A Vibração Oxóssi

 

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Oxóssi segundo a mitologia Afro é o Orixá da caça, o orixá da fartura, aquele desbravador das matas, o orixá que conhece tudo sobre ervas.

Em muitas casas é aquele que traz a fartura, que traz o dinheiro, normalmente, sua oferenda resume-se a muitas frutas, abóbora, mel e vinho, alguns também recebem cerveja.

 O seu sincretismo religioso é São Sebastião, Oxossi é um dos orixás que possuem menos contradição no sincretismo e nos fundamentos, o dia destinado a esse orixá é a quinta-feira e o dia de suas festividades, 20 de janeiro.

Dentro de um contexto esotérico, é o catequizador de almas, é aquele que traz o conhecimento, que doutrina os espíritos e que traz a saúde, inclusive uma cor muito utilizada para sua vibração é o verde, pela cromoterapia é a cor da cura. Os guias que atuam sob essa égide costumam ser muito conselheiros, são exímios curandeiros e trabalham muito bem com fitoterapia e outros métodos holísticos para a cura.

Oxossi dentro do meu ponto de vista é o orixá da cura, por trazer fortemente o verde em sua vibração, seja através de sua luz ou através do elemento do qual trabalha, os vegetais, é aquele que traz toda a essência terapêutica da Mãe Terra.

De certa forma, a origem do seu foco vibratório situa-se nas matas, na natureza, é a essência divina, a energia da mata é restauradora, é terapêutica, com isso, sente-se facilmente a  vibração de Oxossi atuando, a sua vibração atua sobre cada folha, sobre cada ramo de árvore, fazendo com que a vibração curativa possa também estar contida nos vegetais, é o patrono da caça no sentido de conceder os animais que estão sob sua vibração para que possam nos alimentar, mas é claro, que o próprio vegetarianismo poderia suprir nossa necessidade, mas isso é assunto para outro tópico. É nas matas que sentimos a presença onipotente de Oxossi, o ar é mais rarefeito por estar carregado de partículas fluídicas que atuam em nossos órgãos nos trazendo a tranqüilidade e a paz, atuando como agentes terapêuticos. Em suma, é onde encontramos com maior freqüência a vibração de Oxossi, no verde de nosso globo.

Oxossi é o patrono dos caboclos, dos guias que em sua maior parte representam a juventude, a força dentro das casas umbandistas, toda a jovialidade e o conhecimento da vibração de Oxossi foi transmitida para os caboclos que atuam sob essa égide, são guias que costumam ser muito amigos, companheiros e sabem apaziguar a dor que aflige o filho, independente se é uma dor mental ou física, são guias que sabem atuar de forma terapêutica em todo o corpo físico e espiritual do filho.

Em minha opinião, independente se o caboclo atua na vibração de Xangô, Ogum, entre ouros orixás, todos eles necessariamente atuam também sob a égide de Oxossi, Oxossi é a cura, a caridade, o conhecimento que influencia os dogmas umbandistas, todos os caboclos que eu conheci, é claro que uns para mais, uns para menos, são ótimos curandeiros, são bons conselheiros, mesmo os de Xangô que raramente falam, quando o fazem, são companheiros e amigos. São guias muito sábios.

Alguns caboclos da egrégora de Oxossi: Sete Flechas, Jurema, Sete Encruzilhadas, Sultão das Matas, Cobra Coral, Flecha Dourada, entre outros.

A flecha, que é o símbolo dessa vibração, é o tiro que não volta, o tiro certeiro, uma arma de precisão de longa distância utilizada tanto para a caça quanto para a guerra, é aquele que alimenta e aquele que defende. 

Geralmente os guias sob essa vibração, costumam vir com o dedo indicador ereto, além de simbolizar a flecha, pelos ocultistas, o dedo indicador é o dedo do verbo e da profecia, mais um fator que determina a vibração de Oxossi, o verbo, o conhecimento, o bom conselheiro.

 

Namastê
Neófito da Luz

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Os Elementos de Transmutação da Umbanda

 

A Umbanda apresenta como mensagem religiosa a prática da caridade pura, o amor fraternal, a paz e a humildade. Entretanto ela também se propõe a produzir, pela magia, modificações existenciais que permitam a melhora da vida ao ser humano.

A sua magia consiste em reaproximar o homem da natureza, manipulando, através de vibrações sonoras, os elementos primordiais que a constituem, como também usando o ponto neutro dos fluxos e refluxos da onda modulada, equilibrando a consciência material do ser humano quantitativa e qualitativamente com os quatro agentes naturais que formam o Grande Agente Mágico Universal que é a força vital.

A força mágica e uma espécie de atividades universal ou vida cósmica de natureza misteriosa. O principal ramo da arte mágica consiste justamente na transmutação dos valores energéticos universais através da utilização dos elementos Fogo, Terra, Água, Ar.

Estes elementos estão em toda a parte e em todas as coisas, sendo bastante conhecido em sua manifestação na natureza. Como eles formam o nosso próprio corpo, fica fácil compreendê-los. 

Vejamos:

O Elemento Ar

O ar é um elemento da natureza considerado ativo e masculino. Em geral é considerado como o primeiro dos elementos dos elementos. Possui natureza dupla e é ao mesmo tempo atmosfera tangível, volátil, que pode ser chamado de Ar espiritual. Esta essencialmente relacionada com três conjuntos de idéias: o respiro criativo da vida, a palavra criadora; o vento como ar dinamizado, conectado em muitas mitologias, como idéia de criação, e, finalmente, o próprio espaço como meio onde se produzem os movimentos e de onde emergem os processos de criação e desenvolvimento da vida.

