíritos que embora fora do corpo físico, necessitam ainda de energias materiais.

– Exu… cruzes! Isso é coisa do capeta!

Era momento de esclarecer a verdadeira identidade deste guardião da luz tão mal falado. E assim foi feito.

Ao voltar para casa sentia tamanho bem estar, que naquela noite dormiu tranqüilamente depois de muitas noites de sobressalto, quando não, de insônia.

Suas visitas ao terreiro de Umbanda tornavam-se assíduas onde buscava sabedoria, força espiritual e conforto para sua alma. Ele tinha uma missão que se estendia além de aprender a ter fé. Era preciso cumpri-la, por isso em pouco tempo manifestava-se através dele, seu protetor Ogum de Ronda abrindo caminho para o Exu, que chegava gargalhando e de chicote na mão. Artefatos que usava no astral para auxiliar, acordando a todos quantos estivessem esbarrando nos limites da Lei.

Ao sentir sua presença, Francisco agradecia. Ele foi privilegiado em conhecer estes artefatos, graças a Deus.

História Contada por Vovó Benta – Leni W. Saviscki

Umbanda – Uma Difícil Religião

Decidi escrever  sobre a dificuldade da religião, por toda a experiência que eu tive e por todos os demais fatores que eu presenciei. Muitos médiuns desistem, pela dificuldade que ocorre no desenvolvimento da Umbanda. Eu estudei várias religiões, inclusive, fui iniciado em algumas delas e outras confrarias iniciáticas. Posso dizer sem titubear que em termos de caridade, não conheço no mundo outra religião que prega tanto a caridade, a fraternidade e a abnegação em prol do sorriso alheio. Umbanda pode se resumir em uma simples Palavra: Doação.

Estou realizando esse post, já com a consciência que posso desagradar a muitos, talvez até reduzir o meu número de pageviews diários que oscila a 300/dia. Mas sinto-me na obrigação de falar, muitos que me conhecem, sabem que não é da minha natureza ser político e nem tampouco omisso. Mas, darei continuidade ao meu objetivo.

O desenvolvimento mediúnico é demasiadamente difícil e desgastante, o pior de tudo é que apesar de depender apenas de nós mesmos, depende de uma série da fatores para um processo com êxito, o problema é que infelizmente eu presencio dia após dia, a redução de sacerdotes e dirigentes capacitados para auxiliar o médium em sua busca pelo desenvolvimento.

Hoje qualquer um abre uma casa, a Federação foi corrompida e junto com isso, a redução de fiscais que poderiam avaliar as casas, hoje muitas casas de Umbanda tornaram-se uma verdadeira apoteose, algumas casas mais vale o batuque, os médiuns dando show de dança à prática da caridade. Em algumas casas, os dirigentes são tão inflados de vaidade, que contagia os médiuns, acreditem, já vi casas que baiano só toma bebida de coco Malibu, R$ 40,00 a garrafa, baiano grã-fino minha gente, evoluiu a vibração e seu poder aquisitivo [risos].

Hoje se eu me decidir capacitado a abrir um terreiro, simplesmente abro e espero começar a vir os filhos, e acreditem, aparecem aos montes. Assim como muitas igrejas evangélicas, começam a verem na Umbanda, também uma forma de pagar as contas. Em minha casa mesmo, dois médiuns extremamente incapacitados, abriram casas e estão com 12, 15 filhos.

Além de todos esses fatores citados, ainda fica a cabeça do médium, a iniciação à mediunidade é demasiadamente complicada, são necessários vários processos complicados e que deixam os médiuns loucos. Quem que está lendo esse post e durante uma incorporação nunca se perguntou: Estou louco, estou com algum guia mesmo? Estou vendo tudo!

Isso é uma sensação péssima, de achar que está fingindo, isso é uma sensação insuportável, aliado a isso, é quando o próprio médium não tem apoio do dirigente.

Às vezes você sente que seu mentor é tal, é um caboclo plasmado de tal forma, e o sacerdote sem o dom da clarividência, o que é um fato extremamente comum atualmente, diz que você está errado, que é da sua cabeça, atrapalhando ainda mais o médium.

