A Forma de Trabalho Umbandista: Vício ou Necessidade?

Axé queridos irmãos. Aproveitando o ensejo da última postagem, gostaria de debater o uso dos fumos, da bebida e outros artifícios terrícolas durante as reuniões umbandistas.

Para que a entidade utiliza de tais meios? Vícios não superados das existências anteriores? Apoteose? Caracterização do Corpo Fluídico do qual a entidade se apresenta? É realmente necessário tal uso? Tive algumas dúvidas sobre realmente da utilização disso, me perguntei do porque de várias sessões de cura de outras liturgias, só utilizarem água, passes e outros meios sutis de terapia. Aí, é claro, como todo bom curioso, fui entrevistar tais pessoas, para medir o tempo, a sensação e algumas delas aceitaram meu convite para tentar a mesma coisa durante uma sessão de Cura no Templo Umbandista.

A grande maioria respondeu que sentiu um choque grande, sentiu o ambiente mais pesado em relação às sessões de yoga, cromoterapia, TEAC, entre outras terapias holísticas, porém, sentiram que o resultado foi muito mais rápido que o esperado, que o tratamento durou menos tempo do que prometido em outras terapias holísticas. Baseado nessa coleta de informações e alguns estudos que eu já havia resolvido, propus o mesmo com alguns kardecistas, dos quais, hoje, tornaram filhos da casa.

Como alguns já possuíam experiência de efetuar passes, entraram em um contato forte com o kardecismo, começaram a aprender sobre a Umbanda também no aspecto apenas de cura e passes fluídicos. A Conclusão foi praticamente a mesma, os resultados foram mais rápidos, porém o choque também foi mais enfático. Já sabemos que a Umbanda, trabalha em grande parte dos trabalhos com a Energia Telúrica, a Energia da Mãe Terra, a Energia Física do Planeta, com isso, os resultados tendem a ser maiores justamente porque atuam enfaticamente na matéria, na área problemática, mas para que eles possam atuar enfaticamente na matéria, aí sim que entra o uso dos artifícios que estão em nossa mesma vibração.

Trocando em miúdos, os passes, atuarão em nosso corpo etéreo, atuam em nosso corpo espiritual, a Umbanda além disso, consegue atuar diretamente em nosso corpo material, para isso, utiliza de artifícios que vibram da mesma forma que nós, aqui nesse plano, no caso da fumaça do fumo, no caso da bebida terrena, justamente por atuarem e trabalharem com elementos de vibração tão densa, tão igual à nossa, é que os resultados ocorrem mais rapidamente. Portanto, em minha opinião particular, o guia não possui vício, se ele quiser alguma bebida alcoolica e o mesmo tem afinidade em trabalhar com whisky, para ele tanto faz se é um Chivas ou um Natu Nobilis, o importante são os elementares que existem nessa bebida.

Uma vez presenciei, falarei rapidamente para não fugir do escopo do assunto, um exú que só aceitava charuto cubano, para mim, nada mais é que a própria vaidade e luxúria contida na matéria da qual esse exú ocupada, mas enfim… Então, a entidade utiliza de tais elementos, para que possam efetuar o trabalho em uma vibração mais densa, é evidente que a utilização desses artefatos terrenos não resumem-se apenas em curas, é claro que há muitos outros trabalhos envolvidos através de uma simples fumaça de fumo ou bebida de um coité, por sinal, a vibração do orbe da qual vivemos é totalmente densa, e é claro que para nos auxiliar, porque nós desse orbe, gostamos de nomear e classificar as coisas, eles. os nossos maravilhosos guias se subdiviram em falanges e grandes classes de espíritos caracterizando os costumes da época.

Como por exemplo, os nossos vovôs e vovós utilizando o cachimbo, muitos além do fumo, gostam de queimar outras ervas para purificar o ambiente. Como os marujos, que em sua época, a cerveja era uma bebida muito acessível a todas as classes sociais, portanto, trabalham com a cerveja por terem afinidade com a bebida e para caracterizar a linha da qual se plasmam para praticar o amor e a caridade, isso ocorre com as demais linhas do nosso panteão Umbandista, como a batida dos baianos, comumente utilizadas durante o Brasil Colonial e perdura até os dias de hoje. O próprio Chico Preto solicitou uma batida de milho, que era muito utilizada nas Minas Gerais, onde ele viveu durante a maior parte da vida dele, além do fato do milho ser um elementar de Oxóssi, um orixá que traz a cura através dos frutos da Mae Natureza, e como o Chico Preto atua muito na área da cura, vem com o milho através de sua batida para auxiliar em seus trabalhos médicos e fitoterápicos.