No campo humano o Ar esta relacionado aos pulmões, purificando e vitalizando o sangue que conduz o elemento vital ou Agente Mágico Universal. O sentido do olfato esta relacionado com o importante simbolismo do ar, cuja representação mágica é a espiral. Ele é ainda o hálito que respiramos e que se acha simbolizado nas fumaças que usamos na Umbanda.

A força mágica da fumaça reside no fato dela representar o ato de libertação da forma como imediata dissolução do ar, em forma espiralada.

Isso permite ao elemento ar atuar como intermediário entre o mundo da forma e o mundo espiritual envolvente e invisível, tornando-se assim um agente mágico capaz de transformar em resultado eficaz a intenção com que a fumaça é libertada para dissolver-se no ar.

Portanto, pode-se explicar o poder da magia pela sua própria condição de se fortalecer pelatransmutação e pelo retorno a plenitude. Uma vez fortalecida por sua identificação com o global, a intenção do ato mágico vai refletir-se como retorno do outro mundo formal para alcançar o objetivo mágico com eficácia. Estas são as raízes do pensamento mágico.

O Elemento Água

A água é um elemento considerado passivo e feminino. O conceito de água estende-se de maneira geral a toda matéria em estado liquido. Símbolo universal do principio feminino, das emoções e do inconsciente, de todas as substancia a água é a de mais complexa interpretação. Este elemento esta sendo ligado aos conceitos de fertilização, de materialidade e de geração. A água consiste num fluido denso e numa essência potencial de natureza fluídica.

Está bem definida sua presença como elemento primordial no primeiro instante de criação. Diz a Gênese de Moisés: “… a escuridão encobria a face do Infinito, e o Espírito divino vibrava sobre as Águas…” As águas citadas por Moisés são a matéria prima homogênea ainda não diferenciada ou o elemento do nascimento da gestação.

A água se manifesta de modo bem visível do mundo da forma e seu valor é incontestável. Em nosso Planeta a água segue um ciclo de transformações com quatro etapas sendo que cada etapa se completa da seguinte forma: sol aquece as águas da superfície do mar ou rios que evaporam, sobem em forma de vapor para formarem as nuvens, sofrendo ai uma transformação; as massas frias de vento sopradas dos pólos entram em contato com as nuvens (que são vapor) e a água se condensa precipitando-se para o solo em forma de gotas; Uma vez no solo, a água penetra na terra e, em seu interior, sofre transformações e é impulsionada para cima pela força da pressão, saindo nas fontes para forma os rios que, pela lei da gravidade, correm de volta para o mar ou rios.

Nos rituais da Umbanda, a água é considerada com os seus valores de cada etapa e ciclo das águas. Assim,cada etapa esta ligada a um determinado Orixá ou força da natureza, todas de origem feminina.

A água do mar esta relacionada à Iemanjá e a do rio esta ligada a Oxum que representa o amor, a bondade a doçura, a beleza e a riqueza da material e espiritual. O sal sempre teve importância e valor mágico devido a sua propriedade de conservar e evitar putrefação e como símbolo, acompanha a água. Sua presença é sempre marcante nas cerimônias de exorcismo.

Por isso, o mar e os rios se investem da propriedade de receber os detritos físicos e espirituais bem como objetos de trabalhos feitos. Colocar objetos no mar significa remetê-los ao caos primordial representado pelas águas marinhas.

A água serve como elemento condutor de emergia vibratória como agente mágico que religa o ser humano a Deus pelo batismo. No corpo humano, aliás, ela se manifesta como o elemento liquido que representa cerca de 70% do volume do corpo.

Na magia, ela representa ainda o caos diferenciado, a essência divina não-formalizada. É representada graficamente por três linhas paralelas horizontais e onduladas, simbolizando as ondas do mar.

O Elemento Terra

A terra é um elemento da natureza considerado passivo e feminino. Tem duas partes essenciais, sendo a interior fixa, terrena, imóvel e virtual. Este elemento se manifesta de forma sólida e a ele e atribuída a propriedade de receber descargas etéreas e matérias. Tomado como limite espacial, apresenta-se como a vestimenta envolvente da materialidade.

Elemento mágico de transformação, a terra mantém guardados, em seu interior, os segredos da purificação pela transformação agindo como filtro magnético que retém a impureza e liberta a pureza, afim de que o impuro se transforme pelo fogo e volte ao estado primitivo, mantendo-se do lado oposto do agente liberado, fazendo permanecer o equilíbrio.

Todos os minerais pertencem ao elemento terra e são encontradas nos mais diversos tipos, formas e combinações de moléculas, inclusive algumas que ainda estão em fase de transformação; por geram espontaneamente uma energia tão forte que o simples contato ou aproximação dos outros seres os envolve no seu campo magnético e os domina levando-os a destruição de suas moléculas (radioatividade).

