Sou Pai Pequeno

Bom, antes eu só assumia a função como ajudante e auxiliar o sacerdote da casa, mas domingo, fui agraciado com a coroação de pai-pequeno da casa, agora sinto que as responsabilidades cairão com maior intensidade sobre meus ombros. Foi interessante, porque há uns três meses atrás, comecei a receber vibração de uma entidade chamada Manoel da Mina. Nunca ouvi falar dessa entidade, e procurei e pesquisei pela internet sem sucesso.

Foi quando falei com uma estimada e maravilhosa amiga chamada Aparecida, do Maranhão, ela me disse que é um Mestre que também atua como preto-velho, geralmente ele assume a coroa de pessoas que assumirão um cargo de maior responsabilidade na casa, e hoje mais uma vez vi que a minha amiga Aparecida estava correta.

Andei refletindo muito sobre essa nova responsabilidade que assumirei, mas estou calmo porque sei que estarei amparado pelos Mestres Cosmicos e os mesmos enviarão entidades com a devida capacidade de me ajudar a fazer jus a essa responsabilidade que me foi outorgada.

Com isso, divirei melhor o meu tempo para novas reflexões, tentarei através de uma nova ótica, expor minha opinião e tentar expressar de forma escrita, o meu dia-a-dia dentro do centro, minhas dúvidas, filosofias e novos desafios.

Espero poder contribuir dentro do terreiro, agora participarei mais ativamente das obrigações e ajudando em meu blog a novos adeptos a passarem pelas coisas que talvez não me recorde com facilidade, mas agora revivendo esses momentos com vários filhos, poderei ter uma visão mais ampla para poder exprimir aqui as aventuras da ótica do sacerdote e da ótica do neófito do centro.

Bom, espero nos encontrar sempre por aqui.

Paz Profunda

Neofito da Luz

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Monólogo de um Vampiro Psíquico

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“Sou o Espírito da treva, a Noite me traz e leva; moro à beira irreal da Vida…”.

Eu sou o mais tenebroso de todos os Vampiros.

Não sinto gozo somente perfurando sensíveis membranas de jugulares virginais para sentir o sabor de hemoglobina. Embora algum débil tenha afirmado que “a alma da carne esteja no sangue”, e que sangue é vida, no meu entendimento psicossomático, vejo a manifestação da alma na mente, e ela é minha!

Não preciso sujar minhas presas, nem beber sangue, para sugar a seiva anímica de alguém.

Para manter a minha eternidade, Eu sugo almas, esta é uma forma mais refinada de alimentação.

Meu prazer consiste em devorar os centros; intelectual, motor, instintivo, emocional e sexual de cada ser humano. Invado as profundezas de cada vítima, em busca da pedra oculta.

Ao drenar estes centros, tenho o poder de criar ilusões, manipular, ler pensamentos…

Tenho visão telepática, e utilizo a arte psicomântica e o poder de cura, e de destruição para o meu benefício.

Como os outros Vampiros, sou capaz de me transformar em qualquer espécie de animal: morcego, lobo, cão, pássaro… Bem como em criaturas estranhas e imaginárias.

Intimamente, sou o Leão que ruge, procurando a quem devorar. No entanto, prefiro me transformar num homem comum, ou no líder religioso, no político eloqüente, ou nas letras escritas por um ávido Escritor.

A cruz, A Bíblia e o alho não me afugentam. Pelo contrário, bebo água benta para aliviar minhas ressacas, e nas procissões Eu sou o Luciferário.

Sou um manipulador da fé, pois dessa forma consigo atrair mais vítimas. Monto belíssimas igrejas e ofereço conforto espiritual e material em programas de televisão, tudo em nome de Deus.

Nenhuma Lei dita sagrada é verdadeira para mim; nenhum dogma consegue deter minha voz.

“Eu deixo para trás todas as normas que não levam ao meu sucesso e alegria terrenos. Eu me ergo impassível comandando a invasão da lei do mais forte!

Eu olho dentro dos olhos vítreos do seu terrível Deus e o agarro pelas barbas; eu ergo um machado e então racho seu crânio devorado por vermes!

Eu me liberto do sepulcro formado por conteúdos doentes de filosofias vãs e gargalho com um sarcasmo cheio de ira”.

Gosto de me aproximar, de abraçar, de apertar as mãos de minhas vítimas. Para inflar o meu peito em ardente escárnio.

Sejam eleitores imbecis ou fiéis idiotas, sempre os trato com o carinho de uma mãe para com o seu filho único, antes de devorá-los.

Proporciono à minha vítima escolhida, imagens de paz e amor, bondade, prazer e luxúria. De acordo com o temperamento, proporciono as imagens que ela sempre gostaria de ver, e faço-a sonhar. E abraço-a como um amante.

Então, começo a sugá-la, não sugo muito, pois a vítima pode ficar muito debilitada. Ou até morrer, o que não é o meu objetivo, pois preciso de escravos para o meu séquito.

Quando encontro alguém que me agrada, procuro olhar fixamente nos seus olhos. Penetro vorazmente no fundo de seu inconsciente.

Ao dormir, ela passa a ter sonhos gozosos, que permanecem por alguns dias, até que cedo ou tarde, ela me convida para a sua cama.

Então, ofereço-lhe alegrias inimagináveis, paz indescritível, êxtase… A cada gemido de prazer e dor, me sinto mais forte. Esta é a minha forma preferida de exaurir.

Sem energia, sem vontade, a vida torna-se um fardo. A depressão tornar-se constante companheira. E tudo parece dar errado, quando Eu não estou presente.

Os familiares e amigos são abandonados, largados ao mofo. Os pesadelos tornam-se freqüentes. Nada neste mundo parece real.

A percepção fica alterada, e seus valores invertidos.

“As poderosas vozes da minha vingança arruinarão a calmaria do ar e se manterão como monólitos de fúria mortal sobre um solo de serpentes retorcidas. Eu me torno uma monstruosa máquina de aniquilação para aqueles fragmentos ulcerosos do corpo daquele que tentou deter-me”.***

Desejo apenas que se multiplique a dor causada pela minha crueldade.

E o sono, o sono…

O belo artifício da morte começa envolver como um cobertor numa noite fria.

Então, continuará pensando que sou coisa da imaginação humana.

E como se Eu me sentisse vivo novamente, Continuarei existindo.

Na busca do amor…

Que procuro, mas não tenho por quem chorar.

Nem com quem sorrir…

O beijo…

E o corpo que por alguns instantes me fez se sentir vivo…

Não mais…

E já que não posso amar…

Agradeço por ter me convidado a entrar em sua mente.

E ter aberto a sua alma para que Eu pudesse penetrá-la devagar.

Daqui por diante, você carregará também esta lúgubre maldição.

E “Viverá! Viverá doravante sobre esta estranha ponte, que começa onde acaba a vida e termina onde começa a morte”.

Pois mesmo quando Eu, quebrando a roda do Samsara, e definitivamente adentrar no fundo do abismo do espaço, sempre estarei em você, e naqueles que lerem ou ouvirem as minhas insalubres palavras.