Portanto, em minha opinião, essa caracterização auxilia muito na classificação dos Espíritos da Egrégora Umbandista, além disso, personifica vivências que já existiram, épocas que já ocorreram e com isso, familiariza e populariza a religião através de espíritos que se plasmam de formas simples e de espíritos que não viviam no topo da pirâmide social. Com isso, tem o intuito de espalhar os ensinamentos de Caridade, Humildade, Amor, Igualdade e outros aspectos positivos da existência humana, e acima de tudo, ensinando-nos que não é a classe social que nos evolui, e sim a sabedoria adquirida com o decorrer dos anos. Muitos afirmam que os espíritos que atuam na Umbanda não são evoluídos por possuírem vícios ou porque utilizam de meios nocivos à saúde para a prática do bem e da caridade dentro dos trabalhos, mas aí vai uma indagação: Eles utilizam isso porque realmente não são evoluídos ou devem usar isso para trabalhar em espíritos atrasados como nós?

Acho que a grosso modo, eles têm que dançar conforme a música, eles atuam num campo vibratório mais baixo, que é o nosso plano, portanto, acho imprenscindível utilizar de tais meios para alcançar a nossa vibração, da mesma forma que as vacinas e os antídotos são feios com os próprios agentes patogênicos ou o respectivo veneno, da mesma forma é utilizado o fumo e o alcool para poder manipular nas vibrações onde atuamos. E de certa forma, também há o fator placebo, a grande massa acreditaria muito mais em uma entidade que “borrifa” fumaça na região afetada do que em uma entidade que utiliza apenas a imposição das mãos, então como sabemos, a eficácia dos trabalhos também se dão de acordo com a fé da pessoa, a utilização de certos elementos serviriam como fator positivo para ajudar na fé do adepto que está recebendo a graça. Já vi casos de filhos necessitados chegarem na maior humildade ao guia e dizerem:

– Oh meu pai, não vai jogar a fumacinha milagrosa em mim não? Não vai dar para eu beber a bebida do seu axé? Portanto, eu acho que realmente é uma mistura dos fatores que eu citei logo no começo do texto, acho que em alguns casos, tem um sentido “apoteótico” para aquelas pessoas que precisam “ver para crer”, em muitos casos há a necessidade de tais artifícios para atuar na camada mais densa, mais grotesca de nosso corpo espiritual, decorrente disso, em um sentido relativamente apoteótico e organizacional eles se caracterizam como eu citei em alguns exemplos acima, na união de todos esses fatores, existe sim a REAL NECESSIDADE. Axé a todos os Maravilhosos Espíritos que prestam socorro em nosso denso Orbe.

 

Saravá Egégora Umbandista.

Aranauam a todos.

Neófito da Luz

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Um comentário sobre “A Forma de Trabalho Umbandista: Vício ou Necessidade?

  1. Ola,gostei muito do post sobre sr chico preto bom a 12 anos ele se amnifestou sua energia sobre mim desde então nunca mais foi embora foi uma das primeiras entidades de se manifestaram usando meu corpo mais vi que vc fala que ele se apresenta em vc como sutaque de mineiro . Mais ele usando meu corpo ele se apresenta como um baihano fala como baiano , que isso me preoculpe mais ja tinha houvido falar que ele era catibozeiro,bom a pouco tempo conheci uma pessoa de brasilia que e mestre de jurema,e me deu um cachimbo de presente ,dese mesmo tipo e tab ele me disse que chico preto era uma mestre de jurema juro que não sabia mais isso e bom a gente apreder mais cada dia mais obrigado por me prestigiar com este comentario .entre em conta comigo everton_re@hotmail.com ,salve sr chico preto salve a cidade da jurema

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