Na Umbanda, o elemento terra representa a energia capaz de aliviar as pessoas das cargas dirigidas por alguém e alguma coisa. No seio da terra esta o mistério da vida e da morte, onde a semente adquire a força vital para nascer e transformação do corpo se processa na decomposição ou simplesmente onde se morre. A sua capacidade é de atração e transformação; como exemplo, temos a pedra que é do elemento terra e que representa o símbolo da unidade, da durabilidade e da força estática. A terra representa também a solidificação do ritmo criador, que é o contrario do ritmo biológico, pois este é submetido às leis de mudança, decadência e morte.

No corpo humano está representado pelo sais minerais que fortificam o corpo e o agente vital. Sua simbologia gráfica é a cruz, que ‘e o signo de sua crucificação e da do homem.

O Elemento Fogo

O fogo é um elemento da natureza considerado ativo e masculino. Dos quatro elementos são o que mais constantemente se acha associado às religiões, desde os tempos pré-históricos. É considerado o símbolo da própria alma e vidas humanas. É ao mesmo tempo visíveis e invisíveis, discernível e inservível – uma flama etérea e espiritual que se manifesta através de uma flama substancial e material.

Esotericamente, é a representação ou reflexo mais perfeito na chama uma, o principio divino que é, por sua vez, e como conceito, o mais alto símbolo de toda humanidade. O fogo representa a vida e a morte, a origem e o fim de todas as coisas, e nesse sentido é um dos mais importantes emblemas de transformação e regeneração. Como sinônimo de vida, o fogo tem muitos aspectos: pode ser encontrado tanto no nível da paixão animal e do erotismo (o fogo da paixão), como no nível dos mais ingentes esforços espirituais. Ele alcança e transcende o plano do bem (calor e energia vital) e o plano do mal (destruição e conflito), tendo a função de purificador supremo, como no caso das cremações ritualísticas de cadáveres.

A Umbanda considera, dentre os quatro elementos, que o fogo é o mais enigmático e surpreendente, pois sua energia e extremamente poderosa. A essência ígnea não se mostra com tanta evidencia como ocorre nos outros três elementos, pois no mundo visível o fogo só se mostra em sua forma luminígena. Apenas esta modalidade é comumente chamada de fogo.

Pela mítica, o fogo é um elemento com duração na potencia. Em outras palavras, pode-se dizer que ele preexiste as suas manifestações nas modalidades sutis de manifestação do fogo, cuja percepção se dá através de emoções e de imagens anímicas. Além disso, o fogo, enquanto símbolo, tem enorme amplitude: significa divino, energia motora cósmica, energia sexual (sentido este bastante nítido no sincretismo fogo-serpente a que os hindus chamam de Kundalini, a força latente responsável pela atividade sexual e pela consciência superior); A afetividade (compreendendo a ternura e a agressão). 

O fogo da vela simboliza a ligação matéria-espirito, homem-Deus. No corpo humano, o fogo se manifesta não só pela temperatura do corpo como também pelas manifestações emotivas e psíquicas. Seu símbolo gráfico é o corisco, ou o fogo que vem do alto, do céu ou de Deus.

Exú na Linha de Cura

Era mais um dia de trabalho na tenda umbandista, iniciou-se os trabalhos com a linha de caboclos, onde comumente são os que iniciam o trabalho na sessão desse templo. Por regra da casa, são os caboclos que efetuam os passes fluídicos nos filhos da assistência que ali adentram. Calmamente um a um vai adentrando no espaço de trabalho e recebendo os fluídos benévolos da linha de caboclos.

Enquanto todos os filhos incorporados e ocupados com os assistentes, uma senhora em seu silêncio esconde uma dor inimaginável, ela sofre em silêncio aguardando alguém que possa apaziguar sua aflição, mas ela não fala ninguém sabe, para todos, é apenas uma pessoa em busca de um conselho ou um passe.

Começam as curimbas para a subida dos caboclos, um a um esses bravos e maravilhosos irmãos deixam seus aparelhos, e consequentemente o recinto físico da casa.

Começam-se os pontos para os baianos, o louvor aos baianos é sempre entoado com grande festa e expectativa, são os nossos queridos camaradas que nos ajudam aconselhando e batendo um papo descontraído fazendo-nos esquecer nossas aflições que ficaram de fora desse humilde trabalho.

Um a um os assistentes vão conversando, tirando duas dúvidas e solicitando conselhos, e essa senhora, não fugindo da regra, também o fez. Mas algo a incomodava, mas ela talvez preferiu manter o silêncio.

Durante os trabalhos dos baianos, a gira descontraída, fui tomado por um êxtase inexplicável, eu não sou muito a favor de trabalhar com a linha da esquerda, confesso, não por preconceito ou porque gosto de menosprezar essa fantástica linha de guias, mas por opção e afinidade talvez.

Um baiano a chamou e foi onde ela começou a mancar, começou a chorar de dor, dizendo que estava com problemas nos rins, na perna esquerda e no braço direito, sentia muitas dores na coluna também.

Sinto a vibração do Sr. Marabô e me pergunto qual é o propósito de senti-lo em uma gira de baianos, além disso, qual é o propósito de senti-lo se eu mesmo sentia que os trabalhos corriam muito bem e sem maiores complicações?

A Vibração ficava mais forte, até que eu não pude segurar, como sou um médium semiconsciente, passivamente participei do trabalho dele e atento gostaria de saber do porque de sua aparição. Eu, já sabia que ele é uma das entidades que sirvo que atua enfaticamente na linha médica, mas qual o motivo para sua presença ali? Mil coisas se passam na cabeça, até achei que algum filho seria repreendido ou estaria ali alguma presença que por algum erro deixaram passar… É incrível como o tempo é relativo, em questão de segundos, veio um turbilhão de indagações em minha cabeça, até que…

– Tu, mocinha, venha cá! Disse ele.