Outros médiuns possuem mais de um caboclo, e o infeliz sacerdote fala que é o mesmo vindo de forma diferente, claro, isso pode ocorrer, mas não é uma regra.

Junta esses fatores com a própria estima do médium e pronto, temos um médium frustrado triste e descontente, o que implica enfaticamente na sua incorporação, um dos motivos que explica a falta de pessoas confiáveis durante uma consulta hoje.

Temos também o animismo, na casa da qual eu fazia parte, um médium que gostava demais dos meus guias, em suas incorporações começou a “copiar” todos os trejeitos de meus guias, principalmente o Chico Preto pelo seu carisma, o que gera motivo de chacota dos outros irmãos da corrente. E como somos totalmente ativos em nossas incorporações, nossa cabeça pode atrapalhar, fazendo com que achemos que nossas entidades são parecidas com as que gostamos.

Somado a tudo isso, ainda temos uma casa que segue uma cartilha antiquada e sem o mínimo de fundamento, doutrina baseada no achismo e em vários cultos supersticiosos, o médium não pode fazer isso nem aquilo que dá a maldita e tão falada QUIZILA.

Sei que 90% dos médiuns já passaram por tudo o que eu falei, meu objetivo com esse post é justamente transmitir que não estão sós, a grande maioria de nós já passaram ou passam por isso, meu desenvolvimento foi algo muito complicado, durante três anos ouvi do meu primeiro babalaô que eu fingia, que não tem como o Urubatão ser meu cabeça e eu trabalhar com o caboclo do SOL e o Rompe-Mato, que é para eu firmar a cabeça que eu tinha egun, isso causou um estigma gigantesco em minha cabeça, me fazendo pensar em desistir centenas de vezes, até um dia, um assistente na casa me chamar de canto e dizer:

– Filho, sua corrente mediúnica é maravilhosa, mas você não pertence a esse lugar, toma meu telefone.

A princípio eu já achei que era um babalaô de candomblé que já queria fazer minha cabeça, e cobrar R$ 4000,00 mais impostos [risos], mas não, era um centro de Umbanda muito sério, onde ele mesmo deu o nome dos meus caboclos e me explicou o porque de certas diferenças em minha linha, aí a situação emplacou e graças a Deus, estou galgando vagarosamente e feliz para a Senda da Evolução.

Nem todos os médiuns podem ter a mesma sorte que eu, mas confiem, acendam velas para seus guias e orixás, eles o ajudarão a levar para um local decente e que gostem de trabalhar, graças a Deus ainda existe locais idôneos e confiáveis.

Médiuns! Confie em vocês e em seus guias, a qualificação da sua mediunidade vai depender da sua confiança em si mesmo.

** ESSE POST FOI APENAS UMA PEQUENA INTRODUÇÃO, FALAREI MAIS SOBRE CADA TÓPICO ACIMA DESCRITO. SÓ VOU AVALIAR A QUANTIDADE DE XINGAMENTOS DO POST [RISOS]

Aranauam

Neófito da Luz

Do profano para o divino – Do outro lado da cova

– Por Tatiana Tieme Yano

O cemitério traz um grande paradigma para as pessoas, por ser um local onde os corpos sem vida são depositados. Talvez o medo, mal estar de estar ou ir ao cemitério refere-se ao conjunto de pensamentos e sentimentos negativos que as pessoas vibram ao dirigir-se e estar no local. Isso acaba gerando um holopensene*de tristeza, devido ao parente/amigo que morreu na visão da maioria. Toma-se uma sensação de melancolia pela falta de crença ou esclarecimento, acreditando que houve realmente a morte eterna e que nunca mais se encontrarão.

Por tal motivo o cemitério em uma visão profana é sinônimo de um recinto “pesado” energeticamente, triste e habitado por almas penadas, espíritos sofredores e perdidos.