Ela atônita e assustada faz com o dedinho indicador da mão direita em relação ao seu tórax, como quem diz: Eu?

– É, você mesma! Me acompanhe.

Vagarosamente a mulher o acompanhou e a levou para outro setor dentro do centro, um setor mais calmo para trabalhos mais tranqüilos. Com ele, foi chamado mais dois médiuns, que eram de Iemanjá por sinal, para acompanhá-lo no trabalho.

Chegando ao recinto, ele mandou pegar quatro bancos e ordenou a cada uma das filhas:

– Eu quero a linha de preto-velhos aqui, preciso fazer um trabalho conjunto com o início da cirurgia que irei prestar, portanto, firmem a cabeça que eu quero suas vovós aqui.

Enquanto os médiuns se preparavam para efetuar a comunicação mediúnica, ele já sentou, pediu a sua adaga, o marafo, seu charuto, e começou os trabalhos.

Lembro-me que uma preta-velha ficou posicionada ao lado direito dessa filha, outra ficou na parte posterior e o Sr. Marabô ao lado esquerdo, e iniciaram a triangulação terapêutica sobre a filha.

Foi solicitado mel e um chá de ervas, como temos essa disponibilidade no centro, fica muito mais fácil quando se existe uma urgência. Assim que esse chá de ervas e mel foi preparado, foi solicitado ao cambono ministrar três colheres na boca da senhora.

– Funcionará como anestesia, minha moça

– Espero, senhor, a dor é indescritível

– Tenha paciência, agirei em três frentes com você, você receberá passes fluídicos nas áreas menos graves, como seu braço direito e sua coluna, mesmo assim, teremos que fazer um tratamento de seis sessões, sua coluna deve-se a um reumatismo que iremos remover com o tratamento, o cansaço de sua perna deve-se a energias deletérias que serão excluídas de seu corpo, assim como seu braço direito.

Com o punhal na mão ele continua:

– A situação mais sensível é o seu rim, terei que fazer uma cirurgia psicossomática nele e te receitar alguns chás, tenha paciência que em duas luas será solucionado seu problema.

Após alguns minutos, ela dizia sentir uma pontada muito forte na dor, em contrapartida, estava tendo um alivio, uma espécie de formigamento em todo o corpo, e o preparado com o mel anestesiou um pouco suas dores, nisso, já se ouvia ela dizer: Graças a Deus, que Deus abençoe vocês.

Durante o trabalho, Sr. Marabô não parou, muitas fumaçadas de charuto ao redor da paciente, muita conversa, dizem que ele acalma muito os seus pacientes, contanto piadas e brincando, atuando também no corpo mental do paciente.

Durante o trabalho ela perguntou:

– Que estranho exu fazendo cirurgia e cura, vocês não são da encruzilhada e servem pra proteger o terreiro? Disse ela.

– Sim, a linha de exu em geral possui essa característica, mas tive um ofício na terra, que por sinal era médico, por não me achar digno de ainda caminhar na luz, caminho nas trevas, onde me sinto mais útil, e além de trabalhar sim, com a defesa do centro, pois eu também sou um exu que é firmado na tronqueira, eu também trabalho paralelamente com outros guias desse menino para atuar com a cura.

– Interessante, disse, nunca conheci um exu que trabalhasse com cura.

– Talvez você já conheça, ele apenas não se plasma dessa forma a você, dando uma gargalhada ele retruca.

Com isso, ele passou pela última vez sua adaga e disse:

– Minhas velhas, agradeço, o primeiro estágio da cirurgia foi concluído.

Nisso as preta-velhas que participaram ativamente da doação fluídica, de todo o magnetismo energético, trocando más energias por boas energias, também devagar foram desocupando seus aparelhos e fazendo com que as médiuns voltassem a si.

Disse a paciente:

– Obrigado senhor, vocês foram uma benção, eu andava com dificuldade pela dor, e agora consigo andar sem incômodo no rim ou na minha costela, vocês são uma benção, obrigado a você Exu.

– Agradeça a Deus, pois ele que deu a oportunidade para você aqui se curar e eu aqui atuar.

Com isso, a mulher foi levando muitas outras pessoas com problemas de saúde e com a graça de Deus, as graças também foram alcançadas por ela, e sinto-me muito feliz de ter sido um instrumento para essa benção e muito honrado por servir a esse Exú e a toda a Benevolência Cósmica.

Comentários:

Algumas lições tirei com isso, alguns dizem que exus só podem trabalhar no escuro e não incorporam com a presença da direita, percebe-se que isso é um mito, ele só não veio durante um trabalho da direita, como também não foi chamado, mas para atuar na Lei e praticar a Caridade tão pregada nos templos, ele veio em nome da urgência que ali existia.

O exu não é apenas uma entidade de encruzilhada ou de porteira, exu tem fundamento, exu tem Luz, exu tem conhecimento, portanto, também existem exus que possam atuar na cura, que também pode atuar com energias mais sutis.

E muitas escolas dizem que exu é um exu de Xangô ou Oxossi, o meu é um exu que vem na vibração de Iemanjá. E pelos meus ensinamentos, como os guias de Iemanjá trazem o poder da cura, não é nenhum pouco surpreendente que o exu que “ela escolheu” em minha linha, seja um digno mensageiro da vibração dela.

 

Saravá os Preto-Velhos

Saravá Sr. Marabô

Saravá os Exus

Saravá a Corrente Médica

 

 

Namastê

Neófito da Luz

Sete Lágrimas de um Preto Velho

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto velho chorava. .. 
De seus olhos molhados, lágrimas desciam-lhe pelas faces e, não sei porque, contei-as… Foram sete! 
Na incontida vontade de saber,aproximei-me e o interroguei… 
– Fala meu preto velho, diz ao teu filho porque externas assim uma tão visível dor? 
E ele, suavemente respondeu… 
– Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas são distribuídas a cada uma delas. 

A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas ofuscadas mentes não podem conceber… 

A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que os seus próprios merecimentos negam… 

A terceira, distribuí aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar um semelhante… 

A quarta, aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dele de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão… 

A quinta, chega suave, tem o riso e o elogio da flor nos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito “Creio na Umbanda, nos seus caboclos e no seu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo”… 

A sexta, eu dei aos fúteis, que vão de terreiro em terreiro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos, porém seus olhos revelam um interesse diferente… 

A sétima filho, notas como foi grande e como deslizou pesada, foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os orixás; fiz doação dessa aos médiuns, vaidosos, que só aparecem no terreiro em dias de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual… 

E assim, filho meu, foi para esses todos, que viste uma a uma, as sete lágrimas desse preto velho!

Serões de Pai Velho

 

pretovelho 

ZIVAN – O que é a pemba e para que serve?


PAI VELHO – Pemba era um giz de fabricação especial, obtido através de um rito ou cerimônia. Passava de geração a geração e servia para grafar determinados sinais cabalísticos ou mágicos, com as mais diferentes significações, os quais variavam desde o nome da entidade que os firmava até às ordens astrais, envolvendo as mais diversas classes de entidades. De modo geral, porém, os sinais riscados pela pemba eram para uso de magia.

ZIVAN – Qual é o verdadeiro valor oculto, ou de imantação, da pemba?


PAI VELHO – Nenhum, pois o valor e a finalidade não estão no giz, e sim nos sinais grafados. O giz comum serve perfeitamente para o fim a que se destina: é inclusive mais barato e econômico.
    A grande quantidade de pembas preconizadas para esse ou aquele fim é pura especulação comercial, sem o mínimo valor cerimonial ou oculto. Risca-se ponto demais. Com pembas ditas de Angola, do Congo, da Costa e de Moçambique. Os pontos autênticos das verdadeiras entidades são raros.

    Sabendo que a magia não está na pemba e sim nos sinais que a entidade firmou, vamos apreciar o assunto em seus menores detalhes.

    O Ponto Riscado, ou a Grafia do Orixá, é uma ordem escrita a uma série de entidades, desde os espíritos da natureza aos Exus e até a espíritos sensíveis às figuras geométricas.
    O ponto completo obedece a sete sinais positivos que o identificam:

  • A que vibração primordial-forma pertence a entidade: caboclo, preto-velho ou criança;
  • A que linha pertence, dentro das sete fundamentais;
  • A falange ou subfalange, bem com o grau hierárquico dentro dos três planos de manifestação: Orixá, do Guia ou do Protetor;
  • Planeta regente e signo zodiacal;
  • Cor Fluídica Esotérica;
  • Elemento que manipula, figura geométrica, corrente cósmica e metal correspondente;
  • Entidades que comanda, quer as chamadas naturais, humanos ou não e artificais.

     Além desses sinais positivos existem os negativos, ocultos.

    O ponto riscado é a própria história da entidade e dos auxiliares que a acompanham em seus trabalhos. É através dele que também podem ser efetuadas todas as fixações de magia, as ordens a uma série infindável de espíritos, obedecidas religiosamente. Traçado de pemba é coisa muito séria e pode, inclusive, pela leviandade de se riscar pontos sem o mínimo conhecimento, desencadear as mais imprevisíveis forças, às vezes com conseqüências irremediáveis.
    A questão dos pontos é tão importante que todos têm nas palmas das mãos o selo dos Orixás responsáveis pelos destinos de cada um, como dizem os estudiosos da Quiromancia.

 

Serões de Pai Velho – Roger Feraudy 

Glossário de Práticas no Terreiro

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Defumação – Ato de purificar o ser, o objeto e o ambiente, através da fumaça. É o ato de expulsar o negativo, através de aromas, ou seja, das essências (ervas: alecrim, benjoim, incenso e outras), de acordo com a necessidade da utilização.

A defumação é uma prática antiqüíssima de todas as religiões e de todos os povos. A defumação tem sempre caráter expulsatório (exorcístico) de espíritos.

O emprego sistemático da fumaça deve ser reminiscência indígena. Entre todas as tribos da raça Tupi, o Tabaco é considerado como planta sagrada.

O segredo e a utilização desses elementos por parte de nossas entidades, do uso do cachimbo, do charuto e do cigarro nos trabalhos, defumando e não como vício, como soprar a fumaça, são variados, dependendo do caso em questão.