Esse contexto está presente em muitas mentes umbandistas com certo grau de esclarecimento sobre espíritos ou o próprio ponto de força. Quantas vezes não ouvimos dizer que ir ao cemitério pode ser perigoso para o médium, pois é um atrator natural de cargas e lá há muitos espíritos sofredores que se ligarão. Claro que se ligarão à aqueles que se colocarem no campo santo de uma forma profana ou com sentimentos e pensamentos negativos, afinal os afins sempre se atraem.

Mas para aquele umbandista, esclarecido, que no seu terreiro cultua o Pai Obaluaê e o Pai Omolu deveria encarar a ida ao campo santo como um ato religioso divino,pois ao entrar está pisando em solo sagrado, em mais um divino ponto de força do nosso amado divino Criador, assim como o mar, a cachoeira, as matas, pedreiras, etc.

O cemitério é o ponto de força natural do querido Papai Obaluaê e Papai Omolu.

Pai Obaluaê, senhor das passagens, transmutador de tudo na vida. Da morte do corpo físico para o corpo espiritual, assim vice-versa. Sr. das passagens, da doença para a cura, do ódio para o amor, da busca de dias melhores, etc. Na Umbanda chamado como Sr. das almas, traz a todos uma enorme calmaria, um bem estar e bastante estabilidade. E postando-se de uma forma e atitude sagrada, quando aquietamo-nos no cemitério sentimos essa mesma sensação, silenciosa e calma. É nítida a semelhança do local (ponto de força) com o Orixá, pois os dois são unos e se completam.

Há também a força do Orixá Omolu, Sr. da morte, paralisador de tudo que chegou ao ponto determinado perante a Lei Maior. Sua qualidade paralisante é um meio de “parar” tudo e todos que estiverem criando e gerando em caminho inverso, oposto e desvirtuado ao Divino Todo. Omolu corta nossa ligação material para espiritual (desencarne), pune aqueles que atentaram e desvirtuaram-se na vida, Orixá guardião divino dos espíritos caídos. Um paizão que também nos ajuda a dar o fim aos nossos vícios, a morte à ignorância, morte ao ego e a vaidade.

Por todos esses motivos não devemos temer esse local sagrado e os Orixás regentes desse magnífico ponto de força. Uma oferenda, oração realizada desencadeia um processo extremamente positivo para todos que se colocarem em respeito e principalmente de coração aberto e puro para receber a bênção.

Ao entrar no campo santo, cruzem o solo em reverência às forças do alto, embaixo, esquerda, direita, e que o lado sagrado abra-se para você naquele momento. Peça licença aos Srs. Orixás Obaluaê, Omolu, Iansã das almas e Ogum Megê. Também aos senhores exus e pombagiras da porteira.

Façam aquilo que tiver que fazer, com amor, dedicação e respeito. E sintam-se agradecidos por serem umbandistas, por ter essa oportunidade maravilhosa que é de louvar nossos pais e mães orixás em seus pontos sagrados. E tristeza, pra que no cemitério? Afinal nunca morremos, apenas passamos de um estágio para o outro.

Holopensene: Atmosfera psíquica do ambiente, resultado da somatória dos pensamentos e energia das pessoas que o frequentam. É a “aura coletiva” do lugar em questão. Esse tipo de designação é muito utilizada na conscienciologia e na projeciologia.

Meditando com o TAO – A Auto Estima

Comece sentando – se em uma posição bem confortável, eleve seus pensamentos ao TAO, sintonize sua mente com algo mais elevado, quebre as barreiras do condicionamento emocional – mental que o dia – dia o leva. Primeiramente imagine que você está se dando um belo sorriso, como que sentado a frente de um espelho.