Atuação do Defumador

1ª. – A essência do defumador, desfazendo-se no ambiente, isto é, misturando-se com o éter atmosférico, vai ser sentido pelos espíritos;

2ª – Seu aroma desperta alguns centros nervosos dos médiuns, fazendo esses centros vibrarem de acordo com as irradiações fluídas da Entidade.

Fogo – Utilizado para acender defumadores, charuto, cachimbo, cigarro e pólvora, bem como para cozinhar as comidas oferecidas às Entidades. Associado nos ritos de magia e religião como afastador de espíritos ruins e dos males.

O fogo da pólvora (tuia) produz o estouro e a fumaça para que expulse a negatividade, rompendo o campo magnético.

Velas – Vieram para a Umbanda por influência do Catolicismo.

Iluminadas, são ponto de convergência para que o umbandista fixe sua atenção e possa assim fazer sua rogação ou agradecimento ao espírito ou Orixá a quem dedicou.

Ao iluminá-las, homenageia-se, reforçando uma energia que liga, de certa forma, o corpo ao espírito.

Água – Sua utilidade é variada. Serve para os banhos de amacis, para cozinhar, para lavar as guias, para descarregar os maus fluídos, para o batismo. Dependendo de sua procedência (mares, rios, chuvas e poços), terá um emprego diferente nas obrigações.

A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego.

Ponto Riscado – Se não houvesse o segredo, para que então o ponto riscado? Cada ponto, seja de Caboclo, do Preto Velho ou do Exu, tem uma interpretação, podendo identificar aquele que o risca, podendo caracterizar a natureza do trabalho.

Concentração – É ter a mente fixada sobre um objeto.

Meditação – É uma corrente contínua de pensamentos a respeito desses objetos.

Bater Cabeça – O médium da Casa, em respeito às firmezas dos Orixás, deita-se de barriga pra baixo em frente a ele (Gongá) a fim de pedir proteção.

Gongá – Altar dos Orixás, onde ficam os símbolos, otás, fetiches, comidas dos mesmos, imagens, etc…

Sineta Litúrgica ou Adejá – É um instrumento chegada de entidades. Deve ser utilizada e consagrada em momentos apropriados somente por pessoas capacitadas para tal, devendo ser guardado no Gongá.

Otá – Pedra ou pedaço de metal, axé do Orixá (onde se fixa a força mágica do Orixá). O otá tem vida; somente assim é um otá. Sua forma, dependendo do Orixá, poderá ser redonda, arredondada (ovalada) ou comprida.

Preceito – Normas, proibições e recomendações relativas ao culto.

Bebidas – Na Umbanda, bebe os médiuns irmanados com seus Guias espirituais, na certeza de que confraternizam brindando com seus caetés (cuias), invocando os poderes do Deus Onipotente na sua Corte Celestial com os Ministros (Orixás).

Penacho e Cocares – Os guias não precisam deles para demonstrar sua condição de representantes do Orixá, entretanto, para melhor tomarem contato com a Terra, uma vez que sentem saudades, muitas vezes, da sua permanência neste Planeta, como antes encarnados que o foram, bem como, para dar cunho de materialidade nos seus trabalhos.

Charutos, Cachimbos e Cigarros – O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.

Pemba – A força esotérica da Escrita astral, na Umbanda é feita pela Pemba (giz oval – forma cônica), que tem o poder de abrir e fechar trabalhos de magia, e de purificar, quando em forma de pó é lançada ao ar no ambiente em que se utiliza.

Prece – É uma evocação por meio da qual colocamos nossos pensamentos em relação ao ente e Entidade a que nos dirigimos. Pode ser pensada ou mentalizada, falada ou cantada.

Obrigação – É um dever, um compromisso com as Entidades. Implica na presença do Sacerdote, que com sua força espiritual, com o conhecimento do ritual e do material a ser aplicado na obrigação, estabelece o elo, o canal entre o filho e as forças espirituais.

Oferenda – É um ato livre que qualquer pessoa pode fazer, desde que tenha conhecimento do que poderá oferecer à Entidade.

Corimbas – São cânticos invocando as Entidades, marcando o início de sua incorporação ou desincorporarão, para criar formas mágicas para determinados trabalhos, para abrir e fechar sessões no Terreiro, parar pedir forças espirituais, para afastar espíritos maus, para pedir maleme (perdão) e outras diversas finalidades.

Atabaques – Eles servem para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com que todos os médiuns permaneçam em vibração (danças, aceleração do médium, principalmente em desenvolvimento).

Paó (3 palmas lentas) – Utilizado para pedir permissão para entrar, saudar e licença.

Bater com as pontas dos dedos, no chão – Da mão esquerda: Saudando os caminhos de Exu; da mão direita: Saudando, homenageando e pedindo licença ao local.

Guias (fios de contas) – É um colar ritual de miçangas, contas de cristal, de louça, de frutos pequenos, construídos de acordo com a Entidade, que designa também a cor de sua preferência. Podem ter pequenos objetos presos a eles. A Guia (fio) de Exu é colocado no pulso do braço esquerdo, nunca passando pela cabeça do umbandista.

Vestimenta Roupa Branca (Roupa de Santo) – É a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora. Ela deverá ser despachada no mar, juntamente com uma pequena imantação (oferenda) para o Orixá ou Entidade a que pertencer. Fica claro que é obrigatório seu despacho, pois se trata de um instrumento de trabalho do médium.

Toalha Branca (Pano da Costa) – Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,50 x 0,76 m.

No caso dos homens, é pendurado do lado esquerdo, no ombro ou na cintura e no caso das mulheres, por cima dos ombros ou na cintura, do lado direito. É utilizado para o médium bater cabeça.

Trabalhar descalço – O médium, sempre que possível, deve trabalhar descalço por uma questão de humildade e para facilitar a incorporação, bem como para haver melhor descarga dos fluídos nocivos, diretamente para a terra. Estando o médium calçado, estará isolado da terra, o que dificultará a eliminação dos fluídos nocivos (negativos), assimilados ao se transpor às encruzilhadas, cemitérios, hospitais, etc…, Quando da vinda para o Terreiro.

Banhos de Descarga – São coisas sérias, requerendo atenção de quem os toma, bem como de quem os administra. É uma banho de flores, ervas ou essências. Cada um deles traz o seu magnetismo e a pessoa vai absorvê-lo de modo que ao tomá-lo, elimina toda a influência negativa agregada a sua vibratória humana (corpo etérico). As ervas, de preferência, devem ser colhidas por pessoas capacitadas para tal, em horas e condições exigidas, entretanto, podem ser usadas também as adquiridas no comércio (frescas), desde que quem vá usá-las, as conheça. Poderão ser também preparados banhos de descarga, com rosas brancas (banho neutro) e de efeito muito positivo, podendo ser tomado por qualquer pessoa sem afetar sua faixa vibratória. As essências também devem ser utilizadas com cuidado, pois contêm muita vibração, somente administradas por pessoas capacitadas.

Preparo – O melhor modo pelo qual obtemos uma maior imantação, seja ele com flores, ervas ou essências, é através do calor, da evaporação, isto no ritual da Umbanda. Colocamos numa panela a água e a deixamos ferver. Quando estiver fervendo, apagamos o fogo. Então, colocamos as pétalas das flores, ervas ou essências, abafando e deixando em fusão para o devido cozimento por evaporação. No caso das flores e ervas, após o cozimento, coamos o mesmo num pano branco e guardamos os resíduos para serem despachados oportunamente.

Uso – O chacra mediúnico (frontal) e glândula (nuca) são os dois pontos que fecham a faixa vibratória mediúnica. Com elas, para o cérebro convergem as vibrações captadas, sendo razão indispensável para que o banho seja derramado sobre a cabeça, pois daí parte todo comando do corpo, o que por outro lado acarretará prejuízo, quando mal aplicado (no caso das ervas e essências), caso este em que o magnetismo do banho não estiver em harmonia com a vibratória mediúnica da pessoa (Orixá de Coroa).

Entidades Espirituais – São espíritos de alta, média e baixa faixa vibratória, em ascensão evolutiva, ou não, no Plano Espiritual.

Guia (Entidade) – É o espírito de luz que procura guiar os homens, afastando-os do mau caminho, representando o Orixá de coroa de médium. Poderá ser um Caboclo ou um Preto Velho.

Protetor (Entidade) – É um espírito que passou pela vida terrena e deseja obter mais luz, fazendo o bem e promovendo a paz entre os homens que vivem ainda no plano material. Poderá ser um Boiadeiro ou Exu (macho e fêmea).

Passe – Os passes não fazem parte do corpo doutrinário do Espiritismo. Eles remontam aos mais remotos tempos e constituem recursos naturais, postos à disposição dos homens para as tarefas de socorro ao próximo. O Novo Testamento demonstra que Jesus e os Apóstolos utilizavam-se dos passes como recursos magnéticos curadores aliados a recursos espirituais, curando pela imposição das mãos ou pelo influxo das palavras de fé. Graças à sua feição de “Consolador Prometido”, o Espiritismo, conserva e difunde essa modalidade de auxílio, a fim de atender uma infinita quantidade de pessoas que batem às portas dos Centros Espíritas, na esperança de cura ou de alívio.

 Passe é uma “transfusão de energias psicofísicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em benefício de outrem” (Emmanuel).

Para o êxito dessa operação, cabe ao médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da vida. Mágoas excessivas, paixões, desequilíbrio nervoso e inquietude, bem como alimentos inadequados e alcoólicos, são fatores que reduzem as possibilidades do passista e que, portanto, devem ser evitados. Aqueles que se consagram aos trabalhos de assistência aos enfermos através de passes, devem cultivar, além da humildade, boa vontade, pureza de fé, elevação de sentimentos e amor fraternal.

Nos processos patológicos orgânicos, os “passes” não dispensam os recursos da Medicina, devendo ser utilizados como complemento.

Egum – É um espírito sem luz, ou pouca luz, de um desencarnado.

Falanges – São grupamentos de espíritos que atuam no Plano Espiritual, recebendo a falange, o nome de seu chefe.

Legiões – O mesmo que Falanges, porém, espíritos em faixa evolutiva superior.

Linhas – O mesmo que Legião, porém, espíritos ou divindades que não necessitam mais de evolução espiritual.

Encruzilhada – Local onde se cruzam dois caminhos. Local onde se realiza o contato permanente de Exu com Ogum, que incumbe os Exus de suas tarefas, transmitindo-lhes as ordens superiores.

Cumprimento Ombro-a-Ombro – Quando um Guia cumprimenta um consulente ou um assistente com o bater de ombro, isto é sinal de igualdade, de fraternidade e grande amizade.