Essa é a antiga prática taoísta do sorriso interior, e é fantástica. Sorria para você, e visualize na sua imagem (refletida) um cristal brilhado bem no centro da testa. Concentre – se nessa imagem, e medite sobre ela. Digo para meditar não para “forçar a mente”. Meditação é algo suave, calmo, sua mente parece que trabalha em outro estado de consciência. É algo natural…

Com essa técnica combatemos a falta de auto – estima das pessoas. Existem pessoas que arrastam – se na vida, tristes por não serem aquilo que desejam, ou outros que por trás de uma cara alegre,  escondem alguém com grandes problemas de aceitação. O TAO está em tudo, em vocês também. Mas como é difícil entender isso, não é mesmo? E colocar em prática então…

Algumas pessoas “despencam” por se cobrarem demais, outras se punem a todo momento. Muitas, com a falsa máscara da humildade, apenas se enganam, pois em seu íntimo a humildade não fez morada, enfim, todos desperdiçam enumeras oportunidades apenas por não confiarem no próprio potencial.

Por isso essa prática é tão importante,  ela te mostra como você pode ser feliz, como existe uma jóia preciosa dentro de você! Respire fundo, encha os peitos com o brilho dourado do CHI! Sinta – se parte do TAO,  você é divino também…

E aproveitando esse clima que instala – se na sua mente, leve -a até o coração. Visualize dentro dele um SOL, uma enorme bola de luz que brilha intensamente. Ela expande – se por todo o seu corpo e logo não existe mais corpo, coração ou espírito pois você é apenas brilho e luz. Mergulhe a mente nesse oceano de serenidade do TAO, e sorria alegremente…

———— x —————-

Muitas pessoas vão se perdendo no meio da jornada espiritual. Confundem conhecimento, que julgam possuir, com sabedoria. Mas entre o conhecimento e a sabedoria existe um oceano de distância. Assim como entre a teoria e a prática. Muitas pessoas falam, lêem as escrituras que contêm a sabedoria universal, mas no seu dia – dia praticam pouco, quando não praticam absolutamente nada. O pior é que vão reprimindo seus desejos, fogem de seus traumas e problemas, além de irem julgando e condenando a todos que não dobram – se a suas “concepções morais”.

Isso é o mesmo que criar uma fera em um quarto escuro. Todo dia você bate com um pau nela e lhe dá um pedaço de carne. Dentro de pouco tempo você criou um monstro (uma sombra) tão grande, que ou você a enfrenta com muita força de vontade, ou ela te devora! Mas o pior é que você provavelmente não terá coragem de lutar contra si mesmo,  e então começará a atacar as outras pessoas…

Tudo irá te irritar, e você ficará muito preocupado com a “sombra” (fera) dos outros, mas não reparará nunca na sua. Os defeitos dos outros você também apresenta, e isso o deixa enfurecido. Nada nunca estará bom, apesar de você mesmo não fazer melhor. Começará a se isolar, com desculpas de que  “isso” ou “aquilo” não faz parte da vida de um verdadeiro espiritualista, mas tudo não passará de fachada pela sua própria falta de capacidade. Vestirá a máscara da falsa humildade, mas viverá apontando a soberba e o ego dos outros (principalmente os mais próximos), nunca percebendo que essa atitude o auto- condena.

Irá adorar as partes “moralistas” dos textos sagrados, pregando – os aos quatro ventos. Cobrará dos outros uma postura que você mesmo já não tem com ninguém, ficando cada vez mais sozinho. Começará a julgar as manifestações e experiências espirituais dos outros como “falsa” ou “sem valor”, achando que apenas as suas (ou a falta delas) “são boas”. Aos poucos esquecerá de ouvir o coração, não mais se emocionará com a simplicidade do trabalho espiritual e, por fim, acabará morrendo para a espiritualidade…

Mesmo que saiba os textos sagrados de cor,  mesmo que leia todos os livros do mundo, mesmo que estude sem parar, para a espiritualidade você estará morto, pois esqueceu que todos temos problemas, que ser um trabalhador nas lides espirituais é ser um ser humano como qualquer outro, que você tem uma parte ruim em você mesmo, que ou você a entende ou ela te devora!

Por favor, não esqueçam, nunca virem as costas ou neguem seus instintos mais baixos, suas depressões, tristezas, traumas, melancolias, etc. Mas também não as deixe dominar – te,  jogando – o na vala da tristeza e do desespero. Apenas viva naturalmente buscando evoluir de acordo com as suas capacidades. Cada um tem o seu tempo, respeite! Abandone a falsa pregação, a soberbia disfarçada de humildade e o julgamento do próximo.