Macaia – Lugar de retiro, em plena mata, onde os médiuns vão descansar, refazendo suas forças psíquicas, no contato direto com a natureza e local nativo do “habitat” de Orixás. Ali se faz oferenda aos Orixás daquele “habitat” (casa).

Pontos de Segurança – São os pontos que se riscam e cantam no início da Sessão. Têm por finalidade, como o próprio nome já diz, trazer segurança para os trabalhos daquela Sessão. Tais pontos impedem a intromissão de espíritos maléficos. Sem tais pontos, os trabalhos realizados naquela Sessão ficariam nulos ou perderiam quase todo o efeito.

Sessão – Reunião dos adeptos da Umbanda para promoverem os seus desenvolvimentos espirituais, homenagem ou procura de curas de males materiais e espirituais.

Eledá – Orixá guardião da vida da pessoa.

Batismo – É realizado através da água, do fogo (vela), do sal, das ervas, da pemba e óleos sacramentais.

Amaci – São ervas frescas maceradas na água limpa (de cachoeiras, nascentes, etc…) que tem por finalidade a lavagem de cabeça em especial, para tranqüilizar a mente e intelecto de seus adeptos.

Gira – É a cerimônia onde são invocados os espíritos.

Cambono – Tem por obrigação atender as entidades quando incorporadas e interpretar sua fala para os consulentes. É um médium, designado para tal função.

 

O Ectoplasma

Um dos elementos bioenergéticos mais utilizados por Caboclos, Preto-Velhos, Exus e Crianças, seja em atividades curativas, harmonitórias, e também, em neutralização de demandas, é o nominado Ectoplasma.

O Ectoplasma, que tem despertado um grande interesse por parte das religiões mediúnicas e de cientistas de todo o mundo, é uma substância material, visível ou não, consoante sua quantidade e densidade, absorvida/produzida pelo corpo humano a partir da fusão e posterior metabolismo de quatro fluidos, quais sejam fluidos astrais (química astral); Fluidos da natureza (raios solares, raios lunares, gases etc.); E fluidos orgânicos e inorgânicos de nosso planeta (minerais, vegetais e animais).*

É de conhecimento também que o ectoplasma localiza-se nas células humanas, constituindo- se como uma parte etérica das mesmas.

Esta matéria, que em alguns casos de acúmulo excessivo, apresenta-se como uma geléia viscosa, de cor branca, semi-líquida e que sai através dos principais orifícios do corpo humano (boca, narinas, ouvidos etc.), é um dos elementos integrantes de nosso corpo vital (duplo etéreo), sendo o envoltório intermediário entre o perispírito (corpo astral) e o corpo físico. É o dinamizador da parte bio-fisiológica do ser humano encarnado.

Dizem alguns que é encontrado em maior quantidade na altura dos centros de força (chakras) Umbilical e básico. Não vamos nos ater a discorrer sobre o emprego de ectoplasma na materialização de espíritos e objetos, situações em que deve haver um grande acúmulo de ectoplasma nos doadores desta substância, mas sim na sua utilização por parte dos espíritos trabalhadores de nossa elevada Umbanda.

Os Caboclos, Crianças, Exus e Preto-Velhos (As formas fluídico-perispirituais de manifestação de espíritos na Umbanda mais ostensivas, mas temos também todas as outras formas espirituais, sendo o mais importante a essência da tarefa: caridade) costumam utilizar o ectoplasma de seus médiuns para os mais variados fins (lembre-se: espíritos não têm corpo vital, logo não têm ectoplasma.

Nos trabalhos de cura, costumam aplicá-lo nos centros de força dos assistentes, a fim de reequilibrar o fluxo energético (absorção e emanação de energias).

Nos trabalhos direcionados ao desmanche de baixa magia, as entidades potencializam a substância ectoplasmática, deslocando-se a lugares onde está a origem material da feitiçaria (objetos vibratoriamente magnetizados), passando a manipular tais materiais, desmagnetizando- os e neutralizando as demandas.

Devido aos espíritos utilizarem o ectoplasma humano em algumas tarefas onde há a necessidade deste fluido vital, muitos médiuns, ao término de uma sessão ou gira, sentem-se fatigados, cansados, exauridos de energia, e com apetite aguçado. Esta situação ocorre em grande parte, e em vários graus, conforme a quantidade sorvida, em razão da retirada de parte do ectoplasma do médium por parte dos espíritos trabalhadores.

É um acontecimento natural, facilmente dirimido pela ingestão de líquidos como água pura, sucos, refrigerantes, comestíveis, e, se possível, um ligeiro repouso. Após um curto espaço de tempo o ectoplasma volta a seu nível normal.*

O Ectoplasma ainda é assunto a ser mais explorado. A cada dia surgem novas informações sobre este nobre fluido que é de suma importância para a Humanidade. 

O que se deve ter em mente, principalmente por parte dos médiuns sérios, é que a maior qualidade do fluido vital ectoplasmático está diretamente ligada aos hábitos do indivíduo, enquanto membro de uma sociedade heterogênea. 

Portanto, é de suma importância que não se abuse de bebidas alcoólicas, fumo e sexo, que, se ingeridos ou praticados em demasia, poderão influenciar na maior ou menor eficácia de determinados trabalhos espirituais. 

 

Neófito da Luz

Namastê