Substitua isso pela vontade de crescer, enfrentando a própria sombra, iluminando – a com a luz do coração, disparando flechas douradas de discernimento e apoiando – se nos braços luminosos e fraternos dos amigos.

Melhora a si mesmo, e melhorarás o mundo. Trabalhe junto com a espiritualidade, dê um abraço fraterno em seus guias e SEJA FELIZ!

*Esse texto foi inspirado pelo velho mestre chinês que cuida dos jardins do TAO.

“A Montanha da Sabedoria, com o pico da iluminação, fica além da planície do Conhecimento. Antes dela, o pântano da Ignorância. A grande massa humanidade fica presa aí, por desconhecer o segredo da passagem. Só se pode passar volitando o pântano e raros querem abandonar à margem o peso do orgulho.

Só o Coração humilde tem asas”.

Shi – Ling

A Luz que Cura

(A Maravilha da Assistência Espiritual)

“Abaixo da iluminação, só há dor!” – Buddha –

Sabe aqueles momentos em que você se sente meio estranho consigo mesmo?

Naqueles instantes em que um desconforto psíquico parece se instalar em você internamente, sem motivo aparente?

Pois esses são momentos perniciosos, meu irmão, em que as trevas extrafísicas estão rondando o perímetro sagrado do seu coração espiritual, lar do eterno e templo do seu Ser.

O aperto psíquico é resultante da pressão exercida pelas garras dos irmãos das sombras apertando o seu centro espiritual.

Portanto, resguarde a sua luz e eleve os pensamentos ao Supremo Ser, fonte de toda vida. De coração aberto ao AMOR QUE TUDO TRANSFORMA, pense positivamente.

O mestre Jesus estava certo, quando ensinou: “Orai e Vigiai, para não cairdes em tentação.”

PENSE NA LUZ! ENVOLVA-SE NELA! VIBRE A LUZ NA AURA!

* * *

Esses irmãos trevosos, que se insinuam ocultamente nos perímetros energéticos das pessoas encarnadas, não suportam as vibrações mais altas. Na presença de uma aura vibrante e positivada pela força de vontade, e pelo pensamento correto concentrado na melhoria de si mesmo, eles se afastam imediatamente.

No entanto, não se deve fazer essa aceleração vibracional com motivos arrogantes ou de desafio a esses seres infelizes. Querendo ou não, eles também são nossos irmãos e filhos da mesma vida universal. Apenas se engolfaram em emoções pesadas e de difícil resolução. Por isso trafegam pelos desvãos das obsessões, sem se darem conta do quanto se rebaixaram espiritualmente.

Não custa relembrar aos estudantes e trabalhadores espirituais dedicados, o quanto as suas vibrações de amor e ajuda a esses seres infelizes são importantes nos processos de assistência extrafísica. Mediante o aporte das energias potencializadas pelos pensamentos de ajuda, os grupos de socorristas astrais, compostos por espíritos amparadores de várias linhas espirituais, sempre interessados no bem de todos, amparam esses irmãos enfermos e os direcionam para os lugares de cura extrafísica apropriados.

Essa é a maravilha extrafísica que se desdobra diante dos iniciados espirituais de todos os tempos: A LUZ CURA!

Cabe aos iniciados de hoje a manutenção desse trabalho levado a cabo ao longo dos milênios pelos mestres de todas as linhas espirituais: carregar a tocha da espiritualidade acesa em si mesmos!

Não é tarefa de fácil consecução, pois demanda muito esforço na melhoria de si mesmo. Como diz o ditado hermético: “Quem quer mais Luz, que seja Luz!”

E na ampliação dessa luz, sob a forte resolução da consciência de progredir na senda, os seus eflúvios se propagam em todas as direções, e se eles estiverem permeados pelos sentimentos mais nobres do iniciado (estudante e trabalhador dedicado, que pondera e medita em silêncio no “Amor Que Ama Sem Nome”), chegam até esses doentes extrafísicos, melhorando-os e criando as condições vibracionais adequadas para o aporte espiritual dos amparadores na dissolução de suas aflições e intenções confusas.

Para o iniciado, consciente de suas responsabilidades, sua própria melhoria nunca é só para ele mesmo. E não poderia ser diferente! Ele sabe que o que se passa no perímetro de sua vida se propaga para o todo. Por isso ele pensa na Luz irradiando para todos os seres imersos no grande mar da vida universal.

Ele sabe que a Luz cura!

* * *

Ao final desses escritos, onde nos reportamos a importância de vibrar a Luz no contato com os seres infelizes que vagam perdidos na noite dos tempos, pedimos aqueles que carregam a tocha da espiritualidade acesa em si mesmos que continuem mantendo-se dignos na tarefa consciencial que abraçaram. Não esmoreçam nunca! Nem por motivos de incompreensão humana ou por pressões  extrafísicas trevosas. Mesmo acicatados por ferrões de maledicência ou por traições inesperadas, permaneçam na senda escolhida.

Os mestres velam secretamente pelos justos e sabem quem é merecedor das benesses divinas. Eles vêem o que se passa no coração de cada um. Eles conhecem as intenções mais secretas do Ser.

São eles que ensinam: “FIEM-SE NA LUZ!”

P.S.: “Ao lembrar-se do Amor Sereno e anônimo que os mestres da consciência emanam continuamente para todos os seres, incondicionalmente, que o seu coração derreta de Amor*.”

(Esses escritos são dedicados a estudantes e trabalhadores dignos, de todos os tempos e linhas espirituais).

Paz e Luz.

– Os Iniciados** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 09 de junho de 2004, às 17h39min.)

Iemanja, mãe das águas e das flores

Querida Mãe das Águas, em primeiro lugar, muito obrigado pelo banho que acabei de tomar.

Por essas águas que limparam meu corpo e minhas energias.

Oxalá, que elas possam ter limpado, também, os meus pensamentos e as minhas emoções.

Com o corpo refrescado, solto a consciência nas ondas da inspiração e penso em você.

Imagino todas as mulheres em você!

Sim, imagino minhas filhas, minha mãe e a companheira atual, em sua dança sobre as águas.

Também imagino as grandes amigas que tenho em você!

Ah, essas mulheres, suas filhas amadas, mães, parceiras, amigas, filhas, essas emanações suas…

Cada uma de um jeitinho especial, como se fossem partículas do seu sorriso e de sua graça se manifestando no mundo.

Querida, podemos jogar flores nas ondas do mar em sua homenagem, mas é você que joga suas flores nas ondas do mundo, para enriquecer a vida com a presença feminina, para suavizar o fardo dos homens e ensiná-los a arte da sutileza, do encontro e da leveza.

Sim, as flores que você solta nas ondas do mundo são as mulheres!

Cada uma delas é um pedaço seu. Para você, não importa a idade ou a experiência delas, todas são você! E cada uma delas porta o seu perfume espiritual.

No nascimento, na vida e na hora da partida final, é você que está com elas.

Ah, se cada homem soubesse, que beija você em cada uma delas.

Agora eu sei, que minha mãe, minhas filhas, minhas amigas, minha namorada e todas as mulheres, são suas encarnações, são suas médiuns, são suas flores exalando o perfume da vida.

Por isso, lhe agradeço.

Por essas mulheres, pelo banho, pelas águas…

Oxalá, possamos nós, os homens, dignificar as mulheres com mais consciência e respeito. Mais do que um rosto ou corpo bonito, elas são suas flores no mundo.

Sem elas, seria impossível viver na Terra!

Yemanjá, Mãe das Águas, obrigado pelas flores…

PS: Ah, essas mulheres…
Mães, filhas, parceiras, amigas…
Sãs as cores e o brilho desse mundo.
São as flores, são as flores, são as flores…

Yemanjá Odoiyá!

-Por Wagner Borges-